sexta-feira, junho 26, 2026

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Brasil reforça agenda de metas climáticas e mercado de carbono em reunião na Dinamarca


Fazenda apresenta mercado regulado de carbono em seminário na Câmara

O Brasil participou, na quinta-feira (21) e na sexta-feira (22), em Copenhague, na Dinamarca, da reunião de governança da NDC Partnership, coalizão global criada para apoiar a elaboração e a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) previstas no Acordo de Paris. O país exerce a copresidência da parceria ao lado da Austrália, representando os países em desenvolvimento em uma articulação que reúne mais de 250 países e instituições.

A reunião ocorreu em um momento de transição da agenda climática internacional, após a atualização de metas nacionais por diferentes países. Segundo o conteúdo divulgado, o foco agora está na implementação dessas metas por meio de políticas públicas, investimentos, fortalecimento institucional e instrumentos regulatórios.

As NDCs reúnem compromissos de redução de emissões, adaptação climática e transição para economias de baixo carbono. Nesse processo, a NDC Partnership atua na coordenação entre governos, organismos internacionais, bancos de desenvolvimento e instituições parceiras para conectar demanda por apoio técnico, financeiro e institucional.

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Representaram o Brasil no encontro a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, e a CEO da COP30, Ana Toni. De acordo com Cristina Reis, a etapa atual exige transformar metas em projetos, investimentos e políticas públicas. A secretária também afirmou que a implementação precisa considerar a realidade dos países em desenvolvimento e ampliar a cooperação internacional.

A participação do Ministério da Fazenda, segundo o governo brasileiro, está alinhada ao Plano de Transformação Ecológica, que busca integrar clima, financiamento e desenvolvimento produtivo. Entre os instrumentos citados está a lei que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, marco legal do mercado regulado de carbono no país. O modelo prevê regras de monitoramento, relato e verificação de emissões e incentivos à redução nos setores mais intensivos em carbono.

Para o público do agronegócio, a agenda tem relação com regulação climática, financiamento e transição produtiva. O conteúdo, no entanto, não detalha medidas específicas para a agropecuária nem apresenta prazos ou efeitos diretos por cadeia produtiva.

A reunião em Copenhague reforça a posição do Brasil na preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). No momento, os desdobramentos práticos para setores específicos, como o agro, dependem da regulamentação dos instrumentos anunciados e da definição de políticas de implementação das metas climáticas.

Fonte: gov.br

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São Martinho eleva lucro da safra 2025/26 para R$ 836,2 milhões


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

A São Martinho encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 836,2 milhões, alta de 50,2% na comparação com o ciclo anterior, segundo resultado financeiro divulgado pela companhia nesta segunda-feira (25), após o fechamento do mercado. A receita líquida somou R$ 7,435 bilhões, avanço de 3,3%, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,503 bilhões, com crescimento de 1,7% e margem de 47,1%.

Segundo a companhia, o desempenho da safra foi sustentado principalmente pelo crescimento das receitas de etanol, energia elétrica, levedura e DDGS. A receita com etanol avançou 7,9%, para R$ 3,470 bilhões, apoiada em preços 7,3% maiores e volumes em linha com a safra 2024/25. Já a receita com açúcar recuou 1,5%, para R$ 3,218 bilhões, pressionada por preços 7,1% menores, embora o volume comercializado tenha crescido 6,1%.

No campo operacional, a São Martinho processou cerca de 21,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume estável na comparação anual. A produção de ATR totalizou 3,045 milhões de toneladas, queda de 2,0%. A empresa informou que a menor ocorrência de chuvas no período de crescimento do canavial afetou a produtividade, com recuo de 4,1%, e o ATR médio, com baixa de 2,5%.

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As operações com cana produziram aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de açúcar, alta de 7,1%, e 1,1 milhão de metros cúbicos de etanol, queda de 6,3%. No processamento de milho, foram adicionados 220,9 mil metros cúbicos de etanol, 138,6 mil toneladas de DDGS e 6,2 mil toneladas de óleo de milho.

No quarto trimestre da safra, entre janeiro e março, o lucro líquido foi de R$ 172,85 milhões, alta de 64,6% sobre igual intervalo do ciclo anterior. A receita líquida trimestral alcançou R$ 2,245 bilhões, com avanço de 29,1%. A empresa atribuiu esse resultado à recuperação dos volumes comercializados de açúcar após os impactos das queimadas da safra passada e à melhora do mix de vendas.

Ao fim de março, a dívida líquida estava em R$ 4,9 bilhões, em linha com março de 2025. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, ficou em 1,41 vez, ante 1,43 vez um ano antes.

Os dados indicam que a safra foi marcada por maior contribuição de etanol e coprodutos para a receita, ao mesmo tempo em que o clima limitou indicadores agrícolas da cana. Para a cadeia sucroenergética, os números mostram a relevância da diversificação entre açúcar, biocombustíveis, energia e derivados na composição dos resultados. A companhia não informou, no material divulgado, projeções detalhadas para a próxima safra.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa Alimentos e Territórios oficializa nova chefia em Maceió


Embrapa Alimentos e Territórios oficializa nova chefia em Maceió

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizou na última segunda-feira (25) a cerimônia interna de posse da nova chefia da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió (AL). Ricardo Elesbão Alves está no cargo de chefe-geral desde 2 de janeiro, ao lado dos chefes-adjuntos Tenisson Waldow de Souza, na Administração, e Edy Sousa de Brito, em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O evento ocorreu na futura sede da unidade, cuja infraestrutura ainda está em fase final de implantação.

A unidade foi instalada em um terreno de 16,6 hectares doado pelo governo de Alagoas e deve operar com laboratórios voltados a etnoconhecimento, conservação dinâmica da sociobiodiversidade e tecnologia alimentar aplicada à gastronomia. Segundo a Embrapa, a estrutura foi viabilizada com recursos de emendas parlamentares e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A equipe prevista para atuação no local reúne 61 empregados, além de bolsistas, estagiários e colaboradores. Também participarão das atividades profissionais da Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) de Rio Largo (AL), vinculada à Embrapa Tabuleiros Costeiros, e empregados removidos de outras unidades descentralizadas.

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De acordo com a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a unidade adota um modelo de trabalho centrado em sistemas agroalimentares, biodiversidade, cultura e territórios. A direção da empresa informou ainda que a revisão do foco de atuação das unidades descentralizadas inclui temas como sustentabilidade, transições climática, nutricional e energética, além de inclusão socioprodutiva.

Ricardo Elesbão afirmou que a nova gestão pretende consolidar o centro como referência em alimentos da biodiversidade, sistemas agroalimentares diferenciados e desenvolvimento territorial. A Embrapa informou que a unidade já lidera projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação social em 103 municípios de 13 estados.

O material divulgado pela empresa também cita parcerias com agricultores familiares e comunidades tradicionais em Alagoas e Pernambuco, com ações relacionadas a agrobiodiversidade, aproveitamento de alimentos, turismo de base comunitária e agregação de valor a produtos locais.

Com a sede em fase final de estruturação, a unidade deve ampliar a capacidade operacional para projetos de pesquisa e parcerias territoriais. O cronograma detalhado de entrada em funcionamento pleno dos laboratórios não foi informado no conteúdo divulgado pela Embrapa.

Fonte: embrapa.br

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Projeto de renegociação de dívidas do agro é adiado mais uma vez; governo e Senado tentam acordo


Renan Calheiros e Tereza Christina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Foto: Agência Senado

A votação do projeto que cria uma linha especial de financiamento para renegociação das dívidas de produtores rurais foi adiada mais uma vez no Senado nesta terça-feira (26). Apesar da falta de consenso entre parlamentares e governo federal, senadores afirmaram que as negociações avançaram nas últimas horas.

Durante a abertura da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do colegiado, Renan Calheiros, informou que suspenderia temporariamente a votação sobre o projeto para uma nova rodada de conversas com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo Renan, ainda não houve acordo definitivo sobre o texto, mas a proposta deve ser votada ainda nesta terça-feira, independentemente de consenso com o governo.

Ainda de acordo com o senador, o Executivo demonstrou interesse em construir uma solução negociada para o setor agropecuário.

Avanços nas negociações

De acordo com a senadora Tereza Cristina, houve avanços importantes nas negociações. Segundo ela, os parlamentares aceitaram a regra de enquadramento defendida pelo governo, que limita o acesso às medidas aos produtores rurais que registraram perdas em pelo menos duas safras.

Outro ponto que avançou nas discussões foi o período das dívidas contempladas, que poderá abranger operações realizadas entre 2019 e 2025.

Projeto usa recursos do Fundo do Pré-Sal

O Projeto de Lei 5.122/2023 autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento rural.

A proposta original previa apoio apenas para produtores atingidos por eventos climáticos extremos. No entanto, o relatório apresentado por Renan Calheiros ampliou o alcance da medida para todo o setor agropecuário.

O texto prevê que receitas correntes do Fundo Social referentes a 2024 e 2025, além do superávit financeiro desses anos, possam ser direcionadas às operações de crédito rural.

Criado pela Lei 12.351/2010, o Fundo Social do Pré-Sal recebe recursos da exploração de petróleo e atualmente financia áreas como educação, saúde, meio ambiente e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

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Conab: com 99% de área de soja colhida no Brasil, quatro estados faltam concluir os trabalhos


soja, colheita, exportação
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O novo boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que a colheita de soja está próxima do fim. Com 99% de conclusão no país, apenas quatro estados faltam colher. Na semana passada, o índice era de 98,8%, o que representa um avanço de aproximadamente 0,2% no ritmo da colheita.

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Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingia 99,5% da área, há um recuo de cerca de 0,5%. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 98,8%, o desempenho atual está 0,2% acima.

Colheita de soja por estado

Entre os estados, Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já concluíram os trabalhos, todos com 100% das áreas colhidas. O Piauí aparece com 99% da colheita concluída, seguido por Santa Catarina, com 97,2%, e Rio Grande do Sul, com 97%. O Maranhão é o estado mais atrasado até o momento, com 86% da área colhida.

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Comércio de mercadorias do G20 cresce 5,3% no 1º trimestre, diz OCDE


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O comércio de mercadorias do G20 avançou no primeiro trimestre de 2026, apesar das interrupções relacionadas à guerra no Oriente Médio, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicado nesta terça-feira (26). De acordo com o documento, exportações e importações cresceram 5,3% sobre o quarto trimestre de 2025, em dólares correntes. No Brasil, as exportações ficaram praticamente estáveis, enquanto as importações subiram 4,2%, com destaque para eletrodomésticos e fertilizantes.

Segundo a OCDE, o avanço do comércio de mercadorias foi puxado, em parte, por semicondutores e outros produtos de alta tecnologia no Leste Asiático. As estimativas preliminares também apontam crescimento mais moderado no comércio de serviços do G20, com alta de 1,7% nas exportações e de 1,5% nas importações.

Entre as principais economias, as exportações dos Estados Unidos cresceram 9,3% no primeiro trimestre, impulsionadas por ouro e produtos petrolíferos, enquanto as importações subiram 8,1%, com maior entrada de computadores e equipamentos de telecomunicações. Na China, as exportações avançaram 13,5% e as importações, 16,7%, também com liderança de semicondutores e produtos de alta tecnologia.

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Na União Europeia, o movimento foi mais moderado. As exportações tiveram alta de 1,1% e as importações cresceram 1,5% na comparação com o trimestre anterior. No Brasil, o relatório informa estabilidade nas exportações e crescimento de 4,2% nas importações, sem detalhar valores absolutos no material apresentado.

Para o público do agronegócio, o dado mais direto é a menção ao aumento das compras externas de fertilizantes pelo Brasil. Como o insumo tem peso relevante no custo de produção agrícola, mudanças no fluxo de importação merecem acompanhamento, embora o relatório da OCDE não apresente, neste recorte, volumes, origens ou efeitos sobre preços internos.

O documento também indica que, apesar dos choques geopolíticos, o comércio global manteve expansão no início do ano. Esse ambiente é acompanhado por exportadores e importadores brasileiros porque pode influenciar logística, custos e ritmo das trocas internacionais, inclusive em cadeias dependentes de insumos importados.

Os dados da OCDE mostram resiliência do comércio internacional no início de 2026, mas o relatório divulgado nesta terça-feira (26) não detalha efeitos específicos sobre commodities agropecuárias brasileiras. A evolução dos próximos trimestres dependerá da continuidade das tensões geopolíticas e do comportamento da demanda global por bens e insumos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Biológicos mudam lógica de valor no agro


Os insumos biológicos vêm ganhando espaço no agro sem representar, necessariamente, uma substituição direta aos produtos químicos. Segundo Rosana leite, executiva sênior em mercados complexos e voláteis de commodities, o avanço dessa tecnologia começa a alterar sobretudo a forma como o valor é capturado na cadeia produtiva.

Durante décadas, a indústria de insumos agrícolas foi estruturada em torno da química. Nesse modelo, empresas capazes de desenvolver, patentear e distribuir moléculas em escala concentravam margens, previsibilidade comercial e poder de precificação. Essa lógica continua relevante, mas passa a dividir espaço com uma nova camada de inovação baseada na biologia aplicada ao sistema agronômico.

A mudança, nesse contexto, não está apenas na tecnologia em si, mas em seus efeitos econômicos. Os biológicos deixam de competir somente por participação de mercado e passam a ocupar um papel mais amplo na busca por estabilidade operacional, eficiência sistêmica, integração com agricultura de precisão, redução de variabilidade, rastreabilidade e captura de margem.

Esse movimento começa a modificar a dinâmica de valor do setor. As grandes empresas químicas já identificaram essa tendência e, nos últimos anos, realizaram aquisições relevantes ligadas à tecnologia biológica. A leitura não é de que os produtos químicos desaparecerão, mas de que a próxima etapa de inovação pode estar menos associada à molécula isolada e mais à inteligência integrada do sistema produtivo.

À medida que produto, tecnologia e acesso se tornam mais normalizados, o diferencial competitivo tende a migrar para dados, integração, previsibilidade, logística, manejo e eficiência operacional. Com isso, a discussão deixa de estar concentrada apenas em qual molécula apresenta melhor desempenho e passa a envolver qual sistema é capaz de entregar mais estabilidade, previsibilidade e margem ao produtor.

 





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Fim da escala 6×1 avança na Câmara; veja os próximos passos até possível aprovação


Carteira de trabalho digital - empregos - caged - desemprego
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas avançou na Câmara dos Deputados e deve ter o relatório votado na próxima quarta-feira (27), na Comissão Especial que analisa o tema.

A votação do parecer foi adiada após pedido de vista apresentado na segunda-feira (25), mecanismo que concede mais tempo para análise do texto pelos parlamentares. Segundo o presidente da comissão, Alencar Santana, a expectativa é concluir a votação ainda nesta semana.

O relator da proposta, Leo Prates, apresentou um substitutivo à PEC 221/2019 prevendo transição gradual para a nova jornada de trabalho.

Redução gradual da jornada

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o texto deve estabelecer um período de transição de um ano para reduzir a carga horária semanal.

Segundo ele, a proposta mantém três pilares centrais:

  • fim da escala 6×1;
  • redução da jornada de 44 para 40 horas semanais;
  • proibição de redução salarial.

De acordo com a proposta em discussão, a jornada cairia inicialmente de 44 para 42 horas cerca de 60 dias após a promulgação da PEC. A redução final para 40 horas ocorreria 12 meses depois.

Para acelerar a tramitação, Hugo Motta deve convocar uma sessão extraordinária da Câmara na manhã de quarta-feira (27). Após o encerramento do prazo regimental do pedido de vista, a Comissão Especial poderá retomar a discussão e votar o parecer.

Entenda os próximos passos da PEC

Caso seja aprovada na Comissão Especial, a PEC ainda precisará passar pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisa do apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos de votação.

Se aprovada pela Câmara, a proposta seguirá para análise do Senado Federal, onde também precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário.

No Senado, a PEC também deve ser aprovada em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis dos senadores.

Caso os senadores alterem o texto aprovado pelos deputados, a proposta retorna para nova análise da Câmara. Apenas após aprovação definitiva nas duas Casas do Congresso a emenda poderá ser promulgada.

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Câmara pauta projetos sobre fertilizantes, seguro rural e estoques para ração


Câmara pauta projetos sobre fertilizantes, seguro rural e estoques para ração

O Plenário da Câmara dos Deputados tem sessão marcada para esta terça-feira (26), às 13h55, para analisar projetos de lei e pedidos de urgência. Entre os itens da pauta estão propostas com relação direta ao setor agropecuário, como o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), mudanças nas regras do seguro rural e a ampliação da lista de produtos destinados aos estoques públicos para alimentação animal.

Um dos principais itens é o Projeto de Lei 699/23, do Senado, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). De acordo com a pauta da Câmara, o texto busca reduzir impostos para empresas que invistam na produção nacional de fertilizantes e de insumos utilizados no setor. A proposta também tem como objetivo reduzir a dependência brasileira de produtos importados. O relator, deputado Júnior Ferrari (PSD-PA), apresentou substitutivo favorável à aprovação.

Também pode ser votado o Projeto de Lei 2951/24, do Senado, que altera normas do seguro rural. Segundo a descrição da proposta, a medida pretende ampliar a proteção ao produtor diante de perdas causadas por clima, pragas, doenças e outros problemas na atividade agropecuária. O parecer do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) recomenda a aprovação na forma de um substitutivo.

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Outro ponto de interesse para o campo é o Projeto de Lei 1384/11, do ex-deputado Beto Faro (PA), que amplia a lista de produtos que podem integrar os estoques do governo destinados à alimentação animal. A proposta pode ter relação com o abastecimento de insumos voltados à pecuária, embora a pauta divulgada não detalhe quais produtos seriam incluídos.

A sessão ainda traz projetos sem conexão direta com o agro, como propostas sobre direitos das pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), enfrentamento à violência contra meninas e mulheres, diabetes tipo 1, educação e imunidade tributária para templos. A votação efetiva de cada item dependerá da deliberação do Plenário.

Do ponto de vista setorial, os projetos sobre fertilizantes, seguro rural e alimentação animal concentram os temas com efeito potencial mais direto sobre custo de produção, gestão de risco e oferta de insumos no campo. Como a análise ainda depende da votação dos deputados, não há definição sobre prazos de implementação nem sobre o texto final que poderá ser aprovado.

Fonte: camara.leg.br

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Dólar perde força com fluxo comercial e oscila perto de R$ 5,01


Dólar recua com Treasuries e petróleo, enquanto câmbio segue atento ao cenário interno

O dólar abriu em alta nesta terça-feira (26), mas passou a testar queda no mercado à vista e marcou mínima de R$ 5,0146 por volta das 9h30. O movimento ocorreu em meio à entrada de fluxo comercial, à valorização de 3% do petróleo Brent e ao aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio, após novos episódios envolvendo Estados Unidos e Irã. No Brasil, investidores também reagiram aos dados de conta corrente, investimento direto e fluxo cambial divulgados pelo Banco Central.

No exterior, a moeda norte-americana recuava frente a divisas fortes e avançava majoritariamente ante outras moedas emergentes ligadas a commodities. Ao mesmo tempo, os juros futuros no Brasil mostravam viés de alta, em um ambiente de cautela com os possíveis efeitos da energia sobre a inflação, embora limitados pela queda dos rendimentos dos Treasuries.

A pressão no mercado também refletia o quadro geopolítico. Segundo relatos divulgados nesta terça-feira (26), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter detectado incursão aérea dos Estados Unidos no Golfo e disse ter derrubado um drone MQ-9. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), por sua vez, informou ter realizado ataques classificados como de autodefesa no sul do Irã. Não há confirmação independente de todos os relatos apresentados pelas partes.

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No cenário doméstico, o Banco Central informou que o déficit em conta corrente somou US$ 1,765 bilhão em abril, acima da mediana das projeções, de saldo negativo de US$ 100 milhões. Em 12 meses até abril, o déficit acumulado chegou a US$ 64,333 bilhões, o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o Investimento Direto no País (IDP) atingiu US$ 8,912 bilhões no mês, acima da mediana estimada de US$ 5,5 bilhões. Em 12 meses, o IDP totalizou US$ 79,201 bilhões, ou 3,28% do PIB.

O fluxo cambial total do país ficou negativo em US$ 1,462 bilhão em maio, até quinta-feira (21). Nesse resultado, o fluxo financeiro apresentou saída líquida de US$ 6,811 bilhões, enquanto o fluxo comercial registrou entrada de US$ 5,348 bilhões. Para o agronegócio, a oscilação do dólar e do petróleo é um dado relevante porque interfere na formação de preços de exportação, combustíveis, fertilizantes e fretes, embora o efeito final dependa da duração do movimento e da reação dos mercados internacionais.

No curto prazo, a trajetória do câmbio deve continuar sensível à evolução do conflito no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e à entrada de recursos pelo canal comercial. Sem novos dados adicionais sobre exportações setoriais ou repasses de custos, não é possível dimensionar de forma mais precisa os efeitos sobre cadeias específicas do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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