sábado, julho 4, 2026

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Operação Safra 2025/26 encerra atividades com mais de 15 mil abordagens


Operação Safra 2025/26 encerra atividades com mais de 15 mil abordagens
Foto: Divulgação/Aiba

Com serviços prestados à segurança e logística no campo em 11 municípios do Cerrado baiano, a Operação Safra 2025/26, encerrou suas atividades com resultados positivos na região.

Há 12 anos, por iniciativa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) com o apoio do governo estadual, e coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), a operação atua para reduzir o índice de criminalidade e garantir mais segurança às cidades e propriedades rurais no período da safra.

Segundo os dados do relatório da Polícia Militar (PM), apresentados em reunião realizada nesta quarta-feira (6), na sede da associação agrícola, durante a 12ª edição, foram realizadas:

  • Mais de 15 mil abordagens;
  • 3.575 veículos de quatro rodas abordados e um apreendido;
  • 2.383 veículos de duas rodas abordados e quatro apreendidos;
  • 8.773 visitas a propriedades rurais;
  • Prisão de uma pessoa e duas encaminhadas ao DP;
  • 8 armas apreendidas;
  • Apreensão de drogas. 

Duração

A operação foi realizada durante seis meses, entre 1º de outubro de 2025 a 31 de março de 2026, período em que o efetivo policial foi reforçado para levar segurança às áreas urbanas e rurais.

A Aiba cedeu viaturas para contribuir com o trabalho operacional do efetivo policial. Para o comandante do Comando de Polícia Regional do Oeste (CPRO), Cel. Soares, em mais uma edição, a Operação Safra foi sucesso.

Reunião entre Polícia Militar e Aiba sobre encerramento da Operação Safra 2025/26
Foto: Divulgação/Aiba

“É uma operação já consolidada aqui na região, fruto de uma parceria muito importante entre a Polícia Militar do Estado da Bahia e a Aiba por meio dos produtores rurais, um esforço que resulta em mais segurança de toda a região. E hoje prestamos conta do que nós fizemos na operação 2025/26, trazendo os resultados, e quem ganha é toda a sociedade, a região e os produtores”, avaliou o coronel.

Operação Safra Tech

Nesta edição, um dos principais avanços foi a incorporação de novas tecnologias para potencializar as ações de segurança, e por isso reconhecida como Operação Safra Tech. 

A utilização de sistemas de comunicação via satélite, como a implantação de equipamentos Starlink nas viaturas, permitiu maior conectividade em áreas remotas.

Além disso, o monitoramento por câmeras instaladas em pontos estratégicos contribuiu para a ampliação do controle territorial, oferecendo mais agilidade, precisão e capacidade de resposta às equipes em campo, movimento que marca a evolução da iniciativa para um novo patamar.

Diante dos dados apresentados, a diretora executiva da Aiba, Lizane Ferreira, fez uma avaliação da operação, destacando as contribuições tecnológicas e as perspectivas para a próxima edição.

“Um trabalho efetivo, em que a união dos produtores e da Polícia Militar refletiu em mais segurança para a nossa região e principalmente nesses momentos importantes, em que a gente trabalha na perspectiva para que a próxima edição traga mais inovações, mais conectividade para avançar mais. Foi apresentada a proposta de estender a operação por mais dois meses, e diante disso, será feita toda uma avaliação por meio dos relatórios apresentados. Fiquei muito contente com os números e isso mostra que de fato, essa operação foi sucesso e daqui para frente vamos continuar melhorando”, destaca Lizane.

A operação também apoiou o trabalho da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), no controle fitossanitário e no trânsito de fertilizantes e defensivos agrícolas.

Os municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Baianópolis, Cocos, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória e Santa Rita de Cássia, que são destaques na produção de soja, algodão e milho, foram contemplados com a Operação Safra 2025/26.


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CNA lança painel de simulação de tarifas do acordo Mercosul-UE


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou um painel de simulação de tarifas, que visa facilitar o acesso dos produtores rurais às informações sobre o cronograma de redução tarifária negociado entre o Mercosul e a União Europeia. A ferramenta está disponível gratuitamente no portal da CNA.

Funcionalidade do painel

O painel de simulação permite que os produtores verifiquem as tarifas de importação aplicadas aos produtos comercializados entre os dois blocos. Entre as principais funcionalidades, destacam-se:

  • Acesso a informações sobre tarifas e cotas de produtos.
  • Identificação de produtos com tarifas zeradas.
  • Orientações sobre produtos que passam por regime de desgravação.

Acesso à ferramenta

Os produtores podem acessar o painel diretamente no site da CNA. O link para a ferramenta será divulgado nas redes sociais da confederação. O acesso é gratuito e visa simplificar a compreensão dos termos complexos dos acordos comerciais.

Materiais complementares

Além do painel, a CNA disponibiliza uma série de materiais informativos, incluindo:

  • Podcasts sobre o acordo Mercosul-União Europeia.
  • Guias de cotas e tarifas.
  • Notas técnicas para orientar os produtores.

Esses recursos têm como objetivo auxiliar os produtores na tomada de decisão e na coleta de informações antes de iniciar suas operações de exportação para a União Europeia.

Contexto do acordo

O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio. A CNA continua a oferecer suporte e informações para que os produtores possam se adaptar às novas condições comerciais.

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Trump chama Lula de ‘presidente muito dinâmico’ após reunião


trump e lula - reunião na Casa Branca - 7 de maio
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A tão aguardada reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump ocorreu nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, nos Estados Unidos. O encontro, seguido de almoço, teve duração total de três horas e contou com a participação de ministros dos dois países.

Em postagem na Truth Social, a rede social desenvolvida pelo líder estadunidense, Trump chama Lula de “presidente muito dinâmico” e afirma que diversos temas foram discutidos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas.

“A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, diz trecho da postagem.

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). A reunião dos dois líderes foi previamente negociada pelas equipes dos dois países há meses, com a expectativa de tratar, também, de combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.

Em conversa posterior com a imprensa – que não aconteceu no Salão Oval, como estava previsto – o presidente brasileiro afirmou propôs a Trump a criação de um grupo de trabalho para combater o crime organizado.

“Eu disse para ele [Trump] que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, da América Latina, quiçá com todo os países do mundo para a gente criar um grupo forte de combate ao crime organizado”, afirmou.

A fala de Lula remete ao acordo de cooperação mútua feito entre os dois países no mês passado com vistas a combater o tráfico internacional de armas e drogas.

A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas brasileira e estadunidense para viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

*Com informações da Agência Brasil

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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa reúne especialistas para debater desafios da fruticultura brasileira


Debate on-line discutirá impactos de crises globais, mudanças geopolíticas e desafios tecnológicos sobre cadeias produtivas

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa (RSA) realiza, na próxima quinta-feira, 14 de maio, das 9h45 às 12h, o debate on-line “Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa”, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

O encontro integra a série Debates em Socioeconomia, iniciativa voltada à análise de tendências, gargalos e perspectivas das principais cadeias produtivas do agro brasileiro. A proposta é discutir os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas, geopolíticas e ambientais sobre a agricultura nacional.

Segundo o pesquisador Pedro Gama, da Embrapa Semi-Árido (Petrolina-PE) e integrante da RSA, “o debate pretende ampliar a compreensão sobre os principais desafios da fruticultura brasileira e contribuir para a busca de soluções”. Pedro vai moderar as discussões e afirma que o encontro também buscará identificar demandas prioritárias de pesquisa e os principais desafios tecnológicos e estruturais que limitam o desenvolvimento da fruticultura brasileira”, afirma. “Queremos discutir oportunidades para fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças no cenário global,” diz. A proposta é contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas por meio da articulação entre pesquisa, inovação, políticas públicas e estratégias de mercado.

Entre os resultados esperados estão a identificação de gargalos estruturais, a definição de prioridades de pesquisa e o mapeamento de oportunidades para ampliar competitividade e sustentabilidade.

A fruticultura será o foco desta edição. O Brasil produz frutas em todas as regiões, mas Nordeste e Sudeste concentram as principais cadeias voltadas à exportação. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte se destacam na produção de manga, melão, melancia e uva; São Paulo, em limões e limas; e o Espírito Santo, em mamão. Juntos, esses estados respondem por cerca de 77% da receita brasileira com exportação de frutas, que se aproximou de US$ 1,5 bilhão em 2025.

Além da importância econômica, a atividade tem forte impacto social, especialmente no Nordeste, por ser intensiva em mão de obra e importante geradora de emprego e renda. A região do Vale do Submédio São Francisco, por exemplo, tornou-se referência nacional e internacional em produção irrigada de frutas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente internacional mais instável. As cadeias de manga e uva vêm sendo afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, tensões geopolíticas, como a Guerra no Irã, e mudanças em acordos internacionais. O cenário reduz a competitividade brasileira, pressiona a rentabilidade de produtores e exportadores e aumenta a incerteza para novos investimentos. Também entram na discussão desafios relacionados a custos logísticos, mudanças climáticas, disponibilidade de mão de obra e adaptação tecnológica.





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Saldo da balança comercial brasileira sobe 43,5% em abril


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Foto: Freepik

A balança comercial brasileira registrou superávit acumulado de US$ 24,782 bilhões de janeiro a abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado foi formado por US$ 116,552 bilhões em exportações e US$ 91,770 bilhões em importações. Na comparação com o mesmo período de 2025, o saldo avançou 43,5%.

O desempenho do quadrimestre foi sustentado por uma expansão mais intensa das vendas externas do que das compras internacionais. No acumulado de 2026, as exportações cresceram 9,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Desempenho de cada setor

Entre os setores exportadores, a agropecuária somou US$ 26,39 bilhões, com alta de 6,6%. A indústria extrativa alcançou US$ 29,33 bilhões, avanço de 22,2%. Já a indústria de transformação respondeu por US$ 60,18 bilhões, crescimento de 4,8%.

Pelo lado das importações, a elevação foi mais moderada, de 2,5% no período. As compras do setor agropecuário recuaram 21,4%, para US$ 1,80 bilhão. Na indústria extrativa, houve queda de 5,3%, para US$ 3,86 bilhões. A indústria de transformação, por sua vez, registrou aumento de 3,6%, totalizando US$ 85,49 bilhões.

Na prática, a diferença entre o ritmo de crescimento das exportações e das importações ampliou o saldo positivo da balança. Esse movimento reforça a entrada líquida de divisas no país e indica maior contribuição do comércio exterior para a atividade econômica no início de 2026.

Os dados também mostram que a pauta exportadora seguiu apoiada em diferentes segmentos, com destaque para a indústria extrativa e para o volume negociado pela indústria de transformação.

A Secex não detalhou, nesse recorte divulgado, os produtos e destinos que mais influenciaram o resultado do quadrimestre.

O comportamento da balança nos próximos meses dependerá da continuidade do crescimento das exportações e da trajetória das importações. Até abril, os números oficiais indicam um quadro de saldo comercial mais amplo do que o observado no mesmo período de 2025.

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Exportações de carne de peru crescem 34% no Paraná


Carne de Peru; Paraná
Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (7), aponta que o setor de perus no Paraná encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados expressivos, registrando um crescimento de 34,1% no volume exportado. É um resultado histórico para o primeiro trimestre.

Ao todo, foram enviadas ao exterior 3.879 toneladas da proteína, o que gerou uma receita cambial de US$ 18,432 milhões, um salto de 199,1% em faturamento na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse desempenho contribuiu para que a receita cambial nacional do segmento saltasse 124,6%, impulsionada pela valorização do preço médio da carne in natura, que atingiu US$ 3.994,94 por tonelada.

Comparativo

Em relação ao ano anterior, considerando o período em análise, os três estados do Sul tiveram crescimento na exportação de carne de peru (toneladas): Paraná (+34,1%), Santa Catarina (+15,7%) e Rio Grande do Sul (+4,7%). Os principais destinos das exportações brasileiras foram México, Chile, África do Sul, Peru e Guiné Equatorial.

A avicultura de corte paranaense também apresentou sinais de recuperação em abril, com o preço nominal médio do frango vivo atingindo R$ 4,62/kg, uma leve reação de 0,7% frente a março. No entanto, o setor permanece sob vigilância por causa da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que pressiona os custos logísticos e de insumos.

Paralelamente, a bovinocultura de corte passa por um momento de ajuste sazonal, com a arroba cotada a R$ 353,80 na B3, reflexo de uma maior oferta de animais e escalas de abate confortáveis.

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‘Hoje essa conta passa dos R$ 100 bilhões’, diz Lupion sobre dívida rural


Pedro Lupion fala sobre o Plano Safra na FPA
Foto: FPA/divulgação

O cenário para o sojicultor brasileiro ganha contornos mais preocupantes com o agravamento da crise financeira no campo.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, alertou para um “impacto absurdo” em toda a cadeia produtiva, impulsionado pela alta dos custos de produção, dificuldades contratuais e entraves ao crédito rural.

Custos de produção pressionam

Segundo Lupion, o produtor já enfrenta dificuldades severas na compra de fertilizantes e defensivos, incluindo problemas contratuais envolvendo a China. Somado a isso, a alta dos combustíveis encarece o frete, as operações no campo e o uso de máquinas, elevando os custos desde o plantio até a colheita da soja.

“É mais um fator de endividamento do produtor. As planilhas de custo de produção estão cada dia mais díspares e inconsistentes, fazendo com que a dívida só cresça”, afirmou o deputado.

Renegociação preocupa produtores

Um dos principais pontos levantados pela FPA é o valor necessário para renegociar as dívidas do setor. O projeto, que inicialmente previa R$ 30 bilhões aprovados na Câmara, agora já é estimado em R$ 120 bilhões.

Lupion classificou a proposta atual do governo federal como “incipiente” e disse que ela não atende às necessidades do agro. As negociações seguem no Senado, com participação da senadora Tereza Cristina e diálogo com o relator Renan Calheiros.

Seguro rural e crédito travam planejamento

A situação também preocupa pela falta de recursos para a subvenção do seguro rural. Segundo o presidente da FPA, houve vetos do governo que impedem o não contingenciamento dos recursos.

A previsão para os anos de 2024 a 2026, segundo Lupion, é de “zero centavo” para a subvenção, cenário que torna o crédito mais caro e menos acessível ao produtor.

Outro ponto criticado foi o Prodes. Lupion afirmou que as anotações automáticas na matrícula do produtor acontecem antes mesmo da notificação de irregularidades, o que pode travar o acesso ao financiamento bancário de forma inesperada.

Menos investimento em máquinas

A falta de liquidez e o aumento do endividamento já refletem nos investimentos das fazendas. Dados da última Agrishow apontam queda de 22% nas intenções de pedidos de máquinas agrícolas.

Para a FPA, o produtor prioriza a manutenção da safra atual e adia investimentos em renovação de frota e tecnologia. O impacto, segundo a entidade, pode atingir diretamente a produtividade e a rentabilidade do setor nos próximos anos.

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Fiscalização encontra duas toneladas de alimentos e bebidas estragados


cena de apreensão em estabelecimento no RS
Foto: Divulgação/Ministério Público do Rio Grande do Sul

Agentes da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos fiscalizaram nesta quarta-feira (6) quatro estabelecimentos no município de Tapera, noroeste do Rio Grande do Sul. Durante a ação, cerca de duas toneladas de produtos impróprios para o consumo foram apreendidas e inutilizadas.

Entre os itens recolhidos estavam carne, bebidas, queijo, embutidos, pizzas congeladas, biscoitos e pães.

Foto: Divulgação/Ministério Público do Rio Grande do Sul

Os agentes constataram como principais irregularidades a grande quantidade de itens com prazo de validade vencido, além de alimentos armazenados fora da temperatura adequada e mercadorias sem indicação de procedência.

Foto: Divulgação/Ministério Público do Rio Grande do Sul

Nesse caso, destacaram-se os produtos coloniais, como aipim, mel, banha, vinho, cachaça e amendoim, representando risco à saúde dos consumidores.

Após avaliação veterinária, parte da carne apreendida que ainda apresentava mínimas condições de consumo foi doada para zoológicos de Santa Maria e de Passo Fundo, ambos no território gaúcho.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Governo define limite de captura da lagosta para 2026 e reforça regras de controle


lagostas, pixabay
Foto: Divulgação/Ministério da Pesca

Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicaram a Portaria Interministerial MPA/MMA 56, de 30 de abril de 2026 que estabelece o limite de captura para a pesca da lagosta vermelha (Panulirus argus) e da lagosta verde (Panulirus laevicauda).

As medidas de monitoramento e controle dessa pesca para o ano de 2026, além de alterar a Portaria nº 221/2021 da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

Fica estabelecido o limite máximo de 6.192 toneladas para a pesca de ambas as espécies, em todo o território nacional no ano de 2026. Esse limite máximo engloba a soma de captura das duas espécies.

Ainda, o tamanho mínimo para captura da lagosta vermelha é: 13 cm de comprimento da cauda e 7,5 cm de comprimento do cefalotórax, e da lagosta verde: 11 cm de comprimento da cauda e 6,5 cm de comprimento do cefalotórax.

As lagostas somente poderão ser armazenadas a bordo, desembarcadas, transportadas e entregues às empresas pesqueiras se estiverem vivas.

Monitoramento

O monitoramento do limite máximo de captura das lagostas será realizado por meio da “Declaração de entrada de lagosta em Empresa Pesqueira”, conforme o Anexo I da portaria.

A empresa pesqueira que adquirir lagosta deverá informar o recebimento da produção, por meio da declaração, em até 3 dias úteis, a contar da data constante na nota de produtor, nota fiscal de primeira venda ou da nota de entrada na empresa.

A declaração de entrada de lagosta deverá ser preenchida e enviada por meio de formulário eletrônico disponível no portal eletrônico oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Importante

Durante a temporada de pesca de 2025 para a captura das lagostas, será disponibilizado, no portal eletrônico do Ministério da Pesca e Aquicultura em: Menu principal > Assuntos > Pesca > Principais Recursos Pesqueiros > Lagosta, o painel de acompanhamento das capturas.

A captura será encerrada quando for atingido 95% do limite, com divulgação no portal eletrônico e redes sociais do MPA.

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Dois anos após enchente, produtores do Rio Grande do Sul se reerguem


Dois anos após a enchente histórica que atingiu o Rio Grande do Sul, muitos produtores rurais da região enfrentam desafios significativos para recuperar suas fontes de renda. A devastação causada pela enchente exigiu investimentos e adaptações, com alguns agricultores mudando de atividade ou até de propriedade.

Desafios enfrentados

Os produtores que permaneceram na região tiveram que lidar com a recuperação do solo e a reestruturação de suas atividades. Entre os principais desafios, destacam-se:

  • Preparação do solo afetado pelo lodo
  • Troca de rebanhos devido à fraqueza dos animais
  • Investimentos altos para retomar a produção

Histórias de superação

A família Fran, em Arroio do Meio, conseguiu retomar a produção de silagem, enquanto a família Sheren, que produzia leite há mais de cinco décadas, abandonou a atividade devido aos altos custos e ao medo de novas enchentes. A região de Arroio do Ouro, em Estrela, viu cerca de 70% dos moradores deixarem suas casas, resultando em muitas propriedades abandonadas.

Iniciativas de recuperação

Para ajudar na recuperação, iniciativas como a instalação de unidades de referência tecnológica têm sido implementadas. Essas unidades visam:

  • Restaurar áreas afetadas
  • Promover o plantio de árvores nativas e frutíferas
  • Desenvolver tecnologias para prevenir futuros desastres

A Embrapa e outras instituições de pesquisa estão trabalhando para fornecer conhecimento e tecnologia aos agricultores, visando melhorar a resiliência da produção agrícola na região.

Expectativas futuras

Apesar dos desafios, há esperança entre os produtores. A necessidade de investimento é clara, e muitos acreditam que a próxima safra será ainda mais difícil devido ao aumento dos custos de insumos. No entanto, a expectativa é de que os preços do leite melhorem, permitindo um planejamento mais eficaz para o futuro.

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