domingo, julho 5, 2026

Agro

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Sicredi vê aumento em linhas de crédito com moeda estrangeira e redução de CPRs


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Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O Sicredi anunciou na 31ª edição da Agrishow que nos primeiros nove meses do atual ciclo liberou R$ 52,8 bilhões em crédito rural, crescimento de 16,5% em relação ao período anterior.

As linhas em moedas estrangeiras tiveram aumento de 68%, o maior incremento entre as modalidades ofertadas pela instituição, atingindo R$ 4,2 bilhões.

O superintendente de Negócios Agro do banco, Vitor Hugo de Moraes, acredita que a tendência é de continuidade desse movimento nas próximas temporadas por conta da elevação do contingente de produtores com maiores receitas em dólar e que fazem contratos de proteção cambial para exportação.

Ao mesmo tempo, as operações com Cédula de Produto Rural (CPR) tiveram queda de 9,5%, fator atribuído pelo Sicredi à concorrência de mercado em relação à taxa, que parte do atual patamar da Selic, de 14,75%, e atinge cerca de 21% com os encargos administrativos da instituição.

Outro número trazido pelo Sicredi foi o crescimento de 23% nas assinaturas de consórcios, com mais de R$ 3 bilhões em novas vendas para o segmento agro em 2025. Ao todo, a carteira do banco na modalidade chega a R$ 61,8 bilhões.

Da mesma forma que as linhas de crédito crescem, a inadimplência também mostra elevação: cerca de 3% dos adquirentes de produtos agro do banco não estão conseguindo saldar suas dívidas, conforme balanço fechado em março deste ano, ao passo que há dois anos esse índice girava em torno de 0,9%.

“Se não houver uma redução da taxa de juros em uma proporção muito superior a 0,25% ou 0,5% [na Selic], não haverá condições de termos melhora na capacidade de pagamento [do produtor] ou de margens para o agronegócio que é o que faz a produção ser comercializada e o agricultor ter receita para honrar os seus compromissos. Ainda que esse nível de inadimplência nos preocupe, temos um índice de adimplência muito grande, de mais de 97%, o que nos tranquiliza para continuar acreditando no setor”, enfatiza Moraes.

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CNA solicita redução da burocracia no crédito rural e mudanças em regras ambientais


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou um conjunto de propostas para o plano safra 2026/2027, solicitando a redução da burocracia no crédito rural e mudanças nas regras ambientais que, segundo a entidade, têm dificultado o acesso dos produtores ao financiamento.

Propostas da CNA

  • Redução da burocracia no crédito rural.
  • Ajustes nas regras ambientais que impactam o financiamento.
  • Facilitação do acesso ao crédito para os produtores.

Implicações das regras ambientais

A CNA destacou que as exigências ambientais não devem ser transferidas dos órgãos responsáveis para as instituições financeiras, pois isso tem gerado obstáculos adicionais para os agricultores.

Endividamento dos produtores

Além disso, a entidade mencionou um projeto de lei em tramitação que requer adequações para ajudar os produtores a recuperarem sua saúde financeira, permitindo que possam usufruir dos benefícios do plano SFR.

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Embrapa celebra 30 anos do zoneamento agrícola de risco climático


A Embrapa realiza até amanhã em Brasília a nona reunião da rede Isaac, que celebra três décadas do zoneamento agrícola de risco climático. Esta ferramenta é fundamental para auxiliar os produtores no planejamento da produção, indicando as melhores épocas de plantio com menores chances de perdas devido a eventos climáticos extremos.

Importância do zoneamento agrícola

O zoneamento agrícola de risco climático (ZARC) é uma ferramenta essencial para o planejamento estratégico e financeiro dos produtores rurais. Durante o evento, José Eduardo Monteiro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, destacou a relevância do ZARC para a gestão de riscos na agricultura.

Atualizações e desafios

O ZARC está passando por atualizações para incorporar novos dados meteorológicos e acompanhar a evolução da agricultura. Monteiro ressaltou que a agricultura é uma atividade a céu aberto, altamente afetada pelas condições climáticas, e que os produtores devem estar preparados para essas variáveis.

Acesso e utilização

As informações do ZARC estão disponíveis publicamente no site do Ministério da Agricultura e no aplicativo Z Plantil, permitindo que os agricultores consultem dados sobre as melhores épocas de plantio para diversas culturas no Brasil.

  • O ZARC é obrigatório para contratações do Proagro e do seguro rural.
  • Atualmente, abrange 49 culturas, com previsão de expansão para 52 até o final do ano.
  • As informações são atualizadas a cada quatro anos para garantir precisão e relevância.

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Projeto institui plano nacional para construção de estradas vicinais


Um novo projeto em discussão no Congresso visa instituir um plano nacional para a construção e manutenção de estradas vicinais, consideradas fundamentais para o agronegócio e para a vida no campo. Essas vias garantem o escoamento da produção agrícola, o acesso de estudantes às escolas e de pacientes aos serviços de saúde, além de conectar comunidades rurais às cidades.

Importância das estradas vicinais

As estradas vicinais vão além de simples caminhos de terra, desempenhando um papel crucial na ligação entre o campo e as cidades. O senador Fernando Doeiri destacou a relevância dessas vias, que são essenciais para:

  • O escoamento da produção agrícola.
  • O deslocamento de alunos para as escolas.
  • O acesso de pacientes a hospitais e serviços de saúde.

Andamento do projeto

O projeto já foi distribuído pelo presidente do Senado para a Comissão de Assuntos Econômicos, onde a relatoria deverá ocorrer em breve. A aprovação na comissão é um passo necessário para que a proposta seja levada ao plenário, onde contará com a contribuição dos demais senadores antes de ser remetida à Câmara dos Deputados.

Impacto no desenvolvimento regional

Com a implementação desse plano, espera-se um impacto direto no desenvolvimento e na sustentabilidade das regiões atendidas. A construção e manutenção de estradas vicinais são vistas como essenciais para garantir dignidade e condições adequadas de vida para os brasileiros que vivem no campo.

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Comissão da Câmara aprova parecer que prevê restrição temporária à importação de arroz


Comissão da Câmara aprova parecer que prevê restrição temporária à importação de arroz

A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), o parecer do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) ao projeto de lei 690/2026. A proposta autoriza restrições temporárias à importação de arroz em situações nas quais o preço de mercado esteja abaixo do custo de produção nacional. Pelo texto, a medida só poderá ser adotada se houver estoque suficiente para garantir o abastecimento interno.

De autoria da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), o projeto cria um instrumento de defesa comercial voltado ao setor orizícola. A lógica da proposta é condicionar a suspensão temporária das importações a um cenário de desequilíbrio de mercado, com preservação da oferta doméstica.

No parecer aprovado, Rodrigo da Zaeli afirma que o mecanismo busca assegurar condições de concorrência para o produtor brasileiro. Segundo o deputado, a proposta “contribui para a estabilidade do setor agrícola” ao evitar desorganização da cadeia produtiva em momentos de preços abaixo do custo.

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A tramitação ocorre em caráter conclusivo nas comissões. Antes de seguir ao Senado, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

O projeto já recebeu aval em outros colegiados. Na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), o relator Junio Amaral (PL-MG) classificou a proposta como necessária para aperfeiçoar a legislação agrícola. Na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), o relator Daniel Agrobom (PL-GO) defendeu medidas de fortalecimento da produção nacional e de estímulo à competitividade do agro.

Na prática, o texto busca criar uma salvaguarda para momentos em que o arroz importado entre no mercado brasileiro com preços inferiores aos custos internos. O conteúdo apresentado, no entanto, não detalha critérios operacionais como prazo máximo de restrição, metodologia de cálculo do custo de produção ou órgão responsável pela eventual execução da medida.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Comissão da Câmara aprova proposta para sustar regra do Conama sobre supressão de vegetação


Comissão da Câmara aprova proposta para sustar regra do Conama sobre supressão de vegetação

A Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados (CAPADR) aprovou, nesta quarta-feira (29), o parecer favorável ao projeto de decreto legislativo (PDL) 758/2025, que susta a resolução nº 510/2025 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A norma estabelece critérios para a emissão de autorizações de supressão de vegetação nativa em imóveis rurais. O texto agora seguirá para análise em outras duas comissões da Casa antes de eventual votação em plenário.

O PDL 758/2025 é de autoria do deputado Junio Amaral (PL-MG), e o parecer aprovado foi apresentado pelo deputado Pezenti (MDB-SC). O ponto central do questionamento é a exigência de vincular a emissão e a validade das autorizações ambientais à aprovação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

No parecer, Pezenti afirma que a regra transfere ao produtor rural uma etapa que depende da capacidade operacional do poder público. Segundo o relator, a análise do CAR ainda ocorre de forma lenta nos órgãos ambientais, o que pode restringir a obtenção das autorizações mesmo quando o imóvel já está inscrito no cadastro.

Junio Amaral sustenta que a resolução cria condicionantes burocráticas que, na prática, dificultam o andamento da atividade produtiva. Já o relator argumenta que a medida amplia exigências além do que está previsto no Código Florestal, ao estabelecer restrições por meio de norma infralegal.

Do ponto de vista prático, a discussão envolve segurança jurídica e previsibilidade para produtores que dependem de licenciamento para manejo e abertura de áreas autorizadas pela legislação. Como a análise do CAR não ocorre no mesmo ritmo em todos os estados, a aplicação da regra pode gerar efeitos diferentes entre regiões. O texto recebido não informa prazo médio nacional de análise do cadastro nem número de imóveis afetados pela resolução.

Após a aprovação na CAPADR, o projeto ainda será examinado pelas comissões de Meio Ambiente e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Se avançar nessas etapas, seguirá para votação no plenário, onde poderá definir a continuidade ou a sustação da Resolução nº 510/2025 do Conama.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia apresentada na Agrishow pode representar economia de até R$ 100 por hectare


A São José chega à Agrishow 2026 – de 27 de abril a 1⁰ de maio – em Ribeirão Preto (SP), com um recado direto ao produtor: é possível produzir mais gastando menos — mesmo diante de clima extremo e pressão por eficiência.

A empresa apresenta um portfólio ancorado em três frentes que hoje dominam a agenda do agro: redução de custos, ganho operacional e mitigação de riscos climáticos.

Um dos principais destaques é o Tanque Mata Fogo, solução que responde ao aumento dos incêndios no campo, intensificados por eventos como o El Niño. Equipado com o agente F500, o sistema atua diretamente no combustível do fogo, criando uma barreira química que impede a reignição por até 48 horas — um diferencial crítico em áreas agrícolas.

Na prática, o equipamento reduz temperaturas de até 700°C para cerca de 52°C em segundos, diminui a emissão de fumaça tóxica e pode ser até 10 vezes mais eficiente que o uso de água. O conceito de operação com baixa vazão e alta pressão permite que um tanque de 12 mil litros tenha desempenho equivalente a modelos de até 120 mil litros, com autonomia operacional significativamente maior.

Na agricultura de precisão, a São José lança a Turbem PRO, distribuidor de fertilizantes com faixa de aplicação de até 36 metros, projetado para aumentar a uniformidade e reduzir desperdícios — impactando diretamente o custo por hectare.

Outro destaque é a linha premium Kelly, voltada à evolução do plantio direto e construção de solo. A tecnologia permite o controle de plantas invasoras com potencial de redução de até 100% no uso de herbicidas, o que pode representar economia de até R$ 100 por hectare.

Além disso, promove manejo mais eficiente da palhada, acelera a ciclagem de nutrientes e contribui para uma emergência mais uniforme das culturas.

Na linha de preparo de solo, os descompactadores e escarificadores atuam entre 15 e 55 cm de profundidade, favorecendo o desenvolvimento radicular e a infiltração de água — fator decisivo para produtividade em cenários de estiagem.

Já na colheita, as Carretas Graneleiras Gran Speed entregam alta performance, com capacidade de descarga de até 250 sacas por minuto, podendo ser até três vezes mais eficientes que equipamentos convencionais. O resultado é ganho direto no ritmo da operação e melhor aproveitamento das colheitadeiras. 

“A Agrishow é o principal palco para apresentar soluções que resolvem problemas reais do produtor. Nosso foco é tecnologia com impacto direto no resultado: menos custo, mais produtividade e mais segurança”, afirma Daniel Ribeiro, gerente de marketing da São José.

A empresa recebe visitantes durante toda a feira em seu estande, com demonstrações das tecnologias e condições comerciais exclusivas para o evento.





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Câmara instala comissão especial para analisar PECs sobre jornada de trabalho e escala 6×1


Câmara instala comissão especial para analisar PECs sobre jornada de trabalho e escala 6x1

A Câmara dos Deputados instalou, na tarde desta quarta-feira (29), a comissão especial que vai analisar as propostas de emenda à Constituição (PECs) relacionadas à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1. A instalação foi declarada pelo deputado José Rocha (União Brasil-BA). Por acordo entre os parlamentares, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi indicado para a relatoria e o deputado Alencar Santana (PT-SP) para a presidência do colegiado.

Apesar da definição por acordo, os nomes ainda precisam passar por eleição, conforme o regimento da Câmara. A comissão especial será formada por 38 membros titulares e 38 suplentes.

Nesta fase da tramitação, o colegiado terá a função de discutir o mérito das propostas e analisar o parecer que será apresentado pelo relator. Esse é o estágio em que os parlamentares debatem o conteúdo das PECs, avaliam eventuais mudanças no texto e consolidam uma versão para as etapas seguintes do processo legislativo.

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Como se trata de proposta de emenda à Constituição, a comissão especial é uma etapa relevante da tramitação. É nesse espaço que ocorre a análise política e técnica do texto após o avanço inicial nas comissões competentes ou no rito definido pela Casa.

O material disponível até o momento não detalha quais PECs específicas serão analisadas em conjunto, nem informa o texto consolidado das propostas, os percentuais de redução de jornada em discussão ou um cronograma oficial de votação. Também não foram divulgadas, até agora, estimativas formais de impacto econômico ou trabalhista associadas às medidas.

Para os setores produtivos, a instalação da comissão marca o início da análise mais aprofundada de propostas que podem alterar regras de organização do trabalho. O impacto prático, no entanto, dependerá do conteúdo final do parecer e da evolução da tramitação no Congresso Nacional.

Os próximos passos devem incluir a eleição formal do presidente e a confirmação da relatoria, além da apresentação do plano de trabalho da comissão. Só após essa etapa será possível medir, com base no texto efetivamente debatido, o alcance regulatório das propostas.

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Fed mantém juros nos EUA e cita Oriente Médio como fator de incerteza


Fed mantém juros nos EUA e cita Oriente Médio como fator de incerteza

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, manteve nesta quarta-feira (29) a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No comunicado, a instituição afirmou que os desdobramentos no Oriente Médio estão adicionando altos níveis de incerteza ao cenário econômico e passou a descrever a inflação como elevada, em vez de ligeiramente elevada.

Segundo o Federal Reserve (Fed), os indicadores recentes mostram que a atividade econômica dos Estados Unidos segue em ritmo sólido. O comunicado também informou que a taxa de desemprego apresentou poucas variações no período mais recente.

Ao justificar a decisão, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) afirmou que continuará monitorando os efeitos de novas informações sobre a perspectiva econômica. O órgão disse ainda que está preparado para ajustar a política monetária caso surjam riscos que alterem o cenário atual.

Na avaliação do comitê, as decisões futuras levarão em conta dados do mercado de trabalho, pressões inflacionárias, expectativas de inflação e desdobramentos financeiros e internacionais. O Fed associou a piora na leitura sobre a inflação aos preços globais de energia, em um contexto de tensão geopolítica no Oriente Médio.

A decisão não foi unânime. O diretor Stephen Miran votou por um corte de 25 pontos-base, enquanto Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção da taxa, mas sem endossar, neste momento, a inclusão de viés de flexibilização monetária no comunicado.

Além da taxa básica, o Fed manteve a taxa sobre compulsórios em 3,65% e a taxa de desconto em 3,75%. A instituição também reiterou que poderá comprar títulos do Tesouro de curto prazo, se necessário, para garantir nível adequado de reservas no sistema financeiro.

O comunicado mantém o foco do Fed em dois eixos: inflação ainda pressionada e monitoramento dos riscos externos. Não houve, no texto oficial, indicação objetiva sobre quando poderá ocorrer uma próxima mudança na taxa básica.

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Açaí e guaraná entram no ranking das 100 melhores frutas do mundo


Guaraná e açaí
Fotos: Divulgação/Idam

Frutas tradicionais da Amazônia, o açaí e o guaraná entraram no ranking global das 100 melhores do mundo de acordo com a enciclopédia gastronômica TasteAtlas. Com uma produção de 73.236 mil toneladas em 2025 no Amazonas, o açaí se destaca na 39ª posição. Já o guaraná, com uma produção de 814,72 no estado, alcançou a 79ª colocação.

Açaí

“Desde 2019, vem sendo executado o Projeto Prioritário (PP) do Açaí, que envolve 14 municípios mais produtivos do Amazonas, os quais representam cerca de 67% da área plantada estadual”, destacou a engenheira agrônoma da Gerência de Produção Vegetal (GPV) do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Anecilene Buzaglo.

Açaí
Foto: divulgação/Idam

Segundo Anecilene, a cultura do açaí, com o apoio do Idam por meio de ações de capacitação e assistência técnica, tem observado um crescimento significativo. Nos últimos anos, observou-se um crescimento superior a 150% na produção e um aumento de mais de 200% na área plantada no estado.

Guaraná

Quanto à cultura do guaraná, os trabalhos do instituto têm se focado na aplicação de tecnologias baseadas no uso de materiais clonais de alto rendimento desenvolvidos pela pesquisa, como as cultivares BRS Maués e BRS Amazonas, amplamente utilizadas para aumento da produção e da produtividade.

“Além disso, em 2021 a Embrapa Amazônia Ocidental lançou a cultivar BRS Noçoquém, capaz de atingir produtividade de até 2,3 kg por planta ao ano. Essa cultivar apresenta resistência à antracnose e pode ser propagada por sementes, características que têm contribuído para sua maior aceitação entre agricultores tradicionais dos principais municípios”, ressaltou a engenheira agrônoma.

Guaraná
Foto: Assessorias Funati e Fapeam

Segundo ela, o Idam tem incentivado a produção de mudas da cultivar BRS Noçoquém em viveiros comunitários nos municípios de Nova Olinda do Norte, Eirunepé, Novo Aripuanã e Borba, considerando sua maior facilidade de produção em nível de agricultura familiar.

“A BRS Noçoquém apresenta vantagens em relação às variedades clonais, como maior adaptação às condições de clima e solo, facilidade na produção de mudas e boa produtividade”.

Cenário atual

O reconhecimento a nível global das duas frutas amazônicas chega num contexto de crescimento. Na cultura do açaí, as ações continuam com foco no aumento da produção e da produtividade do cultivo, com destaque para a capacitação de agricultores familiares e técnicos envolvidos na cadeia produtiva.

Destaca-se também o trabalho voltado à qualificação dos batedores de açaí nos principais municípios produtores, com o objetivo de melhorar a qualidade sanitária da bebida ofertada à população, fornecendo um alimento de qualidade e seguro.

O guaraná, por sua vez, apresentou a partir de 2023 uma valorização significativa no mercado regional, chegando a dobrar o preço pago ao produtor. Esse cenário tem estimulado os agricultores a adotarem melhores técnicas de manejo nas áreas já implantadas e, também, a expandirem as áreas de cultivo, com foco no aumento da produção e da produtividade.

Estes desenvolvimentos vêm acompanhados, ainda, da expansão do cultivo para municípios da região metropolitana, como Iranduba, Manacapuru e Autazes, impulsionada pela atratividade econômica da cultura.

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