domingo, julho 5, 2026

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Copom reduz Selic para 14,50% ao ano e aponta inflação mais distante da meta


Copom reduz Selic para 14,50% ao ano e aponta inflação mais distante da meta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (29), cortar a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. No comunicado da decisão, o colegiado afirmou que a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram e se distanciaram ainda mais da meta. O BC também citou expectativas desancoradas, projeções elevadas para os preços e pressões no mercado de trabalho.

Segundo o comunicado, os indicadores correntes de atividade econômica mostram recuperação em relação ao último trimestre de 2025. Ao mesmo tempo, o Banco Central avaliou que o conjunto de dados permanece compatível com uma trajetória de moderação do crescimento no acumulado de 2026.

Na leitura da autoridade monetária, o quadro doméstico segue marcado por três fatores centrais: expectativas de inflação acima do objetivo, comportamento ainda pressionado dos preços e resiliência do mercado de trabalho. As medidas subjacentes, usadas para identificar a tendência da inflação ao excluir itens mais voláteis, também aceleraram, o que reforçou a avaliação de maior distância em relação à meta.

O Copom voltou a dizer que acompanha os efeitos da política fiscal doméstica sobre a condução da política monetária e sobre os preços dos ativos financeiros. O colegiado destacou postura de cautela em um ambiente de incerteza mais elevada.

Na prática, a redução de 0,25 ponto na Selic diminui o juro básico da economia, referência para crédito, financiamento e custo de capital. Para produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio, o efeito tende a ser gradual e depende das condições de repasse pelos bancos, do spread cobrado e do tipo de linha contratada. Em operações atreladas a taxas de mercado, o movimento pode reduzir parcialmente o custo de rolagem de dívidas e de novas captações.

O comunicado indica que o Banco Central seguirá calibrando os juros com base na evolução da inflação, das expectativas, da atividade econômica, do mercado de trabalho e do cenário fiscal. Sem novos dados detalhados no comunicado, o ritmo das próximas decisões dependerá da confirmação, ou não, de desaceleração mais consistente dos preços.

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Recuperações judiciais no agro crescem mais de 9% no primeiro trimestre


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O número de empresas do agronegócio em recuperação judicial voltou a crescer no início de 2026. No primeiro trimestre, o setor de agropecuária registrou 539 companhias nessa situação, o que representa uma crescimento de 9,3% em relação ao trimestre anterior.

No período, o Brasil registrou 5.931 empresas em recuperação judicial, número recorde e 4,4% acima do trimestre anterior, segundo dados do relatório Monitor RGF, da consultoria RGF & Associados.

Ainda de acordo com relatório, o agro é o setor da economia brasileira que tem o maior número de empresas em recuperação judicial

O índice de recuperação judicial do setor (IRJ) chegou a 14,42, patamar muito superior à média nacional, de 2,18, indicando maior concentração de empresas em crise dentro do universo do agronegócio.

Dentro do setor, a maior parte das empresas em recuperação judicial está ligada à produção agrícola.

O cultivo de soja lidera com 243 empresas em recuperação, seguido pela criação de bovinos para corte, com 89 casos, e pela produção de cana-de-açúcar, com 49 registros.

A concentração reflete o peso dessas atividades na estrutura do agronegócio e a exposição direta a variáveis como preço internacional, custo de insumos e financiamento.

Juros altos e crédito restrito seguem pressionando o setor

Mesmo com o início do ciclo de queda da taxa básica de juros, o ambiente financeiro segue restritivo.

O custo do capital permanece elevado, enquanto o crédito continua seletivo, com maior exigência de garantias e spreads altos, o que limita o acesso a financiamento e pressiona o caixa das empresas, avalia a RGF.

Além do custo financeiro, o setor enfrenta fatores estruturais que aumentam a vulnerabilidade.

A volatilidade dos preços das commodities, os eventos climáticos e a necessidade intensiva de capital de giro ampliam o risco de deterioração financeira, especialmente em ciclos de produção mais longos.

Centro-Oeste concentra avanço das recuperações

O crescimento das recuperações judiciais acompanha a dinâmica regional do agro.

A região Centro-Oeste registrou alta de 5,5% no número de empresas em recuperação no trimestre, com destaque para Mato Grosso, que avançou 13,2% no período e 36% em relação ao ano anterior.

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Senado rejeita Messias e manda recado ao Planalto e ao Supremo


Jorge Messias
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O erro central do governo foi acreditar que as emendas parlamentares comprariam silêncio. O Senado mostrou que há um descolamento real entre a agenda do Executivo e os interesses dos parlamentares, que agora exigem ser tratados como iguais, e não como subordinados.

Um fator decisivo foi a postura do Supremo Tribunal Federal. O Senado sente que o STF, aliado ao Planalto, passou a fiscalizar e travar as emendas parlamentares de forma agressiva. Ao barrar o indicado de Lula, os senadores reagem contra essa “parceria” que tenta esvaziar o poder do Congresso.

A estratégia de Lula de usar o Judiciário para pressionar o Legislativo saiu pela culatra. Hoje, o poder da caneta presidencial é questionado abertamente. O Senado provou que não aceita ser emparedado por decisões judiciais que interferem na política interna da Casa.

No fim do dia, essa queda de braço tem um custo alto. A falta de sintonia entre os Poderes gera insegurança para líderes empresariais e para a sociedade. O país precisa que suas instituições caminhem na mesma estrada, mas o que se vê é um descasamento que trava o progresso nacional.

É Importante que Brasília saia dessa disputa de forças. Enquanto o governo e o Senado brigam por espaço e controle, o Brasil real aguarda por uma liderança que una o país em torno de um projeto comum, longe das conveniências dos tribunais.

O Senado Federal enviou um aviso ao Palácio do Planalto: a era da obediência automática acabou. A resistência à indicação de Messias para o STF não é apenas uma derrota de um nome, mas um freio de arrumação na autoridade do presidente Lula sobre o Legislativo.

O erro central do governo foi acreditar que as emendas parlamentares comprariam silêncio. O Senado mostrou que há um descolamento real entre a agenda do Executivo e os interesses dos parlamentares, que agora exigem ser tratados como iguais, e não como subordinados.

Um fator decisivo foi a postura do Supremo Tribunal Federal. O Senado sente que o STF, aliado ao Planalto, passou a fiscalizar e travar as emendas parlamentares de forma agressiva. Ao barrar o indicado de Lula, os senadores reagem contra essa “parceria” que tenta esvaziar o poder do Congresso.

A estratégia de Lula de usar o Judiciário para pressionar o Legislativo saiu pela culatra. Hoje, o poder da caneta presidencial é questionado abertamente. O Senado provou que não aceita ser emparedado por decisões judiciais que interferem na política interna da Casa.

No fim do dia, essa queda de braço tem um custo alto. A falta de sintonia entre os poderes gera insegurança para líderes empresariais e para a sociedade. O país precisa que suas instituições caminhem na mesma estrada, mas o que se vê é um descasamento que trava o progresso nacional.

É importante que Brasília saia dessa disputa de forças. Enquanto o governo e o Senado brigam por espaço e controle, o Brasil real aguarda por uma liderança que una o país em torno de um projeto comum, longe das conveniências dos tribunais.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Solo saudável guia reforma de canaviais



A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática


A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante
A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante – Foto: Pixabay

A reforma de canaviais tem ganhado relevância no planejamento agrícola diante da necessidade de conciliar produtividade, custos e conservação do solo. A avaliação é de Sergio Luiz de Almeida, líder em P&D, assuntos regulatórios e crescimento de mercado em proteção de cultivos e biológicos na América Latina, ao tratar da inovação e da sustentabilidade nesse processo.

A decisão de renovar uma área de cana-de-açúcar está ligada principalmente ao declínio da produtividade e às condições da terra. Quando a produção de açúcar e etanol por hectare cai de forma consistente, a reforma passa a ser uma medida necessária para recuperar o desempenho da lavoura e preservar a viabilidade econômica da operação.

Outro fator considerado é a saúde do solo. Infestações persistentes de pragas, desequilíbrios biológicos e problemas químicos podem indicar perda de fertilidade e necessidade de intervenção. Nesse cenário, testes de solo e acompanhamento técnico ajudam a definir o momento mais adequado para a renovação, evitando decisões baseadas apenas na idade do canavial.

Com o avanço dos custos de produção, cresce a importância de tecnologias capazes de prolongar a longevidade das plantas e adiar investimentos mais elevados. O uso de insumos modernos pode permitir a postergação do ciclo de reforma em pelo menos um corte adicional, reduzindo despesas operacionais e melhorando o aproveitamento da área já implantada.

A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante. A alternância favorece a recuperação do solo, auxilia no manejo de pragas e pode reduzir custos na reforma seguinte. A adoção de variedades mais resistentes complementa essa estratégia ao permitir a substituição de canaviais antigos com maior segurança produtiva.

O material aponta ainda a valorização do investimento, com o custo de formação por hectare passando de R$ 10,5 mil na safra 2021 para R$ 12,5 mil na safra 2022. Esse cenário reforça a necessidade de decisões mais criteriosas, com foco em eficiência, sustentabilidade e retorno econômico.

 





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Frente fria chega no feriado e provoca chuva em boa parte do país


tempo - nuvens carregadas - inmet frente fria - chuva
Foto: Inmet/Reprodução

O feriado prolongado será marcado por mudanças no tempo em várias regiões do Brasil. Entre sexta-feira (1º), sábado (2) e domingo (3), a atuação de uma frente fria e áreas de instabilidade provoca chuva no Sul e no Sudeste, enquanto Norte e Nordeste seguem com pancadas frequentes.

Sul

Sexta-feira

Instabilidades ganham força no Rio Grande do Sul, com chuva moderada a forte, risco de temporais e acumulados elevados. Ao longo do dia, a frente fria avança e espalha a chuva por outras áreas do estado. Em Santa Catarina, a chuva atinge o sul e o interior, enquanto o Paraná ainda tem predomínio de tempo firme, com precipitação fraca apenas no litoral.

Sábado

A frente fria mantém o tempo instável. A chuva se concentra no norte do Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina, com intensidade moderada a forte e risco de trovoadas. No Paraná, as instabilidades avançam pelo sudoeste, mas grande parte do estado ainda registra tempo firme e calor.

Domingo

O tempo começa mais estável na maior parte da região. Ainda assim, há previsão de pancadas de chuva no Paraná e no norte de Santa Catarina, com intensidade moderada a forte ao longo do dia. No Rio Grande do Sul, o avanço de uma massa de ar mais frio mantém o tempo firme e temperaturas mais amenas.

Sudeste

Sexta-feira

O tempo permanece estável na maior parte da região. Há chance de chuva fraca no sul e litoral de São Paulo, além do litoral norte do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais. Nas demais áreas, o sol predomina e as temperaturas sobem.

Sábado

O dia começa com tempo firme. Ao longo da tarde, a aproximação da frente fria favorece pancadas de chuva no sul e litoral de São Paulo, enquanto o restante da região segue com predomínio de sol e calor.

Domingo

A frente fria avança pela costa e provoca chuva mais ampla. Há risco de temporais e acumulados elevados no litoral de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro. A chuva também se espalha pelo interior paulista e atinge áreas de Minas Gerais ao longo do dia. Com o aumento da nebulosidade, as temperaturas caem nessas regiões.

Centro-Oeste

Sexta-feira

O tempo segue firme na maior parte da região, com calor predominando. Há previsão de pancadas de chuva apenas no norte de Mato Grosso.

Sábado

O cenário muda pouco. O dia começa com tempo firme, mas há possibilidade de chuva no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada. Nas demais áreas, o sol predomina e as temperaturas continuam elevadas.

Domingo

A maior parte da região permanece com tempo firme devido à atuação de um sistema de alta pressão. A chuva fica concentrada no sul de Mato Grosso do Sul, com pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

Nordeste

Sexta-feira

A atuação da Zona de Convergência Intertropical e da circulação marítima mantém o tempo instável. Há chuva moderada a forte entre o litoral do Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de pancadas intensas no Maranhão, norte do Piauí e Ceará.

Sábado

As instabilidades continuam. A chuva se intensifica na faixa norte da região e no litoral, com risco de temporais no Maranhão, Piauí, Ceará e também entre Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Domingo

O padrão se mantém. Há pancadas moderadas a fortes na faixa norte e no litoral, com destaque para Maranhão, Piauí e Ceará. No leste da região, a chuva ocorre de forma mais fraca e isolada, enquanto o interior segue com tempo firme e quente.

Norte

Sexta-feira

a alta umidade mantém o tempo instável, com pancadas moderadas a fortes no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. Há risco de temporais ao longo do dia.

Sábado

As instabilidades aumentam e se espalham por grande parte da região, com chuva frequente e risco de temporais, principalmente no Amazonas, Pará e Amapá. Em Rondônia e Tocantins, o tempo fica mais firme em alguns períodos.

Domingo

A chuva segue abrangente, com pancadas moderadas a fortes em praticamente toda a região. O risco de temporais continua elevado, especialmente no Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. O calor e a sensação de abafamento persistem.

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Fed mantém cautela e seguro corte de juros nos EUA


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (30), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta trouxe um Fed mais cauteloso e um Copom hawkish, redesenhando o equilíbrio de riscos nos mercados. O Fed manteve juros, mas sinalizou dificuldade em iniciar cortes, empurrando expectativas para 2027.

No Brasil, o Caged forte e o corte de 0,25 p.p. na Selic, para 14,50%, pressionaram a curva de juros. O Ibovespa caiu 2,05% e o dólar fechou acima de R$ 5,00. Hoje, foco no PCE nos EUA e resultado primário no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Praga pode reduzir produtividade em lavouras de milho



Entre as ameaças está o pulgão-do-milho


Entre as ameaças está o pulgão-do-milho
Entre as ameaças está o pulgão-do-milho – Foto: Pixabay

O avanço de pragas em lavouras de milho exige atenção constante, especialmente em períodos de calor e chuvas irregulares. Nessas condições, insetos que se instalam de forma discreta podem se multiplicar rapidamente e comprometer o desenvolvimento das plantas ainda nas fases iniciais do cultivo.

Entre as ameaças está o pulgão-do-milho, que se concentra nas folhas e suga a seiva da planta, retirando nutrientes importantes para o crescimento. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a população da praga pode crescer em poucos dias e causar perdas de até 60% da produção, principalmente quando o ataque ocorre na fase vegetativa, período em que a planta está mais sensível.

De acordo com Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, o início da infestação costuma passar despercebido. Com a evolução do ataque, o milho perde vigor, o desenvolvimento desacelera e os reflexos começam a aparecer na lavoura.

Os sintomas incluem clorose, com folhas amareladas, além de aspecto de murcha. Em muitos casos, surge uma camada pegajosa sobre a superfície, que favorece a formação da fumagina, um pó escuro que recobre as folhas e dificulta o aproveitamento da luz solar pela planta.

A recomendação é intensificar o monitoramento desde o início da lavoura, com caminhamento frequente e observação próxima das plantas. O controle químico no começo da infestação é apontado como uma medida importante para conter o avanço da praga. Sperto, produto da UPL Brasil comercializado pela ORÍGEO, é indicado para esse cenário, com ação por contato, ingestão e efeito sistêmico. “O produtor precisa agir no início da infestação, antes de o pulgão comprometer o desenvolvimento da planta. Sperto, com ação por contato, ingestão e efeito sistêmico, controla a praga com rapidez, principalmente em regiões de alta pressão”, afirma o especialista.





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços de insumos mostram sinais de ajuste



Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo


Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo
Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo – Foto: inpEV

O mercado de insumos agrícolas começa a dar sinais de ajuste após um período recente de forte valorização, embora o cenário ainda seja de preços elevados na maior parte dos produtos. Dados de variação de defensivos agrícolas com base em cotações FOB China Leste, compilados pela Agrinvest Commodities, ajudam a dimensionar esse movimento.

De acordo com Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, após dois meses de estresse e aumento nos preços, algumas correções passam a aparecer de forma pontual. Entre os principais produtos monitorados, há recuos semanais relevantes, como no clorantraniliprole e na lambda-cialotrina, que registraram quedas de dois dígitos, além de baixas em tiametoxam, clorfenapir e cletodim. Ainda assim, nem todos seguem a mesma direção, com o cipermetrina apresentando alta na semana.

Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo. Produtos como diuron, propiconazol e metalocloro lideram as altas, com avanços expressivos ao longo do período analisado. Outros princípios ativos importantes, como glifosato, clorantraniliprole e 2,4-D, também acumulam valorizações significativas, refletindo o ambiente de oferta ajustada e demanda firme observado nos últimos meses.

No segmento de fertilizantes, o comportamento é semelhante. O sulfato apresentou recuo na semana, mas ainda permanece mais de 100 dólares por tonelada acima do nível registrado no ano passado, indicando que o alívio recente ainda é limitado frente às altas anteriores.

O cenário segue desafiador no Brasil. A estimativa aponta que entre 45% e 50% do mercado de fertilizantes voltado à soja ainda está em aberto, o que mantém a atenção dos produtores diante das oscilações de preços e da necessidade de planejamento para a próxima safra.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Startup que reduz em 82% o uso de defensivos na cana-de-açúcar apresenta case na Agrishow


A aplicação excessiva de insumos químicos é um dos maiores gargalos financeiros do agronegócio. Na contramão do desperdício, a GeoIA, agtech fundada dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), desenvolveu uma tecnologia capaz de mapear áreas de cana-de-açúcar e de soja, identificando falhas de plantio, os traçados das linhas, plantas daninhas e anomalias específicas. Com esse diagnóstico, aumentam a eficiência das aplicações de defensivos, reduzindo em 82,29% os custos com pulverização, garantindo uma produção mais sustentável e de alta precisão. A startup estará no pavilhão Agrishow Labs, nesta terça-feira (28), no estande da PwC Agtech Innovation.

Fundada por professores referência internacional em geomática e IA, a empresa ganhou tração de mercado ao incorporar em seu C-Level os fundadores da Routeasy, Pedro Cavalcante (CEO) e Caio Reina (CRO). A fusão entre o rigor científico e a agressividade de mercado transformou a GeoIA em uma referência rápida, sendo comparada nos bastidores como a “OpenAI do Agronegócio” devido à sua capacidade de processamento de dados e aprendizado de máquina adaptável a diferentes culturas e relevos.

A tecnologia da empresa já opera nas maiores usinas do setor sucroenergético do país. A primeira operação ocorreu atendendo uma demanda urgente da Raízen: mapear falhas e linhas de plantio em 60.000 hectares em apenas 10 dias. Hoje, a carteira de clientes inclui nomes como Tereos, Adecoagro, BP Bioenergy e COFCO.

Diferente da pulverização tradicional, que aplica herbicidas em área total mesmo onde não há pragas, a GeoIA utiliza um método cirúrgico e contínuo. O processo começa com o mapeamento de alta resolução, onde drones capturam imagens detalhadas da lavoura para análise. Esse material é processado por uma arquitetura de “Deep Learning” proprietária, treinada com base em mais de 120 artigos científicos publicados pelos fundadores, permitindo que o sistema não apenas visualize, mas compreenda o campo ao diferenciar culturas de diversas classes de plantas daninhas.

A partir dessa leitura inteligente, o algoritmo identifica falhas de plantio e focos exatos de infestação, gerando mapas de aplicação localizada. Esses dados são inseridos diretamente no maquinário agrícola, que executa o “Spot Spraying”, pulverizando o defensivo exclusivamente onde a IA indicou a presença da planta daninha, eliminando o desperdício em áreas sadias.

Para Pedro Cavalcante, CEO da GeoIA e empreendedor serial com êxito no setor de logística, o diferencial está na velocidade de resposta, vital para culturas como a soja. “Entramos no setor percebendo uma carência enorme de empresas capazes de operar IA em larga escala com velocidade. Na soja, por exemplo, o ciclo é curto, de 120 dias. A resposta precisa ser imediata. Nossa arquitetura de IA é proprietária, projetada especificamente para cenários complexos do agro, o que nos permite entregar assertividade científica com a velocidade que o mercado exige”, afirma Cavalcante.

Do ponto de vista financeiro, a eficiência da ferramenta impacta diretamente a planilha das empresas que administram as lavouras. Caio Reina, cofundador e CRO da GeoIA, destaca o Retorno Sobre o Investimento. “Quando comparamos a nossa pulverização localizada com o método tradicional, a economia de insumos supera os 82%. Isso não é apenas sustentabilidade ambiental, é eficiência de caixa. O ROI é elevadíssimo porque transformamos um custo fixo de insumos em um custo variável inteligente. Estamos entregando para o CFO da usina a certeza de que ele só está gastando o necessário, blindando a operação contra desperdícios”, finaliza Reina.





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Corteva Agriscience leva soluções para produtividade e rentabilidade de produtores de grãos, citros e cana-de-açúcar à Agrishow 2026


Durante a 31ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada entre os dias 27 de abril e 01 de maio, em Ribeirão Preto (SP), a Corteva Agriscience apresentará aos agricultores as principais inovações da empresa em sementes, proteção de cultivos e biológicos, pesquisadas e desenvolvidas nos últimos anos para ajudar a maximizar a produção e a proteção dos produtores, principalmente, os de cana-de-açúcar, citros e grãos. O espaço da Corteva ficará no Shopping Rural Coopercitrus para atender todos os visitantes e cooperados da entidade.

Com o início da safra 2026/27 de cana-de-açúcar, o produtor deve estar preparado para os desafios diários do canavial. Para auxiliá-los, o Time de Especialistas da Linha Cana da Corteva estará no evento tirando dúvidas e apresentando o portfólio em evolução e cada vez mais robusto e inovador.

Entre os destaques da Corteva na Agrishow 2026, o Linear®, herbicida pré-emergente usado para o manejo das principais plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle, como Mamona (Ricinus communis) e da Mucuna (Mucuna pruriens). A solução, pesquisada e desenvolvida nos últimos anos para auxiliar os produtores no controle das invasoras que impactam a produtividade e rentabilidade do canavial, é altamente seletiva e flexível. Linear® tem máxima eficiência em pré-emergência, além de um benefício adicional na pós-emergência, pois pode ser aplicado o ano todo e em todas as fases da cultura. Além de uma molécula inédita para a cultura da cana-de-açúcar. Com registro para aplicação tratorizada, costal, via drone ou aeronaves de aplicação.

No manejo das invasoras no canavial, a Corteva ainda conta Coact®️, herbicida seletivo que pode ser aplicado em cana-planta e cana-soca, em pré e pós-emergência da cultura, por isso sua grande flexibilidade de uso. Coact® é eficiente no manejo de folhas largas como a Ipomea e Merremia e em folhas estreitas como Digitarias e Sorgo.

Outra inovação da Linha Cana é o controle da broca da cana: o Revolux®️. O inseticida possui a tecnologia Jemvelva Active TM, atuando com dois modos de ação diferenciados para uma proteção prolongada da cana, com seletividade aos inimigos naturais, e tornando-se uma referência em solução para o manejo integrado de pragas (MIP) ao permitir rotacionar grupos químicos dentro da estratégia do manejo de resistência. Revolux®️ atua na redução inicial da praga devido a sua rápida velocidade de ação sobre as lagartas, sendo uma de suas características exclusivas, sua ação ovicida.

Ferramentas para o controle do inseto transmissor do greening

Na Agrishow, a Linha Citrus da Corteva apresenta suas inovações em constante crescimento com o objetivo de entregar soluções diferenciadas para o agricultor. O destaque para o evento são as suas ferramentas tecnologias para o manejo da principal praga que impacta os citricultores: o psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp., que causa o greening, os Inseticidas Delegate® e Verter® SC. Os produtos pertencem aos grupos químicos das espinosinas e sulfoxaminas, que são mais eficientes no controle da doença, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), com base no estudo do Laboratório de Resistência de Artrópodes da Esalq/USP, realizado em quatro microrregiões do cinturão citrícola do Estado de São Paulo, do Triângulo e do Sudoeste Mineiro.

Delegate® controla o psilídeo e o bicho-furão (Gymnandrosoma aurantianum). Hoje, o produto está registrado para mais de 70 culturas e é reconhecido como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo, tendo conquistado o prêmio de química verde, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). O inseticida possui modo de ação único no mercado, composto pela molécula Jemvelva™️ Active, exclusiva da Corteva, e apresenta alto poder de choque, amplo espectro de controle, efeito residual prolongado, seletividade e menor intervalo de segurança, podendo ser colhido um dia após a aplicação. Já o inseticida Verter® SC possui registro para o controle do psilídio e do pulgão e é o único com tecnologia para o controle de Cochonilha Escama farinha (Unaspis citri). Com ação sistêmica e translaminar, o produto tem alto poder de choque e residual, gerando resultados imediatos nas populações de pragas.

Puro suco do Brasil

A Corteva apresentará durante a Agrishow 2026 a campanha digital “Puro Suco do Brasil”. A ação, que teve início em 2025, destaca a citricultura brasileira como símbolo de trabalho, resiliência e eficiência, gerando mais de 200 mil empregos e movimentando US$ 14 bilhões anualmente. A empresa posiciona seus produtos como essenciais para manter o Brasil na liderança mundial de produção de suco. O objetivo é que este ano, a iniciativa saia das telas e vire um comitê de influenciadores, que vai reunir os principais clientes da agroindústria de Citrus, gerando mais valor para a cadeira e ampliando ainda mais o relacionamento com os produtores.

Equilíbrio entre os químicos e biológicos

A Corteva é líder em soluções biológicas. No evento, a Corteva Biologicals destaca o Utrisha® N, fixador biológico de Nitrogênio para as culturas de milho, soja e batata, que possui uma cepa única da bactéria Methylobacterium symbioticum, que converte o Nitrogênio atmosférico que está disponível no ar em amônio, fornecendo nutriente para que a lavoura atinja incremento significativo no seu desenvolvimento e produtividade.

Além disso, na 31ª edição da Agrishow, a Stoller vai mostrar aos produtores os benefícios do programa fisiológico Soja Forte, composto por três produtos (o regulador de crescimento Stimulate, a solução fisiológica Hold e o complexo de micronutrientes mover) que, juntos, atuam em cada etapa do desenvolvimento da cultura de soja, focado no rendimento e produtividade da lavoura. Para isso, leva em consideração o aumento de vagens e número de grãos por vagem, bem como aumento no peso de grãos. Com uma média de incremento de 4 sacas por hectare, o programa Soja Forte tem como objetivo promover mais rentabilidade ao produtor, já que proporciona melhor desenvolvimento da soja.

Para cana, uma das principais culturas da região, o programa Cana Perene combina soluções de manejo ao longo do seu ciclo, atendendo às principais necessidades da cultura, em cada etapa do seu desenvolvimento através de soluções integradas que trazem tecnologia e performance.

Em café, o Café 360º atua tanto em arábica quanto em conilon – incluindo também o arábica de montanha. O programa combina soluções biológicas, nutricionais e de fisiologia vegetal, proporcionando nutrição equilibrada, sanidade, resistência aos estresses hídricos, eficiência fotossintética, pegamento de frutos, uniformidade de maturação, retenção de folhas, condicionamento de solo, controle de nematóides e melhor relação entre sistema radicular e parte aérea, trazendo mais qualidade ao produto final.

Já para a citricultura, o Citros 360º traz estratégias de manejo que auxiliem o produtor na condução do pomar com maior uniformidade, sanidade, aproveitando maior potencial da planta e por fim maior produtividade, por meio de soluções que atuam nos primeiros anos de formação do pomar.

Inovação e tecnologia em Sementes

A Brevant®️ Sementes estará presente no evento para mostrar seu robusto portfólio de milho e sorgo. A marca possui o maior banco de germoplasma do mercado e as mais recentes tecnologias adaptadas às necessidades de cada região.

Já Pioneer®, marca que celebra 100 anos globalmente e mais de 50 anos de presença no Brasil, é líder em milho há mais de duas décadas, segundo a consultoria Kynetec. Com foco no desempenho do produtor, a marca oferece um portfólio robusto de híbridos, desenvolvido para promover ganhos consistentes de produtividade. Na Agrishow, a Pioneer® reforça esse compromisso ao apresentar seu amplo e reconhecido portfólio em milho e sorgo.

Entre as novidades da companhia, para a soja, a recomendação do Time Técnico da Corteva é a dessecação no estádio R7.1, que quando bem-feita, traz diversos benefícios, como: redução da umidade do grão, facilitando a colheita posterior; diminuição do risco dos chamados “grãos ardidos”, o que proporciona rentabilidade, pois a uniformidade de grãos atende os padrões de armazenagem e de mercado. A inovação da empresa que auxilia o produtor rural neste desafio é o Gapper®, lançamento que integra uma nova família de herbicidas para dessecação com a tecnologia RinksorTM active, imbatível no controle de trapoeraba e outras plantas daninhas de folha larga.

A solução atua sem antagonismo com graminicidas. A tecnologia, ideal, sobretudo em momentos de chuvas frequentes que podem dificultar a colheita do grão, é reconhecida como uma das mais inovadoras do mundo, tendo recebido o prêmio de “Química Verde”, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

Ferramenta de aquisição de insumos

Para auxiliar e dar mais poder de compra ao produtor rural, a Corteva conta com o Programa Lidera. A iniciativa traz mais facilidade, vantagens, autonomia e ajuda a potencializar os negócios ao agricultor. Na compra de soluções da empresa, são gerados pontos, que se transformam em benefícios para o pagamento de futuras aquisições com um voucher de produtos. Outras opções são: um cartão pré-pago para gastar como quiser ou acessar diretamente pelo site o catálogo de prêmios, que conta com mais de 1 milhão de itens. Além disso, o Programa Lidera conta com o serviço de concierge, que auxilia o agricultor com demandas da propriedade: de compra de máquinas a personalização de itens. No evento, o Time da Corteva vai orientar o produtor sobre como fazer o seu cadastro na plataforma.





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