terça-feira, junho 30, 2026

Agro

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Frente fria derruba temperaturas em parte do país e chuva ganha força no fim de semana


O fim de semana será marcado pelo avanço de áreas de instabilidade em grande parte do Brasil. A previsão indica temporais no Sul, chuva persistente no Sudeste, acumulados elevados no Nordeste e pancadas fortes no Norte. Em algumas áreas, a chegada de uma nova massa de ar frio também deve provocar queda nas temperaturas.

Sul

A sexta-feira (15) começa com tempo firme no Rio Grande do Sul devido à atuação de uma massa de ar frio. Há chance de geada na Campanha e no sul gaúcho durante o amanhecer. Já no Paraná e em áreas de Santa Catarina, a formação de uma área de baixa pressão aumenta o risco de pancadas moderadas a fortes, com possibilidade de temporais isolados.

No sábado (16), as instabilidades avançam principalmente sobre o Paraná e Santa Catarina. O risco de chuva forte aumenta no oeste, interior e litoral paranaense, além da metade oeste catarinense. No Rio Grande do Sul, o tempo segue mais firme, mas com aumento da nebulosidade ao longo do dia.

Já no domingo (17), a combinação entre transporte de umidade da Amazônia, cavados atmosféricos e uma área de baixa pressão favorece temporais em grande parte da região. O Paraná deve registrar os maiores acumulados de chuva, enquanto Santa Catarina e o norte gaúcho também ficam em alerta para pancadas fortes e trovoadas.

Sudeste

A sexta-feira será de chuva em boa parte de São Paulo, especialmente no oeste, sul, interior e faixa leste do estado. Há risco de temporais isolados e chuva persistente no litoral paulista. Na capital, a máxima pode ficar em torno de 21°C. Também há previsão de chuva no Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo.

No sábado, a circulação marítima mantém o tempo instável entre São Paulo, Rio de Janeiro, sul mineiro e Espírito Santo. O litoral paulista e fluminense deve ter chuva persistente, enquanto o interior paulista segue com pancadas moderadas a fortes. Na cidade de São Paulo, o dia será de muitas nuvens e possibilidade de chuva fraca à noite.

O domingo será marcado por aumento expressivo das instabilidades. Há previsão de chuva forte e temporais em São Paulo, principalmente no oeste, sul e faixa central do estado. Também pode chover com intensidade no sul do Rio de Janeiro e extremo sul de Minas Gerais. As temperaturas ficam mais amenas devido ao avanço da nebulosidade.

Centro-Oeste

Nesta sexta-feira, Mato Grosso do Sul segue em alerta para pancadas moderadas a fortes, principalmente no sul e oeste do estado. Há risco de trovoadas e temporais isolados. Em Mato Grosso, a chuva ocorre de forma mais localizada, enquanto Goiás e Distrito Federal seguem com tempo mais firme e calor.

No sábado, as instabilidades aumentam principalmente no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Também há previsão de pancadas em áreas de Mato Grosso, favorecidas pelo calor e pela umidade elevada. Nas demais áreas, o tempo continua abafado.

No domingo, a chuva ganha força em Mato Grosso do Sul, com risco de temporais, rajadas de vento e até granizo, especialmente no centro-sul do estado. O sul de Goiás e o sudoeste de Mato Grosso também podem registrar pancadas fortes.

Nordeste

A sexta-feira terá chuva entre Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de instabilidades no Maranhão, Piauí e Ceará. Há risco de temporais isolados no litoral nordestino. Já no interior da Bahia, oeste de Pernambuco e sul do Piauí, a umidade do ar segue baixa.

No sábado, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém chuva frequente no Maranhão, Piauí, Ceará e litoral entre Rio Grande do Norte e Alagoas. Também chove no litoral da Bahia e região de Salvador.

No domingo, as pancadas continuam concentradas na faixa norte e leste da região. Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco seguem com risco de chuva forte e temporais isolados.

Região Norte

A sexta-feira será de chuva forte em Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, com possibilidade de temporais isolados. Em Rondônia, também há previsão de pancadas moderadas a fortes. Já no Tocantins e Acre, o tempo segue mais firme.

No sábado, o padrão continua semelhante, com chuva frequente e volumosa em grande parte da região Norte. O calor e o abafamento permanecem elevados.

No domingo, Amazonas, Pará, Roraima e Amapá continuam em alerta para temporais e chuva intensa. Em Rondônia, as pancadas também ganham força. Já Acre e Tocantins seguem com tempo mais estável.

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Ian Beacraft diz que empresas precisam redesenhar processos para usar IA


Presidente da Microsoft diz que adoção de IA exige mudanças no trabalho e na gestão

As empresas que adotam inteligência artificial apenas para repetir processos já existentes tendem a limitar os ganhos de produtividade, segundo Ian Beacraft, CEO da consultoria de inovação Signal and Cipher. Em palestra no São Paulo Innovation Week, nesta sexta-feira (15), o executivo defendeu que a tecnologia exige reestruturação operacional, com revisão de fluxos, funções e critérios de decisão.

Beacraft afirmou que a presença de agentes de IA, por si só, não representa transformação organizacional. Segundo ele, a mudança ocorre quando os sistemas passam a redefinir a forma como o trabalho é executado, exigindo redesenho de rotinas e integração entre áreas antes separadas.

Na avaliação do consultor, a divisão tradicional por departamentos responde a limitações históricas da capacidade humana, com conhecimento concentrado em áreas específicas. Com a IA, disse, parte dessas barreiras tende a diminuir, porque trabalhadores de um setor podem executar tarefas de outro com apoio de sistemas inteligentes e com nível técnico suficiente para acelerar entregas.

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O executivo também argumentou que o modelo atual de trabalho, em grande parte sequencial, contrasta com a capacidade da IA de processar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Por isso, recomendou que as companhias criem mapas detalhados de uso da tecnologia, adaptados à natureza de cada negócio, em vez de se limitarem à contratação de ferramentas.

Ao tratar de substituição de mão de obra, Beacraft citou o caso da instituição financeira Flora, que teria trocado 700 atendentes por bots e, depois, registrado queda no Net Promoter Score (NPS) e aumento de reclamações. Não foram informados, na apresentação, os percentuais dessa variação. Para ele, o episódio indica que cortes voltados apenas à redução de custo podem comprometer a operação e a relação com o cliente.

A projeção apresentada por Beacraft é que a IA assuma entre 95% e 99% das tarefas de execução atuais, deslocando o papel humano para funções ligadas a desenho de processos, julgamento e definição de objetivos. Nesse cenário, o retorno econômico, segundo o consultor, dependerá menos da simples automação e mais da capacidade de combinar escala tecnológica com decisão humana qualificada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Encontro entre Trump e Xi Jinping tranquiliza mercados


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o mercado passou a precificar oficialmente o risco eleitoral de 2026 nos ativos brasileiros.

O encontro Trump-Xi reduziu a aversão global e bolsas de NY renovaram máximas, mas no Brasil o prêmio de risco doméstico aumentou. Ibovespa voltou aos 178 mil pontos e dólar recuou para abaixo de R$ 5, sem apagar a reprecificação da semana. Hoje, foco na Pesquisa Mensal de Serviços e produção industrial nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Bolsas da Europa caem após cúpula entre Xi e Trump terminar sem acordos concretos


Bolsas da Europa caem após cúpula entre Xi e Trump terminar sem acordos concretos

As bolsas europeias operaram em queda na manhã desta sexta-feira (15), pressionadas pela volta das preocupações com a inflação global e pela ausência de avanços concretos na cúpula de dois dias entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim. O movimento foi reforçado pela valorização do petróleo e por novas incertezas políticas no Reino Unido.

Por volta de 6h30, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,39%, aos 607,48 pontos. Às 6h43, as principais bolsas da região ampliavam as perdas: Londres caía 1,42%, Paris recuava 1,39% e Frankfurt cedia 1,73%. Milão, Madri e Lisboa registravam baixas de 1,74%, 1,45% e 0,51%, respectivamente.

A piora do humor do mercado ocorreu em meio à nova alta da energia. No mesmo horário, o petróleo Brent avançava 3,4% e era negociado acima de US$ 109 por barril. O mercado reagiu à manutenção de fluxos reduzidos no Estreito de Ormuz, em meio ao impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã e à continuidade da guerra no Oriente Médio.

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Nos últimos dias, indicadores de inflação acima do esperado nos Estados Unidos e na China reforçaram a leitura de que o encarecimento da energia já começa a pressionar custos. Em paralelo, a cúpula entre Trump e Xi terminou sem anúncios concretos sobre comércio bilateral, cooperação econômica ou temas sensíveis, como Taiwan.

Em nota, os economistas Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics, afirmaram que “acordos de manchete devem ser encarados com um grau saudável de ceticismo”.

Para o agronegócio, o foco do mercado permaneceu em possíveis entendimentos em áreas como soja e carne bovina. Como não houve detalhamento de medidas, permanece a incerteza sobre eventuais efeitos sobre fluxo comercial, demanda chinesa e precificação internacional de commodities.

No curto prazo, a combinação entre petróleo elevado, inflação pressionada e indefinição geopolítica tende a manter a volatilidade nos mercados. Novos anúncios sobre energia, comércio e logística internacional devem seguir no centro da atenção dos investidores e dos setores exportadores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Custo da produção leiteira cresce em 2026



ILC-MT registra alta no primeiro trimestre



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru em Mato Grosso (ILC-MT) registrou no primeiro trimestre de 2026 o segundo maior resultado da série histórica para o período.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o indicador ficou, em média, em 177,09 pontos entre janeiro e março deste ano, alta de 2,12% em comparação com o mesmo período de 2025.

O estudo aponta que o grupo de mão de obra apresentou aumento de 6,79% no comparativo anual, movimento associado ao reajuste do salário mínimo em 2026.

No mesmo cenário, o grupo de volumosos registrou avanço de 9,46%, impulsionado pela alta nos preços das sementes de forrageiras, dos insumos utilizados para correção do solo e pela valorização do óleo diesel no início de 2026. Segundo o Imea, a elevação do combustível ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O instituto destaca que os grupos de mão de obra e volumosos representam juntos 44,33% da composição do ILC-MT, o que amplia o impacto dessas altas sobre o custo da produção leiteira no estado.

Por outro lado, o levantamento aponta que a queda no preço do milho, favorecida pela maior oferta do grão em Mato Grosso, contribuiu para a redução de 13,65% no grupo dos concentrados no comparativo anual.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, esse recuo ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre os custos de produção e evitou que o indicador atingisse recordes históricos no primeiro trimestre de 2026.





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Bolsas da Ásia fecham em baixa após cúpula entre Xi e Trump terminar sem anúncios concretos


Bolsas da Ásia fecham em baixa após cúpula entre Xi e Trump terminar sem anúncios concretos

As bolsas asiáticas encerraram os negócios em queda nesta sexta-feira (15), após a reunião de dois dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, terminar sem resultados concretos. O movimento refletiu a redução do apetite por risco, em meio à expectativa frustrada por anúncios sobre comércio e cooperação econômica entre as duas potências.

O principal destaque negativo foi a Coreia do Sul. O índice Kospi recuou 6,12%, aos 7.493,18 pontos, depois de ter superado pela primeira vez, durante o pregão, a marca intradiária de 8 mil pontos. Entre os papéis de maior peso, Samsung Electronics caiu 8,61% e SK Hynix perdeu 7,66%.

No caso da Samsung, o mercado também reagiu ao impasse nas negociações com o sindicato da companhia. Os trabalhadores cobram o repasse de 15% do lucro operacional em bônus e ameaçam iniciar greve entre quarta-feira (21) e sábado (7 de junho), caso não haja acordo.

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Nas demais praças, o índice Nikkei caiu 1,99%, aos 61.409,29 pontos, em Tóquio. O Hang Seng recuou 1,62%, aos 25.962,73 pontos, em Hong Kong. Em Taiwan, o Taiex cedeu 1,39%, aos 41.172,36 pontos. Na China continental, o Xangai Composto caiu 1,02%, aos 4.135,39 pontos, e o Shenzhen Composto perdeu 0,88%, aos 2.861,46 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve baixa de 0,11%, aos 8.630,80 pontos.

Segundo Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, economistas da Capital Economics, anúncios envolvendo EUA e China devem ser avaliados com cautela, diante do histórico de promessas que não se concretizaram desde 2017. O mercado também acompanhou declarações de Trump sobre uma eventual retomada das compras chinesas de petróleo dos EUA, além do impasse entre Washington e Irã, fator que sustentou os preços da energia e pressionou os ativos de risco.

Para o comércio internacional, o foco permanece sobre possíveis desdobramentos em setores como soja, carne bovina e energia, mas não houve detalhamento oficial de medidas até esta sexta-feira (15).

Sem acordos formalizados na cúpula, a tendência imediata é de manutenção da cautela nos mercados asiáticos, enquanto investidores aguardam definições concretas sobre tarifas, compras agrícolas e cooperação bilateral entre Estados Unidos e China.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Pomares apostam em soluções naturais contra estresse


A produção de frutas tem enfrentado desafios crescentes diante das mudanças climáticas e das condições ambientais adversas. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis à falta de água, ao calor excessivo e à salinidade do solo, fatores conhecidos como estresses abióticos. Esses fenômenos comprometem o desenvolvimento das plantas e afetam tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para preservar o potencial produtivo dos pomares, entre elas os bioestimulantes.

O gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, Bruno Carloto, destaca o uso de extratos da alga Ascophyllum nodosum como uma das ferramentas utilizadas no manejo das culturas. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, em regiões do Canadá, Irlanda e Noruega, a espécie se desenvolve em ambientes marcados por variações de maré, alta salinidade e mudanças intensas de temperatura, que variam de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.

Segundo estudos e aplicações no campo, os compostos derivados da alga fortalecem processos internos das plantas e ampliam a capacidade de resposta às condições ambientais. Em períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter desenvolvimento mais estável, reduzindo os impactos negativos sobre a produção.

Bruno Carloto afirma que compreender a reação das plantas às condições climáticas é um fator importante para manter a produtividade nas lavouras. “Quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

No campo, os efeitos dessas estratégias podem ser percebidos em plantas que conseguem atravessar períodos adversos sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, nas quais a qualidade final é determinante para o mercado interno e para exportação, manter esse equilíbrio pode representar maior competitividade para os produtores.





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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone deve provocar temporais neste fim de semana


De acordo com informações do Meteored, uma nova frente fria deve se formar ao longo do domingo (17), provocando alerta para tempestades e chuvas intensas em sete estados brasileiros durante o fim de semana.

Enquanto o frio e o tempo firme predominam no Centro-Sul do país sob influência de uma massa de ar polar, a previsão indica mudança nas condições do tempo nos próximos dias. Um novo ciclone deve se formar na costa da Região Sul no domingo (17), favorecendo a organização de tempestades já a partir de sábado (16), com a redução da pressão atmosférica. Além das tempestades, os acumulados de chuva podem atingir volumes elevados, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste.

Segundo a previsão, à medida que a pressão atmosférica diminui durante a formação do ciclone, há possibilidade de tempestades desde sábado (16) entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. O maior potencial de intensidade está concentrado em Mato Grosso do Sul, onde não está descartada a ocorrência de granizo.

As tempestades devem ocorrer ao longo de todo o sábado e, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, avançam em direção ao norte do país. O alerta inclui rajadas intensas de vento entre Mato Grosso do Sul e o interior paulista, com velocidades que podem se aproximar ou superar os 60 km/h.

De acordo com o Meteored, embora os ventos possam ter impactos mais limitados em áreas agrícolas, a preocupação aumenta em regiões urbanizadas, como o centro-norte paulista, devido à maior concentração populacional e à presença de estruturas vulneráveis.

O ciclone deve se consolidar no domingo (17), enquanto a frente fria associada ao sistema organizará uma extensa linha de tempestades que poderá se estender da Região Sul até áreas do Norte do Brasil.

As tempestades mais intensas devem ocorrer entre a madrugada e a manhã de domingo na fronteira oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo, novamente com possibilidade de granizo. O alerta também abrange áreas desde Rondônia até o Paraná, totalizando sete estados sob risco de temporais.

Ainda segundo a previsão, tempestades severas durante a noite aumentam o risco para a população, já que o período reduz o tempo de resposta diante de situações de emergência.

Com o avanço da frente fria sobre o Sudeste, as instabilidades devem ganhar força entre a tarde e a noite de domingo, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais e da Zona da Mata mineira.

Os maiores volumes de chuva são esperados para Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros apenas no sábado (16) e superar 150 milímetros até o fim do domingo (17), elevando o risco de transtornos.

No Sudeste, embora os volumes previstos sejam menores, a previsão também preocupa. Apenas no domingo (17), a Região Metropolitana de São Paulo pode registrar cerca de 60 milímetros de chuva. Conforme o Meteored, o alto grau de urbanização da região favorece alagamentos e inundações mesmo com acumulados inferiores.

A previsão indica ainda que as chuvas devem persistir pelo menos até quarta-feira (20) sobre áreas do Sudeste, com volumes considerados incomuns para esta época do ano. Na retaguarda da frente fria, uma nova massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas em parte do centro-sul do Brasil.





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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da laranja cai após recuperação da oferta



Greening e custos pressionam citricultura



Foto: Canva

A citricultura paulista encerra a safra 2025/26 sob forte pressão sobre as margens de rentabilidade, segundo o Especial Citros 2026 publicado pela revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea, ligado à Esalq/USP.

De acordo com pesquisadores da equipe de citros do Cepea, a recuperação da oferta de laranja após a menor colheita registrada em 37 anos na safra anterior provocou uma rápida mudança no cenário de preços. As cotações da fruta recuaram de forma significativa, enquanto os estoques de suco concentrado voltaram a crescer. Ao mesmo tempo, a receita obtida com exportações apresentou queda, mesmo com estabilidade no volume embarcado.

No campo, os produtores enfrentam pressão em duas frentes. Os custos de produção seguem elevados, influenciados pela instabilidade geopolítica e pelo avanço do HLB, também conhecido como greening, doença que afeta os pomares cítricos. Em contrapartida, os preços pagos pela fruta já não apresentam o mesmo nível de remuneração observado nas últimas safras.

Para a temporada 2026/27, pesquisadores do Cepea avaliam que o cenário ainda não indica recuperação imediata para o setor. Segundo o estudo, a indústria inicia o novo ciclo com estoques mais elevados e sem expectativa de valorização no curto prazo. “É hora de fazer as contas, enfrentar o HLB e avaliar se o seu projeto se sustenta no médio prazo”, apontam os pesquisadores no relatório.





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Academia de Liderança da Aprosoja MT visita Embrapa Cerrados e conhece pesquisas aplicadas ao campo


Academia de Liderança da Aprosoja MT visita Embrapa Cerrados e conhece pesquisas aplicadas ao campo

Participantes do terceiro módulo da Academia de Liderança da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) visitaram a Embrapa Cerrados, no Distrito Federal, na quarta-feira (14). O grupo, formado por 30 associados e delegados de 18 dos 35 núcleos regionais da entidade, acompanhou palestras e atividades de campo sobre tecnologias desenvolvidas para sistemas produtivos do Cerrado.

A visita integrou um projeto estruturado em nove módulos, voltado à formação de lideranças para o agro mato-grossense. Segundo a Aprosoja MT, o terceiro módulo trata de relações técnicas e governamentais e busca aproximar os participantes do funcionamento de instituições públicas e de políticas que influenciam a produção rural e o ambiente de negócios do agronegócio.

Na abertura, o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, afirmou que a unidade possui mais de 200 ativos tecnológicos disponíveis para transferência. Entre os exemplos citados, estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e a seleção de estirpes de rizóbios para a Fixação Biológica de Nitrogênio na soja. De acordo com o pesquisador, essa tecnologia representa economia média anual de US$ 17 bilhões em fertilizantes nitrogenados.

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Os participantes também relataram condições de solo, clima e altitude de suas regiões em Mato Grosso, além de desafios como nematoides, podridão de grãos, manejo de fungicidas em solos mistos, recuperação de áreas arenosas e uso de integração lavoura-pecuária. Durante a programação, foram apresentados temas como Bioanálise de Solo, pesquisa em soja no Cerrado, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), mitigação de gases de efeito estufa com plantas de cobertura, trigo no Cerrado e manejo de água.

Após a exposição técnica, produtores destacaram aplicações práticas das pesquisas em áreas com solos arenosos e em sistemas integrados. O grupo também entregou uma placa em homenagem à Embrapa, em reconhecimento à contribuição da pesquisa para a expansão da agricultura no Cerrado.

A agenda do módulo segue com visitas a outras instituições, como o Congresso Nacional, a Aprosoja Brasil e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mantendo o foco na relação entre pesquisa, representação institucional e produção agropecuária.

Fonte: embrapa.br

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