sábado, março 14, 2026

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Ano Novo: esperanças novas, realistas


Imagem produzida por inteligência artificial
Imagem produzida por inteligência artificial

O paraibano Ariano Suassuna, intelectual, filósofo e escritor, escreveu uma ideia maravilhosa, dentre muitas: “o otimista é um tolo, um pessimista um chato, sou um realista esperançoso”. É dessa maneira que escrevo esta minha coluna com a alma e os olhos voltados para as realidades esperançosas de 2026.

Dia 12 de janeiro está marcada a reunião para decidir a assinatura do acordo UE & Mercosul. Será bom para o mundo, para a Europa, para o Brasil e países do Mercosul. Não por uma expectativa “otimista”, mas simplesmente por ser obviamente um rumo necessário a todas as partes. Inclusive aos próprios agricultores europeus, que passarão a ter muito mais oportunidades de mercados para seus ricos alimentos e bebidas originados nos seus “terroir” com denominação de procedência e marcas registradas globalmente como “champagne, cognac, Mirabelle Plum, Guérand Salt (tem até sal com marca de terroir!), sem contar que os italianos dominam as mesas do mundo e irão dominar mais ainda, etc.

Portanto, tenho a esperança realista da assinatura desse acordo, ou pelo menos de um forte encaminhamento positivo, por significar uma mudança espetacular nas visões das relações comerciais internacionais. E isto da mesma forma será ótimo para todo agronegócio brasileiro, onde também poderemos ir a muitos mais mercados, com diversificação, não apenas das grandes commodities, mas produtos de sabores tropicais únicos, multiplicação do comércio também com os “terroir” nacionais, desde o A do abacate ao Z do Zebu.

Também de forma realista esperançosa, o crescimento do mercado do biocombustível em todos os aspectos, com biodiesel, etanol, SAF, e tudo isso originado de grãos e de fibras que serão desenvolvidas para esses fins, desde o próprio trigo até a macaúba, modelos agroflorestais, o arroz, e dentro da recuperação de áreas degradadas no país, mas ao lado dos setores empresariais agroindustriais e cooperativistas agregando valor.

O biogás transformando lixo em riquezas na economia circular e dando a toda produção de alimentos no país um selo de sustentabilidade na transformação de dejetos em produtos para o mercado de carbono, além de biofertilizantes, eletricidade, bioinsumos, biometano, etc.

O PIB do complexo do agronegócio no Brasil atinge a casa de cerca de 30% sobre o PIB total. Ao olharmos com uma noção mínima de planejamento estratégico podemos constatar racionalmente que temos a efetiva chance de dobrar de tamanho nos próximos 12 anos. E isso não é otimismo tolo – ao contrário, é realismo racional.

O Brasil nos últimos 40 anos assumiu uma percepção de potência da segurança alimentar, energética e ambiental do planeta. E esse patamar atingido não pode mais não ser percebido. Na COP-30, na Agrizone, um trabalho espetacular da Embrapa e do enviado agro Roberto Rodrigues reunindo todas as entidades do país, do antes, dentro e pós porteira das fazendas gerou um documento e um show de realidades colocando o Brasil como coração agrotropical planetário, uma solução global. E a FAO, órgão da ONU, decidiu criar um centro tropical mundial com base no que viu na COP-30.

Temos muitas coisas para fazer? Sim. Muitas coisas para consertar? Sim. Muitos problemas para superar? Sim. Porém para 2026 que as realidades esperançosas superem em muito apenas sonhos otimistas, quanto negacionismos pessimistas. A vitimização, colocar a culpa nos outros e apontar culpados, é a única estratégia que não interessa aos realistas esperançosos, são estratégias de polarização de medo e de covardia.

Que venha 2026 e que o enfrentemos de frente, pois medo do futuro? Só se ele nos pegar pelas costas!

Feliz 2026, coragem, confiança, cooperação, criação, consciência, caráter. E amor ao Brasil!

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Milho mantém trajetória de alta no Brasil e em Chicago no início de dezembro


Colheita de milho em Mato Grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Nos primeiros dez dias de dezembro, o milho manteve a tendência positiva tanto no mercado internacional quanto no mercado brasileiro. De acordo com a análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o movimento foi sustentado pela demanda firme pelo grão norte-americano e pelo consumo interno no Brasil, voltado principalmente à ração animal e à produção de etanol.

Na Bolsa de Chicago, o milho registrou em novembro a terceira valorização mensal consecutiva. No período, o preço avançou 2,1%, alcançando US$ 4,30 por bushel. No início de dezembro, o cereal seguiu em alta, com média de US$ 4,35 por bushel, o que representa avanço adicional de 1,1%.

Além de acompanhar a valorização da soja, o milho foi beneficiado pela forte demanda pelo produto dos Estados Unidos. A competitividade do grão norte-americano em relação a outras origens contribuiu para sustentar os preços nesse início de mês, avalia o Itaú BBA.

Preços sobem no mercado doméstico

No Brasil, os preços também avançaram. Em Sorriso, a o milho subiu 2,8% em novembro, atingindo R$ 50 por saca. Nos primeiros dez dias de dezembro, a valorização continuou, com alta de 3,1%, levando a cotação para R$ 51,30 por saca.

A avaliação da Consultoria Agro do Itaú BBA é de que a demanda interna manteve suporte às cotações, impulsionada pelo aumento do consumo para ração e para a produção de etanol. Mesmo com o ritmo de embarques abaixo do esperado no início da temporada, a menor intensidade das exportações não pressionou os preços no mercado interno. A absorção de parte do milho disponível pela demanda doméstica ajudou a equilibrar a oferta.

Atenção voltada à segunda safra

Outro fator de sustentação dos preços foi a preocupação com a janela de plantio da segunda safra. Esse cenário contribuiu para manter as cotações firmes ao longo da curva futura negociada na B3.

Os próximos dias são considerados decisivos para a definição da janela de semeadura e dos investimentos na segunda safra. A área destinada ao milho dependerá dos preços, do avanço da colheita da soja e dos riscos climáticos, especialmente nas regiões onde houve atraso na semeadura da safra de verão.

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Onda de calor eleva consumo de água em até 60% em SP e governo reforça alerta para economia


torneira, água, seca
Foto: Marcos Santos

A onda de calor que atinge o estado de São Paulo desde a última semana provocou um aumento de até 60% no consumo de água em algumas regiões, segundo a Sabesp. O crescimento da demanda já impacta os mananciais que abastecem a Grande São Paulo, levando o Governo do Estado a reforçar o alerta para o uso consciente da água.

De acordo com o governo paulista, o aumento do consumo ocorre em um período de um dos menores índices de chuva dos últimos anos, com estiagem prolongada e redução da capacidade das represas que abastecem a Região Metropolitana.

Governo pede uso consciente da água

Diante do cenário de escassez hídrica, o Governo de São Paulo orienta a população a reduzir o tempo de banho, evitar desperdícios e suspender usos não essenciais, como encher piscinas e lavar calçadas ou carros. A prioridade, segundo o Estado, deve ser o consumo destinado à alimentação e à higiene pessoal.

O monitoramento dos sistemas de abastecimento é feito de forma contínua pelo governo em conjunto com a Sabesp, que realiza manobras operacionais para preservar o equilíbrio da distribuição. Como medida preventiva, a companhia também tem reforçado o abastecimento em áreas específicas, inclusive com o apoio de caminhões-pipa.

“O uso consciente da água deve fazer parte da rotina das famílias, principalmente neste período de escassez severa. A ação de cada pessoa tem impacto direto na preservação do nível das represas responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Redução da pressão noturna ajuda a preservar mananciais

Desde agosto, o Governo de São Paulo, em parceria com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado), adotou a redução da pressão noturna da água na Região Metropolitana como forma de preservar os mananciais.

Inicialmente, a medida foi aplicada entre 21h e 5h, durante oito horas, entre os dias 27 de agosto e 21 de setembro. A partir de 22 de setembro, o período foi ampliado, passando a ocorrer das 19h às 5h.

Segundo o governo estadual, as ações de gestão hídrica resultam em uma economia diária equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas-d’água de 500 litros, ou cerca de 50,4 mil caixas por hora.

Veja dicas para economizar água em casa

  • Reduza o tempo do banho: um banho de 15 minutos pode consumir até 150 litros de água. Banhos de até 5 minutos podem gerar economia de até 9 mil litros por mês em uma família.
  • Fique atento à descarga: verifique vazamentos e evite jogar papel higiênico no vaso sanitário para não aumentar o desperdício.
  • Economize na cozinha: mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa a louça e utilize a máquina de lavar louça apenas quando estiver cheia.
  • Use melhor a máquina de lavar roupas: acumule o máximo de peças antes de ligar o equipamento e reaproveite a água da lavagem para outras atividades.
  • Troque a mangueira pela vassoura: para limpar calçadas, quintais e lavar o carro, prefira balde e vassoura.

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Você viu ?Além da ‘falsa couve’, outras 9 plantas tóxicas podem causar a morte; veja quais são


falsa couve
Foto: Divulgação Universidade Federal de São João Del-Rei

Uma reportagem da publicada no Canal Rural em outubro deste ano sobre plantas tóxicas se tornou um dos conteúdo mais vistos de 2025. A morte de uma mulher de 37 anos e a intoxicação de outras 11 pessoas após a ingestão da Nicotiana glauca, planta tóxica popularmente conhecida como “falsa couve”, no interior de Minas Gerais, reacenderam o alerta sobre o risco de confundir espécies venenosas com hortaliças.

Além disso, é importante redobrar a atenção em ambientes com crianças e animais domésticos, já que muitas plantas ornamentais ou silvestres podem causar intoxicações graves e até a morte se ingeridas.

Confira abaixo 10 plantas tóxicas comumente encontradas no Brasil:

Falsa couve (Nicotiana glauca)

falsa couve
Foto: Divulgação Universidade Federal de São João Del-Rei

De aparência semelhante à couve tradicional, essa planta contém alcaloides tóxicos que atacam o sistema nervoso e respiratório. A ingestão pode causar vômitos, fraqueza muscular, confusão mental e parada cardiorrespiratória.


2. Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta)

Imagem: Embrapa

Muito usada como planta ornamental, libera um líquido cáustico ao ser cortada. O contato com a pele pode causar irritação e inchaço; a ingestão leva a inchaço da língua e garganta, podendo bloquear as vias respiratórias.


🌸 3. Espirradeira (Nerium oleander)

Imagem: USP

De flores bonitas e comuns em jardins, é letal em todas as partes da planta. Contém glicosídeos que afetam o coração, podendo causar arritmia, parada cardíaca e morte.


🌰 4. Mamona (Ricinus communis)

Imagem: Embrapa

Suas sementes contêm ricina, uma das substâncias naturais mais tóxicas do mundo. A ingestão de poucas unidades já é suficiente para causar vômitos, convulsões e falência de órgãos.


🍂 5. Tinhorão (Caladium bicolor)

Imagem: Pixabay

Com folhas coloridas e ornamentais, o tinhorão é perigoso para crianças e animais. Provoca inchaço na boca e garganta, náuseas e asfixia se mastigado.


🐍 6. Saião-roxo (Kalanchoe blossfeldiana)

Imagem: Pixabay

Usado popularmente como planta medicinal, o saião contém substâncias que podem causar arritmia cardíaca em humanos e animais, especialmente bovinos e cães.


🌾 7. Trombeta (Datura stramonium ou “zabumba”)

Imagem: Pixabay

Conhecida por suas grandes flores brancas, é altamente alucinógena e tóxica. A ingestão pode provocar delírios, convulsões, taquicardia e até parada respiratória.


🪴 8. Antúrio (Anthurium andraeanum)

Imagem: Pixabay

Comum em interiores e escritórios, o antúrio contém cristais de oxalato de cálcio. Causa queimaduras na boca, dor intensa e edema na língua e garganta.


🍎 9. Manchineel (Hippomane mancinella)

Imagem: Pixabay

Considerada uma das árvores mais perigosas do mundo, seu látex é extremamente irritante. Apenas ficar sob a árvore durante a chuva pode causar bolhas na pele e inflamações graves. Os frutos, semelhantes a maçãs, são altamente venenosos.


🌺 10. Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)

Imagem: Pixabay

Popular no Natal, essa planta contém seiva leitosa tóxica, que pode causar irritação nos olhos, mucosas e pele. A ingestão em grandes quantidades provoca náuseas, vômitos e diarreia.

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AgroNewsPolítica & Agro

VBP do agro mineiro deve atingir R$ 168,1 bilhões


De acordo com o informado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado deve encerrar 2025 em patamar recorde, estimado em R$ 168,1 bilhões, o que representa crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior. O indicador, atualizado mensalmente, mede a renda gerada pelos estabelecimentos rurais com a comercialização da produção agrícola e pecuária.

O desempenho positivo é impulsionado, principalmente, pelo segmento das lavouras, que tem previsão de alcançar R$ 112,8 bilhões, avanço de 16,6% no ano. O valor corresponde a 67% do faturamento agropecuário estadual. O café permanece como principal destaque do segmento. “O café se mantém como o destaque entre as culturas que contribuem para essa alta no rendimento, com alta de 48% e o VBP estimado em R$ 59 bilhões”, afirma a assessora técnica da Seapa, Amanda Bianchi.

A soja aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 18,7 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual. O milho também registrou avanço expressivo, com alta de 18% e faturamento previsto de R$ 7,7 bilhões. Em contrapartida, algumas culturas apresentam retração no período, entre elas a cana-de-açúcar, com queda estimada de 8%, além de banana, batata-inglesa, feijão, laranja, mandioca e arroz, que também registram redução no valor gerado.

No segmento pecuário, o VBP deve alcançar R$ 55,2 bilhões em 2025, o que representa aumento de 8,4%. Todos os produtos apresentam expectativa de crescimento. O leite lidera o faturamento do segmento, com estimativa de R$ 18,3 bilhões e alta de 3%. A carne bovina aparece em seguida, com previsão de R$ 18 bilhões, avanço de 13%.

A produção de frango deve atingir R$ 8,3 bilhões, crescimento de 5%, enquanto a carne suína tem faturamento estimado em R$ 7,8 bilhões, alta de 12%. Já o VBP dos ovos deve chegar a R$ 2,8 bilhões, com aumento projetado de 19% ao longo do ano.





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Orçamento 2026 da Embrapa garante mais recursos para pecuária


Rebanho bovino da Bahia cresce 3,5% em um ano e alcança 13,7 milhões de cabeças, impulsionado pelo desenvolvimento da pecuária no Oeste do estado (Foto: Reprodução).
Rebanho bovino da Bahia cresce 3,5% em um ano e alcança 13,7 milhões de cabeças, impulsionado pelo desenvolvimento da pecuária no Oeste do estado (Foto: Reprodução).

O orçamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para 2026 aprovado pelo Congresso Nacional promete mais recursos para a pecuária. O valor total aprovado é de R$ 4,84 bilhões, um aumento de 3,8% em relação ao orçamento de 2025.

O foco principal dos novos recursos está na pesquisa e inovação agropecuária, fundamentais para a eficiência e sustentabilidade da produção pecuária.

Recursos para pesquisa e inovação

Para o Programa de Pesquisa e Inovação Agropecuária (Programa 2303), o orçamento previsto é de R$ 602,5 milhões. Deste total, R$ 410 milhões serão destinados a custeio e investimentos diretos na pesquisa agropecuária, incluindo manutenção de laboratórios e financiamento de projetos científicos.

A proposta original do Poder Executivo previa R$ 497,8 milhões, mas o aumento de 26,7% reafirma a importância da Embrapa para o agronegócio, especialmente na pecuária. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, declarou que a aprovação do orçamento representa um reconhecimento da importância estratégica da pesquisa agropecuária.

Impacto no funcionamento da embrapa

O aumento no orçamento impacta diretamente os recursos discricionários da Embrapa, essenciais para o funcionamento de suas unidades de pesquisa no país. Esses recursos, que caíram de R$ 816 milhões em 2014 para R$ 191 milhões em 2020, começaram a ser recuperados em 2023, quando o orçamento discricionário alcançou R$ 335 milhões.

Para 2026, o valor previsto é de R$ 410 milhões, o que possibilita avanços significativos na pesquisa agropecuária. A diretora de Administração da Embrapa, Tereza Cristina de Oliveira, informou que os recursos adicionais foram realocados em favor da pesquisa, destacando o reconhecimento institucional da Embrapa.

Diálogo e novas chamadas de pesquisa

Desde 2023, a Embrapa intensificou o diálogo com parlamentares e com o Ministério da Agricultura e Pecuária, liderado por Carlos Fávaro, para reverter a restrição orçamentária. Parte desse esforço resultou na inclusão da Embrapa no Novo PAC, garantindo investimentos em infraestrutura.

Com os novos recursos, a Embrapa espera fortalecer sua capacidade de gerar soluções para a pecuária, abrangendo áreas como genética animal e sistemas produtivos sustentáveis. Após um ano sem editais em 2024, foram anunciadas mais de 20 chamadas em 2025, um reflexo do aumento orçamentário.

Silvia Massruhá ressaltou que o orçamento é decisivo para a Embrapa recuperar sua atuação plena e garantir a continuidade de projetos, resultando em mais ciência aplicada e tecnologia no campo para os pecuaristas.

Com informações de: canaldocriador.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Chegada de frente fria pode provocar chuva na virada do ano


chuva forte, tempestade, raios
Foto: Pixabay

A primeira semana do verão foi marcada por fortes contrastes no tempo em diferentes regiões do Brasil, especialmente durante o feriado de Natal. Enquanto o Sudeste enfrentou uma intensa onda de calor, com recordes de temperatura em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, o Sul do país registrou a passagem de frentes frias, responsáveis por pancadas de chuva intensas e altos acumulados.

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No Centro-Oeste e no Norte, o calor seguiu predominando, acompanhado de chuvas típicas da estação. Já no litoral do Nordeste, o tempo mais firme garantiu dias de sol e calor, favorecendo atividades ao ar livre.

Com a aproximação do Réveillon, cresce a expectativa de quem pretende viajar, aproveitar a praia ou acompanhar os fogos de Ano Novo. Confira a previsão do tempo para a semana da Virada do Ano em cada região do país.

Sul

A semana será marcada por calor e períodos de sol, com elevação gradual das temperaturas. No entanto, a atuação de uma nova frente fria mantém a expectativa de temporais de moderada a forte intensidade, principalmente durante as tardes, atingindo a faixa norte do Rio Grande do Sul, o interior de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná.

Na noite da virada, há chance de chuva fraca a moderada no litoral da região. Capitais como Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba podem registrar pancadas isoladas durante a celebração.

Sudeste

A previsão indica uma semana de sol entre nuvens e pancadas de chuva à tarde, que podem ocorrer na forma de temporais localmente fortes, especialmente no interior de São Paulo, no sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, além do interior e da região serrana do Rio de Janeiro.

No dia da Virada do Ano, o avanço de uma frente fria, aliado a condições favoráveis em níveis mais altos da atmosfera, mantém a chance de pancadas rápidas entre a tarde e a noite.

Centro-Oeste

O calor predomina em toda a região, com temperaturas máximas próximas ou acima dos 30 °C nas capitais. A umidade disponível favorece a formação de pancadas de chuva isoladas, típicas do verão.

Na noite da virada, a chuva tende a ser mais presente em Goiás, enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ter um Réveillon com céu parcialmente nublado e menor probabilidade de chuva.

Nordeste

A semana será de calor intenso, com pancadas isoladas no interior. No litoral nordestino, um dos destinos mais procurados nesta época do ano, o tempo firme predomina, com sol, calor e temperaturas em torno dos 30 °C.

Na noite da virada, o litoral da região desponta como um dos melhores locais do país para acompanhar os fogos, graças às boas condições de tempo.

Norte

A previsão aponta dias de sol com pancadas de chuva à tarde em grande parte das capitais. As chuvas ficam mais concentradas no interior, com risco de temporais mais intensos no sul do Pará, centro-oeste do Amazonas, Rondônia e Acre.

O principal destaque é o Amapá, que segue sob influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), mantendo chuvas frequentes e volumosas.
Nas capitais da região, a Virada do Ano deve ocorrer com sol ao longo do dia, com possibilidade de pancadas rápidas no fim da tarde.

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Por que exportar feijão é a melhor forma de garantir feijão barato no Brasil


feijão-preto BRS Esteio, da Embrapa
Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

Quando se fala em exportação de feijão, muita gente reage com desconfiança. A associação é quase automática: “se exportar mais, vai faltar aqui e o preço vai subir”. Essa lógica parece intuitiva, mas não se sustenta quando olhamos de perto como funciona a produção de feijão no Brasil.

Na prática, ampliar as exportações é uma das formas mais eficientes de proteger o consumidor brasileiro, garantir oferta estável e manter o feijão acessível no prato feito do dia a dia.

O problema histórico do feijão no Brasil

O feijão sempre conviveu com ciclos extremos. Em um ano, o preço sobe, o produtor se anima e amplia o plantio. No ano seguinte, o excesso derruba os preços, gera prejuízo e muitos abandonam a cultura. Logo depois vem a escassez, seguida de novas altas no supermercado. Essa montanha-russa prejudica todo mundo, principalmente quem depende do Feijão como base da alimentação.

Como a exportação ajuda a equilibrar o mercado

A abertura de mercados internacionais cria uma alternativa concreta para o produtor. Quando há excesso de feijão no Brasil, o excedente pode ser exportado para países como Índia, China, África e Oriente Médio. Isso evita que os preços despenquem, mantém o produtor no campo e garante que ele plante novamente na safra seguinte.

Para o consumidor, o efeito é direto: menos risco de faltar feijão e menos explosões repentinas de preço.

Exportamos o que quase não consumimos

Outro ponto essencial é entender quais feijões o Brasil exporta. A maior parte das exportações envolve feijão-mungo, feijão-caupi (fradinho) e gergelim, produtos pouco presentes no prato do brasileiro, mas muito valorizados no mercado internacional.

Já o feijão-carioca, que responde por cerca de 70 por cento do consumo nacional, praticamente não tem demanda externa. Ou seja, exportar não compete com o feijão que vai para a mesa do brasileiro. Pelo contrário, a renda obtida com as exportações permite que o produtor invista mais tecnologia, produtividade e qualidade no feijão consumido internamente.

Mais tecnologia, menor custo e melhor feijão

Para exportar, o produtor precisa atender a padrões rigorosos de qualidade, rastreabilidade e controle de resíduos. Esse avanço técnico eleva o nível de toda a produção nacional. O feijão que fica no Brasil também se beneficia, chegando ao consumidor com mais qualidade e segurança.

Além disso, práticas como agricultura regenerativa e o uso de biológicos ajudam a reduzir a dependência de fertilizantes importados, cotados em dólar, e melhoram a fertilidade do solo ao longo do tempo. Isso reduz o custo unitário e traz mais estabilidade aos preços.

O que isso significa para quem compra Feijão

No curto prazo, podem ocorrer ajustes pontuais, especialmente em variedades como o feijão-preto, que também tem demanda externa. Mas, no médio e longo prazo, a exportação fortalece a segurança alimentar do país.

Um setor de feijão forte, rentável e tecnificado é a melhor garantia de que o produto não vai faltar na prateleira e continuará acessível à população.

Costumo dizer que o melhor programa de segurança alimentar é um produtor rural com lucro. Quando o campo é forte, o prato feito com arroz e feijão está protegido.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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Bolsonaro escolhe o herdeiro e antecipa 2026


Flávio Bolsonaro
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

A leitura pública de uma carta escrita de próprio punho por Jair Bolsonaro, na qual declara apoio explícito à candidatura presidencial do filho Flávio Bolsonaro em 2026, encerra uma dúvida que vinha sendo alimentada por meses. Não se trata de um gesto improvisado, nem de um cálculo de ocasião. É a formalização de algo que, na prática, já estava desenhado: o bolsonarismo tem um líder e decidiu preservar o seu legado por meio de um sucessor direto.

Houve quem apostasse que Bolsonaro poderia optar por um nome eleitoralmente mais competitivo, como Tarcísio de Freitas. Essa leitura, no entanto, parte de uma premissa equivocada. A principal preocupação de Bolsonaro não parece ser maximizar as chances estatísticas de vitória, mas garantir continuidade política, simbólica e identitária. O bolsonarismo não é apenas um agrupamento eleitoral; é um movimento que se construiu em torno de uma liderança pessoal. E líderes desse tipo, quando escolhem sucessores, priorizam confiança e fidelidade ao projeto, não apenas potencial de mercado eleitoral.

Ao indicar o próprio filho, Bolsonaro sinaliza que não está abrindo mão do comando do campo que criou. Flávio, goste-se ou não dele, representa essa linha direta. E os números disponíveis hoje reforçam a escolha: entre os nomes da direita, ele aparece com mais intenção de voto do que alternativas frequentemente citadas. Isso ajuda a explicar por que a decisão tende a se manter, independentemente de pressões do Centrão, de análises da imprensa ou de avaliações técnicas de estrategistas.

Do outro lado do tabuleiro, essa definição também interessa ao presidente Lula. A polarização foi o motor da eleição de 2022, e tudo indica que continuará sendo. Lula e Bolsonaro carregam rejeições elevadas e bases eleitorais muito mobilizadas. A lógica, portanto, é conhecida: não se vence tanto por ampliação de apoio, mas pela rejeição do adversário. Mesmo com a transferência de protagonismo para Flávio, que não tem o mesmo carisma nem o mesmo teto eleitoral do pai, o campo bolsonarista aposta que a polarização se manterá viva.

Essa escolha, por consequência, reorganiza todo o cenário político. Tarcísio, fora da disputa presidencial, tende a buscar a reeleição em São Paulo, onde desponta como favorito. Isso obriga o PT a montar palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país, tanto para o governo estadual quanto para o Senado. Outros nomes, de centro e de direita, dificilmente abandonarão a corrida, mas passam a disputar espaço num ambiente já fortemente tensionado entre dois polos.

O efeito mais evidente é a antecipação formal da eleição de 2026. A campanha começou. Não por calendários oficiais, mas por fatos políticos. A carta lida na porta do hospital não foi apenas um gesto familiar ou simbólico; foi um marco. Ela cristaliza a estratégia de Bolsonaro, reforça a lógica da polarização e empurra o sistema político para uma disputa que se assemelha, em essência, à de 2022.

Resta agora observar como essa decisão afetará as taxas de rejeição e a capacidade de mobilização de cada lado. Mas uma coisa já parece clara: o bolsonarismo fez sua escolha, Lula agradece a previsibilidade do confronto, e o Brasil entra, mais uma vez, numa eleição definida menos por convergências e mais por antagonismos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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Último fim de semana do ano terá temporais, chuva e ventos fortes em várias regiões do país


chuva ventania
Foto: Pixabay

A previsão do tempo indica um fim de semana de instabilidades em grande parte do país, com pancadas de chuva, temporais isolados, ventos fortes e temperaturas elevadas, segundo a Climatempo. O cenário é provocado pela combinação entre calor, umidade e a atuação de frentes frias, principalmente no Sul e no Sudeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Sexta-feira

As pancadas de chuva seguem ocorrendo em grande parte da região devido ao fluxo de calor e umidade e à entrada de ventos marítimos. Pela manhã, a chuva ocorre com moderada a forte intensidade no oeste e na metade norte do Rio Grande do Sul, além do sul e leste de Santa Catarina.

Ao longo do dia, as instabilidades se espalham por Santa Catarina e Rio Grande do Sul e avançam sobre o Paraná. Há risco de temporais no leste, oeste e interior catarinense, na metade norte gaúcha e no leste do Paraná. As temperaturas permanecem elevadas e as rajadas de vento podem variar entre 40 e 70 km/h, especialmente no litoral sul do RS.

Sábado

Uma nova frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, reforçando as instabilidades. Na metade sul e no leste do estado, a chuva ocorre com moderada a forte intensidade, com risco de temporais. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva também pode ocorrer de forma mais intensa na faixa leste. O calor segue predominando.

Domingo

Mesmo com o avanço da frente fria, o tempo permanece instável. Chove de forma moderada a forte no Rio Grande do Sul, além do leste e oeste de Santa Catarina e do leste do Paraná. No restante do Paraná, a chuva ocorre de forma mais fraca a moderada.

Sudeste

Sexta-feira

A chuva ocorre de forma fraca e isolada nas primeiras horas do dia em áreas do interior de São Paulo e do sul de Minas Gerais. Com o avanço de uma frente fria afastada da costa e a presença de calor e umidade, as instabilidades aumentam à tarde. São Paulo e o Triângulo Mineiro registram pancadas moderadas a fortes. No Espírito Santo, a chuva é fraca e restrita ao interior.

Sábado

Após uma manhã mais estável, as pancadas de chuva voltam a ganhar intensidade à tarde. Chove em boa parte do estado de São Paulo e também em Minas Gerais, com maior destaque para a metade leste paulista e para o Triângulo Mineiro. No Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, a chuva ocorre de forma mais fraca.

Domingo

Há chance de chuva nas primeiras horas do dia em áreas do norte e oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro. A partir da tarde, as instabilidades ganham força em São Paulo e na metade oeste de Minas Gerais, com chuva moderada a forte. No sul e na Zona da Mata mineira, a chuva ocorre de forma isolada.

Centro-Oeste

Sexta-feira

As pancadas de chuva ocorrem desde cedo em áreas do noroeste e interior de Mato Grosso e em pontos do leste de Mato Grosso do Sul. À tarde, as instabilidades aumentam em Mato Grosso, na metade oeste e sul de Goiás e em áreas de Mato Grosso do Sul. O calor predomina.

Sábado

Durante a madrugada, as instabilidades seguem atuando no oeste e noroeste de Mato Grosso. A partir da tarde, as pancadas ganham força no estado. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a chuva ocorre de forma mais irregular e fraca.

Domingo

As pancadas de chuva ocorrem desde a madrugada em áreas de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. À tarde, a instabilidade se espalha por toda a região, com chuva fraca a moderada e pontos de maior intensidade.

Nordeste

Sexta-feira

As instabilidades diminuem no Maranhão e no Piauí, mas ainda pode chover de forma fraca a moderada em áreas do norte e interior maranhense e no norte do Piauí. No restante da região, o tempo firme predomina. A umidade do ar entra em atenção em áreas do interior, com índices abaixo de 30%.

Sábado

O tempo firme predomina na maior parte da região. No entanto, ainda há chance de chuva fraca no Maranhão, no norte e oeste do Piauí e no Ceará, além do litoral do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.

Domingo

No Maranhão, as instabilidades se espalham e a chuva ocorre com fraca a moderada intensidade. No Piauí e no Ceará, há chance de pancadas moderadas. No litoral do Nordeste Oriental, a chuva ocorre de forma fraca e isolada.

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