Exportações do agro ao Golfo Pérsico sobem 1,97% no quadrimestre

As exportações brasileiras de produtos agropecuários para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) cresceram 1,97% no primeiro quadrimestre de 2026, para US$ 1,76 bilhão. Os dados são da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, antecipados ao Broadcast Agro. O desempenho ocorreu em meio ao aumento de despesas com fretes e seguros, associado ao fechamento do Estreito de Ormuz e ao conflito no Oriente Médio.
O CCG é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, os exportadores brasileiros mantiveram o fluxo de vendas ao bloco ao ajustar rotas e operações logísticas, mesmo com custo maior.
Em nota, o secretário-geral da entidade, Mohamad Mourad, afirmou que os exportadores encontraram soluções logísticas para abastecer a região e que os mercados árabes seguem gerando receitas relevantes, especialmente em produtos ligados à segurança alimentar.
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Entre os destaques do quadrimestre, o açúcar avançou 28,74%, somando US$ 442,59 milhões, com crescimento em Omã e na Arábia Saudita. A carne bovina teve alta de 28,77%, para US$ 219,30 milhões. O café registrou expansão de 58,50%, com faturamento de US$ 64,67 milhões. O milho também apresentou recuperação, com US$ 11,80 milhões em abril e acumulado de US$ 73,01 milhões no ano, alta de 11,69%, impulsionado por vendas ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos.
As exportações de frango, por outro lado, recuaram 5,98% no período, para US$ 791,19 milhões. Ainda assim, o Catar ampliou as compras da proteína em 13,82%, utilizando rotas por portos sauditas no Mar Vermelho, além de caminhões e aviões.
O resultado do agro contrastou com o desempenho total das exportações brasileiras ao bloco. Em abril, as vendas gerais para o CCG caíram 24,99% na comparação anual, para US$ 455,54 milhões. No acumulado de janeiro a abril, o total exportado recuou 0,67%, para US$ 2,82 bilhões.
Os dados indicam que o agronegócio brasileiro manteve presença comercial no Golfo mesmo sob restrições logísticas e custo maior de transporte. A continuidade desse desempenho dependerá das condições de navegação na região e da capacidade de manter rotas alternativas sem perda adicional de competitividade, segundo as informações disponíveis da entidade setorial.
Fonte: Estadão Conteúdo
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