domingo, março 15, 2026

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Soja: mercado de soja se volta à safra nova e cotações sobem em regiões do país


soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja segue praticamente sem ofertas no segmento spot. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a indústria permanece fora das compras e a exportação já não conta com programação relevante para o produto disponível em 2025. Segundo ele, o mercado físico continua travado, sem janela para a exportação e com a indústria afastada das negociações.

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Além disso, o foco do mercado começou a se deslocar de forma mais clara para a safra nova, ainda marcada por oferta restrita. Apesar do recente movimento de alta do dólar, a queda registrada na Bolsa de Chicago tem limitado avanços mais consistentes nos preços internos, mantendo as cotações distantes das expectativas dos produtores.

Silveira destaca que o plantio está praticamente finalizado no país, restando apenas algumas áreas no Matopiba e no Rio Grande do Sul. A partir deste momento, a atenção do mercado passa a se concentrar na produtividade das lavouras, na janela climática e nas estimativas em torno do tamanho da safra brasileira.

Confira as cotações de soja por região no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 136,50 para R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 123,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,50 para R$ 144,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Chicago. Foi a quinta queda consecutiva, com o vencimento de janeiro atingindo o menor patamar desde 22 de outubro, período em que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos ganharam força.

Dois fatores seguem pressionando os preços em Chicago, sendo as incertezas sobre o ritmo das compras chinesas de soja norte-americana e a proximidade da entrada de uma grande safra brasileira no mercado global. A China já garantiu ao menos 7 milhões de toneladas do grão dos Estados Unidos após compras expressivas nas últimas semanas, superando metade do compromisso de 12 milhões de toneladas firmado até o fim de fevereiro.

Exportações

Já as exportações líquidas de soja nos EUA para a temporada 2025/26 somaram 1,106 milhão de toneladas na semana encerrada em 27 de novembro, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 10 mil toneladas. Também, os exportadores privados reportaram a venda de 114 mil toneladas para destinos não revelados.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em leve alta, refletindo oscilações ao longo da sessão e mantendo influência direta sobre a formação dos preços da soja no mercado interno brasileiro.

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A pedido da Itália, assinatura do acordo Mercosul-União Europeia é adiada para janeiro


Acordo entre UE e Mercosul pode sair em 2023, diz presidente Lula

O acordo Mercosul-União Europeia não será assinado neste sábado (20), como previsto. A presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, informou a líderes do bloco que a ratificação ficará para janeiro, ainda sem data específica. A informação parte da agência de notícias AFP.

Inicialmente, a assinatura que criaria a maior área de livre comércio do mundo estava organizada para acontecer em Foz do Iguaçu, no Paraná. Porém, o adiamento ganhou força após a Itália se juntar à França, Polônia e Hungria no grupo de países que busca mais tempo para buscar salvaguardas aos seus produtores.

Em protesto nesta quinta-feira (18), em Bruxelas, na Bélgica, agricultores foram presos após entrarem em conflito com a polícia ao atirarem pedras e batatas. Eles temem que a entrada de produtos agropecuários de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai gere concorrência desleal no mercado interno.

Em conversa com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que ela não é contra o tratado, mas que disse precisar de mais tempo para convencer os produtores do país a aceitarem o acordo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho 25/26 terá menor rendimento no Mato Grosso



MT amplia área de milho, mas prevê queda na produção



Foto: Agrolink

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (15), a área destinada ao cultivo de milho em Mato Grosso na safra 2025/26 foi projetada em 7,39 milhões de hectares, o que representa aumento de 1,83% em relação à temporada 2024/25.

A expansão da área é atribuída à maior demanda interna pelo cereal, fator que sustenta a valorização dos preços e incentiva os produtores a ampliar o plantio. No entanto, conforme dados do projeto CPA-MT, o avanço é moderado pelo cenário de custos de produção mais elevados, especialmente dos insumos, o que exige maior cautela na tomada de decisão e limita uma expansão mais significativa.

Em relação à produtividade, o Imea adota como metodologia o uso de médias históricas. Assim, o rendimento estimado corresponde à média das últimas três safras, fixada em 116,61 sacas por hectare, o que representa redução de 6,70% em comparação com o ciclo anterior.

A retração na produtividade é explicada pelo desempenho recorde registrado na safra 2024/25, levando as projeções da nova temporada a retornarem aos patamares históricos. Com isso, a produção de milho para a safra 2025/26 foi estimada em 51,72 milhões de toneladas, queda de 8,38% frente à safra passada. Já a comercialização antecipada alcançou 25,23% em novembro de 2025, avanço de 5,69% na comparação anual, refletindo a melhora nos preços projetados para o próximo ciclo.





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Alta de 28,6% nas exportações para a China compensa tarifaço americano


exportações empresas tarifaço

O avanço das exportações brasileiras para a China compensou a queda causada pelo tarifaço norte-americano, iniciado em agosto, com sobretaxa de até 50% sobre as vendas brasileiras para os Estados Unidos.

De agosto a novembro, o valor das exportações para a China cresceu 28,6% em relação ao mesmo período de 2024, ao passo que o das destinadas aos Estados Unidos recuou 25,1%.

Comportamento parecido é observado em relação ao volume das vendas externas. Quando o destino são os portos e aeroportos chineses, a expansão chega a 30%. Já para os Estados Unidos, queda de 23,5%.

O que diferencia o comportamento dos valores e dos volumes é o preço dos produtos exportados.

Os dados fazem parte do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O estudo é uma análise dos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A China é o principal parceiro comercial do Brasil, à frente dos Estados Unidos. De acordo com o Icomex, a participação da China, que recebe cerca de 30% das exportações brasileiras, contribuiu para compensar a queda das vendas para os Estados Unidos.

“[O presidente americano Donald] Trump superestimou a capacidade dos Estados Unidos em provocar danos gerais às exportações brasileiras”, afirma o relatório.

Setores impactados

Os setores que tiveram os maiores tombos na exportação para os Estados Unidos no período de agosto a novembro foram:

  • Extração de minerais não-metálicos: -72,9%
  • Fabricação de bebidas: -65,7%
  • Fabricação de produtos do fumo: -65,7%
  • Extração de minerais metálicos: -65,3%
  • Produção florestal: -60,2%
  • Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos: -51,2%
  • Fabricação de produtos de madeira: -49,4%

Comportamento anual

A pesquisa da FGV nota que o volume de vendas para os Estados Unidos cresceu seguidamente de abril a julho, sempre que a comparação é com o mesmo mês de 2024. No entanto, com a entrada em vigor do tarifaço, se seguiram quatro meses de retração.

Variação no volume de exportação para os Estados Unidos em 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024:

  • Abril: +13,3%
  • Maio: +9%
  • Junho: +8,5%
  • Julho: +6,7%
  • Agosto: -12,7%
  • Setembro: -16,6%
  • Outubro: -35,3%
  • Novembro: -28%

Já as exportações para a China apresentaram um salto depois que o tarifaço começou:

  • Abril: +6,4%
  • Maio: +8,1%
  • Junho: +10,3%
  • Julho: −0,3%
  • Agosto: +32,7%
  • Setembro: +15,2%
  • Outubro: +32,7%
  • Novembro: +42,8%

A pesquisadora associada do Ibre/FGV Lia Valls aponta que um dos fatores que levaram ao avanço das exportações chinesas foi o embarque de soja, que ficou concentrado neste segundo semestre.

“Na hora que está caindo a exportação para os Estados Unidos, foi o momento que começou a aumentar mais a exportação para a China e teve um impacto na exportação global do país”, detalha.

No acumulado até novembro, o aumento das exportações totais do Brasil foi de 4,3% em relação aos mesmos 11 meses de 2024.

Exportações à Argentina

O Icomex mostra também o desempenho das exportações para o terceiro principal parceiro comercial do Brasil, a Argentina. De agosto a novembro, as vendas para o país vizinho cresceram 5% em valor e 7,8% em volume, em relação ao mesmo período do ano passado.

Lia Valls pontua que esse aumento não é determinante para compensar efeitos dos tarifaços. “A participação da Argentina na pauta brasileira é muito pequena. A Argentina é muito focada na exportação de automóveis, e a gente praticamente não exporta automóveis para os Estados Unidos”, assinala.

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STF mantém benefícios fiscais para defensivos agrícolas


lei dos agrotóxicos
Foto: Pixabay

O Supremo Tribunal Federal decidiu manter a validade das regras que concedem benefícios fiscais aos defensivos agrícolas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (18), por maioria de votos.

Os ministros analisaram ações que questionavam a constitucionalidade do regime tributário aplicado a esses produtos. O julgamento envolveu normas que tratam da cobrança do ICMS e de dispositivos da Constituição.

Por 8 votos a 2, a Corte concluiu que as regras seguem válidas. Com isso, permanece o modelo de tributação diferenciado adotado pelos estados para a comercialização dos defensivos.

O que estava em julgamento no STF

O STF analisou duas ações apresentadas pelos partidos PV e PSOL. As legendas contestaram o Convênio nº 100, de 1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, e a Emenda Constitucional nº 132, de 2023.

O convênio autorizou os estados a adotar um regime especial de tributação para defensivos agrícolas. A principal medida foi a redução de 60% nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, incidente sobre esses produtos.

Já a emenda constitucional manteve a possibilidade de tratamento tributário diferenciado no novo sistema de impostos sobre o consumo. As ações alegavam que esses benefícios violariam princípios constitucionais.

Ao julgar o caso, a maioria dos ministros entendeu que a concessão de incentivos fiscais não caracteriza inconstitucionalidade. Para o STF, a política tributária adotada se insere na esfera de competência dos estados e do legislador.

Entendimento da Corte e votos

Votaram pela improcedência das ações os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Também acompanharam esse entendimento Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino.

Para a maioria, não cabe ao Judiciário substituir escolhas feitas no âmbito da política fiscal. O entendimento foi de que os benefícios fazem parte da estrutura tributária vigente.

Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia divergiram. Eles consideraram que a concessão de incentivos fiscais aos defensivos agrícolas poderia contrariar princípios constitucionais ligados à proteção ambiental e à saúde.

Com a decisão, permanece válida a redução do ICMS sobre esses produtos. O julgamento encerra a discussão no Supremo sobre a constitucionalidade das normas questionadas.

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Como sojicultores adotam práticas agrícolas que ajudam a recuperar mananciais?


Reprodução Canal Rural

Em Mato Grosso, estado que lidera a produção de soja no Brasil, a Expedição Soja Brasil percorreu propriedades rurais que têm em comum o cuidado com a terra e a preservação dos recursos hídricos.

Em Campo Verde, o produtor Thiago Minuzzi representa uma história construída ao longo de gerações, marcada pelo respeito à água e ao meio ambiente. A família chegou à região ainda na década de 1960 e, desde então, mantém a preocupação com a conservação das áreas naturais da propriedade.

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As áreas destinadas à produção foram abertas onde era possível, mas sempre com atenção às matas ciliares e às nascentes. O mesmo princípio é seguido em Jaciara, onde o produtor Alberto Chiapinotto conduz a lavoura com experiência e consciência ambiental. Para ele, a preservação faz parte da origem da atividade agrícola, trazida ainda do Sul do país, com o cuidado permanente das margens de rios e das fontes de água.

Essa relação entre produção e conservação se reflete em práticas adotadas no dia a dia da lavoura, como o uso racional de insumos, a destinação correta de embalagens e resíduos, o reaproveitamento de materiais líquidos e sólidos da pecuária, a cobertura permanente do solo, o plantio direto na palha, a rotação de culturas e os sistemas integrados de produção. São medidas já consolidadas no campo e que contribuem diretamente para a maior disponibilidade de água e para a sustentabilidade da atividade agrícola.

Foi justamente em Mato Grosso que nasceu o projeto Guardião das Águas, iniciativa que reforça o compromisso do produtor rural com a preservação ambiental. O projeto já mapeou mais de cento e cinco mil nascentes em cinquenta e seis municípios do estado, revelando que noventa e cinco por cento dessas áreas estão em bom ou ótimo estado de conservação.

Os produtores destacam que a preocupação ambiental também está alinhada a uma legislação rigorosa, considerada uma das mais exigentes do mundo. Segundo eles, o Brasil dá exemplo na conservação de mananciais e florestas, embora essa realidade muitas vezes seja desconhecida fora do campo, inclusive nos grandes centros urbanos.

Para Thiago e Alberto, a preservação da água é essencial para a vida e para a produção de alimentos. Sem nascentes protegidas, não há água, não há equilíbrio do clima e não há produção agrícola. Ao mostrar essa realidade, os produtores de Mato Grosso reforçam que é possível produzir soja em larga escala sem agredir o meio ambiente, conciliando produtividade, conservação e responsabilidade com as futuras gerações.

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‘Sem marco temporal, qualquer terra pode ser reivindicada como indígena’, diz advogada


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Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural Mato Grosso

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para declarar inconstitucional a lei que estabelecia o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Para a advogada especialista em direito ambiental, Samanta Pineda, a decisão amplia a insegurança jurídica no campo e tende a aumentar os conflitos fundiários.

A norma, aprovada pelo Congresso em 2023, fixava o ano de 1988 como limite para o reconhecimento de áreas indígenas. A tese era defendida por representantes do agronegócio como forma de dar previsibilidade ao setor produtivo, enquanto povos indígenas e ambientalistas apontavam violação de direitos constitucionais.

Em entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, do Canal Rural, Pineda explica que a lei já havia nascido fragilizada do ponto de vista jurídico. Segundo ela, o próprio STF já tinha afastado o marco temporal em julgamentos anteriores. “O Congresso aprovou uma lei ordinária para tentar restabelecer uma interpretação que o Supremo já havia afastado. Juridicamente, essa lei já nasceu inconstitucional”, afirmou.

Com a derrubada da norma, a especialista avalia que não há mais um limite objetivo para as demarcações. “O marco temporal é uma linha de corte. Quando essa linha cai, ficamos sem regra. Qualquer ocupação tradicional, em qualquer tempo, pode ser reivindicada como terra indígena”, explicou.

Na avaliação da advogada, o principal impacto será sentido no campo. “A segurança jurídica fica extremamente comprometida. Produtores que ocupam áreas há gerações podem enfrentar litígios, muitas vezes sem um critério claro”, disse. Para ela, o cenário favorece o aumento de conflitos fundiários e a judicialização das disputas.

PEC que fixa marco temporal aguarda análise da Câmara

Paralelamente ao julgamento no STF, o Congresso Nacional discute uma Proposta de Emenda à Constituição que fixa o marco temporal na própria Constituição. A PEC já foi aprovada pelo Senado e aguarda análise da Câmara dos Deputados.

Pineda destacou ainda que a mudança constitucional altera o peso jurídico da discussão. “O STF derrubou uma lei ordinária. A PEC é diferente, porque muda o texto da Constituição. Se aprovada, o Supremo não pode declarar essa regra inconstitucional”, explicou.

Outro ponto colocado pela advogada é a previsão de indenização a proprietários não indígenas de boa-fé, mantida no voto do ministro Gilmar Mendes. “Essa indenização não existia no texto original da Constituição. A PEC tenta inovar para trazer mais segurança jurídica”, afirmou.

A expectativa, segundo Pineda, é que a votação avance no início do próximo ano. “A aprovação da PEC pode devolver previsibilidade ao campo, definindo com mais clareza quais áreas podem ser destinadas às comunidades indígenas no Brasil”, concluiu.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Áreas das regiões Centro-Oeste e Norte seguem com alerta de perigo para…


Aviso laranja do Inmet inclui também pequenas partes do Sudeste e do Nordeste

Logotipo Notícias Agrícolas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas sobre amplas áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, com extensão para pequenas faixas do Sudeste e do Nordeste. O aviso, de nível laranja, passou a valer às 12h desta quinta-feira (18) e segue até as 10h de sexta-feira (19).

Segundo o comunicado, estão previstas precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento variando de 60 km/h a 100 km/h. O Inmet destaca o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas atmosféricas — efeitos já observados em episódios semelhantes neste período de forte instabilidade.

Destaque_18122025

A área sob monitoramento cobre uma extensa faixa do território nacional, com maior concentração no Centro-Oeste e na Amazônia. Entre os pontos atingidos estão: Centro, Norte e Sul de Goiás, além do Noroeste Goiano; o Distrito Federal; áreas do Nordeste, Centro-Norte e Centro-Sul de Mato Grosso, bem como o Leste de Mato Grosso do Sul e o Centro-Norte do estado. Também entram no alerta o Sudeste Mato-grossense e o Nordeste Mato-grossense.

No Norte, o aviso se estende por regiões do Amazonas — Centro, Norte, Sul e Sudoeste —, alcança o Baixo Amazonas, áreas do Sudeste e Sudoeste do Pará, além do Sudeste Paraense. Também estão contempladas áreas do Tocantins, tanto no setor Ocidental quanto Oriental.

O alerta ainda atinge pontos do Maranhão — Oeste, Sul, Centro e Leste — e áreas do Oeste Maranhense. No Piauí, abrange o Sudoeste piauiense. No Sudeste, aparecem recortes do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste e Norte de Minas. No Nordeste, há ainda áreas do Extremo Oeste da Bahia.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Safra de azeite em Minas Gerais deve bater recorde histórico em 2026


Azeite
Foto: Pixabay

A olivicultura mineira prepara-se para a colheita de azeite, que começa na virada do ano em algumas regiões. A expectativa para 2026 é considerada uma das melhores da história do setor, impulsionada por condições climáticas muito favoráveis registradas ao longo de 2025.

A projeção é de que a safra de 2026 supere a colheita do ano anterior, marcada por 60 mil litros do óleo, um número aquém do esperado em função das más condições climáticas de 2024.

Agora, as oliveiras já estão carregadas e o desenvolvimento uniforme dos frutos acendem a expectativa de um desempenho mais próximo ao recorde da Serra da Mantiqueira, registrado em 2024, quando a produção alcançou cerca de 150 mil litros de azeite extravirgem.

“2025 foi um ano excelente. As condições climáticas foram extremamente favoráveis: horas de frio, chuva no momento certo, florada intensa. As plantas estão muito carregadas, e a expectativa é de uma safra muito superior à do ano passado. Ainda não sabemos se vamos bater o recorde de 2024, mas vamos superar 2025 com certeza”, afirmou o coordenador da Câmara e presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira, Moacir Batista Nascimento.

Início da colheita

Em algumas áreas da Mantiqueira, já é possível observar frutos maduros a partir da segunda quinzena de janeiro. O pico ocorre em fevereiro, estendendo-se até março e, nas altitudes mais elevadas, chega a avançar até abril.

“Os produtores já estão se preparando. Logo na virada do ano tudo precisa estar pronto para o início da colheita e para os lagares começarem a receber as azeitonas”, explicou o pesquisador de azeites da Epamig, Pedro Moura.

Minas Gerais reúne aproximadamente 150 olivicultores, podendo chegar a 200 quando considerados produtores do Sudeste. Cerca de 65% estão na Serra da Mantiqueira, na região sul do estado, local de altitude elevada e temperaturas frias, condições essenciais para a floração da oliveira.

Azeite de oliva
Foto: divulgação/Governo de Minas Gerais

Desafios de custo e produção

Ao contrário do Rio Grande do Sul, que lidera o país com grandes propriedades e áreas planas, Minas Gerais tem produção pulverizada em pequenos e médios olivais, em terrenos inclinados e de difícil mecanização. Isso eleva o custo de produção e explica porque o azeite artesanal mineiro chega ao mercado entre R$ 80 e R$ 120 a garrafa de 250 ml.

Ainda assim, o valor agregado acompanha a qualidade, como destacou Nascimento: “Nosso custo é maior porque quase tudo é manual. Mas o padrão de qualidade é altíssimo”.

O Brasil consome cerca de 100 milhões de litros de azeite por ano, mas produz menos de 1%. Ainda que a produção nacional tenha peso pequeno no preço da prateleira, o mercado de azeites artesanais mineiros cresce, impulsionado por qualidade, origem e turismo gastronômico.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil é referência global em sanidade animal em 2025


O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico na pecuária ao receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o certificado que reconhece o país como livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento é resultado de mais de seis décadas de trabalho contínuo e coordenado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) e coloca o país em um novo patamar de excelência sanitária, ampliando o acesso da produção brasileira a mercados internacionais mais exigentes. 

Além do status sanitário histórico, a atuação da SDA se destacou em outras frentes estratégicas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) foi credenciado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como Centro de Referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, ampliando o papel do Brasil na vigilância e no enfrentamento de enfermidades de impacto global. 

A Secretaria também teve participação relevante durante a COP 30, realizada em novembro, em Belém (PA), ao coordenar painéis na Blue Zone e na AgriZone e intensificar a fiscalização agropecuária em aeroportos, embarcações e áreas de carga, com a inspeção de 100% dos voos internacionais.  

No comércio exterior, a SDA atuou na habilitação de novos estabelecimentos para exportação à União Europeia e viabilizou a exportação da primeira carga de limão-taiti brasileiro ao bloco com certificação eletrônica de conformidade emitida pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), no Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

A SDA coordenou, entre maio e julho, ações técnicas e de fiscalização diante de casos de adoecimento e morte de equinos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas, associados ao consumo de rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. As medidas envolveram o apoio técnico de quatro unidades do LFDA, fiscalizações em fabricantes, distribuidores e locais de alojamento de animais, além de coletas e análises laboratoriais de rações e matérias-primas. Também houve cooperação científica com universidades para a realização de necropsias, análises dos casos e entrevistas com profissionais do setor. 

Na sanidade aviária, após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granja comercial no Brasil, em maio, a SDA coordenou as ações de enfrentamento, com a adoção imediata de medidas como desinfecção das instalações, rastreamento e destruição preventiva de produtos expostos ao risco, controle rigoroso do trânsito de animais e produtos e comunicação transparente à sociedade e aos parceiros comerciais.  

Após o encerramento do vazio sanitário, o Mapa notificou oficialmente a OMSA sobre o fim do foco, restabelecendo o reconhecimento internacional da condição sanitária do país. A atuação articulada entre a Secretaria e o órgão estadual de defesa agropecuária garantiu a contenção da ocorrência e a recuperação do status de país livre da doença em apenas um mês. 

Na área vegetal, foi reforçado o controle da mosca-da-carambola com a publicação da Portaria Mapa nº 776/25, que atualizou os procedimentos de vigilância, contenção e erradicação da praga quarentenária presente nos estados do Amapá, Roraima e Pará. 

A SDA também coordenou ações de emergência fitossanitária para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca. Após a detecção oficial da praga no Amapá, a emergência foi estendida preventivamente ao Pará, onde, em maio, foi confirmado o primeiro foco na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, em Almeirim. O monitoramento e as ações educativas foram intensificados em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do estado do Pará. 

Em relação à monilíase do cacaueiro, a emergência fitossanitária foi prorrogada por mais um ano, diante da necessidade de manter a vigilância reforçada e proteger as regiões produtoras, assegurando a continuidade das medidas preventivas e a estabilidade fitossanitária da cadeia produtiva do cacau. 





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