sábado, junho 27, 2026

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Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa


Homem agachado sobre terra seca
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso.

O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

  • Ter que arcar com um custo maior de vida – 53%
  • Problemas de saúde física – 45%
  • Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%
  • Adoecimento mental – 32%
  • Perda de renda – 17%
  • Perda de emprego – 10%

A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).

A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores.

“Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também”, complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo.

O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).

Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar.

De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

A pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”.

As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.

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Irmãos transformam pequena propriedade no Paraná em potência da avicultura


Família de avicultores do interior do Paraná
Foto: Canal Rural/Interligados

A avicultura mudou definitivamente o destino da família Bisola no município de Lobato, região norte do Paraná. Mais do que uma atividade econômica rentável, a produção de frango tornou-se o elo que mantém os irmãos Alessandro, Ademir e Dayane unidos no trabalho diário.

Criados desde a infância lidando com agricultura e pecuária leiteira em uma propriedade de apenas dez alqueires, eles hoje são referência de produtividade e eficiência na integração. O caminho até os aviários foi marcado por desafios e superação.

Desafios e recomeço

Após anos trabalhando fora, Alessandro retornou ao sítio dos pais impulsionado por dificuldades financeiras, logo após a internação de 21 dias de seu filho recém-nascido na UTI. O recomeço na terra familiar se deu pela horticultura, mas a busca por maior escala comercial os levou a conhecer um projeto de integração de aves.

A transição para a avicultura gerou forte apreensão. O investimento inicial era alto, exigia colocar a terra da família como garantia e nenhum dos três irmãos possuía experiência com frangos de corte.

A confiança que fez a diferença

A virada de chave ocorreu após o pai dar um voto de confiança, entregando o destino do patrimônio nas mãos dos filhos. As obras dos primeiros galpões começaram em 2019, enfrentando a escalada de custos e a incerteza da pandemia, com o primeiro lote alojado em novembro daquele ano.

Atualmente a granja conta com seis aviários distribuídos em três núcleos operacionais. Cada irmão administra um núcleo de forma independente, mas totalmente alinhados nas metas de desempenho.

Resultados e planos futuros

O rigor nos detalhes é apontado pelos técnicos como o grande diferencial da família Bisola. O planejamento rigoroso, que vai desde o estoque antecipado de lenha para o inverno até o preparo minucioso dos galpões antes do alojamento, evita falhas e garante premiações frequentes de produtividade.

A estabilidade financeira trazida pelo frango cimentou a permanência de todos no campo. Alessandro já nota com orgulho o interesse da próxima geração em dar continuidade ao legado construído a muitas mãos.

Movidos pela satisfação de produzir alimentos em larga escala para o Brasil e o mundo, os irmãos preparam a expansão do negócio. A terraplanagem já foi iniciada na propriedade para abrigar novos aviários e multiplicar a capacidade produtiva da família nos próximos anos.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Risco de El Niño muito forte está aumentando, diz Climatempo


enchentes RS muncípios afetados pela chuva
Foto: Rafa Neddermeyer

As últimas análises da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) não deixam mais dúvidas: o El Niño vai se formar novamente e seu início oficial deve ocorrer em breve, provavelmente durante o mês de junho.

Desde que o monitoramento da temperatura do Pacifico Equatorial começou a indicar, ainda no ano passado, que 2026 poderia ser um ano afetado pelo fenômeno, a ideia de que sua intensidade seria forte só ganhou força.

Segundo a Climatempo, a projeção atual é de que até setembro de 2026, o aquecimento intenso das águas do oceano poderá ocorrer em uma grande área, desde a costa do Peru até o meio do Pacífico Equatorial, sinalizando que o El Niño poderá ser muito forte.

Na imagem abaixo, a região marcada com o retângulo preto é conhecida como Niño 3.4. A média da temperatura da água do mar nesta região é a referência do monitoramento do El Niño. Quanto mais forte o tom de vermelho, mais quente. O vermelho escuro indica que a temperatura na superfície da água do mar pode ficar mais de 2°C acima da média normal.

aquecimento das águas do Pacífico

Mas o que acontece quando esse pedaço do oceano esquenta muito? Esse calor não fica só no mar. Vai para atmosfera também. E então, à medida que o calor vai sendo transportado para o alto, por meses seguidos, os ventos e a pressão atmosférica ficam com um padrão diferente do normal, em várias partes do planeta. E isso muda a forma e a quantidade de chuva e a temperatura do ar.

Assim, o El Niño pode estimular mais chuva em algumas regiões do planeta e secas em outras. Em anos de El Niño, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que sofre com secas e escassez de água, é beneficiado com mais chuva. Mas o sul da África, a Índia e parte da Austrália ficam com pouca chuva.

E no Brasil, quais os impactos? Por aqui, o fenômeno climático costuma trazer mais chuva para a região Sul e maior risco de seca na Amazônia e no Nordeste. Outra efeito típico é o risco de onda de calor, que aumenta exponencialmente, principalmente na primavera.

Os mapas abaixo mostram os impactos do El Niño em diferentes períodos do ano:

impactos do El Niño no globo
Foto: Reprodução Climatempo
Impactos do El Niño

A Climatempo pontua que é muito provável que o El Niño 2026 seja forte, mas ainda não se pode afirmar que será um super El Niño.

A empresa de meteorologia ainda ressalta que os impactos que um El Niño forte a muito forte causaram nos biênios 2015/2016 e 2023/2024 não serão, necessariamente, os mesmos em 2026. Com isso, ainda não é possível dizer quais áreas serão mais atingidas por fenômenos como seca, incêndios e enchentes, visto que esse tipo de previsão é feito no médio e curto prazo.

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Durigan diz que Brasil evitou retaliação em resposta a tarifas dos Estados Unidos


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil respondeu sem retaliação ao aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e comparou a reação brasileira à adotada pela Europa. A declaração foi dada em entrevista à revista francesa Le Grand Continent, durante agenda em Paris no início da última semana, paralelamente à Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G7. Segundo ele, o Brasil chegou a enfrentar tarifa total de 50% sobre seus produtos.

Na entrevista, Durigan afirmou que o país foi submetido a uma tarifa de 10% aplicada de forma global, somada a 40% adicionais, totalizando 50%. Segundo o ministro, a estratégia brasileira foi rejeitar a medida e sustentar posição diplomática e política, sem impor contramedidas comerciais imediatas aos Estados Unidos.

O ministro argumentou que o Brasil mantém déficit comercial com os norte-americanos em áreas como serviços, tecnologia e produtos farmacêuticos. A partir desse quadro, disse que o país poderia ter adotado uma resposta tarifária, mas optou por não seguir esse caminho. Na mesma entrevista, avaliou que a Europa reagiu de forma mais rápida e direta na tentativa de alcançar um acordo com Washington.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para o agronegócio e a indústria de base exportadora, o tema tem relevância porque medidas tarifárias alteram competitividade, preços relativos e fluxo de comércio. No material divulgado, porém, não há detalhamento sobre quais produtos brasileiros foram diretamente atingidos, nem sobre eventuais efeitos por cadeia produtiva, como grãos, carnes, açúcar, etanol ou minério.

Durigan também defendeu o multilateralismo e afirmou que o Brasil busca boas relações com diferentes parceiros, mas sem abrir espaço para aumento desordenado de importações de manufaturados. Ao citar a necessidade de agregar valor à produção nacional, mencionou o objetivo de evitar a exportação apenas de matérias-primas não processadas, como minério de ferro, soja e cana-de-açúcar. O ministro ainda relacionou a posição brasileira à agenda de energia limpa e biocombustíveis, em meio às incertezas geopolíticas internacionais.

Sem detalhamento oficial sobre produtos, prazos ou setores afetados pelas tarifas, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos sobre cadeias agroexportadoras. O tema segue relevante porque mudanças no ambiente tarifário internacional podem alterar demanda externa, margens de exportação e decisões de investimento em processamento e agregação de valor no Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Guzerá avança no cruzamento industrial com foco em carne e leite; confira


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi desta semana abordou as qualidades econômicas e a história da raça zebuína mais antiga do mundo: o Guzerá. Em entrevista, Eros Gazzinelli Metzker, proprietário da Gembra Agropecuária e vice-presidente da Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil, destacou que a raça se firmou como um verdadeiro “porto seguro” para a pecuária moderna.

A pureza racial do gado indiano garante uma heterose máxima no cruzamento industrial, permitindo que o Guzerá reforce sua reconhecida dupla aptidão ao avançar em cruzamentos com outros zebuínos, como o Nelore, e com taurinos, como o Angus e o Holandês. A eficiência biológica da raça se destaca como sua principal força econômica. Por ter evoluído em ambientes com recursos limitados, o Guzerá apresenta um metabolismo eficiente, resultando em bons índices de carne e leite, com baixo investimento em alimentação.

Confira:

Resultados de cruzamentos

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O cruzamento com o Nelore, denominado Guzonel, supera os índices produtivos de ambas as raças puras em ganho de peso. Eros Metzker mencionou abates técnicos em que animais Guzonel alcançaram até 21 arrobas com apenas 16 meses de vida. Ele desafiou os produtores a utilizarem touros Angus sobre matrizes F1 Guzonel, afirmando que o Tricross resultante proporciona mais peso e adaptabilidade do que a tradicional F1 Nelore/Angus.

Além disso, linhagens selecionadas podem ultrapassar cinco mil quilos de leite por lactação. O cruzamento do Guzerá com a raça Holandesa, formando o Guzolando, resolve o problema do descarte de machos na atividade leiteira. Os bezerros nascem pesados e musculosos, com alto valor de venda, enquanto as fêmeas apresentam alta persistência de lactação.

Desmistificando preconceitos

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Eros Metzker também abordou o preconceito em relação aos chifres em formato de lira da raça, que podem gerar receio na lida de curral. “Ninguém conseguiria ordenhar uma vaca manualmente se o animal fosse bravo”, disse ele, ressaltando a docilidade do gado e sua capacidade de responder a manejos racionais e ao bem-estar animal.

Para facilitar a rotina dos criadores, foi introduzido o Guzerá Descornado (Mocho), que permite o tráfego em cochos e bretes sem comprometer o rendimento da carcaça e a conversão alimentar. Eros também desafiou a ideia de que a raça é restrita a determinadas regiões, mostrando que o Guzerá se adapta a ambientes hostis, como demonstrado em criatórios bem-sucedidos no Canadá, estados Unidos e extremo sul do Brasil.

Investindo em tempos de crise

Em um cenário econômico atual marcado por margens apertadas e altos custos, Eros Metzker afirmou que a eficiência biológica é a única garantia de lucro. “Momentos de crise são os melhores momentos para investir no Guzerá, porque ele é o porto seguro da adaptabilidade, rusticidade e produtividade”, declarou.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Antimicrobianos: entenda os motivos que levaram a UE a barrar exportações das carnes brasileiras


Carne bovina, osso, carne fresca, carne crua
Foto: Freepik

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, aves, ovos e mel reacendeu um debate que vai além do protecionismo comercial: o uso de antimicrobianos na produção animal. Embora o impasse tenha relação com as negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, especialistas afirmam que a preocupação com a resistência bacteriana é real e vem ganhando cada vez mais peso no comércio internacional.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp explicam que os antimicrobianos, grupo que inclui os antibióticos, são utilizados na produção animal de diferentes formas: para tratamento de doenças, prevenção e também como promotores de crescimento, prática que está no centro das críticas europeias.

“O grande ponto de interesse da União Europeia hoje é justamente o uso dos antibióticos como promotores de crescimento”, explica o professor Fábio Sossai Possebon, da Unesp. “Não se questiona tanto o tratamento de animais doentes, mas sim o uso indiscriminado para melhorar desempenho produtivo.”

Segundo os pesquisadores, o problema está relacionado ao aumento da resistência bacteriana. Quanto maior e mais frequente o uso de antibióticos, maior a chance de surgirem micro-organismos resistentes aos medicamentos utilizados tanto na medicina veterinária quanto humana.

O que preocupa a União Europeia

Na prática, a preocupação europeia envolve dois fatores principais: a presença de resíduos de antibióticos nos alimentos e o crescimento das chamadas “superbactérias”.

Atualmente, o Ministério da Agricultura possui programas de monitoramento de resíduos em carnes, leite e ovos. Porém, os especialistas afirmam que o controle ainda é feito por amostragem e que o país precisa avançar principalmente no monitoramento da resistência bacteriana ao longo da cadeia produtiva.

“O Brasil tem um dos melhores sistemas de inspeção do mundo e isso precisa ser valorizado. Mas historicamente somos mais permissivos no uso desses compostos do que a Europa”, afirma o professor Juliano Gonçalves Pereira. “O mercado internacional está dando um recado claro de que a resistência antimicrobiana será cada vez mais determinante nas relações comerciais.”

Os pesquisadores ressaltam que o cenário não significa que os alimentos brasileiros sejam inseguros. Segundo eles, produtos com inspeção federal, estadual ou municipal seguem padrões sanitários rígidos e apresentam baixo risco ao consumidor.

Como surgem as bactérias resistentes

A resistência antimicrobiana acontece quando bactérias passam a sobreviver mesmo após contato com antibióticos. Esse processo é acelerado pelo uso excessivo ou incorreto desses medicamentos.

“O problema é que as bactérias evoluem mais rápido do que conseguimos desenvolver novos antibióticos”, explica Possebon. “Há algumas décadas surgiam novos medicamentos constantemente. Hoje, o desenvolvimento desacelerou, enquanto as bactérias continuam criando mecanismos de defesa.”

Segundo os pesquisadores, esse processo pode afetar diretamente a saúde humana. Uma bactéria resistente presente em alimentos, por exemplo, pode causar infecções mais difíceis de tratar e aumentar o número de mortes por doenças bacterianas.

Além da produção animal, o uso indiscriminado de antibióticos em humanos e o descarte incorreto de medicamentos também contribuem para o problema.

Utilização correta dos antimicrobianos

Os especialistas defendem que a principal medida para reduzir riscos é o uso racional dos antimicrobianos, sempre com acompanhamento técnico de médicos veterinários e profissionais habilitados.

“A grande recomendação é utilizar esses produtos de forma tecnificada, com orientação profissional, respeitando doses, tempo de uso e período de carência”, afirma Possebon.

Segundo os pesquisadores, um dos principais problemas ainda é o uso baseado no “achismo” ou em práticas antigas repetidas sem avaliação técnica adequada. Eles alertam que muitos produtores utilizam medicamentos preventivamente ou como promotores de crescimento para compensar falhas de manejo, ambiência e sanidade nas propriedades.

“Às vezes o produtor usa o antibiótico como uma muleta para problemas de manejo ou falta de tecnificação”, explica Juliano. “O caminho agora é investir em bem-estar animal, sanidade e eficiência produtiva.”

Outro ponto destacado pelos professores é o descarte correto das embalagens e resíduos de medicamentos veterinários. Segundo eles, o contato de resíduos de antibióticos com o meio ambiente também pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes.

“Até o descarte inadequado de frascos pode influenciar no problema. Se esse resíduo entra em contato com bactérias do ambiente, pode selecionar micro-organismos resistentes”, alerta Juliano.

Portaria do Mapa tenta aproximar Brasil das exigências internacionais

No fim de abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma nova portaria restringindo ainda mais o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. A medida é vista pelos especialistas como um movimento de aproximação às exigências internacionais.

“Essa portaria sinaliza uma harmonização com o que já é feito na Europa”, afirma Possebon. “Ela impacta a forma de produção, mas o setor brasileiro já está tecnificado o suficiente para absorver essas mudanças.”

Os professores também destacam que o debate não deve ser tratado apenas como barreira comercial. Para eles, existe uma preocupação legítima global envolvendo saúde pública, segurança alimentar e sustentabilidade da produção animal.

“É claro que existe um componente econômico e político nessa discussão, mas a resistência antimicrobiana é um problema real”, afirma Juliano. “Quem não se adequar às novas exigências do mercado internacional vai acabar ficando para trás.”

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AgroNewsPolítica & Agro

Programa de Irrigação Sustentável entra em nova fase com aquisição de torres de fluxo


O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) deu um novo passo nesta quinta-feira (21), com a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para aquisição das torres vem de um recurso de mais de R$ 10 milhões da Fundação Araucária, também viabilizado pelo IDR- Paraná .

Richard Golba, diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, destacou o trabalho que foi realizado na criação da Lei de Segurança Hídrica, feito em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo, e vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do nosso governador Ratinho Junior, que tem cobrado insistentemente para que isso vá a campo”, ressalta.

Início

O projeto iniciou em 2024 envolvendo ainda a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Paraná. A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná que, de acordo com o Simepar, é a região paranaense que mais sofre com a seca. A estiagem da safra 2021/2022 resultou em uma redução drástica da produção de soja. Entre 2000 e 2021, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o principal evento climático causador de perda na agricultura foi a seca.

“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso estado”, afirma Coronel Puchetti, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressalta Paulo de Tarso, diretor presidente do Simepar.

Etapas

Os estudos realizarão a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por quatorze pesquisadores do Simepar. Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter, via imagens de drones, o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo. A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no estado.

Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro/novembro – colheita março/ abril; cultura março/abril – colheita julho/agosto; e cultura julho/agosto – colheita outubro/novembro. Os indicadores apontam que o resultado dos estudos são de redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explica Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho.

Implantação

A parceria com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial será indispensável para a elaboração do sistema que irá administrar os dados coletados durante o projeto. “Esse projeto foi concebido dentro da vontade do governador Ratinho Júnior para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade estado forte na agricultura ela continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressalta Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial. Também participaram da reunião desta quinta-feira (21) o professor João Carlos Bespalhok Filho da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto, assim como Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais


No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”

A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.

Tecnologia e ESG no DNA

A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.

A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.

Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Prêmio Mulheres do Agro 2026

Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.

“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.

Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo. 

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”

As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.





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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná terá fim de semana com chuva e frio


A chuva volta ao Paraná nesta sexta-feira (22), após uma breve trégua ao longo da semana, segundo análise do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar. De acordo com o órgão, um cavado meteorológico em níveis médios da troposfera, aliado ao avanço de áreas de instabilidade entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul, favorece a formação de nuvens carregadas sobre o Estado. As precipitações começam ainda pela manhã, acompanhadas de trovoadas nas regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar informa que o risco de tempestades permanece baixo na maior parte do Paraná e moderado apenas nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul nesta sexta-feira. No Norte do Estado, o sol ainda aparece entre nuvens. As temperaturas terão pouca variação ao longo do dia, e as máximas não devem ultrapassar os 22°C em nenhuma região. Em cidades como Curitiba, Guarapuava e União da Vitória, os termômetros devem ficar abaixo dos 14°C.

As mínimas, que ficaram abaixo de 5°C na quinta-feira (21) em municípios como Capanema, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Guarapuava, Lapa, Laranjeiras do Sul, Palmas, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Toledo e União da Vitória, começam a subir gradualmente. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar, nesta sexta-feira todas as estações meteorológicas do órgão já registraram temperaturas acima dos 5°C.

A massa de ar frio que predominou sobre o Paraná ao longo da semana começa a perder força. Com isso, as temperaturas mínimas devem se aproximar dos 10°C nas cidades mais frias do Sul paranaense já no sábado (23), enquanto no domingo (24) os termômetros devem superar os 10°C em todas as regiões do Estado.

Para o sábado (23), a previsão indica chuva em todas as regiões paranaenses. Entre o Centro, Leste e Norte do Estado, a chuva deve ser mais persistente entre a madrugada e a manhã. Nos Campos Gerais, Leste e Norte Pioneiro, há previsão de chuva moderada, acompanhada de raios e maiores acumulados, que podem superar os 50 milímetros até domingo. Mesmo com a instabilidade, as temperaturas máximas seguem abaixo dos 22°C em todo o Paraná.

No domingo (24), as áreas de instabilidade começam a se afastar do Estado. No Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, o dia será marcado por chuva leve em vários períodos. No interior, o sol volta a aparecer entre muitas nuvens, enquanto garoa ou chuva fraca e ocasional deve atingir a metade Norte e o Centro-Sul.

As temperaturas máximas sobem de forma gradual no domingo. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar, os termômetros podem alcançar 24°C em Paranavaí, 21°C em Guaíra e Paranaguá, 19°C em Pato Branco, 17°C em Curitiba e 15°C em União da Vitória.

Na segunda-feira (25), a previsão indica chuvas mais isoladas e predomínio de tempo estável na maior parte das cidades paranaenses. As temperaturas também devem subir um pouco mais, com máximas entre 22°C e 26°C nas regiões Oeste, Noroeste e Norte. Já no Centro-Sul e Leste, a amplitude térmica continua baixa, com temperaturas variando entre 13°C e 20°C.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar também alerta para a condição do mar entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. A costa paranaense pode registrar mar ligeiramente agitado, exigindo atenção para atividades na faixa de areia e navegação. As ondas podem chegar a um metro de altura, com picos maiores em alto-mar.

A população deve acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual do Paraná, que realiza o monitoramento das condições meteorológicas em conjunto com os meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar. As informações são enviadas gratuitamente por SMS ou WhatsApp. Para receber os alertas, basta enviar o CEP por mensagem de texto para o número 40199.





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Mapa institui Plano Inova Cacau 2030 durante agenda em Jequié


Câmara aprova projeto que exige análise prévia do Mapa em normas com impacto no agro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, cumpriu agenda institucional em Jequié, no sudoeste da Bahia, neste sábado (23), com foco em pautas ligadas à agropecuária regional, à cadeia do cacau e à aquicultura. Durante a programação, foi assinada a portaria que institui o Plano Inova Cacau 2030 no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A agenda também incluiu reunião com lideranças do setor produtivo e a abertura da 45ª edição da ExpoJequié.

Segundo informações divulgadas pelo Mapa, o encontro na Associação Comercial e Industrial de Jequié reuniu representantes da agropecuária local, parlamentares, prefeitos, vereadores e integrantes de órgãos estaduais e federais. Entre os participantes estavam o ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, e o secretário estadual da Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis.

As discussões abordaram temas como produção agropecuária, comercialização, cadeia produtiva do cacau e potencial de expansão da aquicultura na região. O material oficial, no entanto, não detalha metas, cronograma de execução, volume de recursos ou instrumentos operacionais para essas ações.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Na abertura da ExpoJequié, André de Paula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, assinaram a portaria do Plano Inova Cacau 2030. De acordo com o ministério, a medida deve orientar, coordenar e monitorar políticas públicas voltadas ao setor até 31 de dezembro de 2030. O texto divulgado não informa, porém, indicadores de desempenho, orçamento previsto ou mecanismos de adesão por parte dos produtores.

A feira agropecuária reúne expositores, produtores rurais, empresas, indústria e comércio, com programação voltada a exposições de animais, leilões, genética pecuária, máquinas, implementos e tecnologias para o campo. Também estão previstas capacitações técnicas, palestras e cursos.

Para a cadeia regional, a agenda sinaliza articulação institucional em torno de cacau, pecuária e aquicultura, segmentos com presença no sudoeste baiano. O efeito prático das medidas anunciadas dependerá da regulamentação do plano, da definição de ações executivas e da divulgação de metas objetivas para o setor.

Até o momento, o principal desdobramento concreto da agenda foi a instituição formal do Plano Inova Cacau 2030. Sem detalhamento adicional sobre orçamento, metas e prazos operacionais, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos econômicos e produtivos para os produtores da região.

Fonte: gov.br

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