segunda-feira, julho 6, 2026

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Banco público domina dívida rural em MG


A presença dominante da Caixa Econômica Federal no passivo do Grupo Agro Cerealli, em Coromandel, no cerrado mineiro, dá o tom da recuperação judicial e coloca o crédito rural público no centro da reestruturação. As informações são de Rafael Fonseca Nogueira, Head de NPL & Recuperação de Crédito.

O grupo, formado pelos produtores Silvio C. S. e Romualdo S., responsáveis pela Fazenda Arcos São João, apresentou dívida total de R$ 40,8 milhões. Desse montante, R$ 29,5 milhões estão concentrados na Caixa, distribuídos em 19 contratos de crédito rural, incluindo Pronamp, FCO, custeio e investimento. O banco responde sozinho por 72% do passivo informado.

Essa concentração altera o peso das negociações. Em uma recuperação judicial na qual um banco público detém mais de metade da dívida, a dinâmica tende a ser diferente daquela observada em casos pulverizados entre bancos privados, cooperativas e fornecedores. A Caixa chega ao processo com poder relevante na formação de maioria e com influência direta sobre os rumos da assembleia geral de credores.

O pedido foi protocolado em 27 de janeiro de 2026 como tutela cautelar antecedente, mecanismo que permite suspender execuções por 60 dias para mediação antes do pedido formal de recuperação. O deferimento ocorreu em 13 de abril de 2026, com Inocêncio de Paula Sociedade de Advogados nomeado administrador judicial.

Além da Caixa, o quadro financeiro inclui a DLL, braço financeiro do Rabobank, como segundo maior credor, com R$ 3,8 milhões em financiamentos de máquinas. O crédito cooperativo também aparece na composição do passivo, com Sicredi Planalto, credor de R$ 2,6 milhões, e Unicred Evolução, com R$ 600 mil.

A lista ainda traz a Louis Dreyfus como credora em processo judicial de R$ 1,3 milhão e a Agrolend com CPR-F, instrumento usado para antecipar receita futura da lavoura. Com o deferimento da RJ, o processo deve avançar para a publicação do Quadro Geral de Credores, habilitação dos créditos, apresentação do plano em até 60 dias e assembleia, etapa em que a posição da Caixa será determinante.

 





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Exportações de grãos despencam


As exportações de grãos da Ucrânia registraram queda relevante ao longo do atual ano comercial, refletindo mudanças no cenário produtivo e logístico do país. O desempenho mais fraco ocorre em um contexto de pressões externas e ajustes de mercado, com impactos diretos sobre o ritmo de embarques e a formação de preços.

Durante os primeiros nove meses do ciclo, os embarques ucranianos ficaram 22% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano anterior, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA. A análise aponta que o recuo está ligado a uma combinação de fatores, com destaque para os efeitos da guerra com a Rússia, que continua concentrada no território ucraniano.

De acordo com o órgão, os ataques à infraestrutura, incluindo ferrovias, portos e a rede elétrica, reduziram a capacidade de escoamento em determinados momentos, dificultando o transporte entre as áreas de produção e os terminais de exportação.

Outro ponto relevante foi o comportamento dos preços internacionais. Desde o início do ano comercial 2025-26, as cotações dos grãos ficaram abaixo das registradas no ciclo anterior, cenário associado à maior produção global estimada e ao aumento dos estoques finais. Nesse ambiente, produtores ucranianos passaram a reter parte da produção, favorecidos pela ampliação da capacidade de armazenagem nas propriedades desde o início do conflito.

A entidade também destaca que as quotas de importação adotadas pela União Europeia contribuíram para redirecionar os embarques a mercados tradicionais, o que resultou em preços menos atrativos aos agricultores.

Para o próximo ciclo, a perspectiva é de recuperação. A projeção indica avanço significativo nas exportações, com destaque para a cevada, que pode crescer 133%, além de aumentos de 26% no milho e 19% no trigo. A produção total também tende a subir, impulsionada por rendimentos acima da média, favorecidos pelas condições climáticas positivas nesta primavera.

 





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Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo apresentou contundente queda dos preços ao longo desta semana, indica a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, muitos frigoríficos passaram a sinalizar para um posicionamento mais confortável das escalas de abate e começaram a testar níveis mais baixos de preço nas principais praças de produção e comercialização.

“A sazonalidade é fator importante nesta estratégia, considerando a maior saída de animais durante o segundo trimestre, período em que tipicamente a qualidade das pastagens declinam e o pecuarista perde capacidade de retenção, aumentando a necessidade de negociação”, pontua.

De acordo com Iglesias, a progressão da cota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,1 milhão de toneladas (com excedente taxado em 55%), é outro elemento de grande importância a ser mencionado, com a perspectiva de esgotamento entre os meses de junho e julho.

O analista ressalta que para a próxima semana e ao longo do mês de maio, esses fatores devem incentivar a indústria a tentativas de compra abaixo de R$ 350 na praça-base São Paulo, levando a reduções em outros estados também.

Variação do preço da arroba na semana

Na sexta-feira (24), a referência média para a arroba do boi foi cotada da seguinte forma nas principais praças de comercialização do país:

  • São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 há uma semana (-1,7%);
  • Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%);
  • Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%);
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%);
  • Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%).

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 942,105 milhões em abril até o momento (12 dias úteis), com média diária de US$ 78,508 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,353 mil toneladas, com média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio.

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Embrapa leva capacitação sobre palmeiras e participa de feira de sementes no Amazonas


Crédito: Foto: Maria José Tupinambá | Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental promove, nos dias 29 e 30 de abril, uma agenda técnica no Alto Solimões (AM) voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável. A programação inclui o curso “Cultura do açaí e outras palmeiras nativas” e a participação na I Feira de Troca de Sementes e Mudas da região.

O curso será ministrado pelo pesquisador Edson Barcelos e tem como foco o manejo e o plantio de espécies como açaí, buriti e bacaba. A proposta é orientar produtores sobre técnicas que garantam sustentabilidade, preservação das florestas nativas e geração de renda. A atividade também busca fortalecer a segurança alimentar nas comunidades locais.

A capacitação é direcionada a agricultores familiares, técnicos, estudantes e demais interessados. Em Benjamin Constant, o encontro ocorre no dia 29, no auditório da prefeitura, com apoio de instituições como o MDA, a Funai e o Idam. Em Tabatinga, no dia 30, a formação será realizada na comunidade Umariaçu II, com parceria de órgãos locais e da Adaf.

Paralelamente, a Embrapa participa da I Feira de Troca de Sementes e Mudas do Alto Solimões, em Benjamin Constant, dentro do projeto “Mãos Guardiãs”. A iniciativa incentiva o intercâmbio de sementes crioulas e mudas de fruteiras nativas, como o cupuaçu, com foco na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da produção local.

Segundo a pesquisadora Aparecida Claret, a ação estimula o policultivo e a formação de “guardiões de sementes”, ampliando a diversidade produtiva e contribuindo para a geração de renda em comunidades indígenas e tradicionais da região.

Os interessados em participar da edição em Benjamin Constant podem obter informações sobre inscrições diretamente na sede da prefeitura ou com a Semap.

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Diesel pode bater recorde histórico em 2026


O consumo de combustíveis no país deve seguir em expansão em 2026, impulsionado principalmente pelas atividades produtivas e pelo transporte de cargas. A projeção indica crescimento tanto no diesel quanto nos biocombustíveis, em linha com o ritmo da economia.

Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B deve atingir 70,8 milhões de m³ em 2026, avanço de 1,9% na comparação anual. O desempenho é sustentado pela evolução da colheita agrícola, aumento das exportações e maior movimentação no transporte rodoviário. A análise aponta que, apesar de um início de ano mais fraco, com recuo de 1,7% no primeiro bimestre, a tendência é de recuperação ao longo dos meses, apoiada pela retomada do fluxo logístico.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, realça o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

O crescimento deve ser mais intenso nas regiões Sudeste e Sul, impulsionado pela indústria e pela produção agrícola, enquanto o Centro-Oeste deve avançar de forma mais moderada. Na oferta, a produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, o que deve reduzir as importações para 17,2 milhões de m³ no ano, com leve queda de 0,6%.

No segmento de biocombustíveis, a expansão é mais significativa. A demanda por biodiesel deve alcançar 10,4 milhões de m³, alta de 7,2%, refletindo a ampliação da mistura para B15 e o aquecimento econômico. O óleo de soja segue como principal insumo, com participação crescente. Em um cenário alternativo com adoção do B16, o volume pode chegar a 10,76 milhões de m³.


 





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Silagem mal feita pode virar prejuízo na seca; especialista lista cuidados


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O Giro do Boi da última sexta-feira (24) trouxe orientações do zootecnista Edson Poppi, um dos maiores especialistas em silagem do Brasil. Com a aproximação da estação seca, o silo torna-se o “seguro de vida” da fazenda. No entanto, Poppi alerta que falhas nos procedimentos de ensilagem podem gerar perdas nutricionais e sanitárias que o produtor perceberá somente meses depois.

O segredo para evitar esse prejuízo está no rigor técnico antes, durante e após o fechamento da trincheira, garantindo que o alimento conservado mantenha o potencial de produção de carne e leite. De acordo com Edson Poppi, o ar é o inimigo número um da silagem. A ausência de oxigênio é fundamental para a fermentação correta e a preservação dos nutrientes.

Confira:

Cuidados na colheita

Poppi informa que o erro na silagem muitas vezes começa antes mesmo da colheita, na falta de asseio das estruturas de armazenamento. Colher no “olhômetro” é um convite ao prejuízo. O teor de umidade define o sucesso da fermentação e a aceitação pelo gado. Para medir a matéria seca (MS) diariamente durante a colheita, o especialista recomenda a utilização do teste do micro-ondas ou air fryer.

Para o sorgo, o ideal é cerca de 30% de MS; para o milho, o ponto ótimo fica entre 35% e 37% de MS. É aconselhável ter sempre um agrônomo ou zootecnista responsável acompanhando o processo para ajustes em tempo real. A silagem deve ser tratada como uma obra de engenharia nutricional e um silo mal feito pode resultar em problemas sérios, como acidose e queda na produtividade.

Um material bem conservado garante a rentabilidade na seca. O especialista enfatiza: “O capricho na execução hoje evita o descarte de comida e dinheiro amanhã”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Faesp classifica abertura da Agrishow como ‘dia do não anúncio’ e defende plano de longo prazo para o setor


Créditos: Agrishow

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que faltaram medidas concretas para o setor agropecuário durante a abertura da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP). Em pronunciamento, ele classificou a data como o ‘dia do não anúncio’.

Segundo Meirelles, o setor produtivo chegou à feira com expectativa de medidas imediatas e estruturantes, mas encontrou novamente um conjunto de intenções e promessas já conhecidas, sem definição de prazos ou mecanismos de execução.

“Hoje foi o ‘dia do não anúncio’. Quando todo o setor produtivo esperava a consolidação de medidas efetivas, os representantes do governo federal vieram, mais uma vez, com promessas para renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais justo e acessível ao produtor rural. O produtor não precisa de mais promessas, mas de ações efetivas que tragam segurança jurídica para quem faz do Brasil o verdadeiro protagonista da segurança alimentar”, afirmou.

Criação de um ‘Plano Brasil’

O presidente também defendeu a criação de um plano de Estado de longo prazo para o agronegócio. “É fundamental termos um plano de 10, 20 anos, ou seja, um ‘Plano Brasil’ que contemple soluções de curto, médio e longo prazo. O setor necessita de previsibilidade e de uma visão de Estado que ultrapasse governos, garantindo que o apoio ao produtor seja contínuo e estratégico”, reforçou.

Mais que palavras: ações

A Faesp reforça que o sucesso do campo brasileiro depende da transformação de discursos em ações concretas. Para a entidade, a segurança jurídica é essencial para garantir que o produtor siga investindo e sustentando o abastecimento interno e as exportações do país.

Segundo Meirelles, a manutenção do protagonismo do Brasil na segurança alimentar global passa por um ambiente de negócios estável e por ferramentas de trabalho eficientes, e não por adiamentos ou cronogramas indefinidos.

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Calor extremo reduz produtividade da soja e acende alerta para safra no Brasil, aponta FAO


Reprodução Aprosoja RS

O relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado na última semana, aponta que o calor extremo registrado entre 2023 e 2024 provocou uma queda de quase 10% na produção de soja, além de impactos na pecuária, com estresse térmico e redução da produtividade.

Segundo o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, a produtividade das lavouras começa a ser comprometida quando as temperaturas ultrapassam os 30°C, cenário cada vez mais frequente em regiões produtoras de soja no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

“Nas lavouras de milho e soja há perda de rendimento quando as temperaturas máximas superam 30°C nos estágios reprodutivos. Em várias regiões do Cerrado esse patamar já é recorrente, o que faz com que os ganhos de produtividade dependam cada vez mais de genética melhorada, ajustes no calendário agrícola e manejo preciso”, afirma.

Segundo ele, os ganhos de produtividade passam a depender cada vez mais de tecnologia. “Aqui é importante entender que, em termos práticos, parte importante da agricultura brasileira já não extrai ganhos naturais do clima. Os avanços vêm quase exclusivamente da tecnologia e do manejo, o que aumenta, logicamente, os custos e os riscos”, afirma Meza.

Além das perdas econômicas, o relatório chama atenção para os impactos sobre os trabalhadores rurais. A projeção é de que algumas regiões do país possam enfrentar até 250 dias por ano com calor excessivo para o trabalho no campo, aumentando os riscos à saúde e exigindo adaptações na rotina das atividades.

Adoção de medidas

Meza reforça que a adaptação da agropecuária aos efeitos do calor extremo não depende apenas do produtor rural, mas também de políticas públicas.

“O produtor não consegue agir sozinho. Para ser bem-sucedido, ele precisa de apoio de políticas públicas e de ferramentas desenvolvidas por governos, dentro de uma perspectiva de investimento em novas tecnologias, tecnologia social, planejamento, educação e pesquisa. O desafio é político e institucional, e não apenas técnico”, afirma.

Na prática, o produtor pode adotar medidas como sistemas de irrigação, sombreamento, cobertura do solo, mecanização seletiva e monitoramento climático mais preciso.

Monitoramento climático

Meza destaca ainda a importância do conhecimento climático para o planejamento da produção de soja em cenários de crise climática. Segundo ele, entender os ciclos vegetativos e os impactos das mudanças do clima é fundamental para decisões mais assertivas no campo.

Nesse contexto, o uso de previsões meteorológicas e sistemas de alerta passa a ser uma ferramenta estratégica para reduzir riscos e perdas na produção.

Foco no produtor

A adaptação ao calor extremo também envolve a proteção dos trabalhadores rurais. Segundo Meza, já existem horários do dia em que não é seguro realizar atividades ao ar livre, o que exige reorganização da jornada no campo.

Entre as recomendações estão a antecipação de atividades para períodos mais amenos, pausas regulares, mecanização seletiva, uso de vestimentas adequadas, oferta de água potável e acompanhamento da saúde dos trabalhadores, garantindo mais segurança diante do aumento das temperaturas.

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Sinais silenciosos derrubam produção de aves



O controle passa por uma estratégia integrada


O controle passa por uma estratégia integrada
O controle passa por uma estratégia integrada – Foto: Divulgação

A queda de desempenho nos plantéis avícolas é um dos principais sinais de alerta para problemas sanitários que impactam diretamente a produtividade. Entre os fatores mais recorrentes estão as doenças respiratórias, que comprometem o consumo de ração, o ganho de peso e aumentam as perdas no sistema produtivo.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essas enfermidades geralmente não têm uma causa única, sendo resultado da interação entre vírus, bactérias e fungos, muitas vezes associada a falhas de manejo e condições inadequadas no ambiente do aviário. A redução no desempenho costuma surgir antes mesmo dos sinais clínicos mais evidentes.

“A queda de desempenho costuma ser um dos primeiros sinais de que algo está errado dentro do aviário. Redução do consumo de ração, crescimento abaixo do esperado e desuniformidade entre as aves são indícios comuns. Geralmente, esses sinais vêm acompanhados de sintomas mais evidentes, como espirros, secreção nasal, dificuldade para respirar, ruídos respiratórios e apatia. Tais quadros podem estar associados a agentes patogênicos, presentes em desafios sanitários no campo”, explica Gabriela Romanzini, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

O controle passa por uma estratégia integrada, que inclui biosseguridade, manejo adequado e monitoramento constante. A identificação precoce é essencial para reduzir impactos produtivos e preservar a saúde do lote.

Entre as soluções disponíveis está o AuroPac ST, da MCassab, que combina diferentes princípios ativos para atuar tanto no controle dos agentes infecciosos quanto na melhora da respiração. A associação contribui para reduzir a carga bacteriana e facilitar a eliminação de secreções. “A melhoria da função respiratória favorece a retomada do consumo de ração, reduz o estresse fisiológico e impulsiona o ganho de peso das aves, resultando em lotes mais uniformes e produtivos, com menor mortalidade e menos condenações”, finaliza.

 





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‘A Agrishow é prova de resiliência. Passamos por safras difíceis, mas o agro brasileiro nunca parou’, diz presidente da feira


Reprodução Canal Rural

A abertura da 31ª edição da Agrishow foi realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP), marcando o início de uma das maiores vitrines do agronegócio. A feira, que começa oficialmente nesta segunda-feira (27) e segue até 1º de maio, reúne inovação, tecnologia e os principais players do setor.

Considerada um dos maiores encontros do segmento, o evento reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como palco de lançamento das principais tendências e inovações do setor.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, ressaltou o papel histórico do setor e a capacidade de reinvenção do agro brasileiro. “Olho para essa feira e não vejo apenas máquinas, estandes ou tecnologia de ponta. Vejo resultados de décadas de trabalho de homens e mulheres que acreditaram que o Brasil tinha vocação de alimentar o mundo. Essa feira é o maior testemunho de resiliência. Passamos por safras difíceis, mudanças econômicas e transformação profunda, mas o agro brasileiro nunca parou, pelo contrário, se reinventou”, afirmou.

Marchesan também destacou o porte do evento e o cenário de produção. “São mais de 900 expositores, com expectativa de grande movimentação de negócios. O agro não pode ignorar custos de produção e cenários de juros, mas projetamos uma safra histórica de 350 milhões de toneladas de grãos. O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em até 40% até 2050 para garantir a segurança alimentar global. Vale lembrar que vivemos na era da inteligência artificial e da conectividade, que transformam dados em decisão”, completou.

Presente na cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou o impacto da tecnologia na evolução do campo. “É uma das maiores feiras do mundo, voltada à inovação, tecnologia e máquinas. Não há nenhuma geração do mundo que passou da enxada para o drone, é algo impressionante. Hoje também completamos 53 anos da Embrapa e, há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos; hoje somos os maiores exportadores do mundo”, disse.

O deputado Arnaldo Jardim ressaltou o compromisso do agro brasileiro com a sustentabilidade e o reconhecimento internacional do setor. “Passa-se a ideia de que o nosso agro enfrenta desafios, mas mostramos, através do que fazemos, que temos um agro com compromisso com a sustentabilidade. A nossa legislação é a mais rigorosa do mundo e, mesmo assim, o nosso produtor consegue ser produtivo e realizar o seu trabalho. Fomos à COP30 e mostramos a presença do Brasil em um momento de crise”, afirmou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou os 53 anos da instituição e as ações apresentadas na feira. “Estamos comemorando 53 anos da Embrapa. É uma semana de celebração, lançamentos e a feira Brasil na Mesa, com mais de 150 produtos de biomas brasileiros da Embrapa em parceria com médios, pequenos e grandes produtores”, disse.

Ela também reforçou o trabalho de avaliação das tecnologias desenvolvidas pela instituição. “Há 25 anos a Embrapa faz o balanço social das tecnologias que ela gera também. A conexão entre ciência, inovação e produção de alimentos ganha protagonismo na feira”, completou.

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