segunda-feira, março 16, 2026

Agro

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Federarroz orienta produtor a participar de leilões da Conab


arroz brasileiro eua
Foto: Divulgação Mapa

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) está orientando os produtores do estado a aderirem aos leilões de apoio à comercialização e ao escoamento do cereal anunciados pelo governo.

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para estimular a comercialização e garantir preço mínimo ao produtor.

Em nota, a Federarroz informa que a adesão dos produtores aos mecanismos “se apresenta como medida estratégica neste momento”. “A entidade avalia que se trata da última oportunidade de acesso a instrumentos dessa natureza antes do início da colheita da safra 2025/2026.”

Conforme a Federarroz, atualmente os produtores acumulam prejuízos médios entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por saca comercializada.

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Boi gordo hoje: veja os preços da arroba neste início de semana


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo volta a apresentar preços predominantemente acomodados em grande parte do país no início desta semana, enquanto muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é que sejam realizadas algumas tentativas de compra em patamares mais baixos no decorrer dos próximos dias, quando muitas indústrias anunciam férias coletivas e realização de manutenção do parque fabril, algo normal para esse período do ano.

“Sob o prisma da demanda, o grande destaque está nas exportações, que mantém um ritmo acelerado de embarques”, disse.

Preço médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 321,53
  • Goiás: R$ 313,75
  • Minas Gerais: R$ 309,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,36
  • Mato Grosso: R$ 298,82

Mercado atacadista

O mercado atacadista abriu a semana apresentando firmeza em seus preços, ainda em um ambiente pautado por algum espaço para alta, considerando o bom momento de consumo no mercado interno pela entrada do 13º salário, festas de fim de ano e postos de trabalho temporários.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: indicada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,4193 para venda e a R$ 5,4173 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3808 e a máxima de R$ 5,4253.

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Reta final do ano: soja ‘perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros


soja mãos
Foto: Pixabay

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.

Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.

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Relatório do USDA

O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.

Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.

Mercado brasileiro

No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.

Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.

Clima e demanda no centro das atenções

Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.

Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.

Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.

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Negócios de soja travam e apenas uma região registra alta nos preços; saiba qual


soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana travado, com poucos negócios efetivos e cotações operando de forma mista e nominal. Segundo a consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor está distante dos negócios, enquanto as tradings já possuem o programa de exportação fechado e a indústria não demonstra demanda adicional.

No cenário externo, a Bolsa de Chicago voltou a operar em baixa, com prêmios estáveis e dólar registrando pequenas altas.

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Confira os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 143,50 para R$ 141,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta segunda-feira (15) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado por dúvidas quanto à demanda chinesa e pelo bom desenvolvimento das lavouras sul-americanas. Tentativas de reação técnica não alteraram os contratos mais próximos.

Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) mostraram que fundos geridos de commodities haviam construído posição líquida comprada expressiva até meados de novembro, deixando o mercado mais suscetível à liquidação de posições compradas.

Esmagamento de soja

Segundo a Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa), o esmagamento de soja atingiu 216,041 milhões de bushels em novembro, ante 227,647 milhões no mês anterior, abaixo da expectativa de 220,285 milhões. Em novembro de 2024, foram 193,185 milhões.

Em relação às inspeções de exportação norte-americana, os números chegaram a 796.661 toneladas na semana encerrada em 11 de dezembro, ante 1.025.007 toneladas na semana anterior. Exportadores privados reportaram a venda de 136.000 toneladas à China, para entrega na temporada 25/26. As exportações líquidas dos EUA na temporada 2025/26 ficaram em 2.320 milhões de toneladas na semana encerrada em 20 de novembro.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar a US$ 10,71 3/4 por bushel. A posição março caiu 5,50 centavos, cotada a US$ 10,81 1/4 por bushel. No farelo, janeiro subiu US$ 1,00 a US$ 303,50 por tonelada. No óleo, janeiro perdeu 0,59 centavo, fechando a 49,48 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,4193 para venda e R$ 5,4173 para compra, com mínima de R$ 5,4110 e máxima de R$ 5,4235.

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Governo anuncia subvenção de R$ 167 milhões para equalização de preço de arroz e trigo


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

O governo publicou, nesta segunda-feira (15), Portarias Interministeriais que estabelecem parâmetros para a concessão de subvenção econômica, na forma de equalização de preços, para o arroz em casca da safra 2024/25 e para o trigo em grãos da safra 2025/26, no valor de R$ 167 milhões.

A medida, enquadrada na Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM), pretende garantir renda aos produtores, estimular o escoamento da produção nacional e contribuir para o equilíbrio do mercado agrícola, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em comunicado.

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A subvenção será operacionalizada por meio do pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (Pep), ofertados em leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para o arroz em casca, o montante de recursos destinado à política é de até R$ 100 milhões. Os preços mínimos vigentes foram fixados em R$ 63,64 por saca de 50 kg para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em R$ 80,00 por saca de 60 kg para o estado do Paraná e para as regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste.

Em relação ao trigo em grãos, o volume total de recursos previsto é de até R$ 67 milhões, mas o benefício está condicionado ao escoamento do produto para fora da região produtora. Adicionalmente, a subvenção para o trigo será concedida apenas ao produto nacional e somente quando o preço de mercado estiver abaixo do preço mínimo vigente para a safra.

A participação nos leilões do Pepro é permitida a produtores rurais e cooperativas de produtores rurais. Já nos leilões do PEP, poderão participar, no caso do trigo, as indústrias moageiras e os comerciantes de cereais e, no caso do arroz, as indústrias e os comerciantes de cereais.

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Marco temporal: insegurança jurídica no campo e a falsa solução da ampliação de terras


marco temporal
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

O Brasil voltou a conviver com um conflito institucional de alto impacto. De um lado, o Congresso Nacional tenta avançar com uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para estabelecer o marco temporal, fixando a promulgação da Constituição de 1988 como limite para a demarcação de terras indígenas. De outro, o Supremo Tribunal Federal (STF) já iniciou julgamento no sentido oposto, com votos contrários ao marco temporal, ampliando o alcance das demarcações.

O resultado desse choque entre Legislativo e Judiciário é um só: insegurança jurídica.

Hoje, produtores rurais que ocupam e produzem legalmente suas terras vivem sob o risco permanente de perder áreas produtivas por decisões futuras, muitas vezes retroativas, baseadas em interpretações abertas sobre ocupação indígena. Isso não é um detalhe técnico. É um fator que paralisa investimentos, encarece crédito, reduz produtividade e cria um clima de instabilidade no campo.

O Congresso tenta resolver o problema por meio de uma PEC, elevando o marco temporal ao nível constitucional. Caso seja aprovada e sancionada, cria-se um novo patamar jurídico. Ainda assim, parte da comunidade jurídica argumenta que o Supremo poderia questionar essa mudança com base nas chamadas cláusulas pétreas da Constituição, alegando proteção a direitos fundamentais.

Esse cenário transforma o debate em um verdadeiro “nó jurídico”, em que ninguém sabe, de fato, qual regra vai prevalecer amanhã. E quando a regra do jogo muda durante a partida, o investimento simplesmente recua.

O peso do agro na economia brasileira

Essa insegurança não recai sobre um setor qualquer. O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, responsável por parcela significativa do PIB, do emprego e, sobretudo, do saldo comercial do país. Colocar uma “espada sobre a cabeça” do agro significa fragilizar justamente o setor que sustenta a economia em momentos de crise.

Nenhum país cresce punindo quem produz. Nenhuma nação se desenvolve criando dúvidas permanentes sobre o direito de propriedade.

Entendo que há um ponto central que costuma ser ignorado nesse debate: os povos indígenas já detêm cerca de 14% do território nacional. O problema enfrentado por essas comunidades não é, majoritariamente, a falta de terras.

O drama indígena hoje é outro. Em muitas áreas, aldeias são dominadas por garimpeiros ilegais, desmatadores, traficantes de armas e facções criminosas. Crianças sofrem com desnutrição, falta de atendimento médico, ausência de escolas e abandono do Estado. Isso não se resolve com mais hectares no papel, mas com presença efetiva do poder público.

Cidadania significa saúde, educação, segurança, proteção territorial real e integração produtiva. Sem isso, ampliar terras é apenas empurrar o problema para dentro da floresta, deixando populações vulneráveis à mercê do crime organizado.

Uma escolha que o Brasil precisa fazer

O debate sobre o marco temporal deveria ser uma oportunidade para o país buscar equilíbrio: proteger os direitos indígenas sem destruir a segurança jurídica e a capacidade produtiva do campo. Transformar essa discussão em uma guerra institucional só amplia a instabilidade e afasta soluções reais.

O Brasil precisa decidir se quer enfrentar os problemas com seriedade ou continuar apostando em decisões simbólicas, que parecem virtuosas no discurso, mas fracassam na prática.

Os povos indígenas precisam de cidadania. O campo precisa de segurança jurídica. E o país precisa de responsabilidade institucional. Sem isso, todos perdem.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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‘Inadimplência não é problema generalizado do agro’, diz Banco do Brasil


agronegócio
Foto: Weyne Sharp/Governo de RO

Se o agro pudesse escolher a maior preocupação neste ano, provavelmente as opções se dividiriam entre o aumento da inadimplência e dos pedidos de recuperação judicial. Com 2025 próximo do fim, as atenções se voltam para os impactos no crédito rural, que segue restrito, diante de um cenário de juros altos e margens apertadas no campo.

Contudo, o cenário não representa a realidade do agronegócio como um todo. Pelo menos essa é a avaliação do vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt. Ele afirma que 94,7% dos clientes do banco estão adimplentes e a carteira da instituição continua saudável.

“O aumento da inadimplência tem sido localizado e não é um problema generalizado do agro brasileiro. Ele se concentra em alguns setores, regiões e, principalmente em crédito a taxas livres”, diz. Os números, por outro lado, mostram que o alerta não é infundado.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o atraso nas operações contratadas a taxas de mercado chegou a 11,4% em outubro. Esse é o maior patamar desde o início da série histórica, iniciada em 2011. Já as recuperações judiciais mais do que dobraram no trimestre encerrado em outubro, de acordo com dados da Serasa Experian. Foram 628 requisições, contra às 254 registradas no mesmo período de 2024.

Descompasso implica em mudanças no crédito

Sobre o aumento do endividamento no agro, Bitencourt explica que há um descompasso entre as receitas e os compromissos financeiros dos produtores, o que compromete o fluxo de caixa das propriedades.

“Essa redução na disponibilidade de recursos ocorre por causa de uma combinação de fatores, como investimentos feitos em máquinas com preços acima da média e aumento dos custos com arrendamento”, afirma. O vice-presidente do BB cita ainda a renegociação em decorrência de perdas de produção e o impacto dos juros altos nos custos.

Diante disso, o Banco do Brasil aposta em novas estratégias, como o aprimoramento dos modelos de risco e mudanças na qualificação de garantias. “Passamos a olhar por setor, região, perfil de produtor e a exigir garantias mais robustas onde o risco tem se mostrado mais elevado”, esclarece Bittencourt. Ele também admite que a instituição está mais rigorosa na forma de olhar a carteira de crédito.

Seguro rural é importante, mas não é solução

A ampliação da cobertura do seguro rural aparece entre as possíveis soluções para o cenário de crise. Porém, o quadro de inadimplência observado atualmente não decorre, em sua maioria, de perda de produção por clima.

“Seguro rural é sempre positivo. Quanto mais seguro, seja climático ou de preço, melhor para o produtor e para as instituições. Mas a origem principal está no fluxo de caixa”, reforça Bittencourt.

Sobre o Plano Safra 2025/26, o Banco do Brasil destaca que desembolsou R$ 87 bilhões em crédito rural e na cadeia de valor do agro, e que acompanha o andamento da produção no país. Conforme o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 354,4 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 0,6% em relação ao ciclo anterior. 

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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta mantém pressão sobre cotações pela 6ª semana



Demanda permaneceu enfraquecida, com mais empresas reduzindo o esmagamento


Foto: Canva

Apesar de chuvas terem limitado o avanço da colheita de mandioca no início da semana passada, a disponibilidade de matéria-prima seguiu elevada no período, aponta o Cepea. Produtores continuaram mostrando interesse na comercialização, visando se capitalizar ou com expectativas baixistas para o início de 2026, conforme explicam pesquisadores.

Por outro lado, a demanda permaneceu enfraquecida, com mais empresas reduzindo o esmagamento ou já em férias coletivas. Como resultado, levantamentos do Cepea mostram que os preços da raiz caíram pela sexta semana consecutiva. Entre 8 e 12 de dezembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 515,16 (R$ 0,8959/grama de amido), queda de 2,94% em relação ao intervalo anterior e de 8,4% no acumulado das últimas quatro semanas. 





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Censo Agro: IBGE espera aprovação de R$ 700 mi para ir a campo


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Foto: Governo de Mato Grosso do Sul

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aguarda a aprovação do orçamento de R$ 700 milhões necessários aos preparativos do já atrasado Censo Agropecuário em 2026, para que possa ir à coleta de campo em 2027. O cronograma inicial previa os preparativos em 2025 e coleta em campo em 2026, mas foi adiado por falta das verbas demandadas no orçamento da União.

“Diante das dificuldades de dotação orçamentária, (…) a gente teve que fazer o replanejamento das ações. O ano de 2026, que seria originalmente um ano de coleta, ele passou a ser um ano de preparação, com o início de uma etapa de cadastro no final de 2026, com a coleta iniciando em abril de 2027”, disse Fernando Damasco, coordenador-geral de Operações Censitárias do IBGE. “É importante registrar que o ano de 2025 seria o ano da preparação, mas foi um ano em que a gente não teve dotação orçamentária para o censo, diante de uma série de dificuldades relacionadas ao orçamento da União. Então todo esse planejamento foi reposicionado para 2026 e 2027.”

O levantamento censitário prevê a coleta de informações de cerca de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país. No novo cronograma, caso os recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual estejam garantidos, o IBGE dará início em outubro de 2026 ao cadastro de estabelecimentos para coleta de dados online, que começaria a ser feita em janeiro de 2027. Em abril de 2027 teria início a coleta presencial.

A efetivação do cronograma atualmente vigente ainda depende da confirmação da dotação orçamentária para 2026 e da aprovação do processo seletivo simplificado para contratação de trabalhadores temporários para o levantamento. Devido ao período de defeso eleitoral, o instituto precisaria da homologação do processo seletivo até o início de julho de 2026, caso contrário, por limitação da legislação, só seria possível convocar os aprovados em janeiro de 2027.

“Então, são restrições a que o IBGE está submetido”, disse Damasco. “Esses dois condicionantes são cruciais, porque se eles não se concretizarem, o IBGE não tem as condições necessárias para realizar a pesquisa”, alertou.

A verba para os preparativos envolvem a viabilização de testes, contratação de analistas censitários e aquisições de equipamentos, entre eles aproximadamente 27 mil tablets.

“A gente tá recebendo a sinalização de R$ 700 milhões, a gente entende que é um orçamento suficiente para as etapas preparatórias. Agora, ele não é suficiente para realização da coleta”, frisou Damasco.

A equipe técnica tinha estimado inicialmente um orçamento de mais R$ 1,8 bilhão para o ano de coleta do censo, mas prevê ajustes para adequar o montante às necessidades de atração e retenção de mão de obra, além de encarecimento de custos como combustíveis, por exemplo.

O primeiro pré-teste do Censo Agropecuário foi realizado entre os dias 1º e 12 de dezembro, em seis municípios: Alfenas (MG), Grão Mogol (MG), Bacabal (MA), Sobradinho (BA), Juazeiro (BA) e Nova Friburgo (RJ). Segundo o instituto, o principal objetivo era avaliar aspectos como logística, metodologia, uso do aplicativo de coleta, tempo de aplicação e compreensão dos informantes sobre o questionário.

“São municípios com uma diversidade significativa de biomas, que reúnem diferentes padrões produtivos, uma diversidade de estrutura fundiária bastante importante”, lembrou Damasco.

O censo passará a investigar mais detalhadamente na próxima edição temas como expectativa do produtor sobre sucessão familiar, perdas decorrentes de alterações climáticas, destino municipal da produção e uso de tecnologias. Os assuntos já foram inseridos no teste piloto, com boa compreensão dos informantes, disse o IBGE.

“A gente aguarda ansiosamente a confirmação dos recursos previstos para 2026, na lei orçamentária de 2026. Por enquanto, a gente tem uma sinalização no âmbito do projeto de lei orçamentária, mas isso vai ser apreciado ainda pelo Congresso Nacional, e a gente espera que esses recursos sejam confirmados, para garantir a execução desse trabalho, de modo que a gente possa devolver à sociedade brasileira os dados que o Brasil precisa”, concluiu Damasco.

Além dos R$$ 700 milhões pretendidos para o Censo Agropecuário, o Ministério do Planejamento alocou outros R$ 30 milhões em recursos no orçamento do IBGE para o primeiro censo da população em situação de rua, acrescentou o diretor de Pesquisas do instituto, Gustavo Junger.

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Preço da ureia cai 18% e muda comportamento de compra dos produtores


ureia - reprodução
Foto: Reprodução

O mercado global de fertilizantes nitrogenados vive um momento de reacomodação, com impactos diretos sobre as decisões de compra no Brasil, destaca relatório da consultoria StoneX.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da empresa Tomás Pernías, a demanda mundial mais fraca tem pressionado os preços da ureia, abrindo espaço para que o produto recupere parte de sua atratividade frente a alternativas como o sulfato de amônio (SAM) e o nitrato de amônio (NAM).

De acordo com ele, ao longo de 2025 os compradores brasileiros direcionaram uma parcela relevante da demanda para fertilizantes de menor concentração, especialmente o SAM. Assim, em diversos momentos do ano, o produto apresentou uma relação custo-benefício mais favorável do que a ureia, fertilizante mais concentrado e amplamente utilizado no país.

Essa mudança de perfil foi influenciada, principalmente, por dois fatores. “O primeiro deles foi o patamar elevado de preços de fertilizantes como a ureia e o MAP, que mantiveram cotações altas ao longo de 2025, resultando em relações de troca pouco atrativas. O segundo fator foi o cenário de custos de produção elevados e margens mais apertadas, que levou produtores a buscar alternativas para reduzir despesas”, realça.

No entanto, esse movimento começa a mostrar sinais de reversão. A demanda global enfraquecida, aliada à ausência de restrições relevantes de oferta na maioria dos países produtores, pressionou os preços da ureia nos últimos meses.

“Desde o final de agosto até a segunda semana de dezembro, as cotações da ureia nos portos brasileiros acumulam uma queda de aproximadamente 18%. Em algumas semanas, a retração superou US$ 10 por tonelada, evidenciando a falta de sustentação dos preços no mercado internacional”, contextualiza Pernías.

Escolha dos compradores

A redução no preço da ureia devolveu competitividade ao produto, que passa novamente a disputar espaço com outros nitrogenados. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda pelo sulfato de amônio elevou as cotações do produto nas últimas semanas, reforçando esse movimento de recuperação da atratividade da ureia.

Apesar disso, ainda há incertezas quanto à principal escolha dos compradores brasileiros em 2026. Dados da StoneX indicam que há um volume significativo de SAM programado para desembarcar nos portos do país, o que deve manter a oferta abundante no curto prazo. Além disso, a trajetória dos preços da ureia e do SAM nos próximos meses será determinante para as decisões de compra.

Segundo Pernías, o cenário internacional também seguirá no radar. A aproximação do período de aplicações de fertilizantes nos Estados Unidos e na China tende a movimentar o mercado global de nitrogenados. Outro fator relevante é a demanda da Índia, cujas licitações podem trazer volatilidade adicional aos preços.

“É fundamental que os compradores brasileiros acompanhem de perto esses movimentos, pois eventos como as compras indianas e a sazonalidade de grandes consumidores globais podem gerar oscilações importantes no mercado e impactar diretamente os custos de aquisição”, conclui o analista.

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