domingo, março 15, 2026

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Ceagesp projeta crescimento de até 30% nas vendas de frutas típicas de fim de ano


bancas de frutas dentro da marquise da Ceagesp
Foto: Divulgação | Ceagesp

O fim de ano é sinônimo de movimento intenso na Ceagesp, o maior entreposto da América Latina. O aumento nas vendas de frutas típicas do período reforça a expectativa de um fechamento positivo para o setor. Nesta época, cerca de 70 mil pessoas circulam diariamente por lá.

A Ceagesp tem papel estratégico no abastecimento da Grande São Paulo e de outras regiões do país. Além disso, representa o elo entre a produção rural e o consumidor final. “Esse entreposto é extremamente importante economicamente e também na questão de segurança alimentar”, destaca Thiago de Oliveira, chefe da seção de economia da companhia.

Segundo ele, o volume mensal comercializado gira em torno de 230 mil toneladas. “Quando a gente divide esse montante pelo consumo diário indicado pelo IBGE, temos capacidade para abastecer cerca de um quarto da população brasileira com frutas e hortaliças”, explica.

Vendas em alta no fim de ano

A expectativa é de crescimento de até 30% nas vendas de frutas neste fim de ano. O aumento representa cerca de 9 mil toneladas a mais em relação às semanas anteriores. Uva, pêssego, ameixa, cereja e lichia lideram a procura. Já as frutas de caroço foram beneficiadas pelas condições climáticas ao longo do ano.

“O inverno teve horas de frio adequadas e o início do verão não registrou tanta ocorrência de granizo, o que atrapalha a qualidade”, afirma Oliveira. Segundo ele, esse cenário favoreceu o desenvolvimento das culturas. “As frutas de caroço, com destaque para a ameixa e o pêssego, estão com bom calibre, boa coloração e qualidade muito boa.”

Clima impacta algumas culturas

Nem todas as frutas tiveram o mesmo desempenho. A pitaya foi uma das culturas afetadas pelas oscilações climáticas ao longo do ano.

“O clima ficou muito irregular. Teve frio quando não era para ter, calor quando não era para ter, e até extremos”, relata o produtor rural e empresário Airton Bueno, que comercializa frutas exóticas na Ceagesp e produz na região de Bauru.

Segundo ele, as alterações confundem o ciclo da planta. “A gente acaba antecipando ou atrasando a safra. No meu caso, atrasou”, diz. “Estamos acostumados a colher pitaya no fim de outubro ou começo de novembro.”

Neste ano, a primeira colheita ocorreu apenas na segunda semana de dezembro. “Com isso, pode ser que a gente seja prejudicado até nas floradas, perdendo produtividade”, afirma.

Importação e destaque para a cereja chilena

Além da produção nacional, a Ceagesp recebe frutas de mais de 20 países. Entre as importadas, a cereja chilena se destaca como a mais procurada em dezembro.

“A fruta da vez agora é a cereja chilena, a queridinha de dezembro”, afirma Felipe Silva, gestor comercial. Segundo ele, a oferta chegou mais cedo neste ano. “Os preços estão rodando entre 30% e 40% mais baixos que no ano passado.”

Faturamento e combate ao desperdício

Em 2024, a Ceagesp movimentou aproximadamente R$ 15,5 bilhões. A expectativa é repetir o resultado em 2025.

Além do desempenho financeiro, a companhia mantém ações voltadas à redução do desperdício. “Existe uma ação chamada Banco Ceagesp de Alimentos”, explica o chefe da seção de economia da companhia. “Mercadorias sem valor comercial, mas com excelente valor nutricional, são enviadas ao banco.”

Após a triagem, os alimentos são destinados a cerca de 250 instituições cadastradas. “O que não é aproveitado segue para transbordo”, diz. Parte dos resíduos é utilizada na produção de substratos e na geração de bioenergia, em parceria com a Universidade de São Paulo. O restante é encaminhado a aterros certificados.

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A soja vai voltar a subir?



Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes


Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes
Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional da soja atravessa um período de pressão prolongada, marcado por expectativas de oferta elevada e dúvidas sobre a força da demanda global. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual combina percepção de compras chinesas mais lentas, clima favorável na América do Sul e projeções de safra recorde no Brasil, fatores que limitam reações mais consistentes nos preços no curto prazo.

Mesmo com sinais não oficiais de aumento do volume adquirido pela China, o mercado segue concentrado na confortável disponibilidade global. As cotações continuam refletindo esse ambiente, com pouca margem para recuperação sustentada, enquanto a leitura técnica indica um movimento lateral iniciado em julho de 2024, ainda dominante para os contratos de maio de 2025. Nesse contexto, a avaliação é de que a probabilidade de uma alta mais expressiva é reduzida, já que as safras sul-americanas estão praticamente consolidadas.

Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes à safra 2025/26, mas os volumes anunciados não foram suficientes para alterar a sensação de cautela. Ao mesmo tempo, há divergência entre números oficiais e informações de mercado sobre o total efetivamente comprado pelos chineses, o que adiciona ruído às análises. Esse movimento ocorre em paralelo à gestão de estoques internos na China, com vendas abaixo do esperado em leilões estatais, indicando menor apetite doméstico e a necessidade de liberar espaço para novas importações.

“Quando as cotações formam um canal claro, a recomendação técnica é vender quando o preço se aproxima da Resistência. Mas, o mais importante é manter o seu custo de produção atualizado, adicionado com os seus custos pessoais e da sua empresa agrícola e vender quando todos os custos estão recuperados mais um lucro”, conclui.

 





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Ferrugem asiática da soja chega a 51 ocorrências no Brasil; Fundação MS alerta para perdas de até 70%


ferrugem asiática da soja
Foto: Divulgação/Syngenta

A ferrugem asiática da soja já contabiliza 51 ocorrências confirmadas no Brasil, segundo dados do Consórcio Antiferrugem, e reforça um cenário de forte alerta para os produtores. O levantamento mostra que o Paraná concentra a maior parte dos registros, com 40 ocorrências espalhadas por dezenas de municípios, incluindo casos de ferrugem em soja voluntária e ampla presença de esporos no ambiente, fatores que aumentam o potencial de disseminação da doença.

O estado de Mato Grosso do Sul aparece com seis ocorrências confirmadas, enquanto São Paulo soma três registros. Rio Grande do Sul e Santa Catarina contabilizam uma ocorrência cada, o que confirma que o patógeno já está ativo em diferentes regiões produtoras do país.

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A ferrugem asiática

De acordo com a pesquisadora Ana Ruschel, da Fundação MS, a ferrugem asiática da soja é causada por um fungo biotrófico, que necessita obrigatoriamente de tecido vivo do hospedeiro para sobreviver durante a entressafra. Durante o período de vazio sanitário, o patógeno consegue se manter principalmente em plantas de soja tiguera ou em outros hospedeiros alternativos. Quando a nova safra é implantada, o processo de epidemia se inicia a partir de esporos oriundos dessas plantas que mantiveram o inóculo vivo no ambiente.

Em situações específicas, como na região de Sete Quedas, que faz divisa com o Paraguai, a ocorrência tende a ser ainda mais precoce, já que no país vizinho há cultivo de soja safra e safrinha, permitindo que a ferrugem se manifeste antes do início do plantio no Brasil. Os esporos são transportados pelo vento e acabam intensificando a epidemia em áreas do sul de Mato Grosso do Sul.

A pesquisadora explica que a doença encontra condições ideais de desenvolvimento com temperaturas entre 18 e 26 graus e alta umidade relativa do ar. Além disso, períodos de molhamento foliar de apenas seis a oito horas, inclusive causados por orvalho, já são suficientes para que o fungo se desenvolva, o que amplia o risco mesmo em situações sem chuvas frequentes. Quando os primeiros sintomas surgem, a evolução da ferrugem é extremamente rápida, principalmente se houver condições climáticas favoráveis, resultando em desfolha precoce das plantas.

Controle da doença

Entre as principais estratégias para evitar problemas com a ferrugem asiática, a Fundação MS reforça a importância do respeito ao vazio sanitário, que no Mato Grosso do Sul ocorre entre 15 de junho e 15 de setembro. Durante esse período, é fundamental eliminar plantas de soja que possam servir como hospedeiro do fungo, com atenção especial à soja voluntária presente em áreas agrícolas, margens de estradas e áreas vizinhas às lavouras. Outra estratégia relevante é a realização da semeadura o mais cedo possível, buscando escapar de condições mais favoráveis ao desenvolvimento da doença.

O controle químico segue como uma das principais ferramentas de manejo, mas precisa ser adotado de forma preventiva. Segundo Ana Ruschel, quando a ferrugem já está instalada, a eficácia dos fungicidas cai significativamente. Por isso, é essencial utilizar produtos adequados, com bons triazóis, carboxamidas, estrobilurinas e fungicidas multissítios, além da rotação de modos de ação para reduzir o risco de resistência.

A adoção de produtos biológicos e indutores de resistência também pode contribuir para o manejo integrado. Outro ponto de atenção é o respeito ao intervalo entre aplicações, geralmente de 14 a 15 dias, e o cuidado com a tecnologia de aplicação, evitando volumes muito baixos que comprometam a cobertura do alvo.

Perdas de até 70%

As perdas causadas pela ferrugem asiática variam conforme a região, as condições climáticas, o momento em que a infecção ocorre e a qualidade do manejo adotado. De acordo com a literatura, os prejuízos podem oscilar de 10% até 70% da produtividade, especialmente em sistemas com cultivo contínuo de soja.

A desfolha precoce compromete diretamente o enchimento de grãos, reduzindo tanto o rendimento quanto a massa final da colheita e afetando o resultado econômico da safra. Diante de um patógeno extremamente agressivo e de rápida evolução, a Fundação MS reforça que o monitoramento constante, aliado a um manejo preventivo bem planejado, é determinante para reduzir riscos, evitar danos severos e preservar o potencial produtivo das lavouras.

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Café torrado: Mapa identifica irregularidades e manda recolher lotes; saiba mais


Foto: Divulgação/Mapa.
Foto: Divulgação/Mapa.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (22), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) fez um alerta sobre irregularidades identificadas em lotes de café torrado fiscalizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Segundo o Mapa, as análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) detectaram matérias estranhas e impurezas acima dos limites previstos em norma, o que levou à desclassificação e ao recolhimento dos lotes afetados.

Confira a lista das marcas que foram desclassificadas:

Divulgação/Mapa.

O Mapa orienta aos consumidores que adquiriram esses produtos que interrompam o consumo e solicitem a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Ainda de acordo com o ministério, denúncias podem ser feitas pelo canal Fala.BR, informando o estabelecimento e o endereço da compra.

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Farelo de soja volta a subir com demanda de suinocultores e avicultores



Movimento de recomposição de estoques e menor oferta nacional explicam valorização



Foto: Expodireto Cotrijal

Os preços do farelo de soja fecharam 2025 em recuperação, após meses de desvalorização no mercado doméstico. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a recente alta é motivada principalmente pela recomposição de estoques por parte de suinocultores e avicultores.

Além da maior demanda, a valorização foi reforçada pela queda na oferta do derivado no mercado spot, resultado do encerramento das atividades de esmagamento da soja em diversas indústrias processadoras ao longo do segundo semestre.

De acordo com o Cepea, os preços do farelo atingiram, em várias regiões acompanhadas, os maiores níveis desde abril. A combinação entre baixa disponibilidade e necessidade de abastecimento dos produtores impulsionou o mercado nas últimas semanas do ano.

O farelo de soja, insumo essencial na formulação de rações, tem influência direta nos custos de produção animal. Por isso, sua oscilação tende a impactar outras cadeias do agronegócio, especialmente nas áreas de avicultura e suinocultura.

 A tendência de preços nos primeiros meses de 2026 dependerá da retomada do esmagamento de soja pelas indústrias, bem como da colheita da nova safra. A normalização da oferta pode influenciar na estabilidade do mercado, caso a demanda não mantenha o ritmo de crescimento atual.

 

 





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Da acidez à performance: como sojicultor garante produtividade através da construção do solo


Reprodução Soja Brasil

A <a href="http://<iframe width="934" height="526" src="https://www.youtube.com/embed/OD8u7sb7Qm0?list=PL8fRHJSOpctgTM-pNV-GjORGCkd7Xlkzp" title="Possível retorno do El Niño acende alerta para a próxima safra de soja – Ep. 44" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen>Expedição Soja Brasil está na estrada em Mato Grosso do Sul e visitou, em Maracaju (MS), Daniel Franco, sojicultor que tem conseguido bons resultados com a correção de solo. O trabalho de base, focado na estrutura da terra, é um processo contínuo que envolve técnica e paciência. “Isso vem sendo trabalhado há bastante tempo, juntamente com a matéria orgânica do solo. Isso inclui a rotação de culturas e cobertura de solo”, pontua o produtor.

Estratégia e sucessão no campo

Daniel organiza sua produção de forma muito estratégica. No verão, a aposta total é na soja. Já no inverno, ele dedica 70% da área ao milho segunda safra e 30% à engorda de novilhas, mantendo o sistema produtivo o ano todo.

Antes de alcançar esse equilíbrio, Daniel enfrentava os típicos desafios do Cerrado: acidez elevada e a presença de alumínio, um elemento tóxico para as raízes que limitava severamente o desenvolvimento da soja. A mudança exigiu um olhar para o passado e para o futuro.

“A propriedade está sob gestão da família há mais de 40 anos, o que permitiu um processo contínuo de estruturação. O foco principal tem sido o investimento em corretivos, como calcário e gesso, visando a recomposição de macronutrientes essenciais como fósforo, potássio, nitrogênio, cálcio, magnésio e enxofre”, explica Daniel Franco.

Ganho biológico e químico

Para Daniel Franco, a fertilidade transcende a aplicação de fórmulas químicas; ela depende fundamentalmente da vitalidade do ecossistema. “Este manejo é desenvolvido de forma persistente, associando o incremento da matéria orgânica à rotação de culturas e à manutenção da cobertura vegetal. O foco na melhoria da atividade biológica tem sido o nosso diferencial e o principal ganho acumulado ao longo desses anos”, ressalta o produtor.

A propriedade fica em Maracaju, município que lidera a produção de soja no estado segundo o Siga MS. Na região, os solos são variados: desde texturas argilosas e ácidas até solos arenosos profundos, porém pobres em nutrientes e carbono orgânico.

Diante da diversidade de solos em Maracaju, Daniel destaca o papel estratégico do calcário e do gesso como condicionadores de perfil. “Estes insumos têm a capacidade de otimizar o subsolo, permitindo que as raízes se expandam e aproveitem a umidade em camadas mais profundas. Eles atuam na neutralização de elementos fitotóxicos e na disponibilização de nutrientes essenciais ao desenvolvimento radicular, como o cálcio e o magnésio”, explica.

Além desses elementos, o produtor reforça a necessidade de suprir a carência de enxofre e demais micronutrientes para que a planta expresse seu máximo potencial genético. Para Daniel, o sucesso da safra está diretamente ligado à eficiência da adubação e do condicionamento físico da terra. “Uma fertilidade eficiente reside na capacidade de suprir plenamente as exigências nutricionais das culturas, disponibilizando exatamente o que a planta necessita para alcançar altos patamares de produtividade”, conclui.

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Chuvas de dezembro melhoram umidade do solo e favorecem lavouras de primeira safra


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Foto: AEN

As chuvas registradas na primeira quinzena de dezembro melhoraram a umidade do solo e favoreceram o desenvolvimento das culturas de primeira safra na maior parte do país. A avaliação consta do Boletim de Monitoramento Agrícola, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o levantamento, os volumes acumulados foram suficientes para sustentar o avanço das lavouras recém-implantadas, sem comprometer a conclusão da colheita dos cultivos de inverno. A análise também aponta que, de forma geral, os indicadores espectrais mostram lavouras em boas condições vegetativas na maioria das regiões produtoras.

O boletim destaca que a regularidade das precipitações foi determinante para a recuperação da umidade do solo, especialmente em áreas que vinham enfrentando restrições hídricas no fim de novembro.

Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, principal polo de produção de grãos do país, as chuvas foram mais expressivas no nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás. Nessas áreas, os volumes ocorreram de forma mais distribuída, contribuindo para elevar os níveis de água no solo.

De acordo com a Conab, esse cenário favoreceu tanto a semeadura quanto o desenvolvimento inicial das lavouras de primeira safra. No Sudeste, a dinâmica climática foi semelhante, com precipitações que ajudaram a manter condições adequadas para o crescimento das culturas.

Região Sul

No Sul do Brasil, a distribuição das chuvas foi mais irregular. Os maiores acumulados foram observados no norte e no oeste do Paraná. No Rio Grande do Sul, os primeiros dias de dezembro tiveram baixos volumes de precipitação, o que permitiu a finalização da colheita das culturas de inverno.

Já entre os dias seis e dez do mês, as chuvas ganharam intensidade e ajudaram na recomposição da umidade do solo. Esse fator criou condições mais favoráveis para a semeadura e o desenvolvimento das lavouras de verão. No Paraná e em Santa Catarina, o boletim indica que o clima, de modo geral, foi favorável ao avanço das lavouras na primeira quinzena do mês.

Norte e Nordeste

Na região Norte, as chuvas beneficiaram áreas do Tocantins e partes do sul e do noroeste do Pará. Nessas localidades, os volumes registrados contribuíram para a semeadura e para o desenvolvimento das culturas de primeira safra.

O boletim, no entanto, aponta restrições em algumas áreas, especialmente no nordeste do Pará, devido à irregularidade das chuvas combinada com temperaturas elevadas. No Nordeste, os acumulados observados no Matopiba favoreceram o plantio e o crescimento das lavouras. Em contrapartida, os volumes foram insuficientes para atender plenamente áreas do leste, centro e oeste do Maranhão.

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O recesso legislativo garante respiro na turbulência entre poderes


Senado - Câmara -Legislação - Congresso , sessão do marco temporal
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após um período de instabilidade entre Executivo e Legislativo, marcado pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) e pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Congresso Nacional encerra 2025 com votações importantes para o governo, culminando na aprovação do projeto de Lei Orçamentária Anual.

A relação harmoniosa que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), mantinha com o governo rapidamente se deteriorou com a falta de diálogo na escolha de Messias para o STF, marcando o início de uma corrida dos articuladores políticos do Planalto para garantir a deliberação da pauta econômica ainda em 2025. Algumas semanas atrás, o desencontro com as forças do Congresso levou a uma turbulência que costumamos ver mais em ano eleitoral, com a derrubada de 52 dos 59 vetos à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que acendeu um alerta para o Executivo na reta final dos trabalhos legislativos.

O foco do governo estava em garantir aprovações sensíveis e, nesse ponto, sai vitorioso. Conseguiu emplacar o projeto de lei complementar 108/2025, que institui o Comitê Gestor do IBS, dispõe sobre o processo administrativo tributário e altera regras relativas ao ITCMD. e o projeto de lei complementar 128/2025, que garante a redução em 10% parte dos benefícios fiscais federais e eleva a tributação incidente sobre apostas de quota fixa, fintechs e juros sobre capital próprio (JCP).

Esse segundo texto era ainda mais importante, considerando a necessidade de aumentar espaço no orçamento de 2026. Ele integra a estratégia do governo para recompor receitas e evitar um ajuste orçamentário mais severo em ano eleitoral. Para compensar as exceções presentes no texto, o projeto eleva a alíquota do JCP de 15% para 17,5%, aumenta gradualmente a tributação sobre a receita bruta das casas de apostas de 12% para 15% até 2028 e majora a CSLL de fintechs e instituições de pagamento, que passa de 9% para 12% em 2026 e a 15% a partir de 2028.

Com isso, o clima no encerramento dos trabalhos de 2025 foi controlado. O governo conseguiu adiar a disputa entre os poderes e liberou espaço para as aprovações que geram arrecadação, perseguindo o piso da meta fiscal em 2026. Do outro lado, os parlamentares conseguiram os recursos para as emendas e para o fundo eleitoral e, com isso, respiram aliviados.

No entanto, o início de 2026 guarda o enfrentamento de temas difíceis. O presidente já sinalizou que irá vetar integralmente o PL da Dosimetria, que reduz a pena dos envolvidos no 8 de janeiro. Com isso, caberá aos parlamentares a votação da manutenção ou derrubada dos vetos. Antes disso, o governo também passará por uma avaliação de força com a sabatina de Messias no Senado Federal. Esses temas podem mudar o termômetro da popularidade do governo em meses críticos para as eleições.

O presidente Lula tem cobrado uma comunicação mais incisiva dos seus ministros, visando impacto positivo nas eleições de 2026 através do debate com políticas públicas. Há pressa porque dezenas de ministros deixarão os cargos no primeiro escalão para concorrer em outubro. Lula passou a encampar a discussão do fim da escala 6×1 e levantar outras pautas populares visando melhorar seus números. Mas precisará equilibrar esses esforços com o Congresso e, para isso, tem sinalizado que irá procurar Alcolumbre antes do fim do ano em tentativa de reaproximação para pacificar o clima entre os poderes e evitar conflitos em ano eleitoral.

Assim, o recesso parlamentar oferece um bom respiro nas tensões, mas exige cuidado. O que se espera de um ano eleitoral é um jogo político de alta complexidade para o governo.

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados, com ampla experiência em relações governamentais. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Brasil pode exportar material genético avícola para Moçambique


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Foto: Ligados & Integrados

O Brasil concluiu uma negociação sanitária com Moçambique e obteve autorização para exportar material genético avícola ao país africano. A liberação inclui ovos férteis e pintos de um dia, usados na formação de plantéis comerciais.

A abertura amplia a presença do agronegócio brasileiro no mercado internacional e reforça a atuação do país no continente africano. O acordo foi conduzido pelo governo federal e envolve exigências sanitárias acordadas entre as autoridades dos dois países.

Autorização sanitária e impactos no setor

A liberação do mercado moçambicano permite o envio de material genético avícola brasileiro, considerado estratégico para a melhoria dos plantéis locais. Esse tipo de produto é fundamental para elevar padrões produtivos e sanitários na avicultura.

Para o Brasil, a autorização cria novas possibilidades de negócios para empresas do setor, especialmente aquelas especializadas em genética e reprodução avícola. O país é um dos principais exportadores mundiais de proteína animal e também de tecnologia ligada à produção.

A negociação sanitária é etapa obrigatória nesse tipo de comércio, pois define critérios técnicos, controles e garantias sanitárias exigidas pelo país importador. Sem esse acordo, as exportações não podem ocorrer.

Moçambique no radar do agronegócio brasileiro

Com população estimada em cerca de 33 milhões de habitantes, Moçambique tem ampliado suas compras externas de produtos agropecuários. Entre janeiro e novembro de 2025, o país importou mais de US$ 24 milhões em itens do agro brasileiro.

As compras tiveram destaque para proteínas animais, segmento no qual o Brasil mantém posição relevante no comércio internacional. A autorização para material genético avícola reforça esse relacionamento comercial e pode abrir caminho para novos fluxos de exportação no futuro.

O continente africano é visto como uma região com potencial de crescimento econômico e demográfico, o que amplia o interesse brasileiro por novos acordos sanitários e comerciais.

Balanço das aberturas de mercado

Com a autorização concedida por Moçambique, o agronegócio brasileiro chega a 521 aberturas de mercado desde o início de 2023. Esses acessos envolvem 81 destinos diferentes, considerando produtos e categorias diversas.

O resultado reflete a atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O trabalho envolve negociações técnicas, diplomáticas e sanitárias, voltadas à ampliação do acesso de produtos brasileiros ao mercado internacional.

Para o setor produtivo, as aberturas representam novas oportunidades de diversificação de destinos e redução da dependência de mercados tradicionais.

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Com demanda enfraquecida, preços do milho caem


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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Os preços do milho seguem em queda em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, a pressão vem da redução na demanda pelo cereal, como típico neste período de final de ano. Boa parte dos consumidores indica que deve voltar ao spot apenas em janeiro. No campo, as atenções se voltam às atividades envolvendo a safra verão de milho.

Pesquisadores do Cepea indicam que, após um período de estiagem, o retorno das chuvas trouxe certo alívio aos agricultores, tendo em vista que favoreceu o desenvolvimento das lavouras da safra verão.

Além de auxiliarem a atual safra, as precipitações e a melhora do clima elevam as expectativas de semeadura da segunda safra no período considerado ideal para a cultura.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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