sábado, junho 13, 2026

Agro

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Mudança de tom de Trump provoca queda do petróleo


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (10), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a reversão do tom de Trump sobre o Irã desfez o alívio da manhã e devolveu volatilidade aos mercados.

O petróleo caiu 2,97% a US$ 91,45, o dólar fechou estável a R$ 5,17 e o Ibovespa subiu 0,68% aos 169 mil pontos. Juros longos flertaram com 15% e o Tesouro reduziu oferta ao mínimo. Hoje, o CPI dos EUA chega com projeção de 4,2% e pode mover câmbio e bolsa em qualquer direção.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

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Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Durigan apoia autonomia do Banco Central, mas pede cautela com PEC 65


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite desta terça-feira (9) que apoia o fortalecimento do Banco Central (BC) por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que trata da autonomia orçamentária e financeira da autoridade monetária. Ao mesmo tempo, ele declarou que é preciso cuidado com o conteúdo da proposta para evitar a inclusão de dispositivos que possam alterar o alcance original do texto.

A declaração foi dada no momento em que a PEC 65 aparece como primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (10). Segundo Durigan, o objetivo é preservar um modelo que amplie a capacidade de gestão do BC sem abrir espaço para mudanças consideradas inadequadas pela equipe econômica.

Mais cedo nesta terça-feira (9), conforme noticiado pelo Broadcast, a área econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a trabalhar em uma alternativa à proposta em tramitação. A ideia, segundo a informação disponível, seria manter o Banco Central como autarquia, mas com maior autonomia para administrar os próprios recursos.

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O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou ao Broadcast que a matéria será votada e que não há previsão de retirada da pauta. O relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), também descartou mudanças no parecer. Apesar disso, Durigan afirmou que ainda pretende conversar novamente com o relator para tentar ajustar o texto antes da votação.

A discussão tem alcance macroeconômico porque envolve a estrutura institucional do BC, órgão responsável pela condução da política monetária, supervisão financeira e gestão de instrumentos que influenciam juros e liquidez. Para o setor agropecuário, esses fatores têm relação com custo do crédito, financiamento de safra, câmbio e formação de preços em cadeias exportadoras. No entanto, até o momento, não foram detalhadas medidas específicas da PEC com efeito direto e imediato sobre linhas de crédito rural ou políticas setoriais.

O avanço da PEC 65 no Senado deve definir se a proposta seguirá com o texto atual ou se haverá espaço para uma alternativa formulada pela equipe econômica. Com as informações disponíveis, o impacto prático para o setor agropecuário dependerá do desenho final da regra e de eventuais desdobramentos sobre juros, crédito e ambiente institucional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Área industrial deve abrigar megaprojeto de SAF



A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP


A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP
A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP – Foto: Divulgação

A produção de combustível sustentável de aviação a partir do etanol deve ganhar um novo projeto de grande escala no Brasil. A iniciativa busca aproveitar a competitividade da cadeia nacional de matérias-primas renováveis e a infraestrutura logística disponível em uma das principais regiões industriais do país.

A JetBio anunciou a obtenção dos direitos exclusivos sobre uma área em Paulínia, no interior de São Paulo, para desenvolver aquela que pretende ser a maior unidade do mundo de SAF produzido pela rota Alcohol-to-Jet, conhecida como AtJ. O empreendimento ficará em uma região estratégica da cadeia brasileira de etanol, com acesso a rodovias, ferrovias, dutovias e portos.

Segundo a companhia, a localização deve permitir o suprimento competitivo de etanol de baixa intensidade de carbono, produzido a partir de resíduos, milho de segunda safra e cana-de-açúcar. A previsão é tomar a decisão final de investimento no primeiro trimestre de 2027, com início da produção em 2030.

A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP. O projeto aposta na base agrícola brasileira, na maturidade da indústria de etanol de baixo carbono e no ambiente regulatório voltado às energias renováveis para estabelecer uma plataforma de referência global na produção de AtJ-SAF.

O CEO da JetBio, Will Moore, avaliou que o Brasil reúne matérias-primas, infraestrutura, conhecimento técnico e condições regulatórias para liderar a produção de combustível sustentável de aviação. Já Bruce Rastetter, fundador e presidente do conselho da Summit Agricultural Group, relacionou o avanço do projeto à demanda por fornecimento confiável e em larga escala de combustível de aviação de baixo carbono.

 





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Mercado do boi segue equilibrado no país


O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira (9) em equilíbrio nas praças paulistas, conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria. Os negócios ocorreram em ritmo moderado, com frigoríficos realizando compras apenas para manutenção das escalas de abate e produtores ofertando lotes de forma controlada. Apesar disso, a queda das temperaturas acendeu um alerta no setor, já que o clima mais frio pode estimular o aumento da oferta de animais para comercialização.

Segundo a consultoria, o bom desempenho das exportações e o consumo interno aquecido não foram suficientes para acelerar as compras por parte das indústrias. O cenário foi descrito como equilibrado, sem pressão para alterações nos preços. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis em São Paulo, enquanto as escalas de abate seguiram, em média, para oito dias.

Em Goiás, o comportamento do mercado foi diferente. A demanda mais firme levou frigoríficos a elevarem as ofertas para garantir o abastecimento das escalas. Na região de Goiânia, o preço do boi gordo avançou R$ 2,00 por arroba, enquanto as cotações das fêmeas registraram aumento de R$ 3,00 por arroba. Já na região Sul do estado, a novilha teve valorização de R$ 2,00 por arroba, enquanto os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis.

Ainda em Goiás, a cotação do chamado “boi China” também apresentou alta em relação ao dia anterior, com valorização de R$ 5,00 por arroba, refletindo o interesse do mercado exportador.

No comércio internacional, os embarques de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo. De acordo com a análise da Scot Consultoria, nos primeiros quatro dias úteis de junho foram exportadas 62,6 mil toneladas do produto, com média diária de 15,6 mil toneladas. O volume representa crescimento de 29,8% em comparação ao embarcado por dia no mesmo período de junho de 2025.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,6 mil, avanço de 20,9% na comparação anual. Com a combinação de maiores embarques e valorização do produto, junho de 2026 já alcançou 31,4% do faturamento total obtido com as exportações de carne bovina durante todo o mês de junho do ano passado, mesmo com menos de um quarto dos dias úteis transcorridos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Como planejar a próxima safra de trigo?


O planejamento da próxima safra de trigo exige uma série de decisões que vão além da escolha das sementes e da definição da data de plantio. A análise do histórico das áreas, a organização da rotação de culturas, o manejo adequado do solo, a seleção de cultivares adaptadas às condições climáticas e ao sistema produtivo, além da definição das estratégias de uso de insumos e comercialização, são fatores apontados como essenciais para reduzir riscos e aumentar a eficiência da produção.

Entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, produtores das principais regiões tritícolas do Sul do Brasil, como Paraná e Rio Grande do Sul, deverão considerar tanto a variabilidade climática quanto os custos de produção no planejamento da cultura. O trigo segue desempenhando papel importante nos sistemas agrícolas, especialmente na rotação com soja e milho safrinha, contribuindo para o controle de plantas daninhas, pragas e doenças, além de favorecer a estabilidade produtiva das propriedades.

O planejamento antecipado também permite ao produtor avaliar a viabilidade de cada área destinada ao cereal. A análise do histórico das lavouras, da ocorrência de doenças, da presença de plantas daninhas de difícil controle e dos resultados de produtividade de anos anteriores auxilia na identificação dos talhões com maior potencial produtivo e menor exposição a riscos.

Outro aspecto considerado estratégico é a avaliação das condições físicas e químicas do solo. A realização de análises atualizadas, a verificação de possíveis camadas compactadas, problemas de drenagem e a necessidade de correção da fertilidade são etapas que contribuem para a definição de um manejo mais eficiente e alinhado às exigências da cultura.

A logística da propriedade também influencia diretamente o desempenho da safra. A disponibilidade de máquinas para semeadura e colheita, a capacidade de armazenamento e secagem dos grãos e a compatibilização do calendário agrícola com as culturas subsequentes são fatores que precisam ser considerados antes da implantação do trigo.

A rotação de culturas aparece como um dos pilares para o sucesso da atividade. Sistemas que alternam trigo com soja, milho ou pastagens ajudam a melhorar a fertilidade do solo, reduzir a incidência de doenças e contribuir para o manejo de plantas daninhas. Em contrapartida, sucessões repetidas de gramíneas podem aumentar a pressão de patógenos e comprometer o desempenho das lavouras.

A escolha das cultivares também ocupa posição central no planejamento. Características como ciclo de desenvolvimento, resistência a doenças, exigência nutricional e qualidade industrial devem ser consideradas conforme as condições de cada região e o nível tecnológico adotado na propriedade. A diversificação de materiais genéticos é apontada como uma estratégia para reduzir riscos produtivos.

A definição da época de semeadura deve seguir as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), buscando sincronizar as fases mais sensíveis da cultura com períodos de menor risco de geadas severas e excesso de chuvas. O planejamento adequado da janela de plantio também contribui para evitar impactos sobre a implantação da cultura de verão subsequente.

No manejo da fertilidade, especialistas recomendam que a correção da acidez, a adubação e eventuais intervenções para melhoria da estrutura do solo sejam definidas com antecedência. A utilização de análises de solo permite ajustar as doses de nutrientes conforme o potencial produtivo esperado e as características de cada área.

O planejamento dos insumos também é apontado como uma medida importante para reduzir custos e garantir maior eficiência operacional. A aquisição antecipada de sementes certificadas, fertilizantes e defensivos possibilita melhores condições de negociação e reduz riscos de falta de produtos durante a implantação da lavoura.

Além dos aspectos técnicos, a organização financeira da atividade ganha relevância em um cenário de custos elevados e volatilidade de preços. O levantamento detalhado dos custos de produção, a avaliação de seguros agrícolas e a definição de estratégias de comercialização são medidas que podem contribuir para maior segurança econômica ao produtor.

O trigo também deve ser encarado como parte de um sistema produtivo integrado. O manejo adotado na cultura influencia diretamente o desempenho das lavouras seguintes, tornando fundamental o registro das operações realizadas e o acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo.

A adoção dessas práticas, aliada ao monitoramento constante das condições de mercado e do clima, pode aumentar a estabilidade da produção, otimizar o uso de recursos e reduzir a exposição dos produtores aos riscos inerentes à atividade agrícola. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Café, leite e crédito impulsionam expansão das cooperativas em Minas Gerais


Cooperativas
Foto gerada por IA.

Mesmo diante de juros elevados, instabilidade financeira e desafios climáticos, o cooperativismo em Minas Gerais avançou em ritmo muito superior ao da economia estadual em 2025. Segundo dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, as cooperativas movimentaram R$ 184 bilhões no período, crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior — quase 12 vezes acima da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que cresceu 1,4%.

Os números serão apresentados nesta quarta-feira (10), durante o seminário de lançamento do anuário, considerado o principal censo anual do setor no estado.

Atualmente, o cooperativismo responde por 15,9% do PIB mineiro, estimado em R$ 1,1 trilhão. O setor reúne 788 cooperativas, 4,2 milhões de cooperados e 64,1 mil empregados diretos em Minas Gerais.

Entre os segmentos do cooperativismo, o ramo agropecuário foi um dos grandes destaques de 2025. As cooperativas ligadas ao agro movimentaram R$ 66,8 bilhões, alta de 26,7% em relação ao ano anterior. O avanço representou mais da metade de todo o crescimento econômico registrado pelo cooperativismo mineiro no período.

O setor agropecuário também lidera em número de cooperativas no estado. São 196 organizações, o equivalente a uma em cada quatro cooperativas mineiras. Juntas, elas reúnem 228,8 mil cooperados e geram 21,3 mil empregos diretos.

Cooperativismo agropecuário amplia peso no agro mineiro

Os dados mostram a força crescente das cooperativas no agronegócio de Minas Gerais. Em 2025, o ramo cooperativista agropecuário passou a representar 26,5% do PIB do agronegócio mineiro.

De cada R$ 100 movimentados pelo cooperativismo no estado, aproximadamente R$ 36 vieram diretamente das cooperativas agropecuárias, de acordo com o levantamento.

Em cinco anos, a movimentação econômica do segmento quase dobrou, passando de R$ 36 bilhões em 2021 para R$ 66,8 bilhões em 2025 — avanço de 85,6%.

Além da expansão financeira, o setor também teve forte impacto na geração de empregos. Somente em 2025, as cooperativas agropecuárias criaram 1.010 novos postos de trabalho, o equivalente a 36% de todas as vagas abertas pelo cooperativismo mineiro no período.

Café e leite reforçam protagonismo das cooperativas

As cooperativas também consolidaram presença estratégica em cadeias relevantes do agro mineiro, especialmente no café e no leite.

Segundo o levantamento, 63,6% do café produzido em Minas Gerais passou por cooperativas mineiras em 2025. Em nível nacional, isso significa que, a cada 100 xícaras de café produzidas no Brasil, 29 passaram por cooperativas do estado.

Na cadeia leiteira, as cooperativas responderam por 18,3% da produção mineira e por 5,1% da produção nacional.

Crédito cooperativo fortalece produtores rurais

Outro destaque do levantamento foi o desempenho das cooperativas de crédito, que seguem ampliando presença no interior e fortalecendo o financiamento ao agro.

O ramo movimentou R$ 93,4 bilhões em 2025, alta de 12,3% sobre o ano anterior. As cooperativas financeiras repassaram R$ 14,4 bilhões em crédito rural para pequenos e médios produtores mineiros, crescimento de 5,8% em relação a 2024.

Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 84,4% dos municípios mineiros e são a única instituição financeira com atendimento físico em 84 cidades do estado.

Cooperativismo cresce acima da média e amplia geração de renda

O levantamento também mostra avanço na geração de empregos e renda. As cooperativas mineiras criaram quase 2,8 mil vagas em um ano, crescimento de 4,6% — desempenho três vezes superior à média estadual.

O salário médio pago pelas cooperativas chegou a R$ 4.059,97, valor 36,2% maior que a média do setor privado em Minas Gerais.

As mulheres também ampliaram participação no setor. Elas representam 54,9% do quadro funcional das cooperativas mineiras e ocuparam seis em cada dez novas vagas criadas em 2025.

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Como evitar perdas no feijão em fase reprodutiva


O manejo do feijão durante o estádio reprodutivo é considerado decisivo para preservar o potencial produtivo da lavoura e reduzir os impactos provocados pelo estresse térmico e hídrico. Nesse período, que se estende desde a emissão dos primeiros botões florais até a maturação das vagens, a cultura apresenta elevada sensibilidade às variações de temperatura e disponibilidade de água no solo.

Especialistas destacam que o principal objetivo do manejo nessa fase é manter a temperatura foliar e do dossel dentro de níveis adequados, além de garantir oferta de água suficiente para as plantas sem provocar encharcamento. Entre as estratégias recomendadas estão o ajuste da irrigação, a manutenção da cobertura do solo com palhada, o equilíbrio nutricional e, em situações específicas, o uso de reguladores de crescimento e bioestimulantes sob orientação técnica.

O estádio reprodutivo compreende as fases de florescimento, formação de vagens, enchimento de grãos e maturação fisiológica. Durante esse período, o feijoeiro aumenta significativamente a demanda por água e nutrientes, tornando-se mais vulnerável a eventos climáticos adversos. Mesmo episódios de curta duração de calor excessivo ou deficiência hídrica podem comprometer o pegamento das flores e o enchimento dos grãos.

A sensibilidade da cultura está relacionada a processos fisiológicos fundamentais, como a formação do pólen, a fecundação das flores, o desenvolvimento das vagens e o transporte de açúcares produzidos pela fotossíntese. Quando submetida a altas temperaturas ou à falta de água, a planta reduz sua atividade fotossintética, apresenta menor viabilidade do pólen e aumenta a ocorrência de abortamento de flores e vagens.

Entre os principais prejuízos observados em campo estão a queda de flores antes da formação das vagens, o abortamento de estruturas reprodutivas jovens, a formação de grãos mal desenvolvidos e a redução do período de enchimento dos grãos. Além disso, oscilações bruscas entre períodos secos e excesso de umidade podem favorecer o surgimento de doenças.

Para minimizar o estresse hídrico, o planejamento da época de plantio é apontado como uma das medidas mais importantes. O objetivo é fazer com que as fases de florescimento e enchimento de grãos coincidam com períodos de menor risco de estiagem prolongada ou ondas de calor. A escolha de cultivares adequadas e o escalonamento das semeaduras também ajudam a reduzir a exposição das lavouras aos eventos climáticos.

Nas áreas irrigadas, o monitoramento constante da umidade do solo permite ajustar as lâminas de água de forma mais eficiente. A recomendação é trabalhar com irrigações mais frequentes e volumes moderados, mantendo a umidade próxima à capacidade de campo e evitando tanto o déficit quanto o excesso de água. O encharcamento, segundo os especialistas, também representa uma forma de estresse hídrico, pois reduz a oxigenação das raízes e favorece problemas sanitários.

A cobertura do solo com palhada é outra prática considerada estratégica. Além de reduzir a evaporação da água, a palhada ajuda a diminuir a temperatura da superfície do solo, melhora a infiltração da água e favorece a atividade biológica. Em sistemas de plantio direto e rotação de culturas, esse benefício tende a ser ainda mais evidente.

O controle das plantas daninhas também ganha importância no período reprodutivo. A competição por água, nutrientes e luz pode agravar os efeitos da seca e reduzir ainda mais a capacidade produtiva do feijoeiro. Por isso, especialistas recomendam que o manejo das invasoras seja realizado antes do florescimento.

No caso do estresse térmico, algumas medidas podem contribuir para amenizar os efeitos das altas temperaturas. A manutenção da cobertura vegetal, o manejo adequado da densidade de plantas e a escolha de cultivares mais tolerantes ao calor ajudam a reduzir a temperatura do ambiente ao redor da cultura e a preservar o desenvolvimento das plantas.

A nutrição equilibrada também desempenha papel importante na tolerância aos estresses. Nutrientes como potássio, cálcio e boro participam diretamente de processos ligados ao florescimento, formação das vagens e regulação hídrica. Micronutrientes associados aos mecanismos antioxidantes das plantas também contribuem para reduzir os danos provocados pelas condições adversas.

Embora bioestimulantes e reguladores de crescimento possam ser utilizados em algumas situações para auxiliar no pegamento das flores e no vigor das plantas, especialistas ressaltam que esses produtos devem ser empregados apenas com recomendação técnica. Eles não substituem práticas fundamentais como irrigação adequada, escolha correta da época de plantio e manejo eficiente do solo.

O acompanhamento constante das condições climáticas, da umidade do solo e do desenvolvimento das plantas é considerado essencial para a tomada de decisões. A combinação entre planejamento, monitoramento e manejo integrado permite reduzir perdas e aumentar a capacidade do feijoeiro de enfrentar períodos de calor e déficit hídrico durante as fases mais sensíveis do ciclo produtivo.

Para as safras entre 2025 e 2026, marcadas por cenários de elevada variabilidade climática, especialistas reforçam que a integração entre plantio direto, rotação de culturas, escolha de cultivares adaptadas, manejo nutricional e monitoramento climático deverá ser cada vez mais importante para preservar a produtividade das lavouras de feijão. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Como garantir raízes saudáveis no arroz irrigado


O desenvolvimento de um sistema radicular eficiente é um dos fatores que mais influenciam a produtividade do arroz irrigado nas áreas de várzea do Sul do Brasil. A avaliação destaca que raízes profundas e bem distribuídas aumentam o aproveitamento de nutrientes, melhoram a tolerância a períodos de déficit hídrico, reduzem riscos de acamamento e favorecem a recuperação das plantas após situações de estresse.

Segundo a análise, garantir um bom enraizamento depende de uma série de decisões adotadas antes e durante o ciclo da cultura, envolvendo preparo do solo, correção da acidez, manejo da fertilidade, controle da lâmina de água e escolha adequada das cultivares.

O estudo ressalta que o arroz irrigado possui sistema radicular fibroso e apresenta elevada sensibilidade à compactação do solo e à falta de oxigenação nas raízes. Por isso, práticas como preparo inadequado do terreno, excesso de água, semeadura em condições desfavoráveis e adubação desbalanceada podem limitar o crescimento radicular e comprometer o potencial produtivo da lavoura.

Nas principais regiões produtoras do Sul do país, predominam solos de várzea com tendência à compactação e problemas de drenagem. De acordo com a análise, essas condições podem restringir o aprofundamento das raízes e concentrar o sistema radicular nas camadas superficiais do solo, aumentando a vulnerabilidade da cultura a oscilações na irrigação e ao aproveitamento inadequado dos nutrientes.

O documento explica que o sistema radicular do arroz possui aerênquima, tecido responsável pelo transporte de oxigênio da parte aérea para as raízes, característica que permite o desenvolvimento em áreas alagadas. No entanto, a tolerância ao excesso de água possui limites. Lâminas muito profundas ou solos com baixa porosidade podem reduzir a renovação das raízes finas e dificultar a absorção de nutrientes.

Outro ponto destacado é a influência do preparo do solo sobre o crescimento radicular. A repetição constante do preparo na mesma profundidade favorece a formação de camadas compactadas, conhecidas como “pé de grade” ou “pé de arado”, que funcionam como barreiras ao desenvolvimento das raízes. Já práticas de descompactação, quando tecnicamente recomendadas, podem ampliar o volume de solo explorado pela cultura.

O manejo da água também exerce papel fundamental. Conforme a análise, nas primeiras semanas após a semeadura ou emergência das plantas, o ideal é manter o solo úmido, mas sem alagamento permanente, favorecendo a aeração e o aprofundamento do sistema radicular. O alagamento precoce tende a concentrar as raízes nas camadas superficiais.

A fertilidade do solo é outro fator considerado estratégico para o bom enraizamento. Solos com elevada acidez e presença de alumínio tóxico apresentam raízes mais curtas e com menor capacidade de absorção. Nesse contexto, a correção química do solo, realizada com antecedência e baseada em análises laboratoriais, é apontada como uma das medidas mais importantes para ampliar o desenvolvimento radicular.

A análise também destaca a importância de nutrientes como fósforo, potássio e nitrogênio. O fósforo contribui para a formação de raízes jovens, enquanto o potássio auxilia na regulação osmótica e na resistência a estresses. Já o nitrogênio deve ser manejado de forma equilibrada, uma vez que aplicações excessivas podem estimular o crescimento da parte aérea em detrimento das raízes.

Entre as recomendações para favorecer o desenvolvimento radicular estão a avaliação prévia das condições físicas e químicas do solo, o planejamento da correção da acidez, a redução do tráfego de máquinas em condições inadequadas de umidade, a semeadura em ambiente favorável e o manejo gradual da lâmina de água após a emergência das plantas.

O estudo alerta que sistemas radiculares pouco desenvolvidos tornam a lavoura mais suscetível a falhas na irrigação, reduzem a capacidade de absorção de nutrientes, aumentam o risco de acamamento e dificultam a recuperação das plantas diante de situações adversas.

Segundo a análise, o monitoramento constante do desenvolvimento das raízes por meio de avaliações em trincheiras ou pequenas escavações pode auxiliar os produtores na identificação de problemas e na adoção de medidas corretivas ao longo do ciclo da cultura. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Fazenda pede apoio do Congresso para conter pautas com impacto fiscal, incluindo dívidas rurais


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite desta terça-feira (9) que pediu apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a condução de pautas no Congresso com impacto fiscal relevante. Entre os temas citados está o projeto de renegociação das dívidas rurais. A reunião ocorreu no início da tarde, em Brasília, em meio ao debate sobre responsabilidade fiscal e tramitação de propostas no Legislativo.

Ao deixar a sede do Ministério da Fazenda, Durigan disse a jornalistas que apresentou a Alcolumbre indicadores da economia brasileira e manifestou preocupação com projetos de lei e propostas de emenda à Constituição em análise no Congresso. Segundo o ministro, a equipe econômica busca preservar a responsabilidade fiscal diante do cenário internacional e da necessidade de coordenação entre Executivo e Legislativo.

Entre as propostas mencionadas por Durigan estão a renegociação das dívidas rurais, projetos que instituem pisos salariais nacionais para diferentes categorias profissionais e a ampliação da imunidade tributária para entidades religiosas. O ministro não detalhou os números envolvidos, o custo estimado de cada medida nem os textos específicos em tramitação.

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No caso do setor agropecuário, a renegociação de dívidas rurais tem efeito direto sobre produtores que enfrentam dificuldades financeiras e dependem de alongamento de passivos ou reestruturação de crédito. Ao mesmo tempo, a discussão fiscal influencia juros, disponibilidade de recursos e previsibilidade para o crédito rural, pontos acompanhados por produtores, cooperativas e agentes financeiros.

Durigan afirmou que pautas apresentadas inclusive por parlamentares da base aliada podem gerar pressão adicional sobre a economia se não houver avaliação do impacto nas contas públicas. Ele também citou a necessidade de diálogo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sobre a tramitação dessas matérias.

Até o momento, o Ministério da Fazenda não apresentou estimativas públicas consolidadas sobre o efeito fiscal das propostas mencionadas. Sem esse detalhamento, o alcance prático para o setor rural dependerá do avanço dos textos no Congresso e da eventual definição de critérios, prazos e condições para medidas como a renegociação das dívidas rurais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Transição energética reúne propostas sobre metas, subsídios e biocombustíveis em debate na Câmara


Transição energética reúne propostas sobre metas, subsídios e biocombustíveis em debate na Câmara

Especialistas convidados para um seminário promovido por comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9) apresentaram propostas para a transição energética no Brasil. Entre os pontos defendidos estão metas anuais, prazos vinculantes e fundos voltados à chamada justiça climática. O debate também abordou subsídios aos combustíveis fósseis, tarifa de energia e investimentos em eletricidade renovável e biocombustíveis.

No encontro, representantes de entidades ambientais e do setor regulatório discutiram instrumentos para reduzir a dependência de petróleo, carvão e gás natural. A coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo, Carolina Marçal, afirmou que o país precisa alinhar o discurso climático com as decisões sobre expansão da indústria fóssil, incluindo áreas de exploração na Margem Equatorial.

O analista do WWF Brasil, Ricardo Fuji, citou estimativa de risco de emissão de 446 milhões de toneladas de CO2 associada à exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Segundo ele, parte dos investimentos poderia ser direcionada à geração de eletricidade renovável e a biocombustíveis, tema de interesse direto para cadeias produtivas ligadas à agroenergia.

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O seminário também tratou do efeito geopolítico sobre os derivados de petróleo. De acordo com a organização 350.org Brasil, nos primeiros 50 dias da atual guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a indústria petrolífera lucrou US$ 150 bilhões. No debate, participantes relacionaram a volatilidade internacional ao custo de vida e à pressão sobre tarifas energéticas.

O diretor da 350.org Brasil, João Cerqueira, defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 219/25, que proíbe novos subsídios ao carvão, e a rejeição do PL 1371/25, que mantém esses incentivos até 2050. Representando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Leandro Moreira mencionou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 100/26, sobre responsabilidade tarifária.

Para o setor agropecuário, o debate ganha relevância porque energia, combustíveis e biocombustíveis influenciam custos operacionais, logística e processamento industrial. O seminário, porém, não detalhou estimativas específicas de impacto para produtores rurais, cooperativas ou agroindústrias.

As discussões indicam que a transição energética deve avançar junto com regras sobre subsídios, financiamento e planejamento industrial. Sem definições finais sobre os projetos em tramitação, ainda não há base técnica suficiente para mensurar efeitos objetivos no curto prazo sobre o setor agropecuário.

Fonte: camara.leg.br

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