quinta-feira, junho 25, 2026

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Vazio sanitário da soja começa em junho no Mato Grosso


O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso informou que o calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 foi mantido sem alterações após a publicação de uma nova instrução normativa conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso. Com isso, o vazio sanitário seguirá entre 8 de junho e 6 de setembro de 2026, enquanto o plantio da soja estará autorizado de 7 de setembro de 2026 até 7 de janeiro de 2027.

A atualização da normativa oficializa medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no estado, mas preserva as datas já previstas anteriormente na Instrução Normativa nº 002/2025. O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso orienta os produtores rurais a observarem os prazos e as exigências estabelecidas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

Durante o período do vazio sanitário, permanece proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais com possibilidade de germinação espontânea. A medida é considerada uma das principais estratégias para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra.

Entre as obrigações previstas está a eliminação das chamadas plantas “guaxas” ou voluntárias, que germinam espontaneamente após a colheita. O controle dessas plantas deve ocorrer dentro do período do vazio sanitário para evitar que funcionem como ponte verde para a manutenção da doença no campo.

A normativa também prevê o monitoramento contínuo das lavouras para identificação da ferrugem asiática. Em caso de detecção da doença, o produtor deverá realizar o controle imediato. As regras ainda abrangem o transporte de grãos e sementes de soja, determinando que as cargas sejam acondicionadas de forma adequada para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja. O vazio sanitário e o cumprimento das medidas fitossanitárias são apontados pelo setor como fundamentais para reduzir a sobrevivência do fungo, diminuir a pressão da doença nas lavouras e preservar a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.

O monitoramento constante das áreas cultivadas também continua sendo uma exigência prevista na normativa estadual. Em caso de identificação da ferrugem asiática, o produtor deverá executar medidas imediatas de controle para evitar a disseminação da doença.

As regras também abrangem o transporte de grãos e sementes de soja, estabelecendo que as cargas sejam acondicionadas corretamente para impedir derramamentos ao longo de rodovias e vias públicas do estado.

A ferrugem asiática segue como uma das principais preocupações fitossanitárias da cadeia produtiva da soja no estado. O cumprimento do vazio sanitário e das demais medidas previstas é considerado essencial para reduzir a pressão da doença entre as safras e contribuir para a sustentabilidade da produção agrícola mato-grossense.





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Juro médio do crédito livre sobe para 49,5% em abril, informa Banco Central


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 48,3% em março para 49,5% em abril, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (28). Na comparação com abril de 2025, quando estava em 45,0%, o indicador também avançou. O movimento veio acompanhado de alta no spread bancário e no custo efetivo do crédito pago por famílias e empresas.

De acordo com o Banco Central, o juro médio do crédito livre para pessoas físicas passou de 61,5% para 63,0% entre março e abril. Para empresas, a taxa subiu de 24,8% para 25,3% no mesmo período. No crédito total, que inclui operações livres e direcionadas com recursos da poupança e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a taxa média foi de 33,2% para 33,8%.

Entre as modalidades, a taxa do cheque especial avançou de 138,9% para 141,1%. No crédito pessoal total, o juro saiu de 54,8% para 57,1%. Já o crédito para aquisição de veículos permaneceu em 26,6%.

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O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mede os juros efetivamente pagos no estoque das operações em andamento, subiu de 24,1% para 24,3%. O spread médio nas operações de crédito livre passou de 34,6 pontos porcentuais para 35,9 pontos. No segmento de pessoa física, foi de 47,5 para 49,2 pontos. Nas empresas, subiu de 11,6 para 12,3 pontos.

O Banco Central também informou que o endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional ficou em 49,8% em março, após 49,9% em fevereiro. O comprometimento de renda caiu de 29,6% para 29,3%.

Embora os dados não tragam recorte para o crédito rural, a elevação dos juros livres é um sinal relevante para cadeias produtivas que recorrem a capital de giro, antecipação de recebíveis e financiamento bancário fora das linhas direcionadas.

Os números indicam encarecimento do crédito bancário no curto prazo. Sem detalhamento setorial do Banco Central, não é possível medir neste levantamento o efeito específico sobre o agro, mas a alta do custo financeiro tende a seguir no radar de empresas e produtores que utilizam linhas livres para reforço de caixa e operações correntes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CTC tem lucro de R$ 39,9 milhões no 4º trimestre da safra 2025/26


CTC tem lucro de R$ 39,9 milhões no 4º trimestre da safra 2025/26

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) registrou lucro líquido de R$ 39,916 milhões no quarto trimestre da safra 2025/26, encerrado em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28), em São Paulo. O valor representa queda de 5,1% na comparação com igual período da temporada anterior. No mesmo intervalo, a receita líquida subiu 6,6%, para R$ 120,977 milhões, enquanto o Ebitda somou R$ 40,558 milhões, recuo de 15,6%.

A margem Ebitda caiu 8,8 pontos porcentuais no trimestre, para 33,5%. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores do CTC, Paulo Polezi, a pressão sobre a margem esteve ligada à concentração de despesas operacionais no período. Ao Broadcast Agro, o executivo afirmou que o calendário do setor concentra entregas de projetos, compromissos e consultorias no último trimestre.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) avançaram 22% no trimestre, para R$ 79,595 milhões. No acumulado da safra 2025/26, o lucro líquido chegou a R$ 216,474 milhões, alta de 23,2% ante a temporada anterior. O Ebitda cresceu 10,4%, para R$ 218,721 milhões, e a receita líquida aumentou 11,3%, para R$ 470,58 milhões. Os aportes em P&D somaram R$ 268,035 milhões, alta de 14,6%. O caixa líquido ao fim da safra foi de R$ 501,658 milhões.

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De acordo com Polezi, o resultado anual refletiu crescimento de receita e manutenção da rentabilidade, mesmo com reforço de estrutura e aumento dos investimentos em inovação. Na avaliação operacional, o CEO do CTC, Cesar Barros, destacou ganho de 6 pontos de market share de plantio na safra, com participação de 32% nesse mercado.

Barros informou ainda que a variedade CTC 9006 foi a mais plantada entre os clientes da companhia. Na plataforma CTC Advana 1, o lançamento comercial alcançou mais de 268 clientes, segundo a empresa. O executivo também citou a aprovação, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), da primeira variedade da plataforma VerdPRO2, voltada ao controle da broca e ao manejo de plantas daninhas.

Na frente de sementes sintéticas, o CTC inaugurou a Unidade de Produção de Sementes Sintéticas (UPS) e realizou plantio mecanizado em 20 hectares. A meta da companhia é ampliar essa área para cerca de 100 hectares na safra 2026/27.

Os números indicam continuidade da estratégia de expansão comercial e de intensificação dos investimentos em tecnologia para a cana-de-açúcar. O efeito prático dessas iniciativas sobre produtividade, adoção em escala e retorno operacional na próxima safra dependerá da evolução dos testes de campo, da demanda dos clientes e da execução dos projetos já em andamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Saiba como acompanhar a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26


A cidade de Campo Grande (MS) recebe, no dia 18 de junho, a cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, que anunciará produtores e pesquisadores homenageados. O anúncio acontecerá durante a programação do Fiap 2026.

A premiação homenageia profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da cadeia da soja no Brasil, incluindo produtores rurais e pesquisadores ligados ao setor. Para acompanhar é simples: basta ativar o lembrete no link abaixo:

Os vencedores foram definidos em duas categorias: um foi escolhido por votação popular e outro por avaliação de júri técnico. O evento terá transmissão a partir das 18h, no horário de Mato Grosso do Sul.

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Período seco avança e chuvas se concentram no Norte do país


O Brasil enfrenta um avanço do período seco, enquanto chuvas se concentram na região Norte do país, conforme as previsões meteorológicas para os próximos dias. O tempo firme predominará em grande parte do território, mas algumas áreas, especialmente no Norte e Nordeste, devem registrar precipitações significativas.

Condições climáticas no Nordeste

No litoral do Nordeste, a Bahia terá chuvas devido aos ventos marítimos. Já no Ceará, Piauí e Maranhão, a previsão de chuvas está associada à zona de convergência intertropical, que intensifica as instabilidades climáticas na região.

Previsão para o Maranhão

Em Caxias, Maranhão, as temperaturas devem oscilar pouco nos próximos 30 dias, com chuvas previstas para quinta, sexta e sábado. Essas precipitações são consideradas importantes para as pastagens e culturas de subsistência, como feijão, mandioca e milho.

Expectativas para junho

Entre 28 de maio e 1º de junho, a previsão indica pouca chuva na faixa central do Brasil, abrangendo o Sudeste e Centro-Oeste. No entanto, entre 2 e 6 de junho, há expectativa de melhora nas condições climáticas, com chuvas mais frequentes, especialmente no Triângulo Mineiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Temperaturas em capitais brasileiras

  • Belém: mínima de 24°C, máxima de 32°C, com previsão de chuvas.
  • Fortaleza: mínima de 24°C, máxima de 30°C, com abafamento e chuvas à tarde.
  • Curitiba: mínima de 13°C, máxima de 20°C, com sensação térmica mais fria.

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Senar inaugura primeiro centro de formação profissional rural no Brasil


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) inaugurou no Rio Grande do Sul o primeiro centro de formação profissional rural do Brasil, localizado em Ulha Negra, na campanha gaúcha. O espaço, que recebeu um investimento de R$ 60 milhões, visa oferecer cursos gratuitos para operadores de máquinas e produtores rurais, com foco em tecnologia e agricultura de precisão.

Estrutura do centro

O centro ocupa uma área de 36 hectares e conta com cinco pavilhões, totalizando mais de 6.000 m² de área construída. O complexo foi projetado para proporcionar uma experiência de capacitação que conecta teoria e prática no campo.

Objetivos e cursos oferecidos

O centro tem como meta qualificar pelo menos 8.000 alunos por ano, focando no uso de modernas tecnologias agrícolas. Os cursos incluem:

  • Operação de tratores
  • Plantadeiras
  • Pulverizadores
  • Colheitadeiras
  • Drones

As inscrições podem ser feitas no site do Senar RS e os cursos são gratuitos. O centro inicialmente atenderá operadores e produtores do Rio Grande do Sul, mas também poderá receber alunos de outras regiões do país.

Benefícios para os participantes

Os participantes terão acesso a hospedagem, alimentação e transporte diário até o local dos treinamentos. Além disso, marcas de máquinas fornecerão equipamentos e capacitações técnicas para os instrutores do Senar, garantindo um acompanhamento técnico próximo e eficaz.

O Senar destaca que a capacitação é essencial para atender à demanda do setor agrícola, especialmente em um cenário de mecanização crescente e falta de mão de obra qualificada. Os operadores que se capacitarem terão boas perspectivas de emprego no mercado rural.

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Aprovação do PL 512 traz alívio para produtores rurais do RS


A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 512, que agora segue para o plenário da casa em regime de urgência. A aprovação foi comemorada por líderes do setor agropecuário do Rio Grande do Sul, que destacaram a importância da medida para aliviar a situação financeira dos produtores rurais.

Importância da aprovação

Os presidentes da Farçul, Domingos Velho Lopes, da Fetag, Eugênio Zanete, e o vice-presidente da Feder, Roberto Quijino, expressaram sua satisfação com a aprovação do projeto. Eles ressaltaram que a medida é um passo significativo para enfrentar os desafios enfrentados pelos agricultores, especialmente após anos de perdas devido a problemas climáticos.

Unidade do setor agropecuário

Os líderes do setor enfatizaram a unidade do agro gaúcho e agradeceram ao Senado pela sua participação e responsabilidade na aprovação do projeto. Eles afirmaram que a medida atenderá plenamente às necessidades dos produtores rurais do estado, ajudando a resolver os problemas de endividamento enfrentados por muitos deles.

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Chuvas atrasam colheita de café e impactam cotações do arábica no Brasil


A colheita de café do Brasil está enfrentando um ritmo lento na maioria das regiões produtoras, conforme apontado pelo Cepea. As chuvas têm dificultado o avanço das atividades, resultando em oscilações nas cotações do café arábica, que registrou uma queda de 8% em maio, com média de R$ 929 a saca de 60 kg.

Impacto nas cotações do café

As cotações do café arábica estão sob pressão devido ao avanço da colheita. Em contrapartida, o café robusta apresentou uma leve alta de 1,33% na média deste mês.

  • Café arábica: recuo de 8% em maio
  • Média de R$ 929 a saca de 60 kg
  • Café robusta: alta de 1,33%

Produção de cana-de-açúcar

As usinas do centro-sul do Brasil moeram mais de 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril, representando um aumento de mais de 123% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Exportações de algodão

As exportações brasileiras de algodão em pluma somaram mais de 230.000 toneladas na parcial de maio. Apesar de um volume 37,8% abaixo do registrado em abril, já supera em quase 20% o total do mês de maio de 2025, configurando o maior volume da história para este mês.

  • Média diária: mais de 15.000 toneladas
  • Aumento de 67,8% em relação ao ano passado

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Programa Saúde no Campo atende 55 mil pessoas em um ano


Programa Saúde no Campo atende 55 mil pessoas em um ano

O Programa Saúde no Campo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), completou um ano de operação com atendimento a cerca de 55 mil produtores e trabalhadores rurais em 25 estados e 827 municípios. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28), em Brasília (DF), foram realizadas mais de 96 mil visitas por técnicos de saúde desde o lançamento, em maio de 2025.

Os números foram apresentados durante o evento Saúde Rural em Evidência, promovido pelo Sistema Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (CNA/Senar). De acordo com comunicado da entidade, o programa está presente em todas as regiões do país e atua com visitas periódicas às propriedades rurais.

A metodologia prevê orientação individual e coletiva, monitoramento de indicadores de saúde e encaminhamento para a rede pública quando necessário. Segundo o Senar, cerca de 20 mil participantes relataram algum tipo de comorbidade e passaram a receber acompanhamento com orientações específicas para controle da condição e prevenção de complicações.

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Além do atendimento voltado à saúde preventiva, o programa inclui ações relacionadas às condições estruturais das propriedades assistidas pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar. Entre os pontos observados estão saneamento básico, qualidade da água, destinação correta de resíduos e condições de moradia.

O comunicado também informa registros de mudanças de hábitos entre os atendidos, com aumento da prática de atividade física, melhora na alimentação e maior adesão ao acompanhamento de saúde. O programa ainda trabalha temas como saúde mental e redução de fatores de risco, entre eles tabagismo e consumo de álcool.

Para o meio rural, a iniciativa amplia o acesso à orientação técnica de saúde dentro das propriedades e integra esse acompanhamento a aspectos operacionais e sanitários do ambiente de trabalho. O Senar, no entanto, não detalhou no material divulgado indicadores comparativos de produtividade, afastamentos ou custos associados ao programa.

Com um ano de execução e cobertura em 25 estados, o programa entra em nova etapa com presença consolidada em 827 municípios. Sem dados adicionais sobre expansão ou metas futuras no comunicado, a avaliação técnica disponível se concentra no alcance territorial, no volume de visitas e no acompanhamento continuado de produtores e trabalhadores rurais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto zera imposto de pão e farinha sem glúten


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) vai transformar em projeto de lei a sugestão — apresentada por meio do Portal e-Cidadania — de eliminar os tributos sobre farinhas, misturas e pães sem glúten. A decisão foi tomada em reunião nesta quarta-feira (27).

A sugestão (SUG 5/2025) altera a Lei Complementar 214, de 2025, para incluir esses produtos entre os que são beneficiados com alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A proposta teve origem em uma ideia legislativa que recebeu 20.730 manifestações individuais favoráveis no Portal e-Cidadania, com apoios em todas as unidades da federação.

A sugestão recebeu parecer favorável do senador Marcos do Val (Avante-ES), que foi lido nesta quarta-feira pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

De acordo com o parecer de Marcos do Val, o projeto de lei estabelecerá alíquota zero (de CBS e IBS) para as farinhas e as misturas sem glúten classificadas no código 1901.20.90 da NCM/SH e para os pães sem glúten dos códigos 1905.90.10 e 1905.90.90 da NCM/SH.

NCM/SH é a sigla que junta dois sistemas de classificação de mercadorias: Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (SH).

Em seu parecer, Marcos do Val ressalta que os alimentos sem glúten são essenciais para quem tem doença celíaca, sensibilidade ao glúten e outras restrições alimentares.

Ele argumenta que, para essa parcela da população, a alimentação sem glúten não é uma escolha de consumo, mas uma necessidade médica permanente ligada à preservação da saúde, da dignidade humana e da qualidade de vida.

O senador afirma que produtos sem glúten muitas vezes apresentam preços significativamente mais altos que os dos produtos tradicionais derivados do trigo, criando uma barreira econômica ao seu acesso — e prejudicando principalmente famílias de baixa renda. 

“Em consequência, agravam-se quadros clínicos, ampliam-se desigualdades sociais e eleva-se a demanda futura sobre o sistema público de saúde”, salienta ele. 

Marcos do Val cita dados da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), segundo os quais a doença celíaca atinge cerca de 1% da população mundial, o que corresponderia a aproximadamente 2 milhões de pessoas no Brasil.

 





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