sábado, março 14, 2026

Agro

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Leilão da Conab proporcionou até R$ 14,41 a mais por saca, comemora Federarroz


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) considerou um sucesso os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (23).

Os certames foram anunciados pelo governo federal em apoio à comercialização e ao escoamento do cereal da safra 2024/2025.

O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, afirma que o sucesso se deve especialmente ao levar em consideração o curto período disponível para a organização dos leilões. Segundo ele, os produtores responderam positivamente e compreenderam a importância de escoar a produção.

“Sugerimos que permaneçam atentos ao próximo leilão, agendado para esta quarta-feira, dia 24. É uma oportunidade de remuneração com o enxugamento de estoques”, salienta.

No total, foram negociados 35,85% nos leilões de Pepro e próximo a 40% no Rio Grande do Sul dos prêmios ofertados. De acordo com a Federarroz, isso significa de R$ 7,86 a R$ 14,41 a mais por saca dependendo da região do estado.

As quantidades que não foram negociadas nos leilões desta terça serão reofertadas na quarta-feira. “A participação nos leilões pode colaborar para a redução dos estoques de passagem nos próximos meses e contribuir para a recomposição do mercado”, aponta a Federação.

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Vai preparar a ceia? Atenção aos cuidados essenciais com os alimentos


Ceia de Natal
Foto: Pixabay

Com a chegada das festas de fim de ano, aumenta também a atenção com o preparo das ceias que reúnem famílias e amigos.

Para evitar riscos à saúde e garantir a segurança sanitária dos alimentos, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anvisa) reúne orientações que vão desde a escolha e a manipulação dos produtos até o armazenamento correto das sobras.

É fake!

O uso de vinagre para higienizar frutas, legumes e verduras não é eficaz, já que ele não atua como desinfetante ou sanitizante. Apesar de conter ácido acético, a substância é muito diluída e não elimina microrganismos.

Para a higienização correta, frutas e verduras devem ser lavadas em água corrente para retirar sujeiras visíveis, como terra e insetos, e depois deixadas de molho em solução própria para sanitização, seguida de enxágue.

Faça da lupa sua conselheira

A lupa nas embalagens dos alimentos alerta sobre os altos teores de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo aparece na parte frontal das embalagens, com o objetivo de chamar a atenção do consumidor para o fato de que o respectivo produto deve ser consumido com moderação.

Descongelamento correto

Não descongele alimentos em temperatura ambiente. O descongelamento deve ser realizado em condições de refrigeração, em temperatura inferior a 5º C, ou em forno de micro-ondas, quando o alimento for submetido imediatamente ao cozimento. 

Não se deve tirar um alimento do freezer e colocar sobre a bancada da pia para degelar até a hora do preparo porque os micróbios se multiplicam muito rapidamente. Mantendo a temperatura abaixo dos 5º C e acima dos 60º C, sua multiplicação é retardada e até evitada. 

Lavar carnes? Jamais!

Lavar carnes com água não elimina microrganismos e ainda aumenta o risco de contaminação cruzada, ao espalhar bactérias para superfícies, utensílios e outros alimentos. No caso do frango, por exemplo, o jato da torneira pode espalhar germes por bancadas, esponjas e louças, e mesmo o uso de uma tigela não impede essa disseminação.

Por isso, lavar carnes, sejam aves, carnes vermelhas ou peixes, é um erro; a forma segura de eliminar bactérias é o cozimento em temperatura adequada, já que o calor intenso é eficaz contra a maioria dos microrganismos.

Cozimento das carnes

Recomenda-se cozinhar bem as carnes. Para ter certeza do completo cozimento, verifique a mudança na cor e a textura na parte interna do alimento. No caso de carnes bovinas e de aves, tome cuidado para que as partes internas não fiquem cruas (vermelhas). Os sucos dessas carnes devem ser claros e não rosados

Hora do rango

Alimentos quentes devem ser mantidos, até a hora de servir, em temperatura alta (acima de 60º C) e alimentos frios, em temperaturas mais baixas (abaixo de 5º C). Procure diminuir ao máximo o tempo entre o preparo e o consumo dos alimentos. Não dê chance para que os micróbios acabem com sua festa! 

As sobras

Para evitar riscos à saúde, as sobras da ceia não devem permanecer em temperatura ambiente por mais de duas horas e precisam ser armazenadas em recipientes bem vedados e refrigeradas.

O ideal é retirar ossos de carnes grandes, como peru e pernil, para facilitar a refrigeração e a circulação do ar na geladeira. Mantidos abaixo de 4 °C, os alimentos podem ser consumidos em até três dias, com atenção especial aos preparos que levam maionese ou ovos crus, que exigem cuidados redobrados.

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Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro


conta de luz, energia elétrica, Aneel
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, destacou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela. A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas”, lembra a pasta.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

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Preços do boi gordo hoje: veja as cotações às vésperas do Natal


boi gordo natal
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com manutenção do padrão das negociações em uma semana em que a comercialização flui de maneira bastante lenta.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, tanto frigoríficos quanto pecuaristas se mostram menos participativos no mercado, o que é bastante compreensível nesta época do ano.

“Após o feriado de Natal o ritmo seguirá lento, com melhora da fluidez das negociações durante a primeira quinzena de janeiro. Por outro lado, as exportações de carne bovina seguem como grande destaque.”

Média de preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 318,75 — ontem: R$ 318,50
  • Goiás: R$ 311,39 — R$ 313,11
  • Minas Gerais: R$ 309,71 — R$ 308,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,02 — R$ 310,68
  • Mato Grosso: R$ 299,45 — R$ 299,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados no decorrer da semana, com expectativa de manutenção dos preços no curtíssimo prazo.

“É importante destacar que o perfil de consumo durante o primeiro trimestre do ano é muito mais comedido, com a população às voltas com despesas tradicionais, a exemplo da compra de material escolar, IPTU e IPVA, priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis”, assinalou Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,5312 para venda e a R$ 5,5292 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5293 e a máxima de R$ 5,5968.

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Chuva recupera lavouras de feijão no RS e preço aumenta 3,9%, aponta Emater


Feijão-vagem
Foto: Agristar do Brasil

No Rio Grande do Sul, as chuvas ocorridas entre 8 e 21 de dezembro favoreceram a recuperação fisiológica e o desenvolvimento do feijão, aponta o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta terça-feira (23).

Entretanto, as lavouras afetadas pela restrição hídrica durante as fases de formação e enchimento de grãos mantêm potencial produtivo reduzido, com menor emissão de vagens e número de grãos.

“Já as áreas em fase de colheita não foram impactadas pela diminuição das chuvas e apresentam boa qualidade, com grãos de maior calibre”, destaca o documento.

Segundo a Emater-RS, a situação fitossanitária da cultura no estado é considerada satisfatória, com monitoramento constante de doenças e pragas e aplicações de controle sempre que necessário.

A área projetada é de 26.096 hectares, com produtividade média estimada em 1.779 kg/ha. O preço (saca de 60 quilos) aumentou 3,89%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 115,30 para R$ 119,78.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi abre a semana com pouca movimentação



Festividades mantêm ritmo lento no mercado pecuário



Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade em São Paulo, segundo dados divulgados pela Scot Consultoria. A abertura dos negócios foi marcada por baixo volume de negociações, com a cotação mantendo-se firme e o preço de referência repetindo os níveis praticados na semana anterior.

Em Mato Grosso do Sul, o ritmo de comercialização também foi lento. De acordo com a análise, a segunda-feira seguiu o comportamento típico de períodos com datas festivas próximas, o que contribuiu para a menor movimentação e para a manutenção das cotações estáveis em todo o estado.

No atacado da carne com osso, o volume de negócios apresentou bom ritmo, mesmo com o avanço da segunda quinzena do mês. O cenário foi sustentado pela demanda do varejo para reposição de estoques. Ainda assim, para a concretização de alguns negócios, foram observados recuos pontuais nos preços.

A cotação da carcaça casada do boi capão permaneceu estável, negociada a R$ 22,00 por quilo. Já a carcaça do boi inteiro registrou queda de 1,4%, equivalente a R$ 0,30 por quilo, com preço médio de R$ 21,10/kg.





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Como ficaram os preços de soja na véspera do Natal? Confira!


Foto: Julio César García por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a sessão desta terça-feira (23) com baixa liquidez e praticamente sem ofertas, em um típico movimento de final de ano. Produtores ficaram fora das negociações e compradores também não apresentaram referências firmes, o que resultou em um dia essencialmente nominal para os preços.

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No ambiente externo, a Bolsa de Chicago registrou alguma volatilidade ao longo do pregão, enquanto o dólar apresentou recuo frente ao real. Segundo a Safras & Mercado, no entanto, esses fatores não trouxeram mudanças relevantes para a formação dos preços domésticos. No segmento da safra nova, o ritmo também permaneceu lento, sem registro de grandes negócios, refletindo a postura cautelosa dos agentes às vésperas do Natal.

Preços de soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 144,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam próximos da estabilidade, em uma sessão marcada por baixo volume de negócios e ajustes de posições típicos do período de fim de ano. O tradicional movimento de alta sazonal encontra dificuldade para se consolidar, diante de um cenário ainda pressionado pelas incertezas sobre o ritmo das compras chinesas e pelo bom desenvolvimento da safra sul-americana.

Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam embarques consistentes, mas sem força suficiente para alterar o viés do mercado. Na América do Sul, as estimativas apontam leve crescimento da produção argentina, mesmo com redução da área plantada, sustentada por boas condições hídricas nas lavouras já implantadas.

Dólar

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda frente ao real, movimento que também contribuiu para limitar qualquer reação mais firme nos preços internos da soja.

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O biodiesel é estratégico para agregar valor à soja brasileira, aponta presidente da Aprobio


Biodiesel e soja
Imagem gerada por IA

A Associação dos Produtores de Biocombbustíveis do Brasil (Aprobio) elegeu, em assembleia, Jerônimo Goergen como novo presidente da entidade. Ele assume o comando com o desafio de fortalecer a articulação institucional e impulsionar a expansão sustentável do mercado de biodiesel no país, tanto no consumo interno quanto na abertura de novos mercados internacionais.

Ao comentar a eleição, Goergen destacou que presidir a Aprobio representa uma honra, mas também uma grande responsabilidade. Segundo ele, a prioridade da nova gestão será ampliar os mercados e promover a pacificação dentro do setor, reforçando o entendimento de que o biodiesel vai além da geração de energia e integra de forma estratégica o agronegócio brasileiro.

“O biodiesel começou com um papel importante na preservação ambiental, geração de empregos industriais e agregação de valor. Com o aumento da mistura, passou a ser fundamental também para a produção de proteína animal, por meio do farelo, e hoje tem impacto direto na lavoura de soja”, afirmou.

Atualmente, o Brasil opera com mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel fóssil (B15), com expectativa de avanço para 16% em 2026. Nesse cenário, Goergen ressaltou que a entidade pretende trabalhar de forma intensa junto à cadeia consumidora para avançar na agenda de qualidade do combustível, um dos principais pontos de atenção do setor.

De acordo com o presidente, a Aprobio defende a implementação de um conselho paritário, envolvendo governo e os diferentes elos da cadeia, além da criação de um selo de qualidade para as empresas associadas que cumprirem critérios técnicos e regulatórios definidos em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Queremos ser uma indústria 100% reconhecida. A eventual falta de qualidade no diesel em geral não pode recair como dúvida sobre o biodiesel. Precisamos garantir que o produto saia da indústria com qualidade e chegue da mesma forma ao consumidor final”, explicou o novo presidente.

Goergen também afirmou que o setor tem plena capacidade de abastecer o mercado interno e atender a futuras ampliações da mistura, previstas na chamada Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de até 20%. Para isso, segundo ele, é fundamental garantir previsibilidade regulatória e antecipar testes técnicos necessários para os próximos anos.

Além do mercado doméstico, a nova gestão aposta na ampliação das exportações. “Quando o Brasil se une em torno do biodiesel, temos um mercado enorme para avançar no exterior. Estamos preparados para atender essa demanda internacional”, disse.

Para o presidente da Aprobio, o crescimento do biodiesel traz ganhos diretos para o agronegócio, o meio ambiente, a saúde pública e a geração de empregos, além de aumentar a rentabilidade do setor.

“Imagina hoje nós continuarmos mandando 100% da soja do Brasil em natura para fora. Nós temos que agregar valor e o agregar valor passa muito pela indústria do biodiesel, porque vira óleo, vira diesel e vira ração animal que vai produzir proteína”, conclui.

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Soja avança forte em volume e milho resiste com embarques firmes


milho-e- soja
Foto: Jornal da USP

A exportação brasileira de soja caminha para um recorde histórico em volume, mas sem o mesmo desempenho em receita. Já o milho apresenta um cenário distinto, com os embarques de acordo com o ano anterior, porém, com melhora na cotação média praticada no mercado internacional. A avaliação foi apresentada no Agroexport desta terça-feira (23).

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Mesmo com uma semana ainda a ser contabilizada no fechamento do ano, o volume total exportado de soja já alcança um patamar inédito, superando qualquer outro período da série histórica. A avaliação indica que nunca o Brasil embarcou tanta soja quanto em dois mil e vinte e cinco. Apesar desse avanço expressivo nos volumes, a receita cambial apresenta pouca diferença em relação ao ano anterior, o que evidencia queda no valor médio recebido por tonelada.

Reprodução Canal Rural

O levantamento aponta que o mercado internacional pagou menos pela soja brasileira ao longo do ano, resultando em um recuo significativo no valor em dólar por tonelada. Ainda assim, o preço da soja nacional permaneceu descolado das cotações de Chicago, com valores internos relativamente mais elevados quando convertidos para a saca.

A análise do cenário mostra que o principal desafio do produtor rural não está na relação de preços com o mercado internacional, mas nos custos de produção. As margens seguem pressionadas, e o descolamento positivo em relação a Chicago não tem sido suficiente para garantir rentabilidade ao longo do ano.

Milho

Reprodução Canal Rural

No caso do milho, o cenário se mostra mais favorável. O volume embarcado permanece praticamente estável, enquanto a receita cambial avança, impulsionada pela valorização do dólar por tonelada. A análise aponta que, mesmo sem crescimento expressivo nos embarques, o preço médio pago pelo mercado internacional voltou a subir, sinalizando recuperação após anos de recuo.

Assim como ocorre com a soja, o milho também opera com preços descolados das cotações de Chicago. Esse movimento é sustentado pela forte demanda interna. No complexo soja, o consumo para biodiesel, o esmagamento e a exportação de farelo garantem liquidez ao mercado. Já no milho, o avanço do etanol tem papel central na sustentação dos preços.

Apesar da maior liquidez dos dois grãos, o cenário ainda exige cautela. O descolamento em relação ao mercado internacional não tem sido suficiente para recompor as margens do produtor rural, que atravessou o ano convivendo com custos elevados e rentabilidade apertada.

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Tempestade provoca tornado no Alto do Paraná, a 57 km da fronteira com o Brasil


tornado
Foto: USDA

Uma tempestade de forte intensidade registrada na tarde de domingo no departamento de Alto Paraná, no Paraguai, provocou a formação de um tornado a cerca de 57 quilômetros de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a polícia e órgãos de prevenção e segurança da região, até a tarde desta segunda-feira (22) não havia registro de feridos nem de danos materiais significativos.

O episódio reacende o alerta para a ocorrência de eventos extremos no Sul da América do Sul, especialmente após o tornado registrado há pouco mais de um mês em Rio Bonito do Iguaçu (PR), que deixou mais de 800 feridos e causou seis mortes.

Segundo o meteorologista Arthur Müller, o fenômeno está associado à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema atmosférico que contribui para ondas de calor e canaliza grande volume de umidade da Amazônia em direção ao Paraguai e ao Sul do Brasil.

Esse cenário favorece a formação de tempestades severas, com potencial para granizo, rajadas intensas de vento e tornados.

Para que um tornado se forme, explica o especialista, é necessário um ingrediente essencial: o cisalhamento do vento, diferença de velocidade e direção dos ventos conforme a altitude. Esse tipo de condição é comum durante o avanço de frentes frias ou na atuação de sistemas de baixa pressão, frequentes na região paraguaia e no Sul do Brasil.

“O tornado é caracterizado pelo funil que desce da base da nuvem e toca o solo. O grande perigo está nas rajadas extremamente intensas e nos objetos que são arrastados, que passam a agir como projéteis, causando danos a estruturas, lavouras e colocando vidas em risco”, destaca Müller.

O meteorologista ressalta que tornados são relativamente comuns no Paraguai, no interior da região Sul do Brasil e no norte da Argentina. No entanto, a previsão desse tipo de fenômeno é limitada, os alertas indicam áreas de risco, mas o local exato só pode ser identificado com poucos minutos de antecedência, geralmente entre 20 e 30 minutos.

Chances dos temporais avançarem para o Brasil

Segundo Müller, até o momento, não há registro de danos no Paraguai, o que é considerado positivo pelas autoridades locais. No entanto, há possibilidade de que esses temporais avancem para o Brasil nos próximos dias.

De acordo com a análise das imagens de satélite, um canal de umidade segue transportando grandes volumes de chuva, especialmente em direção ao Rio Grande do Sul, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos de terra.

No extremo oeste do Paraná, sobretudo nas áreas de divisa com o Paraguai, há, entre esta terça e quarta-feira, condições favoráveis para a formação de tornados. Ainda assim, o principal perigo associado a esses sistemas atmosféricos está relacionado ao chamado “rio atmosférico” que atua sobre o Rio Grande do Sul.

A previsão de chuva para os próximos dias aponta acumulados superiores a 100 milímetros no noroeste gaúcho, o que aumenta significativamente o risco de ocorrências hidrológicas. Assim, o maior alerta no momento não é a formação de tornados, mas sim o volume elevado de chuvas na região.

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