domingo, junho 14, 2026

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Política de valorização da mulher rural avança em comissão da Câmara


Política de valorização da mulher rural avança em comissão da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (8), o projeto de lei que institui a Política Nacional de Valorização da Mulher Rural e a Semana da Mulher Rural. A proposta reúne quatro projetos em tramitação e segue agora para análise de outras comissões da Casa. O texto aprovado estabelece diretrizes para reduzir desigualdades e ampliar a participação feminina nas atividades rurais.

O parecer aprovado foi o substitutivo apresentado pela relatora, deputada Ana Paula Leão (PP-MG), ao Projeto de Lei 4185/20, do ex-deputado Deuzinho Filho (CE), consolidado com o PL 308/22, o PL 4551/23 e o PL 211/25. A tramitação ocorre em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, mulher rural é definida como aquela que vive ou exerce atividades no meio rural. A proposta prevê como objetivos a promoção da autonomia econômica, o fortalecimento da liderança feminina e a integração da política com normas já existentes sobre agricultura familiar e política agrícola.

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Entre os instrumentos previstos estão a definição de metas e a realização de avaliações periódicas a cada 2 anos. O substitutivo também lista ações como prioridade para mulheres no acesso a crédito rural, assistência técnica, terra e outras políticas de desenvolvimento rural. Além disso, inclui medidas de prevenção e combate à violência contra as mulheres no campo e a garantia de assistência à saúde e apoio psicossocial às trabalhadoras rurais.

Do ponto de vista setorial, a proposta trata de mecanismos que podem influenciar a inclusão produtiva no campo, especialmente em segmentos ligados à agricultura familiar e à gestão de estabelecimentos rurais. Como o texto ainda está em fase de tramitação, não há definição sobre prazos de implementação, regulamentação ou fonte orçamentária para as medidas.

O projeto também cria a Semana da Mulher Rural, a ser realizada anualmente na semana de 15 de outubro, data em que já é celebrado o Dia Internacional da Mulher Rural.

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Até essa etapa, os efeitos práticos para produtoras e trabalhadoras rurais permanecem condicionados ao avanço da tramitação legislativa.

Fonte: camara.leg.br

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Boa Esperança do Norte: um exemplo de crescimento no agronegócio


Boa Esperança do Norte, em Mato Grosso, é um exemplo de superação e desenvolvimento no agronegócio, com uma história marcada pela coragem e persistência de seus pioneiros. O município, que atualmente conta com cerca de 9.000 habitantes e mais de 470 empresas, foi construído por desbravadores que enfrentaram desafios para transformar a terra em um polo produtivo.

História de superação

Os primeiros habitantes, em sua maioria gaúchos, deixaram o sul em busca de oportunidades em uma região que, no início, não oferecia infraestrutura adequada. A logística era precária e a comunicação com o sul do país era limitada. Apesar das dificuldades, a determinação dos moradores levou à criação de uma comunidade próspera.

Emancipação e crescimento

No dia 1º de janeiro de 2025, Boa Esperança do Norte conquistou sua emancipação, marcando um novo capítulo em sua história. O município se destaca pela produção de soja, milho e algodão, com 80% das famílias dependentes do agronegócio. A cidade se tornou um exemplo de como o setor rural pode impulsionar o desenvolvimento local.

Inovação e sustentabilidade

  • Adoção de tecnologias como satélites e sensores para monitoramento do solo.
  • Práticas de rotação de culturas para preservar a qualidade da terra.
  • Compromisso com a preservação ambiental e a qualidade da água.

A cooperativa local atende cerca de 320 famílias, oferecendo crédito e assistência técnica, promovendo o desenvolvimento do pequeno produtor. A história de Boa Esperança do Norte é um testemunho de que, com trabalho e inovação, é possível cultivar não apenas grãos, mas também um futuro promissor.

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Impactos da Barragem de Fundão no sul da Bahia serão debatidos na Câmara


Impactos da Barragem de Fundão no sul da Bahia serão debatidos na Câmara

A situação do extremo sul da Bahia afetado pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), será tema de audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), às 14 horas, no plenário 10. O debate foi convocado pela Comissão Externa que acompanha os impactos de rompimentos de barragens. Segundo a justificativa apresentada para a reunião, municípios como Mucuri, Nova Viçosa e Caravelas ainda enfrentam consequências ambientais, econômicas e sociais do desastre ocorrido em novembro de 2015.

A audiência foi sugerida pelo deputado Gilson Daniel (Pode-ES). De acordo com o parlamentar, a discussão deve abordar pontos ainda pendentes nos processos de reparação, como o reconhecimento das pessoas atingidas, os critérios de elegibilidade, a efetividade das indenizações e a execução de ações estruturantes de recuperação econômica e ambiental.

No extremo sul baiano, o foco recai sobre atividades produtivas mencionadas no requerimento da audiência, entre elas a pesca artesanal, a maricultura e o turismo. No caso das cadeias ligadas ao litoral, a recuperação depende de definições sobre reparação, alcance dos programas e condições ambientais para retomada das atividades. O material divulgado para a audiência não apresenta estimativas atualizadas de perdas econômicas, número de atingidos ou cronograma detalhado das medidas em análise.

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A Barragem de Fundão, operada pela Samarco, rompeu-se em novembro de 2015, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. O acidente lançou dezenas de milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, atingiu a bacia do Rio Doce e teve desdobramentos em diferentes áreas ao longo da trajetória dos rejeitos até o litoral.

A lista de convidados da audiência foi anunciada pela Câmara, mas os nomes não foram detalhados no conteúdo disponível. A expectativa é que o debate reúna representantes do poder público e atores envolvidos na reparação para atualizar a situação dos municípios baianos afetados.

Do ponto de vista regulatório e econômico, a audiência pode ajudar a esclarecer como avançam os mecanismos de reparação e quais medidas ainda dependem de definição para recompor atividades produtivas no litoral sul da Bahia. Sem a divulgação, até o momento, de novos dados oficiais sobre indenizações, recuperação ambiental e retomada econômica, o alcance prático das decisões seguirá condicionado às informações apresentadas na reunião.

Fonte: camara.leg.br

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Preço de referência da borracha natural importada sobe 9,6% em maio


Preço de referência da borracha natural importada sobe 9,6% em maio

O preço de referência de importação da borracha natural subiu 9,6% em maio, passando de R$ 13,90 por quilo em abril para R$ 15,24 por quilo, segundo indicador divulgado em Brasília nesta segunda-feira (8). O índice é elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O movimento foi influenciado pela alta das cotações internacionais da matéria-prima e pelo avanço do frete marítimo.

De acordo com os dados da CNA e do IEA, os contratos de borracha natural negociados na bolsa de Cingapura avançaram 8,22% em maio. Esse movimento pressionou o custo de importação da matéria-prima. No mesmo período, o valor médio do dólar recuou 1%, o que amenizou parcialmente a alta externa no cálculo final do preço de referência.

Outro componente relevante foi o frete marítimo internacional na rota analisada, que registrou aumento de 65,2% em relação a abril. Segundo a CNA, a elevação ocorreu em um contexto de antecipação de embarques, maior demanda da América Latina por produtos asiáticos, restrições de espaço em parte dos armadores por reposicionamento de contêineres e ajustes de capacidade promovidos por companhias marítimas.

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Já o frete interno permaneceu estável no período, sem alteração relevante no custo logístico doméstico considerado pelo indicador. Com esses fatores, o preço de referência de importação foi calculado em R$ 15,24 por quilo.

O índice de referência alcançou 170,34% em maio, com avanço de 6,4% sobre abril. O resultado indica um encarecimento da matéria-prima importada em relação ao mês anterior. Para os agentes da cadeia, o comportamento das cotações internacionais e dos custos logísticos segue como variável central para o acompanhamento do mercado.

No curto prazo, a trajetória do preço de referência da borracha natural dependerá principalmente da evolução dos contratos internacionais, do câmbio e das condições do transporte marítimo. O material divulgado não apresenta projeção para os próximos meses, o que limita estimativas mais detalhadas sobre o comportamento futuro do indicador.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Ciclone extratropical avança e provoca acumulados de chuva de até 150 mm; saiba onde


Foto: Freepik

A formação de um ciclone extratropical na altura do Uruguai vai reforçar as instabilidades sobre o Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana. Essa atuação do fenômeno climático favorece o avanço de chuvas sobre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, onde os acumulados podem superar os 100 milímetros nos próximos cinco dias.

A tendência é de manutenção da umidade entre os dias 14 e 18 de junho, especialmente nas regiões produtoras de soja. Em algumas áreas do Paraná e do extremo sul de Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva poderão ultrapassar os 150 milímetros em apenas cinco dias, contribuindo para a reposição hídrica do solo.

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Enquanto isso, parte do Sul de Minas Gerais, Sul de Goiás e Mato Grosso também deve registrar precipitações, porém de forma bastante irregular e com baixos acumulados. Nessas áreas, a chuva será insuficiente para promover uma recuperação da umidade.

Já no leste de Mato Grosso, uma importante região agrícola do estado, a previsão indica a chegada de chuvas na próxima semana. Apesar disso, os volumes seguem limitados, com acumulados estimados entre 10 e 15 milímetros ao longo de um período de até 30 dias, mantendo a preocupação com a restrição hídrica em parte das lavouras.

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Mercado eleva projeção do IPCA acima do teto da meta até março de 2027


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

Menos de duas semanas antes da próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para terça-feira (17), o mercado financeiro passou a projetar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará acima do teto da meta de inflação por 11 meses seguidos. As medianas do Sistema Expectativas de Mercado, base do relatório Focus do Banco Central (BC), apontam alta acumulada de 4,62% em 12 meses até maio deste ano.

Pelos dados informados neste domingo (8), a inflação acumulada em 12 meses deve seguir acima de 4,50% de maio de 2026 até março de 2027. Depois de 4,62% em maio, a mediana aponta 4,68% em junho, 4,71% em julho, 4,88% em agosto, 4,80% em setembro, 4,97% em outubro, 5,06% em novembro, 5,17% em dezembro, 5,24% em janeiro de 2027, 5,12% em fevereiro e 4,57% em março. Em abril de 2027, a projeção recua para 4,28%.

Em abril de 2026, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%. Pela regra da meta contínua, em vigor desde o ano passado, o Banco Central voltaria a descumprir o objetivo em outubro, caso o índice permaneça seis meses consecutivos acima do limite superior de tolerância.

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Segundo o conteúdo divulgado, a deterioração das expectativas acompanha a aceleração da inflação corrente, a surpresa positiva com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, o fortalecimento do dólar e a continuidade da guerra do Irã.

Apesar desse quadro, as medianas intermediárias de 30 dias e de cinco dias úteis do Focus ainda indicam espaço para novo corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, de 14,50% para 14,25%, na reunião da próxima semana. A taxa básica, nesse cenário, encerraria 2026 em 13,50%.

Para o agronegócio, a combinação entre inflação acima da meta, dólar fortalecido e juros ainda elevados mantém atenção sobre custos financeiros, preços de insumos, formação de margens e consumo interno de alimentos. Esses efeitos, no entanto, dependem da trajetória efetiva da inflação, do câmbio e das próximas decisões do Copom.

Na decisão de terça-feira (29), o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50%, e informou que os próximos passos do processo de calibração dos juros considerarão novas informações sobre os conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços. Sem novos dados além das medianas divulgadas, o cenário permanece condicionado à próxima reunião e à evolução da inflação corrente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço de referência de importação da borracha natural sobe 9,6% em maio



Alta da borracha natural foi puxada por contratos e frete marítimo



Foto: Pixabay

O preço de referência de importação da borracha natural registrou alta de 9,6% em maio, passando de R$ 13,90/kg em abril para R$ 15,24/kg em maio, segundo índice de referência elaborado pela CNA em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

O resultado foi influenciado principalmente pela valorização dos contratos da matéria-prima negociados na bolsa de Cingapura, que avançaram 8,22% no período. Em contrapartida, o valor médio do dólar apresentou recuo de 1%, amenizando parcialmente o impacto da alta internacional.

Outro fator relevante foi o aumento expressivo do frete marítimo internacional na rota analisada, com avanço de 65,2% em relação a abril. O movimento reverteu o cenário de maior estabilidade observado no mês anterior e foi impulsionado pela antecipação de embarques, aumento da demanda da América Latina por produtos asiáticos, restrições de espaço em alguns armadores devido ao reposicionamento de contêineres e ajustes de capacidade promovidos pelas companhias marítimas.

Já o frete interno manteve-se estável no período.

Diante desse cenário, o preço de referência de importação da borracha natural foi calculado em R$ 15,24/kg. O índice de referência alcançou 170,34%, representando aumento de 6,4% em comparação com abril.





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Colheita da safrinha de milho atinge 4,4% no Centro-Sul, diz AgRural


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita da segunda safra de milho 2026 alcançou 4,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (4), informou a AgRural. Uma semana antes, o índice estava em 2,4%, e no mesmo período do ano passado marcava 1,9%. O avanço dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná segue com ritmo mais lento devido à alta umidade.

Segundo o levantamento, Mato Grosso continua à frente no andamento da colheita e sustenta o avanço regional nesta fase inicial da safrinha. No Paraná, os trabalhos ainda não ganharam tração porque a umidade elevada limita a entrada das máquinas nas áreas produtoras. A consultoria também informou que Mato Grosso do Sul começou a colher em áreas isoladas nesta semana.

Além do ritmo de campo, a AgRural revisou no fim de maio sua estimativa para a produção de milho da safra 2025/26. A projeção para a safrinha 2026 foi reduzida em Goiás, Minas Gerais e São Paulo por causa da estiagem. Ainda assim, o recuo foi parcialmente compensado por produtividades mais altas esperadas em outros Estados do Centro-Sul, com destaque para Mato Grosso.

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Com esse ajuste, a estimativa da safrinha brasileira caiu 900 mil toneladas em relação ao levantamento anterior, para 108,2 milhões de toneladas. Somados os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a primeira e a terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 está projetada em 139,9 milhões de toneladas.

No levantamento anterior, o volume total estimado era de 138,9 milhões de toneladas. Na comparação com o ciclo 2024/25, quando a produção foi de 113,2 milhões de toneladas, o número atual indica uma safra maior. O andamento da colheita e a confirmação das produtividades nos principais Estados devem seguir no centro das atenções do mercado nas próximas semanas.

Os dados mostram que a colheita ainda está em fase inicial no Centro-Sul, e a consolidação do potencial produtivo dependerá do avanço dos trabalhos e dos resultados efetivos nas lavouras. Até o momento, a base disponível indica ajuste pontual na safrinha, sem alteração ampla na expectativa de oferta total de milho no país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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TRF1 mantém entendimento de que distribuidoras não respondem por interrupções de geração no SIN


Transmissoras pedem à Aneel suspensão de R$ 916,6 milhões no ciclo tarifário

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Maria do Carmo Cardoso, afirmou nesta segunda-feira (8), em Brasília, que as distribuidoras de energia elétrica não podem ser responsabilizadas financeiramente por interrupções de geração causadas por excesso de eletricidade no Sistema Interligado Nacional (SIN) e por menor demanda de consumo. Segundo a magistrada, o tribunal já adotou esse entendimento em processos sobre o tema e deve mantê-lo em novos casos semelhantes.

De acordo com a desembargadora, as decisões já analisadas pelo TRF1 indicam que as interrupções não decorreram de conduta direta das distribuidoras, mas de limitações operacionais do sistema de transmissão e de definições de despacho de energia no âmbito do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Nesse contexto, afirmou, não cabe impor sanções financeiras ou tributárias às empresas de distribuição.

Durante evento na capital federal, Maria do Carmo Cardoso declarou que responsabilizar as distribuidoras por ocorrências associadas a falhas técnicas do sistema de transmissão geraria distorção regulatória e insegurança jurídica no setor elétrico. Ela também disse que o sistema precisa de instrumentos para mitigar as causas e os efeitos dessas interrupções.

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A magistrada citou como exemplo o leilão de baterias, cuja portaria foi publicada na semana passada pelo Ministério de Minas e Energia. Segundo ela, a expansão do armazenamento e o avanço de novas tecnologias exigirão atualização regulatória contínua e maior previsibilidade para os agentes do setor.

Maria do Carmo Cardoso afirmou ainda que a estrutura de transmissão demanda investimentos em unidades de transmissão e armazenamento para ampliar o aproveitamento do potencial energético nacional. Para o setor agropecuário, o tema tem relação com atividades dependentes de energia, como irrigação, armazenagem refrigerada, processamento industrial e operações em propriedades rurais. O texto disponível, no entanto, não informa números de processos julgados, valores envolvidos nem prazo para eventuais novas medidas regulatórias.

O posicionamento exposto pelo TRF1 reforça a separação entre responsabilidades de distribuição, transmissão e despacho de energia. Os desdobramentos práticos para agentes econômicos, inclusive do meio rural, dependerão do andamento de novos processos e da evolução das regras sobre transmissão e armazenamento no setor elétrico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Justiça suspende homologação do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026


Transmissoras pedem à Aneel suspensão de R$ 916,6 milhões no ciclo tarifário

O juiz federal Luís Praxedes da Silva, da 1ª Vara Federal do Ceará, determinou nesta segunda-feira (8) a suspensão imediata da homologação do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026. A medida cautelar vale até que o tema seja analisado pela 6ª Vara Cível do Distrito Federal. O magistrado declinou da competência e não decidiu o mérito da controvérsia.

A decisão atinge a etapa de homologação dos produtos de 2026 do leilão, já aprovada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo as informações disponíveis, a formalização abrangia 13 unidades geradoras de diferentes companhias, todas relacionadas a usinas termelétricas. O início do suprimento estava previsto, em tese, para 1º de agosto de 2026.

Também estava prevista para esta terça-feira (9) a segunda etapa da homologação do certame, referente aos produtos de 2027, 2028, 2029, 2030 e 2031. O voto antecipado do relator, diretor Fernando Mosna, era favorável à formalização desses contratos.

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Na decisão, o juiz afirmou que a suspensão temporária se impõe para permitir análise mais aprofundada, diante do prazo longo dos contratos e do risco de irreversibilidade caso sejam implementados antes da conclusão da discussão judicial. Em sua manifestação, ele citou a necessidade de preservar o planejamento de investimentos futuros em energia limpa e em sistemas de baterias de suporte.

Na semana passada, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Gustavo Ataíde, declarou na Câmara dos Deputados que a segurança do sistema elétrico depende do leilão, que também é questionado na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o conteúdo informado, estudos técnicos indicam que, mesmo com a contratação prevista, ainda haveria necessidade adicional de potência nos próximos anos.

Para o setor agropecuário, o tema é acompanhado por causa da dependência de energia em irrigação, armazenagem, refrigeração, processamento e agroindústria. Ainda assim, o alcance efetivo da decisão sobre tarifas, cronograma de contratação e oferta futura de potência não foi detalhado nas informações disponíveis.

O próximo desdobramento depende da análise da 6ª Vara Cível do Distrito Federal e da tramitação regulatória na Aneel. Sem nova decisão de mérito ou detalhamento adicional dos efeitos operacionais, ainda não é possível definir com precisão o impacto prático da suspensão sobre o planejamento do sistema elétrico e sobre consumidores do setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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