domingo, março 15, 2026

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R$ 10 milhões para acelerar expansão industrial, agrícola e turística em 2026


Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas

Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha.

O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos. Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. “Esse é um ciclo que plantamos em 2023 e que agora começa a mostrar toda a sua força. Investir é garantir que a cooperativa siga crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre honrando o trabalho das nossas famílias cooperadas”, afirma o CEO Heleno Facchin.

Com três unidades industriais — Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento — a Nova Aliança Vinícola Cooperativa segue expandindo sua atuação de forma integrada. A matriz responde por 49% da produção, com foco em suco de uva (90%) e vinhos e espumantes (10%). Farroupilha concentra outros 49%, divididos igualmente entre sucos e vinho/espumantes, enquanto Santana do Livramento, onde são elaborados 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% do volume total. A vinícola cooperativa mais antiga do Brasil – 96 anos – mantém, ainda, a posição de maior produtora mundial de suco de uva orgânico. Em 2025, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria estratégica em expansão que chegará no mercado em 2026 com novos rótulos.

No campo, a Nova Aliança segue ampliando seu patrimônio vitícola e fortalecendo a base agrícola que sustenta a produção. A projeção para a safra 2026 ultrapassa 40 milhões de quilos de uvas, com destaque para 1 milhão de quilos provenientes de cultivo orgânico. Em Santana do Livramento, a área plantada alcança 60 hectares, ampliada com 5 hectares em 2024, outros 5 em 2025 e mais 10 previstos para 2026. A meta, de acordo com Heleno Facchin, é dobrar a área nos próximos 10 anos, consolidando a Campanha Gaúcha como território estratégico para vinhos finos e espumantes.

O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

Além dos aportes corporativos, a Nova Aliança destaca os investimentos realizados diretamente pelos cooperados em suas propriedades, que reforçam a sustentabilidade econômica e social do modelo produtivo. As conquistas de 2025 — entre elas o fortalecimento do portfólio, o avanço na produção orgânica, a ampliação da capacidade industrial e o crescimento da linha de produtos especiais — são reflexo desse conjunto de investimentos que, somados, tornam a vinícola cooperativa mais competitiva e preparada para novos desafios. Tudo isso confirma a força desse ciclo de transformação: a cooperativa encerrou o ano sendo eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulando um conjunto expressivo de premiações nacionais e internacionais. O espumante Santa Colina Prosecco manteve o título de Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França); o NOVA Brut Champenoise recebeu um dos raros Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, acompanhado por outras seis medalhas de ouro — entre elas o NOVA 150 Anos –, enquanto a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025 destacou o melhor Cabernet Sauvignon do Brasil, além de outras oito amostras entre os mais representativos da safra. No Catad’Or World Wine Awards 2025, no Chile, a cooperativa conquistou quatro medalhas de ouro com rótulos de diferentes linhas e estilos, além de receber do Embaixador do Brasil, em Santiago, a distinção pelo Aliança Moscatel Rosé eleito Melhor Espumante da América Latina no Catad’Or 2024.

Esses resultados, somados à presença nacional em feiras estratégicas, ao avanço da produção orgânica, à ampliação da capacidade industrial e ao desenvolvimento de novas categorias como os vinhos desalcoolizados, consolidam 2025 como um ano de forte posicionamento técnico, comercial e institucional. As premiações e reconhecimentos obtidos comprovam que os investimentos realizados estão retornando em qualidade, competitividade, valor agregado e presença de marca — preparando a Nova Aliança para um 2026 ainda mais robusto e sustentável.

Com uma base sólida, foco em inovação e compromisso com o desenvolvimento regional, a Nova Aliança entra em 2026 fortalecida e alinhada a um plano de crescimento que une eficiência produtiva, expansão agrícola e valorização da comunidade que faz a cooperativa acontecer.

Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas

Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha.

O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos. Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. “Esse é um ciclo que plantamos em 2023 e que agora começa a mostrar toda a sua força. Investir é garantir que a cooperativa siga crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre honrando o trabalho das nossas famílias cooperadas”, afirma o CEO Heleno Facchin.

Com três unidades industriais — Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento — a Nova Aliança Vinícola Cooperativa segue expandindo sua atuação de forma integrada. A matriz responde por 49% da produção, com foco em suco de uva (90%) e vinhos e espumantes (10%). Farroupilha concentra outros 49%, divididos igualmente entre sucos e vinho/espumantes, enquanto Santana do Livramento, onde são elaborados 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% do volume total. A vinícola cooperativa mais antiga do Brasil – 96 anos – mantém, ainda, a posição de maior produtora mundial de suco de uva orgânico. Em 2025, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria estratégica em expansão que chegará no mercado em 2026 com novos rótulos.

No campo, a Nova Aliança segue ampliando seu patrimônio vitícola e fortalecendo a base agrícola que sustenta a produção. A projeção para a safra 2026 ultrapassa 40 milhões de quilos de uvas, com destaque para 1 milhão de quilos provenientes de cultivo orgânico. Em Santana do Livramento, a área plantada alcança 60 hectares, ampliada com 5 hectares em 2024, outros 5 em 2025 e mais 10 previstos para 2026. A meta, de acordo com Heleno Facchin, é dobrar a área nos próximos 10 anos, consolidando a Campanha Gaúcha como território estratégico para vinhos finos e espumantes.

O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

Além dos aportes corporativos, a Nova Aliança destaca os investimentos realizados diretamente pelos cooperados em suas propriedades, que reforçam a sustentabilidade econômica e social do modelo produtivo. As conquistas de 2025 — entre elas o fortalecimento do portfólio, o avanço na produção orgânica, a ampliação da capacidade industrial e o crescimento da linha de produtos especiais — são reflexo desse conjunto de investimentos que, somados, tornam a vinícola cooperativa mais competitiva e preparada para novos desafios. Tudo isso confirma a força desse ciclo de transformação: a cooperativa encerrou o ano sendo eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulando um conjunto expressivo de premiações nacionais e internacionais. O espumante Santa Colina Prosecco manteve o título de Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França); o NOVA Brut Champenoise recebeu um dos raros Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, acompanhado por outras seis medalhas de ouro — entre elas o NOVA 150 Anos –, enquanto a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025 destacou o melhor Cabernet Sauvignon do Brasil, além de outras oito amostras entre os mais representativos da safra. No Catad’Or World Wine Awards 2025, no Chile, a cooperativa conquistou quatro medalhas de ouro com rótulos de diferentes linhas e estilos, além de receber do Embaixador do Brasil, em Santiago, a distinção pelo Aliança Moscatel Rosé eleito Melhor Espumante da América Latina no Catad’Or 2024.

Esses resultados, somados à presença nacional em feiras estratégicas, ao avanço da produção orgânica, à ampliação da capacidade industrial e ao desenvolvimento de novas categorias como os vinhos desalcoolizados, consolidam 2025 como um ano de forte posicionamento técnico, comercial e institucional. As premiações e reconhecimentos obtidos comprovam que os investimentos realizados estão retornando em qualidade, competitividade, valor agregado e presença de marca — preparando a Nova Aliança para um 2026 ainda mais robusto e sustentável.

Com uma base sólida, foco em inovação e compromisso com o desenvolvimento regional, a Nova Aliança entra em 2026 fortalecida e alinhada a um plano de crescimento que une eficiência produtiva, expansão agrícola e valorização da comunidade que faz a cooperativa acontecer.

 





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MPF exige ação após rompimento de barragem ilegal no Amapá


Em ação, MPF aponta omissão da União, da ANM, do estado e do município de Pedra Branca do Amapari na fiscalização da área

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de urgência, contra a União, a Agência Nacional de Mineração (ANM), o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos no garimpo ilegal São Domingos, em 11 de fevereiro de 2025. O desastre ambiental no Igarapé Água Preta, afluente do Rio Cupixi, causou o carreamento de toneladas de resíduos de mineração, alterando a coloração das águas e provocando a contaminação por metais pesados nos rios Cupixi, Araguari e Amapari.

A investigação conduzida pelo MPF para apurar as causas do rompimento revelou que a área do desastre já havia sido embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2024, mas a ausência de fiscalização permanente colaborou para o retorno das atividades ilícitas. Análises laboratoriais do Instituto Evandro Chagas confirmaram que os níveis de alumínio, ferro e mercúrio total nas águas superam os limites legais, representando um risco grave de bioacumulação na cadeia alimentar e ameaça direta à saúde humana.

Estima-se que cerca de mil famílias (aproximadamente 4 mil pessoas) que dependem dos rios para pesca, agricultura e extrativismo tenham sido diretamente atingidas. Indiretamente, estima-se que até 17 mil moradores dos municípios de Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Ferreira Gomes e Cutias do Araguari tenham sido impactados. O MPF sustenta que houve omissão específica dos quatro entes públicos no dever de fiscalizar e desmobilizar estruturas clandestinas conhecidas.

O MPF requer que a Justiça determine, em caráter de urgência:

Que a União e o estado do Amapá elaborem, em até 90 dias, um Plano de Descontaminação, Mitigação e Recuperação Ambiental Integral da bacia do Rio Cupixi e de seus afluentes contaminados por metais pesados. Após a homologação judicial, a execução do plano deverá começar em até 60 dias, com custeio inicial pelos entes públicos;

Que a União, o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari promovam, em até 180 dias, a descaracterização integral de seis barragens clandestinas localizadas na bacia do Rio Cupixi e nos rios Araguari e Amapari, conforme a legislação de segurança de barragens;

Que a União, a ANM e o estado do Amapá elaborem, em até 60 dias, um plano de fiscalização integrada e contínua para a região do garimpo São Domingos/Água Preta. Após a homologação judicial, a execução das ações de fiscalização deverá ter início em até 30 dias, com estrutura própria e permanente;

Que a União e o estado do Amapá iniciem, em até 10 dias, o monitoramento mensal contínuo da qualidade da água dos rios Cupixi e Araguari, com análises de metais pesados e garantia de potabilidade para as comunidades ribeirinhas afetadas;

Que a União, o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari realizem, em até 30 dias, um levantamento completo e georreferenciado da população diretamente afetada pela contaminação por mercúrio. Ao final desse prazo, os entes deverão apresentar plano de fornecimento contínuo de água potável e alimentos, cuja execução deverá começar em até 15 dias após a homologação judicial, mantendo-se o atendimento até a completa descontaminação dos rios.

O MPF também requer, na sentença definitiva, a condenação solidária dos réus ao custeio integral da reparação e da recuperação ambiental dos rios e dos ecossistemas degradados. Além disso, pede a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, no valor mínimo de R$51,6 milhões, em razão da extensão e da gravidade dos danos causados. Os recursos deverão ser revertidos a fundo público destinado à promoção das atividades ribeirinhas e extrativistas tradicionais, com aplicação direta na reparação socioambiental das comunidades afetadas.

 





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Aumento de quase 50% nas exportações de carne freia queda acentuada da arroba


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado brasileiro de boi foi pautado por um cenário de tentativas de compra da arroba por patamares mais baixos ao longo da semana passada.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos passaram a operar com escalas de abate mais confortáveis, em um período de maior ociosidade, o que ajuda a explicar esse movimento de baixa nas cotações.

“Em São Paulo foi observado um movimento de queda nas cotações, assim como no Pará. Por outro lado, sob o prisma da demanda, as exportações seguem como grande destaque para a atividade neste ano”, destaca.

Média dos preços da arroba do boi gordo

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim nesta sexta (19) em comparação à última (12):

  • São Paulo (Capital): R$ 320,00, queda de 1,54% em relação aos R$ 325,00 da última semana;
  • Goiás (Goiânia): R$ 315,00, baixa de 1,56% frente aos R$ 320,00 registrados no encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00, recuo de 3,15% frente aos R$ 320,00 praticados no fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00, retração de 1,56% ante os R$ 320,00 verificados no final da semana passada;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00, sem alterações ante a semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275,00, queda de 1,79% frente aos R$ 280,00 registrados na última semana

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços acomodados, embora o viés siga altista no curto prazo.

“É preciso considerar o bom momento de consumo no mercado interno, ainda contando com os efeitos da entrada do 13º salário na economia, somado a criação dos postos temporários de emprego, além das confraternizações tradicionais nessa época do ano”, avalia.

  • Quarto do traseiro: cotado a R$ 26,25 o quilo, inalterado ante a semana passada;
  • Quarto do dianteiro: vendido por R$ 18,50 o quilo, também sem alterações.

Exportações de carne bovina

Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 804,545 milhões em dezembro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 80,454 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 143,577 mil toneladas, com média diária de 14,357 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.603,50.

Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 68,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 48,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,1% no preço médio.

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Safra 2025/26 de feijão deve recuar no Paraná


O Paraná, maior produtor de feijão do país, deve registrar uma redução mínima de 100 mil toneladas no potencial produtivo do ciclo 2025/26. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a estimativa atual é de 745 mil toneladas, considerando as três safras do estado. Após dois anos consecutivos com produção acima de 800 mil toneladas, o recuo está associado, principalmente, ao impacto dos preços sobre a área cultivada. “O principal elemento para a redução da produção são os preços, que influenciaram diretamente a decisão dos produtores”, aponta o Deral.

Na primeira safra, conhecida como safra das águas, a área plantada recuou 38%, passando de 168 mil hectares no ciclo anterior para 104 mil hectares. Inicialmente, a expectativa era de produção superior a 200 mil toneladas, porém condições climáticas adversas afetaram o desempenho das lavouras. Com isso, a projeção atual foi revisada para 191 mil toneladas. De acordo com o boletim, “fatores climáticos já interferiram nas produtividades, reduzindo o volume esperado”.

Em dezembro, o Deral divulgou as primeiras estimativas para a segunda safra, chamada de safra da seca, cuja semeadura deve começar em breve. A expectativa é de plantio em 295 mil hectares, área 15% menor em relação ao mesmo período do ciclo 2024/25. Apesar da retração, o órgão avalia que a produção pode alcançar 554 mil toneladas, caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das lavouras. Já a terceira safra, a de inverno, deve ocupar cerca de 500 hectares, com plantio previsto apenas para o período mais frio do ano.

De forma agregada, a área plantada com feijão no Paraná deve cair 23%, passando de 517 mil para 399 mil hectares. A oferta estimada para 2026 é de 745 mil toneladas, abaixo das 842 mil colhidas em 2025. O Deral ressalta que, enquanto os dados do ciclo atual já estão consolidados, “apenas uma parte ínfima da safra de 2026 foi colhida, inclusive com resultados abaixo do esperado”. Como o estado lidera a produção nacional, o órgão destaca que variações no volume paranaense tendem a impactar diretamente os números do país nos próximos levantamentos da Conab e do IBGE.





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Resistência do caruru a herbicidas coloca em risco lavouras de soja, milho e algodão


caruru
Foto: Felipe Rosa/Embrapa

O avanço do caruru nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre produtores de soja, milho e algodão. A planta daninha se destaca pela alta capacidade de reprodução, rápida disseminação e, principalmente, pela resistência a diferentes defensivos agrícolas, o que dificulta o controle e eleva os custos de manejo.

Em algumas regiões do país, a infestação já provoca impactos diretos na produtividade. Segundo o pesquisador Leandro Paiola, o caruru faz parte do grupo das amarantáceas e hoje é considerado uma das plantas daninhas mais desafiadoras nos sistemas produtivos, não apenas no Brasil, mas também em outros países.

“Hoje nós podemos afirmar que o caruru é a principal espécie ou o principal conjunto de espécies daninhas nos Estados Unidos”, afirma Paiola.

No Brasil, a preocupação cresce devido às resistências já diagnosticadas há anos, especialmente a herbicidas inibidores da ALS.

Segundo Paiola, recentemente, também foram confirmados casos de resistência aos inibidores da EPSP sintase, como o glifosato, o que torna o manejo ainda mais complexo, sobretudo em aplicações de pós-emergência em culturas como soja, milho e algodão.

A resistência do caruru a vários tipos de herbicidas tem agravado o problema. Segundo o pesquisador, basta uma única planta por m² para gerar perdas, principalmente no milho.

De acordo com o pesquisador, mesmo uma baixa infestação pode causar prejuízos significativos. “Pensando na cultura do milho, nós podemos ter percentuais de perdas com apenas uma planta por m² na média da área, que oscila entre 8 e 12% no rendimento do milho”, explica.

Manejo adequado

Para evitar que o caruru comprometa as culturas como soja, milho e algodão, o manejo precisa começar antes do plantio, reduzindo a pressão da planta daninha na lavoura. 

A principal orientação do pesquisador é reduzir a pressão da planta daninha logo no início do ciclo, evitando que ela se estabeleça na lavoura e produza sementes. O uso de herbicidas em pré-emergência é apontado como estratégia fundamental.

Além de controlar o caruru ainda no início do desenvolvimento, os produtos pré-emergentes ajudam a reduzir o banco de sementes no solo e dão vantagem competitiva às culturas. Isso permite que soja, milho ou algodão se desenvolvam por mais tempo em ambiente limpo, aumentando a eficiência das aplicações em pós-emergência, quando necessárias.

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Pelotas conclui etapa do Terra Forte para famílias rurais



Os encontros foram realizados nesta quinta-feira (18/12)



Foto: Victor Cassol/Ascom Emater/RS-Ascar

Os encontros realizados nesta quinta-feira (18/12) com os selecionados para o Programa Operação Terra Forte nos municípios de Arroio Grande e Piratini marcaram o encerramento da série de eventos promovidos em todos os 22 municípios da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Com essa etapa concluída, a região inicia o próximo ano com foco total na fase de diagnósticos das propriedades rurais das 1.066 famílias beneficiárias do Programa.

Os encontros tiveram início no dia 10 de dezembro e foram conduzidos pelos extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar em cada município, que se dedicaram à finalização desta fase preparatória para garantir que todas as famílias selecionadas recebessem as orientações. O objetivo foi apresentar as futuras etapas do programa, responsabilidades e compromissos dos selecionados, cronograma de ações para diagnóstico e plano de ação de acordo com a fase de seleção, linhas tecnológicas e síntese das práticas conservacionistas, além de esclarecer dúvidas. De acordo com o extensionista rural da Instituição e um dos coordenadores do Terra Forte na região, Fernando Horn, os resultados foram muito positivos, pois os eventos tiveram adesão do público.

Com o encerramento dos encontros, a região está organizada para avançar para a fase de diagnósticos, que envolve visitas técnicas e caminhada nas propriedades rurais. Nessa etapa, serão realizadas coletas de amostras de solo para análise e aplicados questionários que abordam os eixos social, ambiental e produtivo, permitindo uma avaliação detalhada da realidade de cada unidade a ser atendida. O objetivo é construir projetos individualizados para aplicação do recurso de R$ 30 mil destinados à cada propriedade em ações sustentáveis, com acompanhamento técnico especializado.

O Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha, conhecido como Operação Terra Forte, é considerado a maior iniciativa de recuperação de solos já proposta pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Com recursos do Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs) o programa tem o objetivo de promover acompanhamento e assistência técnica para adoção de práticas que fortaleçam a resiliência climática da agricultura familiar. A iniciativa é liderada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executada pela Emater/RS-Ascar. Com investimento previsto de R$ 903 milhões, irá beneficiar diretamente 15 mil famílias e alcançar até 150 mil unidades produtivas em 495 municípios.

 





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Soja Brasil: último episódio do ano destaca El Niño, manejo do solo e perspectivas para a safra


El Niño, Paraná, chuvas, fim de semana, Tempo
Foto: AEN

O último episódio do Soja Brasil foi ao ar nesta sexta-feira e trouxe um panorama completo dos principais temas que marcaram a temporada. A expedição esteve em campo para mostrar práticas que têm garantido ganhos de produtividade, além de fazer uma retrospectiva de 2025 para a cadeia da soja, reunindo informações sobre manejo, clima, mercado e perspectivas para a colheita.

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Em Mato Grosso do Sul, a equipe visitou um produtor em Maracaju que tem alcançado bons resultados com a correção do solo. O trabalho contínuo com calcário, gesso e reposição de nutrientes, aliado à rotação de culturas, cobertura do solo e aumento da matéria orgânica, ajudou a superar limitações típicas do cerrado, como acidez elevada e presença de alumínio. A estratégia permitiu melhorar o desenvolvimento radicular da soja e o aproveitamento da umidade em profundidade.

O programa também mostrou os desafios enfrentados no Sul do país, onde o clima tem sido o principal obstáculo nas últimas safras. No Paraná, produtores relatam perdas recorrentes causadas por estiagens e excesso de chuvas, especialmente no final do ciclo da cultura. Para reduzir os riscos, o manejo inclui escalonamento de plantio, escolha de variedades mais estáveis e adoção de práticas que aumentam a palhada e ajudam a mitigar o estresse hídrico.

Na retrospectiva de 2025, o Soja Brasil destacou um ano de contrastes para o setor. Apesar da instabilidade climática, do aumento nos custos de produção e da pressão logística, a soja manteve papel central nas exportações brasileiras. O produtor precisou acompanhar de perto o mercado, o câmbio e os preços internacionais para definir o melhor momento de comercialização, buscando equilíbrio entre rentabilidade e segurança.

O episódio também trouxe análises de mercado e meteorologia, apontando uma safra robusta no país, mas com alertas importantes para logística, armazenagem e comercialização, especialmente em regiões como Mato Grosso e Matopiba. Com previsão de La Niña moderada e boa umidade do solo nas principais áreas produtoras, a expectativa é de um cenário mais favorável para o desenvolvimento das lavouras, reforçando a importância de tecnologia, planejamento e manejo sustentável no campo.

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Uvas no Cerrado: Emater Goiás identifica variedades com potencial produtivo


Pesquisa da Emater Goiás avalia variedades de uva adaptadas ao Cerrado
Foto: Emater-GO

A produção de uvas pode se consolidar como uma nova alternativa para produtores rurais de Goiás. No Cerrado goiano, a Emater Goiás desenvolve projetos de pesquisa voltados à avaliação de variedades de uva, com foco em gerar informação técnica confiável e ampliar as possibilidades produtivas no estado.

Os estudos são conduzidos na Estação Experimental Nativas do Cerrado, em Goiânia, onde o trabalho acompanha todas as etapas do processo produtivo, do plantio à colheita. O monitoramento é contínuo e inclui a coleta sistemática de dados ao longo do ciclo das plantas.

Durante o cultivo, os pesquisadores avaliam indicadores como produtividade, resistência das videiras e tolerância a pragas e doenças. Esses dados permitem uma análise detalhada do desempenho de cada variedade nas condições edafoclimáticas típicas do Cerrado, marcado por períodos bem definidos de seca e chuva.

Segundo o pesquisador Laureano Vargas, responsável pelo estudo, cada etapa do processo é conduzida com rigor técnico e científico. “Cada cacho colhido representa evidências concretas de um trabalho feito com método, acompanhamento técnico e pesquisa aplicada”, afirma.

Foto: Emater-GO

Após a fase inicial de avaliação, a equipe identificou cinco variedades de uva com melhor adaptação à região central do estado. Parte dessas cultivares é voltada ao consumo in natura, principalmente de origem norte-americana, enquanto outras apresentam potencial para a produção de vinhos, abrindo espaço para novos mercados e agregação de valor.

Além da pesquisa em Goiânia, a Emater Goiás também desenvolve um experimento na Estação Experimental de Porangatu, no norte do estado. O trabalho teve início em 2015, foi retomado recentemente e passou a contar com coleta sistemática de dados, ampliando a base técnica das avaliações.

Em Porangatu, o estudo analisa a adaptação das cultivares Violeta, Vitória, Magna, Niágara Rosada, Ísis e Isabel às condições climáticas da região. O experimento acompanha as principais fases fenológicas das plantas, como brotação, florescimento, maturação dos frutos e período de colheita.

A qualidade da produção também é um dos focos da pesquisa. São avaliados aspectos como aparência dos cachos, sabor e teor de açúcares, fatores decisivos tanto para o mercado de mesa quanto para o processamento industrial. A poda de produção ocorreu no início de setembro e, já no começo de outubro, as primeiras brotações foram observadas.

As colheitas começaram em dezembro, indicando boa resposta das plantas ao manejo adotado. Para os pesquisadores, os resultados mostram que, com orientação técnica adequada, é possível produzir uvas de qualidade mesmo no norte de Goiás.

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente da Estação Experimental de Porangatu, Weslley Oliveira, a principal finalidade do experimento é apoiar a tomada de decisão dos produtores rurais. “Nosso objetivo é oferecer informações técnicas que ajudem na escolha das cultivares e no manejo mais indicado para cada região”, afirma.

Para o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, a pesquisa agropecuária tem papel estratégico no desenvolvimento do campo. “Esse conjunto de estudos mostra como o conhecimento científico, aliado à extensão rural, pode transformar desafios em soluções e ampliar a renda do produtor”, destaca.

O gerente de pesquisa da Emater Goiás, Cleiton Mateus, reforça que o foco do trabalho é levar resultados práticos ao produtor. “A partir dos dados obtidos em diferentes regiões, será possível indicar, com mais segurança, quais cultivares apresentam melhor desempenho em cada realidade do Cerrado goiano”, conclui.

Os resultados preliminares reforçam o potencial da fruticultura como alternativa de diversificação produtiva em Goiás, abrindo caminho para novos investimentos e para a consolidação da uva como cultura viável no Cerrado.

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Abate de fêmeas sustenta preços da pecuária em 2025


A pecuária de corte brasileira registrou recuperação de preços ao longo de 2025, com maior intensidade no segundo semestre, impulsionada principalmente pelo aumento no abate de fêmeas. Segundo informações da Emater-MG, esse movimento reduziu a oferta futura de animais e contribuiu para a sustentação dos valores no mercado.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em setembro, mostram que, no segundo trimestre de 2025, o abate de fêmeas somou 19,35 milhões de cabeças, crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2024. Pela primeira vez desde 1997, o volume de fêmeas abatidas superou o de machos. Do total, 33% foram novilhas, o equivalente a 5,05 milhões de cabeças, alta de 23,1% na comparação anual.

Com a redução do número de matrizes disponíveis, a expectativa do setor é de menor oferta de bezerros em 2026 e maior retenção de fêmeas para reprodução. Esse cenário tende a diminuir a disponibilidade de carne no mercado e pressionar os preços para cima.

No comércio exterior, o ano também foi marcado pela busca de novos destinos para a carne bovina brasileira após o embargo dos Estados Unidos. As exportações avançaram em ritmo acelerado ao longo de 2025. Em novembro, os embarques atingiram 356 mil toneladas, crescimento de 36,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A receita acompanhou esse desempenho, com aumento de 51,9%, alcançando US$ 1,87 bilhão, sendo 318 mil toneladas de carne in natura. “O Brasil nunca exportou tanta carne em termos de volume e saldo de vendas, embora já tenhamos tido épocas com a cotação da arroba mais alta”, afirmou o coordenador citado no levantamento. A China manteve-se como principal destino, respondendo por cerca de metade da receita, seguida pela União Europeia e pela Rússia.

Com o mercado interno mais ajustado e o cenário externo apresentando relação favorável entre oferta e demanda, a Emater-MG projeta manutenção de preços firmes para 2026. A expectativa é de que a arroba do boi gordo e o valor do bezerro sigam valorizados, inclusive no primeiro semestre, período que tradicionalmente concentra maior oferta de animais.





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News

CNA cobra avanço imediato nos padrões de qualidade para feijão


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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

Na última semana, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu o avanço na definição de padrões oficiais de qualidade e classificação para feijão e pulses durante reunião da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo a entidade, a ausência de regras claras para essas culturas compromete a transparência do mercado, dificulta a padronização das operações comerciais e limita a agregação de valor aos produtos. A CNA ressaltou que o grupo técnico responsável pelo tema concluiu, ainda em 2023, as minutas de regulamentação para gergelim, grão-de-bico, lentilha e feijões, que passaram por revisão ao longo de 2025.

O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, explicou que, até recentemente, a prioridade do Mapa esteve concentrada na elaboração do novo regulamento de fiscalização de produtos de origem vegetal. Com a publicação da norma, a entidade avaliou ser o momento de dar continuidade ao processo e avançar na instituição dos padrões de classificação para feijão e pulses.

Como encaminhamento, a Câmara Setorial deliberou pela formalização da urgência do tema junto ao Ministério da Agricultura. A proposta é que as minutas sejam submetidas à consulta pública no primeiro trimestre de 2026.

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