sábado, junho 27, 2026

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Austrália avança em combustível de baixo carbono



A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos


A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos
A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos – Foto: Divulgação

A Austrália avança na construção de uma indústria doméstica de combustíveis líquidos de baixo carbono, com foco em ampliar a oferta local, reduzir a dependência externa e criar oportunidades para transporte, energia e campo. O tema ganhou impulso no orçamento federal de 2026-27, que incluiu proposta pelo lado da demanda para estimular o uso desses combustíveis, em complemento ao Cleaner Fuels Program, de A$ 1,1 bilhão.

A GrainCorp, grupo global integrado de grãos e óleos, avaliou que a decisão do governo é um passo importante para fortalecer a segurança de abastecimento e a capacidade de manufatura doméstica. Segundo a empresa, a política pode dar mais previsibilidade aos investimentos para uma rota de produção local, incluindo combustível sustentável de aviação e diesel renovável.

A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos no transporte. Para a GrainCorp, mecanismos combinados de oferta e demanda podem acelerar o desenvolvimento da indústria e apoiar metas de descarbonização.

O diretor-gerente e CEO da GrainCorp, Robert Spurway, afirmou que cerca de 80% da safra australiana de canola é exportada sem processamento, sendo parte usada por outros países na fabricação de combustíveis renováveis. Ele contextualizou que, com políticas adequadas, a Austrália poderia reter mais valor ao processar suas próprias matérias-primas e apoiar uma indústria nacional.

O Cleaner Fuels Program, com prazo de dez anos, foi apresentado em setembro de 2025 na refinaria Lytton, da Ampol, e prevê incentivos à produção e ao refino. GrainCorp, Ampol e IFM Investors também avaliam uma cadeia integrada de combustíveis renováveis, conforme memorando de julho de 2024.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

STOXX 600 salta mais de 1% após Irã declarar aberto o Estreito de Ormuz


Logotipo Reuters

 

Por Twesha Dikshit e Ragini Mathur

17 Abr (Reuters) – O STOXX 600 saltou mais de 1% e obteve seu quarto ganho semanal consecutivo nesta sexta-feira, depois que o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz, canal para um quinto das remessas de energia do mundo, está aberto.

A hidrovia vital pode ser usada por todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua acordada no Líbano, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi .

Os mercados globais se recuperaram com a notícia, com os índices de Wall Street próximos de recordes, enquanto os preços do petróleo caíram até 11%.

O índice de ações pan-europeu subiu 1,6%, chegando a 626,58 pontos, próximo aos níveis registrados antes do início do conflito.

Os rendimentos dos títulos públicos de curto prazo da zona do euro caíram acentuadamente para os menores níveis em um mês, enquanto os mercados de juros reduziram as apostas em futuros aumentos das taxas do BCE.

A maioria das bolsas regionais também subiu, com o DAX da Alemanha, o IBEX 35 da Espanha e o CAC 40 da França ganhando cerca de 2% cada.

As ações europeias tiveram um desempenho inferior ao de seus pares norte-americanos durante o conflito, refletindo a alta dependência da região aos suprimentos externos de petróleo e gás, com as preocupações com a inflação se intensificando com a alta dos preços do petróleo.

“Da forma como o mercado está reagindo, há sinais de que (a reabertura) pode ser algo mais significativo e, espera-se, sustentável, e que podemos, até certo ponto, sair dessa situação”, disse Ciaran Callaghan, chefe de pesquisa de ações europeias da Amundi.

Viagens e ações de luxo foram os maiores ganhadores, saltando mais de 4% cada.

A LVMH, a Hermes e a Kering, proprietária da Gucci, subiram mais de 1,5%, depois de terem caído no início da semana devido a avisos de que a guerra estava afetando as vendas.

As companhias aéreas, atingidas pelo forte aumento dos custos de combustível e pela redução das reservas, também se recuperaram, com a Ryanair, a Lufthansa e a easyJet subindo entre 6% e 7,5%.

O índice aeroespacial e de defesa saltou 3,1%, enquanto os bancos da zona do euro ganharam 3,3%.

Entretanto, as ações do setor de energia caíram 4,2% com a queda dos preços do petróleo, e os pesos pesados Shell e BP perderam 5,6% e 7,4%, respectivamente.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,56%, a 626,58 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,73%, a 10.667,63 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,27%, a 24.702,24 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,97%, a 8.425,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,75%, a 48.869,43 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,18%, a 18.484,50 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,51%, a 9.185,28 pontos.





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Arroba do boi gordo a R$ 340 ou R$ 370? Copa do Mundo e China definirão preços


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

Os preços da arroba do boi gordo devem se estabilizar entre R$ 340 e R$ 345 neste final de maio e ao longo de todo o mês de junho, distante dos patamares do primeiro quadrimestre do ano, quando chegaram próximos a R$ 370 em São Paulo.

A análise é do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri. Segundo ele, esse movimento baixista ocorre em função de oferta mais confortável por conta da entressafra do capim e pela carga maior de bovinos que vem chegando ao mercado.

“No entanto, o fator de maior peso é a menor demanda de exportação e a competição interna com a carne de frango e o suíno, tendo em vista que no intervalo de um ano, os cortes bovinos tiveram alta significativa e as proteínas concorrentes seguiram o caminho inverso”, destaca.

O especialista ainda ressalta que, por enquanto, não há indicativos de acertos entre as autoridades chinesas e brasileiras a respeito do pedido do Brasil de preencher a cota de exportação de outros países que não estão conseguindo atender a parte que lhes cabe nas entregas ao gigante asiático.

“Nesse aspecto, ainda temos a Austrália como concorrente, que também pleiteia uma fatia maior diante dos números de entrega abaixo do esperado de outros fornecedores, como os Estados Unidos.”

Copa do Mundo pode frear baixas

Ao passo que a demanda chinesa pela carne bovina brasileira tende a se enfraquecer nos próximos meses, sendo um componente de pressão para a arroba, por outro lado, entre 11 de junho e 19 de julho, a demanda interna deve se aquecer por conta do período da Copa do Mundo.

“Estudos já mostram que temos um aumento de 10% no consumo de proteínas em período de Copa do Mundo. Além disso, quando analisamos o comportamento da arroba do boi em anos em que esse evento esportivo ocorre, somando, ainda, as eleições, a tendência é de aumentos de preço no segundo semestre quando comparamos anos sem essas ocasiões”, pontua Fabbri.

Comportamento do atacado na semana

pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

O mercado atacadista teve preços levemente mais fracos para a carne bovina ao longo desta semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é de continuidade do movimento de queda no decorrer desta segunda quinzena de maio.

“É um período pautado por menor apelo ao consumo diante da descapitalização do consumidor médio. Além disso, a carne bovina se depara com menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na relação com a carne de frango”, contextualiza.

Assim, o quarto traseiro bovino fechou a semana cotado a R$ 27,00 por quilo, enquanto o dianteiro registrou R$ 21,00 por quilo e a ponta de agulha foi precificada a R$ 20,00 por quilo.

Exportação de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 913,250 milhões nos primeiros dez dias úteis de maio, com média diária de US$ 91,325 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 141,349 mil toneladas, com média diária de 14,135 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 10.381,10.

Em relação a maio de 2025, houve alta de 69,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,2% no preço médio.

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COP30 apresenta proposta para acelerar ações sobre desmatamento e combustíveis fósseis


COP30 apresenta proposta para acelerar ações sobre desmatamento e combustíveis fósseis

As presidências da 30ª e da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs 30 e 31) apresentaram, na última semana, em Copenhague, na Dinamarca, uma proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática. A discussão reuniu representantes de cerca de 40 países e incluiu os chamados mapas do caminho para combustíveis fósseis e desmatamento até 2030. O encontro ocorreu antes das sessões preparatórias de Bonn, na Alemanha, e antecede a COP31, prevista para novembro, em Antália, na Turquia.

Segundo a Presidência da COP30, o Acelerador Global de Implementação Climática foi lançado em novembro de 2025, em Belém, com a proposta de priorizar ações com potencial de escala global e maior velocidade de execução. A iniciativa busca deslocar parte do foco das negociações climáticas de textos e compromissos formais para mecanismos de implementação.

Durante a reunião ministerial, também foram debatidos os roadmaps sobre combustíveis fósseis e desmatamento, tema acordado na COP28, em Dubai, em 2023. De acordo com a delegação brasileira, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições em consulta realizada entre fevereiro e abril para subsidiar esses documentos.

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A CEO da COP30, Ana Toni, definiu o acelerador como um mecanismo cooperativo e voluntário voltado à adoção de tecnologias, procedimentos e metodologias em diferentes frentes da Agenda de Ação. Já o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o desafio central está menos na ausência de soluções técnicas e mais em financiamento e transferência de tecnologia para viabilizar a execução das medidas.

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação com exigências crescentes sobre rastreabilidade, combate ao desmatamento ilegal, adaptação climática e acesso a recursos para transição de baixo carbono. O encontro, no entanto, não detalhou medidas operacionais específicas para produtores rurais, prazos regulatórios adicionais nem instrumentos financeiros aplicáveis ao campo.

A preparação para a COP31 deve avançar nas sessões de Bonn, onde os países discutirão implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas, adaptação e financiamento climático. Até o momento, o material apresentado em Copenhague indica direção política e técnica, mas ainda depende de detalhamento sobre metas, instrumentos e formas de execução.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Acordo entre EUA e Irã pode reduzir energia e abrir espaço para corte de juros, diz Hassett


Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e repercussão de cúpula entre Xi e Trump

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou neste domingo (24) que um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz e ampliar a oferta global de petróleo. Segundo ele, esse movimento teria potencial para reduzir os preços de energia, aliviar a inflação nos Estados Unidos e criar espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Até o momento, porém, não houve anúncio oficial de acordo.

Em entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News, Hassett disse que o mercado já opera com cautela, com compradores evitando novas aquisições de petróleo à vista diante da expectativa de queda nas cotações. Ele também afirmou que há petróleo represado na região e capacidade adicional pronta para entrar em operação, com destaque para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Segundo os dados citados na entrevista, os consumidores americanos pagam mais de US$ 4,50 por galão de gasolina e mais de US$ 5,50 por galão de diesel, enquanto o barril de petróleo está próximo de US$ 100. Hassett lembrou que, no início da crise, havia projeções de barril acima de US$ 150 caso o estreito fosse fechado, cenário que não se confirmou.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O assessor também afirmou que a energia segue como um vetor relevante da inflação, embora não seja o único. Na avaliação dele, uma queda dos combustíveis poderia puxar os índices para baixo e abrir margem para que o banco central americano reduza os juros. As declarações ocorreram após Kevin Warsh assumir a presidência do Fed, em sucessão a Jerome Powell.

Para o agronegócio, o tema tem relevância por envolver custos diretamente ligados ao diesel, ao transporte de grãos, carnes e insumos, além de influenciar fertilizantes, preços internacionais de commodities e o ambiente financeiro global. Juros menores nos Estados Unidos também podem alterar fluxo de capitais, dólar e condições de crédito, com reflexos sobre comercialização e margens no campo.

No curto prazo, o mercado deve acompanhar dois pontos centrais: a confirmação ou não de um acordo entre Washington e Teerã e a reação das cotações do petróleo. Sem definição formal sobre as negociações, ainda não há base para estimar a magnitude de eventual queda da energia nem o efeito concreto sobre a política monetária americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Estudo revela erro que compromete a produção de látex em seringueiras clonadas


Seringueira
Foto: Breno Lobato/Embrapa

Apesar do advento da borracha sintética, que encerrou definitivamente o ciclo de opulência que teve seu auge na Amazônia brasileira na virada do século 19 para o 20, a borracha natural continua insubstituível para vários usos, como a confecção de pneus para aeronaves e de equipamentos médicos.

A borracha natural distingue-se por combinar, de maneira única, flexibilidade e robustez, oferecendo aos objetos produzidos alta elasticidade e poder de recuperação da forma original e resistência à fadiga, ao aquecimento, ao rasgamento e à abrasão. Além disso, possui a virtude de ser uma matéria-prima de origem renovável e de as plantações poderem ajudar na captura de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

Mercado e produção

No entanto, o Brasil perdeu a primazia na produção de borracha natural, hoje liderada por Tailândia (35%), Indonésia (25%) e Vietnã (8-10%), seguidos por China (6-7%) e Índia (5-6%). Com menos de 2% da produção mundial, o Brasil não consegue abastecer o mercado interno e precisa importar a matéria-prima.

Um dado surpreendente para os não especialistas é que o epicentro da produção brasileira se deslocou da Amazônia para o estado de São Paulo. Como a seringueira leva cerca de dez anos para entrar em sua fase produtiva plena, alguns fazendeiros sediados no território paulista, que se dedicam a outros cultivares como atividade principal, reservam uma parte da propriedade para o plantio da seringueira, como uma espécie de poupança para o futuro.

Baixa produtividade

O grande problema é que, na hora de começar a colher o látex, muitos se surpreendem com a baixa produtividade das árvores, apesar de terem introduzido na fazenda os melhores clones disponíveis no mercado. A explicação foi dada agora, com o rigor do método científico, por um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Agronômico (IAC) e publicado no periódico The Plant Genome.

A pesquisa mostrou que o porta-enxerto (isto é, a planta que sustenta o clone enxertado) desempenha papel decisivo na produtividade da seringueira, podendo determinar diferenças expressivas na produção de látex.

“Investigamos, pela primeira vez, os mecanismos moleculares envolvidos na interação entre o enxerto e o porta-enxerto em seringueiras [Hevea brasiliensis], principal fonte mundial de borracha natural. Nossos achados evidenciam que os porta-enxertos não são apenas suportes para fixação dos clones, mas sim agentes ativos na regulação da expressão gênica do material enxertado, com impacto direto na produtividade e adaptabilidade da cultura”, afirma o pesquisador Wanderson Lima Cunha, primeiro autor do artigo.

Principais resultados

Para entender essa diferença tão marcante, os pesquisadores analisaram o transcriptoma – o conjunto de genes expressos) de árvores enxertadas em diferentes porta-enxertos. “Identificamos milhares de genes cuja expressão varia conforme a combinação enxerto-porta-enxerto, incluindo genes diretamente ligados à produção de látex”, informa Cunha.

Entre os principais resultados, o estudo identificou genes exclusivos e diferencialmente expressos relacionados às variações de produtividade, além de evidenciar a atuação de vias metabólicas, como a do jasmonato (hormônio vegetal ligado à resposta a estresses e à regulação metabólica) na produção de látex.

A pesquisa também apontou diferenças nas redes de coexpressão gênica, indicando distintos níveis de interação entre genes envolvidos na biossíntese da borracha. Os resultados reforçam que o porta-enxerto exerce um papel além do suporte físico, atuando diretamente na modulação da fisiologia da planta.

Segundo os pesquisadores, o desconhecimento sobre a importância do porta-enxerto tem causado prejuízos significativos aos produtores.

“Quando o agricultor vai comprar a muda, ele pede o clone, mas não pede o porta-enxerto. E ninguém o informa sobre isso. Como a seringueira demora anos para entrar em produção, o erro só é percebido tarde demais. O fazendeiro espera mais de uma década para descobrir que está produzindo muito menos do que poderia”, sublinha a professora titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp, Anete Pereira de Souza.

Além do avanço científico, o estudo tem forte aplicação prática. Com base nos resultados, o IAC está preparando uma cartilha para orientar viveiristas e produtores sobre as melhores combinações entre clones e porta-enxertos. Os autores defendem também a criação de políticas que exijam a identificação do porta-enxerto na comercialização de mudas.

Os resultados apontam para uma mudança de paradigma na cultura da seringueira. Até agora, os programas de melhoramento focavam quase exclusivamente nos clones enxertados. O estudo mostra que isso é insuficiente.

Ao incorporar o porta-enxerto como componente ativo, abre-se a possibilidade de aumentar a produtividade, melhorar a adaptação a estresses (como seca), reduzir doenças e tornar a cultura mais competitiva.

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Corteva abre inscrições para programa de estágio; veja como se candidatar


Foto gerada por IA.
Foto gerada por IA.

A Corteva Agriscience, multinacional que atua no setor de sementes, defensivos agrícolas e biológicos, abriu inscrições para uma nova edição do Programa de Estágio voltado a estudantes de agronomia e engenharia agronômica. Ao todo, a empresa disponibiliza 21 vagas em unidades localizadas em 12 estados e no Distrito Federal.

As inscrições seguem até 31 de maio. A previsão de admissão dos selecionados é para agosto.

Segundo a companhia, as oportunidades são destinadas a estudantes de agronomia e engenharia agronômica que estejam no período obrigatório de estágio curricular. Os candidatos poderão atuar nas áreas comercial, comercial de campo, pesquisa & desenvolvimento, produção de sementes e proteção de cultivos.

O processo seletivo contará com etapas on-line, apresentações, painéis, estudos de caso e entrevistas. A carga horária será de oito horas diárias e 40 horas semanais, com duração de seis meses.

Bolsa auxílio chega a R$ 2,9 mil

Os estagiários selecionados receberão bolsa auxílio mensal de R$ 2.920, além de benefícios como assistência médica e odontológica, auxílio transporte, auxílio refeição, auxílio internet, seguro de vida, além de e apoio assistencial psicológico, jurídico e financeiro.

O programa também prevê acesso a plataformas de treinamento e desenvolvimento profissional, incluindo cursos de inglês e conteúdos da plataforma LinkedIn Learning.

Segundo a empresa, os participantes terão acompanhamento de gestores e mentores ao longo do estágio.

Vagas estão distribuídas em 12 estados e no DF

As oportunidades estão disponíveis nas seguintes localidades:

  • Bahia: Luís Eduardo Magalhães e Teixeira de Freitas
  • Distrito Federal: Planaltina
  • Goiás: Formosa, Rio Verde e Itumbiara
  • Mato Grosso: Campo Grosso, Primavera do Leste, Sorriso e Sinop
  • Mato Grosso do Sul: Dourados
  • Minas Gerais: Alfenas
  • Paraná: Campo Mourão, Londrina e Toledo
  • Pernambuco: Petrolina
  • Piauí: Uruçuí
  • Rio Grande do Sul: Passo Fundo e Santa Rosa
  • Rondônia: Vilhena
  • São Paulo: Mogi Mirim
  • Tocantins: Palmas

Inscrições seguem até o fim de maio

Os interessados devem realizar a inscrição até 31 de maio no portal da Companhia de Estágios (clique aqui para se inscrever).

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Nova ampliação torna Porto do Rio de Janeiro apto a receber navios de até 366 metros


Porto do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/Porto do Rio de Janeiro

A conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao Porto do Rio de Janeiro o tornaram apto a receber embarcações da classe New Panamax, que está entre as maiores da navegação comercial mundial.

A obra contou com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio. Ao todo, foram aportados R$ 163 milhões na iniciativa.

Neste mês, o primeiro navio a atracar no porto, dentro desse novo cenário operacional, foi o porta-contêineres MSC Katrina, embarcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés).

Esse navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape, em Pernambuco e seguiu com destino ao Porto de Santos, em São Paulo.

Para que um porto possa receber embarcações de maior porte, são necessárias obras de modernização da infraestrutura portuária, especialmente dragagem, ampliação de calado, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais.

No caso do Porto do Rio de Janeiro, o canal de acesso passou por obras de dragagem, com investimentos de R$ 98 milhões angariados pelo Novo PAC e R$ 65 milhões pela PortosRio.

Com a conclusão das obras, a profundidade mínima do canal de acesso foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e adequando a infraestrutura para receber navios da classe New Panamax.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a nova capacidade operacional marca um avanço importante para o Porto do Rio de Janeiro e para a infraestrutura portuária brasileira.

“Esse avanço amplia a competitividade do terminal, fortalece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuária brasileira”, destacou.

De acordo com a PortosRio, a iniciativa amplia, ainda, a eficiência operacional e logística do porto, melhora as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte e reduz restrições operacionais e custos logísticos.

Atualmente, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de comprimento.

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Medida Provisória abre crédito extraordinário para atingidos por enchentes em MG


família atingida por enchente em MG
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1361/26) que abre crédito extraordinário de R$ 75,3 milhões para atender mais de 10 mil famílias atingidas por desastres climáticos na Zona da Mata mineira.

O governo federal explicou em mensagem que a estimativa inicial era atender 5 mil famílias com R$ 7.300, mas que isso se mostrou insuficiente.

“Vários municípios foram impactados com inundações bruscas que comprometeram infraestruturas essenciais, incluindo unidades de saúde, escolas e vias de escoamento logístico abrangendo municípios de Minas Gerais, em especial na Zona da Mata”, justificou a mensagem.

O crédito tem impacto no endividamento do governo, mas não afeta a meta de superávit primário de 2026, que é de R$ 34,3 bilhões, por se tratar de uma despesa extraordinária.

A medida será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

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Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa


Homem agachado sobre terra seca
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso.

O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

  • Ter que arcar com um custo maior de vida – 53%
  • Problemas de saúde física – 45%
  • Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%
  • Adoecimento mental – 32%
  • Perda de renda – 17%
  • Perda de emprego – 10%

A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).

A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores.

“Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também”, complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo.

O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).

Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar.

De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

A pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”.

As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.

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