sábado, junho 27, 2026

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Friboi abre mais de 30 vagas de emprego em Andradina (SP); veja como se candidatar


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A unidade da Friboi de Andradina (SP) anunciou a abertura imediata de 34 vagas de emprego.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o gerente de Recursos Humanos da empresa, Ricardo Toló, informou que as oportunidades são para o complexo industrial da cidade, conhecida como a “Terra do Rei do Gado”.

A maioria das funções não exige experiência prévia, pois a Friboi oferece capacitação técnica aos novos colaboradores. Para facilitar o acesso dos moradores da região, a empresa organizou um mutirão de contratações, que ocorrerá na próxima segunda-feira (25) na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Castilho (SP), localizada na Avenida José Luciano Pereira, nº 385. O evento começará às 8h00.

Confira mais detalhes:

Como se candidatar

Os interessados podem enviar o currículo para o endereço eletrônico oficial (curriculo@friboi.com.br) ou pelo WhatsApp (18) 3702-7557. Também é possível comparecer diretamente à portaria da unidade da Friboi em Andradina, que fica próxima à Rodovia Marechal Rondon e ao Hotel Roda d’Água.

As oportunidades estão distribuídas em diversos setores da planta industrial, que atualmente emprega mais de 2.500 colaboradores diretos. O complexo engloba três frentes integradas de negócio: o frigorífico tradicional (abate e processamento), a fábrica de carne enlatada e a linha de cortes porcionados.

As oportunidades estão distribuídas em diversos setores da planta industrial, abrangendo as seguintes funções:

  • Assistente de laboratório (1 vaga)
  • Assistente de logística (1 vaga)
  • Auxiliar de cozinha (1 vaga)
  • Operador de armazenagem e expedição (5 vagas)
  • Operador de higienização (1 vaga)
  • Operador de produção (15 vagas)
  • Refilador (10 vagas)

Suporte aos trabalhadores

A Friboi disponibiliza transporte próprio por meio de ônibus fretados que atendem diariamente a seis ou sete cidades vizinhas, incluindo Castilho. A empresa também é reconhecida como uma “Unidade Certificada Educadora”, focando na formação de operadores de linha de produção em futuros líderes e gerentes industriais através de programas de desenvolvimento interno.

A abertura dessas 34 vagas reforça o papel social do agronegócio no interior do país. Para quem busca estabilidade e deseja se especializar gratuitamente em uma multinacional, a unidade de Andradina representa uma boa oportunidade. Os candidatos devem se preparar e levar a carteira de trabalho e currículo para a seleção.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Capacitação em Lages prepara equipes do Saúde no Campo para atuação na Serra


Os técnicos do Programa Saúde no Campo da serra catarinense participaram nesta semana de uma capacitação promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). O objetivo foi alinhar procedimentos, aprofundar conhecimentos técnicos e fortalecer a atuação das equipes responsáveis pela execução da iniciativa.

O encontro, já realizado nas demais regiões do Estado, marca mais uma etapa da expansão do Programa, que passou a atender neste ano todo o território catarinense após os resultados positivos obtidos no projeto-piloto desenvolvido no Meio Oeste. A capacitação promoveu a integração entre os supervisores, detalhou as etapas operacionais e reforçou as atribuições de cada integrante da equipe. 

O Saúde no Campo é uma iniciativa do Senar Nacional, executada em Santa Catarina pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com os Sindicatos Rurais. Na serra catarinense, a capacitação reuniu 14 técnicos em saúde, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, que atuarão no atendimento a 420 famílias de produtores rurais da região. 

Serão contemplados os municípios de Anita Garibaldi, Celso Ramos, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Lages, Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici, Bocaina do Sul, Bom Retiro, Alfredo Wagner, Correia Pinto, Ponte Alta, São Cristóvão do Sul, Curitibanos, Frei Rogério, Santa Cecília, Timbó Grande, Otacílio Costa, São José do Cerrito, Palmeira, Bom Jardim da Serra e São Joaquim. 

A coordenadora do Saúde no Campo em SC, Gisele Kraieski Knabben, destacou que o alinhamento técnico contribui para a padronização dos atendimentos e para o fortalecimento da atuação nos territórios rurais. “A iniciativa tem grande importância para a qualidade de vida das famílias rurais, pois leva informação, orientação e práticas de prevenção em saúde para quem vive e trabalha no meio rural. Já temos importantes relatos que demonstram o quanto o Programa foi essencial para o diagnóstico precoce e a qualidade de vida de famílias que participaram do projeto piloto no Meio Oeste”. 

O presidente do Sindicato Rural de Lages, Marcio Pamplona, ressaltou a importância da iniciativa e destacou as boas expectativas para os resultados na região. “O Saúde no Campo representa um avanço significativo para as famílias do meio rural, especialmente porque aproxima o cuidado e a orientação em saúde das comunidades que muitas vezes têm dificuldade de acesso a esse tipo de atendimento”.

De acordo com a supervisora regional do Senar/SC, Stephanye Fanton, a próxima etapa contempla as visitas de cada equipe ao Sindicato Rural base de atendimento, momento no qual serão feitas as apresentações da equipe de trabalho aos representantes dos produtores rurais, bem como a assinatura do termo de parceria com as Secretarias de Saúde dos municípios abrangidos. As visitas iniciam no mês de junho de 2026.

Segundo Stephanie, as expectativas para a execução das ações são positivas. “Toda a equipe está muito bem alinhada e organizada para executar as ações.  A região espera com muita expectativa o início das atividades do Programa. Estamos contentes por poder chegar aos nossos produtores com ações educativas e preventivas que atendam o produtor e o trabalhador rural, zelando pelo que é mais valoroso dentro da propriedade: a vida de quem produz. ”

IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA 

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antonio Zanluchi, ressaltou que, assim como a ATeG contribuiu para a evolução das propriedades rurais, o Saúde no Campo leva informação qualificada, prevenção e cuidado às famílias, com impacto direto no bem-estar e na qualidade de vida em todas as regiões catarinenses.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a expansão do Programa para todo o Estado reflete a confiança nos resultados alcançados na fase inicial. Segundo ele, o Saúde no Campo tem potencial para promover transformações semelhantes às já alcançadas pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).





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Ministro cita novos leilões portuários e concessão da Hidrovia do Paraguai


Ministério mantém cronograma de leilão de hidrovias no Norte

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou neste sábado (23), durante fórum realizado no Guarujá (SP), que a pasta prevê realizar novos leilões no setor portuário em 2026 e avançar na concessão da Hidrovia do Paraguai. Segundo ele, a agenda faz parte da estratégia de expansão da infraestrutura logística do país. O evento reuniu representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor para discutir desenvolvimento e competitividade.

No painel sobre portos e hidrovias, Franca declarou que o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha com uma carteira de leilões para ampliar a capacidade da infraestrutura nacional. De acordo com a fala do ministro, três leilões portuários já foram realizados neste ano e outros 13 estão previstos. No material de divulgação do evento, porém, também aparece a referência a uma faixa de 13 a 15 leilões em 2026, sem detalhamento adicional sobre a diferença.

O ministro também citou a concessão da Hidrovia do Paraguai, apresentada como a primeira iniciativa do tipo no setor hidroviário. A hidrovia é uma rota relevante para o transporte de cargas de baixo custo por longas distâncias, com potencial de ampliar alternativas logísticas para produtos agropecuários e insumos, especialmente em regiões com integração aos corredores de exportação.

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Dados informados pelos ministérios de Portos e Aeroportos e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que os complexos portuários brasileiros respondem por cerca de 95% das exportações e importações do país. Para o agronegócio, esse dado é central porque o desempenho dos portos afeta o fluxo de soja, milho, açúcar, carnes, fertilizantes e combustíveis, além de custos de armazenagem, frete e tempo de embarque.

No mesmo encontro, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir mercado adicional para o Brasil. Segundo ele, com base em estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as exportações brasileiras podem crescer 17% nos próximos 15 anos. O material divulgado, no entanto, não detalha quais cadeias produtivas seriam mais beneficiadas nem os prazos operacionais das concessões mencionadas.

A ampliação de leilões portuários e o avanço de concessões hidroviárias tendem a permanecer no centro da agenda logística em 2026. Para o setor agropecuário, o efeito prático dependerá da execução dos projetos, dos cronogramas de investimento, da segurança regulatória e da capacidade de reduzir custos no transporte até os portos. Até o momento, o governo não apresentou no material divulgado os editais completos nem estimativas consolidadas de impacto por cadeia produtiva.

Fonte: gov.br

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Embrapa lança cultivar de soja tolerante a nematoides e com alto potencial produtivo


Soja, Brasil, USDA
Foto: Soja

A Embrapa Cerrados lançou, durante a AgroBrasília 2026, a cultivar de soja BRS 7583. O novo material foi desenvolvido para produtores do Planalto Central e se destaca pelo alto potencial produtivo e pela resistência a nematoides de galha.

Segundo a Embrapa, a nova soja é convencional, ou seja, não transgênica, característica que pode abrir espaço em mercados específicos no exterior. De acordo com o pesquisador André Pereira, produtores podem receber bônus de até 30% em nichos que demandam soja livre de transgênicos.

A cultivar apresenta rendimento superior a 70 sacas por hectare, podendo ultrapassar 90 sacas em algumas regiões. O material é recomendado para áreas de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal.

Os pesquisadores destacam ainda que a planta possui boa resistência ao acamamento, estabilidade produtiva e menor necessidade de defensivos agrícolas, fator considerado importante diante dos custos elevados de produção.

Durante a feira, os visitantes também conheceram a cultivar BRS 8282, desenvolvida com alta concentração de ácido oleico. Segundo a Embrapa, o diferencial permite a produção de um óleo com qualidade semelhante aos chamados óleos especiais, como azeite de oliva e óleo de uva, além de maior estabilidade para fritura e biodiesel.

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Edital do Tecon Santos 10 precisa sair até agosto para leilão ocorrer em 2026, diz ministro


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos precisa publicar entre julho e agosto o edital de concessão do terminal Tecon Santos 10 para viabilizar o leilão ainda em 2026, afirmou o ministro Tomé Franca neste sábado (23), no Guarujá (SP). O projeto prevê R$ 6,4 bilhões em investimentos para ampliar a estrutura portuária em Santos. As regras da licitação ainda passam por revisão após impasse sobre quais empresas poderão disputar o ativo.

Segundo o ministro, a prioridade da pasta é manter o cronograma do projeto e realizar o leilão ainda neste ano. A declaração foi dada após participação em evento no litoral paulista. O terminal é tratado pelo ministério como um dos principais projetos de infraestrutura portuária em análise no país.

A modelagem do leilão está em discussão entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Casa Civil, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). No centro do debate estão as restrições à participação de grandes armadores e de empresas que já operam contêineres no porto de Santos.

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TCU e Antaq defendem limitações para evitar concentração no terminal. Empresas de navegação reagiram à proposta e questionaram a medida na Justiça, sob o argumento de que a restrição reduz a concorrência. De acordo com o ministro, uma das alternativas em análise é permitir a participação ampla, com exigência de venda de operações antigas em Santos caso o vencedor já atue no complexo portuário.

Para o setor produtivo, a definição do edital é acompanhada com atenção porque o porto de Santos concentra parcela relevante da movimentação logística brasileira. Embora o material disponível não detalhe quais cadeias agroindustriais poderão ser diretamente atendidas pelo novo terminal, mudanças na capacidade portuária e nas regras de operação podem influenciar custos, fluxo de cargas conteinerizadas e competitividade de exportadores e importadores, incluindo segmentos ligados a alimentos processados e insumos.

Tomé Franca afirmou que as posições apresentadas por TCU e Antaq têm amparo técnico e que a discussão está dentro do cronograma. Até a publicação do edital, porém, seguem em aberto pontos centrais da modelagem, o que limita uma avaliação mais precisa sobre o alcance operacional e os efeitos do projeto sobre cadeias específicas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aprosoja Brasil realiza congresso para discutir geopolítica e mercado de grãos em Brasília


soja sobre pano
Foto: Pixabay

A Aprosoja Brasil e as 16 Aprosojas estaduais promovem, no dia 3 de junho, em Brasília, a segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja (II CBPS). O encontro terá como foco os impactos da geopolítica mundial e os desafios e oportunidades para o mercado brasileiro de grãos.

A programação começa às 8h e contará com a participação de lideranças da Aprosoja, representantes do Ministério da Agricultura, parlamentares, entidades do agronegócio e especialistas do setor. Durante a abertura política, será entregue o Prêmio Mérito Legislativo a parlamentares ligados ao apoio à cultura da soja. Também será lançado o livro “Plantando Histórias, Colhendo Conquistas”, que relembra os 36 anos de atuação da entidade nacional.

Um dos destaques do evento será o painel sobre geopolítica, marcado para 9h30, com participação do economista Marcos Troyjo, do consultor político João Henrique Hummel e mediação do professor Daniel Vargas, da Fundação Getulio Vargas.

Às 11h, o painel Mercado de Grãos vai discutir o aumento dos custos de produção e as perspectivas para a próxima safra. Participam o pesquisador Mauro Osaki e o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira. A mediação será da jornalista Carla Mendes.

No período da tarde, associados das Aprosojas estaduais participarão de reuniões internas para discutir as pautas estratégicas da entidade para os próximos quatro anos.

Ao longo do evento, o Caminhão de Boas Práticas Agrícolas ficará aberto à visitação no espaço externo. Técnicos da Corteva Agriscience vão apresentar informações sobre a Cartilha de Pragas Quarentenárias, desenvolvida em parceria com a Aprosoja Brasil.

O encerramento, previsto para 17h30, terá palestra do economista e biólogo Richard Rasmussen, que falará sobre as vantagens competitivas do Brasil na produção de alimentos e energia limpa.

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AgroNewsPolítica & Agro

Dívida rural pode dobrar no RS, alerta Farsul


A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 medidas consideradas estruturais para a securitização da dívida rural em debate no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, que propõe medidas relacionadas ao PL 5.122, afirmou que o estoque de dívidas em situação crítica no campo gaúcho já soma R$ 171 bilhões e pode dobrar nos próximos 12 meses.

Entre os principais pontos apresentados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul estão a definição de um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central, atualmente estimada em 8,5% ao ano, além de prazo mínimo de 15 anos para pagamento e período de carência antes da primeira parcela. Para a entidade, juros em patamares de dois dígitos tornam inviável uma securitização sustentável, enquanto prazos menores acabam comprometendo o fluxo de caixa do produtor rural.

A Federação também defende que a proposta contemple dívidas fora do sistema financeiro tradicional, incluindo operações realizadas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas. Outro ponto defendido é a inclusão das chamadas operações “mata-mata”, quando produtores contrataram novos financiamentos para quitar dívidas anteriores. Segundo a entidade, a data de corte para enquadramento deve ser fixada, no mínimo, em 30 de abril de 2026, abrangendo ainda renegociações realizadas por meio da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Sobre as fontes de financiamento para a medida, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul afirmou que não possui preferência por um mecanismo específico, mas defende que a solução tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é citado pela entidade como uma alternativa adequada. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.

Prestes a completar 100 anos — a Federação foi fundada em 1927 —, a entidade afirma que os 12 pilares apresentados são resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e sustenta que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. Segundo a carta, o atual cenário de endividamento é consequência de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul declarou ainda que permanece “aberta ao diálogo e à negociação” e direcionou apelos a parlamentares e à sociedade. “Estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês”, afirma o documento. Em outro trecho, a entidade conclui: “O campo não pede privilégio; pede condição”.





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Ministro prevê mais 15 leilões de portos até o fim de 2026


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou neste sábado (23) que estão previstos mais 15 leilões de infraestrutura portuária até o fim de 2026. A declaração foi feita durante fórum da Esfera, no Guarujá (SP), após a concessão, em fevereiro, de três terminais em Santana (AP), Natal (RN) e Porto Alegre (RS). Segundo o ministro, o cronograma inclui áreas estratégicas em portos como Santos (SP), Itajaí (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Sebastião (SP).

Entre os projetos citados, o principal é o terminal Tecon Santos 10, no Porto de Santos. De acordo com o ministro, o empreendimento tem previsão de R$ 6,4 bilhões em investimentos e capacidade adicional estimada em 50%. O detalhamento completo do cronograma, com datas de cada certame e perfil das cargas atendidas, não foi informado na declaração.

A nova rodada de leilões ocorre na sequência das concessões realizadas em fevereiro, quando três terminais foram arrematados em diferentes regiões do país. O ministério também relacionou o avanço dos projetos portuários a uma carteira mais ampla de concessões em transportes, incluindo aeroportos, rodovias e ferrovias.

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Para o agronegócio, a ampliação e a modernização de terminais portuários têm relação direta com a eficiência logística. Portos são parte central do escoamento de soja, milho, açúcar, carnes, celulose e café, além da entrada de fertilizantes e outros insumos. Ganhos de capacidade, armazenagem e movimentação podem reduzir gargalos operacionais e melhorar o fluxo de exportação, sobretudo em corredores com alta concentração de cargas.

Tomé Franca afirmou que o ambiente regulatório e a previsibilidade das regras são fatores observados pelos investidores nas concessões. Em fala no evento, o ministro disse que a segurança jurídica é elemento relevante para a participação privada nos leilões.

O impacto efetivo dos projetos para cadeias produtivas específicas dependerá, contudo, da localização dos terminais, do tipo de carga atendida, da integração com ferrovias e rodovias e do ritmo de execução dos investimentos previstos.

A nova etapa de concessões indica continuidade na agenda de expansão portuária, mas a dimensão prática para o setor agropecuário ainda depende da publicação dos editais, das regras de cada leilão e da capacidade de os projetos melhorarem o escoamento em rotas estratégicas de exportação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Resolução endurece regras para desmate legal no Brasil; saiba mais


Foto: Canva

Em mais um episódio do quadro “Direito Agrário”, no programa Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental, Pedro Puttini Mendes, abordou a entrada em vigor da Resolução nº 510 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A nova norma padroniza e endurece os critérios para a emissão da Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), o pedido de desmate legal.

A resolução transforma os processos textuais em sistemas 100% digitais, georreferenciados e auditáveis, vinculando a abertura de novas áreas à regularidade absoluta do imóvel rural. A principal exigência agora é que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) esteja completamente regularizado para a avaliação de qualquer pedido de desmate.

Confira:

Novas exigências para o cadastro ambiental rural

O imóvel rural deve estar com o cadastro ativo, sem pendências ou notificações não respondidas. Além disso, a localização da Reserva Legal (RL) e das Áreas de Preservação Permanente (APP) deve estar validada pelo órgão estadual competente. A análise do CAR deve respeitar legislações restritivas específicas de cada bioma, como as normas para o Pantanal.

O órgão ambiental tem um prazo de até 90 dias para concluir a análise do pedido. Se houver atraso, é necessário justificar tecnicamente a demora. A era dos pedidos genéricos baseados apenas em memoriais descritivos textuais chegou ao fim. O processo de desmate legal agora é geográfico e de acesso público.

Autorização e novas tecnologias

Os produtores devem apresentar polígonos georreferenciados exatos (arquivos em formato shapefile) da área que desejam abrir, além de um inventário florestal e cálculo do volume de madeira. Todas as autorizações emitidas são centralizadas no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), permitindo que qualquer cidadão baixe o mapa do polígono autorizado na internet.

Com a nova resolução, as licenças ambientais agora possuem uma validade estrita de 12 meses, podendo ser prorrogadas apenas uma vez por igual período. Para casos que exigem Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), o prazo para o desmate está vinculado ao cronograma de implantação da licença do empreendimento.

Regras para áreas paradas e cuidados necessários

A resolução também estabelece critérios para áreas que ficaram paradas e acumularam vegetação secundária. Se a interrupção do uso do solo foi de até cinco anos, a limpeza da área pode dispensar nova autorização, desde que seja comprovado o uso consolidado anterior. É proibido emitir autorizações para imóveis com CAR suspenso ou cancelado, ou com inconsistências graves no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

As prefeituras só podem emitir licenças de supressão se comprovarem ter corpo técnico habilitado e estrutura administrativa para fiscalizar o processo. Para evitar problemas, Mendes alerta sobre a importância da organização antecipada, recomendando a revisão do sistema do CAR e a contratação de uma equipe técnica qualificada para evitar pendências e garantir a validade da licença.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Colheita do café avança lentamente e atinge 9% da safra, aponta consultoria


grãos de café torrado
Foto: Pixabay

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento. Segundo o levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado, até 20 de maio, apenas 9% da produção nacional havia sido colhida.

O percentual fica abaixo dos 13% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 14% para esta época da temporada. Segundo a consultoria, a lentidão dos trabalhos está relacionada à maior umidade e à maturação mais lenta das lavouras em diversas regiões produtoras.

O café canéfora, que inclui conilon e robusta, apresenta atraso mais expressivo. A colheita alcançou 13% da produção, contra 20% em igual período de 2025 e 22% na média dos últimos cinco anos.

A principal exceção é Rondônia, onde a colheita do robusta avançou com mais intensidade nas últimas semanas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, os trabalhos no estado já atingem, em média, 36%, chegando a 40% em algumas regiões produtoras.

No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de canéfora, o ritmo segue mais moderado, com cerca de 10% da colheita concluída. Apesar disso, o clima é considerado favorável às atividades no campo. A consultoria destaca ainda melhora gradual no rendimento das lavouras mais novas e com maior potencial produtivo.

Já no café arábica, a colheita alcança 7% da produção nacional, também abaixo dos 9% registrados no mesmo período do ano passado e inferior à média histórica para a época.

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