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No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas – Foto: Ivan Bueno/APPA
Os mercados agrícolas começaram a semana com comportamento misto, refletindo o peso da oferta global elevada, incertezas regulatórias e movimentos cambiais que seguem orientando as negociações no exterior e no mercado interno. De acordo com a TF Agroeconômica, o trigo abriu a semana em queda na Bolsa de Chicago, pressionado por uma oferta mundial recorde que obriga os exportadores a manterem preços competitivos para preservar participação de mercado.
A tendência negativa foi reforçada pela notícia do primeiro carregamento de trigo argentino com destino à China, em um cenário em que o produto do país vizinho aparece como o mais barato para os compradores internacionais. A recente redução das tarifas de exportação argentinas e a entrada de uma produção abundante no Hemisfério Sul ampliam as preocupações com a competitividade do trigo dos Estados Unidos. No mercado físico brasileiro, os preços mostraram leve alta diária no Paraná e no Rio Grande do Sul, embora ainda acumulem perdas no comparativo mensal.
No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas do que por fatos concretos. As compras chinesas de soja norte-americana avançam, mas sem confirmação de compromissos duradouros, o que limita reações mais firmes nos preços. A retomada dos leilões de estoques estatais pela China indica restrições logísticas de curto prazo e reduz a necessidade imediata de novas importações, enquanto a maior competitividade das ofertas do Brasil e da Argentina pressiona os prêmios sul-americanos. O elevado posicionamento comprado dos fundos aumenta a vulnerabilidade do mercado a correções.
O milho iniciou a semana com pequenas oscilações em Chicago, influenciado pela safra recorde dos Estados Unidos e pela indefinição sobre as regras de mistura de biocombustíveis para 2026. O ritmo consistente das exportações americanas segue oferecendo suporte às cotações, apesar do ambiente de cautela.
A produção total de café no Brasil na safra 2026/27 — cuja colheita começa entre meados de abril e maio do ano que vem — deve alcançar entre 71 milhões e 74,4 milhões de sacas de 60 kg, aponta a primeira estimativa da Hedgepoint Global Markets.
Desse total, o arábica pode atingir entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões de sacas projetadas para 2025/26. Já a safra de conilon (robusta) está estimada entre 24,6 milhões e 25,4 milhões de sacas, em comparação com a previsão de 27 milhões na temporada anterior.
Conforme a Hedgepoint, porcentualmente a safra de arábica deve ser de 23,3% a 30% maior ante 2025/26, “impulsionada por novas áreas, bom manejo e ciclo bienal positiva em diversas lavouras, apoiada por clima favorável após meados de outubro, embora a produtividade ainda seja desigual entre regiões”.
A produção de conilon, por sua vez, pode apresentar recuo de 8,9% a 5,9% em comparação com 2025/26, “após ciclo excepcional, parcialmente compensado por expansão e renovação de áreas desde 2023”.
A empresa explicou que “as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras, ainda que o volume deva ficar abaixo do pico da safra 2025/26”.
“De agosto ao início de outubro, a seca atrasou a floração e causou perdas nas primeiras floradas em parte das áreas. A partir de meados de outubro, volumes mais robustos de chuva retornaram às regiões de arábica, permitindo uma segunda floração e restaurando expectativas para 2026/27”, continuou a Hedgepoint.
A analista de café da Hedgepoint, Laleska Moda, disse em comunicado que houve aumento de podas em áreas com plantas danificadas que não haviam sido podadas na última temporada em virtude dos preços elevados. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirmou.
No conilon, a consistência das precipitações e bons níveis de reservatórios no Espírito Santo e na Bahia favorecem a floração e o enchimento dos grãos.
‘Sentimento baixista’
A Heddgepoint acrescentou que, com a recuperação no arábica e uma produção de conilon ainda elevada, a safra 2026/27 tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais.
Entretanto, conforme a empresa, números mais certeiros virão após a fase de enchimento dos grãos (dezembro a março), mantendo o mercado sensível a qualquer adversidade climática e propenso à volatilidade.
“O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, ponderou Laleska.
De acordo com a analista, revisões na estimativa serão publicadas entre março e abril, quando os rendimentos de processamento poderão ser avaliados com maior precisão.
“A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode causar janelas de volatilidade e oportunidades”, concluiu a analista.
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Foto: Pixabay
No cenário nacional, o Ceará ocupou a terceira posição no ranking de estados com maior número de focos de calor no período (FOTO: Soldado Fernandes/Bombeiros)
O Ceará encerrou o mês de novembro de 2025 com o maior número de focos de calor já registrado para o período desde 2005, conforme dados analisados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). As informações têm como base as detecções diárias do satélite AQUA, utilizado como satélite de referência no monitoramento desses eventos no território brasileiro.
A análise de tendência é realizada a partir de uma série histórica consistente, que data de junho de 1998, permitindo identificar padrões de ocorrência e variações ao longo dos anos. Os registros entre 1º de janeiro de 2020 e 30 de novembro de 2025 evidenciam um crescimento significativo dos focos de calor no Ceará, especialmente nos últimos meses do ano.
O ponto central da análise está em novembro de 2025, quando foram detectados 2.902 focos de calor no estado, o maior volume já observado para esse mês desde 2005. O número representa um aumento de aproximadamente 56% em relação à média histórica de novembro, que é de 1.858 registros, além de um acréscimo de cerca de 17% na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados indicam um cenário atípico e preocupante, com intensificação das condições favoráveis à ocorrência de queimadas e incêndios.
No ranking nacional de focos de calor, o Ceará ocupou a terceira posição, ficando atrás apenas do Maranhão, com 5.784 registros, e do Pará, com 5.659. O levantamento completo, assim como mapas e informações detalhadas, está disponível na plataforma Focos de Calor da Funceme, que reúne dados atualizados sobre a ocorrência desses eventos em todo o país.
A Comissão Europeia afirmou nesta segunda-feira (15) que espera assinar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul até o fim deste ano e classificou a conclusão do tratado como de “máxima importância” para o bloco. As declarações foram feitas por um porta-voz de comércio da Comissão Europeia, durante coletiva de imprensa em Bruxelas.
Segundo o porta-voz, a UE está “muito empenhada em levar este acordo até a linha de chegada”, dentro de uma estratégia mais ampla de defesa do comércio internacional. “Acreditamos no comércio global, vimos como ele entregou resultados para os nossos cidadãos e parceiros ao redor do mundo, e acreditamos que continuará a fazê-lo”, afirmou. De acordo com o representante, o bloco está “dobrando a aposta no livre-comércio como fonte de crescimento econômico, competitividade, criação de empregos e estabilidade em um momento turbulento”.
Ao tratar especificamente do Mercosul, o representante destacou que o acordo vai além do ganho econômico imediato. “Estamos falando de reunir dois dos maiores blocos comerciais do mundo”, disse, acrescentando que o pacto criaria uma plataforma baseada em confiança e em regras para cooperação em temas globais como clima e segurança econômica.
O porta-voz ressaltou que o tratado pode gerar economias relevantes para empresas europeias. Segundo ele, o acordo permitiria economizar cerca de 4 bilhões de euros por ano em tarifas de exportação, beneficiando aproximadamente 60 mil empresas que exportam para a região, das quais cerca de metade são pequenas e médias empresas. Ele também frisou que há oportunidades em todos os setores, inclusive no agrícola, lembrando que a UE possui um “substancial superávit agrícola, entre 60 e 70 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que “defende de forma robusta suas sensibilidades agrícolas”.
Na avaliação do porta-voz, a assinatura do acordo enviaria “um sinal forte de que acordos baseados em regras ainda oferecem enorme valor” e funcionam como “um porto seguro” para a economia global no atual cenário geopolítico.
O line-up, que reúne a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de soja em grão em dezembro em patamar acima do observado no mesmo mês do ano anterior. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, estão previstas 3,379 milhões de toneladas do grão para embarque ao longo do mês.
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No mesmo período do ano passado, as exportações somaram 1,472 milhão de toneladas, o que evidencia uma recuperação no ritmo dos envios. Em novembro, os embarques já haviam mostrado força, com 4,234 milhões de toneladas de soja exportadas.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, de janeiro a dezembro de 2025, o line-up indica embarques de 109,246 milhões de toneladas. Para efeito de comparação, dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, entre janeiro e dezembro de 2024, o Brasil exportou 98,812 milhões de toneladas de soja em grão.
O avanço projetado reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da oleaginosa, sustentado pela demanda internacional e pela maior disponibilidade do produto ao longo do ano.
Em nota, a entidade destacou que o voto preserva regras consideradas fundamentais da lei aprovada pelo Congresso Nacional, voltadas à transparência e à segurança jurídica nos processos de demarcação. Entre os pontos citados estão a gravação de entrevistas, a definição de critérios objetivos para a atuação de peritos, a participação dos produtores rurais nos procedimentos e o reconhecimento da validade dos títulos de propriedade em casos de ampliação de terras indígenas.
A FPA também ressaltou como avanço a previsão do direito de permanência temporária de ocupantes que estejam na área de boa-fé, evitando retiradas imediatas sem uma solução definida. Outro ponto considerado relevante foi a fixação de regras para invasões recentes, com a determinação de que ocupações ocorridas após 15 de dezembro de 2025 resultem em retirada imediata, medida que, segundo a bancada, pode contribuir para reduzir novos conflitos no campo.
Apesar dos aspectos positivos, a Frente Parlamentar da Agropecuária manifestou preocupação com a retirada do trecho da lei que trata diretamente do marco temporal. Para a entidade, esse ponto é central para garantir previsibilidade e evitar a intensificação de disputas fundiárias no país.
A FPA também avaliou que o prazo de 10 anos proposto para a conclusão das demarcações não resolve o problema estrutural, especialmente sem a adoção de um critério objetivo, como o marco temporal, que assegure segurança jurídica aos produtores rurais e às comunidades indígenas.
Diante desse cenário, a bancada informou que seguirá atuando no Congresso Nacional para concluir a tramitação da PEC 48/2023, que propõe a inclusão do marco temporal na Constituição Federal. Segundo a FPA, a medida é vista como essencial para garantir segurança jurídica e estabilidade institucional para todos os envolvidos no tema.
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), efetiva a implementação do processo de modernização da documentação fiscal no setor agropecuário no Rio Grande do Sul no início de 2026. A partir do dia 5 de janeiro, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais.
A mudança, que vinha sido implementada em outros Estados, atende à legislação nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Também a partir de 5 de janeiro de 2026, deixa de ser permitido o uso do modelo 4 da Nota Fiscal, o chamado “talão do produtor”.
“Entendemos que, com os adiamentos, os produtores rurais tiveram tempo para fazer uma transição do modelo, saindo do papel para o formato digital. Essa modernização torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo a burocracia e evitando o risco da perda de documentos. O sistema digital também minimiza falhas no preenchimento, já que toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita”, explica o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.
A emissão digital também facilitará a substituição para o novo cenário econômico e fiscal do Brasil, após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente a emissão de notas em papel.
Prazo para adaptação
A adaptação vem sendo feita de forma escalonada no Estado. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também aqueles que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Agora, a nova regra passa a contemplar a totalidade dos produtores gaúchos, cujo quantitativo é calculado em cerca de 800 mil.
Em diversos momentos, atendendo a pedidos do setor, a medida foi adiada pela Receita Estadual, subsecretaria vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), que coordena a implantação. A elasticidade no prazo vinha sendo tomada para que mais produtores pudessem obter informação sobre o tema e adaptar sua emissão eletrônica. A prorrogação ocorreu, inclusive, em 2024, logo após as enchentes que atingiram fortemente o setor rural.
Como emitir
Em operações interestaduais, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já era obrigatória. Agora passam a ser exigidas também em operações dentro do Rio Grande do Sul. Caso elas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.
Os produtores rurais têm liberdade para escolher o emissor de nota fiscal que passarão a utilizar. Há soluções oferecidas por associações e por cooperativas, por exemplo. A Sefaz oferece duas alternativas: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) e o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e).
Simples e gratuito
O NFF pode ser baixado no celular e acessado via login gov.br, e é recomendado pela simplicidade e gratuidade. Para realizar uma operação, basta que os produtores preencham dados como o produto, o nome do(a) cliente e a forma de transporte. A Fazenda oferece acesso ao Manual de Orientação ao Produtor Rural para aprendizado e orientação sobre a utilização da NFF.
À medida que mais usuários vão ingressando na plataforma, mudanças vão sendo incorporadas, como melhorias no layout e disponibilização de novos recursos. Os produtores também podem solicitar, por exemplo, a inclusão de um produto para transação que ainda não está disponível.
Desde 2023, servidores da Receita Estadual têm promovido capacitações para detalhar o uso do app. Em 2024, foram realizados mais de 100 encontros. A informação tem sido replicada por entidades do setor rural para seus associados. Atualmente, mais de 113 mil produtores estão cadastrados na ferramenta, o que representa um crescimento de 789,6% em relação a julho de 2024.
Outra opção para a emissão eletrônica é o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e). Ele é indicado para operações mais complexas, como as emissões relacionadas à exportação. A Receita Estadual trabalha para promover melhorias na plataforma, buscando torná-la mais prática e intuitiva.
O milho sofreu na B3, mas mostrou resiliência na Bolsa de Chicago na semana passada. As projeções sobre os estoques finais norte-americanos foram reduzidas porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa sobre as exportações do país para um recorde de 3,1 bilhões de bushels. Com esse contexto, os preços internacionais ficaram próximos a US$ 4,40/bushel.
Entretanto, no Brasil, o contrato de janeiro de 2026 recuou 2,7% na semana, negociado abaixo de R$ 71,90. De acordo com a plataforma Grão Direto, isso aconteceu porque o mercado futuro local foi pressionado pela percepção de que o plantio da soja dentro da janela ideal garantirá uma safrinha de milho cheia em 2026.
“Apesar da queda na bolsa, o mercado físico segue sustentado por um piso firme de demanda. O setor de etanol de milho e a indústria de proteína animal mantêm o consumo aquecido, evitando quedas bruscas no interior. As exportações brasileiras de dezembro também seguem em bom ritmo, confirmando que o milho nacional continua competitivo e demandado globalmente”, diz a empresa, em nota.
E agora, o que esperar?
A atenção se volta agora para o desenvolvimento da 1ª safra de milho no Sul do Brasil. Diferentemente da soja, o cereal pode estar em fases sensíveis em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As previsões de calor e chuvas abaixo da média para a semana acendem um alerta.
“Problemas na safra de verão podem aquecer os preços regionais e dar suporte à B3 no curto prazo. O ritmo das exportações será um indicador chave. Com o dólar sustentado acima de R$ 5,40, a janela de exportação continua atrativa”, sinaliza a Grão Direto.
De acordo com a plataforma, se os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmarem volumes robustos, isso ajudará a enxugar a oferta doméstica antes da entrada da safrinha, criando uma barreira contra novas quedas de preço.
Agora, o planejamento da safrinha 2026 começa a influenciar. Com a colheita da soja se aproximando em Mato Grosso, o mercado monitora o ritmo de aquisição de insumos e a intenção de plantio. “Rumores sobre redução de tecnologia devido aos custos podem começar a precificar uma produtividade menor para o ciclo de inverno, fator que tende a ser altista no médio prazo”, destaca a empresa.
“Esse diferencial gigantesco de juros mantém o Brasil atrativo para o capital especulativo, segurando o dólar na faixa de R$ 5,40 apesar da força global da moeda norte-americana. Para o produtor, o sinal é de alerta máximo: com a Selic a 15%, o custo de carregar o estoque (custo de oportunidade) é altíssimo (mais de 1% ao mês). Segurar o grão esperando altas moderadas pode significar prejuízo real”, avalia a Grão Direto.
A GreenLight Biosciences, empresa global de biotecnologia especializada em soluções baseadas em RNA para a agricultura, anuncia a chegada ao Brasil do Fortivance, seu primeiro produto no país.
A novidade é classificada como maximizador da ação de inseticidas, formulado com ingredientes de origem biológica que aumentam a eficiência dos defensivos e trazem ganhos diretos de produtividade e sustentabilidade para o produtor rural.
“Com muito orgulho, nossa trajetória no agronegócio brasileiro começa com uma inovação que entrega resultados concretos ao produtor rural. Fortivance otimiza cada gota dos inseticidas aplicados, não apenas melhorando suas características físicas de aplicação, mas atuando diretamente na redução da degradação da molécula química, mantendo os ativos mais estáveis e biodisponíveis para sua ação eficaz diretamente na praga. Com isso, oferecemos ao agricultor mais eficiência no controle, menos desperdício e maior retorno sobre o investimento”, afirma Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina.
Atuação do Fortivance
Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina (Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences).
O Fortivance é composto principalmente por óleo metilado de soja e beta-glucanos, substâncias de origem natural que atuam diretamente no trato digestivo das pragas, como lagartas e percevejos.
“Ele é classificado como adjuvante porque, sozinho, não mata nenhuma praga. Ele sempre vai em parceria com um inseticida. Por isso, é um adjunto para melhorar a performance daquele inseticida. O que o diferencia é que ele não atua apenas na aplicação, espalhabilidade ou cobertura. A principal característica é potencializar e maximizar o efeito do inseticida”, explicou Zorzetto.
A executiva detalha o mecanismo de ação. “O beta-glucano adere ao trato digestivo da lagarta e interfere no pH do líquido que ela tem ali dentro. Uma das maneiras que as lagartas encontraram de sobreviver foi aumentando a alcalinidade do trato digestivo. O que a gente faz é tirar essa defesa: trazemos o pH para níveis mais neutros, entre 7,5 e 8, otimizando a ação do inseticida. Assim, a molécula química deixa de ser degradada e a praga morre com mais eficiência.”
Segundo Zorzetto, ensaios de campo indicam até 25% mais controle de pragas quando o Fortivance é aplicado junto ao inseticida. “Em todos os testes que fizemos, sempre houve ganho de performance. O mínimo que observamos foi entre 20% e 25% de eficiência adicional, e em algumas áreas, chegamos a 50%”, destacou.
Sustentabilidade e eficiência no manejo
Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.
Além do ganho técnico, o Fortivance traz benefícios ambientais diretos, alinhados às práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).
“O foco da GreenLight é trazer soluções sustentáveis e eficazes para o agricultor. No caso do Fortivance, ele é composto apenas por produtos naturais e biodegradáveis. Ao potencializar o efeito do inseticida, ele permite que o agricultor aplique menos vezes, use menos produto e gaste menos diesel. Isso reduz o impacto ambiental e amplia a janela de aplicação. Ele também melhora a performance de produtos biológicos, atuando bem tanto com químicos quanto com biológicos”, afirmou a diretora.
Zorzetto destaca ainda a praticidade do produto no campo. “Ele tem dois anos de validade, não precisa de refrigeração e se integra facilmente à calda de aplicação. É compatível com outros produtos e homogeneiza bem”.
Desempenho comprovado em diversas culturas
Hoje, o Fortivance já foi testado em mais de 300 áreas no Brasil, abrangendo cerca de 1 milhão de hectares em diferentes regiões e culturas, como soja, milho, algodão, café, citros, cana e tomate.
“O produto tem mostrado resultados consistentes em todas as situações. Ele se adapta muito bem a diversas culturas e pragas, tanto mastigadoras, como lagartas, quanto sugadoras, como percevejos. Ele realmente entrega o que promete”, afirmou Zorzetto.
Novas soluções à vista
A chegada do Fortivance marca o início da operação da GreenLight Biosciences no Brasil, país que a empresa considera estratégico para o avanço de suas soluções biotecnológicas.
“O produtor pode esperar um compromisso muito grande da GreenLight em trazer soluções eficazes para o campo. O Fortivance nasceu a partir de projetos de RNA desenvolvidos em nossos laboratórios. Vimos que essa formulação melhorava a performance das moléculas naturais e decidimos disponibilizá-la ao agricultor. Em breve, teremos novos produtos voltados para diferentes culturas e desafios, inclusive soluções de RNA para grandes lavouras como soja, milho e algodão”, destacou.
Zorzetto reforça que a chegada da empresa é resultado de um trabalho estruturado. “A GreenLight está há mais de 18 anos no mercado, nasceu nos Estados Unidos e está no Brasil desde 2023. É uma empresa ética, focada no agricultor e comprometida em unir ciência avançada com respeito ao meio ambiente. Acreditamos que o futuro da agricultura está nessa união”.
O plantio da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 97% da área estimada até quinta-feira passada (11), em comparação com 94% na semana anterior, segundo levantamento da AgRural. “O destaque da semana passada foi a regularização das chuvas no país, que favoreceu o avanço das máquinas sobre os últimos talhões e melhorou as condições de desenvolvimento das lavouras”, comentou a consultoria.
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Com volumes expressivos de chuva alcançando praticamente todas as regiões produtoras, a umidade do solo apresentou melhora significativa tanto em áreas onde o plantio ainda está em andamento, como no Rio Grande do Sul e em partes do Matopiba, quanto em regiões onde a safra já entra em fases decisivas de definição de produtividade, como áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Paraná, avaliou a AgRural.
Além disso, a previsão de novas precipitações associadas a temperaturas favoráveis nos próximos dias traz maior tranquilidade aos produtores e reduz, ao menos no curto prazo, os riscos climáticos para o desenvolvimento das lavouras.
Milho
Segundo a AgRural, a semeadura do milho verão 2025/26 está encerrada no Centro-Sul do Brasil, e agora as atenções estão concentradas no clima e no desenvolvimento das lavouras.
“O retorno das chuvas ao Sul do País levou alívio aos produtores na semana passada, embora o Rio Grande do Sul já tenha perdas consolidadas em algumas áreas por causa da estiagem de novembro”, concluiu a empresa.