quinta-feira, junho 25, 2026

Agro

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Projeto avança e propõe reestruturação do seguro rural no país


CNSeg vê avanço de projeto que muda marco legal do seguro rural

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 2.951 de 2024, que altera regras do seguro rural no Brasil. A proposta modifica três legislações ligadas ao tema e busca dar maior previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com execução obrigatória dos recursos previstos no Orçamento. O texto também mantém mecanismos voltados à operacionalização do Fundo de Catástrofe.

O projeto, de autoria da senadora Tereza Cristina, foi relatado pelo deputado Pedro Lupion e é tratado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) como medida estrutural para ampliar a cobertura do seguro no campo. Segundo o relator, a baixa penetração do instrumento no meio rural está associada à complexidade regulatória, à insuficiência de recursos e às dificuldades operacionais para produtores e seguradoras.

A proposta altera a Lei de Política Agrícola, a Lei de subvenção ao seguro rural e a Lei complementar do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural. Entre os pontos centrais, o texto formaliza que os recursos do PSR não poderão sofrer limitação de empenho, o que busca reduzir incertezas sobre os repasses públicos. Também autoriza o remanejamento de sobras orçamentárias do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para o PSR, desde que isso não comprometa a operação do programa.

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Na prática, o projeto prevê vantagens para produtores que contratarem seguro rural, como acesso a taxas de juros, prazos e limites mais favoráveis no crédito rural, além de prioridade na obtenção de financiamento. O texto ainda estabelece prazo máximo de 30 dias para liquidação de sinistros, contado a partir da entrega da documentação exigida ou da realização da vistoria.

No Fundo de Catástrofe, a proposta flexibiliza a participação da União, revoga dispositivo que poderia encerrar a isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural e permite a criação de subfundos para cadeias produtivas específicas. Também amplia o rol de cotistas, incluindo resseguradoras, cooperativas agropecuárias e empresas das cadeias produtivas.

Dados do Atlas do Seguro Rural, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que a execução do PSR caiu de R$ 1,15 bilhão em 2021 para R$ 565,3 milhões em 2025. No ano passado, apenas 3,3% da área plantada estava segurada, segundo informações do Atlas e da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

A aprovação na Câmara abre caminho para uma nova etapa de tramitação e consolida mudanças voltadas à previsibilidade orçamentária e à ampliação da cobertura securitária. Pelos dados disponíveis, o principal desafio segue sendo transformar a nova estrutura legal em maior alcance do seguro rural, num cenário em que o orçamento de 2026 prevê R$ 1,01 bilhão para o programa, abaixo dos cerca de R$ 4 bilhões apontados por entidades do setor como necessidade atual.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Boi gordo: escalas curtas e embarques de carne aos EUA fazem preços da arroba subirem


derivativos boi gordo
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negócios acima das referências médias no dia, com frigoríficos ainda encontrando dificuldade na composição de suas escalas de abate, resultando em aumento dos preços.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento se mostra mais consistente no Pará, estado em que a condição das pastagens ainda é muito favorável, possibilitando a retenção como estratégia recorrente entre os pecuaristas locais.

“O mercado permanece atento à evolução da demanda interna às vésperas da Copa do Mundo, somado ao forte ritmo de embarques para os Estados Unidos, país sede do evento. O possível esgotamento da cota chinesa entre os meses de junho e julho é outro elemento relevante a ser considerado”, ressalta.

Lembrando que o gigante asiático impôs a todos os países que lhe comercializam carne bovina limites de exportação que, no caso do Brasil, é de 1,1 milhão de toneladas.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 351,00
  • Goiás: R$ 330,36
  • Minas Gerais: R$ 326,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 351,48
  • Mato Grosso: R$ 352,30

Mercado atacadista

O mercado atacadista teve preços estáveis para a carne bovina. Segundo Iglesias, a expectativa é de alguma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho.

“Porém, a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na relação com a carne de frango”, pontuou Iglesias.

  • Traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo
  • Dianteiro do boi: R$ 21,50 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,0615 para venda e a R$ 5,0595 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0313 e a máxima de R$ 5,0708.

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Cooperativa da Paraíba recebe colheitadeira para reforçar produção de arroz vermelho


Conab amplia PAA no RN e entrega mini colheitadeiras à agricultura familiar

Agricultores familiares da Cooperativa dos Produtores de Arroz do Vale do Rio do Peixe (Coopavale) receberam, nesta segunda-feira (25), uma mini colheitadeira em São João do Rio do Peixe, no Alto Sertão da Paraíba. O equipamento foi entregue pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional da Paraíba (Sureg/PB), dentro do Programa Arroz da Gente. Segundo a companhia, a estrutura deve atender 72 cooperados que produzem cerca de 1 mil toneladas de arroz vermelho por ano.

A entrega faz parte de uma estratégia de apoio à estrutura produtiva da agricultura familiar em uma região onde o arroz vermelho tem peso na renda local. Além do reforço à etapa de colheita, a ação está inserida em um conjunto de políticas públicas voltadas ao cereal, com foco em produção, comercialização e segurança alimentar.

Durante o evento, o gerente de Operações e de Suporte Estratégico da Conab, Anderson do Nascimento, informou que 17 famílias do território estão com projetos em análise para receber fomento rural pelo programa. Segundo ele, a articulação entre o Arroz da Gente e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) amplia o alcance das ações para os produtores da região.

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No Vale do Rio do Peixe, a Conab também executa um projeto de R$ 146 mil para aquisição de arroz destinado a cozinhas solidárias e outro de R$ 137 mil para aquisição de sementes. Esses valores indicam que o apoio não se limita ao equipamento, mas inclui etapas de abastecimento e estruturação da produção.

De acordo com a Conab, os cooperados da região também acessam mercados institucionais para vender mel, leite, produtos beneficiados e hortifrutigranjeiros, como milho, feijão, banana, tomate, melancia e coco. Essa diversificação reduz a dependência de uma única cultura e amplia os canais de escoamento da produção.

O Programa Arroz da Gente é executado pela Conab com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa prevê apoio à estruturação produtiva, acompanhamento técnico, armazenagem, processamento e comercialização do cereal.

Com a entrega da colheitadeira, a cooperativa passa a contar com um ativo operacional para a etapa de colheita do arroz vermelho. O efeito sobre produtividade, redução de custos ou ampliação de área não foi detalhado pela Conab no material divulgado, o que limita uma projeção técnica mais ampla neste momento.

Fonte: gov.br

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Câmara analisa PEC que reduz jornada semanal para 40 horas


PEC da jornada prevê transição de um ano para reduzir carga semanal a 40 horas

A Câmara dos Deputados analisa, nesta terça-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que fixa a jornada semanal em 40 horas distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado. O texto em debate no plenário prevê transição para a nova carga horária e mantém os salários. A proposta foi aprovada nesta tarde pela comissão especial em substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), tinha redação original com jornada de 36 horas semanais. Na comissão especial, o colegiado aprovou um substitutivo que passou a estabelecer 40 horas por semana, em cinco dias de trabalho e dois de descanso. A tramitação também considerou a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), que tratava de jornada em quatro dias.

Segundo o texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá sem diminuição de salários. A proposta também prevê uma etapa de transição. Após 60 dias da publicação da futura emenda constitucional, passariam a valer os dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

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Nesse mesmo prazo inicial, o trabalhador contratado pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passaria a ter jornada de 42 horas semanais. A etapa seguinte, até chegar ao limite de 40 horas, dependerá da implementação prevista no texto e de leis específicas para algumas carreiras.

A matéria tem alcance amplo sobre relações formais de trabalho. No caso do setor agropecuário, eventuais efeitos dependerão da aplicação às atividades contratadas pela CLT, especialmente em agroindústrias, frigoríficos, cooperativas, armazenagem, logística e outras operações com turnos e escalas. O texto disponível não detalha, até o momento, recortes específicos para o trabalho rural nem estimativas de impacto operacional ou de custo para cadeias do agronegócio.

A próxima definição dependerá da deliberação do plenário da Câmara e da redação final da proposta. Sem texto constitucional promulgado e sem regulamentação complementar para atividades específicas, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar os efeitos práticos sobre os diferentes segmentos do agro.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite cai 3,38% em maio no Rio Grande do Sul


O Conseleite/RS projetou o valor de referência do leite para maio em R$ 2,4478, queda de 3,38% em relação ao valor estimado no mês anterior, de R$ 2,5333. A retração interrompe uma sequência de altas registrada nos últimos meses e acompanha o movimento observado no mercado nacional, segundo informou o coordenador do colegiado, Kaliton Prestes.

“É um momento que pede atenção do setor leiteiro, que vinha conseguindo repor parte de suas perdas nos últimos meses. Estamos preocupados, mas não surpresos”, afirmou Prestes. Segundo ele, o resultado confirma sinais que já vinham sendo percebidos pelo mercado nas últimas semanas.

De acordo com o Conseleite/RS, a situação se agrava diante do aumento das importações de leite em pó e queijos vindos da Argentina e do Uruguai. Para Prestes, os produtos “entram no Brasil em um momento extremamente delicado”. Em meio à preocupação com o avanço das importações, o colegiado informou que encaminhou, em maio, ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária, ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços alertando sobre os impactos no setor leiteiro brasileiro.

Paralelamente, as entidades que integram o Conseleite/RS preparam um dossiê sobre os impasses comerciais enfrentados pela cadeia produtiva. A intenção é encaminhar um novo documento aos ministérios e à Presidência da República, cobrando que a votação na Câmara de Comércio Exterior seja favorável à aplicação de medidas antidumping para proteger o mercado brasileiro.

Outro ponto de atenção do setor é o impacto das condições climáticas na produção leiteira do Rio Grande do Sul. Conforme o colegiado, a previsão de frio intenso e a redução das pastagens nas próximas semanas podem comprometer a captação de leite por animal nas propriedades rurais.

Durante reunião realizada na manhã desta terça-feira (26), o Conseleite/RS também divulgou o valor consolidado do leite referente a abril, fixado em R$ 2,5664. O resultado representa alta de 8,19% sobre o valor final de março, que havia sido de R$ 2,3721.

Os dados apresentados pelo Conseleite/RS são elaborados pela Universidade de Passo Fundo com base em informações fornecidas pelas indústrias de laticínios, considerando a movimentação registrada nos primeiros 20 dias de cada mês.





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Tesouro registra volume recorde de emissões e amplia reserva de liquidez em abril


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (27) que emitiu R$ 229,96 bilhões em títulos públicos em abril de 2026, o maior volume da série histórica. No mesmo mês, a reserva de liquidez subiu para R$ 1,091 trilhão, equivalente a 8,91 meses de cobertura da dívida. Os dados constam no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, apresentado em coletiva virtual por técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional.

Segundo o relatório, os resgates somaram R$ 146,01 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 83,95 bilhões. A composição das emissões concentrou-se em títulos de taxa flutuante, com 56,14% do total, seguidos por prefixados, com 32,68%, e papéis indexados à inflação, com 11,16%. O estoque da Dívida Pública Federal encerrou abril em R$ 8,798 trilhões, alta de 1,91% em relação a março.

O Tesouro também voltou ao mercado europeu após mais de uma década e captou R$ 28,87 bilhões em títulos em euro, com vencimentos de 4, 7 e 10 anos. De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, a demanda dos investidores superou em mais de três vezes o valor ofertado. A dívida externa fechou o mês em R$ 335,88 bilhões, equivalentes a US$ 67,33 bilhões.

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A reserva de liquidez avançou 23,28% frente a março, saindo de R$ 885,42 bilhões para R$ 1,091 trilhão. O indicador de cobertura passou de 5,69 para 8,91 meses. Já a parcela da dívida que vence em até 12 meses recuou de 19,52% para 18,99%, dentro da faixa prevista no Plano Anual de Financiamento, de 18% a 22%. O prazo médio subiu de 4,10 para 4,12 anos.

O custo médio da dívida acumulado em 12 meses passou de 12,20% para 12,22% ao ano. Na dívida interna, o avanço foi de 12,86% para 13,01% ao ano. Esse movimento acompanha o ambiente de juros elevados, variável acompanhada por setores dependentes de financiamento, como agroindústria, cooperativas e produtores que operam com crédito.

Para maio, o Tesouro informou que o cenário internacional voltou a pressionar a aversão ao risco, com reflexos sobre a curva de juros no Brasil. Até o fechamento do relatório, as emissões do mês somavam cerca de R$ 144 bilhões. Os desdobramentos sobre custo de financiamento e condições de mercado dependerão da evolução do cenário externo e das próximas divulgações oficiais da dívida.

Fonte: gov.br

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Conab apresenta PAA a pescadores e aquicultores em encontro na Bahia


Conab apresenta PAA a pescadores e aquicultores em encontro na Bahia

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, entre segunda-feira (25) e terça-feira (26), do II Encontro da Federação das Associações, Sindicatos e Colônias dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fapesca-BA), em Salvador (BA). No evento, a estatal detalhou o funcionamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para organizações de pescadores artesanais e aquicultores familiares. A programação reuniu representantes do setor, técnicos, gestores públicos e lideranças comunitárias.

Segundo a Conab, a participação ocorreu por meio da Superintendência Regional da Bahia (Sureg/BA), com apresentação no painel “Da água à mesa”. Na segunda-feira (25), o superintendente regional na Bahia, Bruno Guimarães, fez uma exposição sobre as ações da companhia no estado. Na terça-feira (26), o gerente de operações, Francisco Lopes, e o engenheiro agrônomo Fernando Carneiro explicaram etapas de habilitação das entidades, elaboração de projetos, entrega de produtos e destinação dos alimentos comprados pelo programa.

O PAA é uma política pública voltada à compra institucional de alimentos produzidos por agricultores familiares e outros públicos enquadrados nas regras do programa. No encontro, a Conab informou as modalidades de apoio e as formas de acesso para organizações ligadas à pesca artesanal e à aquicultura familiar, tema relevante para grupos que buscam ampliar canais formais de comercialização.

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De acordo com a organização do evento, o encontro discutiu inovação, sustentabilidade, crédito e estratégias para fortalecer as cadeias produtivas da pesca e da aquicultura na Bahia. A Fapesca-BA reúne associações, sindicatos, colônias de pescadores e aquicultores do estado.

A agenda da companhia na Bahia incluiu ainda participação no Fórum Estadual dos Gestores Municipais da Agropecuária da Bahia (Feagri 2026), entre terça-feira (26) e quarta-feira (27), com debate sobre aplicação do PAA nos municípios. Em paralelo, técnicos da Conab visitaram as centrais de abastecimento de Salvador e Feira de Santana. Segundo a estatal, mais de 20 Ceasas já foram avaliadas desde 2024, e o diagnóstico final deve ser divulgado no segundo semestre deste ano.

A apresentação do PAA no encontro indica uma tentativa de ampliar o acesso de pescadores artesanais e aquicultores familiares a mercados institucionais. Os efeitos práticos sobre adesão, volume comercializado e alcance das entidades na Bahia ainda não foram informados pela Conab.

Fonte: gov.br

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Câmara inicia discussão de PEC que altera jornada e prevê fim da escala 6×1


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

O plenário da Câmara dos Deputados iniciou na noite desta quarta-feira (27) a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. Mais cedo, o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi aprovado em comissão especial, com previsão de jornada máxima de 40 horas semanais. Durante a tramitação no plenário, o Partido Liberal (PL) anunciou que defenderá um destaque para priorizar um texto com limite de 36 horas.

A PEC 221/2019 avançou para a análise do plenário após a aprovação do parecer na comissão especial ainda nesta quarta-feira (27). Pelo texto relatado por Leo Prates, a proposta estabelece teto de 40 horas semanais de trabalho, dentro da discussão sobre o encerramento do modelo de escala 6×1.

No plenário, o principal ponto de divergência apresentado até o momento é o destaque defendido pelo PL. A legenda quer dar preferência a uma versão com carga horária máxima de 36 horas semanais. Segundo o conteúdo informado, a alternativa enfrenta resistência de partidos como Progressistas (PP) e União Brasil.

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A discussão ocorre no campo constitucional e ainda depende da continuidade da votação para definição do texto que poderá avançar. O material disponível não detalha, até este momento, regras de transição, setores com tratamento específico nem como ficariam atividades com operação contínua.

Para cadeias produtivas que utilizam escalas de trabalho, como agroindústrias, frigoríficos, armazenagem e outras operações com funcionamento ininterrupto, o tema é acompanhado pelo potencial efeito sobre organização de turnos e custos operacionais. No entanto, o conteúdo base não apresenta estimativas oficiais de impacto econômico para o agronegócio ou para outros segmentos.

Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, a tramitação exige quórum qualificado e novas etapas deliberativas na Câmara antes de eventual envio ao Senado.

O avanço da PEC dependerá da definição do texto no plenário e da análise dos destaques apresentados pelos partidos. Sem o detalhamento final da redação e sem dados oficiais de impacto setorial, ainda não é possível dimensionar tecnicamente os efeitos práticos da proposta sobre o mercado de trabalho e sobre cadeias produtivas que operam com escalas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto com até R$ 10 bi para fertilizantes é aprovado e volta ao Senado


Eco Invest Brasil abre leilão com foco em fertilizantes verdes e inovação industrial

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 699/23, que prevê até R$ 10 bilhões em subsídios, ao longo de cinco anos, para incentivar novas fábricas de fertilizantes no Brasil e a expansão ou modernização das unidades já existentes. Como o texto foi alterado pelos deputados, a proposta retorna ao Senado. O benefício será operacionalizado por meio de créditos fiscais de tributos federais, com teto anual de R$ 2 bilhões.

Pelo substitutivo do relator, deputado Junior Ferrari (PSD-PA), caberá ao Poder Executivo definir quais projetos poderão acessar os incentivos do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A proposta também prevê crédito financeiro emergencial de até R$ 1 bilhão em 2026.

Segundo o texto aprovado, o programa poderá contemplar novas plantas industriais, além de projetos de ampliação e modernização. Entre os pontos incluídos na proposta estão a devolução de até 20% dos gastos de produção como crédito da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a criação de um fundo com recursos orçamentários para garantias e apoio a pesquisa, desenvolvimento e inovação, e a possibilidade de destinação de recursos da União a linhas de financiamento reembolsável operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Outro eixo do projeto é a previsão de mistura obrigatória de fertilizantes nacionais, com piso de 2% a partir de julho de 2027 e meta entre 10% e 30% em 2037. De acordo com Junior Ferrari, a medida está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050, que busca reduzir a dependência externa do Brasil dos atuais 85% para 45% até 2050.

O tema tem relação direta com o setor agropecuário porque fertilizantes estão entre os principais insumos da produção agrícola. A dependência de importações influencia custos, abastecimento e exposição a oscilações no mercado internacional. Durante a votação, houve divergências sobre o desenho da política. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a mistura obrigatória, enquanto o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que os gargalos da produção doméstica também envolvem oferta de gás natural e logística.

A tramitação ainda não foi concluída, porque o projeto depende de nova análise do Senado. Até a definição do texto final e da regulamentação pelo Poder Executivo, permanecem em aberto os critérios operacionais para seleção dos empreendimentos e a aplicação prática dos incentivos previstos.

Fonte: camara.leg.br

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Profert avança com aprovação na Câmara


Eco Invest Brasil abre leilão com foco em fertilizantes verdes e inovação industrial

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A proposta busca ampliar a produção nacional de insumos agrícolas por meio de crédito fiscal, linhas de financiamento e metas graduais de mistura obrigatória. O tema tem peso para o agro porque o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes usados na agricultura, segundo os dados apresentados no texto.

De acordo com o material da tramitação, o Brasil adquiriu aproximadamente 41 milhões de toneladas de fertilizantes no exterior em 2023. Esse nível de dependência expõe a cadeia agropecuária a oscilações de preços, riscos geopolíticos e limitações logísticas, fatores que afetam o custo de produção em culturas de grande escala.

O texto aprovado na Câmara substitui a versão original, antes baseada em desonerações de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Com a mudança do sistema tributário e a extinção gradual desses tributos e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a partir de 2027, o parecer passou a concentrar os incentivos em crédito fiscal, financiamento e estímulo direto à produção doméstica.

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Entre os instrumentos previstos está um crédito fiscal de até 20% sobre os dispêndios com produção nacional, limitado a R$ 2 bilhões por ano entre 2027 e 2031, com potencial total de R$ 10 bilhões no período. O projeto também autoriza a criação do Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, com atuação em garantias de crédito, contratos por diferença, equalização parcial de juros e apoio a pesquisa e inovação.

Outro ponto é a meta de mistura obrigatória de fertilizantes nacionais aos produtos comercializados no país. O piso inicial será de 2% a partir de julho de 2027, com previsão de chegar a 10% até 2037. O Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) poderá elevar esse percentual para até 30%, conforme capacidade produtiva e análise de impacto regulatório. A fiscalização caberá ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O projeto ainda prevê linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para modernização, ampliação e reativação de plantas industriais, além de investimentos em logística, bioinsumos e remineralizadores.

Para o setor, a proposta cria uma base regulatória e financeira para ampliar a oferta doméstica de fertilizantes ao longo dos próximos anos. O impacto efetivo sobre investimento, produção e custo do insumo dependerá da regulamentação, da capacidade industrial instalada e das próximas etapas de tramitação, que não foram detalhadas no material fornecido.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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