segunda-feira, junho 29, 2026

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Fenasul Expoleite encerra edição com 200 mil visitantes em Esteio


Fenasul Expoleite 2026 realiza desfile dos campeões no domingo (17/5) em Esteio

A 19ª Fenasul e a 46ª Expoleite foram encerradas neste domingo (17), em Esteio (RS), com o desfile dos animais campeões das espécies participantes. Realizada entre terça-feira (13) e domingo (17), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, a feira registrou público estimado em 200 mil visitantes ao longo de cinco dias. O evento reuniu exemplares da pecuária leiteira e de outras cadeias de criação, além da realização conjunta da 38ª Fenovinos.

Segundo os organizadores, mais de 1,4 mil animais participaram da programação, entre bovinos de leite, bubalinos, ovinos, caprinos, equinos e pequenos animais, como coelhos, aves e chinchilas. A Fenovinos, promovida em paralelo, levou ao parque cerca de 500 animais de 13 raças, ampliando a presença da ovinocultura no evento.

A feira é organizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) e pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), com copromoção da Federação Brasileira das Associações dos Criadores de Animais de Raça (Febrac), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da prefeitura de Esteio.

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Durante o encerramento, representantes do setor destacaram o papel da feira na exposição da genética animal, na visibilidade do trabalho de cabanheiros e produtores e na aproximação entre o meio urbano e a produção agropecuária. O secretário da Seapi, Márcio Madalena, também citou o acompanhamento, por parte do governo estadual, das discussões em Brasília sobre renegociação de dívidas rurais e da tramitação do Projeto de Lei 5122, sem detalhamento adicional no evento sobre o conteúdo da proposta.

Considerada a principal feira agropecuária do primeiro semestre no Rio Grande do Sul, a Fenasul Expoleite funciona como vitrine técnica e institucional da pecuária do estado. A presença de diferentes espécies e raças reforça o espaço da feira na divulgação de padrões zootécnicos, seleção genética e integração entre entidades do setor.

Com o encerramento da edição de 2026, a feira conclui mais um ciclo de exposição e julgamento de animais no calendário pecuário gaúcho. A programação de 2027 ainda não teve detalhes técnicos divulgados, mas a expectativa apresentada pelos organizadores é de continuidade da ampliação do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Dia de Campo debate integração lavoura-pecuária e culturas de inverno no RS


Dia de Campo debate integração lavoura-pecuária e culturas de inverno no RS

A Estação Experimental Terras Baixas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Capão do Leão (RS), recebe nesta terça-feira (20) o Dia de Campo Culturas de Inverno & ILP. A programação será realizada das 13h às 17h e terá foco na troca de conhecimentos sobre sistemas produtivos com Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Segundo a organização, o encontro deve reunir produtores, técnicos, profissionais do setor e mais de 120 estudantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

O evento terá seis estações técnicas voltadas ao manejo de culturas de inverno e à integração entre produção vegetal e pecuária. Entre os temas previstos estão manejo do solo em terras baixas, controle de plantas daninhas no trigo, uso de cultivares para pastejo, produção de carne e grãos, manejo de forrageiras e tecnologias aplicadas à ILP.

A programação também inclui estratégias de manejo com azevém, trevo-persa e trigo, além de discussões sobre produção de forragem, cobertura de solo, manejo de pastejo e lotação animal. A proposta é apresentar referências técnicas para sistemas que buscam combinar retorno produtivo com uso mais eficiente da área ao longo do ano.

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De acordo com as informações divulgadas, o encontro contará com demonstrações práticas a campo e espaços de troca de experiências entre produtores e equipes técnicas. Esse formato é utilizado para aproximar resultados de pesquisa das decisões de manejo adotadas nas propriedades, especialmente em sistemas que dependem de ajuste entre cultivo de inverno, oferta de pasto e desempenho animal.

A ação é promovida pela Embrapa, com participação das unidades Clima Temperado, Trigo e Pecuária Sul, e apoio de instituições e empresas parceiras do setor agropecuário. O material de divulgação não informa número de inscrições, nem detalha a capacidade total de público além da presença prevista de estudantes.

A realização do dia de campo ocorre em um momento de planejamento das áreas de inverno no Sul do país, quando decisões sobre cultivares, pastejo, cobertura do solo e manejo de forrageiras podem influenciar o desempenho dos sistemas integrados. A expectativa técnica do evento é ampliar a difusão de práticas aplicáveis às condições de terras baixas, sem que tenham sido divulgadas, até o momento, estimativas de impacto produtivo associadas ao encontro.

Fonte: embrapa.br

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Conab apresenta ações do PAA e do Amazônia Viva em encontro do Consea no Amazonas


Conab apresenta ações do PAA e do Amazônia Viva em encontro do Consea no Amazonas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou nesta sexta-feira (15), em Manaus (AM), do Encontro Estadual da 7ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional +2 do Amazonas. Durante o evento, convocado pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado do Amazonas (Consea-AM), a estatal apresentou ações em andamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), operações da política de abastecimento e informações sobre propostas do Amazônia Viva. A programação foi realizada no Auditório da Escola Normal Superior, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo a Conab, a apresentação reuniu informações consolidadas sobre operações em execução, projetos que deverão ser contratados com novo aporte orçamentário e propostas do Amazônia Viva submetidas por organizações da agricultura familiar, povos originários e comunidades tradicionais. O material foi levado ao plenário como parte do acompanhamento das deliberações da 7ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (7ª CESAN).

A estatal informou que mantém participação permanente nas reuniões do Consea-AM. No encontro desta sexta-feira (15), a representação ocorreu por meio da superintendente regional no Amazonas, Luiza Gomes de Moura, e do conselheiro substituto Manuel Vitor Silva de Brito, assistente de operações da Superintendência Regional da Conab no Amazonas.

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Ao longo da programação, a Companhia também participou de oficinas temáticas com contribuições técnicas sobre execução do PAA, logística de abastecimento e mecanismos de apoio à comercialização da produção da agricultura familiar. Esse conjunto de ações tem relação direta com o escoamento da produção local e com a inserção de pequenos produtores em políticas públicas de compra institucional.

O encontro integra o ciclo da 7ª CESAN no estado e está alinhado ao III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN 2025-2027). De acordo com o Consea-AM, a etapa “+2” serve para revisar, dois anos depois, o andamento das propostas aprovadas, identificar entraves e propor ajustes. O conteúdo divulgado não informa valores orçamentários, número de projetos ou volume de alimentos envolvidos nas operações apresentadas.

Para o setor agropecuário regional, a agenda reforça o acompanhamento de políticas de compra pública, abastecimento e apoio à agricultura familiar no Amazonas. Como os dados detalhados sobre recursos, contratos e alcance das operações não foram informados no material divulgado, a dimensão prática dos próximos desdobramentos dependerá de atualizações oficiais da Conab e do Consea-AM.

Fonte: gov.br

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Projeto usa DNA ambiental para mapear fauna marinha no sul da Bahia


Projeto usa DNA ambiental para mapear fauna marinha no sul da Bahia

Pesquisadores do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB) iniciaram uma etapa de monitoramento da fauna marinha em reservas do sul da Bahia com uso de DNA ambiental. As coletas foram realizadas em março na Reserva Extrativista de Corumbau e na Reserva Extrativista de Cassurubá. O trabalho reúne o Instituto Tecnológico da Vale (ITV), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Centro Tamar.

Segundo o ICMBio, foram coletadas amostras de água do mar em 20 pontos da Reserva Extrativista de Corumbau e em 10 pontos das porções estuarina e marinha de Cassurubá. O material já passou por filtragem e conservação e foi enviado ao laboratório do ITV, em Belém (PA), onde o DNA será extraído, analisado e sequenciado.

A técnica utilizada é o DNA ambiental metabarcoding, que permite identificar múltiplas espécies a partir de vestígios genéticos deixados no ambiente. De acordo com a coordenadora do GBB pelo ICMBio, Amely Branquinho Martins, o método compara o material sequenciado com bancos de dados de referência para apontar quais organismos passaram pelo local.

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O analista ambiental do ICMBio Roberto Sforza informou que a definição dos pontos de coleta considerou espécies de interesse, áreas usadas para pesca e extrativismo, zonas relevantes para conservação e possível ocorrência de espécies exóticas invasoras. Entre os alvos do mapeamento estão peixes recifais, camarões, moluscos, caranguejo-uçá e espécies ameaçadas, como os budiões, além de invasoras como peixe-leão e coral-sol.

Para as cadeias locais, o levantamento pode ampliar a base técnica para monitoramento de recursos pesqueiros e manejo em unidades de conservação, já que a técnica dispensa captura e pode registrar espécies raras ou de difícil detecção. O projeto também testa a eficácia do método em comparação com protocolos tradicionais de monitoramento da biodiversidade.

Em funcionamento desde 2023, o GBB informa já ter gerado mais de 40 genomas de referência, sequenciado 613 espécies para código de barras genético e analisado 479 amostras ambientais.

Segundo o ICMBio, os dados devem subsidiar processos institucionais de conservação e o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora). Ainda não há prazo informado para a divulgação dos resultados desta etapa na Bahia, mas o projeto prevê ampliar ações para outros biomas brasileiros.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Especialistas pedem proibição total do mercúrio na mineração na Amazônia


Especialistas pedem proibição total do mercúrio na mineração na Amazônia

Especialistas, pesquisadores e representantes de órgãos públicos defenderam, nesta sexta-feira (15), a proibição total do mercúrio na atividade minerária como medida para conter a contaminação ambiental e humana na Amazônia. O tema foi discutido em audiência pública da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados. Segundo os participantes, o problema já alcança terras indígenas, centros urbanos da Região Norte e a cadeia alimentar baseada no consumo de peixes.

Dados apresentados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no território Mundurucu, no Pará, mostram média de 8,73 microgramas de mercúrio por grama de cabelo em mulheres monitoradas, patamar quase cinco vezes acima do limite de segurança citado pelos pesquisadores com base na Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns casos, o nível se aproxima de 40 microgramas por grama. Entre crianças avaliadas, a média foi de 4,35 microgramas por grama de cabelo.

O pesquisador Paulo César Basta, da Fiocruz, afirmou que a exposição ocorre principalmente pelo consumo de peixes contaminados durante a gestação e nos primeiros anos de vida. Já o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) informou ter identificado a presença do metal em peixes vendidos em feiras de cidades amazônicas, com maior concentração em espécies carnívoras, como tucunaré.

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A professora Gabriela Rifano, da Universidade Federal do Pará (UFPA), informou que estudos apontam média de 25 microgramas por litro de mercúrio no sangue em populações amazônicas, ante cerca de 0,3 micrograma por litro em países como Estados Unidos e Reino Unido. Ela também disse que o problema não decorre apenas do garimpo, mas da remobilização do metal por hidrelétricas, queimadas e desmatamento.

No campo regulatório, o Ministério Público Federal (MPF) questionou a manutenção de autorizações para lavra de ouro com uso de um insumo que entra no país por contrabando, principalmente pelas fronteiras com Bolívia e Guiana. O órgão defende a revogação de decretos federais de 1989 que condicionam o uso do mercúrio à licença ambiental, sem proibição expressa.

A comissão informou apoio à tramitação do Projeto de Lei 1011/23, sobre prevenção da exposição ao mercúrio, e do Projeto de Lei 2417/24, que proíbe o uso da substância na mineração. Pelos dados apresentados, o debate envolve saúde pública, controle ambiental e segurança alimentar, especialmente em regiões onde o pescado é base do abastecimento. Não foram detalhados, na audiência, volumes de pescado afetados ou estimativas econômicas para a cadeia regional.

Fonte: camara.leg.br

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Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar à vista subiu 1,63% nesta sexta-feira (15) e encerrou o pregão a R$ 5,0678, maior fechamento desde terça-feira (8 de abril), segundo os dados informados no mercado. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 3,55%, em um ambiente de fortalecimento global do dólar, alta do petróleo e elevação das taxas dos títulos públicos dos Estados Unidos.

Durante a sessão, a divisa chegou à máxima de R$ 5,0818 no início da tarde. Em maio, o dólar já avança 2,32%, após ter recuado 4,36% em abril. No acumulado de 2026, as perdas da moeda frente ao real diminuíram para 7,67%, depois de terem superado 10% anteriormente.

O movimento desta sexta-feira foi influenciado pelo aumento da aversão ao risco no exterior. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os temores de pressão inflacionária por causa do petróleo. O contrato do Brent para julho subiu 3,35%, para US$ 109,26 por barril, e acumulou alta de 7,87% na semana. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou 99,000 pontos e avançou mais de 1,40% na semana.

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As taxas dos Treasuries de 10 anos também subiram para 4,59%, o que aumentou a pressão sobre moedas emergentes. Segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o cenário externo combina juros mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor expectativa de retomada do corte de juros pelo Federal Reserve. No mercado doméstico, agentes também monitoraram o efeito político sobre posições em real.

Para o agronegócio, o câmbio mais alto altera a formação de preços em cadeias exportadoras e pode melhorar a conversão em reais de produtos negociados em dólar. Por outro lado, também encarece insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas, além de elevar a volatilidade nas negociações. O efeito final depende da exposição de cada segmento ao mercado externo e ao custo dolarizado.

A trajetória do câmbio no curto prazo segue condicionada ao comportamento dos juros nos Estados Unidos, ao conflito no Oriente Médio e ao ambiente político doméstico. Sem novos dados oficiais sobre fluxo cambial setorial nesta sexta-feira (15), a extensão dos efeitos sobre o agro deverá ser acompanhada principalmente pela evolução dos preços internacionais, do petróleo e das próximas sinalizações do Federal Reserve.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Boas práticas avançam no uso de defensivos



“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação”


“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação"
“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação” – Foto: Canva

A segurança na aplicação de defensivos agrícolas tem avançado como parte das estratégias de sustentabilidade no campo, com foco na proteção dos trabalhadores, no uso correto das tecnologias e na redução de impactos ambientais. Nesse cenário, programas de capacitação buscam aproximar orientação técnica e boas práticas agrícolas.

A Syngenta reconheceu Representantes Técnicos de Vendas (RTVs) e gestores que se destacaram em 2025 na disseminação de protocolos de segurança e sustentabilidade. A iniciativa integra o PROS, programa conduzido pela área de Boas Práticas Agrícolas, voltado à conscientização sobre uso seguro e correto de defensivos, utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e armazenagem adequada de embalagens.

Segundo a companhia, o programa reforça o papel dos RTVs como agentes de orientação no campo, levando aos agricultores recomendações técnicas associadas à segurança do trabalho e à responsabilidade ambiental. A ação também está ligada à prioridade de ampliar a produtividade com menor impacto.

“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação correta dos produtos. A Syngenta é uma empresa de defensivos agrícolas, e quando levamos o tema da segurança da aplicação, eles deixam de ver a gente só como uma empresa que vende o insumo, mas também como um parceiro que dá todo o respaldo, seja ele técnico, seja ele relacionado à integridade do trabalhador e proteção do meio ambiente”, afirma Karla Winny, RTV da Syngenta.

Os participantes destacam que os treinamentos fortalecem a relação com os produtores, ao ampliar o suporte no pós-venda e orientar sobre a aplicação correta das soluções. Além do PROS, a empresa mantém o Aplica Certo, com cursos e certificados sobre segurança na aplicação, tratamento de sementes e cuidados com o solo. Em 2025, as plataformas de Boas Práticas Agrícolas da divisão de Proteção de Cultivos da Syngenta capacitaram 81.893 pessoas em uso seguro no Brasil, avanço de 35% em relação a 2024.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de cana deve crescer no novo ciclo


A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve avançar em produção e área colhida, em um ciclo marcado pela recuperação parcial dos canaviais e pela necessidade de maior eficiência no campo. Segundo a Conab, a produção nacional está estimada em 709,1 milhões de toneladas, alta de 5,3% sobre a safra anterior, o que representa a segunda maior produção da série histórica. A área destinada à colheita deve crescer 1,9%, para 9,1 milhões de hectares.

No Sudeste, principal região produtora, a expectativa é de 459,1 milhões de toneladas, aumento de 6,8% frente ao ciclo 2025/26. A produtividade média regional é estimada em 80,852 toneladas por hectare, avanço de 4,6%.

Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar deve alcançar 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol tende a concentrar o crescimento do setor, com projeção de 40,69 bilhões de litros, alta de 8,5%. O movimento reflete mudanças no mix das usinas, influenciadas pela competitividade do biocombustível e pela busca por eficiência agrícola e industrial.

“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto, ainda em fase inicial, mas que exigirá atenção constante aos desafios agronômicos e estratégicos ao longo do desenvolvimento da cultura”, ressalta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela.

A recuperação produtiva ocorre após impactos climáticos nas últimas safras, mas o setor ainda enfrenta irregularidade de chuvas, ondas de calor e estresses localizados. Esse cenário aumenta a importância do planejamento, do monitoramento das lavouras e do manejo integrado de pragas, plantas daninhas e doenças.

Entre os desafios estão a cigarrinha-das-raízes, o bicudo-da-cana-de-açúcar e a matocompetição em fases iniciais da cultura. A maturação também ganha relevância, especialmente pela influência do teor de sacarose na qualidade da matéria-prima e no ATR. No Centro-Sul, a variabilidade climática tem dificultado a uniformidade desse processo, reforçando a adoção de estratégias para proteger produtividade, qualidade industrial e rentabilidade.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Biológicos reduzem pressão de custos no campo



Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa


Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa
Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa – Foto: Divulgação

A instabilidade internacional tem aumentado os riscos para a produção de alimentos e pressionado os custos no campo, sobretudo em cadeias dependentes de insumos importados. A avaliação é de Antonio Carlos da Silva Gonçalves, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da Biotrop, que aponta guerras, sanções econômicas e problemas logísticos como fatores de impacto direto sobre a agricultura brasileira.

Segundo o especialista, o país importa cerca de 90% dos fertilizantes usados nas lavouras, o que amplia a exposição do produtor a choques externos. Conflitos recentes e tensões geopolíticas, como os da Ucrânia e do Oriente Médio, chegaram a provocar altas de até 120% em determinadas matérias-primas. Em algumas culturas, os fertilizantes representam mais de 50% do custo operacional, tornando o impacto rápido nas margens.

Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa para reduzir a dependência de agroquímicos, manter a eficiência produtiva e dar mais previsibilidade à gestão de custos. O Brasil conta com estrutura consolidada de fabricação de biológicos, além de empresas, instituições e profissionais voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções baseadas no solo, na microbiologia e na planta.

Biofertilizantes ajudam a ativar a biologia do solo, liberar nutrientes retidos e aumentar o aproveitamento do adubo aplicado. Microrganismos também podem produzir fitohormônios e favorecer a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de insumos influenciados pelo preço do gás e do petróleo.

“Nosso papel é estar ao lado do agricultor e oferecer soluções eficazes, que respeitam o meio ambiente e as pessoas. Em momentos de instabilidade global, como o atual, somam-se a esses fatores os desafios de custos. Os biológicos são produzidos localmente, utilizam insumos naturais e possibilitam manter a operação com previsibilidade econômica”, conclui.

 





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Arroz segue pressionado com safra cheia e avanço da colheita


Arroz Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul e o avanço praticamente final da colheita no Brasil seguem pressionando o mercado de arroz. Com oferta elevada, o espaço para uma recuperação mais consistente nos preços ainda é limitado.

Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, parte dos agentes já começa a acompanhar com mais atenção fatores externos que podem mudar o equilíbrio global do mercado no segundo semestre.

No Brasil, a colheita já supera 94% da área estimada. No Rio Grande do Sul, os trabalhos se aproximam do fim, consolidando uma produção próxima de 7,9 milhões de toneladas, base casca. A safra brasileira deve ficar ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, a produtividade elevada em importantes regiões produtoras do estado, acima de 8,8 toneladas por hectare, somada ao bom rendimento de engenho e à alta incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla oferta no mercado interno.

Nesse cenário, os preços seguem pressionados, embora ainda encontrem alguma sustentação na postura mais cautelosa de produtores capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências variam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Na Campanha e na Depressão Central, os negócios giram entre R$ 56 e R$ 58.

Já nas regiões com maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, as negociações permanecem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

O início da temporada também já registra déficit na balança comercial do arroz, com importações acima das exportações. O cenário reforça a necessidade de retomada do fluxo exportador para equilibrar o mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar fatores de sustentação. Segundo o consultor, Chicago já trabalha perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo fundamentos globais mais firmes.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta redução de área e de produção mundial para a temporada 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores na comparação anual.

Além disso, riscos climáticos voltam ao radar do mercado. O retorno das discussões sobre El Niño, as ondas de calor na Índia, o excesso de chuvas em Bangladesh e os custos mais elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola ampliam a preocupação com a capacidade produtiva global nas próximas temporadas.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24. O valor representa queda de 2,29% frente à semana anterior. Em relação ao mês passado, o recuo é de 4,40%. Na comparação com o início de 2025, a desvalorização chega a 21,16%.

*Com informações da Agência Safras News

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