domingo, junho 14, 2026

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Importação de glifosato despenca no Brasil


As importações brasileiras de glifosato perderam ritmo nos primeiros cinco meses de 2026, em um movimento que indica desaceleração no abastecimento externo de um dos herbicidas mais utilizados nas lavouras do país. De acordo com levantamento da AMR Business Intelligence, com base em dados do MDIC, o Brasil importou 57,3 mil toneladas do produto entre janeiro e maio deste ano, volume 20% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

A retração ocorre após um ano em que as compras externas haviam somado 71,5 mil toneladas no intervalo analisado. O resultado de 2026 também fica abaixo do pico observado em 2022, quando as importações chegaram a 108,6 mil toneladas entre janeiro e maio, maior volume da série apresentada. Desde então, o comportamento das aquisições tem mostrado oscilações, com queda em 2023, recuperação parcial em 2024 e novo avanço em 2025, antes da desaceleração registrada neste ano.

A série histórica mostra que o volume importado em 2026 ainda supera os patamares de alguns anos anteriores, como 2017, quando foram adquiridas 16 mil toneladas, 2018, com 23,8 mil toneladas, 2021, com 29,2 mil toneladas, e 2023, com 27,7 mil toneladas. Por outro lado, o resultado atual permanece abaixo dos níveis de 2019, quando as compras somaram 54,2 mil toneladas, em patamar próximo ao deste ano, e de 2020, com 43,7 mil toneladas, considerando a trajetória irregular do mercado no período.

Na distribuição por origem, a China manteve ampla liderança no fornecimento de glifosato ao Brasil. O país asiático respondeu por 84% do total importado entre janeiro e maio de 2026, reforçando sua posição como principal fornecedor do insumo ao mercado brasileiro. Os Estados Unidos ficaram com os 16% restantes, sem participação de outras origens no volume informado para o período.

O desempenho aponta para um abastecimento mais lento em relação ao ano anterior, ainda que concentrado nos mesmos principais fornecedores. A queda de 20% nas importações sugere um ajuste no ritmo de entrada do produto no país, em um mercado marcado por variações relevantes ao longo dos últimos anos.

 





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Trecho da Transnordestina até Porto de Pecém deve ser entregue até o fim de 2026


Trecho da Transnordestina até Porto de Pecém deve ser entregue até o fim de 2026

O trecho da Ferrovia Transnordestina que fará a conexão com o Porto de Pecém, no Ceará, deve ser entregue até o fim de 2026, segundo afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro, nesta terça-feira (9). A declaração foi dada em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro também informou que há avanço nos projetos para retomar a ligação ferroviária até o Porto de Suape, em Pernambuco.

Segundo Santoro, a entrega do segmento até Pecém ocorrerá conforme o avanço das obras da Transnordestina em direção ao terminal portuário cearense. No material disponível, não foram informados a extensão exata do trecho, o percentual físico executado nem o valor atualizado da obra.

Na mesma entrevista, o ministro disse que os projetos para a retomada da conexão ferroviária até Suape avançaram após a retirada do trecho pernambucano da concessão no governo anterior. De acordo com ele, a atual gestão assumiu a execução do projeto, concluiu estudos executivos e realizou a licitação da obra. O início dos trabalhos, porém, ainda depende da conclusão de pendências junto aos órgãos de controle.

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Santoro também informou que o Plano Nacional de Logística (PNL) deverá incorporar um corredor ferroviário para ligar a Ferrovia Norte-Sul à Transnordestina por meio de Salgueiro, em Pernambuco. O ministro classificou o município como um entroncamento logístico do Nordeste.

Do ponto de vista operacional, a integração entre ferrovia e portos tende a ampliar a capacidade de transporte de cargas em longas distâncias e a oferecer uma alternativa ao modal rodoviário. Para o agronegócio, esse tipo de estrutura é acompanhado por produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias porque interfere no custo de frete, no acesso a terminais portuários e no fluxo de escoamento da produção regional.

O ministro acrescentou que a região poderá atrair operadores logísticos e portos secos ao longo da ferrovia. No conteúdo divulgado, porém, não há estimativas oficiais sobre volumes de carga, cronograma detalhado de operação ou impacto tarifário para os usuários.

Com a previsão de entrega do trecho até Pecém em 2026 e a fase preparatória da ligação até Suape, o avanço da Transnordestina segue como um projeto logístico relevante para o Nordeste. Os efeitos práticos sobre o escoamento de cargas dependerão da conclusão das obras, da liberação dos trechos pendentes e da definição operacional dos corredores ferroviários anunciados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Gasolina e etanol desaceleram IPC-DI de maio, informa Fundação Getulio Vargas (FGV)


Gasolina e etanol desaceleram IPC-DI de maio, informa Fundação Getulio Vargas (FGV)

A queda de 2,01% no preço da gasolina foi a principal contribuição para a desaceleração da inflação ao consumidor medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9). O IPC-DI saiu de alta de 0,88% em abril para elevação de 0,60% em maio. Além da gasolina, etanol, café em pó, tarifa de ônibus urbano e aparelho telefônico celular ajudaram a conter o índice no período.

Segundo a FGV, o etanol recuou 6,90% em maio, enquanto o café em pó caiu 3,29%. A gasolina teve baixa de 2,01%. Entre os grupos de despesa, Transportes passou de alta de 1,47% em abril para queda de 0,71% em maio, movimento que ajudou a reduzir o ritmo do índice cheio.

Na direção oposta, a inflação de alimentos seguiu pressionada por itens in natura. A batata-inglesa subiu 45,17% e o tomate avançou 15,42% no mês. O grupo Alimentação acelerou de 1,19% em abril para 1,29% em maio. Também houve pressão de tarifa de eletricidade residencial, com alta de 4,00%, além de serviços bancários, que avançaram 2,35%, e condomínio residencial, com elevação de 1,73%.

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Dos oito grupos pesquisados, três registraram taxas mais brandas: Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, que desacelerou de 1,33% para 0,47%, e Educação, Leitura e Recreação, de 0,32% para 0,20%. Já Habitação acelerou de 0,46% para 1,18%, Despesas Diversas de 0,10% para 1,38%, Vestuário de 0,02% para 0,99%, Alimentação de 1,19% para 1,29% e Comunicação de 0,00% para 0,09%.

Para o setor agropecuário, os dados mostram movimentos distintos entre combustíveis, biocombustíveis e alimentos ao consumidor. O recuo do etanol e da gasolina influencia custos de transporte e logística, enquanto a alta de hortaliças mantém pressão sobre o componente alimentar do índice. No caso do café em pó, a queda no varejo indica alívio pontual ao consumidor, sem detalhamento adicional da FGV sobre os fatores específicos de oferta no levantamento divulgado.

O núcleo do IPC-DI ficou em 0,42% em maio, repetindo a taxa de abril. Já o índice de difusão passou de 64,19% para 64,84%, sinalizando que a desaceleração do indicador cheio ocorreu com alta de preços ainda espalhada entre os itens pesquisados. A FGV não apresentou, no material divulgado, projeções para os próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab aponta soja em 99,8% da área colhida e milho safrinha em 3%


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, nesta terça-feira (9), que a colheita da soja da safra 2025/26 atingiu 99,8% da área semeada no país até sexta-feira (5). O avanço foi de 0,1 ponto porcentual em relação à semana anterior. No mesmo levantamento, o milho verão chegou a 87,7% da área colhida, enquanto o milho de inverno 2025/26, também chamado de safrinha, alcançou 3% da área plantada.

Segundo o boletim semanal de progresso de safra da Conab, a colheita da soja está praticamente concluída no país. O índice de 99,8% representa leve atraso de 0,1 ponto porcentual ante igual período da safra passada, quando 99,9% da área havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, o percentual está em linha. Entre os Estados com trabalhos ainda em andamento, o Maranhão registrava 96% da área colhida, o Piauí 99% e Santa Catarina 99,6%.

No milho verão, a colheita avançou 3,1 pontos porcentuais em uma semana, de 84,6% para 87,7% da área semeada. Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do observado em igual momento da safra 2024/25, quando o índice era de 90,6%, e também ligeiramente inferior à média de cinco anos, de 88%. São Paulo, Paraná e Santa Catarina já concluíram os trabalhos, enquanto o Rio Grande do Sul alcançava 98%.

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Para o milho de inverno 2025/26, a Conab apontou colheita de 3% da área, ante 0,6% na semana anterior, avanço de 2,4 pontos porcentuais. O percentual supera os 2% registrados no mesmo período da safra passada, mas permanece abaixo da média dos últimos cinco anos, de 3,8%. Mato Grosso liderava o andamento, com 6,1% da área colhida, seguido por Tocantins, com 3%, e Maranhão, com 2%.

Os números da Conab ajudam a dimensionar o ritmo de entrada da produção no mercado e o estágio operacional das lavouras nas principais regiões produtoras. No caso do milho safrinha, o acompanhamento das próximas semanas seguirá relevante, já que essa etapa concentra parte importante da oferta nacional do cereal.

Com a soja praticamente encerrada e o milho em fases distintas de colheita, o monitoramento semanal da Conab tende a indicar se os atuais atrasos em relação à média histórica serão mantidos ou reduzidos. O boletim não detalha, neste recorte, impactos adicionais sobre produtividade ou qualidade dos grãos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Regras para contratação de trabalhador safrista serão debatidas em audiência na Câmara


Regras para contratação de trabalhador safrista serão debatidas em audiência na Câmara

A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (9), às 16h30, uma audiência pública para discutir propostas que alteram as regras de contratação do trabalhador agrícola safrista. O debate ocorre no âmbito da Comissão de Trabalho e trata dos projetos de lei 676/25 e 1456/25. As duas matérias analisam mudanças nos contratos de safra, modalidade prevista na Lei 5.889/73 para atividades rurais de duração vinculada ao ciclo produtivo.

Segundo a descrição da legislação atual, o contrato de safra é aquele cuja vigência acompanha a atividade agrária, abrangendo o período entre o preparo do solo e a colheita. Esse tipo de vínculo é usado em culturas que concentram demanda por mão de obra em etapas específicas do calendário agrícola.

A audiência foi solicitada pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), relator das duas propostas em análise na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. De acordo com a justificativa apresentada, o objetivo é reunir contribuições de entidades representativas para subsidiar a elaboração do parecer sobre os textos.

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Até o momento, o material disponível informa que a reunião ocorrerá em plenário ainda a ser definido. A relação dos convidados foi mencionada na convocação do debate, mas os nomes não foram detalhados no conteúdo encaminhado.

Do ponto de vista regulatório, a discussão é acompanhada pelo setor agropecuário porque alterações nas regras de contratação temporária podem afetar a gestão de mão de obra em períodos de plantio, tratos culturais e colheita. Isso alcança produtores rurais, empregadores, trabalhadores e cadeias que dependem de operações sazonais, especialmente em atividades com forte concentração de demanda operacional em janelas curtas.

O efeito prático das propostas, no entanto, dependerá do conteúdo final do parecer e da eventual tramitação posterior dos projetos. O material divulgado para a audiência não apresenta, até aqui, detalhes adicionais sobre os dispositivos que poderão ser modificados nem estimativas de alcance econômico das mudanças.

A audiência desta terça-feira (9) deve servir como etapa técnica para consolidar posições sobre os projetos de lei 676/25 e 1456/25. Sem o texto final do parecer e sem detalhamento completo das alterações propostas, ainda não há base suficiente para projetar os efeitos operacionais e jurídicos sobre a contratação de safristas no campo.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia embarques de carne bovina em maio e acumula mais de 1,3 milhão de toneladas exportadas no ano


 

China segue liderando as compras e responde por mais da metade do volume embarcado no mês

 

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 297 mil toneladas em maio de 2026, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 252 mil toneladas. Na comparação com abril, o crescimento foi de 2,9%, mantendo o ritmo dos embarques brasileiros ao mercado internacional.

 

A receita obtida com as exportações em maio somou US$ 1,83 bilhão, resultado 6,5% superior ao registrado no mês anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

 

O preço médio da carne bovina exportada em maio alcançou US$ 6.163 por tonelada, 3,5% acima do registrado em abril deste ano.

 

A China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira no período, com compras de 157,6 mil toneladas e faturamento de US$ 1,06 bilhão. Na comparação com maio de 2025, o volume embarcado para o país asiático avançou 39,6%. O mercado chinês respondeu por 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês. O avanço das exportações para a China ocorre em um contexto de antecipação de embarques pelo mercado em razão da entrada em vigor das medidas de salvaguarda anunciadas pelo país para as importações de carne bovina.

 

Os Estados Unidos permaneceram como o segundo principal comprador da proteína brasileira, com 28,8 mil toneladas importadas e receita de US$ 195,6 milhões. Em relação a maio do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%. Na sequência figuram Rússia, com 13,7 mil toneladas e US$ 66,5 milhões, Chile, com 8,5 mil toneladas e US$ 52,7 milhões, e União Europeia, com 8,3 mil toneladas e US$ 77,5 milhões em aquisições no mês.

 

Além de representar 88,2% do volume embarcado, a carne bovina in natura respondeu por 93,1% da receita obtida com as exportações brasileiras no mês, totalizando US$ 1,7 bilhão.

 

CINCO PRIMEIROS MESES DO ANO

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, aumento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando os embarques totalizaram 1,204 milhão de toneladas. A receita acumulada atingiu US$ 7,88 bilhões, enquanto o preço médio das exportações foi de US$ 5.677 por tonelada, ante US$ 4.824 por tonelada nos cinco primeiros meses de 2025.

 

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no acumulado do ano, com 631,9 mil toneladas adquiridas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país respondeu por 45,5% dos embarques brasileiros e por 48% da receita gerada pelo setor no período. Em relação aos cinco primeiros meses de 2025, as compras chinesas registraram aumento de 27,8% em toneladas embarcadas.

 

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,16 bilhão, correspondendo a 12,9% do total exportado pelo Brasil no período. Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, as vendas para o mercado norte-americano cresceram 14,8% em volume embarcado.

 

O Chile aparece na sequência, com 58 mil toneladas importadas e US$ 339,2 milhões em compras, registrando expansão de 16,0% na quantidade adquirida frente ao mesmo período do ano passado. A Rússia somou 54,1 mil toneladas e US$ 245,2 milhões, com avanço de 33,7% nos embarques. Já a União Europeia registrou importações de 43 mil toneladas e faturamento de US$ 377,2 milhões, alta de 24,0% no volume importado na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

 

“Os resultados observados ao longo do ano refletem a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 destinos internacionais. A diversificação dos mercados segue como um dos fatores que contribuem para a estabilidade e a competitividade das exportações do setor”, de acordo com a ABIEC.

 





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Ciclone mantém chuva no Sul; Norte e Nordeste têm alerta para temporais


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano mantém áreas de instabilidade sobre os três estados da Região Sul.

A chuva ocorre desde as primeiras horas do dia em áreas do norte e litoral do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no sul, sudoeste e oeste do Paraná, as precipitações podem ganhar intensidade ao longo da manhã.

Durante a tarde, a tendência é de redução das instabilidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Paraná, principalmente na metade sul do estado, as pancadas podem persistir até a noite.

A entrada de uma massa de ar frio contribui para a queda das temperaturas, especialmente em território gaúcho. Rajadas de vento entre 40 km/h e 50 km/h podem atingir áreas dos três estados.

Sudeste terá tempo estável

No Sudeste, o tempo permanece sem mudanças significativas.

Em São Paulo, a nebulosidade aumenta ao longo do dia devido à aproximação das instabilidades que atuam no Sul do país, mas não há previsão de chuva para a maior parte do estado.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo terão sol entre nuvens e tempo firme. Há possibilidade de geada nos pontos mais elevados da Serra da Mantiqueira.

A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% em áreas do norte paulista, Triângulo Mineiro e regiões do norte e sul de Minas Gerais.

Chuva fica concentrada no sul de Mato Grosso do Sul

No Centro-Oeste, as instabilidades devem se concentrar no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul.

As áreas podem registrar chuva acompanhada de trovoadas ao longo do dia. Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o predomínio será de sol e poucas nuvens.

A umidade relativa do ar segue baixa em parte de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com índices inferiores a 30% durante a tarde.

Nordeste tem risco de temporais no litoral

A circulação marítima mantém condições para chuva entre Sergipe e Rio Grande do Norte.

Ao longo do dia, as precipitações ganham intensidade entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Há risco de temporais entre o litoral potiguar e o litoral norte de Pernambuco.

Também são esperadas pancadas de chuva no Maranhão, Piauí e Ceará por influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

No interior da região, o tempo permanece seco, com baixos índices de umidade em áreas da Bahia, Maranhão e Piauí.

Norte concentra os maiores volumes de chuva

A combinação de calor, umidade e atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece a formação de áreas de instabilidade em grande parte da Região Norte.

As pancadas devem ocorrer entre a tarde e a noite, principalmente em Roraima, Acre, Amapá, Amazonas e nas regiões oeste e norte do Pará.

Há possibilidade de temporais isolados com raios em áreas do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.

No Tocantins e no sul e leste do Pará, o tempo permanece mais estável, embora a umidade relativa do ar possa ficar abaixo de 30%.

Previsão para as capitais

Nas capitais, o tempo segue estável na maior parte do país. Em São Paulo, o sol aparece entre nuvens e a temperatura pode chegar a 25°C. No Rio de Janeiro, há possibilidade de nevoeiro durante a madrugada, com máxima de 29°C. Belo Horizonte terá tempo firme e temperatura de até 26°C.

Em Porto Alegre, a chuva pode ocorrer entre a madrugada e a manhã, com máxima prevista de 19°C. Curitiba terá muitas nuvens ao longo do dia e possibilidade de chuva fraca à tarde, com temperatura de até 20°C.

Em Campo Grande, o tempo permanece firme e os termômetros podem atingir 29°C. Já em Cuiabá, o predomínio é de sol entre nuvens, com máxima prevista de 33°C.

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Exportações e importações da China aceleram em maio


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

As exportações da China cresceram 19,4% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações avançaram 27,4%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). Os dois resultados superaram as estimativas de analistas consultados pela FactSet. No período, o país registrou superávit comercial de US$ 105,4 bilhões.

De acordo com o órgão alfandegário chinês, o avanço de 19,4% nas exportações ficou acima da expectativa de alta de 15,3% apontada pela FactSet. No caso das importações, o crescimento de 27,4% também superou o consenso de mercado, que projetava variação positiva de 26%.

O saldo comercial da China em maio somou US$ 105,4 bilhões, acima dos US$ 86,5 bilhões esperados pelos analistas. O resultado indica manutenção de fluxo robusto de comércio no país, em um momento em que o mercado acompanha sinais de demanda da segunda maior economia do mundo.

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Para o setor agropecuário, os dados são acompanhados porque a China ocupa posição central nas compras globais de alimentos, fibras e outras matérias-primas. Embora o levantamento divulgado nesta terça-feira (9) não detalhe o desempenho por produto, a aceleração das importações é um indicador relevante para mercados exportadores, como o brasileiro.

Na prática, agentes de commodities monitoram esse tipo de dado para avaliar o ritmo da demanda chinesa e seus possíveis reflexos sobre embarques, formação de preços e fluxo de negócios internacionais. Sem a abertura da pauta por segmento, no entanto, não é possível concluir, a partir deste dado isolado, quais cadeias produtivas foram mais beneficiadas no mês.

As informações foram publicadas pelo GACC e repercutidas no mercado com base em projeções compiladas pela FactSet. O material original informa apenas os números agregados da balança comercial chinesa de maio.

A leitura técnica dos dados indica atividade comercial mais forte que a projetada pelo mercado, mas a avaliação sobre efeitos específicos para o agro dependerá da divulgação de informações setoriais e do comportamento das compras chinesas por produto nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ureia cai 32%, mas compras seguem lentas


A demanda por fertilizantes importados segue enfraquecida no Brasil em 2026, refletindo um cenário de cautela que também é observado em outros mercados ao redor do mundo. A avaliação é de StoneX, que atribui o comportamento à alta dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e ao impacto sobre a rentabilidade dos produtores rurais.

Segundo o analista de inteligência de mercado da StoneX, Tomás de Pernías, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes somaram 14,6 milhões de toneladas neste ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

“O ímpeto comprador enfraquecido, é importante ressaltar, não é observado apenas no mercado brasileiro. Desde que o conflito no Oriente Médio impulsionou as cotações dos fertilizantes, piorando as relações de troca dos agricultores, a demanda global perdeu tração, e o que se tem observado é um comportamento defensivo, cauteloso e seletivo por parte dos compradores”, afirma Pernías.

De acordo com a análise, nem mesmo a queda observada nos preços da ureia foi suficiente para estimular novas compras no mercado brasileiro. Desde o pico registrado em meados de abril, as cotações do produto recuaram cerca de 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada.

“Contudo, nem mesmo a desvalorização gradual observada nos preços da ureia tem sido suficiente para estimular o apetite comprador dos brasileiros. Desde o pico de preço desse produto, registrado em meados de abril, houve uma queda de 32% nas cotações da ureia, mas essa retração, que ultrapassa US$ 250 por tonelada, ainda não destravou as compras no Brasil”, destaca o analista.

Apesar do ritmo mais lento das importações de fertilizantes nitrogenados, alguns produtos registraram crescimento nas compras externas. Conforme a avaliação da StoneX, os volumes importados de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os registrados no ano passado, indicando a busca por alternativas diante das restrições de oferta e dos custos mais elevados no mercado internacional.

“É relevante notar, ainda no que tange às importações, que os últimos meses mostram volumes de sulfato de amônio e de TSP superiores aos observados em 2025. Isso sugere que, diante de um cenário desafiador no mercado global, os importadores brasileiros têm buscado alternativas que, a depender das condições, podem oferecer um custo-benefício mais atrativo ou maior facilidade de aquisição, diante de uma oferta reduzida”, observa Pernías.

Segundo os dados apresentados pelo especialista, as importações de sulfato de amônio acumulam crescimento superior a 15% em relação ao ano passado, enquanto as compras de TSP avançaram 47% no mesmo período.

Mesmo diante do cenário atual, a expectativa é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem força nos próximos meses. A análise da StoneX aponta que, historicamente, as compras desse grupo de produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a recomposição de estoques para a safrinha e o avanço das demandas do segundo semestre.

“De todo modo, a média histórica das importações de fertilizantes pelo Brasil aponta que as compras de nitrogenados costumam ganhar tração a partir de junho e que, com o passar do segundo semestre, as aquisições desse tipo de fertilizante tendem a crescer gradualmente, à medida que os importadores avançam na recomposição de estoques para a safrinha”, conclui Pernías.





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Produtor cria ferramenta para desfolha de bananeira e Embrapa te ensina a montar


Ferramenta de desfolha de bananeira
Foto: Embrapa Divulgação

Um removedor artesanal de folhas de bananeira mostra a união entre pesquisa e saber popular. Batizado de “Rabo de Jaraqui” pela semelhança com a cauda de um peixe típico da Amazônia, a nova ferramenta validada pela Embrapa Amazônia Ocidental oferece baixo custo, segurança, eficiência e sustentabilidade no campo.

A inovação para a desfolha de bananeiras foi confeccionada a partir de sucatas da propriedade do produtor rural Raimundo Miguel Barbosa de Lima, em Itacoatiara (AM), e ganhou escala e respaldo científico graças à parceria com o pesquisador Luadir Gasparotto, da instituição.

Ao identificar o potencial da ferramenta no manejo diário, Gasparotto elaborou o desenho técnico do equipamento e sistematizou o conhecimento, resultando na publicação do Comunicado Técnico 181. O documento detalha o seu funcionamento e garante os devidos créditos à criatividade de Barbosa de Lima.

O nome peculiar faz referência ao formato da ferramenta, que se assemelha à cauda do jaraqui. A alcunha se aplica às espécies Semaprochilodus taeniurus (escama fina) e Semaprochilodus insignis (escama grossa) – dois dos peixes mais populares da região amazônica e de grande relevância no estado.

Segundo a Embrapa, mais do que um improviso, o “Rabo de Jaraqui” resolve um gargalo importante na bananicultura: a desfolha. Gasparotto aponta que uma bananeira produz entre 40 e 50 folhas ao longo de seu ciclo. “A eliminação das folhas velhas ou doentes facilita a entrada de luz solar, melhora a circulação de ar e reduz a umidade no pomar”, diz.

Esses fatores são fundamentais para o controle fitossanitário, pois reduzem focos de pragas como o moleque-da-bananeira e doenças fúngicas.

Como produzir a ferramenta

Rabo de Jaraqui
Foto: Divulgação Embrapa

No mercado há vários tipos de utensílios para desfolha das bananeiras, como facões (terçados), foices e podões. Em lojas de produtos agropecuários, existem diversos formatos, normalmente acoplados a um cabo leve e com comprimento adaptado à altura do operador e da bananeira.

No entanto, é possível confeccionar uma ferramenta para essa finalidade na própria propriedade rural. A ideia é reaproveitar diversos materiais que estejam disponíveis, tais como:

  • Retalhos de lâminas de ferro oriundos de trabalhos realizados em serralheria;
  • Sucatas de facas de roçadeira costal;
  • Lâmina de terçado (facão);
  • Boca de lobo;
  • Enxada e enxadão;
  • Foice e pás; e
  • Discos de grade e arado com cerca de 2 a 3 mm de espessura.

“Todos esses materiais podem ser reaproveitados para a confecção da ferramenta para remover as folhas da bananeira”, observa o pesquisador. Basta usar o desenho técnico como molde para corte e solda do metal, que formará uma peça a se encaixar em um cabo.

Ferramenta sustentável

Remoção de folhas

Para o agricultor Raimundo Miguel Barbosa de Lima, mais conhecido como Barbosa Batiferro, a necessidade é a mãe da invenção. Observando o desafio diário de lidar com a altura das bananeiras — onde o facão convencional se mostrava curto e ineficiente —, ele decidiu que era hora de criar sua própria ferramenta.

O processo não foi obra do acaso. “Eu pensei, analisei, estudei e coloquei no papel”, relata o agricultor, que desenvolveu desde o protótipo até o modelo final. O resultado é uma ferramenta que une sustentabilidade e ergonomia: feita inteiramente de material reaproveitado, ela possui uma curvatura específica projetada para a limpeza das folhas sem ferir o caule da planta.

Para Barbosa, a eficácia da ferramenta depende de dois pilares: o corte e a proteção. Ele enfatiza que a lâmina deve estar sempre bem amolada para garantir um corte limpo que não machuque a bananeira. Além disso, ele salienta que para usá-la, é indispensável o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e óculos, que protegem contra resíduos e insetos que podem cair durante o manejo.

Talvez o maior diferencial do método de Batiferro seja o seu rigor com a higiene agrícola. Ao cultivar quatro variedades diferentes — Banana-da-terra, Fia 18, Pratão e Nanico —, ele ensina que a ferramenta deve ser esterilizada a cada mudança de lote.

O processo é simples, mas vital: um balde com água e água sanitária. “Terminou de limpar a banana-da-terra? Você mergulha a ferramenta, chacoalha e só então vai para [a banana-] pratão”, explica. Esse cuidado evita a transmissão de doenças entre as plantas, garantindo a saúde de todo o pomar.

Benefícios diretos ao produtor

Na desfolha das plantas, o corte do pseudopecíolo (estrutura vegetal que se parece com o pecíolo, haste que conecta a folha ao caule) da folha a ser eliminada deve ser feito de baixo para cima; no sentido contrário, há dilaceração dos tecidos do pseudocaule.

Além do corte do pseudopecíolo, a ferramenta também pode ser utilizada para remoção do coração ou mangará do cacho, principalmente em variedades de porte alto. A Embrapa ressalta que o “Rabo de Jaraqui” não traz apenas ganhos agronômicos, mas também tem como foco o bem-estar do agricultor familiar, uma vez que o removedor aumenta a segurança ao reduzir o abrigo para animais peçonhentos no bananal.

De acordo com a instituição, é importante notar que o processo de decomposição das folhas eliminadas incorpora matéria orgânica ao solo, o que melhora sua estrutura, estabilidade e capacidade de retenção de água, além de estimular a biodiversidade e constituir fonte de nutrientes para as plantas.

A ideia é que com a melhoria das condições físicas, biológicas e químicas do solo e o consequente aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas, o desenvolvimento e a produção do bananal sejam favorecidos.

Com a divulgação oficial pela Embrapa, a expectativa é que o “Rabo de Jaraqui” se espalhe por outras propriedades da região, provando que a inovação no campo muitas vezes nasce da observação prática e do diálogo entre o saber popular e a pesquisa científica.

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