segunda-feira, junho 29, 2026

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Soja certificada passa de 10 milhões de toneladas no mundo; Brasil lidera oferta


soja
Imagem gerada por IA

A certificação da soja responsável da RTRS (Round Table on Responsible Soy) ultrapassou, em 2025, a marca de 10 milhões de toneladas produzidas no mundo e consolidou o Brasil como principal fornecedor global do grão certificado. Segundo dados da entidade, a produção mundial certificada chegou a 10,3 milhões de toneladas.

O avanço reflete o aumento da adoção de práticas sustentáveis e rastreáveis ao longo da cadeia produtiva, movimento impulsionado principalmente pela maior pressão dos mercados consumidores e pelo engajamento da indústria de alimentos e ração animal.

A demanda pela soja certificada também cresceu. Em 2025, o volume consumido avançou 9,5%, alcançando 8,1 milhões de toneladas.

Atualmente, a RTRS reúne mais de 84 mil produtores certificados em diferentes países, além de uma rede formada por armazenadoras, portos e indústrias que conectam os diversos elos da cadeia.

Brasil concentra 83% da produção global

O Brasil lidera com folga a produção de soja RTRS no mundo. De acordo com a entidade, o país reúne 220 unidades certificadas e responde por 77% da área total certificada e 83% da produção global de soja responsável.

Além do Brasil, há produtores certificados na Argentina, Paraguai, Uruguai, Índia e Uganda. Já a demanda segue concentrada principalmente na Europa, com destaque para Holanda e Dinamarca, mercados pressionados por regras ambientais mais rígidas e exigências de rastreabilidade.

Outro ponto de avanço está na cadeia de custódia. Neste ano, 17 novas empresas e 41 novos sites receberam certificação RTRS, ampliando a presença do sistema em mercados estratégicos como Brasil, Argentina, Índia e Paraguai.

A certificação também avançou no milho. A produção certificada do cereal cresceu 17% no período, chegando a 5,4 milhões de toneladas.

Demanda ainda é desafio

Apesar do crescimento, a RTRS avalia que ainda há obstáculos para ampliar a certificação. Segundo o gerente de Desenvolvimento de Mercado Brasil da entidade, Alvaro A. P. Queiroz, o principal desafio é aumentar a demanda por soja certificada entre grandes compradores, como indústrias de alimentos e ração.

“A cadeia da soja é longa e complexa, e o consumidor final não percebe claramente sua presença nos produtos. Como resultado, a percepção de valor da soja certificada é baixa, limitando a captura de prêmio ao longo da cadeia”, afirma.

Segundo ele, o custo de adesão e a falta de conhecimento sobre o processo ainda dificultam a entrada de pequenos e médios produtores.

Queiroz destaca, porém, que muitos produtores brasileiros já atendem parte relevante dos critérios exigidos pela certificação por conta da própria legislação ambiental e trabalhista do país.

Na avaliação da RTRS, há espaço para expansão em mercados como o Sudeste Asiático e também em setores como a aquacultura. A certificação também tende a ganhar força diante de novas exigências ligadas à rastreabilidade e à pegada de carbono.

“É importante que os mercados compreendam o que é a certificação e como ela contribui para uma cadeia mais responsável. Ela vai além do combate ao desmatamento, abrangendo também condições de trabalho, relacionamento com comunidades e boas práticas agrícolas”, finaliza Queiroz.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Exportações do agro ao Golfo Pérsico sobem 1,97% no quadrimestre


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

As exportações brasileiras de produtos agropecuários para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) cresceram 1,97% no primeiro quadrimestre de 2026, para US$ 1,76 bilhão. Os dados são da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, antecipados ao Broadcast Agro. O desempenho ocorreu em meio ao aumento de despesas com fretes e seguros, associado ao fechamento do Estreito de Ormuz e ao conflito no Oriente Médio.

O CCG é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, os exportadores brasileiros mantiveram o fluxo de vendas ao bloco ao ajustar rotas e operações logísticas, mesmo com custo maior.

Em nota, o secretário-geral da entidade, Mohamad Mourad, afirmou que os exportadores encontraram soluções logísticas para abastecer a região e que os mercados árabes seguem gerando receitas relevantes, especialmente em produtos ligados à segurança alimentar.

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Entre os destaques do quadrimestre, o açúcar avançou 28,74%, somando US$ 442,59 milhões, com crescimento em Omã e na Arábia Saudita. A carne bovina teve alta de 28,77%, para US$ 219,30 milhões. O café registrou expansão de 58,50%, com faturamento de US$ 64,67 milhões. O milho também apresentou recuperação, com US$ 11,80 milhões em abril e acumulado de US$ 73,01 milhões no ano, alta de 11,69%, impulsionado por vendas ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos.

As exportações de frango, por outro lado, recuaram 5,98% no período, para US$ 791,19 milhões. Ainda assim, o Catar ampliou as compras da proteína em 13,82%, utilizando rotas por portos sauditas no Mar Vermelho, além de caminhões e aviões.

O resultado do agro contrastou com o desempenho total das exportações brasileiras ao bloco. Em abril, as vendas gerais para o CCG caíram 24,99% na comparação anual, para US$ 455,54 milhões. No acumulado de janeiro a abril, o total exportado recuou 0,67%, para US$ 2,82 bilhões.

Os dados indicam que o agronegócio brasileiro manteve presença comercial no Golfo mesmo sob restrições logísticas e custo maior de transporte. A continuidade desse desempenho dependerá das condições de navegação na região e da capacidade de manter rotas alternativas sem perda adicional de competitividade, segundo as informações disponíveis da entidade setorial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Área tratada com defensivos no Brasil cresce 7,5% e bate recorde


defensivos
Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

O manejo de pragas e doenças exigiu atenção redobrada do produtor brasileiro na última safra. O uso de defensivos agrícolas nas lavouras do país fechou 2025 com uma alta de 7,5% na Área Potencial Tratada (PAT). Ao todo, o montante superou a marca de 2,6 bilhões de hectares protegidos, de acordo com um levantamento realizado pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

Para entender o tamanho desse número, vale lembrar que a metodologia do PAT não mede apenas o tamanho físico do terreno, mas sim a intensidade do tratamento. O cálculo cruza a área cultivada com o número de aplicações e a quantidade de produtos que foram necessários para proteger a planta. É um termômetro real da pressão de pragas no campo.

Essa alta veio mesmo depois de um ano cheio de altos e baixos. O primeiro semestre de 2025 foi bem desafiador para o bolso do produtor, com o clima jogando texturas difíceis na tela e os preços das commodities em retração. A virada de chave aconteceu na segunda metade do ano, puxada pela expansão de área plantada e pela valorização de insumos importantes no mercado, como o glifosato.

Soja e Mato Grosso na liderança do consumo

Como já era de se esperar, a soja continua sendo a cultura que mais demanda cuidados. O grão concentrou 55% de toda a área tratada no território nacional. Logo atrás veio o milho, que aumentou sua participação de 16% para 18% por causa do aumento de área e do ataque pesado de lagartas e insetos sugadores. Fechando o top 3, o algodão segurou seus 7% de representatividade.

Olhando para o mapa do Brasil, o Centro-Oeste e o Norte ditam o ritmo. A região formada por Mato Grosso e Rondônia concentrou sozinha 33% do total nacional de área tratada. O bloco do BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí) veio em seguida com 18%, superando o eixo São Paulo/Minas Gerais (13%) e a região Sul, com Rio Grande do Sul e Santa Catarina somando 11%.

Quando o assunto é o tipo de produto que mais movimentou os estoques das fazendas, os herbicidas lideraram em volume absoluto, abocanhando 46% do consumo total. Na sequência vieram os inseticidas e os fungicidas, empatados com 26% cada.

Já na divisão por área tratada (frequência de aplicação nas lavouras), os inseticidas assumiram a ponta com 30% da cobertura, seguidos pelos herbicidas (22%) e fungicidas (18%). O tratamento de sementes respondeu por 7% do bolo, enquanto o restante ficou com adjuvantes e reguladores de crescimento.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Anac reajusta tarifas aeroportuárias do Galeão e de Confins


Anac reajusta tarifas aeroportuárias do Galeão e de Confins

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reajustou os tetos das tarifas aeroportuárias dos aeroportos internacionais Tom Jobim-Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais. Os novos valores poderão ser praticados 30 dias após a divulgação pelas concessionárias. Segundo a agência, os percentuais refletem a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre abril de 2025 e abril de 2026, além de fatores previstos contratualmente.

No Galeão, os tetos das tarifas de embarque e conexão de passageiros, além de pouso e permanência de aeronaves, foram reajustados em 5,2%. Em Confins, a alta foi de 4,7% para essas mesmas cobranças. Com a atualização, a tarifa máxima de embarque doméstico no Galeão passará de R$ 34,11 para R$ 35,91, enquanto a internacional subirá de R$ 60,41 para R$ 63,59.

Em Confins, a tarifa doméstica irá de R$ 33,56 para R$ 35,15. A internacional passará de R$ 67,34 para R$ 70,54. A Anac informou que a tarifa de embarque é a única paga diretamente pelo passageiro e remunera os serviços, as instalações e as facilidades disponibilizadas pela concessionária.

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Já os tetos das tarifas de armazenagem e capatazia de cargas dos dois aeroportos tiveram reajuste de 4,3915%, com base exclusivamente na inflação acumulada no período. Nesse caso, o tema ganha relevância logística para operadores de carga que utilizam os terminais, inclusive embarques de produtos perecíveis, itens de maior valor agregado e insumos que dependem de transporte aéreo. O material divulgado pela agência, no entanto, não detalha quais cadeias serão mais afetadas nem apresenta estimativa de impacto por segmento.

De acordo com a Anac, os reajustes estão previstos nos contratos de concessão como mecanismo de atualização monetária para preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos terminais.

A aplicação dos novos tetos dependerá da divulgação pelas concessionárias e só poderá ocorrer após 30 dias. Até o momento, a Anac informou os percentuais e os valores máximos atualizados, mas não apresentou projeções sobre efeito setorial específico nos custos de passageiros ou usuários da carga aérea.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ministro da Agricultura participa de encontro com empresários na China


Ministro da Agricultura participa de encontro com empresários na China
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, iniciou neste domingo (17), em Xangai, a missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China com participação no Seminário Brasil-China de Agronegócio. O encontro reuniu empresários e representantes dos setores público e privado dos dois países para tratar de cooperação comercial, acesso a mercado e intercâmbio agropecuário. A China permaneceu em 2025 como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 55,22 bilhões embarcados.

Durante o seminário, André de Paula afirmou que o Mapa tem intensificado o diálogo com a Administração-Geral de Aduanas da China, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e outras autoridades chinesas para ampliar o acesso de produtos brasileiros e aperfeiçoar protocolos sanitários e fitossanitários. Segundo o ministério, entre 2023 e 2026 foram abertos 12 novos mercados na China para itens como carne de aves e derivados, DDG de milho, farelo de amendoim, farinhas e óleos de origem animal e de pescado, gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas.

Os dados de comércio reforçam o peso da relação bilateral para o setor. Em 2025, o complexo soja liderou as vendas do agro brasileiro à China, com US$ 34,61 bilhões, o equivalente a mais de 62% do total exportado ao país asiático. Também se destacaram carnes, com US$ 9,82 bilhões, produtos florestais, com US$ 5,06 bilhões, complexo sucroalcooleiro, com US$ 1,90 bilhão, e fibras e produtos têxteis, com US$ 872 milhões.

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No sentido inverso, o Brasil importou US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários chineses em 2025, com maior participação de produtos florestais, fibras e têxteis, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos e rações para animais. Considerando todos os setores da economia, o fluxo bilateral somou US$ 170,9 bilhões no ano passado.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou qualidade, sanidade, sustentabilidade e estabilidade de fornecimento como atributos da agropecuária brasileira. Já a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) informou que o comércio bilateral saiu de cerca de US$ 8 bilhões em 2003 para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano, enquanto as exportações brasileiras de proteínas animais para a China avançaram de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhão de toneladas no período.

A agenda em Xangai indica manutenção do esforço oficial para ampliar mercados e diversificar os embarques brasileiros além das commodities tradicionais. O efeito prático dessa estratégia dependerá do avanço das negociações sanitárias, da consolidação de canais comerciais e da capacidade de inserção de produtos de maior valor agregado no mercado chinês.

Fonte: gov.br

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Embrapa promove debate sobre produção e comércio de orgânicos em 2 de junho


Embrapa promove debate sobre produção e comércio de orgânicos em 2 de junho

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza na terça-feira (2), das 10h às 12h, o debate online “Cenário da produção e comércio global de alimentos orgânicos”, com transmissão pelo YouTube. O encontro reunirá pesquisadores de instituições públicas e universidades para discutir a evolução da produção orgânica, os mercados internacionais e os desafios para ampliar a participação do Brasil no setor.

O evento integra a série Debates em Socioeconomia, conduzida pela Assessoria de Estratégia da Embrapa e promovida pela Rede de Socioeconomia da Agricultura. Segundo a pesquisadora Lucimar Santiago de Abreu, da Embrapa Meio Ambiente, a conversão da agricultura convencional para sistemas orgânicos vem avançando em escala global. Ela afirma que o conjunto das culturas orgânicas brasileiras ainda está abaixo da média mundial, o que indica espaço para expansão da oferta voltada ao mercado interno e à exportação.

A programação prevê discussões sobre produção vegetal e animal, certificação, sustentabilidade, comércio internacional, mercados locais e organização das cadeias produtivas. Também devem entrar na pauta os entraves que limitam a expansão do segmento no país, além das demandas de pesquisa e inovação.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Participam do painel Ana Maria Resende Junqueira, da Universidade de Brasília (UnB), que abordará a produção e o mercado global de orgânicos de origem vegetal; João Paulo Guimarães Soares, da Embrapa Cerrados, com foco em sistemas orgânicos de produção animal; e Lucas Ferreira Lima, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que apresentará uma análise comparativa entre Brasil e Dinamarca. A moderação será de Lucimar Santiago de Abreu.

De acordo com Marcos Françozo, analista de Inteligência Estratégica da Embrapa, a proposta é comparar sistemas agroalimentares orgânicos e identificar desafios e oportunidades para o setor. O material de divulgação do evento não apresenta estimativas numéricas atualizadas de produção, área ou faturamento, mas destaca a intenção de mapear gargalos e ampliar a competitividade da produção orgânica brasileira.

Para produtores, pesquisadores e agentes da cadeia, o debate pode ajudar a qualificar a discussão sobre mercados, regulação e organização produtiva dos orgânicos. A transmissão será aberta no canal da Embrapa no YouTube, sem detalhamento adicional sobre inscrição obrigatória no material divulgado.

Fonte: embrapa.br

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ANP fiscaliza abastecimento em 17 estados e apreende combustíveis e GLP


ANP fiscaliza abastecimento em 17 estados e apreende combustíveis e GLP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, nesta segunda-feira (18), os resultados das ações de fiscalização realizadas entre os dias 11 e 15 de maio em 17 unidades da Federação. As operações verificaram qualidade dos combustíveis, volume fornecido nas bombas, documentação, equipamentos e indícios de preços abusivos. No período, o principal destaque foi São Paulo, com fiscalização de 62 agentes e apreensão de 8.503 litros de combustíveis e 20 botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) em estabelecimentos sem autorização.

No estado de São Paulo, a ANP fiscalizou 38 postos de combustíveis, 19 revendas de GLP, um terminal, um ponto de abastecimento, duas distribuidoras de combustíveis e uma base de combustíveis de aviação. Foram lavrados cinco autos de infração, sete de interdição e coletadas 40 amostras para análise laboratorial.

No Rio de Janeiro, os fiscais estiveram em 24 postos de combustíveis. Houve cinco autos de infração, três interdições, coleta de 23 amostras e apreensão de 14.360 litros de combustíveis. Parte da operação teve foco em possíveis práticas abusivas de preços.

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Em Minas Gerais, foram fiscalizados 19 postos, 16 revendas de GLP, duas distribuidoras e uma refinaria. O balanço registrou nove autos de infração, dez amostras coletadas e apreensão de 190 botijões de GLP. Em Goiás, 37 postos foram vistoriados, com oito autos de infração, uma interdição e 17 amostras coletadas.

No Espírito Santo, a ANP informou o uso de espectrofotômetro FTIR em 12 postos. Segundo a agência, o equipamento identificou percentual de biodiesel no óleo diesel fora da especificação legal e também pode detectar fraudes por adição de metanol na gasolina e no etanol.

A fiscalização alcançou ainda estados como Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em parte dessas unidades, não houve registro de irregularidades, mas foram coletadas amostras para exames laboratoriais.

Para o setor produtivo, a verificação da conformidade de diesel, gasolina, etanol e GLP tem relação com a operação de frota, transporte de insumos e escoamento da produção. A ANP não apresentou, no material divulgado, um consolidado nacional de agentes fiscalizados já encerrados além dos recortes por estado.

A ANP informou que as ações são definidas com base em dados da Ouvidoria, do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis e de sua área de inteligência. Os estabelecimentos autuados podem receber multas de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de suspensão ou revogação de autorização, após processo administrativo com direito à defesa.

Fonte: gov.br

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Receita Federal fará live sobre IRPF na atividade rural e reforma tributária


Receita Federal fará live sobre IRPF na atividade rural e reforma tributária

A Receita Federal realizará, na próxima quarta-feira (20), das 15h às 16h, a décima live da série sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O tema será “Atividade Rural x Reforma Tributária”, com foco na incidência do tributo sobre a atividade rural, nas principais inconsistências identificadas pela fiscalização e nas penalidades aplicáveis aos contribuintes. A transmissão será feita pelo canal da Receita Federal no YouTube.

Segundo a Receita Federal, a apresentação trará um panorama das regras do IRPF ligadas à atividade rural e deve abordar pontos que costumam gerar autuações ou inconsistências na declaração. Entre os temas previstos estão a simulação de parcerias rurais e o lançamento indevido de despesas, com destaque para notas fiscais emitidas por empresas sem capacidade operacional efetiva.

A live também tratará do registro incorreto de receitas de arrendamento como receitas da atividade rural, prática que pode resultar em multas. Outro foco será a ausência de escrituração ou o preenchimento incorreto de informações no Livro Caixa da Atividade Rural e no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), instrumentos exigidos para o controle fiscal de receitas, despesas e resultados da produção.

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Para o público do setor agropecuário, a iniciativa tem caráter de orientação prática. O correto enquadramento das receitas e despesas e o preenchimento adequado dos registros fiscais influenciam o cumprimento das obrigações tributárias e reduzem o risco de questionamentos pela fiscalização. A Receita informa que as lives ocorrem semanalmente, sempre às quartas-feiras, com temas voltados à declaração do IRPF.

O palestrante desta edição será José Carlos Zimmermann. A programação divulgada informa data, horário e canal de transmissão, mas não detalha antecipadamente quais aspectos da reforma tributária serão aprofundados durante a apresentação.

A orientação oficial é que produtores e demais contribuintes da atividade rural acompanhem a transmissão para revisar procedimentos, esclarecer dúvidas e verificar pontos de atenção na escrituração e na declaração do imposto. Como a Receita Federal não antecipou conteúdo técnico completo sobre a reforma tributária, eventuais desdobramentos dependerão das informações apresentadas na live.

Fonte: gov.br

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Hipoteca pode proteger arrendamento rural



O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência d


O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato
O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato – Foto: Nadia Borges

Contratos de arrendamento rural que envolvem investimentos elevados podem exigir mecanismos adicionais de proteção ao arrendatário. A avaliação é de Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Segundo o especialista, é possível que o próprio imóvel arrendado seja dado em hipoteca como garantia ao arrendatário. Embora pouco usada, a cláusula pode ser recomendável em contratos de médio e longo prazo, especialmente quando o arrendatário realiza benfeitorias, implanta infraestrutura ou desenvolve lavouras permanentes que, ao fim do contrato, passam a valorizar o patrimônio do proprietário.

O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato, como em casos de venda por determinação judicial. Conforme entendimento citado do Superior Tribunal de Justiça, o comprador de imóvel em alienação judicial não é obrigado a respeitar o arrendamento anterior. Assim, o arrendatário pode ser levado a desocupar a área antes do prazo, com investimentos ainda não amortizados e dificuldade para cobrar indenização.

A hipoteca vinculada ao valor dos investimentos projetados transforma esse crédito em garantia real, reduzindo riscos de inadimplência. A medida, porém, não se aplica a todo contrato e exige análise criteriosa, escritura pública e registro na matrícula do imóvel, além de verificação de gravames anteriores, anuência do cônjuge quando necessária e compatibilidade entre o valor garantido e os investimentos previstos.

Também pode ser prevista a redução proporcional da garantia à medida que o contrato avança e os investimentos são amortizados. Em operações rurais de maior porte, a cláusula pode representar maior segurança jurídica e evitar prejuízos de difícil recuperação.

 





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Vale do Taquari recebe Dia de Campo sobre recuperação rural pós-enchente


Vale do Taquari recebe Dia de Campo sobre recuperação rural pós-enchente

O Plano Recupera Rural RS realizará nesta quinta-feira (21), das 8h às 12h, o Dia de Campo URT Raízes da Felicidade, na comunidade de Arroio do Ouro, em Estrela (RS), no Vale do Taquari. A atividade ocorrerá na propriedade da Família Mallmann, onde foi implantada uma Unidade de Referência Tecnológica voltada à reestruturação territorial pós-enchente. O evento foi organizado para apresentar práticas de recuperação produtiva e ambiental em áreas afetadas pelas cheias de novembro de 2023 e maio de 2024.

Segundo a organização, o território ainda enfrenta efeitos das enchentes, como processos erosivos, contaminação de águas, perda parcial de vegetação nativa e mata ciliar do Rio Taquari, além de danos a moradias, estruturas rurais, máquinas, rebanhos e lavouras. Esses fatores comprometeram a capacidade produtiva de propriedades da região.

A programação será dividida em cinco estações temáticas, com circulação dos participantes em grupos. Estão previstas demonstrações de manejo e conservação do solo e da água, uso de geotecnologias para diagnóstico e recuperação ambiental, visita técnica a sistema agroflorestal e quintal orgânico de frutas, apresentação de cultivares e práticas de restauração ecológica produtiva, além de debate sobre políticas públicas de reconstrução territorial e acesso a crédito.

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O Dia de Campo decorre de demandas levantadas em uma Oficina de Planejamento Participativo promovida em dezembro de 2025, quando a comunidade apontou prioridades para a reconstrução local. O público-alvo inclui agricultores, agricultoras e representantes de instituições públicas, organizações não governamentais e entidades privadas ligadas à restauração ecológica e à mitigação de danos climáticos.

No período da tarde, o plano também prevê capacitação sobre o aplicativo MapeiaResíduoS, desenvolvido para mapear resíduos e entulhos deixados pelas enchentes. A ferramenta poderá ser utilizada pela comunidade no levantamento de informações para apoiar ações de recuperação e subsidiar políticas públicas. O material informado não detalha o horário exato da formação da tarde.

A iniciativa concentra ações práticas de recomposição do solo, da vegetação e do acesso à água, além de orientação sobre instrumentos públicos de recuperação. Para produtores do Vale do Taquari, o evento funciona como espaço técnico de demonstração e articulação local, em um cenário em que a retomada produtiva depende de manejo adequado, diagnóstico territorial e apoio institucional.

Fonte: embrapa.br

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