sábado, junho 13, 2026

Agro

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Comércio Brasil-EUA cai 14,3% até maio, aponta Amcham Brasil


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 29,5 bilhões entre janeiro e maio de 2026, queda de 14,3% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo monitor divulgado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) nesta terça-feira (10). No período, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 16%, para US$ 14,0 bilhões, enquanto as importações caíram 12,6%, para US$ 15,5 bilhões.

De acordo com a Amcham Brasil, o desempenho do fluxo bilateral ficou abaixo do resultado das exportações brasileiras totais, que cresceram 8,7% no mesmo intervalo. Com isso, o déficit do Brasil no comércio com os Estados Unidos avançou 43,3% e alcançou US$ 1,5 bilhão.

O levantamento mostra que os produtos brasileiros sujeitos a sobretaxas adicionais tiveram retração ainda maior, de 22,6%. O cenário ocorre em meio aos relatórios das investigações da Seção 301 conduzidas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo a entidade, caso as medidas propostas sejam confirmadas, determinados itens brasileiros poderão enfrentar tarifas extras de até 37,5%.

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Entre os produtos com queda nas exportações aos Estados Unidos, a Amcham Brasil cita petróleo bruto, café não torrado, semiacabados de ferro ou aço e celulose. No caso do agro e da base florestal, a retração em café e celulose indica perda de ritmo em uma pauta relevante para exportadores brasileiros. A eventual ampliação de tarifas pode reduzir a competitividade desses embarques frente a fornecedores de outros países.

Pelo lado das importações, as maiores reduções ocorreram em motores e máquinas, aeronaves e partes, e óleos brutos de petróleo. Em maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,1 bilhões, recuo de 14% sobre igual mês de 2025, no décimo mês consecutivo de queda. As importações recuaram 11%, no sexto mês seguido de retração.

Segundo o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, os dados reforçam a necessidade de avançar nas negociações para evitar novas tarifas e criar condições para retomada do fluxo comercial bilateral.

Os dados indicam desaceleração persistente no comércio bilateral em 2026, mas o efeito final sobre cadeias exportadoras dependerá do desfecho das investigações conduzidas pelo USTR e da evolução das negociações entre os dois países. Até o momento, a Amcham Brasil não detalhou, no material citado, quais produtos brasileiros podem ser atingidos por tarifa adicional de até 37,5%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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À espera do USDA, comercialização de soja avança e movimenta o mercado brasileiro


índices de preços - soja cotação - preços agrícolas
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão bastante aquecida nesta quarta-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve forte movimentação nos portos e maior participação dos produtores, favorecida pelas condições de negociação para embarques e pagamentos mais alongados.

Os prêmios seguem em níveis considerados atrativos, especialmente para contratos com pagamento em agosto e setembro. De acordo com o analista, o spread mensal para esses meses supera R$ 2,00 por saca, tornando as operações mais interessantes para os vendedores.

Nos portos, foram registrados volumes expressivos de negociações em Santos, São Francisco do Sul e Paranaguá. A indústria também esteve presente nas compras, ampliando a demanda por lotes durante o dia.

Silveira destaca que os pagamentos alongados seguem como um dos principais atrativos do mercado, principalmente para operações com liquidação entre agosto e setembro.

Mesmo com a leve queda do dólar ao longo da sessão, os prêmios favoráveis e os momentos positivos observados na Bolsa de Chicago contribuíram para sustentar o ritmo dos negócios.

Segundo o analista, o produtor voltou ao mercado de forma mais ativa, resultando em uma comercialização considerada bastante aquecida.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 121,50 para R$ 122,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,50 para R$ 134,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingirem os menores níveis em cerca de quatro meses, os investidores realizaram compras de oportunidade, aproveitando os preços mais baixos.

A valorização do petróleo também contribuiu para o movimento positivo, enquanto o mercado aguarda o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado na quinta-feira.

Analistas internacionais projetam uma leve redução na estimativa da safra norte-americana de soja para 2026/27, passando de 4,435 bilhões para 4,433 bilhões de bushels.

Para os estoques finais dos Estados Unidos em 2026/27, a expectativa é de 309 milhões de bushels, abaixo dos 310 milhões estimados anteriormente. Já para 2025/26, a projeção é de queda de 340 milhões para 336 milhões de bushels.

No cenário mundial, o mercado aposta em estoques finais de 125,3 milhões de toneladas para 2026/27, acima dos atuais 124,8 milhões. Para 2025/26, a previsão é de aumento para 125,7 milhões de toneladas.

As expectativas também apontam para revisão positiva da safra brasileira de soja em 2025/26, passando de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas. Na Argentina, a produção poderá subir de 48 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

No fechamento, o contrato julho da soja avançou 9,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 11,23 por bushel. O vencimento agosto fechou a US$ 11,27¾ por bushel, com ganho de 9 centavos.

Entre os derivados, o farelo de soja para julho subiu US$ 0,80, fechando a US$ 301,90 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho avançou 0,42 centavo, encerrando a 75,33 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em queda de 0,18%. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,1686 para venda e R$ 5,1666 para compra.

Durante a sessão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,1590 e a máxima de R$ 5,1970.

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Missão do Suriname visita Embrapa Cerrados para conhecer agricultura tropical


Missão do Suriname visita Embrapa Cerrados para conhecer tecnologias da agricultura tropical

Uma comitiva do Suriname, integrada pelo primeiro-cavalheiro e por ministros do país, visitou a Embrapa Cerrados nesta terça-feira (10) em busca de conhecimentos para ampliar a produção de alimentos. Segundo as informações disponíveis, o grupo conheceu tecnologias desenvolvidas pela unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que contribuíram para o avanço da agricultura tropical no Brasil. A agenda foi apresentada como parte de uma missão voltada à segurança alimentar e ao intercâmbio técnico.

A visita teve como eixo a apresentação de soluções de pesquisa associadas ao desenvolvimento da agricultura tropical, área em que a Embrapa Cerrados reúne histórico técnico relevante. O centro de pesquisa foi um dos responsáveis pela adaptação de sistemas produtivos às condições do Cerrado, com avanço em manejo de solo, correção de fertilidade, cultivares adaptadas e práticas agronômicas voltadas ao aumento de produtividade.

No caso da missão do Suriname, o conteúdo disponível informa que a comitiva buscou conhecimentos para alimentar sua população. Esse tipo de agenda técnica envolve, em geral, a observação de modelos de produção, transferência de tecnologia e avaliação de práticas aplicáveis a outros ambientes tropicais. As informações recebidas, porém, não detalham quais culturas, áreas de pesquisa ou projetos específicos foram apresentados durante a visita.

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Para o setor agropecuário, a agenda reforça o papel da pesquisa pública brasileira como referência em inovação para regiões de clima tropical. Também evidencia o interesse internacional por tecnologias desenvolvidas no país para expansão da produção, uso mais eficiente dos recursos naturais e estruturação de sistemas agroalimentares.

A visita ocorre em um contexto em que países tropicais buscam elevar a oferta interna de alimentos com base em conhecimento técnico, adaptação local e ganhos de eficiência. Sem a divulgação de metas, cronograma ou acordos firmados, ainda não é possível medir desdobramentos práticos imediatos da missão.

O alcance técnico da visita dependerá de eventuais etapas posteriores de cooperação, capacitação ou adoção de tecnologias em campo. Até o momento, as informações disponíveis indicam uma missão de conhecimento e intercâmbio, sem detalhamento oficial sobre investimentos, culturas prioritárias ou resultados esperados.

Fonte: embrapa.br

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Reunião climática em Bonn prepara setor agro para COP31


O setor agrobrasileiro está atento às discussões globais sobre o clima durante uma das reuniões mais importantes antes da COP31, que ocorre em Bonn, na Alemanha. O encontro reúne delegações de quase 200 países e serve como etapa técnica de negociação, onde são debatidas políticas e ações para enfrentar as mudanças climáticas.

Temas em discussão

  • Adaptação e mitigação das mudanças climáticas
  • Perdas e danos no setor agropecuário
  • Financiamento e transparência nas ações climáticas

Este ano é crucial para as negociações de agricultura na UNFCCC, pois marca o último ano do mandato do trabalho conjunto de Charmel Shake, que aborda questões específicas do campo. A expectativa é que esse mandato seja renovado, permitindo que a agricultura e a pecuária continuem sendo discutidas de forma estruturada no regime climático internacional.

Contribuições do setor agro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a importância das negociações para garantir que os produtores rurais sejam reconhecidos por suas contribuições ao acordo de Paris e às metas climáticas no Brasil. A presidência da COP30, que é do Brasil, também está promovendo reuniões sobre o roadmap de desmatamento, essencial para entender como a agricultura será abordada nas próximas etapas.

Expectativas para a COP31

As próximas semanas serão intensas, com a presidência anunciando a agenda de ação e os principais temas que envolverão a agricultura. O setor espera ser cada vez mais reconhecido como uma solução climática e um contribuinte para o cumprimento das metas do acordo de Paris.

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Minas Gerais apresenta plano de combate a incêndios florestais até 2031


Minas Gerais lançou um novo plano de enfrentamento aos incêndios florestais, que orientará ações até 2031. O objetivo é reforçar a prevenção, ampliar a resposta rápida e reduzir as áreas queimadas diante do avanço das mudanças climáticas.

Diretrizes do plano

O governo de Minas apresentou o plano estadual de enfrentamento aos incêndios florestais, que estabelece diretrizes para atuação integrada entre órgãos públicos, municípios e instituições parceiras. O documento prevê um investimento de cerca de R$ 440 milhões, destinados a:

  • Contratação de brigadistas
  • Aquisição de equipamentos
  • Reforço aéreo
  • Tecnologia de monitoramento
  • Ampliação da estrutura da força-tarefa Previncêndio

Características do plano

O plano abrange incêndios em vegetação, desde pequenos focos em lotes vagos até grandes incêndios florestais. A maior parte dos incêndios é causada por ações humanas, que podem ser acidentais ou criminosas. O plano visa cobrir o período de 2026 a 2031, com um orçamento que será distribuído entre esforço humano, tecnológico e equipamentos.

Mudanças na abordagem

Segundo o governo, o plano muda a lógica de atuação no estado ao deixar de focar apenas em ações emergenciais e passar a investir em prevenção contínua, com planejamento de longo prazo e integração entre os setores. O lançamento ocorre antes da estação seca, que deve ser a mais intensa da última década, preparando o estado para enfrentar os desafios que virão.

Preparativos e conscientização

O governo também anunciou a compra de equipamentos e veículos, além de treinamentos e soluções tecnológicas de monitoramento. A campanha de conscientização sobre incêndios será veiculada na televisão, envolvendo os principais atores na luta contra os incêndios.

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Embrapa divulga estudos sobre vulnerabilidades após enchentes no RS


Dois anos após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, a Embrapa divulgou estudos inéditos que identificam os ambientes mais vulneráveis do estado e as áreas prioritárias para recuperação, incluindo propriedades rurais. O levantamento, apresentado em Porto Alegre, também traça ações necessárias diante das mudanças climáticas.

Dados sobre as enchentes

  • Mais de 550.000 hectares foram atingidos pelas enchentes de 2024.
  • Mais de 200.000 propriedades foram afetadas.
  • Cerca de 500 hectares de vinhedos foram perdidos por deslizamentos.

Ações de recuperação

Os especialistas destacam a importância de medidas voltadas ao novo cenário climático, incluindo:

  • Reordenamento territorial nos municípios.
  • Infraestrutura adequada, como pontes mais altas e sistemas de drenagem mais fortes.
  • Grande programa de recuperação de solos.

Impactos nos solos

O estudo revelou danos em pelo menos 20 classes de solos, com ênfase nas áreas de várzea. Os principais problemas incluem:

  • Acúmulos de areia de até 2 metros, dificultando o manejo.
  • Perda de eficiência nutricional do solo.
  • Presença de entulho e nematoides em áreas afetadas.

Importância da vegetação

A vegetação nas margens dos rios é fundamental para:

  • Controlar a velocidade da água da chuva.
  • Reduzir a erosão e o assoreamento.
  • Contribuir para a manutenção da biodiversidade.

Os estudos da Embrapa não apenas subsidiam ações de recuperação, mas também oferecem informações que podem orientar políticas públicas e gestões de risco, essenciais para a resiliência do ambiente em eventos futuros.

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AgroNewsPolítica & Agro

RS fortalece agenda climática na ONU em Bonn


O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), deu continuidade, na terça-feira (9/6), à agenda internacional na Conferência de Bonn sobre Mudanças Climáticas, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), na Alemanha. A participação do Rio Grande do Sul integra uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da atuação subnacional nas discussões globais sobre clima, especialmente no contexto do período pós-COP30 de Belém.

A programação do dia teve como foco central a reunião do Comitê Executivo Global (GexCom) do Iclei (Governos Locais para Sustentabilidade), principal órgão de liderança e tomada de decisão estratégica da rede em nível global. O Rio Grande do Sul foi representado pela secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, que também exerce papel de vice-presidente global e presidente da América do Sul do Iclei.

O encontro reuniu lideranças de diferentes continentes para debater temas estratégicos como os cenários do multilateralismo global, os caminhos da agenda climática após a COP30 e o papel dos governos locais na implementação de políticas climáticas. A participação do governo do Estado reforça a inserção do Rio Grande do Sul no debate internacional e amplia sua capacidade de influência nas diretrizes globais voltadas à sustentabilidade.

Durante sua participação, Marjorie destacou a importância da presença de governos subnacionais nos espaços de decisão internacional. “O Iclei e os representantes dos governos subnacionais, como o governo do Estado, precisam estar presentes nos espaços de negociação para valorizar o trabalho desenvolvido localmente. Mais do que discutir propostas, é nos territórios que as políticas públicas se concretizam e geram resultados efetivos”, afirmou.

A secretária também apresentou as principais ações desenvolvidas pelo Rio Grande do Sul na agenda climática. Entre os destaques estão a estruturação de uma governança climática integrada entre o governo do Estado e os 497 municípios gaúchos, a realização de análises de risco e vulnerabilidade diante de eventos climáticos extremos e a implementação do Plano de Ação Climática (Plac), voltado à mitigação e adaptação, com lançamento previsto para os próximos dias.

Outro ponto relevante foi o avanço no Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que serve como base técnica para o Programa Proclima2050, além das iniciativas de descarbonização da cadeia produtiva, com a entrega de estudos a entidades representativas do setor agropecuário. O Estado também tem promovido a adequação de sua regulamentação climática às diretrizes do Acordo de Paris, com meta de neutralidade de carbono até 2050.

Além dos debates técnicos, a agenda incluiu apresentações regionais, nas quais foram compartilhadas atualizações da América do Sul, ampliando a visibilidade do Brasil e do Rio Grande do Sul no cenário internacional. O espaço também permitiu a articulação com lideranças globais e o fortalecimento de parcerias estratégicas. A participação na reunião do GexCom reafirma o protagonismo do Rio Grande do Sul na agenda climática e consolida sua posição como ator relevante na construção de soluções sustentáveis em nível global.





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‘O aumento do peso é a variável que mais coloca dinheiro no bolso do produtor’, diz zootecnista


Foto: Divulgação/Giro do Boi.
Foto: Divulgação/Giro do Boi.

O aumento do peso ao abate é considerado o fator que mais impacta a rentabilidade da pecuária de corte, conforme avaliação do zootecnista Eduardo Pedroso. Ele participou do TIP Brasil, evento realizado em Goiânia (GO) voltado à terminação intensiva em regime de pastagem.

Segundo Pedroso, a intensificação dos sistemas de produção tem permitido que produtores obtenham animais mais pesados em menos tempo, ampliando a eficiência e o retorno econômico da atividade. “O aumento do peso é a variável que mais coloca dinheiro no bolso do produtor”, afirmou em entrevista ao Giro do Boi.

Confira:

Avanços na pecuária de corte

Durante o encontro, Pedroso destacou que propriedades já trabalham com animais abatidos entre 25 e 26 arrobas aos 18 ou 20 meses de idade. O modelo representa uma evolução em relação aos sistemas tradicionais, nos quais o gado permanece mais tempo na fazenda para atingir pesos menores.

De acordo com o especialista, além de gerar mais receita por animal, a redução da idade de abate diminui custos relacionados à manutenção do rebanho e ao capital investido. Ele citou como exemplo o conceito conhecido como “boi 888”, em que o animal é desmamado com cerca de 240 quilos, passa por uma recria com ganhos consistentes de peso e chega ao abate com aproximadamente 24 arrobas aos 20 meses.

Desafios e oportunidades

Para Pedroso, os resultados da terminação começam a ser construídos muito antes da fase final de engorda. Ele ressaltou que o avanço da pecuária depende da evolução da cria e da recria, etapas que ainda apresentam espaço para ganhos de produtividade.

O zootecnista chamou atenção para os índices de desmama registrados no Brasil e defendeu investimentos em genética, estação de monta e descarte de vacas vazias como medidas capazes de elevar a produção de bezerros. “O investimento em genética é o investimento mais barato da pecuária”, disse.

Segundo ele, o mercado remunera cada vez mais o peso do bezerro, tornando a eficiência da cria um fator importante para aumentar a receita das propriedades. Na recria, Pedroso explicou que o principal desafio é promover o crescimento estrutural do animal sem antecipar o acúmulo de gordura.

Crescimento da oferta de DDG

De acordo com o especialista, um garrote que desenvolve carcaça e estrutura corporal adequadas chega mais preparado à fase de terminação, aumentando o potencial de ganho de peso e rendimento no frigorífico. Outro ponto abordado durante o evento foi o crescimento da oferta de DDG, coproduto da indústria de etanol de milho utilizado na alimentação animal.

Pedroso afirmou que o insumo tem ampliado as possibilidades de intensificação da pecuária em diferentes regiões do país, tanto na cria quanto na recria e na terminação. “O DDG é a barrinha de proteína do boi”, comparou.

Perspectivas para o mercado global

Segundo ele, a expansão da produção de etanol de milho contribui para aumentar a disponibilidade de fontes de proteína e energia para os rebanhos. Ao analisar o cenário do setor, Pedroso avaliou que o Brasil reúne condições para ampliar sua participação no mercado global de carne bovina ao longo dos próximos anos.

O especialista destacou fatores como clima, disponibilidade de áreas produtivas, integração entre agricultura e pecuária e adoção de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. Para ele, o avanço da eficiência produtiva é o caminho para ampliar a produção, melhorar os resultados econômicos e fortalecer a posição da pecuária brasileira no mercado internacional.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Frete rodoviário cai 0,81% em maio com recuo do diesel, aponta IFR


Custos operacionais mantêm fretes agropecuários em patamar elevado

O preço médio do frete rodoviário no Brasil caiu 0,81% em maio, segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), divulgado nesta terça-feira (10). O valor médio do transporte de cargas por quilômetro rodado passou de R$ 8,66 em abril para R$ 8,59 em maio. De acordo com a empresa, o movimento foi influenciado principalmente pela queda do diesel, que aliviou parte dos custos operacionais do setor.

Segundo a Edenred Mobilidade, o diesel S-10 recuou 3,81% em maio, com preço médio de R$ 7,32 por litro, enquanto o diesel comum caiu 4,42%, para R$ 7,13 por litro, conforme o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A empresa informa que os dados do IFR são calculados com base em 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela companhia.

Em avaliação divulgada junto ao índice, o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, afirmou que a redução do frete reflete a acomodação dos preços do diesel, mas destacou que o comportamento da demanda deve definir os próximos movimentos do mercado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No cenário de cargas, a Edenred aponta que o agronegócio segue como principal sustentação da atividade de transporte rodoviário. Em maio, as exportações do setor somaram US$ 16 bilhões e responderam por mais da metade das vendas externas brasileiras no período, segundo os dados citados pela empresa. Esse fluxo mantém a necessidade de escoamento, especialmente para corredores logísticos ligados a grãos, café e outras commodities.

Ao mesmo tempo, a empresa observa perda de ritmo na indústria. O Índice de Gerentes de Compras (PMI), da S&P Global, recuou de 52,6 pontos em abril para 49,1 em maio, sinalizando retração da atividade manufatureira e das novas encomendas. A Edenred também menciona possíveis efeitos de barreiras comerciais adotadas pelos Estados Unidos sobre setores exportadores, como processamento de madeira e café.

Além do quadro econômico, o transporte passa por ajuste regulatório com as novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que ampliam a obrigatoriedade de emissão para operações de transporte próprio e reforçam a fiscalização do piso mínimo de frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para o setor agropecuário, a combinação entre diesel mais barato e demanda firme por escoamento pode reduzir parte da pressão logística no curto prazo. Ainda assim, o comportamento do frete dependerá da intensidade das exportações, da atividade industrial e da adaptação das transportadoras às exigências do CIOT. Não foram informados recortes regionais do frete no levantamento divulgado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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‘Esse ano deve ser pior que 2025 para o seguro rural’, avalia especialista da FGV Agro


seguro rural - cooperativas de crédito
Foto: Pixabay

O governo federal confirmou, nesta terça-feira (9), o bloqueio orçamentário de R$ 461,7 milhões que seriam destinados para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) deste ano. Na prática, a medida representa 45,7% de todo o recurso que estava previsto para o seguro rural neste ano.

O detalhamento ocorre após uma publicação feita em maio, que definia o valor total que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deveria contingenciar.

Para o setor, a confirmação veio como um balde de água fria. Às vésperas do anúncio do Plano Safra 2026/27, previsto para 1º de julho, o campo também vive um cenário de endividamento sem precedentes. Segundo dados da Serasa Experian, a inadimplência da população rural atingiu 8,2% em 2025.

Na avaliação do coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, o contingenciamento indica uma piora na execução do seguro rural. “Tudo leva a crer que esse ano vai ser pior que ano passado”, alerta. Segundo ele, o efeito prático recai sobre toda a cadeia do seguro rural, desde a comercialização até a formação de preços.

O especialista lembra ainda que o movimento ocorre antes da consolidação das regras do Plano Safra e em meio a sinais considerados contraditórios ao mercado. “Isso é péssimo para todo o mercado, porque ninguém mais sabe se vai ter acesso à subvenção, em quais níveis”, afirma.

Essa falta de previsibilidade também é vista com preocupação pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). De acordo com a entidade, a instabilidade na destinação dos recursos compromete o planejamento dos produtores rurais, bem como das seguradoras e do próprio governo.

Como e por que o corte foi oficializado?

O movimento faz parte de um ajuste macro fiscal do governo federal, que publicou um decreto oficial em 29 de maio de 2026 determinando um bloqueio total de R$ 23,7 bilhões em diversas áreas da Esplanada para cumprir as regras fiscais.

Diante disso, coube a cada ministério indicar onde cortaria suas respectivas verbas. No caso da agropecuária, essa fatia foi concentrada no PSR, com o corte de R$ 461,7 milhões. Com a medida, restam aproximadamente R$ 638 milhões disponíveis de um total de R$ 1,1 bilhão inicialmente previstos para o programa de subvenção.

Desse montante, R$ 100 milhões já foram utilizados para apoiar a contratação de seguro pelos produtores rurais.

Impacto direto no mercado de seguros

Nesse contexto, Loyola destaca que o cenário de incerteza afeta diretamente a operação de seguradoras, resseguradoras e corretores, que dependem da definição da subvenção para estruturar a venda das apólices.

“Traz uma imprevisibilidade enorme pelo segundo ano consecutivo”, diz, ao apontar que o ambiente dificulta tanto o planejamento comercial quanto a precificação do produto.

Segundo ele, a situação também torna mais difícil a relação com o produtor rural no momento da contratação. “É difícil você vender um seguro e depois explicar para o produtor que não teve subvenção”, aponta.

Risco de retração nas contratações

Na avaliação de Loyola, a combinação de corte orçamentário e falta de previsibilidade pode afetar diretamente a demanda nos próximos meses.

“Se não for feito nada, nós devemos ter, nos próximos meses, uma retração na contratação de seguro”, alerta o especialista.

Ele acrescenta que o cenário atual pode comprometer a consolidação do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural, caso não haja maior estabilidade na execução dos recursos.

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