quinta-feira, março 19, 2026

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Mercado do boi fecha semana com preços estáveis em SP


O informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo após uma semana de movimentações moderadas no mercado. Segundo a análise, “ao longo da primeira semana de dezembro, o mercado registrou altas de R$2,00/@ para o boi gordo e de R$1,00/@ para o ‘boi China’”, enquanto vaca e novilha permaneceram com preços inalterados. A consultoria atribuiu o cenário à “boa demanda por carne bovina no mercado doméstico e pelo bom desempenho das exportações”, somados a uma oferta compatível com a procura.

Na sexta-feira, os negócios ocorreram em ritmo mais lento, comportamento considerado comum para o dia da semana. A Scot relatou que frigoríficos com escalas mais alongadas “ofertavam valores abaixo da referência”, mas, mesmo assim, a ponta vendedora manteve firmeza nos preços pedidos. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Para a segunda semana de dezembro, o viés indicado era de preços firmes e demanda consistente.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 318,5 mil toneladas em novembro, superando pela terceira vez seguida a marca das 300 mil toneladas. A Scot destacou que o resultado posicionou o mês como o segundo maior volume da série histórica, ficando acima de setembro e atrás apenas de outubro, com diferença de 2,1 mil toneladas. Segundo a consultoria, o volume embarcado em novembro foi “39,6% maior que o do mesmo mês de 2024”. A média diária atingiu 16,7 mil toneladas e o preço médio da tonelada ficou em US$5,5 mil, crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior.

Embora outubro permaneça como o mês com maior volume exportado, novembro registrou a maior média diária de embarques já registrada. O mês não assumiu a liderança no total acumulado porque teve três dias úteis a menos. Para a Scot, os números demonstram que as exportações “não perderam ritmo ao longo de novembro”. Com o fechamento do mês, 2025 se consolidou como o ano de maior volume exportado da série histórica, com faturamento recorde desde outubro e projeção de que o total ultrapasse US$15 bilhões após o desempenho de dezembro.

A expectativa para dezembro é de manutenção do ritmo forte, impulsionado pela demanda aquecida, especialmente pela redução das tarifas norte-americanas e pela sazonalidade das compras dos EUA entre o fim e o início do ano. A consultoria observa ainda que a China mantém investigações de salvaguarda, mas o adiamento da decisão para janeiro de 2026 evita impactos imediatos sobre o Brasil.





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evento da ACNB consagra Giro do Boi com prêmio máximo da pecuária



O Nelore Fest 2025 reuniu neste sábado (6) em São Paulo os principais criadores da raça que domina 80% do rebanho bovino de corte nacional.

Promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o evento, considerado o ‘Oscar’ da pecuária, entregou os prêmios dos Rankings Nacionais de Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pelagens e do Circuito Nelore de Qualidade.

A cerimônia, que reuniu cerca de 400 criadores e empresários da pecuária, também marcou o encerramento do calendário anual da raça. Estiveram presentes representantes da Bolívia e do Paraguai, reforçando a força da genética que impulsiona a produção de carne em toda a América Latina.

Nesta 25ª edição, o Giro do Boi também subiu ao palco: o programa recebeu o Troféu Nelore de Ouro, reconhecimento máximo concedido pela ACNB. A homenagem celebrou o trabalho jornalístico desenvolvido ao longo de 2025, ano em que o programa exibiu todos os resultados da 27ª temporada do Circuito Nelore de Qualidade e reforçou seu compromisso com a evolução da raça no país.

“Eu fico muito feliz com este reconhecimento. Muito obrigado à ACNB. O Giro do Boi segue firme na missão de levar informação técnica, incentivar boas práticas e valorizar a genética que transforma a pecuária brasileira”, disse Mauro Ortega, apresentador do programa.

Com premiação, homenagens e expectativa de crescimento para 2026, o Nelore Fest reafirma o papel central da genética na produtividade, na qualidade da carne e na competitividade da pecuária brasileira nos mercados interno e externo.



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Mapeamento inédito revela poder do amendoim no Brasil


A Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) anuncia o lançamento do livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, o primeiro estudo no país a oferecer um raio-x completo do setor, desde o produtor até o exportador, com dados inéditos da safra 2024/2025.

O evento de lançamento será realizado no dia 3 de dezembro, às 14h, em Ribeirão Preto/SP, e marcará a disponibilização de informações que comprovam a relevância da leguminosa no cenário nacional.

Um dos destaques da pesquisa revela que o setor movimentou um faturamento total de R$ 18,6 bilhões no último ano, consolidando o amendoim como um player de grande porte e de alto impacto socioeconômico para o país.

“Este mapeamento é um divisor de águas para toda a cadeia. Pela primeira vez, temos uma visão completa e quantificada do nosso impacto. Com R$ 18,6 bilhões em faturamento, a importância do amendoim ultrapassa o campo e chega à mesa de negociação de grandes instituições. Temos dados concretos para guiar investimentos, estruturar linhas de crédito e influenciar políticas públicas que sustentem a nossa eficiência produtiva, que já é a 3ª maior do mundo”, afirma Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.

Um raio-x socioeconômico para o desenvolvimento setorial

O estudo vai além dos números de produção. Ele compila dados socioeconômicos detalhados que interessam não só ao público em geral – que acompanha a geração de riqueza e emprego – mas, principalmente, a órgãos reguladores, ao setor financeiro e ao mercado de seguros.

O livro oferece uma visão completa da safra 2024/2025 e servirá como base fundamental para o poder público, setor financeiro e de seguros na hora de regular a produção, formatar linhas de crédito e oferecer garantias de safra com precisão.

“Com este livro, a ABEX-BR cumpre seu papel de levar ciência e inteligência para todos os elos da cadeia, do produtor ao beneficiador. Esta é a nossa ferramenta para falar ‘para dentro’ do setor e ‘para fora’, com o governo, mostrando a capacidade de geração de valor, emprego e renda que o amendoim tem. É um setor que mais que triplicou o volume de produção na última década e precisa de informações à altura do seu crescimento”, conclui Cristiano Fantin.

O livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e estará disponível para download durante seu lançamento.  A pesquisa foi realizada pela Markestrat, consultoria especializada em agronegócio. 





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Produção de erva-mate avança, mas demanda segue baixa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, a produção de erva-mate apresenta resultados distintos entre as regiões do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Erechim, a produtividade segue dentro do esperado. O informativo aponta que “a produtividade até o momento está boa, em torno de 900 arrobas por hectare em 6.850 hectares plantados”. O preço pago pela indústria está em cerca de R$ 14,00 por arroba, mas produtores relatam “baixa demanda das indústrias locais pela cultura”.

Em Passo Fundo, a principal atualização foi a inclusão da erva-mate Barbaquá Machadinho entre os 50 produtos selecionados para o Guia de Sabores Únicos do Rio Grande do Sul, edição 2026. A região também recebeu o registro oficial da Indicação Geográfica (IG) Erva-mate Região de Machadinho, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo o informativo, a área tem “ampla notoriedade na produção de erva-mate, em especial da variedade Cambona 4”, conhecida pela produtividade e pelo sabor suave.

Os ervais se encontram na fase final de floração e início de frutificação, o que reduziu a colheita devido ao período de brotação. Os preços pagos pela indústria variam entre R$ 18,00 e R$ 19,00 por arroba na Cultivar Cambona 4. A erva destinada ao sistema barbaquá tem sido comercializada por cerca de R$ 20,00. Também houve aumento na compra de erva-mate cancheada para envelhecimento.

Na região de Soledade, técnicos registraram o início da infestação de ampola, praga que ataca ramos e compromete a produção e a qualidade das folhas. O manejo da broca-da-erva-mate também segue ativo, prática comum nesta época do ano. Conforme o relatório, produtos à base de bioinsumos, como o fungo Beauveria bassiana e a azadiractina, “têm proporcionado bons resultados”, embora a oferta permaneça limitada. Os preços na ervateira variam entre R$ 14,00 e R$ 18,00 por arroba, enquanto o valor cobrado pelos tarefeiros fica entre R$ 4,00 e R$ 8,00 por arroba.





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Arroba do boi gordo deve ter novas altas graças aos EUA e à demanda interna


O mercado brasileiro do boi gordo foi pautado por preços sustentados no Brasil, de estáveis a mais altos, ao longo desta semana, em meio à expectativa de uma demanda aquecida no mês de dezembro.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que o período marca o auge do consumo interno, somado à expectativa de uma ótima demanda por parte dos Estados Unidos após a derrubada da sobretaxa de 40% às exportações brasileiras.

Para o especialista, essas variáveis são os principais fatores que motivam a elevação dos preços da arroba do boi gordo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida. “É importante lembrar que o ano ainda é pautado por grande disponibilidade de animais para o abate, o que funciona como um limitador para altas mais contundentes”, pondera.

Preços médios do boi gordo

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 4 de dezembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, estável em relação ao valor praticado no último final de semana;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, alta de 1,59% frente aos R$ 315 praticados no encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, avanço de 1,59% ante aos R$ 315 do fechamento anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, inalterado frente à última semana;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, sem alterações ante a semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, sem mudanças frente ao final da última semana.

Mercado atacadista

O analista de Safras & Mercado comenta que o mercado atacadista apresentou preços mistos ao longo da semana, muito embora o ambiente de negócios ainda indique a possibilidade de reajustes de preços no curto prazo, em especial para os cortes do traseiro.

“Esses cortes são muito demandados nesta época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º terceiro salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período”, disse.

  • Quarto do traseiro: cotado a R$ 26 o quilo, avanço de 1,96% ante o valor praticado na semana passada, de R$ 25,50;
  • Quarto do dianteiro: vendido por R$ 18,50 o quilo, recuo de 2,63% em relação aos R$ 19 registrados no final da semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,754 bilhão em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 92,343 milhões, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 318,493 mil toneladas, com média diária de 16,762 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.508,80.

Em relação a novembro de 2024, houve alta de 57,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 39,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,1% no preço médio.



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Projeto de lei que dá direito ao porte de arma de fogo a produtores é aprovado



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (3), o relatório da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), ao Projeto de Lei 6.717/2016, de autoria do deputado Afonso Hamm (PP-RS). A proposta regulamenta o porte rural de arma de fogo para proprietários e trabalhadores rurais.

A iniciativa estabelece que proprietários e trabalhadores rurais maiores de 25 anos possam solicitar licença para portar arma de fogo no ambiente rural, mediante apresentação de documentação pessoal, comprovação de residência e atestado de bons antecedentes.

Segundo os parlamentares, a medida busca garantir meios legais de defesa para famílias que vivem em regiões onde o acesso à segurança pública é limitado.

Ao defender seu relatório, Coronel Fernanda destacou que a violência no campo exige respostas firmes e proporcionais às dificuldades enfrentadas por quem vive da produção agropecuária.

“O produtor rural está entre os segmentos que mais sofrem com o avanço da criminalidade. Nosso papel é oferecer instrumentos legais para que ele possa proteger a si, à sua família e ao seu patrimônio, especialmente onde o Estado não consegue chegar com rapidez. Este projeto é uma resposta concreta às necessidades do campo”, afirmou.

Ela também reforçou que a proposta não incentiva o armamento indiscriminado, mas define critérios claros e responsáveis.

“A legislação atual trata o campo como se tivesse as mesmas condições de segurança das áreas urbanas, o que não corresponde à realidade. O texto estabelece regras rigorosas e garante que apenas cidadãos habilitados tenham direito ao porte. É uma medida de justiça para quem produz, gera emprego e sustenta o Brasil”, completou.

A relatora acrescentou ainda que o projeto atende a uma demanda histórica de quem convive diariamente com invasões, furtos e episódios de violência em áreas remotas.

“O porte rural é uma ferramenta de proteção para quem trabalha e produz com coragem. Continuarei acompanhando a tramitação da proposta, sempre na defesa da segurança das famílias rurais e do direito à propriedade privada”, concluiu.



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Soja recua em Chicago no início de dezembro


A soja iniciou dezembro em queda no mercado internacional. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 28 de novembro a 4 de dezembro, “as cotações da soja recuaram, em Chicago, nestes primeiros dias de dezembro”. O primeiro mês cotado encerrou a quinta-feira (4) a US$ 11,19 por bushel, frente aos US$ 11,37 registrados em 28 de novembro.

A Ceema destaca que a média de novembro fechou em US$ 11,23, “ficando 8,6% acima da média de outubro”, desempenho atribuído ao retorno da China às compras de soja dos Estados Unidos em meio às negociações comerciais entre os dois países. Há um ano, a média mensal era de US$ 9,94 por bushel, o que, segundo a entidade, “confirma a recuperação de Chicago neste momento”.

No cenário global, o Brasil projeta colher entre 177 e 178 milhões de toneladas na safra 2025/26, mesmo com problemas climáticos em algumas regiões, como Centro-Oeste e Rio Grande do Sul. A Ceema afirma que “as margens internas são baixas no país”, o que limita o esmagamento, pressiona prêmios e mantém a comercialização lenta — cerca de 25% da nova safra havia sido vendida até o início de dezembro.

A Argentina exportou 12 milhões de toneladas em 2024/25, impulsionada pela demanda chinesa e pela redução temporária das retenciones. Apesar da expectativa de produção menor no próximo ciclo, estimada em 48,5 milhões de toneladas, o país deve seguir líder na exportação de farelo (30 milhões de toneladas) e óleo de soja (7 milhões de toneladas).

A China permanece como principal consumidora global, com previsão de importação de 112 milhões de toneladas em 2025/26. A Ceema observa, porém, que o país mantém “estoques de 44 milhões de toneladas, o que garante consumo para quatro meses”. Mesmo assim, parte das compras recentes dos Estados Unidos é vista como movimento político, já que “o produto estadunidense está mais caro que o brasileiro”.

Nos EUA, a produção chegou a 115,8 milhões de toneladas, número considerado menor que o esperado devido à redução da área plantada. As exportações terminaram o ciclo 2024/25 cerca de 7 milhões de toneladas abaixo do padrão, conforme dados da Hedgepoint Global Markets.

As vendas americanas para a China mostraram aceleração no fim do ano. Uma sétima carga foi enviada na semana anterior ao levantamento. Segundo o governo dos EUA, os chineses podem comprar 12 milhões de toneladas até o fim de 2025, mas ainda não houve confirmação. A Reuters informou que “os importadores chineses reservaram quase 2 milhões de toneladas de soja dos EUA no mês passado para embarque no ano comercial de 2025/26”, embora as compras confirmadas estejam abaixo dos volumes observados antes da guerra comercial.





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cálculo do ponto de equilíbrio exige atenção aos custos invisíveis da propriedade; entenda



O cálculo do ponto de equilíbrio na pecuária requer que o produtor analise não apenas os custos diretos, mas também os custos invisíveis, como depreciação e custo de oportunidade.

Segundo o zootecnista Gustavo Sartorello, dominar esses indicadores é essencial para determinar quanto custa produzir uma arroba com margem e evitar a deterioração do patrimônio da fazenda.

O custo de oportunidade, conforme explica Sartorello, representa a rentabilidade mínima que o capital investido em bens, animais e capital de giro poderia gerar se aplicado fora da atividade pecuária. Se a produção não gera, no mínimo, o que o capital renderia em um investimento seguro, o negócio está comprometendo o patrimônio do produtor.

Confira:

Custo total da arroba

Ignorar os custos invisíveis pode levar a uma visão distorcida do resultado real da atividade. O custo total verdadeiro da arroba é a soma de três componentes que, ao serem adicionados, podem elevar o custo para até R$ 328, em vez de R$ 230, como muitos acreditam. O que é considerado custo na planilha da fazenda poderia ser renda se o capital estivesse aplicado em outra área.

“O ato de cobrar o custo de oportunidade não é pessimismo, mas uma medida de proteção patrimonial”, afirma Sartorello. Ele destaca que o equilíbrio entre desembolso e desempenho é crucial, e que o gestor profissional deve usar indicadores para identificar onde há perda de resultado e onde é possível investir mais para aumentar a lucratividade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Preços do pêssego oscilam entre regiões



Mosca-das-frutas preocupa produtores de pêssego



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), a colheita de pêssegos avançou em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com aumento da oferta e variações de preços conforme a localidade e o estágio das cultivares.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar informou que “a oferta de frutas em mercados e fruteiras aumentou, com preços mais acessíveis”. Segundo o órgão, pêssegos e nectarinas estão em colheita, com agricultores em plena safra. Os frutos são comercializados tanto no Estado quanto nos mercados do Sudeste e Nordeste, com valores entre R$ 3,50 e R$ 6,00 por quilo, dependendo da variedade e do destino.

Em Pelotas, as cultivares precoces estão em pleno colhimento, com produção considerada adequada pelos técnicos. A variedade Citrino já teve toda a safra encerrada. A Emater/RS-Ascar destacou que “segue o controle e o monitoramento de mosca-das-frutas”, mas alertou que, em áreas onde não há rescaldo de colheita, a praga “tem se multiplicado e causado grandes preocupações”. Os preços na região são de R$ 2,10 por quilo para pêssegos tipo I e R$ 1,85 para tipo II, valores que, segundo produtores, estão abaixo do esperado. O informativo também registrou falta de caixaria disponibilizada pelas indústrias e demora na descarga das frutas.

Na região administrativa de Soledade, as variedades de ciclo intermediário estão em fase de colheita. A produção e a qualidade são consideradas adequadas nos cultivos que mantêm manejo apropriado. Apesar do tempo seco predominante, há presença significativa de podridão-parda, além do aumento da incidência de mosca-das-frutas. Técnicos reforçam que “o manejo preventivo e complementar é necessário para manter a qualidade dos frutos”.





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Pesquisadores desenvolvem método para combater ervas daninhas utilizando biomassa



A lignina Kraft, um dos principais subprodutos do processo de produção de celulose, já foi vista por décadas como um resíduo difícil de aproveitar. Descoberta no século XIX a partir do cozimento químico da madeira, a lignina apresenta características que a tornam um recurso estratégico. Dentre estas características estão a estabilidade química, resistência térmica, propriedades antioxidantes, capacidade de absorver luz UV, ação antibacteriana e antifúngica, além de ser biodegradável e substituir com eficiência insumos derivados do petróleo.

Ainda assim, a implementação do composto em escala industrial enfrenta desafios frente à complexidade e custos financeiros e ambientais associados ao processamento. Segundo o Inmetro, a menos de 2% da lignina produzida globalmente é aproveitada, a maior parte é descartada ou queimada para geração de energia.

É justamente diante desse cenário que pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) avançam com uma proposta de transformar lignina Kraft em ferramenta de combate a plantas daninhas. A equipe desenvolveu um método de fracionamento técnico da biomassa vegetal capaz de gerar nanomateriais a partir de suas diferentes frações químicas.

Esses nanomateriais atuam como carreadores de moléculas herbicidas, direcionando o produto com maior precisão para dentro das plantas sem a necessidade de aplicação excessiva. O processo já foi patenteado sob coordenação do professor Dr. Leonardo Fraceto, da Unesp Sorocaba, e representa um passo significativo para tornar a agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.

A tecnologia desenvolvida pelo INCT NanoAgro também se destaca por contribuir para a economia circular, pois valoriza um resíduo abundante e que é majoritariamente descartado. Em vez de ser descartada sem aproveitamento, como acontece com mais de 98% da lignina residual no mundo, as frações obtidas pelo novo processo desempenham um papel ativo no ciclo produtivo, retornando à cadeia industrial com alto valor agregado. Essa mudança de lógica favorece a redução de impactos ambientais e a criação de novos modelos de negócio, conectando indústria papeleira, setor químico e agronegócio.

Do ponto de vista ambiental, o uso de biomassa vegetal como base para nanomateriais herbicidas diminui a dependência de insumos derivados de petróleo, representando avanço significativo diante das pressões globais por descarbonização. A lignina Kraft possui características intrínsecas que ampliam a segurança de uso e minimizam riscos associados à contaminação de solo e água. Além disso, o nanomaterial permite que o herbicida seja transportado de forma mais direcionada, reduzindo perdas por deriva. Assim é diminuída a dispersão no ambiente, potencialmente reduzindo a dosagem necessária.

A inovação também dialoga com práticas agrícolas inteligentes e com o desafio crescente de controlar plantas daninhas de forma eficiente, sem aumentar a pressão sobre ecossistemas naturais. Ao permitir maior eficiência no direcionamento de moléculas herbicidas, a tecnologia ajuda a reduzir a aplicação excessiva diminuindo a contaminação por resíduos químicos em áreas produtivas. Em um cenário de intensificação agrícola, esse avanço tem impacto direto sobre a sustentabilidade de sistemas de cultivo e a longevidade do solo como recurso essencial.

Outro ponto relevante é o potencial de escalabilidade e adaptação da tecnologia. Por se basear em uma biomassa amplamente disponível, especialmente em países como o Brasil, onde o setor de celulose tem papel de destaque a solução tem forte aderência a cadeias produtivas nacionais. A convergência entre pesquisa científica e aproveitamento de resíduos cria condições para que o país se torne referência no desenvolvimento de insumos agrícolas seguros e sustentáveis.

Com isso, a proposta do INCT NanoAgro demonstra que inovação, ciência e sustentabilidade caminham juntas. Ao transformar um resíduo complexo em uma ferramenta tecnológica de alto desempenho, os pesquisadores reforçam a capacidade da ciência brasileira de propor soluções eficientes para desafios ambientais e agronômicos. “Nosso papel como INCT é comunicar à sociedade como essas pesquisas estão gerando resultados concretos e dialogar com quem pode transformar essas descobertas em produtos, especialmente as empresas do agronegócio”, conclui o professor Dr. Leonardo Fraceto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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