domingo, julho 5, 2026

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Gripe aviária: Argentina recupera status de país livre da doença


gripe aviária MT
Foto: Indea Mato Grosso

A Argentina recuperou o status de país livre de influenza aviária altamente patogênica (IAAP), após concluir os protocolos sanitários exigidos e não registrar novos casos em estabelecimentos comerciais, informou, nesta terça-feira (27), o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa).

O órgão encaminhou o relatório de autodeclaração à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e anunciou que retomará as negociações comerciais com países que mantinham acordos sob esse status sanitário.

O anúncio ocorre após mais de 28 dias desde a conclusão de todas as medidas sanitárias nos quatro focos registrados em estabelecimentos de aves comerciais em Ranchos, Lobos e Bolívar, na província de Buenos Aires, e em Alejo Ledesma, em Córdoba.

As ações incluíram o abate sanitário, a destinação adequada dos animais, além de processos de limpeza e desinfecção das granjas afetadas, sem novos registros da doença desde então, disse o Senasa.

Com isso, o órgão sanitário argentino busca normalizar o comércio internacional de produtos avícolas, retomando relações com parceiros que exigem a condição de país livre de IAAP. Ao mesmo tempo, destacou que, durante o período de contingência, foi possível manter exportações para países e blocos que reconhecem critérios de zoneamento ou regionalização, bem como de compartimentação – mecanismos que permitem a continuidade do comércio mesmo diante da detecção pontual do vírus.

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Deral aponta colheita de soja em 99% no PR


produtividade da soja
Foto: Divulgação

A colheita de soja no Paraná atingiu 99% da área plantada, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Os dados constam em levantamento divulgado nesta terça-feira (28).

De acordo com o relatório, 87% das lavouras estão classificadas como boas, enquanto 13% apresentam condição média. A área plantada totalizou 5,771 milhões de hectares, praticamente estável em relação aos 5,769 milhões de hectares registrados na safra anterior.

Em relação ao desenvolvimento das lavouras, 100% das áreas encontram-se na fase de maturação. Na semana anterior, em 13 de abril, a colheita alcançava 98% da área, com 85% das lavouras avaliadas como boas e 15% em condição média. Naquele momento, ainda havia 1% das áreas em fase de frutificação e 99% em maturação.

Para a safra 2025/26, a produção de soja no estado está estimada em 21,888 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 3% em comparação às 21,207 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A produtividade média foi projetada em 3.793 quilos por hectare, acima dos 3.676 quilos por hectare registrados no ciclo anterior.

Com informações da Safras & Mercado.

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Massey aposta no Brasil como novo centro global e lança seu trator mais potente


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A Massey Ferguson chega à 31ª edição da Agrishow obstinada em mostrar que o Brasil é o novo centro de suas operações no mundo. A empresa já desenvolve as plantadeiras que exporta para mais de 100 países na fábrica de Mogi das Cruzes, em São Paulo, assim como o centro de tecnologia de todos os pulverizadores que produz.

O vice-presidente da companhia na América Latina, Rodrigo Junqueira, ressalta que os motores a etanol e metanol para futuros usos em escala nos tratores da marca também estão sendo produzidos em solo nacional, algo que promete reduzir o custo operacional e baratear a compra do agricultor.

“A própria dinâmica global acaba gerando regiões que são mais competitivas em custos do que outras, então trabalhamos nesse mapeamento para entender em qual cadeia é mais vantajoso se encaixar. O Brasil hoje, por exemplo, é super competitivo para alocarmos todos os nossos engenheiros, com muitas vagas que seriam para a Europa alocadas aqui”, conta.

Junqueira destaca que essa visão quanto ao potencial brasileiro no mundo se estende para todo o grupo AGCO Corporation, do qual Massey, Valtra e Fendt fazem parte. Prova disso é que um dos maiores centros de engenharia e tecnologia da holding fica, também, na fábrica do interior paulista.

Lançamento de tratores

Foto: Divulgação.
Modelo MF 9S, voltado à agricultura familia. Foto: Divulgação.

Lançado oficialmente na Agritechnica 2025, na Alemanha, a Massey apresentou ao público brasileiro na Agrishow o MF 9S, maior e mais potente série de tratores da marca no Brasil, com modelos que chegam a 425 cv.

O vice-presidente da empresa ressalta que o equipamento foi pensado para trabalhar em conjunto com a nova plantadeira Momentum nas versões de 30 e 40 linhas.

Segundo ele, a união dos dois equipamentos otimiza também a logística, já que a plantadeira pode ser transportada, sem desmontagem, reduzindo o tempo de deslocamento de praticamente um dia inteiro para uma hora, o que auxilia no melhor aproveitamento das janelas de plantio.

A companhia também fez o lançamento comercial da série de tratores MF, com cinco modelos de 105 cv até 145 cv, modelos menores voltados à agricultura familiar. “Eles já saem de fábrica com piloto automático e conectividade, uma demanda nova para os jovens produtores que começam a tomar o lugar de seus pais na lavoura e passam a nos pedir por mais previsibilidade nas operações”, comenta.

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USDA mantém em 30% parcela do trigo de inverno dos EUA em boas ou excelentes condições


USDA mantém em 30% parcela do trigo de inverno dos EUA em boas ou excelentes condições

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (27) que 30% da safra de trigo de inverno do país apresentava condição boa ou excelente até o último domingo (26). O percentual ficou estável em relação à semana anterior. Na mesma época de 2025, essa parcela era de 49%, segundo o relatório semanal de acompanhamento de safra.

Além da estabilidade na avaliação do trigo de inverno, o USDA informou que 34% da safra tinha perfilhado até domingo (26). O número supera os 25% registrados um ano antes e também a média de cinco anos, de 21%.

No trigo de primavera, o plantio alcançou 19% da área prevista. O ritmo está abaixo dos 28% observados em igual período de 2025 e também inferior à média de cinco anos, de 22%. Já a emergência chegou a 5%, em linha com o registrado no ano passado e ligeiramente acima da média histórica de 4%.

Entre as demais culturas, o milho apresentou avanço de plantio para 25%, ante 22% um ano antes e 19% na média de cinco anos. A emergência da safra atingiu 7%, acima dos 5% de 2025 e dos 4% da média.

Na soja, a semeadura foi reportada em 23%, também acima do ritmo de 2025, quando estava em 17%, e da média quinquenal, de 12%. A emergência alcançou 8%, contra 2% no ano anterior e 1% na média de cinco anos.

No algodão, os produtores haviam semeado 16% da área projetada até domingo (26). O percentual supera os 14% da mesma data de 2025 e os 13% da média dos cinco anos anteriores.

Os dados do USDA indicam que a safra de trigo de inverno segue sem melhora na classificação semanal, embora o desenvolvimento vegetativo avance acima do padrão histórico. Ao mesmo tempo, milho, soja e algodão mantêm ritmo de plantio superior ao de 2025 e à média de cinco anos, enquanto o trigo de primavera apresenta atraso relativo no início da temporada.

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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa apresenta monitoramento de carbono do solo a França


Esta semana (27 a 30/04), pesquisadores da Embrapa representam o País no evento Brazil – France Soil Carbon Futures. O encontro está sendo realizado em Toulouse, na sede do Centro de Estudos Espaciais da Biosfera (Cesbio), organizador do encontro ao lado do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente na França (Inrae), com apoio da Embrapa. Não haverá transmissão.

A iniciativa das instituições francesas visa fortalecer a colaboração em pesquisa entre especialistas de ponta do Brasil e da França que trabalham com a dinâmica do carbono e o balanço de carbono em sistemas agrícolas, apontam os organizadores – que também apresentam projetos. O diálogo deve viabilizar a identificação de conhecimentos complementares, a comparação de métodos, perspectivas e a abordagem conjunta de questões-chave para o tema. 

Na manhã do primeiro dia do encontro, o pesquisador Luis Gustavo Barioni, da Embrapa Agricultura Digital, apresentará a modelagem da dinâmica e monitoramento do carbono orgânico do solo no Brasil: progresso e perspectivas futuras. Barioni, trabalha no desenvolvimento de modelo preditivo calibrado para a realidade da agricultura tropical, usando parâmetros identificáveis e desenhado para a quantificação de carbono.

O modelo, denominado ProCarbon-Soil (PROCS), simula a dinâmica,aporte e a decomposição do carbono no solo, tendo demandado grandes volumes de dados de agricultura regenerativa – obtido a partir de parceria público-privada. Os resultados são promissores, exigindo ainda calibração, validação e assimilação de dados primários e de campo.

Marilia Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, falará online sobre Avaliação do ciclo de vida em políticas públicas e ferramentas para pegada de carbono. O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Santiago Cuadra, vai abordar Calibração e avaliação de um módulo de Produtividade Primária Líquida de Carbono (PPLC) baseado no modelo Simple.

O potencial do Brasil para o sequestro de carbono no solo e o papel das infraestruturas de dados do solo para aplicações de modelagem será o tema tratado pelo pesquisador Júnior Melo Damian, bolsista da Embrapa Agricultura Digital.  

José Paulo Savioli e Renan Novaes, também pesquisadores bolsistas da Embrapa, vão destacar: a integração de ferramenta para estimar emissões da mudança de uso da terra BRLUC (Brasilian Land Use Change) e do PROCS; e a mudança direta no uso da terra e pegada de carbono agrícola no Brasil, respectivamente.

Mudanças de uso da terra  – Pesquisa realizada com participação da Embrapa identificou déficit de 1,4 bilhão de toneladas de carbono com a conversão de vegetação nativa em áreas agropecuárias nos seis biomas brasileiros. 

O artigo com os dados do estudo foi publicado em fevereiro na revista Nature Communication e indicou também oportunidades de incremento de carbono no solo com a adoção de práticas agropecuárias mais sustentáveis. (Saiba mais aqui). 

O trabalho resultou de pesquisa desenvolvida por equipes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon/USP), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Embrapa.





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Valor do etanol segue em queda no final de abril, aponta Cepea


etanol
Foto: Pasquale Augusto/ Canal Rural

Pesquisadores do Cepea indicam que com a grande oferta de etanol, resultado do avanço da safra 2026/27 e da disponibilidade do biocombustível do milho, os preços do tipo hidratado e do anidro continuam caindo. A baixa demanda de compradores também impacta nas cotações.

Ainda segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mais indústrias de cana-de-açúcar tem entrado no mercado, enquanto outras estão focadas nas vendas já realizadas em semanas anteriores, quando vendedores anteciparam as negociações.

Os dias de sol e tempo firme tem favorecido a colheita de cana e assim, impactado na produção do etanol. Além disso, o feriado de Tiradentes também influenciou em uma menor demanda.

Distribuidoras também fizeram apenas pequenas negociações nas últimas semanas, simultaneamente, outras ficaram atentas apenas a questões mais operacionais.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Fenasoja terá fóruns estaduais sobre sanidade suína, brucelose e tuberculose bovina


Fenasoja terá fóruns estaduais sobre sanidade suína, brucelose e tuberculose bovina

A Fenasoja, que será realizada de sexta-feira (1º) a domingo (10), em Santa Rosa (RS), terá uma agenda dedicada à sanidade animal na quarta-feira (6). Estão previstos o 2º Fórum Estadual de Sanidade Suína, às 10h, e o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina, às 14h, ambos no Palco Semear, na Exporural.

Os encontros são organizados pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

No fórum voltado à suinocultura, o tema central será a biosseguridade. Segundo a programação divulgada, o debate deve abordar estratégias de prevenção de doenças, redução de riscos sanitários, proteção dos rebanhos e reforço das ações integradas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial.

A fiscal estadual agropecuária Gabriela Cavagni, do Programa de Sanidade Suídea do Rio Grande do Sul, afirma que o evento reunirá especialistas, gestores, produtores e representantes da cadeia suinícola para discutir desafios atuais e boas práticas ligadas à manutenção do status sanitário da suinocultura gaúcha. Ela também destaca a localização de Santa Rosa em uma região com concentração relevante de plantéis suínos no estado.

Já o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina tratará da prevenção e do controle dessas enfermidades. A programação prevê palestras com representantes da indústria de laticínios, de produtores rurais, do Fundesa e do Serviço Veterinário Oficial Estadual.

De acordo com a fiscal estadual agropecuária Ana Cláudia Groff, do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Seapi, a escolha de Santa Rosa considera o peso da região na produção leiteira do Rio Grande do Sul e busca mobilizar a cadeia produtiva em torno do tema.

Na prática, os fóruns devem concentrar discussões técnicas sobre prevenção, vigilância e manejo sanitário em duas cadeias relevantes para o estado. Não foram divulgados, no material informado, dados adicionais sobre número de participantes, inscrições ou metas operacionais dos encontros.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Açúcar segue com baixa liquidez em SP, diz Cepea


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

A movimentação no mercado do açúcar cristal segue em baixa no estado de São Paulo, o que reflete em uma postura de mais cautela entre os agentes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o feriado do dia 21 pode ter influência nessa diminuição.

Compradores do adoçante continuam longe das negociações, na esperança de novos recuos nos preços, diante do avanço da safra 2026/27. Em relação a produção, houve um aumento da moagem e a disponibilidade deve ser maior em um curto prazo.

Segundo o Cepea, no cenário internacional o açúcar demerara, na bolsa de Nova York apresentou uma leve crescente no período. Entre principais fatores desta sustentação, está o aumento das importações chinesas.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Ibovespa recua com cautela externa e aceleração do IPCA-15 de abril


Ibovespa recua com cautela externa e aceleração do IPCA-15 de abril

O Ibovespa operava em queda nesta terça-feira (28), pressionado pela piora do ambiente externo e pela leitura mais alta da inflação no Brasil. O movimento ocorre na véspera das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), em um pregão também influenciado pela alta do petróleo, pelo avanço dos juros futuros e pela temporada de balanços corporativos.

Às 11h20, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,65%, aos 188.274,82 pontos. Na mínima do dia, chegou a 187.236,79 pontos, após abrir estável, na faixa de 189.578,50 pontos. Na segunda-feira (27), o Ibovespa havia encerrado em baixa de 0,61%, aos 189.578,79 pontos.

No cenário externo, a cautela refletia as incertezas em torno das negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, os mercados operavam sob um ambiente de aversão ao risco, diante da falta de definição sobre uma possível redução das tensões na região.

As commodities tiveram comportamento misto. O petróleo subia perto de 3% no Brent e de 4% no WTI, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,89% na Dalian Commodity Exchange. Esse quadro ajudava a sustentar ações ligadas ao petróleo e pressionava papéis expostos ao minério. No mesmo horário, as ações da Petrobras avançavam mais de 1%, após a conclusão da compra de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, por R$ 700 milhões, mais US$ 150 milhões em três parcelas.

No mercado doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,89% em abril, após alta de 0,44% em março. Em 12 meses, o indicador passou de 3,90% para 4,37%.

Para Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, o dado reforça um cenário ainda desafiador para a inflação, com pressão em bens industriais. Bruna Sene acrescenta que houve aceleração dos núcleos e da difusão, sinalizando pressão mais espalhada sobre os preços.

Com inflação mais resistente, juros futuros em alta e incerteza geopolítica, o mercado local deve seguir sensível aos comunicados do Copom e do Fed. No curto prazo, a reação dos ativos tende a depender da sinalização sobre a trajetória dos juros e da evolução do cenário externo.

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Arrecadação federal soma R$ 229,249 bilhões em março, diz Receita


Arrecadação federal soma R$ 229,249 bilhões em março, diz Receita

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 229,249 bilhões em março, informou a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil nesta terça-feira (28). Em termos reais, descontada a inflação, o valor representa alta de 4,99% ante março de 2025. Segundo o órgão, foi o maior resultado para meses de março desde o início da série histórica, em 2000.

O número ficou em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 229,750 bilhões. As estimativas do mercado variavam de R$ 192 bilhões a R$ 235,30 bilhões.

Entre os principais componentes, a receita previdenciária alcançou R$ 61,84 bilhões, com crescimento real de 4,95% na comparação anual. De acordo com a Receita Federal, o resultado foi influenciado pela alta real de 2,0% da massa salarial em fevereiro de 2026 e pelo avanço de 15,1% nas compensações tributárias com débito previdenciário.

A arrecadação com Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação somou R$ 12,687 bilhões, alta real de 31,56%. O desempenho refletiu aumento de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% no IPI vinculado e de 21,69% no valor, em dólares, das importações. A queda de 8,97% na taxa média de câmbio limitou parte desse avanço.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) totalizou R$ 8,347 bilhões em março, com crescimento real de 50,06%. Em relatório, a Receita atribuiu o resultado principalmente às operações de crédito, seguros e saída de moeda estrangeira, após alterações legislativas implementadas em junho de 2025.

No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação chegou a R$ 777,117 bilhões, alta real de 4,58% frente ao mesmo período de 2025. Também foi o melhor resultado para o trimestre desde 2000. Nesse intervalo, PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 153,126 bilhões, com avanço real de 5,60%, apoiado pelo crescimento de 0,69% no volume de vendas e de 2,49% no volume de serviços, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados indicam que o desempenho da arrecadação no início de 2026 seguiu concentrado em bases ligadas ao mercado de trabalho, ao consumo, aos serviços e à tributação financeira. O efeito fiscal dos próximos meses dependerá da manutenção desse ritmo de atividade e da continuidade das mudanças tributárias já em vigor, segundo os critérios apresentados pela Receita Federal.

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