domingo, março 15, 2026

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Mercado de feijão mantém preços apesar de oferta restrita



No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade


No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade
No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade – Foto: Canva

O mercado de feijão encerra a semana mantendo preços estáveis nas principais praças produtoras, apesar de sinais claros de restrição de oferta e de um volume reduzido de negócios. Dados do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses mostram que, mesmo com pouca disponibilidade de lotes, as cotações seguem nos mesmos patamares recentes, mascarando um aperto que tende a se tornar mais evidente nos próximos dias.

Na variedade carioca nota 9 a 10, os preços permaneceram praticamente inalterados em regiões como Curitiba, Leste Goiano e São Paulo, enquanto algumas praças registraram leves ajustes semanais e mensais, tanto positivos quanto negativos. No Noroeste de Minas e em Sorriso, as variações semanais foram de alta, refletindo a escassez pontual de produto, ainda que o mercado não reaja de forma mais contundente. Para o carioca nota 8 a 8,5, o comportamento foi semelhante, com pequenas oscilações diárias e semanais e destaque para ganhos mensais em regiões do Centro-Oeste, indicando um equilíbrio frágil entre oferta e demanda.

No feijão-preto tipo 1, as cotações também mostraram estabilidade, com leves avanços em algumas regiões do Paraná, mas sem sinalizar mudança estrutural no mercado. Esse cenário ocorre em um momento em que empacotadoras se aproximam do encerramento das atividades, com o último dia de funcionamento das máquinas confirmado por mais empresas, o que reduz ainda mais a liquidez. No interior de São Paulo e em Minas Gerais, a percepção é de que o mercado “anda” sem expor totalmente a falta de produto.

A situação é sentida de forma direta por empacotadores que perderam o momento ideal de compra e agora operam com estoques abaixo do desejado. Em Prudentópolis, região que sozinha produz feijão suficiente para alimentar cerca de 3,3 milhões de consumidores por um ano, discute-se a valorização dessa origem, destacando identidade e história como forma de agregar valor em um contexto de oferta limitada e mercado aparentemente estável.

 





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Entregas de fertilizantes avançam no mercado brasileiro


O mercado brasileiro de fertilizantes apresentou crescimento consistente ao longo de 2025, refletindo maior demanda do setor agropecuário e avanço no volume de entregas ao produtor. Dados divulgados pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) indicam que o desempenho positivo foi observado tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano.

Em setembro de 2025, as entregas ao mercado somaram 5,38 milhões de toneladas, volume 11,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a setembro, o total entregue chegou a 35,86 milhões de toneladas, alta de 9,3% em comparação com igual período de 2024, quando foram contabilizadas 32,80 milhões de toneladas.

Mato Grosso manteve a liderança no consumo nacional de fertilizantes, concentrando 22,5% do total entregue no país, o equivalente a 8,08 milhões de toneladas. Na sequência apareceram Paraná, com 4,51 milhões de toneladas, São Paulo, com 3,74 milhões, Rio Grande do Sul, com 3,54 milhões, Goiás, com 3,53 milhões, Minas Gerais, com 3,22 milhões, e Bahia, com 2,43 milhões de toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou avanço. Em setembro de 2025, o volume produzido alcançou 713 mil toneladas, crescimento de 6,3% frente ao mesmo mês de 2024. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a produção totalizou 5,57 milhões de toneladas, aumento de 6,6% em relação às 5,23 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano anterior.

As importações somaram 3,91 milhões de toneladas em setembro de 2025, redução de 7,4% na comparação anual. De janeiro a setembro, porém, o volume importado atingiu 31,49 milhões de toneladas, expansão de 8,4% frente às 29,05 milhões de toneladas de 2024. O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal porta de entrada do insumo, com oito milhões de toneladas importadas no período, o que representou 25,5% do total desembarcado nos portos brasileiros.

 





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Destaques do Agro 2025 celebra a força das instituições do Oeste baiano


Destaques do Agro 2025 - Especial Faeb/Senar Sindicatos dos produtores rurais de Barra, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães
Imagem: Canal Rural Bahia

Em mais um fim de ano no Canal Rural, a afiliada Bahia reuniu duas grandes instituições da região Oeste do estado no Destaques do Agro 2025. O programa especial destacou as ações e a atuação da Cooperfarms e dos Sindicatos dos Produtores Rurais de Barra, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, entidades vinculadas ao Sistema Faeb/Senar.

Na última sexta-feira (19), a emissora exibiu para todo o Brasil o especial da Cooperfarms. O programa, ancorado pelo jornalista Vinicius Ramos, mostrou a trajetória da cooperativa que surgiu em 2008, a partir do esforço de 22 produtores rurais de Luís Eduardo Magalhães (BA).

Participou da edição o presidente da cooperativa, Marcelino Kuhnen, que além de comentar como foi o ano da cooperativa, celebrou a marca de mais de R$ 1,5 bilhão em faturamento no ano de 2025.

“Viemos pequenos para a Bahia, crescemos com a Bahia, sempre com essa paixão e dedicação ao nosso negócio, e a Cooperfarms é a tradução disso. Crescemos junto com esse espírito de família e de união. Espero que nossa história sirva de inspiração para o nosso agricultor, para o nosso homem do campo”, afirmou Marcelino Kuhnen.

Assista ao programa completo:

Especial Faeb/Senar Sindicatos

Nesta segunda-feira (22), foi a vez de a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e seus parceiros — os Sindicatos dos Produtores Rurais de Barra (SPRBARRA), Barreiras (SPRB) e Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM) — apresentarem as ações e o potencial agropecuário da região.

Cursos de capacitação e formação profissional, ações sociais e grandes eventos, como o Barra Agroshow, o Fórum das Mulheres Agroparceiras e o Homens do Campo, foram alguns dos destaques.

Participaram desta edição os presidentes Marco Caviola (SPRBARRA), Rosi Cerrato (SPRB) e Greice Kelli Fontana Klein (SPRLEM), além dos vices Davi Schmidt (SPRB) e Jolcinei Marchezan (SPRLEM).

O presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, também ressaltou a importância das organizações de classe do estado e a contribuição delas para o agronegócio e para a economia baiana. Humberto Miranda, também falou sobre a importância das organizações de classe do estado e a contribuição delas para o agronegócio e economia baiana.

“Além de muitas ações, os três sindicatos tem feito uma função específica: defesa e representação do produtor, principalmente por estarem numa das regiões mais importantes da Bahia e do Brasil. Por isso a importância da filiação sindical. O setor não pode parar, o agro não pode parar e a todos nós, temos uma visão de que o futuro será ainda melhor que nós estamos fazendo hoje.”, Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar.

Assista ao programa completo:


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Ibama determina proteção de ninhos de harpia em área de mineração no Pará


harpia
Foto: Projeto Harpia

O Ibama determinou a proteção dos ninhos da harpia (Harpia harpyja) e o monitoramento de adultos e filhotes em áreas impactadas por empreendimentos de mineração da Vale S.A., em Carajás, no Pará.

A medida foi definida no âmbito do Licenciamento Ambiental Federal (LAF) e se aplica à Área Diretamente Afetada (ADA), inserida nos mosaicos de Unidades de Conservação da região.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), a harpia está classificada como vulnerável, a espécie está em alto risco de extinção na natureza (tanto no Brasil quanto no restante do mundo).

Principais ameaças

As principais ameaças identificadas incluem a perda de habitat devido à supressão de vegetação, caça e captura, rodovias, hidrelétricas e redes de transmissão. Na Amazônia de terras baixas (parte mais plana e baixa da região amazônica), último reduto das harpias, encontra-se mais de 90% da distribuição da espécie.

macho de harpia adulto
Foto: Projeto Harpia

Proteção e monitoramento

Devido a identificação de filhotes em locais previstos para supressão vegetal, o Ibama considerou urgente o estabelecimento de um protocolo de proteção e monitoramento destes filhotes e ninhos. O monitoramento de espécimes na região fornecerá o embasamento técnico-científico para as tomadas de decisão do Instituto.

Atualmente, ainda existem lacunas no conhecimento sobre o modo de vida da harpia e suas preferências por locais de nidificação no contexto das Unidades de Conservação. Também são escassas as referências sobre os impactos específicos da atividade de mineração e de estruturas associadas, como linhas de transmissão, sobre a espécie.

Sobre a harpia

A harpia, conhecida popularmente como gavião-real, uiraçu ou gavião-pega-nenê, é considerada a maior águia das Américas e a maior ave de rapina do Brasil. Os adultos podem atingir 1,05 metro de comprimento, 2,1 metros de envergadura e pesar até 7 kg (fêmeas).

A espécie exerce papel fundamental no equilíbrio ecológico da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, uma vez que previne a superpopulação de suas presas, mamíferos arborícolas, como preguiças e macacos, além de outras aves. Além disso, é um indicador da integridade do ecossistema, visto que necessita de grandes áreas de floresta preservada para sobreviver.

Harpia harpyja está presente do sul do México ao extremo nordeste da Argentina e Brasil, com estimativa de 18.311 indivíduos em território nacional.

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Portos do Sul aumentam movimentação em 7,4% com destaque para soja e fertilizantes


portos do Sul
Foto: Vosmar Rosa/Mpor

A movimentação portuária na Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com o Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O volume representa crescimento de 7,41% em relação ao mesmo período de 2024. Esse desempenho regional foi impulsionado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 65,3 milhões de toneladas (alta de 1,65%).

A movimentação de cargas conteinerizadas também teve forte evolução, atingindo 25,9 milhões de toneladas, crescimento de 23,48%. Já o granel líquido movimentou 6,2 milhões de toneladas, expansão de 10,18%, enquanto a carga geral totalizou 11,0 milhões de toneladas, com aumento de 9,13% na comparação anual.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o avanço reflete o esforço conjunto de gestão e modernização da infraestrutura na região. “Os portos do Sul vêm apresentando um desempenho consistente, combinando aumento de demanda, diversificação de cargas e investimentos estruturantes”, afirmou.

Portos mais movimentados

Entre os terminais sulistas que lideraram a movimentação de cargas na região, aparecem:

  1. Porto de Paranaguá (PR): 55,2 milhões de toneladas, representando 50,9% do total movimentado, com crescimento de 7,61%;
  2. Porto do Rio Grande (RS): 26,3 milhões de toneladas, participação de 24,3% e alta de 9,32%;
  3. Porto de São Francisco do Sul (SC): 14,9 milhões de toneladas (13,7% do total), registrando alta de 1,48%;
  4. Porto de Imbituba (SC): somou 6,2 milhões de toneladas (5,7%), com retração de 14,7%;
  5. Porto de Itajaí (SC): 3,4 milhões de toneladas, representando 3,1% da carga da região, mas com crescimento expressivo de 461% em relação a 2024;

Perfil das mercadorias

O Sul apresentou perfil diversificado de cargas, com destaque para produtos do agronegócio e insumos industriais. As cargas conteinerizadas lideraram o ranking, com 25,9 milhões de toneladas (23,9%) e alta de 23,48%.

A soja movimentou 23 milhões de toneladas (21,3%), registrando retração de 8,0%. Os fertilizantes somaram 16,2 milhões de toneladas (15,0%), com alta de 7,09%. O milho totalizou 6,5 milhões de toneladas, participação de 6,0% e crescimento de 165,56%, enquanto o açúcar movimentou 6,1 milhões de toneladas (5,6%), com queda de 9,7%.

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Sementes certificadas evitam problema no algodão



A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda


A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda
A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda – Foto: India Water Portal

O início do ciclo do algodoeiro exige atenção redobrada do produtor, especialmente nas primeiras semanas após a emergência das plantas. Segundo Gisele de Souza Borges, engenheira agrônoma, um dos principais desafios nessa fase é o tombamento ou mela, doença comum no período vegetativo inicial e que pode comprometer a formação da lavoura. O problema é causado por fungos de solo, com destaque para o Rhizoctonia solani Kunchn, que encontra condições favoráveis em ambientes úmidos e mal drenados.

A doença se manifesta por meio de lesões irregulares de coloração parda, muitas vezes com tonalidades avermelhadas, que surgem no colo das plântulas. Com a evolução do ataque, ocorre o enfraquecimento do tecido vegetal, levando ao tombamento das plantas e, em muitos casos, à morte precoce. Esse processo reduz de forma significativa a população de plantas no campo, afetando a uniformidade da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

A perda de plantas logo no início do ciclo pode obrigar o produtor a realizar o replantio, elevando os custos de produção e atrasando o desenvolvimento da área. Além do impacto financeiro direto, a necessidade de replantar compromete o planejamento da safra e pode resultar em menor rentabilidade ao final do ciclo. Por isso, a prevenção é apontada como a principal estratégia para reduzir os riscos associados ao tombamento.

Entre os cuidados recomendados está o uso de sementes certificadas, que apresentam maior qualidade sanitária e vigor, contribuindo para uma emergência mais uniforme. Também é indicado evitar o plantio em períodos chuvosos e manter atenção às condições do solo, especialmente em relação à drenagem, fator determinante para reduzir a incidência de fungos causadores da doença.

 





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Preços do boi gordo: confira as cotações da arroba neste início de semana


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo segue apresentando um cenário de predominante acomodação dos preços no início da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere por um mercado menos fluído no decorrer dos próximos cinco dias, em função das festividades de final de ano.

“Tanto frigoríficos quanto pecuaristas atuam de maneira comedida neste momento, e o mais provável é que o mercado volte a apresentar melhor fluidez na retomada das negociações em janeiro. As exportações seguem em altíssimo nível no decorrer de dezembro”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 318,50
  • Goiás: R$ 313,11 —
  • Minas Gerais: R$ 308,53 —
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,68 —
  • Mato Grosso: R$ 299,26 —

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços acomodados no início da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere uma semana ainda interessante do ponto de vista de consumo, considerando as festas natalinas no decorrer desta semana.

  • Quarto traseiro: segue precificado a R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se sustenta a R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,97%, sendo negociado a R$ 5,5835 para venda e a R$ 5,5815 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5180 e a máxima de R$ 5,6065.

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Soja: dólar mais alto e reação em Chicago não destravam mercado no Brasil


Foto: Soja Brasil

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, típico do período de final de ano e sem novidades relevantes. Apesar da alta do dólar e do movimento positivo dos contratos futuros em Chicago, os negócios no mercado físico seguem travados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente continua marcado por baixa liquidez, especialmente no mercado disponível, com pouca disposição tanto de vendedores quanto de compradores.

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Na safra nova, não houve registro de negócios relevantes ao longo do dia. As cotações apresentaram comportamento misto, mas o produtor permanece afastado das vendas, ofertando preços acima da paridade, enquanto os compradores seguem sem interesse em fechar negócios. No mercado spot, as indicações seguem essencialmente nominais, refletindo mais referências de preço do que negociações efetivas, já que a demanda da indústria e dos portos é bastante limitada, restrita a pequenos lotes pontuais.

Preços de soja no mercado físico:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve-se em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): alta de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): recuou de R$ 126,50 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00

Nos portos, os preços seguiram estáveis, com Paranaguá (PR) mantendo a cotação em R$ 143,00 por saca e o terminal de Rio Grande (RS) em R$ 144,00.

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O movimento foi atribuído a uma recuperação técnica após seis sessões consecutivas de queda, além da alta do petróleo, da desvalorização do dólar frente a outras moedas e do anúncio de uma nova venda de soja dos Estados Unidos para a China.

Exportadores norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos a venda de 396 mil toneladas de soja à China, sendo 330 mil toneladas para a safra 2025/26 e 66 mil toneladas para a temporada 2026/27. Ainda assim, os dados de exportação seguem abaixo dos níveis observados no ano anterior.

As exportações líquidas dos Estados Unidos na safra 2025/26 somaram 1,552 milhão de toneladas na semana encerrada em 4 de dezembro. As inspeções de exportação chegaram a 870.199 toneladas na semana encerrada em 18 de dezembro, abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano-safra, as inspeções totalizam 14,58 milhões de toneladas, bem abaixo das mais de 27 milhões registradas na temporada anterior.

Do lado da demanda chinesa, as importações de soja do Brasil cresceram 48,5% em novembro na comparação anual, totalizando 5,95 milhões de toneladas no mês. No acumulado do ano, a China já importou 76,7 milhões de toneladas de soja brasileira, alta de 7% sobre o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, pelo terceiro mês consecutivo, não houve compras de soja norte-americana.

Dólar

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,97%, negociado a R$ 5,5835 para venda, movimento que ajudou a dar sustentação às cotações, mas ainda insuficiente para destravar os negócios no mercado físico brasileiro.

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5 mitos sobre a carne: ciência mostra que consumo é fundamental à saúde


churrasco consumo de carne
Foto: Pixabay

Recente pesquisa do Datafolha, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, chamou atenção ao afirmar que 7% dos brasileiros se consideram veganos e que 74% estariam dispostos a reduzir o consumo de carne por motivos de saúde.

Mas será que esses números refletem o comportamento alimentar real do brasileiro?

Para o médico Juan Pablo Roig Albuquerque, especialista em psiquiatria metabólica e membro do movimento “A carne do futuro é animal”, a resposta é clara: não.

“O consumo de carne segue alto no Brasil e, mais do que isso, ainda é central para a saúde da população. O problema é que o debate sobre alimentação está cada vez mais tomado por desinformações e radicalismos que não se sustentam nem do ponto de vista da ciência, nem na prática clínica”, considera.

É justamente para trazer mais equilíbrio a esse debate que nasceu o movimento “A carne do futuro é animal”, criado por mais de 70 pecuaristas de Mato Grosso. Além de promover uma pecuária de baixo carbono e com rastreabilidade completa, o grupo agora se mobiliza para esclarecer mitos alimentares que vêm afastando a população da carne, muitas vezes sem base técnica.

Abaixo, 5 dos principais mitos sobre a carne que circulam nas redes sociais e os argumentos que os desconstroem.

  • “A carne faz mal à saúde”

O que a ciência diz: a carne é uma das fontes mais completas de nutrientes da alimentação humana, com alto valor biológico. “É praticamente impossível manter bons níveis de ferro, B12, creatina e carnitina sem alimentos de origem animal”, afirma o médico. Esses nutrientes são essenciais para o cérebro, o sistema imunológico e a prevenção de distúrbios metabólicos.

  • “O brasileiro está diminuindo o consumo de carne”

O que os dados mostram: apesar da pesquisa da SVB/Datafolha, o Brasil segue entre os maiores consumidores de carne do mundo, com uma média superior a 100 quilos por habitante, por ano. Segundo dados da FAO (ONU), o consumo per capita no país se mantém estável, com pequenas variações motivadas por preço, não por comportamento ideológico. “A carne ainda é símbolo de nutrição e prazer para a maioria da população. O que falta é informação de qualidade para tirar a culpa do prato”, pontua Albuquerque.

  • “Dá para ter uma dieta saudável sem carne, em qualquer fase da vida”

O que a nutrição diz: embora dietas vegetarianas bem orientadas possam ser viáveis para adultos, elas exigem suplementação rigorosa. “Na infância, na gestação e na terceira idade, o risco de deficiência de ferro, B12 e outros micronutrientes é real. Inclusive, a OMS recomenda alimentos de origem animal a partir dos seis meses de vida”, reforça o médico.

  • “A carne apodrece no intestino e causa inflamação”

A verdade é que: esse argumento ainda circula em redes sociais, mas não encontra respaldo na fisiologia humana. “Temos um estômago com pH ácido justamente para digerir carne de forma eficiente. A carne não apodrece, ela é digerida, absorvida e contribui para a formação de proteínas estruturais do corpo”, detalha o especialista. Já os alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares são os principais responsáveis pela inflamação sistêmica.

  • “A carne de laboratório é o futuro da alimentação”

O que os fatos mostram: embora promissora, a carne cultivada ainda enfrenta desafios como alto consumo energético, emissão de carbono maior que a pecuária regenerativa e incertezas nutricionais. O modelo de produção com pasto, integração lavoura-pecuária e manejo bem feito, como o que já é praticado em boa parte do Brasil, é hoje uma das formas mais sustentáveis do mundo de produzir proteína animal.

Para o médico, existe um esforço sistemático em demonizar a carne e transformar o consumo em uma questão de culpa, ignorando décadas de evolução biológica e evidência clínica. Além disso, o consumo regular de carne está diretamente relacionado à melhora de quadros como depressão, obesidade, distúrbios metabólicos e até transtornos autoimunes.

O especialista também alerta que pacientes veganos que não fazem suplementação adequada frequentemente apresentam sintomas como anemia, fadiga crônica e perda de desempenho cognitivo.

“Vitaminas como B12, ferro-heme, ômega 3 e tipos biodisponíveis de vitamina A são praticamente exclusivos dos alimentos de origem animal. Isso tem impacto direto no desenvolvimento neurológico e cognitivo”, afirma o médico especialista.

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Milho encerra 2025 como principal aposta do produtor paranaense, aponta Deral


Milho
Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

O avanço consistente do milho, sustentado pela forte demanda interna e pelo dinamismo da cadeia de proteínas animais, marca o encerramento de 2025 no Paraná.

O cenário é o principal destaque da última Previsão Subjetiva de Safra (PSS) e do Boletim Conjuntural do ano, divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os levantamentos indicam um produtor atento ao cenário, focado em eficiência produtiva, ajustes estratégicos de área e decisões cada vez mais alinhadas às condições climáticas e sinais de mercado.

Por ser o último levantamento do ano, a PSS de dezembro tem o papel de apresentar as primeiras estimativas da segunda safra 2025/2026, especialmente de milho e feijão. Os dados mostram estabilidade nas áreas da primeira safra e confirmam, na segunda safra, a consolidação do milho como cultura em expansão, mesmo com redução na área de feijão.

A tendência apontada é de fortalecimento contínuo do milho, que deve se firmar, nos próximos anos, como a principal cultura do Paraná em volume produzido, aproximando-se e até superando a soja, que segue como base da primeira safra.

A força do milho está diretamente associada à ampliação da demanda. Além do uso tradicional para ração nas cadeias de frango, suínos, bovinos e piscicultura, o cereal se destaca pela elevada produtividade por hectare e pela ampla versatilidade de aproveitamento industrial, o que amplia suas oportunidades de mercado.

As estimativas preliminares da PSS indicam crescimento próximo de 1% na área de milho da segunda safra, que deve alcançar cerca de 2,84 milhões de hectares, consolidando um novo recorde estadual. A produção é estimada, neste momento, em aproximadamente 17,4 milhões de toneladas, volume elevado, ainda que ligeiramente inferior ao da safra excepcional do ciclo anterior, de 17,63 milhões de toneladas.

O Deral ressalta que o resultado final dependerá do desempenho da soja nas próximas semanas, especialmente no Oeste do estado, já que o bom andamento da colheita contribui para o melhor aproveitamento da janela de plantio do milho.

O milho da primeira safra apresenta desempenho promissor, beneficiado por seu ciclo mais extenso e maior capacidade de resposta às condições climáticas, o que reforça a perspectiva de resultados acima da média.

Boletim

Segundo o o último Boletim Conjuntural de 2025, está confirmada a expectativa de área recorde na segunda safra 2025/26. Mesmo com custos de produção mais elevados e preços ao produtor em níveis mais ajustados, o cenário destaca a importância do planejamento e da eficiência produtiva, mantendo o milho como peça central na estratégia do produtor paranaense.

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