sábado, julho 4, 2026

Agro

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Bioinsumos: quando a inovação avança mais rápido que a regulação


bioinsumos on farm
Foto: Embrapa

Minha formação em Direito e minha trajetória como advogada me levaram a compreender, ao longo dos anos, que as demandas da sociedade frequentemente avançam em ritmo distinto — e, não raras vezes, mais acelerado — do que a legislação.

Não é incomum que a lei já nasça tensionada pela realidade que busca disciplinar, encontrando dificuldades para alcançar plena efetividade no momento de sua implementação.

Em um contexto em que a tecnologia ganha espaço de forma exponencial e a inovação segue em ritmo acelerado, quase como uma nova revolução industrial, a ausência de regulamentação de matérias longamente debatidas e já aprovadas no Congresso Nacional pode se traduzir em perda de competitividade, redução de capacidade produtiva e limitação ao acesso a novas soluções. É nesse cenário que se insere o debate sobre os bioinsumos.

Promulgada em 2024, a Lei nº 15.070, que estabelece o marco legal dos bioinsumos no Brasil, ainda depende de regulamentação pelo Poder Executivo. A expectativa é que o decreto regulamentador seja editado em breve pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Mais do que um desdobramento formal, essa etapa é condição indispensável para a efetiva aplicação da norma.

É na regulamentação que se definem critérios, procedimentos e responsabilidades, elementos que conferem operacionalidade à lei, reduzindo incertezas e proporcionando segurança jurídica. Esse ponto ganha relevância adicional porque é justamente na fase de implementação que emergem desafios práticos, lacunas e ajustes necessários.

Sem esse detalhamento, a lei tende a permanecer como mera diretriz e não como instrumento efetivo. Os bioinsumos estiveram entre as principais agendas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ao lado de temas como autocontrole, pesticidas e licenciamento ambiental. Enquanto algumas dessas pautas já avançaram em termos de regulamentação, outras ainda enfrentam um percurso mais longo até sua plena efetivação , o que reforça um padrão no ambiente regulatório brasileiro.

De forma geral, conforme previsto na Lei nº 15.070/2024, bioinsumos compreendem produtos, processos ou tecnologias de origem natural ou biotecnológica aplicados à produção agropecuária, com atuação sobre plantas, animais, microrganismos e o solo. Representam, portanto, mais uma alternativa para o produtor, ampliando o leque de ferramentas para a produção em um contexto marcado por instabilidades geopolíticas, pressões climáticas e exigências crescentes de mercado.

É justamente nesse contexto que a regulamentação se torna ainda mais necessária. A previsibilidade regulatória é elemento central para a tomada de decisão — tanto para o produtor quanto para investidores. A ausência de regras claras tende a postergar investimentos, limitar a inovação e gerar insegurança quanto ao uso dessas tecnologias.

Um exemplo emblemático é a produção “on farm”, tema que mobilizou intensos debates durante a tramitação do marco legal no Congresso Nacional. A ausência de parâmetros claros pode acarretar riscos de natureza ambiental, sanitária e até concorrencial, evidenciando a importância de uma regulamentação clara e responsável, que seja capaz de mitigar riscos sem inviabilizar avanços.

Diante desse cenário, o ponto central reside em garantir que as diferentes ferramentas disponíveis ao produtor estejam inseridas em um ambiente regulatório claro, estável e previsível. A regulamentação do marco legal dos bioinsumos, portanto, vai além de mera formalidade: trata-se de um passo fundamental para transformar potencial em realidade, com responsabilidade, segurança jurídica e coerência institucional.

Karina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em relações governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o agronegócio, como a chamada MP do Agro e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Campanha de atualização de rebanhos começa em São Paulo na próxima semana


Na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, inicia no estado de São Paulo a campanha de atualização de rebanhos do primeiro semestre. A medida é obrigatória após a retirada da vacinação contra a febre fitose em 2023.

Os produtores rurais devem atualizar seus rebanhos junto ao sistema de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAV) até o dia 14 de junho. A defesa agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, informa que a declaração deve incluir todas as espécies presentes nas propriedades.

Espécies a serem declaradas

  • Bovinos
  • Búfalos
  • Equinos
  • Assininos
  • Moares
  • Suínos
  • Ovinos
  • Caprinos
  • Aves
  • Peixes
  • Animais aquáticos
  • Colmeias de abelhas
  • Bicho da seda

A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e inviabilizar a emissão da guia de trânsito animal, além de possíveis sanções administrativas.

A declaração pode ser feita no sistema GEDAV ou pessoalmente em uma das unidades de defesa agropecuária. Para mais informações sobre os endereços, acesse o site da defesa agropecuária.

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Acordo Mercosul-UE pode levar até 10 anos para redução tarifária


O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, assinado após mais de duas décadas de negociações, promete transformar a dinâmica comercial entre os dois blocos. A redução das tarifas será gradual e pode levar até 10 anos, dependendo do produto.

Impactos econômicos

A APEX Brasil estima que o acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de 7 bilhões de dólares, além de diversificar os produtos vendidos ao exterior. O tratado é considerado um marco para o Brasil, especialmente para o setor agropecuário, que é o maior exportador líquido de alimentos do mundo.

Detalhes do acordo

  • O Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, deverá zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos.
  • A União Europeia prevê eliminar tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo Mercosul em até 10 anos.
  • O acordo integra um mercado de 720 milhões de pessoas, com um PIB combinado de 22 trilhões de dólares.

Desafios e adaptações

Embora o agronegócio seja um dos principais beneficiados, o acordo também pode aumentar a pressão sobre setores industriais que enfrentarão maior concorrência de produtos europeus. A próxima etapa envolve a análise do texto e eventuais questionamentos jurídicos nas instituições europeias, além da aprovação por parlamentos na Europa.

O Brasil já aprovou o acordo, que permitirá ajustes ao longo do tempo, mas exigirá adaptações do agronegócio e da indústria às novas exigências ambientais e comerciais.

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Câmara dos Deputados avança na análise da PEC sobre jornada 6×1


A Câmara dos Deputados inicia amanhã uma série de sessões deliberativas com o objetivo de acelerar o rito da comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da jornada de trabalho 6×1. Essa jornada consiste em seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga.

Reunião convocada

O presidente da Câmara, Hugo Mota, convocou uma reunião em plenário para avançar com a contagem das 10 sessões necessárias para a apresentação de emendas à proposta. Após esse prazo, o relator da PEC, deputado Léo Prates, poderá apresentar seu parecer na comissão especial e solicitar que a matéria seja pautada.

Dados sobre a jornada 6×1

  • Apenas cerca de 30% da mão de obra do Brasil trabalha na escala 6×1.
  • A média salarial de quem trabalha 40 horas semanais é de aproximadamente R$ 6.200.
  • A média salarial de quem trabalha 44 horas semanais é de cerca de R$ 2.600.

Desafios da produtividade

O relator da proposta destacou que a alta carga horária no Brasil, que é uma das mais elevadas do mundo, contrasta com a baixa produtividade. A discussão sobre a jornada de trabalho busca não apenas melhorar as condições laborais, mas também aumentar a eficiência no mercado de trabalho.

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Produtores de Mato Grosso cortam custos após perdas na safra de soja


Produtores de Mato Grosso enfrentam um cenário desafiador após perdas significativas na safra de soja, que chegam a 30% em algumas propriedades. A alta dos custos com diesel e fertilizantes, somada às adversidades climáticas, tem levado os agricultores a reduzir investimentos e a adotar medidas para equilibrar suas contas na próxima safra.

Impactos das perdas na safra

A colheita da soja já foi realizada, mas os produtores ainda lidam com a frustração de resultados abaixo do esperado. As perdas são atribuídas a:

  • Excesso de chuvas
  • Problemas fitossanitários
  • Queda na média de produção, com 9 sacas a menos por hectare

Em Boa Esperança do Norte, agricultores relatam perdas de 25% a 30% na colheita, com investimentos altos que não se refletiram em resultados satisfatórios.

Ajustes no planejamento agrícola

Com a rentabilidade em queda, os produtores estão ajustando seus planejamentos para a próxima safra. As estratégias incluem:

  • Controle do consumo de óleo diesel
  • Melhor aproveitamento dos insumos
  • Redução de investimentos em áreas menos produtivas

A expectativa é que o custo de produção aumente em cerca de 15%, o que exige uma reavaliação das práticas agrícolas e do uso de insumos.

Expectativas para o futuro

Os agricultores aguardam um posicionamento do governo sobre um novo plano safra, que deve considerar as dívidas acumuladas e oferecer subsídios para aliviar a pressão financeira sobre os produtores. A situação atual do agro é crítica, e a recuperação depende de ações efetivas para garantir a viabilidade da atividade agrícola no Brasil.

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Projeto De Olho no Material Escolar reúne 1700 alunos na Agrishow


A 31ª edição da Agrishow, realizada recentemente, não apenas apresentou inovações tecnológicas, mas também deixou um legado significativo para os jovens. O projeto De Olho no Material Escolar trouxe cerca de 1700 alunos para conhecer melhor o agronegócio, incentivando-os a se tornarem futuros profissionais do setor.

Legado para o futuro

O projeto visa aproximar as crianças do setor produtivo, permitindo que elas vejam de perto as inovações e tecnologias que têm evoluído nos últimos 50 anos. A experiência vai além de um simples passeio, pois promove uma conexão entre o campo e a cidade.

O que os alunos aprenderam

  • Conhecimento sobre tecnologia e inovação no agronegócio
  • Possibilidade de carreira em diversas áreas, não apenas como agrônomos ou veterinários
  • Interação com profissionais de diferentes setores, como jornalismo e marketing

Depoimentos dos participantes

Alunos como Gabriel já se imaginam trabalhando no agro, embora ainda estejam explorando suas preferências. Ele destacou seu interesse por drones, uma das inovações apresentadas na feira. Professores também se mostraram impactados pela experiência, ressaltando a importância do conhecimento adquirido.

O projeto De Olho no Material Escolar não apenas beneficia os estudantes, mas também enriquece a formação dos educadores envolvidos, ampliando suas perspectivas sobre o agronegócio.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado reage a reabertura do Estreito de Ormuz e açúcar fecha em queda


Queda do petróleo e oferta global intensificam pressão sobre os preços.

As tensões no Oriente Médio, somadas ao cenário de ampla oferta global, pressionaram os preços do açúcar nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (17). Desde o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, o mercado passou a oscilar em queda.

Na bolsa de Nova Iorque, o contrato de maio fechou com recuo de 35 pontos, negociado a 13,39 cents por libra-peso. Em Londres, o açúcar também registrou baixa, com queda de 60 pontos, sendo cotado a US$ 410,10 por tonelada.

O movimento acompanha a forte desvalorização do petróleo, que reagiu rapidamente à reabertura da principal rota de escoamento energético do mundo. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o barril do tipo Brent caía 10,42%, a US$ 89,03, enquanto o WTI recuava 11,11%, a US$ 84,17.

A relação entre energia e açúcar é direta. Em cenários de petróleo mais caro, o etanol ganha competitividade frente aos combustíveis fósseis, incentivando as usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível e reduzindo a oferta de açúcar no mercado global.

Com a queda abrupta do petróleo após a reabertura do estreito, esse suporte perde força, o que contribui para pressionar ainda mais as cotações internacionais no curto prazo.

O mercado já vinha de perdas expressivas ao longo da semana. Na quarta-feira, o açúcar em Nova Iorque atingiu a mínima em cerca de cinco anos e meio, refletindo o cenário de excedente global.

Fundamentos seguem pressionados

No Brasil, o cenário também reforça o viés baixista. A expectativa de uma safra robusta no Centro-Sul em 2026/27, com produção estimada em cerca de 635 milhões de toneladas de cana e mais de 40 milhões de toneladas de açúcar, deve ampliar ainda mais a disponibilidade global.

Esse quadro se soma à recuperação parcial da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, consolidando um ambiente de excedente e limitando reações mais consistentes nos preços.

Mesmo as altas recentes, que levaram o açúcar à faixa de 16,1 cents por libra-peso, perderam força diante do recuo dos prêmios de risco geopolítico e da queda no complexo energético.

“Embora fatores macroeconômicos e geopolíticos tenham impulsionado a volatilidade recente, os fundamentos seguem baixistas, com o etanol recuperando competitividade como principal mecanismo de ajuste”, afirma Lívia Coda, da Hedgepoint Global Markets. 

Desde o final de 2025, o etanol voltou a ganhar espaço no mix das usinas. Atualmente, cerca de 48% da cana é destinada à produção de açúcar acima do nível considerado mais equilibrado, próximo de 44,5%,  o que indica espaço para ajustes, ainda que de forma gradual.

 





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Brasil abre mercado de grãos secos para exportação ao Chile


O governo brasileiro anunciou a conclusão de negociações para a exportação de grãos secos de destilaria, conhecidos como DDG, para o Chile. Este insumo agrícola, gerado a partir da produção de etanol de milho, é amplamente utilizado na produção de ração para aves, bovinos e suínos.

Dados sobre exportações

Em 2025, o Brasil exportou mais de 2,2 bilhões de dólares em produtos agropecuários para o Chile, destacando-se nas seguintes categorias:

  • Carnes
  • Produtos florestais
  • Complexo soja

Colheita da safra de verão

A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul apresentou desaceleração na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Emater RS, a soja atingiu 79% da área total de 6,6 milhões de hectares, com as seguintes condições nas áreas restantes:

  • 20% em maturação
  • 1% em enchimento de grãos

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Entrega de 100 mil alevinos beneficia 200 produtores e amplia oferta de tambaqui


alevinos
Foto: Alailson Muniz/Agência Pará

Ao investir em desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e segurança alimentar, o estado do Pará avança no fortalecimento da piscicultura na região oeste.

Por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), foram destinados 100 mil alevinos (filhotes) de tambaqui a produtores do município de Uruará, consolidando uma política pública que transforma potencial em oportunidade concreta de geração de renda para centenas de famílias.

A iniciativa, realizada em parceria com a Prefeitura de Uruará, vai beneficiar diretamente 200 piscicultores previamente cadastrados, todos com regularização ambiental por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), e acompanhados tecnicamente pelo poder público municipal.

Mais do que a entrega de insumos, a ação representa um investimento estruturado na base produtiva local, garantindo condições reais de crescimento sustentável.

De acordo com o médico veterinário Ragner Ferreira, da Secretaria Municipal de Agricultura, a ação chega em um momento decisivo para o fortalecimento da cadeia produtiva local.

alevinos
Foto: Alailson Muniz/Agência Pará

“Essa iniciativa é fundamental porque fortalece, principalmente, o pequeno e médio produtor, que muitas vezes encontra dificuldades para iniciar ou ampliar sua produção. Com os alevinos e o acompanhamento técnico, criamos condições reais de geração de renda e melhoria da qualidade de vida dessas famílias”, destacou o veterinário.

Os alevinos foram transportados da Estação de Reprodução e Alevinagem de Santa Rosa, em Santarém, até Uruará, em tanques apropriados, pela Rodovia PA-370, a Transuruará.

A pavimentação da via tem papel decisivo nesse processo, garantindo agilidade, segurança e redução de perdas, fatores essenciais para o sucesso da piscicultura.

Suporte

Para o coordenador da Sedap em Santarém, Otávio Macedo, a ação integra uma política contínua de fortalecimento do setor. “Estamos trabalhando de forma planejada, oferecendo não apenas os alevinos, mas também suporte técnico qualificado. Isso assegura que o produtor tenha condições de alcançar bons resultados, com produtividade e sustentabilidade”, destacou.

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Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chicago


seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja começou a semana com preços em alta na maior parte das praças, acompanhando o avanço firme dos contratos futuros na Bolsa de Chicago.

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o movimento garantiu melhores oportunidades de comercialização doméstica, tanto nos portos quanto no interior do país.

"Mesmo com o recuo dos prêmios de exportação em alguns momentos do dia, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para sustentar indicações mais positivas no mercado físico", disse.

Conforme Silveira, os agentes seguem atentos ao cenário internacional e, principalmente, à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 12 de maio.

A expectativa é de que os números possam provocar maior volatilidade e influenciar de forma significativa a formação dos preços nas próximas semanas.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 127
  • Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 122
  • Rondonópolis (MT): elevou de R$ 110 para R$ 111
  • Dourados (MS): aumentou de R$ 112 para R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 111 para R$ 113
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande (RS): avançou de R$ 130 para R$ 132

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu o maior patamar em sete meses, acompanhando os fortes ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.

O mercado foi impulsionado ainda por sinais de aquecimento da demanda pelo produto norte-americano.

A quantidade de soja esmagada/processada para obtenção de óleo bruto nos Estados Unidos foi de 6,82 milhões de toneladas (227 milhões de bushels) em março de 2026, em comparação com 6,43 milhões de toneladas (214 milhões de bushels) em fevereiro de 2026 e 6,20 milhões de toneladas (207 milhões de bushels) em março de 2025, conforme dados do USDA.

Além dos bons números de processamento, o mercado aguarda com expectativa o encontro ainda em maio dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, na China. Os participantes esperam que as conversas redundem em um acordo comercial, que envolveria também compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

Contratos futuros da soja

soja preço cotação pib Chicago dólar
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,62%, a US$ 12,22 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,16 por bushel, com elevação de 18,75 centavos de dólar ou 1,56%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 320,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,53 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavo ou 1,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,9666 para venda e a R$ 4,9646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9477 e a máxima de R$ 4,9827.

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