segunda-feira, março 16, 2026

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Preço da ureia cai 18% e muda comportamento de compra dos produtores


ureia - reprodução
Foto: Reprodução

O mercado global de fertilizantes nitrogenados vive um momento de reacomodação, com impactos diretos sobre as decisões de compra no Brasil, destaca relatório da consultoria StoneX.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da empresa Tomás Pernías, a demanda mundial mais fraca tem pressionado os preços da ureia, abrindo espaço para que o produto recupere parte de sua atratividade frente a alternativas como o sulfato de amônio (SAM) e o nitrato de amônio (NAM).

De acordo com ele, ao longo de 2025 os compradores brasileiros direcionaram uma parcela relevante da demanda para fertilizantes de menor concentração, especialmente o SAM. Assim, em diversos momentos do ano, o produto apresentou uma relação custo-benefício mais favorável do que a ureia, fertilizante mais concentrado e amplamente utilizado no país.

Essa mudança de perfil foi influenciada, principalmente, por dois fatores. “O primeiro deles foi o patamar elevado de preços de fertilizantes como a ureia e o MAP, que mantiveram cotações altas ao longo de 2025, resultando em relações de troca pouco atrativas. O segundo fator foi o cenário de custos de produção elevados e margens mais apertadas, que levou produtores a buscar alternativas para reduzir despesas”, realça.

No entanto, esse movimento começa a mostrar sinais de reversão. A demanda global enfraquecida, aliada à ausência de restrições relevantes de oferta na maioria dos países produtores, pressionou os preços da ureia nos últimos meses.

“Desde o final de agosto até a segunda semana de dezembro, as cotações da ureia nos portos brasileiros acumulam uma queda de aproximadamente 18%. Em algumas semanas, a retração superou US$ 10 por tonelada, evidenciando a falta de sustentação dos preços no mercado internacional”, contextualiza Pernías.

Escolha dos compradores

A redução no preço da ureia devolveu competitividade ao produto, que passa novamente a disputar espaço com outros nitrogenados. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda pelo sulfato de amônio elevou as cotações do produto nas últimas semanas, reforçando esse movimento de recuperação da atratividade da ureia.

Apesar disso, ainda há incertezas quanto à principal escolha dos compradores brasileiros em 2026. Dados da StoneX indicam que há um volume significativo de SAM programado para desembarcar nos portos do país, o que deve manter a oferta abundante no curto prazo. Além disso, a trajetória dos preços da ureia e do SAM nos próximos meses será determinante para as decisões de compra.

Segundo Pernías, o cenário internacional também seguirá no radar. A aproximação do período de aplicações de fertilizantes nos Estados Unidos e na China tende a movimentar o mercado global de nitrogenados. Outro fator relevante é a demanda da Índia, cujas licitações podem trazer volatilidade adicional aos preços.

“É fundamental que os compradores brasileiros acompanhem de perto esses movimentos, pois eventos como as compras indianas e a sazonalidade de grandes consumidores globais podem gerar oscilações importantes no mercado e impactar diretamente os custos de aquisição”, conclui o analista.

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Frente fria chega ao Brasil e Zona de Convergência espalha chuvas volumosas no Natal; saiba onde


Freepik

A previsão do tempo indica um cenário favorável para as áreas produtoras de soja no Brasil. Uma nova frente fria avança sobre a região Sul e contribui para a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), condição atmosférica que estimula a ocorrência de chuvas mais frequentes e volumosas no Brasil Central.

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As regiões Sudeste, Centro-Oeste, interior do Matopiba e sul do Pará devem registrar acumulados expressivos nos próximos dias, com volumes elevados que ajudam no bom desenvolvimento da oleaginosa e na manutenção da umidade do solo. Esse padrão é positivo para áreas em fases importantes do ciclo da cultura.

Na próxima semana, a chuva volta a ganhar força no Rio Grande do Sul. Apesar de poder atrapalhar pontualmente os trabalhos em campo, a precipitação contribui para preservar as boas condições de umidade do solo no estado.

Já no Matopiba, com volumes em torno de 50 mm, as chuvas seguem regulares, enquanto o tempo fica mais firme em Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Sudeste, abrindo uma janela favorável para o manejo e as aplicações fitossanitárias.

Após o período do Natal, no período de 26 a 30 de dezembro, a previsão indica nova rodada de instabilidades, com as chuvas voltando a se espalhar por grande parte do país, mantendo o clima como um fator de suporte para a safra de soja.

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Governo aprova Plano Clima e traça meta de emissões zero até 2050


Plano Clima
Foto: Agência Gov

O governo federal aprovou nesta segunda-feira (15) o Plano Clima 2024–2035, documento estratégico que passa a orientar as políticas públicas brasileiras voltadas ao enfrentamento da mudança do clima. A decisão foi tomada durante a 4ª reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), em Brasília.

O plano estabelece diretrizes para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e ampliar a capacidade de adaptação do país aos impactos climáticos, com ações organizadas em horizontes de curto, médio e longo prazos. A meta central é conduzir o Brasil a uma economia com emissões líquidas zero até 2050, alinhada aos compromissos internacionais assumidos no Acordo de Paris e na Agenda 2030 da ONU.

Até 2030, o Plano Clima prevê limitar as emissões líquidas nacionais a 1,2 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente. Já em 2035, o objetivo é reduzir esse volume para uma faixa entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas, preparando o caminho para a neutralidade climática em 2050.

A estratégia nacional está estruturada em dois eixos principais: mitigação e adaptação. No campo da mitigação, o plano contempla oito setores, entre eles agricultura e pecuária, energia, indústria, transportes, cidades, resíduos sólidos e mudanças no uso da terra em áreas públicas e privadas. Cada setor terá metas específicas para 2030 e 2035, com monitoramento contínuo dos resultados.

No eixo da adaptação, o Plano Clima reúne 16 planos setoriais e temáticos, que abrangem áreas como recursos hídricos, saúde, segurança alimentar, biodiversidade, povos indígenas, comunidades tradicionais e redução de riscos de desastres. Ao todo, a estratégia de adaptação prevê mais de 800 ações, com foco em justiça climática, soluções baseadas na natureza e desenvolvimento sustentável

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Plano Clima busca orientar e monitorar ações coordenadas para a transição climática, conciliando produção agropecuária, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar. O ministro Carlos Fávaro afirmou que a construção do plano ocorreu com responsabilidade, transparência e participação do setor produtivo e da sociedade.

A elaboração do documento envolveu um amplo processo de diálogo. De acordo com o material oficial, mais de 40 ministérios e centenas de instituições participaram de oficinas, reuniões técnicas, workshops e consultas públicas ao longo do desenvolvimento do plano

A versão inicial do Plano Clima, no entanto, gerou reações negativas no campo. Representantes do setor produtivo manifestaram preocupação em relação às responsabilidades atribuídas à agropecuária nas emissões de gases de efeito estufa

Em outubro, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues fez críticas públicas ao documento em elaboração. Para ele, é inadequado atribuir ao produtor rural responsabilidades por crimes ambientais quando a produção ocorre dentro da legalidade.

“Não podemos aceitar que crimes ambientais sejam colocados na conta de quem produz dentro da lei. Isso é injusto e prejudica a imagem do Brasil no mercado internacional”, afirmou Rodrigues na época.

A resolução que aprova o Plano Clima, apreciada na reunião do CIM na segunda, deve ser publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16).

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Tecnologia usa fungos para controlar mosca-branca no campo; saiba mais


mosca-branca

A parceria entre a Efense e a Embrapa Meio Ambiente, iniciada oficialmente em 2021, avança no desenvolvimento de uma tecnologia inédita no país para produção de fungos por fermentação líquida submersa.

Essa técnica é considerada uma das alternativas mais promissoras para o controle biológico da mosca-branca, uma das pragas mais difíceis de manejar na agricultura brasileira.

O projeto começou a ser delineado antes da criação da Efense e ganhou forma com a inauguração da fábrica da empresa em 2022, em Edeia, município do sul de Goiás.

Segundo Marcus Santana, CEO da Efense, a equipe já acompanhava os primeiros estudos da Embrapa sobre a produção de fungos em meio líquido. “Desde o início, vimos que seria possível produzir fungos por fermentação submersa. Quando entendemos, com o Mascarin, a rapidez de infecção de blastosporos de Cordyceps javanica e Beauveria bassiana produzidos nesse sistema, nos interessamos rapidamente pela tecnologia”, afirmou.

A parceria e a produção de fungos

O acordo firmado em 2021 tem como foco a produção de C. javanica e B. bassiana, ambas cepas bioprospectadas pela Embrapa. A companhia goiana já dispõe de infraestrutura consolidada para produção de bactérias, com cerca de sessenta mil litros por mês, mas a fabricação de fungos exige biorreatores menores e ciclos mais longos, limitando o volume a cerca de sete a oito mil litros mensais.

Mesmo assim, a parceria conseguiu validar a tecnologia em diferentes escalas, passando de biorreatores de dez litros para biorreatores de até mil litros, com elevada concentração de blastosporos, estrutura fúngica produzida especificamente pela fermentação líquida.

A Efense nasceu da demanda de agricultores da região, principalmente produtores de grãos que já utilizavam bioinsumos produzidos nas próprias fazendas, mas enfrentavam dificuldades para garantir qualidade, estabilidade e ausência de contaminação.

Diante desse cenário, nove produtores decidiram investir na construção da biofábrica e fundaram também a Associação Goiana de Agricultura Sustentável, dedicada à promoção do controle biológico e ao uso de microrganismos em diferentes aplicações, do manejo de pragas ao estímulo do crescimento vegetal.

Resultados e desafios do projeto

A mosca-branca é uma praga de difícil controle, sobretudo quando se depende apenas de químicos. Pesquisas de Gabriel Mascarin demonstraram que Cordyceps e Beauveria apresentam bons resultados no manejo do inseto, mas o grande diferencial veio com o desenvolvimento da fermentação líquida, capaz de produzir blastosporos com maior eficiência biológica.

A Efense passou a apoiar os estudos com o objetivo de registrar e lançar no mercado um produto comercial à base dessas estruturas. Atualmente, não há nenhum bioinsumo com blastosporos registrado no Ministério da Agricultura, o que pode fazer da empresa a primeira a colocar esse tipo de tecnologia à disposição dos produtores.

Os testes de campo realizados em propriedades e estações experimentais têm mostrado forte redução da população de mosca-branca, indicando potencial para ampliar produtividade e diminuir perdas causadas pela praga.

O próximo desafio da equipe é aprimorar a formulação para aumentar o tempo de prateleira dos produtos, atualmente menor que o observado nos fungos produzidos em fermentação sólida tradicional. A previsão é concluir essa etapa e solicitar o registro ao Ministério da Agricultura, visando ao lançamento comercial conjunto com a Embrapa em 2027.

A pesquisa da Embrapa Meio Ambiente tem avançado no uso da fermentação líquida submersa como alternativa mais rápida, sustentável e econômica para produção de bioinsumos fúngicos.

O processo permite controle rigoroso das condições de cultivo, maior eficiência na multiplicação dos microrganismos e produção em larga escala, além de possibilitar o uso de diferentes tipos de propágulos, como blastosporos, conídios, micélio e microescleródios.

Com a parceria, Efense e Embrapa buscam não apenas oferecer um novo instrumento de manejo, mas também fortalecer a adoção de insumos biológicos em sistemas agrícolas, ampliando alternativas para reduzir o uso de químicos e promover práticas mais sustentáveis no campo.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Avanço de frente fria provoca alerta de chuva forte e temporais para duas capitais


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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O avanço de uma frente fria pela costa do Sudeste, a partir desta terça-feira (16), volta a reforçar as instabilidades e deixa São Paulo e Rio de Janeiro em alerta para temporais, de acordo com a Climatempo. O sistema frontal deve provocar chuva expressiva, principalmente na faixa leste paulista, com destaque para o litoral, onde os altos acumulados elevam o risco de transtornos.

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Faixa leste de São Paulo concentra maiores volumes

Em São Paulo, a chuva ganha força ao longo desta terça-feira e deve persistir durante a madrugada de quarta-feira (17). A situação é considerada mais preocupante no litoral paulista, na Grande São Paulo e em áreas do leste do estado, onde a combinação de chuva persistente e volumes elevados pode causar alagamentos, enxurradas e elevação repentina de córregos.

No interior paulista, as pancadas também ocorrem, algumas com intensidade moderada a forte, mantendo essas áreas na rota dos temporais, embora com menor persistência em relação ao litoral.

Na quarta-feira (17), a chuva perde força em São Paulo. O avanço de uma massa de ar polar de menor intensidade deve provocar queda nas temperaturas, mais perceptível na faixa leste e no litoral, trazendo alívio ao calor intenso no interior do estado.

Rio de Janeiro entra em alerta entre a noite de terça e quarta

Entre a noite de terça-feira (16) e a quarta-feira (17), a frente fria avança sobre o Rio de Janeiro, intensificando a instabilidade em todo o estado. A previsão indica chuva expressiva, com potencial para alagamentos e deslizamentos de terra, especialmente na Região Serrana.

Na capital fluminense, os volumes podem ser elevados, com acumulados acima de 60 mm apenas ao longo da quarta-feira, aumentando o risco de transtornos em áreas urbanas.

Risco também alcança Minas Gerais

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, o risco de temporais se estende ao sul e à Zona da Mata de Minas Gerais, onde a chuva pode ocorrer com moderada a forte intensidade, acompanhada por rajadas de vento e descargas elétricas. Outras regiões do interior mineiro também seguem sob influência das instabilidades, porém com menores volumes.

Diante do cenário, a Climatempo recomenda atenção redobrada nas áreas em alerta, especialmente no litoral paulista, no estado do Rio de Janeiro e em regiões serranas, e orienta o acompanhamento constante das atualizações da previsão do tempo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta global pressiona abertura dos grãos



No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas


No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas
No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas – Foto: Ivan Bueno/APPA

Os mercados agrícolas começaram a semana com comportamento misto, refletindo o peso da oferta global elevada, incertezas regulatórias e movimentos cambiais que seguem orientando as negociações no exterior e no mercado interno. De acordo com a TF Agroeconômica, o trigo abriu a semana em queda na Bolsa de Chicago, pressionado por uma oferta mundial recorde que obriga os exportadores a manterem preços competitivos para preservar participação de mercado.

A tendência negativa foi reforçada pela notícia do primeiro carregamento de trigo argentino com destino à China, em um cenário em que o produto do país vizinho aparece como o mais barato para os compradores internacionais. A recente redução das tarifas de exportação argentinas e a entrada de uma produção abundante no Hemisfério Sul ampliam as preocupações com a competitividade do trigo dos Estados Unidos. No mercado físico brasileiro, os preços mostraram leve alta diária no Paraná e no Rio Grande do Sul, embora ainda acumulem perdas no comparativo mensal.

No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas do que por fatos concretos. As compras chinesas de soja norte-americana avançam, mas sem confirmação de compromissos duradouros, o que limita reações mais firmes nos preços. A retomada dos leilões de estoques estatais pela China indica restrições logísticas de curto prazo e reduz a necessidade imediata de novas importações, enquanto a maior competitividade das ofertas do Brasil e da Argentina pressiona os prêmios sul-americanos. O elevado posicionamento comprado dos fundos aumenta a vulnerabilidade do mercado a correções.

O milho iniciou a semana com pequenas oscilações em Chicago, influenciado pela safra recorde dos Estados Unidos e pela indefinição sobre as regras de mistura de biocombustíveis para 2026. O ritmo consistente das exportações americanas segue oferecendo suporte às cotações, apesar do ambiente de cautela.

 





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Brasil deve colher até 74,4 milhões de sacas de café em 2026, aponta Hedgepoint


café exportações países árabes
Foto: Pixabay

A produção total de café no Brasil na safra 2026/27 — cuja colheita começa entre meados de abril e maio do ano que vem — deve alcançar entre 71 milhões e 74,4 milhões de sacas de 60 kg, aponta a primeira estimativa da Hedgepoint Global Markets.

Desse total, o arábica pode atingir entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões de sacas projetadas para 2025/26. Já a safra de conilon (robusta) está estimada entre 24,6 milhões e 25,4 milhões de sacas, em comparação com a previsão de 27 milhões na temporada anterior.

Conforme a Hedgepoint, porcentualmente a safra de arábica deve ser de 23,3% a 30% maior ante 2025/26, “impulsionada por novas áreas, bom manejo e ciclo bienal positiva em diversas lavouras, apoiada por clima favorável após meados de outubro, embora a produtividade ainda  seja desigual entre regiões”.

A produção de conilon, por sua vez, pode apresentar recuo de 8,9% a 5,9% em comparação com 2025/26, “após ciclo excepcional, parcialmente compensado por expansão e renovação de áreas desde 2023”.

A empresa explicou que “as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras, ainda que o volume deva ficar abaixo do pico da safra 2025/26”.

“De agosto ao início de outubro, a seca atrasou a floração e causou perdas nas primeiras floradas em parte das áreas. A partir de meados de outubro, volumes mais robustos de chuva retornaram às regiões de arábica, permitindo uma segunda floração e restaurando expectativas para 2026/27”, continuou a Hedgepoint.

A analista de café da Hedgepoint, Laleska Moda, disse em comunicado que houve aumento de podas em áreas com plantas danificadas que não haviam sido podadas na última temporada em virtude dos preços elevados. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirmou.

No conilon, a consistência das precipitações e bons níveis de reservatórios no Espírito Santo e na Bahia favorecem a floração e o enchimento dos grãos.

‘Sentimento baixista’

A Heddgepoint acrescentou que, com a recuperação no arábica e uma produção de conilon ainda elevada, a safra 2026/27 tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais.

Entretanto, conforme a empresa, números mais certeiros virão após a fase de enchimento dos grãos (dezembro a março), mantendo o mercado sensível a qualquer adversidade climática e propenso à volatilidade.

“O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, ponderou Laleska.

De acordo com a analista, revisões na estimativa serão publicadas entre março e abril, quando os rendimentos de processamento poderão ser avaliados com maior precisão.

“A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode causar janelas de volatilidade e oportunidades”, concluiu a analista.

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AgroNewsPolítica & Agro

Ceará tem novembro com maior número de focos de calor desde 2005



Ceará ocupou a terceira posição no ranking


Foto: Pixabay

No cenário nacional, o Ceará ocupou a terceira posição no ranking de estados com maior número de focos de calor no período (FOTO: Soldado Fernandes/Bombeiros)

O Ceará encerrou o mês de novembro de 2025 com o maior número de focos de calor já registrado para o período desde 2005, conforme dados analisados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). As informações têm como base as detecções diárias do satélite AQUA, utilizado como satélite de referência no monitoramento desses eventos no território brasileiro.

A análise de tendência é realizada a partir de uma série histórica consistente, que data de junho de 1998, permitindo identificar padrões de ocorrência e variações ao longo dos anos. Os registros entre 1º de janeiro de 2020 e 30 de novembro de 2025 evidenciam um crescimento significativo dos focos de calor no Ceará, especialmente nos últimos meses do ano.

O ponto central da análise está em novembro de 2025, quando foram detectados 2.902 focos de calor no estado, o maior volume já observado para esse mês desde 2005. O número representa um aumento de aproximadamente 56% em relação à média histórica de novembro, que é de 1.858 registros, além de um acréscimo de cerca de 17% na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados indicam um cenário atípico e preocupante, com intensificação das condições favoráveis à ocorrência de queimadas e incêndios.

No ranking nacional de focos de calor, o Ceará ocupou a terceira posição, ficando atrás apenas do Maranhão, com 5.784 registros, e do Pará, com 5.659. O levantamento completo, assim como mapas e informações detalhadas, está disponível na plataforma Focos de Calor da Funceme, que reúne dados atualizados sobre a ocorrência desses eventos em todo o país.

 





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União Europeia classifica acordo com Mercosul como ‘de máxima importância’


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A Comissão Europeia afirmou nesta segunda-feira (15) que espera assinar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul até o fim deste ano e classificou a conclusão do tratado como de “máxima importância” para o bloco. As declarações foram feitas por um porta-voz de comércio da Comissão Europeia, durante coletiva de imprensa em Bruxelas.

Segundo o porta-voz, a UE está “muito empenhada em levar este acordo até a linha de chegada”, dentro de uma estratégia mais ampla de defesa do comércio internacional. “Acreditamos no comércio global, vimos como ele entregou resultados para os nossos cidadãos e parceiros ao redor do mundo, e acreditamos que continuará a fazê-lo”, afirmou. De acordo com o representante, o bloco está “dobrando a aposta no livre-comércio como fonte de crescimento econômico, competitividade, criação de empregos e estabilidade em um momento turbulento”.

Ao tratar especificamente do Mercosul, o representante destacou que o acordo vai além do ganho econômico imediato. “Estamos falando de reunir dois dos maiores blocos comerciais do mundo”, disse, acrescentando que o pacto criaria uma plataforma baseada em confiança e em regras para cooperação em temas globais como clima e segurança econômica.

O porta-voz ressaltou que o tratado pode gerar economias relevantes para empresas europeias. Segundo ele, o acordo permitiria economizar cerca de 4 bilhões de euros por ano em tarifas de exportação, beneficiando aproximadamente 60 mil empresas que exportam para a região, das quais cerca de metade são pequenas e médias empresas. Ele também frisou que há oportunidades em todos os setores, inclusive no agrícola, lembrando que a UE possui um “substancial superávit agrícola, entre 60 e 70 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que “defende de forma robusta suas sensibilidades agrícolas”.

Na avaliação do porta-voz, a assinatura do acordo enviaria “um sinal forte de que acordos baseados em regras ainda oferecem enorme valor” e funcionam como “um porto seguro” para a economia global no atual cenário geopolítico.

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Programação de embarques projeta 3,379 milhões de toneladas de soja em dezembro no Brasil


soja para exportação
Fonte: Ivan Bueno/APPA

O line-up, que reúne a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de soja em grão em dezembro em patamar acima do observado no mesmo mês do ano anterior. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, estão previstas 3,379 milhões de toneladas do grão para embarque ao longo do mês.

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No mesmo período do ano passado, as exportações somaram 1,472 milhão de toneladas, o que evidencia uma recuperação no ritmo dos envios. Em novembro, os embarques já haviam mostrado força, com 4,234 milhões de toneladas de soja exportadas.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, de janeiro a dezembro de 2025, o line-up indica embarques de 109,246 milhões de toneladas. Para efeito de comparação, dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, entre janeiro e dezembro de 2024, o Brasil exportou 98,812 milhões de toneladas de soja em grão.

O avanço projetado reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da oleaginosa, sustentado pela demanda internacional e pela maior disponibilidade do produto ao longo do ano.

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