quarta-feira, março 25, 2026

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Embrapa cria sistema que economiza 61% da água na produção de hortaliças



Um sistema desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE) promete dar um salto na economia de água e fertilizantes em cultivos protegidos de hortaliças. A tecnologia, que coleta, trata e reaproveita a solução nutritiva drenada em sistemas sem solo, elevou em 61% a eficiência no uso da água e reduziu em 29% o consumo de fertilizantes, segundo testes em um cultivo comercial de tomate tipo grape na Serra da Ibiapaba (CE).

O método utiliza filtros de areia de baixo custo e esterilização por luz ultravioleta (UV) para eliminar impurezas e patógenos, permitindo que a solução nutritiva seja reaplicada na fertirrigação sem riscos para a produção. Mesmo com investimento inicial maior, a redução no gasto com insumos e energia faz com que o sistema tenha custo operacional menor ao longo do ciclo produtivo.

Como funciona o sistema

A solução drenada dos vasos é coletada por calhas instaladas sob as plantas e enviada para um reservatório. De lá, passa por filtros de areia construídos com bombonas plásticas, brita e areia fina, em processo de filtragem lenta (100 a 250 L/h por m²). Na etapa seguinte, a solução segue para o esterilizador UV, que elimina micro-organismos, incluindo esporos de fungos como Fusarium. Após o tratamento, ela é encaminhada para um reservatório final, onde é corrigida e retorna ao sistema de fertirrigação.

Os pesquisadores Fábio Miranda e Marlon Valentim explicam que a combinação entre filtragem biológica e esterilização UV garante segurança ao reuso, evitando a disseminação de doenças e contendo o aumento da salinidade, dois dos maiores entraves para adoção desse tipo de sistema no país.

Validação em estufa comercial

Os testes foram realizados em uma área de 2.500 m² em Guaraciaba do Norte (CE). Dois cultivos de mil plantas cada foram comparados: um com reuso e outro no modelo convencional. Os resultados mostraram:

  • 25% menos água aplicada na irrigação diária;
  • Eficiência hídrica de 18,6 kg/m³ de tomate, contra 11,5 kg/m³ no modelo sem reuso;
  • Economia de 900 kg de fertilizantes em um único ciclo de 180 dias;
  • Redução de 24% nos custos com insumos ligados à nutrição das plantas.

Segundo a Embrapa, o sistema também reduz a captação de água subterrânea, recurso predominante na Serra da Ibiapaba, ajudando na preservação dos aquíferos da região.

Aproveitamento da água da chuva

Outro diferencial é a possibilidade de integrar água da chuva ao sistema. Em estufas de 2.500 m², o volume captado foi suficiente para abastecer completamente dois ciclos de cultivo de tomate ao longo de um ano, diminuindo ainda mais a dependência de poços e mananciais.

Tecnologia já está em uso comercial

Desde março de 2025, o sistema também vem sendo aplicado no cultivo hidropônico de folhosas , como alface, rúcula, cebolinha e coentro, em parceria com a empresa Forteagro, em Guaraciaba do Norte. No local, uma vitrine tecnológica demonstra a operação completa do sistema para produtores, técnicos e potenciais compradores.

De acordo com o proprietário da empresa, Gutenberg Pinto, a expectativa é ampliar o uso do cultivo protegido sustentável em toda a região da Ibiapaba, aliando demonstração, capacitação e comercialização de equipamentos.



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Ministro destaca impacto do fim das tarifas adicionais


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que a decisão dos Estados Unidos de retirar as tarifas adicionais sobre produtos agrícolas brasileiros representa um avanço nas relações entre os dois países. Segundo ele, o anúncio confirma que “o diálogo técnico e institucional retomou seu curso natural”.

Fávaro declarou que a medida traz segurança ao agronegócio e aos mercados internacionais. Para o ministro, a decisão evidencia que as tratativas bilaterais evoluíram de maneira técnica após um período de tensão. “Como diz o presidente Lula, não tem assunto proibido. Tudo é possível no diálogo de alto nível”, afirmou. Ele acrescentou que “a relação Brasil–EUA não podia ficar em fofocas e intrigas” e que, após a conversa entre os dois chefes de Estado, “as coisas vieram para a normalidade”.

Com o fim da sobretaxa, produtos brasileiros voltam a acessar o mercado norte-americano com maior competitividade. O ministro destacou que o momento marca a superação de impasses recentes. “Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”, disse.

Fávaro ressaltou que as negociações continuam. “Ainda há muito a negociar, mas, para a agropecuária brasileira, esta decisão foi excelente”, concluiu o ministro.

Produtos brasileiros beneficiados com o fim do tarifaço:

1. Carnes bovinas – o anexo traz todas as categorias de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — incluindo:

  • Carcaças e meias-carcaças
  • Cortes com osso
  • Cortes sem osso
  • Cortes de “high-quality beef”
  • Miúdos bovinos
  • Carne salgada, curada, seca ou defumada

2. Frutas e vegetais – grande lista, incluindo:

  • Tomate (por sazonalidade)
  • Coco (fresco, desidratado, carne, água de coco)
  • Lima Tahiti / Lima da Pérsia
  • Abacate
  • Manga
  • Goiaba
  • Mangostim
  • Abacaxi (fresco e processado)
  • Papaya (mamão)
  • Diversas raízes tropicais: mandioca

3. Café e derivados

  • Café verde
  • Café torrado
  • Café descafeinado
  • Cascas e películas de café (“husks and skins”)
  • Substitutos contendo café

4. Chá, mate e especiarias – inclui diversas categorias de:

  • Chá verde
  • Chá preto
  • Erva-mate
  • Pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica)
  • Noz-moscada
  • Cravo
  • Canela
  • Cardamomo
  • Açafrão
  • Gengibre
  • Cúrcuma
  • Misturas de especiarias

5. Castanhas e sementes

  • Castanha-do-pará
  • Castanha de caju
  • Macadâmia
  • Nozes pignolia e outras
  • Sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.)

6. Sucos de frutas e derivados

  • Suco de Laranja (várias classificações)
  • Suco de limão / lima
  • Suco de abacaxi
  • Água de coco
  • Açaí (polpas e preparados)

7. Produtos de cacau

  • Amêndoas de cacau
  • Pasta de cacau
  • Manteiga de cacau
  • Pó de cacau

8. Produtos processados

  • Polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.)
  • Geleias
  • Pastas e purês
  • Palmito
  • Tapioca, féculas e amidos
  • Produtos preservados em açúcar ou vinagre

9. Fertilizantes (importante para o Brasil como exportador/importador)

  • Ureia
  • Sulfato de amônio
  • Nitrato de amônio
  • Misturas NPK
  • Fosfatos (MAP/DAP)
  • Cloreto de potássio (KCl)





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Chicago registra queda na cotação do milho



A produção mundial foi mantida em 1,286 bilhão de toneladas



Foto: Divulgação

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que as cotações do milho em Chicago recuaram após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. A instituição destaca que o cereal “ensaiou uma elevação na semana anterior”, mas voltou aos níveis do início do mês. O fechamento desta quinta-feira ficou em US$ 4,26 por bushel, ante US$ 4,41 na semana anterior.

O relatório publicado em 14 de novembro projeta produção de 425,5 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos. A estimativa ficou acima da média esperada pelo mercado, que apontava para cerca de 420 milhões de toneladas, e abaixo dos 427,1 milhões previstos no relatório de setembro. Sobre os estoques finais, o USDA indicou 54,7 milhões de toneladas, enquanto o mercado aguardava 56 milhões. Em setembro, o volume divulgado havia sido de 53,6 milhões.

A produção mundial foi mantida em 1,286 bilhão de toneladas, e os estoques globais, em 281 milhões. O Ceema informou ainda que a produção brasileira continua estimada em 131 milhões de toneladas, com exportações previstas em 43 milhões para a safra 2025/26. Já o preço médio ao produtor dos Estados Unidos ficou em US$ 4,00 por bushel.





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Trigo fecha em baixa após revisão do USDA



Trigo encerra semana a US$ 5,27/bushel



Foto: Canva

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que a cotação do trigo em Chicago não sustentou o movimento de alta observado na semana anterior. Segundo o boletim, “a semana acabou encerrando com valores abaixo dos registrados no final da semana anterior”. O contrato do primeiro mês fechou a quinta-feira a US$ 5,27 por bushel, ante US$ 5,35 na semana anterior.

O relatório de oferta e demanda do USDA, publicado em 14 de novembro, revisou para cima a produção de trigo dos Estados Unidos, que passou de 52,4 milhões de toneladas, em setembro, para 54 milhões. Os estoques finais para 2025/26 também foram ampliados, alcançando 24,5 milhões de toneladas, frente aos 23 milhões indicados anteriormente.

A produção mundial foi estimada em 828,9 milhões de toneladas, superior aos 816,2 milhões projetados em setembro. Os estoques globais passaram a 271,4 milhões de toneladas, ante 264,1 milhões no relatório anterior. Para o Brasil, a previsão permanece em 7,7 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deve colher 22 milhões. O Ceema destaca ainda que o Brasil deverá importar 7,3 milhões de toneladas no próximo ano comercial.

Com o cenário descrito, o preço médio ao produtor dos Estados Unidos para 2025/26 foi projetado em US$ 5,00 por bushel. Segundo a análise, “no geral, tivemos um relatório baixista para o trigo”.





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Estufas estendem ciclo de produção do tomate



Tomate recua para R$ 4,80 em Caxias do Sul



Foto: Sheila Flores

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quarta-feira (19), apontou queda no preço do tomate na região administrativa de Caxias do Sul. Segundo o documento, “na Ceasa/Serra ocorreu pequena redução no valor do quilo, que passou de R$ 5,00 para R$ 4,80”.

A Emater informou que já há colheita do produto em áreas mais baixas, como Vila Cristina, em Caxias do Sul. De acordo com o informativo, “as chuvas constantes prejudicaram a execução dos tratamentos fitossanitários”, o que tem influenciado o manejo nas lavouras.

A maior parte das áreas deve ser transplantada entre outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses do ano. A entidade destacou ainda que produtores em estufas têm prolongado o ciclo produtivo. Conforme o relatório, “os agricultores têm realizado o plantio em janeiro para manter a colheita até o início do inverno”.

 





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irregularidade das chuvas reduz projeções da safra


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.

tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.





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Reversão das tarifas anima exportadores de café


A reversão das tarifas de 40% sobre o café brasileiro nos Estados Unidos mudou o cenário para o comércio do produto. Após meses de tratativas, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil passou a celebrar o recuo da medida anunciada após a modificação da Ordem Executiva 14.323.

A entidade afirma que o resultado só foi possível graças à articulação entre governos, ao apoio de seus associados e à interlocução com representantes americanos da indústria e do setor cafeeiro. O processo incluiu diálogos constantes, reuniões técnicas e o envio de documentos oficiais para expor impactos ao mercado consumidor e ao abastecimento das torrefadoras nos EUA.

“É importante recordar que, no dia 9 de julho de 2025, em carta enviada ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Donald Trump reuniu diversas alegações comerciais e políticas para justificar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros (10% de tarifa recíproca, somados à 40% de tarifas adicionais ao país). Posteriormente, em 30 de julho, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva, a qual oficializava a medida, que passaria a valer sete dias após o comunicado, ou seja, 6 de agosto”, comenta.

Com encontros em embaixadas, conversas com departamentos do governo americano e participação em missões empresariais, a representação brasileira buscou manter o café fora das taxações extras e apresentar dados de qualidade, sustentabilidade e relevância comercial. Segundo a entidade, os argumentos foram avaliados em investigações conduzidas pelo USTR.

“O Cecafé seguirá com sua missão de defender o setor exportador de café e, por consequência, os cafeicultores brasileiros diante dos desafios políticos, logísticos, tributários, regulatórios, climáticos, entre outros, exercendo seu papel institucional de ocupar os espaços de discussão e de negociação do interesse cafeeiro nacional”, conclui.

 





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Preço do milho mantém viés de baixa no país


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada na quinta-feira (20), que os preços do milho no Brasil permaneceram estáveis, “desta vez com viés de baixa”. De acordo com o levantamento, a média gaúcha caiu para R$ 61,86 por saco, enquanto as principais praças do Estado seguiram em R$ 60,00. Nas demais regiões, as cotações variaram entre R$ 48,00 e R$ 64,00 por saco.

O Ceema destacou que o mercado nacional apresenta “baixa liquidez, com afastamento de boa parte dos vendedores”. A análise aponta que a demanda se mantém, mas com compras em pequenos volumes. Segundo o relatório, “os preços locais estão sustentados pelas exportações, que melhoraram graças à recente desvalorização do Real”, ao mesmo tempo em que o bom desenvolvimento da safra de verão contribui para limitar as altas no mercado interno.

O plantio também foi acompanhado pela entidade. Conforme o documento, até 13 de novembro a semeadura da safra de verão no Centro-Sul alcançava 85% da área prevista, ante 87% no mesmo período do ano anterior, segundo dados da AgRural. A Conab informou que, no Brasil, 52,6% da área estava semeada em 15 de novembro, frente à média de 53%. O Paraná havia concluído o plantio, enquanto o Rio Grande do Sul atingia 84% em 19 de novembro, acima da média histórica de 78%.

No cenário externo, o Ceema ressaltou o avanço das exportações. Dados da Secex mostram que o país embarcou 2,68 milhões de toneladas nos primeiros dez dias úteis de novembro, com média diária 7,6% superior à registrada em novembro de 2024. A projeção é de que o Brasil encerre o ano com cerca de 40 milhões de toneladas exportadas. A análise lembra ainda que “o ano comercial do milho se encerra em 31 de janeiro”, e cita Irã e Egito como principais compradores. O preço médio da tonelada subiu 5,4% em um ano, passando a US$ 219,00.





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COP30 reúne meio milhão de pessoas e consolida Pará como centro global do debate climático



A COP30, realizada em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, registrou mais de meio milhão de acessos de pessoas distribuídos entre a Green Zone, a Blue Zone e os demais espaços oficiais do evento.

O número confirma a conferência como o maior encontro já realizado na Amazônia e um dos mais expressivos da agenda climática internacional, consolidando o papel estratégico do Pará na discussão global sobre clima, justiça socioambiental e desenvolvimento sustentável.

O governador Helder Barbalho destacou que a forte participação popular demonstra o engajamento da sociedade na pauta ambiental. “A COP30 mostrou ao mundo que a Amazônia está viva, pulsante e pronta para liderar soluções. Com organização, diálogo e compromisso com o planeta”, afirmou.

A vice-governadora Hana Ghassan também ressaltou o alcance social e político da conferência. “Esse é um momento histórico para o Pará. A presença massiva do público reforça que a transição sustentável só faz sentido quando inclui as pessoas, os territórios e suas realidades”, disse.

Crescimento de público na COP30

Ao longo dos 12 dias de programação, os números diários refletiram o ritmo crescente da conferência. A Green Zone, voltada ao público geral, registrou picos superiores a 37 mil pessoas em um único dia. Já a Blue Zone, área oficial de negociações multilaterais, recebeu delegações de todas as regiões do mundo, mantendo-se como o centro político do evento.

No encerramento do Pavilhão Pará, nesta sexta-feira (21), o governador Helder Barbalho foi recebido ao som do tradicional Arraial do Pavulagem, em um momento marcado pela celebração da cultura paraense dentro da COP30. O espaço contou com mais de 300 atividades abertas ao público.

“O Pavilhão Pará reafirma que a Amazônia tem rosto, tem voz e tem cultura. Aqui mostramos ao mundo a nossa diversidade, a nossa bioeconomia, as nossas políticas públicas e a criatividade de um povo que transforma sua identidade em soluções, em desenvolvimento e em futuro”, destacou o chefe do Executivo.



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Clima seco no Matopiba reduz estimativa de produção de soja no Brasil



A produção brasileira de soja na temporada 2025/26 deve atingir 178,76 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4% em relação à safra anterior, que somou 171,84 milhões de toneladas, segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado. Em setembro, a previsão era ligeiramente maior, de 180,92 milhões de toneladas.

O levantamento aponta um aumento de 1,4% na área plantada, que passará de 47,64 milhões para 48,31 milhões de hectares. A produtividade média nacional deve subir de 3.625 quilos por hectare para 3.719 quilos por hectare.

O ajuste nas estimativas concentra-se principalmente no Centro-Norte do país, na região do Matopiba, devido a chuvas irregulares, atraso no plantio e perspectiva de menor potencial produtivo. “Em conjunto com fatores como replantio, isso não significa uma safra perdida, apenas um potencial menor em algumas regiões desses estados”, afirmou o analista Rafael Silveira.

No estado de Tocantins, a produtividade esperada caiu de 3.800 kg/ha para 3.660 kg/ha, ou seja, de 63,3 para 61 sacas por hectare, com produção estimada em 5,7 milhões de toneladas. Reduções também foram registradas no Maranhão, Bahia e outros estados do Norte.

Além disso, no Paraná, um dos maiores produtores do país, geadas e tornados afetaram algumas áreas, levando a ajustes na produção, que deve chegar a 21,7 milhões de toneladas. Apesar de superar a safra anterior, o número ainda fica abaixo do potencial inicialmente previsto.

“De maneira geral, espera-se uma safra recorde em 2026, com boa produtividade e produção estimada em torno de 178,7 milhões de toneladas, mantendo um volume robusto, mesmo com o ajuste”, completou Silveira.

Oferta e demanda

As exportações brasileiras de soja devem totalizar 109 milhões de toneladas em 2026, aumento de 2% sobre 2025. O esmagamento está projetado em 59,5 milhões de toneladas, enquanto em 2025 foi de 58,5 milhões. Não há previsão de importações em 2026, ao passo que em 2025 foram previstas 800 mil toneladas.

A oferta total de soja no país deve subir 6%, chegando a 184,29 milhões de toneladas, enquanto a demanda projetada é de 171,4 milhões, crescimento de 2%. Com isso, os estoques finais podem atingir 12,89 milhões de toneladas, um aumento de 133% em relação à temporada anterior.

“Se as exportações brasileiras não alcançarem volumes recordes ou ligeiramente acima de 2025, os estoques podem ficar extremamente elevados, considerando a possibilidade de maior atuação da China na safra americana”, destacou Silveira.



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