sábado, março 14, 2026

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Uso de sementes irregulares preocupa mercado da soja


Os preços da soja mantiveram relativa estabilidade no mercado brasileiro ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). Sustentadas por um câmbio que chegou a atingir R$ 5,52 por dólar em alguns momentos e por prêmios de exportação mais firmes, as cotações ficaram entre R$ 124,00 e R$ 125,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões do país, os preços variaram de R$ 116,00 a R$ 123,50 por saca.

De acordo com a Ceema, em comparação com o mesmo período do ano anterior, os valores mostram retração fora do Sul. Há um ano, o mercado gaúcho trabalhava próximo de R$ 125,00 por saca, enquanto em outras regiões os preços oscilavam entre R$ 125,00 e R$ 132,00. Ainda conforme a análise, ao longo da semana diversas praças ficaram sem referência de preço, em função das incertezas cambiais e do movimento de baixa observado na Bolsa de Chicago.

A colheita da nova safra brasileira ainda não começou e deve ter início apenas no final de janeiro, pelos estados do Norte do país. Até o início da semana analisada, a área semeada alcançava 94,6% do total previsto no Brasil, percentual levemente acima da média histórica de 94,4% para o período, segundo dados da Pátria AgroNegócios.

No mercado spot, houve maior volume de negócios em razão do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros. Esse movimento ajudou a sustentar os preços internos, uma vez que valorizou os prêmios de exportação. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), citado pela Ceema, o cenário “valorizou os prêmios de exportação no Brasil e ajudou a segurar os preços internos”.

Apesar do comportamento dos preços, a análise chama atenção para a preocupação crescente com o uso de sementes de soja não certificadas na safra atual. A prática inclui sementes piratas e sementes salvas que estão sendo comercializadas de forma irregular, impulsionadas pela crise enfrentada pelos produtores, marcada por custos elevados, preços mais baixos e crédito restrito. Segundo a Céleres Consultoria e a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), citadas no estudo, na safra 2025/26 cerca de 27% da área cultivada no país deverá utilizar sementes não certificadas, o equivalente a aproximadamente 13 milhões de hectares.

Ainda conforme a análise, parte das sementes salvas, que deveria ser utilizada exclusivamente pelo produtor que as colheu, acaba sendo comercializada ilegalmente, caracterizando-se como semente pirata. Estudos indicam que o uso desse material reduz a produtividade média em cerca de quatro sacas por hectare. Aplicado à área estimada, o impacto pode representar uma redução de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas na próxima colheita de soja.

Esse cenário também pode afetar o desempenho comercial do país, com perda estimada de cerca de 1,9 milhão de toneladas nas exportações e 900 mil toneladas no consumo interno. Do ponto de vista econômico, a Ceema destaca que aproximadamente 16,4 milhões de sacas de sementes certificadas deixam de ser comercializadas, o que representa um prejuízo de cerca de R$ 8 bilhões para o setor sementeiro. As perdas em royalties genéticos somariam cerca de R$ 590 milhões, o que, segundo o estudo, “compromete investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novas cultivares”, além de impactar a geração de empregos qualificados, com estimativa de redução de cerca de 4.500 postos diretos.





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Programa Jovem Aprendiz Rural certifica 184 jovens, em 2025, e reforça a importância do cumprimento da Lei da Aprendizagem


Foto: Divulgação

O Programa Jovem Aprendiz Rural do Senar concluiu mais um ciclo de formação profissional em 2025, certificando 124 jovens na Fazenda Modelo e 60 jovens na Fazenda Escola DNR, totalizando 184 aprendizes qualificados para ingresso no mercado de trabalho rural. A iniciativa é promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Instituto Aiba (IAiba), com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Bahia), Prefeitura de Barreiras e de Riachão das Neves e Codevasf.

O programa oferta formação teórica, aulas práticas e atividades orientadas ao desenvolvimento de competências profissionais voltadas às demandas do agronegócio regional.

Parcerias institucionais

A coordenadora do SPRB, Silvia Dayube, ressaltou o potencial de empregabilidade das turmas concluintes: “Os jovens estão preparados para atuar em diferentes áreas do setor produtivo, o que reforça a importância da formação continuada.”

O gerente do Senar Bahia, Ivanir Maia, enfatizou o impacto regional do programa: “Trata-se de uma ação conjunta que amplia o acesso à educação profissional e fortalece a inserção de jovens no mercado de trabalho.”

O gerente geral do Instituto Aiba, Sunny Aaron, destacou a relevância da articulação entre as entidades envolvidas e o setor produtivo: “O apoio dos parceiros e o empenho dos produtores rurais, principais mantenedores do curso, foram determinantes para a qualificação destes jovens.”

Entre os concluintes, a jovem aprendiz Beatriz Gomes avaliou positivamente a experiência: “O programa proporcionou conhecimento e prática fundamentais para meu início no setor.”

Instituída pela Lei 10.097/00, a Lei da Aprendizagem estabelece que empresas e propriedades de médio e grande porte devem manter um percentual entre 5% e 15% de aprendizes em funções que demandam formação profissional. No contexto rural, a norma tem contribuído para a qualificação de mão de obra, a inclusão produtiva de jovens e o fortalecimento das equipes das propriedades.

As entidades envolvidas destacam que o atendimento à legislação representa não apenas cumprimento de exigência legal, mas também investimento direto na sustentabilidade e modernização do setor agrícola.

Organização das novas turmas

Com o encerramento do ciclo atual, o Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) informa que já iniciou o planejamento das turmas previstas para ingressar em fevereiro de 2026.

Os produtores rurais que ainda não solicitaram sua cota de aprendizes devem procurar o sindicato para alinhamento e distribuição das vagas, conforme determina a Lei da Aprendizagem.

Histórico e resultados

Desde 2013, o Programa Jovem Aprendiz Rural já formou mais de 30 turmas e certificou mais de 1.300 jovens, consolidando-se como uma das principais iniciativas de formação profissional do Oeste da Bahia.


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Proprietário da Stara, Gilson Trennepohl é resgatado de sequestro


Gilson Trennepohl - proprietário Stara sequestro
Foto: Divulgação/Brigada Militar

O proprietário da fabricante brasileira de máquinas agrícolas Stara, o empresário Gilson Trennepohl, de 65 anos, foi resgatado pela Brigada Militar na madrugada desta segunda-feira (22) após ser vítima de sequestro e ficar por dois dias em posse dos criminosos.

De acordo com informações dos investigadores, ele foi localizado sem ferimentos em uma área de mata em Marau, no Rio Grande do Sul, a cerca de 95 km de Não-Me-Toque, município do qual também é vice-prefeito.

O empresário foi abordado pelos sequestradores quando retornava para sua residência após ter participado de um evento promovido por sua empresa.

Ele foi localizado a partir de informações recebidas pela Brigada no fim da tarde de domingo (21). Assim, com a mobilização do 3º Batalhão de Polícia de Choque e do Bope, o local foi cercado. Até o momento, uma pessoa foi detida e um veículo apreendido. Os policiais fazem buscas por outros suspeitos. Trennpohl foi encaminhado a um hospital da região para avaliação médica.

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Com endividamento em alta, Fiagro pode ser alternativa de crédito no agronegócio


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Foto: Freepik

Os recursos disponibilizados pelo Plano Safra não são suficientes para suprir as necessidades do agronegócio brasileiro. A afirmação, que é quase unanimidade entre produtores e especialistas em crédito, foi reforçada durante evento realizado no início de dezembro, na capital paulista. Em discussão, o papel dos investimentos privados nesse vazio deixado pelos recursos públicos.

“Os Fiagros são a palavra-chave”, diz Moacir Teixeira, sócio-fundador da Ecoagro, empresa que oferece soluções financeiras ao agro. Segundo ele, a aproximação do setor com o mercado de capitais vai complementar essa necessidade de financiamento.

Em 2025, o governo federal disponibilizou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. O volume de contratação, porém, está abaixo do esperado. “O agronegócio não precisa só de custeio. Ele precisa de dinheiro de mais longo prazo para poder se organizar melhor operacionalmente”, reforça Teixeira.

É diante dessa demanda que os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, os Fiagros, aparecem como alternativa na captação de recursos para o campo. Com mais opções de financiamento, o produtor rural passa a depender menos de crédito bancário ou linhas oficiais subsidiadas, como é o caso do Plano Safra.

Desmistificando os Fiagros e o mercado de capitais

É comum associar o mercado de capitais a riscos imediatos, como o que acontece ao comprar e vender ações na bolsa de valores. A estrutura do Fiagro atua como uma ponte entre produtores rurais que precisam de recursos e investidores que buscam retorno financeiro com exposição ao agronegócio. De acordo com especialistas, a volatilidade das commodities existe, mas deve ser encarada como uma característica natural do mercado.

Para Teixeira, o grande diferencial está em garantir que o “recurso vai estar lá na hora certa”. Os riscos estão na falta de organização em alguns segmentos, como os hortifrútis. Segundo ele, o custo de implantação é alto e os produtores não têm como acessar esse tipo de financiamento de forma direta. Por outro lado, as cadeias de soja, milho, algodão, cana e café aparecem como exemplos de organização.

Nesse sentido, a solução passa pela atuação de cooperativas e distribuidores. Na avaliação do executivo, é por meio da forma indireta que o mercado de capitais consegue financiar pequenos e médios produtores rurais. “Basicamente o produtor sozinho não consegue, então esse é o caminho”, complementa.

Um desses exemplos que se encaixam na fala de Teixeira é o CNA Fiagro, um fundo de microcrédito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) voltado a pequenos e médios produtores rurais, atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar. O sócio-diretor da Ecoagro ressalta que “é o dinheiro mais barato que tem no Brasil” se comparado com linhas oferecidas pelo governo.

“O Pronaf, assim como outros programas, tem muita burocracia. Mas com esse tipo de Fiagro o produtor consegue financiar qualquer coisa; é a palavra-chave do financiamento”, diz.

O cenário promissor, no entanto, ocorre em meio a um momento delicado para o agronegócio. Isso porque o setor vive uma explosão nos pedidos de recuperação judicial e aumento da inadimplência. Conforme dados do setor, o nível de endividamento no campo estão em patamares históricos. “É uma luta, mas vamos tocando”, conclui.

Moacir Teixeira é sócio-diretor da Ecoagro. (Foto: Reprodução/LinkedIn)

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Ampla oferta deve pressionar milho e trigo em 2026, diz consultoria


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Foto: Aiba/divulgação

Uma produção robusta em 2025 e condições climáticas estáveis em 2026 que permitam outra safra volumosa devem manter os preços do milho e do trigo sob pressão, segundo a Hedgepoint Global.

“A safra de milho da América do Sul para 2025/26 está em desenvolvimento e, se o clima for favorável, podemos ver aumentos no Brasil e na Argentina, dado o avanço das áreas plantadas com o cereal nesta nova temporada”, afirmou a empresa em nota.

Outras regiões, incluindo Rússia, Austrália e União Europeia, também estão registrando safras mais fortes de milho ou trigo.

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Chuva pode ultrapassar os 200 mm em algumas regiões do país esta semana, alerta Inmet


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Foto: Pixabay

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que a semana será marcada por extremos climáticos no Brasil, com destaque para chuvas intensas no Sul e acumulados elevados em áreas do Norte e do Centro-Oeste, enquanto grande parte do Nordeste e do Sudeste segue sob tempo seco e baixa umidade do ar.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No Sul do país, a passagem frequente de sistemas transientes deve provocar tempestades ao longo de toda a semana. No Rio Grande do Sul, especialmente nas faixas oeste e central do estado, os acumulados de chuva podem ultrapassar os 200 mm em sete dias, com possibilidade de volumes ainda maiores em pontos isolados. Santa Catarina também deve registrar chuvas significativas, com acumulados que podem chegar a 150 mm no período. O Inmet alerta para o risco de tempo severo, com raios, rajadas de vento, trovoadas e queda de granizo, principalmente entre os dias 23, 25 e 26, quando há previsão de acumulados superiores a 100 mm em poucas horas em áreas do território gaúcho. No Paraná, o cenário é mais seco, com chuva fraca e isolada.

Norte e Centro-Norte

Na Região Norte, a confluência de umidade favorece chuvas volumosas principalmente no sul e leste do Amazonas, sudoeste do Pará, norte do Amapá e áreas de transição entre Amazonas, Mato Grosso e Pará. Nessas regiões, os acumulados podem variar entre 80 mm e 150 mm em sete dias, com destaque para o sudeste do Amazonas e o sudoeste do Pará. No nordeste do Amapá, a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também contribui para volumes elevados.

Por outro lado, no sul do Amapá, norte do Pará e em Roraima, a previsão é de pouca chuva ao longo da semana, com apenas pancadas rápidas e localizadas. A umidade relativa do ar permanece elevada na maior parte da Região Norte, acima de 60%, mas pode cair para níveis entre 40% e 50% no norte do Pará e em Roraima.

Nordeste segue com tempo seco

Em praticamente todo o Nordeste, a semana será de ausência de chuvas, com exceção de áreas do Maranhão, Piauí e do centro-sul da Bahia, onde podem ocorrer pancadas isoladas e de baixo volume. A região também deve enfrentar baixos índices de umidade relativa do ar, especialmente no interior do Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com valores entre 15% e 30% e, pontualmente, abaixo de 15%, o que exige atenção para a saúde e para o risco de incêndios.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão aponta para chuvas mais volumosas em Mato Grosso, sobretudo no norte do estado e em áreas próximas à divisa com o Amazonas e o Pará, onde os acumulados podem superar 100 mm em sete dias. Também há previsão de chuva significativa no oeste de Goiás, principalmente nos primeiros dias da semana. Nas demais áreas de Mato Grosso e Goiás, os volumes devem ficar entre 20 mm e 50 mm. Em Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais seco, sem previsão de chuva expressiva.

A umidade relativa do ar tende a ficar mais elevada nas áreas com chuva, entre 70% e 85%, enquanto em Mato Grosso do Sul e no sudeste de Goiás, incluindo o Distrito Federal, os índices podem cair para a faixa de 30% a 50%.

Sudeste com calor e baixa umidade

No Sudeste, o Inmet prevê predomínio de tempo seco ao longo da semana, com ausência de chuvas significativas, exceto por pancadas isoladas e de curta duração. A atuação de uma área de alta pressão em níveis médios e altos da atmosfera dificulta o avanço de frentes frias e inibe a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical.

Esse padrão favorece a elevação das temperaturas e a redução da umidade relativa do ar, que deve variar entre 30% e 45% na maior parte da região. Apenas o extremo norte do Espírito Santo pode registrar índices acima de 50% nos primeiros dias da semana.

A recomendação do Inmet é de atenção redobrada nas áreas com previsão de chuvas intensas, especialmente no Sul do país, e de cuidados com a baixa umidade do ar nas regiões mais secas.

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Brasil amplia acesso do agronegócio a mais quatro países; descubra quais


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Foto: Mapa/Divulgação

O Brasil concluiu negociações fitossanitárias que ampliam o acesso de produtos do agronegócio a quatro mercados estratégicos: Marrocos, Iraque, Singapura e Argentina. As autorizações envolvem feno, destinado à alimentação animal, e bulbos de cebola, fortalecendo a presença brasileira na África, na Ásia e na América do Sul.

As negociações foram conduzidas de forma conjunta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com os novos anúncios, o país soma 525 aberturas de mercado desde o início de 2023, segundo dados oficiais do governo federal.

As liberações são resultado de acordos técnicos entre autoridades sanitárias brasileiras e dos países importadores. O processo envolveu análise de risco, definição de protocolos e alinhamento regulatório para garantir a segurança dos produtos exportados.

Feno amplia presença em mercados dependentes de forragem

Marrocos, Iraque e Singapura autorizaram a importação de feno brasileiro. O produto é utilizado como insumo básico na alimentação animal e tem papel estratégico em sistemas pecuários que dependem de oferta regular de forragens.

Esses mercados já mantêm fluxo relevante de comércio com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para os três destinos somaram cerca de US$ 3,8 bilhões. O Iraque respondeu pela maior parcela desse total, com compras próximas de US$ 1,78 bilhão em produtos do agronegócio.

A liberação do feno amplia o portfólio exportado e cria novas oportunidades para produtores e empresas brasileiras voltadas ao fornecimento de insumos pecuários, especialmente em regiões com limitações climáticas para produção local de forragem.

Bulbos de cebola avançam no mercado argentino

No caso da Argentina, a autorização se refere à exportação de bulbos de cebola. A aprovação fitossanitária permite o envio do material para o país vizinho, ampliando o comércio de insumos agrícolas entre os dois mercados.

A Argentina já figura entre os destinos relevantes das exportações agropecuárias brasileiras. O país importou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos do setor, com destaque para cacau e derivados, café e carnes.

A abertura para os bulbos de cebola reforça a integração regional e cria alternativas comerciais para produtores brasileiros, especialmente em períodos de maior oferta interna.

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Plantio de soja no Brasil alcança 97,6% da área na safra 2025/26; confira os dados por estado


plantio de soja
Foto: Reprodução Canal Rural

A semeadura de soja no Brasil atingiu, no sábado, 20 de dezembro, 97,6% da área prevista para a safra 2025/26, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 3,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior, quando o plantio estava em 94,1%.

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Em comparação ao mesmo período da safra 2024/25, quando 97,8% da área já havia sido plantada, há um ligeiro atraso de 0,2 ponto porcentual, mas frente à média dos últimos cinco anos, de 94,9%, os trabalhos estão adiantados.

Plantio de soja por estado

Entre os estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Goiás já concluíram praticamente 100% do plantio, seguidos por Tocantins, Bahia e Minas Gerais com 99%, Santa Catarina com 91%, o Rio Grande do Sul com 96,6%, o Piauí com 95% e o Maranhão ainda apresenta 54% da área semeada.

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Safra de trigo cresce em produtividade, mas perde área


Os preços do trigo no mercado brasileiro permaneceram estáveis ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram negociando o cereal entre R$ 54,00 e R$ 55,00 por saca, enquanto no Paraná os valores oscilaram de R$ 64,00 a R$ 66,00. No mesmo período do ano passado, o trigo gaúcho era comercializado entre R$ 65,00 e R$ 66,00, e o paranaense, em torno de R$ 72,00 por saca.

O cenário internacional segue pressionando as cotações. A Ceema aponta uma tendência de ampla disponibilidade de trigo no mercado mundial para a safra 2025/26, o que dificulta movimentos de alta nos preços externos. Além disso, o crescimento do consumo ocorre em ritmo mais lento, contribuindo para a elevação dos estoques globais.

No mercado interno, o relatório de dezembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou levemente para cima a estimativa da colheita brasileira recém-encerrada, que passou para 7,9 milhões de toneladas. A área cultivada no país totalizou 2,444 milhões de hectares, o que representa uma redução de 20,1% em relação à safra anterior. Em contrapartida, a produtividade média avançou 26,3%, alcançando 3.257 quilos por hectare, o equivalente a 54,3 sacas por hectare.

De acordo com a Conab, a produção de trigo no Rio Grande do Sul atingiu 3,66 milhões de toneladas, queda de 6% em comparação com a safra passada. A área semeada no estado foi de 1,155 milhão de hectares, recuo de 13,7%, enquanto a produtividade média chegou a 3.172 quilos por hectare, ou 52,9 sacas, crescimento de 8,5% sobre o ciclo anterior. No Paraná, a produção finalizou em 2,778 milhões de toneladas, volume 16% superior ao registrado na safra de 2024. A área cultivada foi de 819 mil hectares, com retração de 28,6%, mas a produtividade saltou 62,5%, atingindo 3.392 quilos por hectare, ou 56,5 sacas.

Apesar da melhora nos rendimentos, a Ceema ressalta que parte do trigo colhido nesta safra apresenta novamente problemas de qualidade, o que limita seu uso para panificação e impacta a formação de preços em determinados mercados.





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Com avanço de 0,25% em dezembro, prévia da inflação encerra o ano dentro da meta


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Foto: Pixabay

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação, avançou 0,25% em dezembro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima do registrado em novembro, quando o índice havia subido 0,20%. Na comparação anual, a taxa também supera a observada em dezembro de 2024, que foi de 0,34%.

Em 2025, o IPCA-15 acumula alta de 4,41%. Com isso, a inflação termina o ano de 2025 dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já o IPCA-E, que corresponde ao índice acumulado no trimestre, foi de 0,63% entre outubro e dezembro, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Transportes lideram impacto no mês

Dos nove grupos pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. O principal impacto veio de Transportes, que subiu 0,69% e respondeu pela maior contribuição ao índice mensal.

O resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento das passagens aéreas, que tiveram o maior impacto individual no mês. Também houve pressão do transporte por aplicativo e dos combustíveis, com destaque para o etanol e a gasolina.

Em sentido oposto, os preços do ônibus urbano, metrô e trem recuaram. O movimento reflete políticas de gratuidade aos domingos e feriados e reduções tarifárias em capitais como Belém, Brasília, Curitiba e São Paulo.

O grupo Vestuário também avançou 0,69%, com altas nas roupas infantis, femininas e masculinas, contribuindo de forma moderada para o resultado geral.

Alimentos mantêm comportamento desigual

O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,13% em dezembro. A alimentação no domicílio recuou pelo sétimo mês consecutivo, com quedas nos preços do tomate, do leite longa vida e do arroz.

Por outro lado, carnes e frutas registraram aumento e limitaram uma desaceleração mais intensa do grupo. Já a alimentação fora do domicílio apresentou alta, puxada pelos reajustes nos preços das refeições e dos lanches.

Habitação e serviços no radar

O grupo Habitação avançou em dezembro, influenciado por reajustes no aluguel residencial, na água e esgoto e no gás encanado. A energia elétrica residencial apresentou queda, beneficiada pela mudança da bandeira tarifária, apesar de reajustes regionais.

Em Despesas pessoais, houve desaceleração frente a novembro, embora serviços como cabeleireiro, empregado doméstico e pacotes turísticos tenham mantido pressão de alta. Artigos de residência voltou a registrar queda, com recuos em eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

Inflação regional

Dez das onze áreas pesquisadas apresentaram alta em dezembro. Porto Alegre registrou a maior variação, influenciada por passagens aéreas e energia elétrica. Belém teve o menor resultado, com quedas concentradas em hospedagem e higiene pessoal.

O IPCA-15 considera famílias com renda de um a 40 salários mínimos e utiliza metodologia semelhante à do IPCA, diferenciando-se pelo período de coleta e pela abrangência geográfica.

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