sexta-feira, maio 29, 2026

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Café segue pressionado por safra recorde


Os contratos futuros de café seguiram pressionados na última semana, em meio à combinação de fatores macroeconômicos desfavoráveis e expectativa de avanço da colheita brasileira. Segundo análise da StoneX, o fortalecimento global do dólar, refletido no avanço do Dollar Index, voltou a pesar sobre as commodities agrícolas e pressionou moedas emergentes, incluindo o real brasileiro, que encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com alta de 3,5%, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento cambial contribuiu para ampliar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. No campo dos fundamentos, a proximidade de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal vetor de baixa para os preços, diante da perspectiva de aceleração da colheita nos próximos períodos.

O mercado também acompanhou as atualizações sobre as exportações brasileiras em abril e as novas estimativas do USDA. Esses dados reforçaram, ainda que parcialmente, a expectativa de uma produção global mais elevada no ano, o que manteve os agentes atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período. O patamar representou um novo fundo em cerca de um ano e meio, refletindo o peso das expectativas de maior oferta brasileira e do cenário externo menos favorável.

No caso do robusta, o contrato equivalente terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%. Apesar da pressão predominante, o mercado ainda observa fatores capazes de limitar perdas mais intensas, como os estoques certificados em níveis reduzidos e as atualizações das projeções para o El Niño, que seguem inspirando cautela entre os agentes.

 





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Dívida líquida do setor público atinge 67,4% do PIB em abril, diz Banco Central


Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril

A dívida líquida do setor público chegou a 67,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). O resultado superou em 0,6 ponto percentual o nível de março e estabeleceu um novo recorde da série histórica iniciada em dezembro de 2001. No mesmo período, a dívida bruta do governo geral alcançou 80,4% do PIB, maior patamar desde junho de 2021.

A informação foi apresentada pelo chefe do Departamento de Estatística do Banco Central, Fernando Rocha, ao comentar os dados fiscais do mês. Segundo ele, março já havia registrado o maior nível da série para a dívida líquida, e abril voltou a renovar essa marca.

De acordo com o Banco Central, a dívida líquida passou de 66,8% do PIB em março para 67,4% do PIB em abril. Já a dívida bruta do governo geral atingiu 80,4% do PIB, ante percentual inferior no mês anterior, e ficou próxima do nível de 80,6% observado em junho de 2021.

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A dívida líquida mede o endividamento do setor público descontados os ativos financeiros do governo. Já a dívida bruta é um dos principais indicadores usados para acompanhar a trajetória fiscal do país e a percepção de risco da economia. O trecho divulgado não detalha os fatores específicos que levaram à alta em abril, nem apresenta a decomposição completa do movimento.

Do ponto de vista econômico, a evolução desses indicadores fiscais é acompanhada de perto por agentes de mercado e setores dependentes de financiamento. No agronegócio, o ambiente de dívida pública elevada pode influenciar expectativas para juros, custo de capital e condições de crédito, com reflexos sobre investimentos, custeio e capital de giro de produtores e empresas da cadeia.

Sem a abertura completa dos componentes de abril, não é possível definir, com base apenas nos dados apresentados, o peso de cada fator sobre a alta do endividamento. Ainda assim, o novo recorde da dívida líquida mantém o quadro fiscal no centro do monitoramento de mercado, setor produtivo e tomadores de crédito.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE


PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária subiu 2,0% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o avanço foi de 0,7%. No mesmo período, o PIB total do Brasil cresceu 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% em relação a um ano antes.

Os números fazem parte das Contas Nacionais Trimestrais e indicam que a agropecuária teve desempenho superior ao da economia brasileira na comparação dessazonalizada entre trimestres. O resultado reforça o peso do setor na composição da atividade econômica no início de 2026, em um contexto de crescimento também na indústria e nos serviços.

Entre os demais segmentos, o PIB da indústria avançou 1,0% ante o quarto trimestre de 2025. Dentro do setor, a atividade extrativa mineral subiu 3,6% e a construção cresceu 2,9%, enquanto a indústria de transformação registrou alta de 0,1%. Já eletricidade e gás, água e esgoto recuaram 0,3% no período.

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Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB industrial teve alta de 1,6%. Nessa base de comparação, a atividade extrativa avançou 13,1%, a construção cresceu 1,3% e a transformação subiu 0,7%, enquanto eletricidade e gás, água e esgoto caíram 1,7%.

O setor de serviços, que responde por cerca de 70% da economia brasileira, cresceu 0,5% ante os três meses anteriores e 2,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Os dados divulgados pelo IBGE não detalham, neste recorte apresentado, quais atividades agropecuárias específicas contribuíram para o avanço de 2,0% no trimestre. Esse detalhamento é necessário para identificar com maior precisão o peso de culturas agrícolas, pecuária e outras atividades na composição do resultado.

Com o avanço trimestral de 2,0%, a agropecuária iniciou 2026 acima do ritmo do PIB total do país. A extensão desse movimento ao longo do ano dependerá dos próximos levantamentos do IBGE e de informações complementares sobre produção, clima e desempenho das cadeias agropecuárias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES abre linha de até R$ 21,2 bilhões para renovar frota de caminhões e ônibus


BNDES abre linha de até R$ 21,2 bilhões para renovar frota de caminhões e ônibus

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta sexta-feira (29) o protocolo para pedidos de financiamento do BNDES Mais Mobilidade, linha de crédito de até R$ 21,2 bilhões voltada à renovação da frota de veículos pesados no país. A operação faz parte do programa Move Brasil 2 e será realizada por agentes financeiros credenciados. A medida abrange caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o BNDES, do total autorizado, R$ 14,5 bilhões virão de recursos da União, via Tesouro Nacional, e até R$ 6,7 bilhões serão do próprio banco. O programa reserva R$ 2 bilhões para ônibus e micro-ônibus e outros R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associadas a cooperativas.

Podem acessar a linha transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8. No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, permitidos apenas para autônomos e cooperados, os veículos devem ter sido fabricados a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e cumprir critérios de rastreabilidade fiscal.

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Os prazos variam conforme o perfil do tomador. Para transportadores autônomos, o financiamento pode chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas de transporte de cargas, o prazo é de até 60 meses, com até 6 meses de carência. No transporte de passageiros, o prazo também pode alcançar 120 meses. As taxas podem ficar próximas de 13% ao ano, segundo as regras divulgadas pelo banco, e o limite é de até R$ 50 milhões por cliente.

O histórico recente indica demanda por esse tipo de crédito. Entre 30 de dezembro de 2025 e 18 de maio de 2026, o programa anterior de renovação de frota consumiu mais de R$ 9,7 bilhões, em 8.444 operações, com 15,6 mil caminhões financiados. Para o agronegócio, que depende majoritariamente do transporte rodoviário para insumos e escoamento da produção, a medida pode influenciar a renovação de veículos usados em rotas de grãos, proteína animal, açúcar, etanol e produtos perecíveis. O efeito sobre custo logístico, porém, dependerá da adesão ao programa, da oferta de crédito pelos agentes e das condições finais de contratação.

Os pedidos devem ser feitos nas instituições financeiras credenciadas, já que o BNDES não opera diretamente com o cliente final nessa modalidade. O prazo para protocolo vai até quinta-feira (28 de agosto de 2026), e a comunicação da contratação ao banco deve ocorrer até segunda-feira (28 de setembro de 2026). O programa poderá ser encerrado antes, caso os recursos disponíveis se esgotem.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Colheita de soja na Argentina avança para 84,6% e milho chega a 34,7%


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita de soja na Argentina alcançou 84,6% da área apta na última semana, com avanço de 10 pontos porcentuais em relação à semana anterior, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O ritmo está 10 pontos porcentuais à frente da temporada passada e 8 pontos porcentuais acima da média dos últimos cinco anos. No milho, os trabalhos chegaram a 34,7% da área, com avanço semanal de 1,8 ponto porcentual.

De acordo com a bolsa, a produtividade média nacional da soja está em 3,23 toneladas por hectare. O resultado é o segundo maior já registrado para a cultura no país, atrás apenas da safra 2018/19. Com esse desempenho, a estimativa de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.

No milho, o avanço da colheita segue mais lento. A retirada do cereal alcançou 34,7% da área apta, ainda com atraso de 5,8 pontos porcentuais na comparação com a temporada anterior. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que, com a soja em fase final de colheita em grande parte da área agrícola, o ritmo do milho passa a depender principalmente da redução da umidade dos grãos.

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O rendimento médio nacional do milho está em 8,44 toneladas por hectare, e a projeção de produção foi mantida em 64 milhões de toneladas. Os dados indicam manutenção do potencial produtivo, apesar da evolução mais lenta dos trabalhos no campo.

A entidade também informou que o plantio do trigo 2026/27 atingiu 14,2% da área prevista de 6,5 milhões de hectares. Na comparação com a média histórica, o avanço é de 5,6 pontos porcentuais.

Os números da Argentina são acompanhados pelo mercado de grãos porque o país tem peso relevante na oferta global de soja, milho e trigo. Esse quadro ajuda a compor as referências de oferta regional e internacional observadas por produtores, exportadores e agentes do mercado.

Até o momento, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve inalteradas as estimativas para soja e milho. Novas revisões dependerão do avanço efetivo da colheita, da confirmação dos rendimentos nas áreas restantes e das condições para continuidade dos trabalhos no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa destaca feijão-guandu BRS Guatã para controle de nematoides


Embrapa destaca feijão-guandu BRS Guatã para controle de nematoides

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou, no Prosa Rural da 1ª semana de junho de 2026, a cultivar de feijão-guandu BRS Guatã como uma alternativa para o controle natural de nematoides e para uso em sistemas agropecuários. Segundo a instituição, a leguminosa tem duplo propósito e pode contribuir tanto para a agricultura quanto para a pecuária. O conteúdo foi divulgado para todas as regiões do país.

De acordo com a Embrapa, a BRS Guatã consegue atuar no controle natural de cinco espécies de nematoides, grupo de organismos que causa perdas produtivas em diferentes culturas agrícolas no Brasil. O tema foi tratado em entrevista com os pesquisadores Frederico de Pina Matta e Patrícia Anchão Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste, unidade localizada em São Carlos, no interior de São Paulo.

A instituição informou que a cultivar é considerada de duplo propósito, característica que amplia seu uso em propriedades com integração entre produção vegetal e animal. Além do foco fitossanitário, a BRS Guatã também foi apresentada como uma alternativa para enfrentar períodos prolongados de seca, condição que tem se repetido com maior frequência em várias regiões produtoras.

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Do ponto de vista técnico, o uso de leguminosas em sistemas produtivos pode estar associado à diversificação de áreas, cobertura do solo e manejo biológico de problemas fitossanitários. No caso da BRS Guatã, a informação disponível destaca principalmente o potencial no controle de nematoides e sua adaptação a condições climáticas mais restritivas.

A Embrapa não detalhou, no material informado, quais são as cinco espécies de nematoides alcançadas, nem apresentou dados de produtividade, recomendação regional, nível de redução populacional ou protocolo de uso em consórcio, rotação ou formação de pastagem. Essas informações são relevantes para a adoção técnica em escala comercial e dependem de orientação específica.

Com base nas informações divulgadas pela Embrapa, a BRS Guatã surge como uma opção de manejo com aplicação potencial em áreas agrícolas e pecuárias. A avaliação prática do material, porém, exige dados complementares sobre sistema de produção, ambiente de cultivo e resposta agronômica em cada região antes de decisões operacionais no campo.

Fonte: embrapa.br

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Reajuste anual do PNAE será debatido em audiência na Câmara


Reajuste anual do PNAE será debatido em audiência na Câmara

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza na terça-feira (2), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a criação de um mecanismo de reajuste automático anual no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O debate também deve tratar do monitoramento e do controle social do programa durante a transição dos sistemas de prestação de contas. O local da reunião ainda não havia sido definido até a divulgação da convocação.

O pedido para a audiência foi apresentado pelo deputado Padre João (PT-MG). Segundo o parlamentar, a ausência de regras para atualização periódica dos valores per capita do PNAE deixa a alimentação escolar exposta à alta dos preços dos alimentos, o que pode comprometer a oferta de refeições adequadas aos estudantes da rede pública.

O parlamentar também afirma que há limitações no acompanhamento da execução do programa durante o período de transição dos sistemas de prestação de contas, processo que, de acordo com o requerimento, se estende há cerca de três anos. A audiência será interativa, com participação de convidados e envio de perguntas pelo público.

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Do ponto de vista setorial, o debate alcança a cadeia de abastecimento de alimentos vinculada às compras públicas. O PNAE é uma política de escala nacional e tem interface com a produção agropecuária, inclusive porque a legislação do programa prevê a destinação mínima de 30% dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a compra de gêneros alimentícios da agricultura familiar, quando houver oferta e condições de fornecimento.

Nesse contexto, a discussão sobre reajuste automático dos valores pode influenciar o poder de compra do programa diante da inflação dos alimentos. Já o tema do controle social e da transparência afeta a execução dos recursos e a previsibilidade das aquisições. O texto de convocação da audiência, no entanto, não informa proposta de índice de correção, estimativa de impacto orçamentário nem eventuais prazos para adoção da medida.

A audiência deve aprofundar a discussão sobre atualização dos repasses e fiscalização da execução do PNAE, mas os efeitos práticos para fornecedores e gestores dependerão de eventuais propostas formais, definição de índice de reajuste e encaminhamentos posteriores no Congresso e nos órgãos responsáveis pelo programa.

Fonte: camara.leg.br

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Dirigente do Fed diz que juros dos EUA estão em boa posição e cita guerra como incerteza


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta-feira (29) que a política monetária dos Estados Unidos está “em uma boa posição”. Em entrevista à Fox Business, a dirigente disse estar “cautelosamente otimista” com a economia norte-americana, mas destacou que a duração do conflito envolvendo o Irã e seus efeitos sobre os preços da energia seguem entre as principais incertezas do cenário.

As declarações ocorrem em um momento em que dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, acompanham os efeitos da alta recente do petróleo sobre a inflação e a atividade econômica. Segundo Daly, uma das perguntas centrais para a autoridade monetária é por quanto tempo a guerra com o Irã pode se prolongar e por quanto tempo os preços de energia permanecerão elevados.

O tema é acompanhado pelo mercado porque custos de energia mais altos podem dificultar o processo de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Em um ambiente como esse, a condução dos juros tende a permanecer mais cautelosa, já que o Fed busca calibrar o ritmo da economia sem reacender pressões inflacionárias.

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Para o público do agronegócio, o assunto tem relevância por afetar variáveis macroeconômicas que influenciam o setor, como dólar, preços internacionais de combustíveis e custos logísticos. Alterações nessas referências podem atingir despesas com transporte, frete e energia, além de interferir na competitividade de produtos exportados. O conteúdo original, porém, não apresenta estimativas numéricas sobre esses efeitos específicos.

Daly também mencionou a inteligência artificial (IA) como um vetor com potencial para elevar a produtividade da economia. Segundo a dirigente, os formuladores de política monetária precisam monitorar tanto os riscos quanto os possíveis ganhos associados à adoção da tecnologia.

No curto prazo, o foco do mercado segue na trajetória da inflação, nos preços da energia e na evolução do conflito no Oriente Médio. Sem novas sinalizações quantitativas do Fed nesta sexta-feira (29), o alcance de eventuais efeitos sobre câmbio, combustíveis e cadeias produtivas dependerá dos próximos dados econômicos e do cenário geopolítico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE revisa alta do PIB do 4º trimestre de 2025 para 0,3%


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou, nesta sexta-feira (29), a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 frente ao terceiro trimestre do mesmo ano, de alta de 0,1% para avanço de 0,3%. Na mesma divulgação das Contas Nacionais Trimestrais, o instituto informou que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a alta foi de 1,8%.

A revisão do dado do fim de 2025 foi publicada junto com os resultados dos três primeiros meses de 2026. Com a atualização, o IBGE elevou em 0,2 ponto percentual o desempenho do quarto trimestre de 2025 na série com ajuste sazonal, usada para comparar períodos consecutivos.

Já no início de 2026, o avanço de 1,1% ante o trimestre imediatamente anterior indica aceleração do nível de atividade em relação ao resultado revisado do fim do ano passado. Na base interanual, o crescimento de 1,8% mostra expansão em relação ao mesmo período de 2025.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O PIB reúne o valor de bens e serviços produzidos no país e funciona como uma das principais referências para avaliar o ritmo da economia. Para o público do agronegócio, esse indicador é acompanhado porque influencia expectativas de demanda, investimento, renda, consumo de alimentos e condições gerais de financiamento, embora o material informado até aqui não detalhe, neste recorte, o desempenho específico da agropecuária, da indústria e dos serviços.

O conteúdo divulgado também não apresenta, no trecho disponível, a abertura por componentes da demanda, como consumo das famílias, investimentos e setor externo. Sem esse detalhamento, não é possível atribuir o resultado a uma cadeia produtiva específica ou medir, de forma isolada, os efeitos imediatos sobre o setor rural.

Com a revisão do quarto trimestre de 2025 e a divulgação do avanço de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, o dado reforça a importância de acompanhar a abertura setorial das Contas Nacionais para avaliar, com base técnica, o comportamento da agropecuária e das demais atividades ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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FPA pressiona Camex após adiamento de medida antidumping sobre leite do Mercosul


Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação

A decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), nesta quinta-feira (28), de adiar a aplicação imediata de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de representantes do setor leiteiro. O colegiado reconheceu a existência de dumping, mas informou que a medida será reavaliada diante de possíveis efeitos sobre a inflação de alimentos e sobre o ambiente diplomático no Mercosul.

A investigação foi conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo o conteúdo informado, a apuração apontou margens de dumping superiores a 60% nas exportações analisadas de Argentina e Uruguai para o mercado brasileiro. O processo foi aberto no fim de 2024 após pedido apresentado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com a CNA, o leite em pó importado chega ao Brasil com preços até 53% inferiores aos praticados nos países de origem. A entidade atribui essa diferença a subsídios, incentivos fiscais e políticas de apoio adotadas pelos países vizinhos.

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O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o reconhecimento técnico do dumping sem a aplicação imediata das tarifas amplia a insegurança para a cadeia leiteira. Já a deputada Ana Paula Leão (PP-MG), vice-presidente da FPA para a região Sudeste, defendeu acompanhamento permanente do tema no Congresso e debate sobre competitividade, crédito e custos de produção.

Segundo representantes do setor citados no conteúdo, produtores de estados como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina relatam receber menos de R$ 2 por litro, enquanto os custos superam R$ 2,40 por litro. Após a apresentação desses dados, a avaliação do setor é que o avanço das importações pressiona margens, reduz renda no campo e afeta pequenos e médios produtores.

A FPA também informou ter aprovado uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) na Comissão de Agricultura da Câmara para apurar operações de importação no setor.

Uma nova reunião da Camex está prevista para quarta-feira (25 de junho), quando poderá haver nova deliberação sobre a adoção efetiva das medidas antidumping. Até lá, o cenário regulatório permanece em aberto, sem definição final sobre tarifas e sem detalhamento adicional dos critérios que orientarão a decisão.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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