domingo, março 15, 2026

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Exportações de carne bovina crescem 50% em novembro e apontam novo recorde em 2025


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Foto: Agência Brasil/arquivo

As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte avanço em novembro de 2025, com crescimento de 50% na receita em relação ao mesmo mês do ano anterior. No período, os embarques de carne bovina in natura e industrializada, miudezas comestíveis e outros subprodutos totalizaram US$ 1,874 bilhão, terceiro melhor resultado mensal do ano, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Em volume, as exportações alcançaram 361.885 toneladas, alta de 30% na comparação anual. Os números foram compilados a partir das estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com apenas o mês de dezembro ainda a ser contabilizado, o setor caminha para um novo recorde histórico em 2025, com receitas que devem superar US$ 18 bilhões e embarques próximos de 4 milhões de toneladas. De janeiro a novembro, as exportações já somam US$ 16,53 bilhões, avanço de 37,5%, com volume de 3,51 milhões de toneladas, alta de 19%.

China amplia participação e eleva preços médios

A China segue como o principal destino da carne bovina brasileira. Até novembro, as vendas para o mercado chinês cresceram 48% em valor, alcançando US$ 8,03 bilhões, com embarques de 1,499 milhão de toneladas, alta de 23,65%.

Com isso, a participação da carne bovina in natura destinada à China subiu para 54% do total exportado, ante 51% no mesmo período do ano passado. Os preços médios também avançaram de forma significativa, com alta de 19,5%, passando de US$ 4.482 por tonelada, em 2024, para US$ 5.355 por tonelada em 2025.

Segundo a Abrafrigo, a valorização reflete o movimento de alta do boi gordo no mercado interno, influenciado por mudanças no ciclo pecuário, que indicam oferta mais restrita de matéria-prima e preços mais elevados nos próximos meses. O cenário, no entanto, é acompanhado com atenção devido à investigação de salvaguardas conduzida pelo governo chinês, cujo resultado está previsto para 26 de janeiro de 2026.

Estados Unidos ainda sentem impacto das tarifas

Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, ainda não retomaram plenamente o ritmo de compras após as tarifas adicionais aplicadas entre agosto e novembro deste ano. Em novembro, as exportações de carne bovina in natura para o país recuaram 58,6%, somando US$ 62 milhões.

Também houve queda nas vendas de carne bovina industrializada (-48%, para US$ 22,2 milhões) e de sebo industrializado (-56,8%, para US$ 8,09 milhões). Apesar disso, no acumulado de janeiro a novembro, as vendas totais para os Estados Unidos cresceram 26,65%, atingindo US$ 1,889 bilhão.

A expectativa do setor é de retomada das exportações a partir de dezembro, com a retirada total das tarifas adicionais pelo governo norte-americano.

União Europeia mantém crescimento, mas com desafios regulatórios

Considerada como um único mercado, a União Europeia ocupa a terceira posição entre os maiores compradores da carne bovina brasileira. No acumulado até novembro, as exportações para o bloco cresceram 70,9% em receita e 52% em volume, totalizando US$ 946,9 milhões e 116,3 mil toneladas.

Os preços médios de exportação para o mercado europeu atingiram US$ 8.380 por tonelada, um dos maiores entre os destinos. O bloco respondeu por 3,3% do volume e 5,7% da receita total das exportações brasileiras de carne bovina no período.

Apesar das expectativas positivas com a possível assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, prevista para janeiro de 2026, o setor acompanha com cautela as discussões sobre regras de salvaguarda e novas exigências ambientais, como a Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), que impõe critérios rigorosos de rastreabilidade.

México, Chile e Rússia ampliam compras

Entre os principais mercados individuais, o Chile aparece na terceira posição, com crescimento de 41,9% na receita em 2025, somando US$ 654,6 milhões, e alta de 22,1% no volume. O México teve o avanço mais expressivo, com crescimento de 207% em valor e 162,7% em volume, alcançando US$ 619 milhões.

A Rússia também ampliou significativamente suas compras, com alta de 77,8% na receita, totalizando US$ 500 milhões. Outro destaque foi a Indonésia, que quase quadruplicou o volume importado e mais que triplicou a receita em relação a 2024.

Ao todo, 179 países importaram carne bovina brasileira em 2025. Desse total, 137 mercados aumentaram suas compras, enquanto 42 reduziram os volumes, reforçando a ampla diversificação dos destinos e o forte desempenho do setor ao longo do ano.

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CMN regulamenta crédito de até R$ 6 bi para compra de caminhões


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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional regulamentou a nova linha de financiamento voltada à compra de caminhões para renovação da frota nacional. A medida autoriza operações de crédito de até seis bilhões de reais, com recursos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A linha foi criada por medida provisória publicada nesta semana e teve as regras detalhadas em reunião extraordinária do CMN, nesta sexta-feira (19). O objetivo é estimular a substituição de veículos mais antigos por modelos mais eficientes.

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa não gera impacto fiscal primário. Os financiamentos são reembolsáveis, sem garantia da União, e o risco de crédito fica com as instituições financeiras que concederem os empréstimos.

Como vai funcionar o financiamento

A linha será operada exclusivamente de forma indireta pelo BNDES, por meio de bancos e agentes financeiros credenciados. Os recursos combinam o limite autorizado pela medida provisória com capital próprio do banco de fomento.

As operações poderão ser contratadas até trinta de junho de dois mil e vinte e seis. Cada mutuário poderá acessar financiamentos de até cinquenta milhões de reais, respeitando as condições estabelecidas na resolução.

O prazo máximo para pagamento é de sessenta meses, com possibilidade de até seis meses de carência. Durante esse período inicial, não será permitida a capitalização de juros, regra que limita o crescimento do saldo devedor.

Objetivos econômicos e logísticos

De acordo com a equipe econômica, a principal motivação da linha é a idade elevada da frota de caminhões em circulação no país. Veículos mais antigos tendem a gerar maiores custos de manutenção e consumo de combustível.

A renovação da frota é vista como um fator relevante para aumentar a eficiência logística, melhorar a segurança nas estradas e reduzir emissões de poluentes. Esses pontos têm impacto direto no custo do transporte de cargas.

O Ministério da Fazenda também destaca que a medida responde ao enfraquecimento recente do setor de caminhões. Ao longo de dois mil e vinte e cinco, a produção e as vendas registraram queda, refletindo o cenário econômico mais restritivo.

Especialistas do setor avaliam que o acesso a crédito com prazos mais longos pode ajudar empresas de transporte e produtores rurais a reorganizar investimentos. A expectativa é que a linha contribua para reativar parte da demanda, sem comprometer o equilíbrio fiscal.

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Comissão do Congresso aprova Orçamento de 2026


A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou no início da tarde desta sexta-feira (19) o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026. O texto agora deve ser analisado em sessão do Congresso Nacional marcada para esta tarde.

O relatório preliminar prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões e meta de superávit de R$ 34,2 bilhões, que será cumprida se o déficit for zero ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

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Do total de despesas, R$ 6,3 trilhões são direcionados aos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) e R$ 197,9 bilhões, ao orçamento de investimento das estatais. O limite de gastos para os ministérios e os demais Poderes passou a ser de R$ 2,4 trilhões.

O texto destaca ainda que 28% do OFSS serão destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhões. Esse montante envolve a amortização do principal da dívida contratual ou mobiliária com recursos obtidos por novas operações de crédito (emissão de títulos).

Segundo o parecer, descontado o refinanciamento da dívida, a receita estimada para o próximo ano é de R$ 4,5 trilhões, sendo R$ 3,27 trilhões (72,6%) provenientes de receitas correntes e R$ 1,238 trilhão (27,4%), de receitas de capital.

O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, R$ 10 abaixo da estimativa inicial do governo. Para 2026, também haverá uma despesa extra com o fundo eleitoral, programado em cerca de R$ 5 bilhões.

Emendas

O relatório prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório.

As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, somam R$ 12,1 bilhões.

Um montante de R$ 11,1 bilhões está previsto no parecer como parcelas adicionais, para despesas discricionárias e para projetos selecionados no Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC).

Pauta

Além do Orçamento para o próximo ano, a pauta da sessão do Congresso inclui 20 projetos de lei que abrem créditos adicionais no Orçamento de 2025.

Entre eles estão o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 6/2025, que destina R$ 8,3 bilhões para a constituição do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, previsto na reforma tributária; e o PLN 18/2025, que abre crédito suplementar de R$ 3 milhões para a Companhia Docas do Ceará. Os recursos, resultantes de cancelamento de outras dotações, serão usados para aquisição de equipamentos e para estudos náuticos de manobrabilidade e navegabilidade necessários para o recebimento de navios porta-contêiner.

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Fiscais apreendem 50 cabeças de gado avaliadas em R$ 300 mil


Gado, apreensão
Foto: divulgação/Agência Pará

Fiscais de receitas estaduais apreenderam, na quinta-feira (18), 50 cabeças de gado avaliadas em R$ 300 mil, na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, da Secretaria da Fazenda (Sefa), em Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado. A carga saiu de Cedro, em Pernambuco, e tinha como destino o município de São Félix do Xingu, no Pará.

Durante a análise da documentação fiscal, os fiscais constataram que a nota apresentada indicava como responsável uma pessoa física, com inscrição estadual registrada como “isento”. No entanto, segundo o coordenador Gustavo Bozola, a quantidade e o valor da operação caracterizavam intuito comercial, além da ausência de destaque do imposto na documentação.

O fiscal explicou ainda que a consulta aos sistemas da Secretaria da Fazenda do Estado do Pará apontou que o comprador possui inscrição estadual ativa, situação incompatível com a informação declarada no documento fiscal.

No Conhecimento de Transporte (CTe) emitido para respaldar a operação de transporte consta a inscrição estadual do adquirente. Foi lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD), com lançamento de imposto e multa no valor total de R$ 37.800,00, nos termos da legislação tributária vigente.

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Seguro rural, garantia-safra e LCAs foram poupadas no Orçamento 2026, diz senador


prêmio do seguro rural - títulos , Plano Safra sustentáveis - comissão de agricultura do senado
Foto: Pixabay

A votação do orçamento de 2026 ocorreria ao meio dia desta sexta-feira (19), mas foi adiada para a tarde, sem horário divulgado. No entanto, o senador Efraim Filho antecipou que o agronegócio foi preservado no texto, com reforços nas ações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a derrubada da proposta de aumento na taxação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), uma das principais fontes de financiamento do setor.

“O orçamento brasileiro para 2026 teve muita atenção a todos os setores produtivos brasileiros, indústria, comércio e, logicamente, o agro, que é o motor da economia brasileira, com os melhores saldos de nossa balança comercial. Então, dentro do orçamento do Ministério da Agricultura, nós conseguimos incrementar as ações que são voltadas a esse setor produtivo”, conta.

De acordo com o parlamentar, outra conquista foi o não contingenciamento de recursos como o seguro-safra e o seguro-rural. “São temas que merecem ser sempre preservados para dar planejamento, estabilidade e previsibilidade para quem é produtor.”

Segundo Efraim Filho, essas medidas impedem qualquer acréscimo de carga tributária da porteira para dentro. “Nossa preocupação é da porteira para fora. Às vezes a burocracia é excessiva, a carga tributária complexa e nisso nós podemos contribuir na presidência da CMO [Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização] para evitar qualquer prejuízo na relação junto ao agro”, destaca.

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Governo discute retomada das exportações de pescado brasileiro para a União Europeia


Pescados; pesca
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal avançou nas discussões para retomar as exportações de pescado do Brasil para a União Europeia, mercado fechado desde 2017. O tema foi tratado em reunião técnica entre os ministérios da Agricultura e Pecuária e da Pesca e Aquicultura, nesta quinta-feira (18). O foco está no atendimento às exigências sanitárias e na preparação do setor para uma futura auditoria europeia.

Participaram do encontro os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura, e André de Paula, da Pesca. Segundo eles, a reabertura é estratégica para ampliar mercados e dar previsibilidade ao setor produtivo.

Prioridade do governo e agenda sanitária

De acordo com o Ministério da Agricultura, a retomada das vendas para a União Europeia depende da validação dos controles sanitários aplicados ao pescado brasileiro. A expectativa do governo é receber, no primeiro semestre de 2026, uma auditoria europeia em plantas frigoríficas do setor.

Carlos Fávaro afirmou que a reabertura do mercado europeu está entre as prioridades da pasta. Segundo ele, a auditoria será uma etapa decisiva para demonstrar que o Brasil atende aos critérios exigidos pelo bloco.

Desde 2023, técnicos dos dois ministérios mantêm diálogo contínuo com a autoridade sanitária europeia. Nesse período, foram adotadas medidas para adequar embarcações pesqueiras às normas higiênico-sanitárias exigidas para exportação à União Europeia e ao Reino Unido.

Grupo de trabalho e participação do setor

Como encaminhamento da reunião, os ministérios decidiram criar um grupo de trabalho interministerial. A proposta é reunir governo e setor produtivo para organizar ações e preparar o país para a retomada das exportações.

O grupo contará com apoio da Câmara Setorial da Produção e Indústria dos Pescados. A ideia é alinhar procedimentos, identificar pontos de ajuste e estruturar a missão técnica necessária para a reabertura do mercado.

Para o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, o trabalho conjunto é essencial para garantir organização e planejamento. Segundo ele, o esforço será coletivo, com participação direta da cadeia produtiva.

Mercado europeu segue suspenso

As exportações brasileiras de pescado para a União Europeia estão suspensas há mais de sete anos. A interrupção ocorreu após questionamentos do bloco sobre controles sanitários e rastreabilidade da produção.

Desde então, o acesso ao mercado europeu tem sido tratado como um dos principais desafios do setor pesqueiro nacional. A avaliação do governo é que o avanço nas adequações técnicas pode abrir caminho para a retomada das vendas externas, sem estabelecer prazos definitivos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações caem para UE, mas crescem aos EUA



Exportações crescem para os EUA e caem para a UE, pressionando preços da laranja


Foto: Agrolink

Dados do Comex Stat/Mdic analisados pelo Cepea mostram que, no balanço dos cinco primeiros meses da safra 2025/26 (de julho/25 a novembro/25), as exportações brasileiras de suco de laranja avançaram para os Estados Unidos, mas caíram à União Europeia, tradicionalmente o maior destino da commodity nacional. 

Os EUA receberam 162,8 mil toneladas de suco equivalente concentrado (66° Brix) entre julho e novembro, volume 25,9% superior ao registrado nos mesmos meses da temporada anterior. Já a União Europeia foi destino de 160,6 mil toneladas no período, recuo de 25,5%. Segundo pesquisadores do Cepea, a boa qualidade do suco da safra 2025/26 e a demanda da União Europeia enfraquecida têm resultado em recomposição dos estoques da commodity na indústria brasileira – e isso vem gerando pressão sobre os valores da laranja pagos ao produtor. 

De 15 a 18 de dezembro, a pera de mesa na árvore foi comercializada à média de R$ 46,58/cx de 40,8 kg, queda de 11,45% em relação à da semana anterior. 





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Virada do ano pode ser chuvosa com precipitações acima de 100 mm em curto período; saiba onde chove


alerta amarelo, previsão do tempo, chuvas intensas
Previsão do tempo. Foto: Sistema Faep

A previsão do tempo aponta, de modo geral, um cenário favorável de umidade do solo nas principais áreas produtoras de soja do Brasil. O Centro-Oeste, Sudeste e boa parte da região Sul seguem com bons níveis de umidade.

No Matopiba, ainda é necessária a ocorrência de mais chuvas, especialmente no centro-norte da Bahia e na porção mais leste do Piauí, embora o quadro geral também seja considerado positivo.

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Nos próximos dias, as chuvas avançam com bons volumes sobre o Matopiba, contribuindo para a recomposição da umidade do solo. Mato Grosso, Goiás e o estado do Pará seguem recebendo precipitações regulares, com acumulados entre 50 e 70 milímetros, podendo ultrapassar 100 milímetros nas áreas indicadas em verde nos mapas meteorológicos.

Até 200 mm de chuvas

A principal preocupação se concentra no Rio Grande do Sul. Entre domingo (21) e terça-feira (22), são esperados acumulados em curto período, que podem superar os 150 milímetros e chegar a 200 milímetro. Esse volume excessivo tende a prejudicar os trabalhos em campo e aumenta o risco de lixiviação de nutrientes, especialmente na porção oeste do estado.

Semana do Natal

Na semana do Natal, entre os dias 25 e 29, a chuva retorna ao Paraná, São Paulo e ao centro-sul de Minas Gerais, com destaque para o Triângulo Mineiro. Nesse período, os acumulados devem variar entre 30 e 40 milímetros em cinco dias, ajudando a manter a boa umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

O tempo no fim do ano

O padrão mais úmido no Sudeste se estende até a virada do ano. Entre 30 de dezembro e 3 de janeiro, as chuvas permanecem em Minas Gerais, avançando para o centro-norte do estado, com volumes mais expressivos no Espírito Santo e também no Paraná, onde os acumulados em cinco dias podem ultrapassar 100 milímetros.

Apesar de uma semana um pouco mais quente e seca em partes do Matopiba, centro-sul do Pará e Mato Grosso, essas regiões seguem com boa umidade do solo. Na virada do ano, o cenário favorece o manejo do solo e a realização de tratos fitossanitários, principalmente no centro-norte do país.

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AgroNewsPolítica & Agro

Plano Recupera Rural RS encerra ações de 2025


A comunidade de Arroio do Ouro, em Estrela/RS, recebeu no dia 2 de dezembro o evento que marcou o encerramento das ações do Plano Recupera Rural RS em 2025 na região e definiu, de forma coletiva, os rumos para o próximo ano. A “Oficina de Planejamento Participativo 2026” reuniu 81 participantes, entre agricultores, lideranças locais e representantes de instituições públicas, entre elas: Emater, Prefeitura Municipal de Estrela, Secretaria de Qualidade Ambiental de Estrela, Instituto Retomada RS, Univates, Associação de Moradores de Arroio do Ouro, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Estrela, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Sicredi, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA-RS) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O encontro foi motivado pelo cenário ainda sensível na região, fortemente impactada pelas enchentes de novembro de 2023 e maio de 2024 e pelas ações implementadas pelo Recupera RS ao longo do ano. 

Abertura e balanço das ações de 2025

A programação teve início às 8h, com a formação da mesa de autoridades, que contou com a presença da prefeita de Estrela, Carine Schwingel; do chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Dutra; do representante da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado, Valmir Zanatta; o chefe do escritório da Emater/RS-Ascar de Estrela, Álvaro Trierweiler; da representante do Instituto Retomada, Virgínia Pies; do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Rogério Heemann; da representante do Sicredi, Neiva Huwe; e do produtor rural Fernando Mallmann. Todas as lideranças presentes ressaltaram a relevância da iniciativa e reforçaram o compromisso coletivo em apoiar a reconstrução das famílias, especialmente aquelas que tiveram suas propriedades e rotinas profundamente afetadas pelos desastres climáticos. O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Dutra, reforçou a importância da escuta das famílias e do fortalecimento da resiliência produtiva: 

“Estamos em uma comunidade que sofreu muito. Hoje, depois de um ano de trabalho dentro do Plano Recupera Rural RS, estamos apresentando para as famílias as ações executadas até aqui. Nosso objetivo é não apenas apoiar a recuperação imediata, mas fortalecer a resiliência dos sistemas produtivos diante das mudanças climáticas que já estão em curso, de forma participativa, ouvindo a comunidade para poder avançar.”

Após os pronunciamentos, equipes da Embrapa, que integram a Plataforma Colaborativa Sul, responsável pela execução do Plano Recupera Rural RS, e Emater, apresentaram as ações desenvolvidas em 2025 na localidade, envolvendo manejo do solo, restauração ambiental, qualidade da água e adaptações produtivas realizadas em parceria com agricultores atingidos.

O coordenador do Plano Recupera Rural RS, Ernestino Guarino, destacou que o evento foi um espaço essencial de devolutivas e escuta: “Estamos trazendo para a comunidade resultados concretos de 2025, como práticas de manejo conservacionista do solo, orientações que ajudam o agricultor a garantir maior infiltração da água da chuva, ações de restauração das margens do rio com sistemas agroflorestais e estudos sobre a qualidade da água dos poços profundos. São iniciativas construídas com parceiros como a Emater, Fiocruz e secretarias de Meio Ambiente.” Sobre os desafios ainda presentes, Guarino reforçou:

“Os resultados são positivos, mas ainda há muitos desafios, especialmente nas áreas onde houve deposição de areia e na recuperação produtiva das margens do rio. Esses desafios exigem continuidade da pesquisa e, principalmente, o protagonismo dos agricultores para que possamos avançar na adaptação às mudanças climáticas”.

Comunidade participa do planejamento para 2026

Os participantes foram divididos entre grupos de agricultores e grupos institucionais para dar início a dinâmica participativa. Cada grupo trabalhou com base em perguntas norteadoras que orientaram a construção dos resultados: no grupo das instituições, a reflexão partiu da questão “Quais capacidades, recursos e competências cada instituição pode mobilizar para fortalecer a comunidade e ampliar sua resiliência diante de eventos climáticos extremos?” Já os agricultores foram convidados a responder “Quais os desafios e prioridades a comunidade identifica para fortalecer sua recuperação e resiliência, e que tipos de apoio seriam mais úteis das instituições presentes?”

A partir dessas discussões, foram formadas “nuvens de palavras” que sintetizaram as percepções coletivas e serviram como base para organizar demandas em eixos temáticos. Eloi Wermann, produtor rural de Arroio do Ouro, que perdeu toda a sua produção leiteira na catástrofe e participou do evento, fez um relato sobre a sua situação atual: “Os animais foram todos embora. De 140 animais, sobraram só 11 vivos. Destruiu a ordenhadeira, não teve nada inteiro. Foram 40 anos investindo na propriedade, na área do leite. Em questão de 10 horas, não tinha mais nada.” Ao refletir sobre os caminhos para reconstrução, Eloi destacou aquilo que considera essencial: “Acho que a partir de agora o principal para a gente poder se reerguer é que as nossas dívidas sejam cobradas de forma mais acessível. Que a gente consiga empréstimos com juros baixos ou que tenha programas do governo que façam com que a gente consiga retomar a atividade de forma fácil e integrada. Outra coisa primordial é que as estradas de terra continuem sendo bem mantidas.”  Para Pedro Coletti, também agricultor da localidade, é fundamental que a presença dos órgãos públicos permaneça na comunidade. “Para nós, aqui da comunidade, é muito importante que os órgãos públicos continuem presentes. Esse tipo de ação que estamos vivendo hoje — as visitas técnicas nas propriedades, as pesquisas para melhorar a infiltração da água no solo — precisa seguir por mais tempo. Mesmo quando a catástrofe do ano passado deixar de ser assunto recente, a gente ainda vai precisar desse acompanhamento de perto por muito tempo”.

Escuta ativa fortalece vínculo entre comunidade e poder público

O vice-prefeito de Estrela, Márcio Mallmann, destacou a importância da dinâmica participativa e da aproximação entre instituições e agricultores. Para ele, a iniciativa representa um marco para o município: “Nós ficamos muito felizes e nos sentimos acolhidos pela Embrapa e pelas instituições quando vêm até aqui e prestam esse auxílio, não apenas técnico, mas de escuta. Isso faz diferença para pensarmos o futuro de forma assertiva. Quando as demandas partem da comunidade, elas tendem a dar certo.” Mallmann recordou ações anteriores de apoio emocional e organizativo após a enchente, reforçando o papel da escuta comunitária. Ele também refletiu sobre a importância de manter a conexão entre agricultores e poder público: “Muitas vezes as pessoas, aqui, têm dificuldade de pedir ajuda, porque sempre foram aquelas que ajudavam a construir a igreja, a escola, a comunidade. Agora precisam ser ajudadas, e isso é um exercício. Quando a gente escuta, esse processo fica mais fácil. No que o município puder ser parceiro, estaremos juntos com a Embrapa e demais órgãos.” O biólogo Rafael Meneghini, servidor da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Estrela, reforçou a importância da atuação conjunta das instituições: “Sou funcionário público municipal há mais de 16 anos e nunca tivemos a presença tão forte de instituições importantes como a Embrapa a Fiocruz. Consideramos de altíssima relevância este evento para a comunidade e para a nossa cidade. Ter acesso à tecnologia e ao corpo técnico especializado da Embrapa para restabelecer a atividade rural, aliado à recuperação ambiental e ao entendimento das pessoas, é tudo o que o município necessita neste momento. Esperamos, em breve, colher frutos para podermos replicar essas ideias em toda a bacia do rio Taquari.”

Dinâmica define ações e responsabilidades

A segunda parte das atividades começaram após o almoço, a dinâmica “Rio do Tempo” transformou as demandas levantadas em um cronograma coletivo de ações para 2026. Cada iniciativa foi representada por barcos de papel conduzidos por instituições “capitãs”, com participação de demais entidades e moradores como “tripulantes”. O processo colaborativo permitiu visualizar o fluxo das ações ao longo do ano, fortalecendo o compromisso conjunto entre comunidade e instituições parceiras.

O encontro resultou na proposição de seis ações principais para o próximo ano, elaboradas com base nas demandas levantadas pelos sete grupos de agricultores e pelas instituições parceiras. Entre os encaminhamentos, destacaram-se:

• Crédito rural e flexibilização das dívidas adquiridas pelos produtores, após a enchente;

• Manutenção constante das estradas rurais do município e recolhimento dos entulhos acumulados em algumas vias, após a catástrofe na região;

• Fortalecimento da Unidade de Aprendizagem Coletiva (UAC) Arroio do Ouro;

• Implantação e ampliação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs);

• Continuidade das ações de restauração produtiva e ambiental;

• Apoio articulado entre instituições para fortalecimento da resiliência local.

Encerrada às 17h, a oficina reafirmou o compromisso conjunto de reconstrução sustentável no Vale do Taquari. Com o planejamento construído de forma participativa, 2026 inicia com agenda integrada entre a comunidade e instituições, fortalecendo capacidades locais e ampliando a preparação para futuros eventos climáticos extremos. O Plano Recupera Rural RS integra a Plataforma Colaborativa Sul para Mitigação de Efeitos Climáticos Adversos na Agropecuária, uma iniciativa da do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Embrapa. Todas as ações aqui apresentadas visam construir resiliência e adaptação às mudanças climáticas para um futuro mais seguro e sustentável.





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Marco temporal cai no STF: decisão abandona indígenas e amplia insegurança no campo


STF
Foto: STF/divulgação

A decisão do Supremo Tribunal Federal de concluir a votação e derrubar o marco temporal na questão indígena revela muito mais um posicionamento político do que uma solução técnica ou verdadeiramente eficaz para os povos originários. Ao permitir a ampliação indefinida de demarcações, independentemente do marco constitucional de 1988, o STF não resolve o problema central dos indígenas, apenas muda o discurso.

Hoje, cerca de 14% do território brasileiro já está destinado a terras indígenas. Ainda assim, a realidade nessas áreas é dura e amplamente conhecida: crianças passando fome, doenças sem atendimento adequado, ausência do Estado, avanço do crime organizado, invasões por garimpeiros, desmatadores e pescadores ilegais. A expansão territorial, por si só, não gerou cidadania, dignidade ou integração social.

Ao contrário, essa lógica acaba transformando a questão indígena em instrumento de interesses externos, especialmente de ONGs que operam politicamente o tema, utilizam comunidades como massa de manobra e captam recursos internacionais em nome de uma causa que, na prática, pouco melhora a vida de quem vive nas reservas. Quanto mais terra, menos Estado. Quanto menos Estado, mais dependência.

É preciso dizer com clareza: o Brasil não tem hoje capacidade financeira nem administrativa para manter essas áreas com dignidade. O país enfrenta graves restrições fiscais, não consegue garantir serviços básicos em grande parte do território e tampouco dispõe de recursos para indenizar, de forma justa e célere, produtores rurais que eventualmente tenham suas terras desapropriadas. Decisões desconectadas da realidade fiscal apenas ampliam conflitos e frustrações.

Mesmo partindo de boas intenções, preservar culturas, respeitar direitos históricos e proteger povos originários, a decisão do STF caminha no sentido oposto. Ao privilegiar uma leitura política da Constituição, ignora a necessidade de políticas públicas concretas: educação, saúde, segurança, integração produtiva e presença efetiva do Estado dentro das terras já existentes.

O efeito colateral é imediato. A insegurança jurídica aumenta, investimentos no campo tendem a ser adiados ou cancelados, e o agronegócio, principal motor da economia brasileira, responsável por emprego, renda, exportações e superávit comercial, passa a operar sob um risco adicional. Não se trata de conflito entre produtores e indígenas, mas de ausência de uma política séria e responsável.

O Senado tenta agora construir uma alternativa legislativa que reequilibre essa equação. Resta saber se esse embate institucional conseguirá produzir uma lei que dê segurança jurídica, respeito aos indígenas e viabilidade econômica. O que está claro é que decisões políticas travestidas de soluções jurídicas não resolvem o problema indígena e ainda criam novos passivos para o Brasil.

No fim, ao derrubar o marco temporal, o Supremo não fortaleceu os povos originários. Pelo contrário: afastou ainda mais o Estado, ampliou a dependência e fragilizou tanto os indígenas quanto o campo brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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