A Atvos recebeu do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), nesta terça-feira (10), a licença de instalação para construir sua primeira unidade de etanol de milho no estado. A planta ficará em Nova Alvorada do Sul (MS) e será integrada à Unidade Santa Luzia. Segundo a empresa, as obras devem começar no segundo semestre.
De acordo com nota divulgada pela Atvos, a nova unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A previsão informada pela empresa é de que esse volume resulte na produção anual de 273 mil metros cúbicos de etanol.
O projeto também prevê a fabricação de coprodutos ligados à cadeia agroindustrial. Segundo a empresa, a planta deverá produzir 183 mil toneladas de DDG, insumo voltado para a nutrição animal, além de 13 mil toneladas de óleo de milho por ano.
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A licença foi concedida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), etapa que autoriza o início da implantação da estrutura. No material divulgado, a Atvos não informou o valor do investimento nem detalhou o cronograma completo da obra.
A empresa também informou que o projeto prevê a geração de cerca de 2.000 empregos durante o período de construção da fábrica. O texto original não detalha quantos postos de trabalho serão mantidos após o início da operação da unidade.
Com a integração à Unidade Santa Luzia, a nova planta amplia a atuação da Atvos no processamento de milho para produção de biocombustível e derivados. O material fornecido, porém, não especifica a data prevista para o início da operação comercial nem informa o destino da produção de etanol, DDG e óleo de milho.
Até o momento, a informação confirmada é a concessão da licença de instalação e o início das obras previsto para o segundo semestre. A empresa não divulgou prazo de conclusão, valor do projeto ou impactos diretos para produtores da região.
O relator do projeto de renegociação de dívidas rurais, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou mudanças no texto pouco antes da votação em plenário, nesta quarta-feira (10). Segundo o material fornecido, ele manteve parte do parecer aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e acolheu parcialmente emendas apresentadas por senadores. A proposta ainda deve ser analisada pelo plenário do Senado.
As alterações foram feitas após reunião de Calheiros com o ministro Dario Durigan, em tentativa de negociação do texto. De acordo com a declaração do relator, persistiram impasses nas tratativas com a área técnica do Ministério da Fazenda.
"Não tivemos, com área técnica do ministério, a mesma facilidade que tivemos com o ministro Dario Durigan. Restaram alguns impasses. Outra solução não há senão a solução que encaminhamos no nosso relatório, infelizmente", afirmou Calheiros, segundo o conteúdo fornecido.
O material original não detalha quais emendas foram parcialmente acatadas, nem especifica os pontos do relatório que foram mantidos ou modificados em relação ao parecer aprovado anteriormente na CAE. A fonte também não informa quais critérios de renegociação estão previstos no texto nem quais públicos serão alcançados pela proposta.
Durante a discussão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), citada como uma das líderes da bancada ruralista, defendeu a aprovação da matéria ainda nesta quarta-feira (10). Segundo ela, o projeto não tem caráter eleitoreiro e busca atender o setor agropecuário em um contexto descrito por ela como de juros altos e guerras no mundo.
"Temos que aprovar esse projeto hoje. E se ajustes vierem, serão muito bem-vindos", disse a senadora, conforme o material de entrada.
Até o momento descrito pela fonte, o projeto seguia para votação no plenário do Senado. O material divulgado não informa o alcance financeiro da proposta, os critérios de adesão nem os impactos diretos esperados para produtores rurais.
O agronegócio brasileiro acompanha de perto as discussões globais sobre mudanças climáticas. Em Bonn, na Alemanha, representantes de quase 200 países participam de uma das reuniões mais importantes que antecedem a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).
O encontro funciona como a principal etapa técnica de negociação antes da conferência e reúne debates sobre políticas e ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas em discussão estão adaptação, mitigação e perdas e danos.
Este é um ano considerado decisivo para as negociações relacionadas à agricultura dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Isso porque chega ao fim o atual mandato do Trabalho Conjunto de Sharm el-Sheikh para Ação Climática na Agricultura, mecanismo criado para discutir soluções específicas para o campo diante dos desafios climáticos.
“A gente tem acompanhado aqui as negociações em Bonn com a expectativa de que esse mandato seja renovado para que a agricultura e a pecuária continuam continuem sendo discutidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC) de forma a reconhecer o trabalho que os produtores rurais já fazem no campo”, assessora técnica de sustentabilidade da CNA, Amanda Roza.
Segundo Roza, o objetivo é ampliar o reconhecimento das ações já realizadas pelos produtores rurais, destacando tecnologias implementadas no campo, boas práticas produtivas e iniciativas voltadas à sustentabilidade.
Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acompanhar essas definições é estratégico para garantir que a produção agropecuária brasileira permaneça inserida de forma estruturada no regime climático internacional e tenha reconhecida sua contribuição para o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris.
“Temos acompanhado para levar os produtores rurais como que eles têm contribuído com o Acordo de Paris e com a convenção do clima e com as metas também climáticas aqui no Brasil”, afirma Roza.
Expectativas
As discussões também começam a abrir caminho para os próximos passos das conferências climáticas. Entre os assuntos acompanhados está o chamado roteiro para o combate ao desmatamento apresentado pela presidência brasileira da COP30, além das primeiras expectativas para a COP31 e a definição da futura agenda de ação.
Segundo Roza, para a COP31, a presidência deverá apresentar uma agenda de ações que definirá os principais temas em discussão e indicará de que forma a agricultura será inserida nesse conjunto de iniciativas.
“Então, são duas semanas bem intensas de negociação e que a gente espera que a agricultura caminhe para ser cada vez mais reconhecida como uma solução climática”, destaca Roza.
Após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta quarta-feira (10) que ainda não há acordo para a votação do Projeto de Lei nº 5.122/2023 no plenário do Senado. A proposta trata da renegociação das dívidas rurais e estava na pauta do dia. Segundo o parlamentar, relator do texto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ainda não havia definição sobre a deliberação da matéria até o fim do dia.
Calheiros disse à imprensa, após o encontro, que Durigan é “muito receptivo, acessível”, mas que não há entendimento fechado sobre o projeto. O senador relatou ainda que não sabia se o texto seria votado nesta quarta-feira (10), apesar de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ter anunciado que o plenário da Casa deliberaria sobre a proposta.
O projeto foi aprovado no fim de maio pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Participaram da reunião, além de Calheiros, os senadores Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente no Senado da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e Jacques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, além do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). De acordo com o material fornecido, apenas Calheiros falou com a imprensa.
Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast Agro, Alcolumbre atua na interlocução entre senadores e governo para construir um “meio-termo” em torno do texto aprovado na comissão. Um dos pontos centrais em debate é a eventual restrição da proposta aos financiamentos bancários, com retirada das dívidas privadas, como operações com indústria, revendas e cooperativas. Uma das emendas apresentadas trata da manutenção das Cédulas de Produto Rural (CPRs) financeiras e da exclusão das CPRs com fornecedores.
O texto envolve R$ 180 bilhões em dívidas rurais. A proposta permite o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda, incluindo fundos constitucionais, para uma linha especial de financiamento voltada à renegociação dos débitos. A equipe econômica estima que o custo para a União pode chegar a R$ 817 bilhões em 13 anos.
De acordo com o conteúdo informado, o agronegócio busca a aprovação da medida antes do Plano Safra 2026/27, com início em 1º de julho. O material indica que a intenção é oferecer alívio a produtores rurais inadimplentes e fôlego de caixa para operações prorrogadas, mas não detalha quais perfis de produtores seriam atendidos nem os critérios operacionais da renegociação.
Até o momento, o projeto segue sem acordo fechado para votação no plenário do Senado. O material fornecido não informa prazo para eventual deliberação final, nem detalha a versão de consenso que pode ser construída entre Congresso e equipe econômica.
Passados mais de 100 dias desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, o mercado global de fertilizantes tem apresentado mudanças significativas. Se por um lado as tensões geopolíticas continuam preocupando quanto à oferta de insumos e aos custos logísticos, a exportação chinesa e a demanda indiana passaram a exercer influência ainda maior sobre a formação dos preços nas últimas semanas, em que a ureia apresentou queda expressiva.
Ainda assim, o agricultor brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar margens mais apertadas, especialmente para a soja, com um cenário de incertezas climáticas relacionadas à previsão de El Niño e custos elevados de produção impulsionados pelo preço dos fosfatados, fatores que podem levar à redução do grau de tecnologia e perdas em produtividade.
Nitrogenados aliviam parcialmente os custos de produção, com melhora para o milho
Entre os principais destaques dos últimos meses está a queda dos preços da ureia diante de uma combinação de fatores baixistas, incluindo o aumento das exportações chinesas através da liberação de novos volumes nas cotas, e a sazonalidade, com período de negócios mais lento após a finalização das compras pelo Hemisfério Norte.
Além disso, a quebra de demanda pelos principais compradores globais – com exceção da Índia subsidiada – contribuiu para aliviar parte da pressão sobre os preços, favorecendo uma melhora gradual das relações de troca nas últimas semanas. No Brasil, o preço da ureia retornou a patamares pré-guerra, com queda de US$ 200/t em um mês. A relação de troca do milho com a ureia melhorou em torno de 20 sacas em relação ao início de maio. Ainda assim, o índice está acima da média histórica e significativamente superior ao mesmo período do ano passado.
Nesse contexto, a cautela permanece entre os agricultores, mas os negócios para a safra 2026/27 devem entrar no radar conforme a atual melhora de cenário e proximidade do plantio, possibilitando a redução da exposição a possíveis riscos logísticos e oscilações de preços mais adiante. Já para a segunda safra, ainda há espaço para novas janelas de oportunidade.
Sulfato de amônio segue como alternativa e importações brasileiras consolidam a substituição de fontes
O sulfato de amônio permanece com o melhor custo por ponto de nitrogênio, entretanto, a diferença diminuiu significativamente com a recente queda da ureia, exigindo uma análise mais detalhadas sobre o custo por unidade de nutriente e adequação agronômica para cada sistema produtivo.
A fonte de menor concentração está mais disponível no mercado interno: de janeiro a maio foram importadas 2 milhões de toneladas de sulfato de amônio, volume 15% superior em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os volumes de ureia registram o menor nível dos últimos anos, com 1,58 milhões de toneladas, queda de 25% em relação a janeiro a maio de 2025.
Fosfatados continuam como principal gargalho, sem perspectiva de melhora a tempo da safra de verão
Se os nitrogenados trouxeram algum alívio, os fosfatados continuam com sérios problemas de limitação de oferta, sustentando os altos patamares de preço.
O setor continua enfrentando restrições na disponibilidade de enxofre, em que cerca de 45% do volume é exportado pelo Estreito de Ormuz. A matéria-prima, fundamental para a produção de fertilizantes fosfatados, está em níveis máximos de preço, dificultando a margem industrial e consequentemente o fornecimento do fertilizante. Além disso, cresce a competição pelo ácido fosfórico destinado à cadeia de baterias para veículos elétricos, adicionando um componente estrutural de suporte às cotações.
Vale ressaltar ainda, que apesar do alívio nas cotas de exportação de nitrogenados, a China mantém as limitações para os fosfatados e também enfrenta dificuldades de produção devido ao enxofre.
O resultado é um cenário de manutenção dos preços do MAP e substitutos em patamares elevados e relações de troca historicamente desfavoráveis, com impacto no custo de produção da safra 26/27. Em junho deste ano, são necessárias em torno de 10 sacas a mais de soja para a obtenção de 1 tonelada de MAP comparado ao mesmo período do ano passado.
Potássicos em estabilidade possibilitaram adiantamento das compras
Diante das turbulências dos nitrogenados e fosfatados, os potássicos apresentaram-se com ampla estabilidade, disponibilidade estável e demanda constante, trazendo maior previsibilidade para os negócios e possibilitando o adiantamento das compras. De janeiro a maio, o Brasil importou 5,8 milhões de toneladas de KCl, quantidade 8% superior ao mesmo período do ano passado.
Para o agricultor, apesar do preço estar mais alto em relação ao ano passado, as relações de troca não destoam tanto quanto os outros fertilizantes, permitindo aquisições mais seguras.
Impactos e estratégias para a safra 26/27
Com os custos de produção impactados pelos fertilizantes fosfatados, é esperado redução nas aplicações do fertilizante. Outro movimento observado é a maior participação de fontes de menor concentração nutricional em substituição a fertilizantes tradicionalmente utilizados, reflexo da busca por alternativas economicamente mais viáveis.
Cada produtor deve se atentar aos ajustes possíveis dentro de sua realidade. Ferramentas como análise de solo, manejo localizado, escolha adequada das fontes e avaliação criteriosa do custo-benefício, são fundamentais para maximizar o retorno econômico do sistema produtivo.
Outra variável que merece atenção é a logística quanto ao aumento do custo de frete e riscos relacionados ao timing da entrega conforme os atrasos na tomada de posição.
Dessa forma, a decisão assertiva deve considerar, além do custo dos fertilizantes, com cada nutriente tendo sua particularidade, os riscos associados ao clima, logística e à manutenção da produtividade.
*Maísa Romanello é engenheira agrônoma, especialista em fertilizantes da consultoria Safras & Mercado
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciaram, nesta quarta-feira (10), cinco novas operações de crédito do Fundo Clima Florestas, no valor total de R$ 834 milhões. Segundo o material divulgado, os contratos, somados aos recursos privados para execução dos projetos, devem alavancar R$ 2,7 bilhões em reflorestamento. As iniciativas abrangem Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.
De acordo com o BNDES, os financiamentos foram destinados aos grupos BTG Pactual, Systemica, Biomas, Courageous e RRG Soluções Baseadas na Natureza. Os projetos combinam restauração ecológica e produtiva, manejo sustentável e sistemas agroflorestais com espécies nativas.
O material informa que, juntos, os projetos preveem restaurar mais de 65,6 mil hectares, gerar mais de 27 mil empregos verdes e plantar mais de 108 milhões de árvores nativas. Também está prevista a captura de milhões de toneladas de CO₂, embora o texto original não detalhe o volume consolidado total.
Entre as operações, a Camapuã Agropecuária, controlada pela BTG Pactual Timberland Investment Group, obteve R$ 200 milhões para proteger e restaurar 49,4 mil hectares no Cerrado, em Mato Grosso do Sul. Desse total, 24,8 mil hectares são de áreas degradadas e 24,6 mil hectares correspondem à conservação de vegetação nativa. O projeto prevê a captura de 36 milhões de créditos de carbono.
A Systemica recebeu carta para operação de R$ 180 milhões, por meio da Triunfo do Xingu Restauração Ecológica Sociedade de Propósito Específico, na Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu. O projeto prevê o plantio de 1,5 milhão de mudas e o uso de 100 toneladas de sementes nativas.
No caso do projeto Muçununga, os grupos Biomas e Carbon2Nature Brasil terão R$ 87,2 milhões para atuação em áreas da Veracel Celulose. Segundo o BNDES, a iniciativa deve gerar 500 mil créditos de carbono em 40 anos e inclui o plantio de mais de 100 espécies.
Em Roraima, a Courageous Land Roraima SPE S.A. implantará sistemas agroflorestais em 2 mil hectares, com produção de café, açaí e madeireiras em áreas degradadas de Rorainópolis. Já a RRG Soluções Baseadas na Natureza Ltda recebeu carta para R$ 250 milhões em 2,5 mil hectares destinados à produção de cacau sustentável na Bahia, sendo 500 hectares em Teixeira de Freitas e 2 mil em Casa Nova.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, afirmou que o instrumento opera por meio de crédito e não de doação, com foco em restauração de florestas nativas e sistemas produtivos associados. O material divulgado não detalha o cronograma de desembolso das operações nem os prazos de execução de todos os projetos.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em Svalbard, na Noruega. Foto: Embrapa
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, entregou nesta quarta-feira (10) uma nova remessa de sementes brasileiras ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. Ao todo, foram enviados 24 acessos de culturas como caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, que passam a integrar a maior reserva de segurança agrícola do planeta.
As novas amostras se somam aos mais de 8 mil materiais genéticos já depositados pela Embrapa no cofre norueguês desde 2012. O objetivo da estrutura, localizada no arquipélago de Svalbard, é preservar a biodiversidade agrícola mundial diante de ameaças como guerras, mudanças climáticas, pragas e desastres naturais.
O banco global conserva atualmente cerca de 1,38 milhão de amostras de sementes de mais de 5 mil espécies, oriundas de 223 países e territórios. As remessas são feitas por instituições de pesquisa e bancos genéticos de diversos países.
Segundo Silvia Massruhá, o envio reforça o papel estratégico da pesquisa agropecuária brasileira na segurança alimentar global.
“Essa iniciativa representa uma salvaguarda da biodiversidade agrícola mundial e reforça o compromisso da ciência brasileira com a segurança alimentar, a preservação dos recursos genéticos e a capacidade de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas”, afirmou.
Entre as culturas brasileiras já armazenadas no cofre estão arroz, feijão, milho, soja, trigo, forrageiras, hortaliças e fruteiras. De acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Juliano Pádua, os maiores volumes depositados são de arroz, feijão e milho, culturas consideradas essenciais para a segurança alimentar.
Brasil mantém maior banco de sementes da América Latina
Além do envio internacional, a Embrapa mantém em Brasília o maior banco de sementes da América Latina e um dos maiores do mundo. A estrutura abriga quase 126 mil amostras de 1.213 espécies diferentes, armazenadas em temperaturas de 18 graus negativos.
O banco genético vegetal da instituição tem capacidade para conservar até 600 mil amostras de sementes em quatro câmaras frias, com possibilidade de expansão para 900 mil materiais.
Segundo a Embrapa, o acervo inclui espécies vegetais, animais e microrganismos utilizados em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agropecuária, como bioinsumos, biofertilizantes e biodefensivos.
Cooperação internacional amplia foco em bioeconomia e sustentabilidade
A agenda da presidente da Embrapa na Noruega também inclui reuniões com ministérios, institutos de pesquisa e universidades para ampliar a cooperação científica internacional. Entre os destaques está a assinatura de uma carta de intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (Nibio).
O acordo prevê colaboração em áreas como bioeconomia, biotecnologia, segurança alimentar, sustentabilidade, manejo de solos, bioinsumos e recursos hídricos. A cooperação poderá envolver intercâmbio técnico, projetos conjuntos e missões científicas.
A Embrapa também visitou o Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos (Nofima), referência mundial em aquicultura e inovação em alimentos. As instituições discutem possíveis parcerias em economia circular, rastreabilidade, aproveitamento de resíduos agroindustriais e adaptação da aquicultura às mudanças climáticas.
A Região Sudeste do Brasil vai enfrentar chuvas fora do padrão esperado para o período, temporais isolados, rajadas de vento intensas e risco pontual de granizo a partir desta sexta-feira (12), quando um segundo ciclone deve se formar na costa da Região Sul, segundo previsão da Meteored. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo estão na área de influência do sistema, que deve seguir causando instabilidades pelo menos até o fim de semana.
Esse primeiro sistema deve perder força sobre o oceano, com impacto restrito à Região Sul. O segundo ciclone, de acordo com a Meteored, terá comportamento distinto: ao emergir entre a madrugada e a manhã de sexta, vai puxar umidade e acionar uma cadeia de instabilidades que avança sobre o Sudeste ao longo de todo o dia.
Segundo dados divulgados pela Meteored, as chuvas chegam primeiro ao interior paulista e ao Triângulo Mineiro ainda nas primeiras horas da sexta-feira, espalhando-se progressivamente para o centro e o leste de Minas Gerais e para o Rio de Janeiro ao longo da tarde. À noite, o foco das instabilidades se desloca para o norte fluminense, o sul do Espírito Santo e o centro-leste mineiro, onde ainda há risco de pancadas fortes e temporais isolados.
Na capital paulista, a Meteored prevê um dia inteiro de mau tempo: chuva pela manhã, temporal à tarde e noite chuvosa. Rio de Janeiro e Belo Horizonte devem registrar apenas chuvas fracas no período vespertino. Já os ventos se intensificam especialmente na tarde de sexta, com rajadas entre 50 e 70 km/h previstas para São Paulo, sul e sudeste de Minas Gerais e centro do Rio de Janeiro — podendo chegar a 80 km/h pontualmente no leste paulista e na Grande São Paulo, de acordo com o levantamento da Meteored.
No sábado (13), o sistema começa a recuar para o oceano, mas ainda não libera o Sudeste: pancadas isoladas seguem previstas nos quatro estados ao longo do dia, com maior concentração no período da tarde. Enquanto São Paulo deve ter períodos de sol intercalados com chuva passageira, Belo Horizonte terá céu encoberto e chuvas fracas entre o fim da tarde e a noite. Rio de Janeiro e Vitória ficam com o tempo mais aberto, segundo a Meteored.
O mercado físico do boi gordo encerrou a quarta-feira (10) com preços mais baixos em meio às tentativas de compra da indústria em patamares inferiores. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem ajustando suas estratégias diante da perspectiva de esgotamento antecipado da cota de exportação para a China, previsto para ocorrer entre junho e julho.
De acordo com o analista, o cenário tem levado à necessidade de redução dos abates, além da diminuição ou até eliminação das bonificações pagas aos animais enquadrados no padrão China. O movimento já era esperado pelo mercado, uma vez que as exportações avançaram de forma acelerada ao longo do primeiro semestre, com forte direcionamento ao mercado chinês.
Mesmo com escalas de abate mais curtas, Iglesias avalia que ainda há pouca margem para uma valorização mais consistente da arroba no curtíssimo prazo, diante da postura cautelosa adotada pela indústria frigorífica.
Entre as principais praças pecuárias do país, a arroba foi cotada, em média, a R$ 353,17 em São Paulo, na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação ficou em R$ 338,21, enquanto Minas Gerais registrou média de R$ 330,88. Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 353,07, e em Mato Grosso, a R$ 357,30.
No mercado atacadista, o movimento foi oposto. Os preços da carne bovina avançaram ao longo do dia, sustentados pela boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. A expectativa de consumo para junho também permanece positiva, especialmente às vésperas dos jogos da seleção brasileira.
Apesar da recuperação no atacado, a carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas concorrentes, sobretudo em relação à carne de frango. O quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,70 por quilo, a ponta de agulha em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro em R$ 27,00 por quilo.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial fechou a sessão em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1686 para venda e R$ 5,1666 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1590 e a máxima de R$ 5,1970.
O comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 29,5 bilhões entre janeiro e maio de 2026, queda de 14,3% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo monitor divulgado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) nesta terça-feira (10). No período, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 16%, para US$ 14,0 bilhões, enquanto as importações caíram 12,6%, para US$ 15,5 bilhões.
De acordo com a Amcham Brasil, o desempenho do fluxo bilateral ficou abaixo do resultado das exportações brasileiras totais, que cresceram 8,7% no mesmo intervalo. Com isso, o déficit do Brasil no comércio com os Estados Unidos avançou 43,3% e alcançou US$ 1,5 bilhão.
O levantamento mostra que os produtos brasileiros sujeitos a sobretaxas adicionais tiveram retração ainda maior, de 22,6%. O cenário ocorre em meio aos relatórios das investigações da Seção 301 conduzidas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo a entidade, caso as medidas propostas sejam confirmadas, determinados itens brasileiros poderão enfrentar tarifas extras de até 37,5%.
Entre os produtos com queda nas exportações aos Estados Unidos, a Amcham Brasil cita petróleo bruto, café não torrado, semiacabados de ferro ou aço e celulose. No caso do agro e da base florestal, a retração em café e celulose indica perda de ritmo em uma pauta relevante para exportadores brasileiros. A eventual ampliação de tarifas pode reduzir a competitividade desses embarques frente a fornecedores de outros países.
Pelo lado das importações, as maiores reduções ocorreram em motores e máquinas, aeronaves e partes, e óleos brutos de petróleo. Em maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,1 bilhões, recuo de 14% sobre igual mês de 2025, no décimo mês consecutivo de queda. As importações recuaram 11%, no sexto mês seguido de retração.
Segundo o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, os dados reforçam a necessidade de avançar nas negociações para evitar novas tarifas e criar condições para retomada do fluxo comercial bilateral.
Os dados indicam desaceleração persistente no comércio bilateral em 2026, mas o efeito final sobre cadeias exportadoras dependerá do desfecho das investigações conduzidas pelo USTR e da evolução das negociações entre os dois países. Até o momento, a Amcham Brasil não detalhou, no material citado, quais produtos brasileiros podem ser atingidos por tarifa adicional de até 37,5%.