domingo, junho 28, 2026

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Paraná libera R$ 442 milhões para obras em municípios e estradas rurais


Paraná anuncia R$ 114,8 milhões para obras em Dois Vizinhos e inclui estradas rurais

O governo do Paraná anunciou nesta terça-feira (19) a liberação de aproximadamente R$ 442 milhões para obras em 10 municípios do estado. Entre as ações previstas estão investimentos em infraestrutura urbana e rural, saúde, mobilidade e desenvolvimento regional. No recorte de interesse do setor produtivo, o pacote inclui pavimentação de estradas rurais em diferentes regiões, com projetos em fases de homologação, licitação, execução e conclusão.

Segundo o governo estadual, parte relevante dos recursos será direcionada a vias rurais, com foco em trechos usados pela população do interior e pela circulação local. A medida alcança municípios das regiões Noroeste, Norte, Norte Pioneiro, Oeste, Centro-Sul e Sudoeste.

O maior volume foi destinado a Planalto, no Sudoeste, com R$ 84 milhões. Entre as obras listadas está a pavimentação de 6,9 quilômetros entre a Linha Bico da Anta e a Linha São José do Barra Grande. Palmas, no Centro-Sul, recebeu R$ 75 milhões, incluindo R$ 15,9 milhões para a pavimentação de 10 quilômetros da Estrada Fundo Grande.

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Em Marumbi, na região Norte, o pacote soma R$ 68 milhões e prevê obras como 18,8 quilômetros da Estrada Municipal do Borba, já em execução, além de 5,8 quilômetros da Estrada Rural do Mangolim e outros acessos. Floraí, no Noroeste, teve R$ 65 milhões liberados, com destaque para R$ 16,4 milhões na Estrada Rural Paranhos, com 7,5 quilômetros.

Mangueirinha terá R$ 59 milhões, com mais de 10 quilômetros de melhorias em estradas rurais como Barra do Covó, Linha Clara, Estrada Nardo e Estrada Euzébio/Balsa. Maripá recebeu R$ 25 milhões para 5,3 quilômetros de pavimentação rural, enquanto Marquinho terá R$ 24 milhões para 10 quilômetros da Estrada Gleba Nove. Presidente Castelo Branco contará com R$ 17 milhões para intervenções nas estradas Tupinambá e Suzana/Turiaçu.

Para o setor agropecuário, a pavimentação de acessos rurais tende a melhorar deslocamento, reduzir custos operacionais de transporte e dar mais previsibilidade ao escoamento da produção. O governo, no entanto, não detalhou no anúncio o cronograma completo de execução nem a participação específica de cada obra na logística agroindustrial.

O avanço das obras e o efeito prático sobre produtores e cadeias locais dependerão da execução dos projetos já liberados e da conclusão das etapas de licitação e homologação. Até o momento, as informações oficiais disponíveis destacam valores e extensões de trechos, mas não apresentam estimativa consolidada de impacto logístico para a produção agropecuária.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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BC reafirma câmbio flutuante e descarta atuar para definir preço do dólar


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, afirmou nesta terça-feira (19) que a autoridade monetária não pretende interferir na formação do preço do dólar. Segundo ele, o real opera em regime de câmbio flutuante e a atuação do BC no mercado ocorre apenas em situações de disfuncionalidade. A declaração foi feita durante conferência promovida pelo Santander, por videoconferência.

Nilton David reiterou que a última intervenção do Banco Central no câmbio ocorreu em 2024 e afirmou que a autarquia não trabalha com meta para swaps cambiais. De acordo com o diretor, a função da autoridade monetária é preservar o funcionamento do mercado, sem buscar controlar nível, volume em aberto ou volatilidade da moeda.

A sinalização tem efeito sobre agentes expostos ao câmbio, como exportadores, importadores e setores dependentes de insumos dolarizados. No agronegócio, esse ambiente influencia receitas de embarques externos, custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas, além da formação de preços de commodities. O diretor, no entanto, não apresentou projeção para a cotação do dólar durante a fala.

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Sobre a atividade econômica, Nilton afirmou que o crescimento do Brasil “provavelmente” voltou à neutralidade e que o cenário atual não indica expansão acima do potencial. Segundo ele, a economia brasileira cresceu acima do esperado nos últimos quatro anos, o que exigiu revisões nas estimativas do hiato do produto e nos modelos usados pelo BC para avaliar a inflação.

O diretor também comentou o ambiente externo e disse que ainda não há sinais claros de encerramento do conflito no Irã. Na avaliação do BC, mesmo com eventual término das tensões, os preços de energia podem demorar para retornar aos níveis anteriores. Esse quadro, segundo ele, tende a desacelerar o Produto Interno Bruto (PIB) global e manter a inflação internacional em patamar mais elevado.

Nilton acrescentou que o Brasil está em posição mais favorável do que em crises anteriores do petróleo, por não ser mais importador líquido do produto, o que reduz pressão relevante sobre as contas externas.

A sinalização do Banco Central reforça que decisões sobre juros, inflação e liquidez seguirão guiadas pelo regime de metas, sem compromisso com um nível específico para o dólar. Para o setor produtivo, o cenário exige acompanhamento de câmbio, energia e atividade global, já que o BC não indicou mudança na estratégia de intervenção nem detalhou novos parâmetros para o mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita de soja vai a 98,8% e plantio do milho safrinha é concluído


Colheita de soja vai a 98,8% e plantio do milho safrinha é concluído

A colheita da soja 2025/26 alcançou 98,8% da área semeada no Brasil até o último sábado, segundo boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta terça-feira (19). O avanço foi de 0,5 ponto porcentual em relação à semana anterior. No mesmo levantamento, a estatal informou que o plantio do milho de inverno 2025/26 foi concluído no país.

Na comparação com igual momento da safra 2024/25, a colheita da soja apresenta leve atraso de 0,1 ponto porcentual. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 98%, os trabalhos estão 0,8 ponto porcentual adiantados. Entre os estados que ainda não encerraram a operação, o Piauí registra 99% da área colhida, o Rio Grande do Sul 97%, Santa Catarina 94,2% e o Maranhão 81%.

No milho de primeira safra 2025/26, a colheita chegou a 75,3% da área, avanço semanal de 3,9 pontos porcentuais. Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo do observado em igual período da safra passada, quando o índice era de 82,3%, diferença de 7 pontos porcentuais. Em relação à média de cinco anos, de 79,4%, o atraso é de 4,1 pontos porcentuais. São Paulo e Santa Catarina já concluíram a colheita. Paraná aparece com 99%, Rio Grande do Sul com 96% e Minas Gerais com 75%.

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Para o trigo 2026, a Conab informou semeadura em 26,3% da área nacional, avanço de 8,8 pontos porcentuais em uma semana. O índice supera em 1,1 ponto porcentual tanto o registrado no mesmo período da safra 2025 quanto a média dos últimos cinco anos. Entre os principais produtores, o Paraná já plantou 35% da área, Santa Catarina 0,1%, enquanto o Rio Grande do Sul ainda não iniciou os trabalhos.

No arroz 2025/26, a colheita atingiu 96,4% da área, avanço de 1,7 ponto porcentual na semana. O percentual fica 1,3 ponto acima do registrado um ano antes e 4,2 pontos acima da média quinquenal. No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, 98% das lavouras já foram colhidas.

Os dados da Conab indicam fase final da colheita das culturas de verão e consolidação do calendário do milho safrinha e do trigo. O acompanhamento das próximas semanas será relevante para medir o encerramento dos trabalhos em estados ainda pendentes e a evolução do cereal de inverno nas principais regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES eleva aprovações de crédito no Piauí para R$ 192,3 milhões


BNDES eleva aprovações de crédito no Piauí para R$ 192,3 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 192,3 milhões em crédito para o Piauí no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela instituição. O volume representa alta de 158,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total ficou em R$ 74,3 milhões. Entre os setores atendidos, a agropecuária respondeu por R$ 49,5 milhões em aprovações.

Os recursos aprovados no estado foram distribuídos entre agropecuária, com R$ 49,5 milhões, comércio e serviços, com R$ 46,6 milhões, indústria, com R$ 5,9 milhões, e infraestrutura, com R$ 90,3 milhões. No mesmo intervalo, os desembolsos do banco para o Piauí somaram R$ 109,5 milhões.

As micro, pequenas e médias empresas concentraram R$ 129,8 milhões do total aprovado no estado, valor 143,1% acima dos R$ 53,4 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Para o ambiente produtivo rural, esse movimento amplia a disponibilidade de capital para investimento, custeio e modernização, embora o material divulgado não detalhe as linhas de crédito nem o perfil dos projetos financiados na agropecuária piauiense.

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Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco vem ampliando o acesso ao crédito e apoiando iniciativas ligadas à produtividade, à infraestrutura e à inovação. Ele citou, no Piauí, o programa Sertão Vivo, voltado a 37 mil famílias de agricultores do semiárido, além de ações na Bacia do Parnaíba com foco em recuperação ambiental, revitalização hídrica e geração de renda.

No Nordeste, as aprovações de crédito alcançaram R$ 3,38 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 98,2% na comparação anual. Desse total, a agropecuária respondeu por R$ 623,6 milhões. No resultado nacional, o BNDES informou aprovações de R$ 45,7 bilhões no trimestre e desembolsos de R$ 36,2 bilhões, com R$ 9,1 bilhões destinados ao setor agropecuário.

Os dados indicam expansão da oferta de crédito no estado e na região, com participação direta da agropecuária e de empresas de menor porte. Sem detalhamento adicional sobre taxa, prazo e modalidade das operações no Piauí, a dimensão prática dos efeitos sobre produtores e cadeias agropecuárias dependerá da execução dos projetos aprovados e do ritmo de liberação dos recursos ao longo de 2026.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação no Nordeste


Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação em Alagoas

O Grupo Piracanjuba anunciou nesta segunda-feira (19), em nota, a aquisição do Laticínio Sertão, indústria de queijos localizada em Monteirópolis (AL). A operação amplia a presença da companhia no Nordeste e reforça sua atuação no segmento de lácteos e derivados. Os valores da transação não foram informados, e a conclusão do negócio ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo a empresa, a compra busca fortalecer a competitividade logística do grupo na região e abrir espaço para futuros investimentos na ampliação da planta industrial. O presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, afirmou, em nota, que a expectativa é expandir gradualmente a produção e o mix de produtos fabricados na unidade.

Fundado em 1955, o Laticínio Sertão produz queijo coalho, mussarela, queijo prato, provolone, ricota, cheddar, requeijão e manteiga, com distribuição concentrada no Nordeste. A fábrica está instalada em uma área de 70 hectares na zona rural de Monteirópolis, município de cerca de 7 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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De acordo com o grupo, a operação prevê a manutenção inicial de cerca de 70 empregos diretos na unidade. A produção seguirá, em um primeiro momento, com a marca Laticínio Sertão e, de forma gradual, passará a incorporar a marca Piracanjuba.

O contrato estabelece a transferência integral do controle da indústria para o Grupo Piracanjuba, mas, até a decisão do Cade, as empresas permanecerão operando de forma independente. Esse ponto é relevante porque a análise concorrencial é etapa obrigatória em operações desse porte e define o cronograma efetivo de integração.

Atualmente, o Grupo Piracanjuba reúne mais de 200 produtos no portfólio, incluindo as marcas Piracanjuba, Emana e LeitBom, além das licenciadas Almond Breeze, Ninho e Molico. A companhia informa ter mais de 4,7 mil colaboradores, dez unidades fabris e 16 postos de resfriamento, com capacidade de processamento superior a 7 milhões de litros de leite por dia.

Do ponto de vista da cadeia leiteira, a aquisição amplia a estrutura industrial do grupo em uma região estratégica para distribuição de derivados. No entanto, a dimensão financeira da operação e seus desdobramentos sobre investimentos, captação de leite e expansão industrial ainda não podem ser mensurados, porque os valores do negócio não foram divulgados e a conclusão segue condicionada à aprovação do Cade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação em Alagoas


Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação em Alagoas

O Grupo Piracanjuba anunciou nesta terça-feira (19) a aquisição do Laticínio Sertão, indústria de queijos localizada em Monteirópolis (AL). Segundo a empresa, a operação reforça a estratégia de expansão no Nordeste e amplia sua atuação no segmento de lácteos e derivados. Os valores da transação não foram divulgados, e a conclusão do negócio ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com nota da companhia, a compra fortalece a competitividade logística do grupo na região e abre espaço para futuros investimentos na ampliação da planta industrial. A unidade adquirida está instalada em uma área de 70 hectares na zona rural de Monteirópolis, município com cerca de 7 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fundado em 1955, o Laticínio Sertão é especializado na produção de queijo coalho, mussarela, queijo prato, provolone, ricota, cheddar, requeijão e manteiga, com distribuição concentrada no Nordeste. Segundo o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, a expectativa é ampliar gradualmente tanto a produção quanto o mix fabricado na planta.

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A empresa informou ainda que pretende manter os cerca de 70 empregos diretos atualmente existentes na unidade. Inicialmente, a produção seguirá com a marca Laticínio Sertão e, de forma gradual, passará a incorporar a marca Piracanjuba.

Para a cadeia leiteira, a operação amplia a presença de uma indústria de grande porte em uma região estratégica para distribuição de derivados. O Grupo Piracanjuba informa ter mais de 200 produtos no portfólio, mais de 4,7 mil colaboradores, dez unidades fabris e 16 postos de resfriamento de leite, com capacidade de processamento superior a 7 milhões de litros por dia.

Até a análise do Cade, as duas empresas continuarão operando de forma independente. Não foram informados, até o momento, detalhes sobre eventual expansão da captação de leite, cronograma de investimentos ou mudanças na originação de matéria-prima.

O avanço da operação dependerá da decisão regulatória do Cade e de definições futuras sobre investimento industrial e integração logística. Até lá, o dado objetivo disponível é a manutenção da operação atual da unidade e a intenção do grupo de expandir de forma gradual a produção e o portfólio no Nordeste.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab: colheita de soja chega a 98,8% no Brasil; quais estados faltam concluir os trabalhos?


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Colheitadeiras de soja em fazenda no oeste da Bahia. Foto: Jefferson Aleffe

A colheita de soja no Brasil chegou a 98,8% da área cultivada, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 98,3%, o que representa aumento de 0,5%.

No mesmo período do ano passado, os trabalhos atingiam 98,9%, indicando queda de 0,1%. Já a média dos últimos cinco anos é de 98,4%, com avanço de 0,4%.

Colheita de soja por estado

Por estado, Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já concluíram a colheita, todos com 100% da área. O Piauí aparece com 99%, seguido por Santa Catarina, com 94,2%, Rio Grande do Sul, com 94%, e Maranhão, com 81%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Fazenda eleva projeção da inflação para 4,5%


O Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a projeção de inflação para este ano, levando a estimativa oficial ao limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. A revisão foi divulgada no Boletim Macrofiscal, publicado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica, e reflete os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% para este ano e em 2,6% para 2027.

O documento reúne previsões econômicas que servem de base para a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. O texto, que deve ser enviado ao Congresso Nacional na sexta-feira (22), orienta a execução do Orçamento federal e inclui indicações de bloqueios e contingenciamentos para cumprimento das metas fiscais.

Segundo a equipe econômica, a principal pressão inflacionária veio da alta do petróleo no mercado internacional, que superou os US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, informa a Secretaria de Política Econômica no relatório.

O governo afirmou, porém, que parte do impacto deverá ser reduzida pela valorização do real e por medidas adotadas para conter o repasse dos combustíveis ao consumidor. “Parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal”, destacou o documento.

Com a revisão, a projeção oficial de inflação ficou exatamente no teto do sistema de metas contínuas, que estabelece centro de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Para 2027, a estimativa de inflação também foi elevada, passando de 3% para 3,5%.

Apesar da piora no cenário inflacionário, o Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a previsão de crescimento econômico para este ano. Para 2027, a expectativa também foi preservada em 2,6%, percentual que a equipe econômica projeta para os anos seguintes.

A avaliação da equipe econômica é de desaceleração gradual da atividade nos próximos trimestres devido aos efeitos da política monetária restritiva, com retomada parcial prevista para o fim do ano. “No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição”, informa a Secretaria de Política Econômica.

O governo prevê uma desaceleração mais intensa no segundo e terceiro trimestres, seguida de recuperação parcial da indústria no encerramento do ano.

As estimativas do governo seguem acima das projeções do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, analistas projetam inflação de 4,92% neste ano e crescimento econômico de 1,85%.

A Secretaria de Política Econômica afirmou que segue monitorando os riscos internacionais, mas destacou a resiliência do mercado de trabalho brasileiro como fator de sustentação da atividade econômica.

A alta do petróleo também deve ampliar as receitas do governo federal. De acordo com cálculos da Secretaria de Política Econômica, o avanço nos preços da commodity pode elevar a arrecadação em cerca de R$ 8,5 bilhões por mês.

O cálculo considera receitas provenientes de royalties, dividendos, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Exportação ligados ao setor petrolífero. “O ganho arrecadatório viabiliza uma resposta fiscal firme e responsável, aliada da política monetária e do compromisso com a consolidação em curso”, destaca a Secretaria de Política Econômica.

Com informações da Agência Brasil*





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Galípolo diz que Brasil mantém juros altos mesmo com inflação acima da meta


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o Brasil mantém taxas de juros historicamente mais altas do que países pares, enquanto a inflação segue acima da meta em parte relevante dos últimos anos. Segundo ele, desde 2020, o Banco Central só não precisou enviar carta aberta ao Ministério da Fazenda em 2020 e 2023.

Durante a audiência, Galípolo afirmou que, nos últimos seis anos, o Banco Central não cumpriu a meta de inflação em quatro ocasiões. Segundo o presidente da autoridade monetária, essa combinação entre juros elevados e dificuldade de convergência da inflação levanta uma questão estrutural sobre a economia brasileira: por que o país exige um esforço monetário maior para alcançar efeito semelhante ao observado em outras nações.

Galípolo disse que um dos pontos centrais desse debate está no comportamento dos núcleos de inflação. De acordo com ele, o Banco Central acompanha esses indicadores e, no momento, a média dos núcleos roda em nível semelhante ao da inflação cheia.

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O presidente do BC também mencionou o chamado misery index, indicador que combina desemprego e inflação. Segundo ele, esse índice está no menor patamar da série histórica no Brasil, mas a correlação com a percepção de bem-estar perdeu força após choques de oferta recentes. Ao citar preços de alimentos como carne, leite e ovos, Galípolo afirmou que a percepção da população recai sobre o custo efetivo dos itens de consumo, independentemente do dado inflacionário agregado.

Na avaliação do presidente do BC, os choques de oferta e a perda de renda durante a pandemia também estimularam maior uso de financiamento pelas famílias. Ele afirmou que esse movimento foi observado internacionalmente e que, no Brasil, ganhou intensidade com o avanço da bancarização, processo que, segundo ele, também se relaciona com o Pix.

Para o setor agropecuário, a discussão é acompanhada de perto porque juros e inflação influenciam custo de crédito, capital de giro, consumo de alimentos e planejamento de investimento nas cadeias produtivas. O presidente do BC, no entanto, não detalhou efeitos setoriais específicos para o agro durante a audiência.

A fala de Galípolo reforça que o debate sobre inflação, núcleos inflacionários e transmissão da política monetária segue no centro da agenda econômica. Sem anúncio de mudança imediata de política nesta audiência, o cenário continua dependente da evolução dos preços e da atividade, com impacto potencial sobre crédito e financiamento em toda a economia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta Zarc Níveis de Manejo e aplicativos na Hortitec 2026


Embrapa vai apresentar Zarc Níveis de Manejo na Hortitec 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agricultura Digital vai apresentar o Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) e aplicativos voltados ao planejamento agrícola durante a 31ª Hortitec, em Holambra (SP). A feira será realizada entre terça-feira (17) e quinta-feira (19) de junho de 2026. A proposta é demonstrar, com recursos interativos, como a evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) pode apoiar decisões técnicas no campo.

Segundo as informações divulgadas pela Embrapa, um cubo de realidade aumentada será usado para explicar o funcionamento do ZarcNM, metodologia que amplia o escopo do Zarc ao incorporar níveis de manejo e indução de tecnologia nos sistemas produtivos. A ferramenta chega após 30 anos de uso do zoneamento como base para o planejamento da produção agrícola e da avaliação de risco climático.

Em maio, o projeto piloto do ZarcNM foi expandido para a soja nos três estados da região Sul e em Mato Grosso do Sul. No caso do milho segunda safra, a ampliação alcançou o Paraná e Mato Grosso do Sul. Também houve aumento no percentual de subvenção para produtores com melhor manejo do solo, medida que reforça a relação entre tecnologia, gestão de risco e seguro rural.

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Durante a Hortitec, o público poderá acessar, por meio de totem interativo e tablet, a versão web do Zarc PlantioCerto, o aplicativo móvel Agritempo e a AgroAPI, plataforma da Embrapa voltada ao mercado de tecnologias em agricultura digital. A AgroAPI também será tema de palestra na quarta-feira (18), às 13h45.

Vídeos exibidos no evento vão apresentar ações do Semear Digital, Centro de Ciência para o Desenvolvimento financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com a Embrapa, novos projetos adaptam essa metodologia para diferentes territórios brasileiros. O material divulgado não detalha, até o momento, quais culturas hortícolas terão aplicações específicas apresentadas no evento.

A programação indica avanço no uso de ferramentas digitais para manejo e redução de risco climático, com aplicação prática para produtores e técnicos. A 31ª Hortitec será realizada no Parque de Exposições da Expoflora, na Alameda Maurício de Nassau, 675, em Holambra (SP), com funcionamento das 9h às 19h na quarta-feira (17) e quinta-feira (18), e das 9h às 17h na sexta-feira (19).

Fonte: embrapa.br

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