sexta-feira, julho 3, 2026

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Medida provisória sobre crédito extra de R$ 190 milhões à agricultura familiar perde validade


Medida provisória sobre crédito extra de R$ 190 milhões à agricultura familiar perde validade

A Medida Provisória (MP) 1325/25, que autorizava R$ 190 milhões em crédito extraordinário para ações voltadas à agricultura familiar, perdeu a validade no último sábado (3) por não ter sido votada pelo Congresso Nacional. Publicada em novembro de 2025, a norma permitia ao Executivo abrir recursos extras por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Do total previsto, R$ 30 milhões estavam destinados à promoção e ao fortalecimento da comercialização, do abastecimento e do acesso a mercados para a agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais. Outros R$ 160 milhões foram reservados a ações de abastecimento, soberania alimentar e formação de estoques públicos.

Com o fim da vigência, o Poder Executivo deixa de ter respaldo legal para liberar novos recursos com base nessa autorização. Pela regra constitucional, medidas provisórias valem por 60 dias e podem ser prorrogadas uma vez por igual período, totalizando até 120 dias de tramitação. Se não forem votadas nesse intervalo, perdem eficácia desde a publicação.

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Nesse caso, o Congresso Nacional terá 60 dias para editar um decreto legislativo que discipline os efeitos produzidos durante a vigência da MP. O material de origem não informa quanto dos R$ 190 milhões chegou a ser efetivamente executado antes do vencimento do texto.

Além da MP 1325/25, outras três medidas provisórias foram prorrogadas por mais 60 dias. Entre elas, a MP 1342/26, com R$ 1,3 bilhão para reparação de danos causados por chuvas em municípios da Zona da Mata de Minas Gerais; a MP 1343/26, sobre proteção legal a caminhoneiros em relação ao piso do frete; e a MP 1344/26, que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel rodoviário para importadoras até sábado (31).

Fonte: camara.leg.br

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Boi gordo: mercado segue de olho nas exportações para a China; confira os preços


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com alguns frigoríficos ainda ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para o curtíssimo prazo.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que, no geral, a expectativa ainda é de maior disponibilidade de gado para abate durante o restante do mês, em um movimento bastante habitual dentro da sazonalidade para esta época do ano.

“O mercado segue muito atento às notícias envolvendo a exportação. No dia seguinte ao anúncio chinês de que a cota brasileira havia alcançado 50%, os Estados Unidos sinalizam para a remoção das tarifas de importação de carne bovina dos principais fornecedores globais, o que tende a alavancar as vendas brasileiras para o referido país e ajudar a reduzir a dependência em relação à China”, disse o especialista.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 350,83 — na sexta: R$ 352,50
  • Goiás: R$ 332,50 — na sexta: R$ 333,39
  • Minas Gerais: R$ 339,41 — na sexta: R$ 339,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 349,43 — na sexta: R$ 349,55
  • Mato Grosso: R$ 356,89 — na sexta: R$ 356,01

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços no decorrer da segunda-feira.

Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês.

“Além disso, a competitividade em relação às proteínas concorrentes segue problemática, em especial na comparação com a carne de frango”, pontuou Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

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Lei reconhece circo como manifestação da cultura nacional


Lei reconhece circo como manifestação da cultura nacional

A atividade circense brasileira passou a ser reconhecida oficialmente como manifestação da cultura e da arte popular em todo o país. A medida foi estabelecida pela Lei 15.405/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (11). A norma tem origem no Projeto de Lei 4.740/25, apresentado no Senado e aprovado posteriormente pela Câmara dos Deputados.

O novo marco legal consolida, em nível federal, o reconhecimento institucional do circo como expressão cultural do país. Na justificativa do projeto, o senador Flávio Arns (PSB-PR), autor da proposta, afirmou que a atividade circense reúne diferentes formas de expressão artística, como música, dança, teatro e acrobacia, e tem papel relevante na formação cultural brasileira.

No Senado, o texto foi relatado pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Em parecer, ele destacou a relevância social, cultural e econômica do setor. Segundo estimativas da Fundação Nacional das Artes (Funarte), citadas pelo relator, o Brasil tem ao menos 800 circos de lona em atividade, responsáveis pelo sustento direto de cerca de 20 mil profissionais.

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O parecer também registra entraves enfrentados por famílias circenses itinerantes. De acordo com Paim, a dificuldade para comprovar residência fixa pode limitar o acesso a serviços e direitos, como atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e transferência escolar de filhos de artistas. Nesse ponto, o reconhecimento legal amplia a base institucional para políticas públicas voltadas ao setor.

Na Câmara dos Deputados, a proposta foi aprovada no mês passado. O relator, deputado Capitão Augusto (PL-SP), apontou o caráter itinerante do circo e a capacidade da atividade de levar apresentações a localidades com acesso restrito a equipamentos culturais.

Fonte: camara.leg.br

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Hapvida registra lucro líquido ajustado de R$ 244 milhões no 1º trimestre de 2026


Hapvida registra lucro líquido ajustado de R$ 244 milhões no 1º trimestre de 2026

A Hapvida encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de cerca de R$ 244 milhões, queda de 41,4% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo balanço divulgado pela companhia nesta segunda-feira (11), o resultado foi influenciado pela dinâmica de utilização dos serviços de saúde, por fatores sazonais e pelo ramp-up de novas unidades da rede própria.

De janeiro a março, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) somou R$ 346 milhões, recuo de 46,8% na comparação anual. O Ebitda ajustado totalizou R$ 803 milhões, baixa de 20,0% no mesmo intervalo.

A receita líquida, por outro lado, alcançou R$ 7,892 bilhões no trimestre, alta de 5,2% ante um ano antes. De acordo com a companhia, esse avanço foi parcialmente sustentado pelo crescimento do tíquete médio, que ficou em R$ 305, aumento de 7,3% na comparação anual, refletindo reajustes contratuais e o mix de produtos.

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No campo operacional, a sinistralidade caixa atingiu 72,2%, elevação de 0,4 ponto porcentual frente ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, esse indicador acompanha a maior utilização dos serviços e a evolução operacional ao longo do período.

Na estrutura de capital, a dívida líquida fechou março em R$ 5,165 bilhões, alta de 24,0% em relação ao patamar de um ano antes. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 1,38 vez, aumento de 0,41 vez na mesma base de comparação.

Ao fim de março, a operadora somava cerca de 8,7 milhões de beneficiários em planos de saúde e 7,2 milhões no segmento odontológico. Os números indicam que a expansão de receita ainda não foi suficiente para compensar integralmente a pressão de custos e a maior utilização da rede no trimestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana


soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12).
"Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.

Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 123
  • Santa Rosa (RS): R$ 124
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): R$ 108,50
  • Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
  • Rio Grande (RS): R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.

Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

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Ministério dos Transportes autoriza início das obras de melhoria na BR-101/RJ


Ministério dos Transportes autoriza início das obras de melhoria na BR-101/RJ

O Ministério dos Transportes informou que o ministro George Santoro assinou nesta segunda-feira (11) a ordem de serviço para o início das obras de melhoria da BR-101/RJ. O segmento, conhecido como Autopista Fluminense, liga a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo ao entroncamento com a Ponte Presidente Costa e Silva, em Niterói (RJ). O pacote prevê R$ 10,18 bilhões em investimentos para modernização de 322,1 quilômetros da rodovia.

Segundo a Pasta, as intervenções fazem parte da nova etapa da concessão da BR-101/RJ, leiloada em novembro de 2025. A Arteris S.A., que já administrava o trecho, venceu o certame e assumiu novas obrigações de investimento e ampliação da infraestrutura viária.

O contrato tem duração de 22 anos e inclui obras e serviços voltados à ampliação da capacidade da estrada e à operação do tráfego. Entre as estruturas previstas estão novas passarelas, paradas de ônibus e um Ponto de Parada e Descanso para Caminhoneiros (PPD).

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Em nota, o Ministério dos Transportes informou que as intervenções devem atingir pontos considerados críticos ao longo da rodovia. De acordo com a Pasta, o objetivo é ampliar a capacidade viária e melhorar o fluxo de veículos no corredor.

A BR-101/RJ tem relevância logística para o estado. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) classifica a rodovia como uma via importante de acesso terrestre à região da bacia de Campos, área estratégica para a produção de petróleo no país. Nesse contexto, melhorias de fluidez e infraestrutura podem alterar as condições de transporte de cargas e deslocamento regional ao longo da concessão.

Até o momento, o ministério não detalhou publicamente o cronograma físico das obras por trecho nem as datas de entrega de cada intervenção.

Com a ordem de serviço assinada, a execução das obras entra na fase operacional. O avanço do cronograma e a divulgação das etapas por segmento devem indicar, nos próximos meses, o ritmo da modernização prevista para a BR-101/RJ.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Grãos são destaque no projeto Orgulho Paraná em maio


No mês de maio, o Projeto Orgulho Paraná tem como destaque a produção de grãos. Feijão, milho, soja e trigo passam a ocupar o espaço expositivo no gabinete da presidência do Sistema FAEP, reunindo produtos que sustentam a base econômica do setor agropecuário paranaense.

Os grãos estão sendo apresentados em potes de mantimento, organizados em prateleiras, além de em sacos de juta. A ambientação busca aproximar os visitantes da matéria-prima em seu formato natural, ao mesmo tempo em que evidencia a relevância no cotidiano. A exposição também inclui alguns de seus principais derivados.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa reforça o papel estratégico dos produtores rurais e a necessidade de ampliar a visibilidade do setor.

“O Orgulho Paraná nasceu justamente para valorizar quem está no campo e mostrar a força da produção paranaense. Os grãos são um exemplo claro disso: estão na base da alimentação, da economia e das exportações do Estado, e precisam ser reconhecidos também pelo público urbano”, afirma o dirigente. “A exposição mostra o grão em si, sua origem e sua importância. Também teremos um vídeo explicativo destacando o papel dessas culturas para o Paraná”, detalha.

Valorização do campo

Lançado em dezembro do ano passado, o projeto Orgulho Paraná fomenta às diferentes cadeias produtivas do Estado, destacando regiões, produtores e produtos que representam a diversidade da agropecuária paranaense. A cada mês, uma nova temática orienta a exposição, instalada em um dos pontos de maior circulação de visitantes dentro da entidade. Já passaram por ali o café, geleias em conserva, erva-mate e vinhos.

O programa é aberto a produtores associados aos sindicatos rurais vinculados ao Sistema FAEP. A participação pode ocorrer por indicação das equipes regionais da entidade ou por iniciativa do próprio produtor, que pode manifestar interesse junto ao sindicato de sua base.

A partir desse contato, a instituição passa a conhecer a trajetória do produtor e as características do produto, construindo a narrativa que será apresentada na vitrine institucional.

Importância econômica

A escolha dos grãos como tema da exposição de maio reflete o peso real dessa produção no Paraná. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, com 13,6% de participação, e lidera com folga no Sul, concentrando mais da metade da colheita da região, que responde por 25,4% da produção brasileira.

Esse protagonismo se reflete nos números das principais culturas agrícolas do Estado. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná lidera a produção nacional de feijão, com estimativa de 597,8 mil toneladas na safra 2025/26, e ocupa a primeira posição na cevada, com 483,3 mil toneladas – cerca de 80% de toda a produção brasileira em 2025. No trigo, responde por 35% do volume nacional, com 2,7 milhões de toneladas colhidas no ano passado. Já na soja e no milho da segunda safra, o Estado aparece na segunda colocação, com produções estimadas em 20,6 milhões e 18 milhões de toneladas, respectivamente, também na safra 2025/26.





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CNA recebe delegação do Parlamento do Canadá e discute acordo com o Mercosul


CNA recebe delegação do Parlamento do Canadá e discute acordo com o Mercosul

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, nesta segunda-feira (11), em Brasília, uma delegação de parlamentares da Comissão Permanente de Comércio Internacional da Câmara dos Comuns do Canadá e representantes da Embaixada do Canadá no Brasil. A reunião integrou uma série de compromissos da comitiva com setores público e privado no país e teve, entre os principais temas, o andamento das negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá.

Segundo a CNA, o encontro abordou temas ligados à relação comercial entre os dois países e à estrutura da agropecuária brasileira. O vice-presidente da entidade, Marcelo Bertoni, destacou o uso de técnicas sustentáveis no campo, como o plantio direto, e informou que o Brasil é um importante comprador de fertilizantes canadenses.

Na reunião, o coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, Felipe Spaniol, afirmou que a evolução da agropecuária brasileira ocorreu com integração entre pesquisa, crédito e assistência técnica. Já a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, reiterou o posicionamento favorável da entidade à conclusão do acordo entre Mercosul e Canadá.

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Os parlamentares canadenses apresentaram questionamentos sobre ações do agro brasileiro relacionadas às mudanças climáticas, além de temas como tecnologia e inovação, crédito rural e rastreabilidade bovina. De acordo com a CNA, a comissão também sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil em áreas como melhoramento genético e soluções tecnológicas adaptáveis ao clima tropical.

A agenda ocorre em um momento em que o setor produtivo acompanha o avanço das negociações comerciais e seus possíveis efeitos sobre fluxo de exportações, acesso a insumos e intercâmbio tecnológico. A entidade não informou prazo para conclusão do acordo nem detalhou etapas futuras das tratativas. A partir de quarta-feira (13), a delegação seguirá para compromissos na Argentina.

Do ponto de vista técnico, a reunião reforça a pauta de comércio e cooperação bilateral em temas agropecuários estratégicos. O desdobramento prático dependerá da evolução das negociações do acordo Mercosul-Canadá e da continuidade das agendas entre entidades do setor e autoridades dos dois países.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Governo federal lança painel para monitorar defensivos agrícolas em bacias hidrográficas


Governo federal lança painel para monitorar agrotóxicos em bacias hidrográficas

O governo federal lançou nesta segunda-feira (11) um painel de monitoramento de defensivos agrícolas nos recursos hídricos do país. A ferramenta reúne dados de diferentes bacias hidrográficas, com informações sobre pontos de coleta, substâncias rastreadas e frequência de detecção. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o objetivo é ampliar a transparência, apoiar políticas públicas e orientar ações preventivas.

O painel foi desenvolvido no âmbito do Programa Nacional de Redução de Defensivos agrícolas (Pronara) pelo MMA, com base no monitoramento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Entre os indicadores disponíveis, estão a quantidade de pontos de monitoramento distribuídos pelos estados, o número de defensivos agrícolas acompanhados e os percentuais de detecção registrados nas análises.

De acordo com os dados iniciais divulgados pelo governo, foram realizadas mais de 10 mil análises, com frequência de detecção de 7,2%. Nesta etapa, 49 tipos de defensivos agrícolas são monitorados. O S-metolacloro foi a substância mais detectada, presente em 69,48% das ocorrências apontadas pelo sistema.

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Durante o lançamento, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a plataforma busca organizar informações que antes estavam dispersas. Segundo ele, a fragmentação dos dados dificultava a análise integrada e a formulação de políticas públicas.

A ferramenta também passa a incorporar informações sobre representatividade agrícola, uso predominante da terra e vulnerabilidade ambiental das bacias acompanhadas. Esse cruzamento técnico pode ajudar gestores públicos a identificar áreas mais sensíveis e priorizar medidas de prevenção, fiscalização e monitoramento.

O ministério informou que o painel ainda está em fase inicial de consolidação e que a cobertura territorial deve ser ampliada. Não foram detalhados, no material divulgado até o momento, prazos para expansão nem a periodicidade das futuras atualizações.

A tendência, segundo o MMA, é que o aumento da cobertura e do número de substâncias rastreadas amplie a capacidade de leitura sobre a presença de defensivos agrícolas na água e dê mais base técnica para decisões regulatórias e ambientais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Bolsas de Nova York fecham em alta e S&P 500 e Nasdaq renovam recordes


Bolsas de Nova York fecham em alta e S&P 500 e Nasdaq renovam recordes

As bolsas de Nova York encerraram esta segunda-feira (11) em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes de fechamento e também máximas intradiárias. O movimento ocorreu apesar da piora nas tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a elevar a cautela dos investidores ao longo da sessão. Ainda assim, os índices sustentaram ganhos apoiados por resultados corporativos e pelo avanço de ações de tecnologia.

O índice Dow Jones subiu 0,19%, aos 49.704,47 pontos. O S&P 500 avançou 0,19%, aos 7.412,84 pontos, depois de atingir a máxima de 7.428,97 pontos no dia. Já o Nasdaq teve alta de 0,10%, aos 26.274,13 pontos, com pico intradiário de 26.359,31 pontos.

No campo geopolítico, os Estados Unidos classificaram como “inaceitável” a resposta do Irã à proposta para o fim da guerra. Segundo informações publicadas pelo Axios, o governo norte-americano avalia uma nova ação militar em Teerã. Em resposta, o Irã afirmou que suas Forças Armadas estão prontas para reagir a “qualquer agressão”.

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Mesmo com esse cenário, os índices permaneceram no campo positivo, embora tenham reduzido parte dos ganhos vistos pela manhã. Para o Swissquote, os resultados trimestrais acima do esperado ajudam a explicar o apetite por risco observado nas últimas duas semanas. A instituição também destacou que a alta dos preços da energia ainda não provocou reação relevante dos investidores.

Entre os destaques da sessão, a Intel avançou 3,62%, a Micron subiu 6,50% e a Qualcomm ganhou 8,42%, em meio à continuidade do interesse do mercado por empresas ligadas à inteligência artificial. No setor de criptoativos, a Coinbase teve alta de 7,68% e a Robinhood Markets avançou 4,87%.

Na ponta negativa, a Moderna recuou 2,70%, enquanto a Mosaic caiu 1,80% após relatar perdas trimestrais associadas ao aumento dos custos de produção de fertilizantes.

O fechamento em alta, mesmo com a retomada das tensões no Oriente Médio, indica que o mercado segue priorizando balanços corporativos e setores de crescimento. Para os próximos pregões, a sustentação desse movimento dependerá da evolução do cenário geopolítico e da reação dos investidores aos custos de energia e aos resultados das empresas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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