sexta-feira, julho 3, 2026

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Bolsas de Nova York fecham em alta e S&P 500 e Nasdaq renovam recordes


Bolsas de Nova York fecham em alta e S&P 500 e Nasdaq renovam recordes

As bolsas de Nova York encerraram esta segunda-feira (11) em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes de fechamento e também máximas intradiárias. O movimento ocorreu apesar da piora nas tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a elevar a cautela dos investidores ao longo da sessão. Ainda assim, os índices sustentaram ganhos apoiados por resultados corporativos e pelo avanço de ações de tecnologia.

O índice Dow Jones subiu 0,19%, aos 49.704,47 pontos. O S&P 500 avançou 0,19%, aos 7.412,84 pontos, depois de atingir a máxima de 7.428,97 pontos no dia. Já o Nasdaq teve alta de 0,10%, aos 26.274,13 pontos, com pico intradiário de 26.359,31 pontos.

No campo geopolítico, os Estados Unidos classificaram como “inaceitável” a resposta do Irã à proposta para o fim da guerra. Segundo informações publicadas pelo Axios, o governo norte-americano avalia uma nova ação militar em Teerã. Em resposta, o Irã afirmou que suas Forças Armadas estão prontas para reagir a “qualquer agressão”.

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Mesmo com esse cenário, os índices permaneceram no campo positivo, embora tenham reduzido parte dos ganhos vistos pela manhã. Para o Swissquote, os resultados trimestrais acima do esperado ajudam a explicar o apetite por risco observado nas últimas duas semanas. A instituição também destacou que a alta dos preços da energia ainda não provocou reação relevante dos investidores.

Entre os destaques da sessão, a Intel avançou 3,62%, a Micron subiu 6,50% e a Qualcomm ganhou 8,42%, em meio à continuidade do interesse do mercado por empresas ligadas à inteligência artificial. No setor de criptoativos, a Coinbase teve alta de 7,68% e a Robinhood Markets avançou 4,87%.

Na ponta negativa, a Moderna recuou 2,70%, enquanto a Mosaic caiu 1,80% após relatar perdas trimestrais associadas ao aumento dos custos de produção de fertilizantes.

O fechamento em alta, mesmo com a retomada das tensões no Oriente Médio, indica que o mercado segue priorizando balanços corporativos e setores de crescimento. Para os próximos pregões, a sustentação desse movimento dependerá da evolução do cenário geopolítico e da reação dos investidores aos custos de energia e aos resultados das empresas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa Semiárido realiza audiência pública para seleção de chefe-geral em 20 de maio


Embrapa Semiárido realiza audiência pública para seleção de chefe-geral em 20 de maio

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido realizará, na terça-feira (20), das 9h às 11h30, uma audiência pública que faz parte do processo de seleção para o cargo de chefe-geral da unidade, em Petrolina (PE). Na ocasião, o pesquisador Carlos Alberto Tuão Gava apresentará seu plano de trabalho. O encontro será híbrido, com atividade presencial na Biblioteca da Embrapa Semiárido e transmissão simultânea pela plataforma Google Meet.

Segundo a programação divulgada pela unidade, a audiência terá uma hora destinada à apresentação do candidato e até uma hora e meia para arguição conduzida pelo Comitê de Seleção de Chefes (CSC), colegiado responsável por coordenar o processo. A normativa da seleção estabelece duração máxima de duas horas e 30 minutos. Na agenda informada pela Embrapa, a programação vai de 9h a 11h35.

O processo seletivo foi iniciado na segunda-feira (31 de março), com publicação de edital no Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) da Embrapa. A seleção é restrita aos empregados do quadro efetivo da empresa e está dividida em três etapas: recrutamento, inscrição e homologação das candidaturas; avaliação da habilitação; e seleção final, composta por audiência pública, entrevista com a Diretoria-Executiva e designação pela Presidência da Embrapa.

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De acordo com o cronograma, o resultado deverá ser divulgado no domingo (27 de julho). Se aprovado em todas as fases, o novo chefe-geral assumirá o cargo na terça-feira (1º de setembro de 2026). O mandato será de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, condicionada à avaliação e recondução.

A participação social ocorrerá por dois canais. As perguntas podem ser enviadas antecipadamente por formulário eletrônico e, durante a audiência, pelo WhatsApp do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) da unidade. Em ambos os casos, os questionamentos passarão por análise prévia do CSC, com base na relevância e aderência às propostas apresentadas.

Carlos Alberto Tuão Gava é engenheiro-agrônomo, mestre em Ciência do Solo e doutor em Produção Vegetal. Pesquisador da Embrapa há 25 anos, atua nas áreas de controle biológico de pragas e manejo integrado, além de já ter ocupado a chefia-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Semiárido entre janeiro de 2025 e março de 2026.

Fonte: embrapa.br

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Musk e Tim Cook integram delegação empresarial dos Estados Unidos em visita de Trump à China


Musk e Tim Cook integram delegação empresarial dos Estados Unidos em visita de Trump à China

O CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, e o CEO da Apple, Tim Cook, devem integrar a delegação de empresários que acompanhará o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião bilateral com o líder chinês, Xi Jinping, nesta semana. A informação foi divulgada por veículos da imprensa norte-americana nesta segunda-feira (11). Até o momento, não houve detalhamento oficial da Casa Branca sobre a pauta completa do encontro.

Segundo a Fox News, Musk participará da comitiva ao lado de pelo menos outros 6 executivos. A emissora cita também a presença de Larry Fink, da BlackRock; Robert Ortberg, da Boeing; Jane Fraser, do Citi; e David Solomon, do Goldman Sachs.

A Bloomberg acrescenta à lista executivos de empresas com atuação em diferentes segmentos, como Cargill, Illumina, Visa, Micron, Qualcomm e Cisco. Já a Reuters informou que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, não participará da viagem.

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A composição da delegação indica uma agenda comercial mais ampla, com representação dos setores de tecnologia, sistema financeiro, alimentos e aviação. Esse desenho é relevante porque a reunião ocorre em um momento de atenção do mercado às relações entre Estados Unidos e China, dois dos principais polos globais de consumo, investimento e comércio.

De acordo com uma fonte ligada à viagem, a Casa Branca está concentrando o encontro em temas ligados à agricultura e ao comércio de aviação. Para o agronegócio, essa indicação coloca no radar discussões sobre fluxo de compras chinesas, condições de acesso a mercado e negociações comerciais envolvendo produtos do setor. No caso da aviação, a presença da Boeing reforça o peso industrial da pauta.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Balança comercial abre maio com superávit de US$ 2,722 bilhões


Balança comercial abre maio com superávit de US$ 2,722 bilhões

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,722 bilhões na primeira semana de maio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (11). No período, o país exportou US$ 9,040 bilhões e importou US$ 6,318 bilhões.

Na comparação com a primeira semana de maio de 2025, as exportações cresceram 26,9%. O avanço foi concentrado em dois segmentos. Na agropecuária, as vendas externas subiram 38,1%, para US$ 2,439 bilhões. Na indústria de transformação, a alta foi de 36,4%, com US$ 4,955 bilhões embarcados. Já a indústria extrativa recuou 5,7%, somando US$ 1,593 bilhão.

Pelo lado das importações, houve aumento de 16,1% na mesma base de comparação. As compras externas da agropecuária caíram 1,7%, para US$ 117,5 milhões, e as da indústria extrativa recuaram 24,5%, para US$ 171,1 milhões. Em sentido oposto, a indústria de transformação avançou 18,6%, alcançando US$ 6,002 bilhões.

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Os dados mostram que o saldo positivo da semana foi formado por um ritmo de exportações superior ao das importações. No caso do agro, o crescimento de 38,1% nas vendas externas reforçou a participação do setor no resultado geral da balança no início do mês.

No acumulado de janeiro até a primeira semana de maio, o superávit chegou a US$ 27,504 bilhões. Segundo o MDIC, o valor representa crescimento de 34,1% sobre igual período de 2025, quando o saldo estava em US$ 24,330 bilhões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa participa da São Paulo Innovation Week com programação técnica e vitrine de tecnologias


Embrapa participa da São Paulo Innovation Week com programação técnica e vitrine de tecnologias

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participará da primeira edição da São Paulo Innovation Week, entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), no Mercado Livre Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. A estatal será parceira institucional do evento, integrará a programação técnica da trilha de agronegócios e manterá um estande para apresentar tecnologias voltadas à inovação no campo.

Segundo a Embrapa, a trilha de agronegócios abordará temas como agricultura digital, bioenergia, cooperativismo, sustentabilidade, segurança alimentar, comunicação do agro e inovação. No primeiro dia, a presidente da empresa, Silvia Massruhá, participará do painel “O ecossistema que está reinventando o agro tropical”. O debate também contará com Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, e Alexandre Stephan, da SP Ventures.

Ainda na terça-feira (13), o pesquisador e chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Embrapa, Daniel Trento, será palestrante no painel “Do solo ao token: Como o digital está impactando o agro”. A proposta é detalhar como a empresa vem atuando com startups e iniciativas de inovação aberta.

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No estande, a Embrapa apresentará soluções ligadas à agricultura digital e à gestão de risco. Entre elas estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o portal AgroAPI, o sistema de monitoramento agrometeorológico Agritempo e a plataforma de rastreabilidade Embrapa Trace, que está em fase final de validação. Também serão exibidos bioinsumos, como o Hydratus, indicado como mitigador de estresse hídrico.

Outro destaque será o Radar Agtech Brasil, levantamento anual sobre o ecossistema de inovação do agro. De acordo com a empresa, a edição para América Latina e Caribe será lançada em junho. A Rede de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), parceria público-privada da qual a Embrapa faz parte, também estará no espaço com demonstrações em realidade virtual.

Fonte: embrapa.br

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Focus mantém projeção de déficit primário do setor público em 0,50% do PIB para 2026


Focus mantém projeção de déficit primário do setor público em 0,50% do PIB para 2026

A mediana das estimativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (11), manteve em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) a projeção para o déficit primário do setor público consolidado em 2026. O percentual está nesse nível há 12 semanas consecutivas. Para 2027, a estimativa seguiu em déficit de 0,40% do PIB pela sétima semana seguida.

Os números do Focus tratam do setor público consolidado, que reúne Governo Central, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras. Já a meta fiscal do governo vale apenas para o Governo Central. Em 2026, a meta oficial é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos. Para 2027, o objetivo é superávit de 0,50% do PIB, com a mesma margem.

Essa diferença de abrangência ajuda a explicar por que as projeções de mercado costumam apontar resultado mais fraco do que o alvo oficial. Além disso, há despesas que não entram no cálculo da meta, como pagamento de precatórios e alguns gastos da área de defesa.

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No resultado nominal, que inclui o pagamento de juros da dívida, a mediana para 2026 permaneceu em déficit de 8,50% do PIB pela oitava semana consecutiva. Para 2027, a projeção seguiu em 8,00% do PIB. Já a dívida líquida do setor público (DLSP) foi mantida em 69,90% do PIB para 2026 e passou de 73,43% para 73,48% do PIB em 2027.

No setor externo, o Focus reduziu a estimativa de déficit em transações correntes de 2026 de US$ 61,20 bilhões para US$ 60,50 bilhões. Para 2027, a projeção continuou em US$ 62,00 bilhões. A mediana para os Investimentos Diretos no País (IDP) ficou em US$ 75,00 bilhões em 2026 e subiu de US$ 77,58 bilhões para US$ 77,80 bilhões em 2027. O superávit comercial foi mantido em US$ 75,00 bilhões nos dois anos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Palestra sobre Reforma Tributária é destaque na Parecis SuperAgro


A reforma tributária e seus impactos diretos na atividade rural foram tema de palestra promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), conduzida pelo analista tributário da entidade, José Cristovão Martins. A apresentação integrou a programação da 17ª Parecis SuperAgro, realizada nesta quinta-feira (16), em Campo Novo do Parecis, e abordou a carga tributária prevista no novo modelo de tributação sobre o consumo, além dos regimes diferenciados aplicáveis ao agronegócio.

José Cristovão vão orientou os produtores rurais sobre as mudanças já em andamento e destacou medidas práticas que precisam ser adotadas para evitar prejuízos financeiros durante o período de transição. Isso porque, o novo modelo exigirá adaptação imediata em processos fiscais, negociais e administrativos.

O analista destacou que a reforma deverá alterar a carga tributária, aumentar obrigações acessórias e mudar a forma como o produtor precisará conduzir suas negociações. Entre os pontos citados estão os impactos sobre contratos de arrendamento, custos de aquisição de bens de capital e a necessidade de reavaliar o fluxo de caixa diante do novo sistema.

“O custo do arrendamento vai sofrer impacto e ter mudança com a reforma tributária. A despesa de caixa do produtor rural vai ser afetado também”, alertou.

O analista da Famato ressaltou ainda que o produtor terá de se adaptar ao modelo de não cumulatividade, baseado no sistema de débitos e créditos. Nesse formato, o imposto pago na compra de insumos poderá gerar crédito para abatimento na venda, o que exigirá maior controle e formalização das operações.

“Tudo aquilo que o produtor comprar com carga tributária, o tributo pago na compra se torna um crédito para ele utilizar na redução dos tributos na venda. É um sistema diferente do que acontecia antes”, pontuou.

Outro alerta feito pelo analista foi sobre o fim do modelo de diferimento atualmente conhecido pelo produtor rural, em que a responsabilidade tributária recai sobre o elo seguinte da cadeia produtiva, o que pode afetar diretamente o planejamento financeiro das propriedades.

Além das mudanças previstas para os próximos anos, José Cristóvão destacou que parte das exigências já começou a valer em 2026, especialmente na emissão de documentos fiscais. Ele explicou que produtores já precisam preencher notas fiscais destacando os novos tributos Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ainda que em alíquotas reduzidas.

A penalidade pode representar pagamento direto de tributo que poderia ser evitado, caso a emissão da nota seja feita corretamente. José Cristóvão informou que atualmente existe um ato normativo suspendendo essa cobrança como forma de teste, mas que a medida deve ser revogada após a regulamentação definitiva.

A formalização será determinante para que o produtor consiga utilizar créditos tributários no novo sistema. “Todas as compras vão ter que ser feitas com nota. Senão, você não tem crédito para abater as saídas. E se não tem crédito, há o risco de prejuízo financeiro”, aponta José.

O analista também explicou que produtores rurais podem buscar orientação técnica sobre as novas regras tributárias por meio dos sindicatos rurais, que atuam como ponte entre o produtor e o Sistema Famato. “O Sindicato Rural do município é o conector com a Famato. Ele leva a necessidade ao sindicato que e já conecta ele conosco”, afirmou.

17ª Parecis SuperAgro

A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio do Sistema Famato/Senar MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul, Sicredi e da Aprosoja MT, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Desembolso do Plano Safra 2025/26 soma R$ 281,6 bilhões até abril


Desembolso do Plano Safra 2025/26 soma R$ 281,6 bilhões até abril

O Plano Safra 2025/26 desembolsou R$ 281,616 bilhões em financiamentos de 1º de julho até o fim de abril, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), do Banco Central. O valor corresponde a 69,4% dos R$ 405,9 bilhões ofertados no crédito oficial, sem considerar as Cédulas de Produto Rural (CPRs). Na comparação com igual período da safra 2024/25, houve recuo de 10%.

Apesar da queda no valor liberado, o número de operações cresceu. Foram firmados 1,966 milhão de contratos até abril, alta de 5% sobre os 1,872 milhão registrados um ano antes. Com isso, o valor médio por contrato ficou em R$ 143,228 mil, redução de 14,3% na mesma base de comparação.

Por modalidade, o custeio somou R$ 151,979 bilhões, baixa de 11,7%, em 631.977 contratos. As linhas de investimento alcançaram R$ 70,813 bilhões, queda de 17%, em 1,323 milhão de operações. Na comercialização, o volume caiu 22%, para R$ 28,661 bilhões. Já a industrialização atingiu R$ 30,163 bilhões, alta de 63%.

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Nos programas oficiais, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) respondeu por 1,649 milhão de contratos e R$ 56,135 bilhões, avanço de 3,5%. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) somou R$ 52,185 bilhões em 169.532 operações, alta de 3%. Entre grandes produtores, os desembolsos recuaram 16,6%, para R$ 173,297 bilhões.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o desempenho reflete juros elevados, maior exigência de garantias, endividamento mais alto no setor e aumento de exigências operacionais para contratação. Nesse ambiente, cresce o uso de fontes privadas, como as CPRs. Levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostra que, na agricultura empresarial, os desembolsos com CPRs direcionadas somaram R$ 183,137 bilhões de julho a março.

Fonte: Estadão Conteúdo

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SP inicia atualização obrigatória de rebanhos; veja riscos do descumprimento


Foto: Governo de São Paulo/Divulgação.
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação.

O Estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (11) a campanha de atualização de rebanhos do primeiro semestre. Além da declaração obrigatória, a partir deste ano, produtores de bovinos e bubalinos passam a contribuir para o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), com cobrança de R$ 1,076 por animal declarado.

A atualização deve ser feita até 14 de junho no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) ou presencialmente em unidades da Defesa Agropecuária.

Declaração obrigatória

A obrigatoriedade da atualização cadastral começou após a retirada da vacinação contra a febre aftosa em 2023. Os produtores devem informar os dados dos rebanhos existentes nas propriedades rurais.

Além de bovinos e bubalinos, a declaração inclui equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, animais aquáticos, colmeias de abelhas e bichos-da-seda.

A ausência da declaração pode provocar bloqueio da movimentação animal, impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e gerar sanções administrativas.

“A declaração é uma das ferramentas que o Estado tem de acompanhar e de se manter atualizado sobre os animais de peculiar interesse, além de fornecer à Defesa informações como a evolução geral dos rebanhos, incluindo os grupos de animais que nasceram ou morreram no intervalo de uma campanha a outra”, afirma Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e diretor da Defesa Agropecuária.

Fundo para indenização sanitária

O Fundesa-PEC passa a funcionar como mecanismo de indenização em casos de febre aftosa no Estado. Segundo a Defesa Agropecuária, o fundo será abastecido pelas contribuições feitas pelos produtores durante as campanhas semestrais de atualização cadastral.

“Hoje, somos um estado livre de Febre Aftosa sem vacinação. Fazemos todo um trabalho para manter esse status, mas estamos sujeitos a uma eventual reintrodução da doença. Sabemos que a Febre Aftosa pode levar à eliminação do rebanho, e o fundo foi criado justamente para garantir que o produtor não fique no prejuízo”, diz Barrochelo.

Em caso de confirmação da doença, a Defesa Agropecuária poderá realizar abate sanitário para conter a disseminação do vírus. Nessa situação, o fundo será utilizado para indenizar os produtores.

“Antes da eliminação do rebanho, é feita uma avaliação do valor dos animais. Como o fundo já possui recursos destinados exclusivamente para essa finalidade, o produtor é ressarcido pelo valor avaliado do rebanho”, explica o diretor.

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Exportações de carne suína somam 140 mil toneladas em abril, informa ABPA


Exportações de carne suína somam 140 mil toneladas em abril, informa ABPA

As exportações brasileiras de carne suína in natura e processada totalizaram 140 mil toneladas em abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 8,3% em relação às 129,2 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Em receita, os embarques somaram US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% sobre os US$ 301,5 milhões de um ano antes.

Entre os principais destinos no mês, as Filipinas permaneceram na liderança, com 35,9 mil toneladas, aumento de 20,6% na comparação anual. Na sequência, aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas, queda de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas, alta de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, recuo de 34,3%.

Também figuram entre os principais compradores Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+44,6%), Argentina, com 5,3 mil toneladas (-8,7%), Cingapura, com 5,1 mil toneladas (-24,3%), Uruguai, com 4,6 mil toneladas (+12,7%) e México, com 4,4 mil toneladas (-40,3%).

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Os dados indicam avanço concentrado em parte relevante dos mercados asiáticos, com ampliação de volume em destinos de maior valor agregado. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, “o fluxo internacional da proteína brasileira segue aquecido, especialmente nos mercados asiáticos”. Em nota, ele destacou ainda “um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro”.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações alcançaram 532,2 mil toneladas, crescimento de 14,2% frente às 466 mil toneladas registradas entre janeiro e abril de 2025. A receita no período chegou a US$ 1,244 bilhão, alta de 14,1% sobre US$ 1,090 bilhão no mesmo intervalo do ano passado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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