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Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS – Foto: USDA
A discussão sobre quando a reforma tributária começa a afetar efetivamente o arroz e os itens da cesta básica tem ganhado espaço no setor, diante das mudanças previstas no sistema de impostos sobre o consumo. De acordo com análise de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, os efeitos práticos ainda estão distantes e seguem um cronograma gradual definido pela própria reforma.
Até 2026, segundo o cenário atual, nada se altera na tributação do arroz, permanecendo em vigor PIS, Cofins, ICMS e as distorções já conhecidas ao longo da cadeia. Em 2026 ocorre apenas um período de teste, no qual a CBS e o IBS aparecem de forma simbólica, sem cobrança efetiva e sem impacto sobre preços ou margens. A mudança concreta começa em 2027, com a entrada em vigor da CBS federal. Caso o arroz esteja incluído na lista oficial da cesta básica nacional, a alíquota prevista será zero.
Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS. Nesse intervalo, a alíquota zero aplicada à cesta básica passa a valer de forma gradual também no novo imposto estadual e municipal. Somente em 2033 o sistema estará totalmente implementado, com CBS e IBS substituindo integralmente os tributos atuais e, se confirmado o enquadramento do arroz na cesta básica nacional, a tributação sobre o consumo será efetivamente zerada.
O ponto central do debate está no fato de que a Constituição permite a isenção, mas a definição dos produtos da cesta básica depende de uma lei complementar que ainda será aprovada. Para a indústria, o novo modelo pode reduzir distorções entre estados, diminuir créditos acumulados e trazer maior previsibilidade na formação de preços. No varejo, a expectativa é de simplificação estrutural, enquanto para o produtor o efeito tende a ser indireto, condicionado ao repasse ao longo da cadeia.
A produção de carne de frango em Santa Catarina cresceu 2,5% em 2025 na comparação com 2024, consolidando o estado como um dos principais pilares da avicultura brasileira. O avanço ocorreu mesmo em um cenário econômico adverso, marcado por juros elevados e aumento de custos, além de desafios sanitários enfrentados pelo setor no mercado internacional.
De acordo com a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), o desempenho positivo da produção foi acompanhado por um crescimento ainda mais expressivo da receita, que avançou 6,3% no ano. O resultado ajudou a compensar, em parte, a alta de 6,5% nos custos de produção, pressionados principalmente pela logística. Segundo a entidade, a taxa básica de juros em torno de 15% também representou um fator limitante para investimentos e capital de giro ao longo de 2025.
O estado respondeu por 26,3% do volume total de carne de frango exportado pelo Brasil e por 22,8% da receita obtida com as vendas externas do produto. Enquanto o cenário nacional foi marcado por produção recorde, estimada em cerca de 15,4 milhões de toneladas, com crescimento próximo de 3%, as exportações brasileiras recuaram cerca de 2%, impactadas por embargos temporários após a confirmação de um foco de influenza aviária em maio.
Exportações mantêm protagonismo
Mesmo diante desse contexto, Santa Catarina manteve posição de destaque no mercado internacional. Arábia Saudita, Japão, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido estiveram entre os principais destinos da carne de frango catarinense. Ao longo do ano, Reino Unido e México se consolidaram como mercados relevantes, ampliando a diversificação geográfica das exportações e reduzindo riscos comerciais.
Segundo o diretor executivo da ACAV, Jorge Luiz de Lima, a rápida resposta sanitária adotada pelo Brasil após o caso de influenza aviária no Rio Grande do Sul foi determinante para preservar mercados. “O controle da situação e a reconhecida biosseguridade do sistema produtivo brasileiro permitiram a manutenção e a reabertura de mercados, beneficiando diretamente Santa Catarina”, afirmou.
Consumo interno e cenário nacional
No mercado interno, o consumo de carne de frango permaneceu elevado em 2025, impulsionado pelo produto como a proteína de menor custo para o consumidor. A ACAV destaca que o setor encerrou o ano com preços estáveis e margens consideradas favoráveis, mesmo diante das pressões de custos e das incertezas econômicas.
Com pouco mais de um quarto das exportações brasileiras de carne de frango e crescimento consistente da produção, Santa Catarina reforça sua posição estratégica na avicultura nacional. A avaliação da entidade é de que o desempenho em 2025 sustenta perspectivas positivas para 2026, tanto em volume produzido quanto na ampliação e consolidação de mercados internacionais.
A ceia de Natal de 2025 chega marcada por pressão nos preços das proteínas, repetindo um cenário observado nos dois últimos anos. Dados da Scanntech, empresa de inteligência de mercado que acompanha o consumo a partir dos check-outs do varejo alimentar, indicam que os preços das carnes típicas do período seguem em alta nas duas primeiras semanas de dezembro, com impactos diretos no volume vendido.
Na primeira semana do mês, o faturamento total das categorias comemorativas caiu 8,2%. O recuo foi resultado da combinação entre queda média de preços (-3,0%) e redução do volume vendido (-5,3%). Apesar do desempenho negativo, o movimento ainda era considerado moderado, sustentado principalmente pelas carnes suínas, que respondem por cerca de 67% do faturamento do segmento. Mesmo com preços em queda naquele momento, os suínos ainda registraram crescimento de volume de 1,6%.
O cenário mudou na segunda semana de dezembro. O aumento de 6,9% nos preços das aves natalinas e do peru teve efeito imediato sobre o consumo. O volume de aves despencou 30,9%, enquanto o do peru caiu 27,9%. Mesmo com preços médios praticamente estáveis no agregado das categorias comemorativas, o volume total recuou 17,8%, levando o faturamento a uma queda de 18,0%.
Compras concentradas na reta final
Segundo a Scanntech, mais da metade das vendas de carnes comemorativas em dezembro do ano passado ocorreu entre a terceira e a quarta semana do mês, com pico no período da tarde da véspera de Natal. A expectativa é que esse comportamento se repita em 2025.
“O consumidor está mais estratégico. Ele espera o momento certo para comprar, compara canais e ajusta o mix da ceia conforme os preços”, afirma Matheus Tavares, gerente de Inteligência de Mercado da Scanntech.
Tendência já vista em 2024 e 2023
O comportamento de 2025 segue o padrão observado nos últimos Natais. Entre novembro e dezembro de 2024, as proteínas registraram aumentos de preços de dois dígitos na comparação com 2023, o que levou à retração do volume na maioria das carnes. O frango foi a única proteína que conseguiu ampliar o consumo, reforçando seu papel central na mesa do brasileiro.
Em dezembro do ano passado, as aves comemorativas se tornaram as carnes mais consumidas no Natal, superando o pernil e o lombo suíno. Juntas, aves e pernil responderam por quase 80% do volume total das carnes típicas da data. Já a carne bovina perdeu espaço à medida que os preços avançaram.
“Quando o preço sobe demais, o consumidor reage rapidamente. Em 2024, as aves ganharam espaço justamente por permitirem manter a tradição da ceia com menor impacto no orçamento”, explica Tavares.
O Natal chega de forma diferente no campo. Não vem com pausa total, nem com a sensação de dever cumprido. Vem com silêncio, com céu observado em detalhe, com contas feitas mentalmente e com a esperança de que o próximo ciclo seja um pouco menos duro do que o último. No campo, até o Natal carrega responsabilidade.
O produtor rural brasileiro não escolheu uma vida fácil. Escolheu uma vida real. Uma vida em que o trabalho começa antes do sol e termina quando ele já se foi. Uma vida em que não existe inimigo claro para enfrentar, porque os desafios não têm rosto. Eles vêm na forma de uma seca inesperada, de uma chuva fora de hora, de juros que sufocam, de um câmbio que muda o jogo no meio da partida, de estradas ruins, portos caros e leis que parecem escritas longe demais da porteira.
Não há contra quem lutar. Só há o que suportar. E é justamente aí que mora a grandeza do produtor rural. Ele não grita, não se vitimiza, não abandona o campo. Ele recalcula. Ele ajusta. Ele insiste. Planta mesmo sem garantia. Investe mesmo com medo. Segue em frente quando a lógica diria para parar. Isso não é teimosia. É coragem.
O Brasil muitas vezes esquece disso. Esquece que a comida não nasce no supermercado, que o superávit não cai do céu, que a estabilidade econômica tem raízes profundas fincadas no solo. Quando tudo falha, quando o país tropeça em seus próprios erros, é o campo que continua entregando. Sem discurso. Sem aplauso.
Neste Natal de 2025, a mensagem precisa ser menos técnica e mais humana. Precisa reconhecer o cansaço, a solidão de muitas decisões tomadas sozinho, a pressão de carregar riscos que não cabem em planilhas. Precisa dizer, com clareza: o produtor rural brasileiro é um valente. Não por bravura exibida, mas por resistência diária.
Que este Natal não prometa milagres. Que traga, ao menos, respeito. Que traga um pouco de paz para quem vive em alerta o ano inteiro. Que renove a força de quem sustenta o país sem pedir nada além de condições justas para trabalhar.
Aos homens e mulheres do campo, fica a homenagem sincera. Vocês seguem quando muitos recuam. Produzem quando tudo aperta. E mantêm o Brasil de pé mesmo quando o Brasil parece esquecer disso.
Feliz Natal. Do fundo do campo, onde a esperança não é discurso, é necessidade.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
As instabilidades seguem concentradas principalmente na região Sul do Brasil nesta terça-feira (23), segundo a Climatempo. A atuação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina mantém as pancadas de chuva desde as primeiras horas do dia em grande parte do Rio Grande do Sul.
Ao longo da tarde, a chuva ganha força e se espalha por mais áreas do território gaúcho, além de avançar sobre Santa Catarina e o sudoeste do Paraná. Nesses locais, a previsão indica chuva de moderada a forte intensidade, com risco de temporais. No oeste e sul do Paraná, também pode chover de forma mais intensa, enquanto no norte catarinense e em áreas do interior e do leste paranaense, as pancadas tendem a ser mais fracas.
Apesar da chuva, as temperaturas continuam elevadas no Sul. O calor predomina especialmente no Paraná e no norte de Santa Catarina, áreas que seguem sob a influência de uma nova onda de calor. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em grande parte da região, podendo chegar a 70 km/h no norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste e sul de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.
Sudeste
No Sudeste, um bloqueio atmosférico mantém o tempo mais firme e dificulta o avanço de frentes frias. Ainda assim, há previsão de chuva fraca a moderada no noroeste e na faixa leste de Minas Gerais, além de pontos do Espírito Santo. No extremo nordeste mineiro e no norte capixaba, as pancadas podem ser moderadas a fortes.
Em São Paulo e no restante de Minas Gerais, o dia segue com tempo firme e temperaturas elevadas. O estado paulista, o sul e o Triângulo Mineiro, além da metade sul do Rio de Janeiro, continuam enfrentando calor acima da média, também associado a uma nova onda de calor. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas no oeste paulista, Triângulo Mineiro e no litoral do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, podendo alcançar 70 km/h em trechos do litoral fluminense.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, as instabilidades atuam desde cedo em Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul. A combinação de baixa pressão, calor e umidade favorece pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, com risco de temporais e volumes elevados, principalmente no norte e oeste de Mato Grosso e no noroeste sul-mato-grossense.
Em Goiás, a chuva também ocorre de forma moderada a forte no norte e oeste do estado, além de grande parte de Mato Grosso do Sul. As temperaturas seguem elevadas em toda a região, com calor acima da média no leste e sudeste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em boa parte da região.
Nordeste
No Nordeste, as chuvas ganham força em áreas do sul, oeste e norte da Bahia, com pancadas de moderada a forte intensidade. Também há previsão de chuva no Ceará, Maranhão, Piauí e oeste de Pernambuco. Entre Salvador e o sul da Bahia, além do oeste da Paraíba e do Rio Grande do Norte, as precipitações tendem a ser mais fracas. No interior da região, o tempo permanece mais firme e quente. As rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em diversos pontos.
Norte
Na Região Norte, as instabilidades aumentam e elevam o risco de temporais. Amazonas, Pará, Rondônia e Amapá podem registrar chuva forte, acompanhada de raios e ventos. Há risco de volumes elevados no sudeste do Amazonas e no sudoeste e sul do Pará, onde a situação é considerada de perigo. No Acre, Roraima e Tocantins, as pancadas ocorrem de forma moderada, com momentos pontualmente mais intensos.
Mesmo com a chuva, as temperaturas permanecem elevadas na maior parte do Norte, mantendo a sensação de tempo abafado.
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As plantas apresentaram crescimento mais rápido – Foto: Pixabay
Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia de microagulhas dissolúveis capaz de aplicar biofertilizantes diretamente nos tecidos das plantas, substituindo a prática tradicional de aplicação no solo. A proposta busca aumentar a eficiência do uso de microrganismos benéficos, reduzindo perdas comuns provocadas por condições ambientais adversas e pela competição com outros organismos presentes no solo.
Em testes realizados em estufa com culturas de folhas verdes, as plantas apresentaram crescimento mais rápido e uniforme. Foram observados ganhos em peso, área foliar e altura, mesmo com uma redução de cerca de 15% na quantidade de biofertilizante utilizada em comparação aos métodos convencionais, o que indica melhor aproveitamento dos insumos agrícolas.
De acordo com os pesquisadores da National University of Singapore, a aplicação direta nas folhas ou nos caules permite superar limitações frequentes da inoculação no solo. A abordagem foi inspirada na forma como microrganismos se deslocam no corpo humano, partindo da hipótese de que, ao serem inseridos diretamente nos tecidos vegetais, poderiam alcançar as raízes com mais eficiência e atuar de maneira mais eficaz no desenvolvimento das plantas.
As microagulhas são produzidas a partir de um polímero biodegradável e se dissolvem cerca de um minuto após a aplicação, liberando bactérias ou fungos benéficos sem causar danos relevantes. Os testes indicaram que as plantas se recuperam rapidamente e mantêm seu funcionamento normal após o procedimento.
Os ensaios também confirmaram que os microrganismos aplicados nas folhas conseguem se deslocar até as raízes, onde contribuem para melhorar o microbioma e a eficiência no uso de nutrientes. A tecnologia apresentou ainda resultados positivos quando associada a fungos benéficos.
Instalações do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães | Imagem: Felipe Pires/Canal Rural Bahia
O ano de 2025 foi mais um ano de consolidação do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM) como um dos principais polos de formação e representatividade do agro no oeste baiano. Em um cenário de muitos desafios para o campo, o SPRLEM manteve o foco em qualificação, informação e defesa dos interesses dos produtores rurais, fortalecendo cada vez mais sua atuação institucional.
Na área de capacitação, o Sindicato, por meio do Senar, realizou 178 cursos de Formação Profissional Rural, atendendo às demandas das propriedades e preparando trabalhadores para as exigências técnicas e de segurança no campo. Ao longo do ano, mais de 2.300 estudantes foram impactados com capacitações voltadas à área rural, incluindo jovens, colaboradores e produtores que buscaram atualização e novas oportunidades no agronegócio.
Essa atuação só é possível graças à parceria sólida com o Sistema CNA/Senar e com a Faeb, que, junto ao SPRLEM, viabiliza programas estruturados de formação e apoio ao produtor rural. Em 2025, além das formações profissionais rurais, tiveram destaque as turmas do Programa Jovem Aprendiz e os cursos técnicos da rede e-Tec, que aproximam educação de qualidade da realidade do campo num sistema híbrido – Ead e presencial. Para 2026, o Sindicato se prepara para um marco na qualificação da região: a primeira turma do curso técnico em Segurança do Trabalho da Bahia, ampliando ainda mais o leque de oportunidades para quem vive e trabalha no agro.
Entre os eventos de destaque, o I Fórum das Mulheres Agroparceiras do Oeste Baiano reuniu produtoras, sucessoras, profissionais do agro e grandes nomes do setor em um espaço de debate sobre liderança, gestão, sucessão familiar, crédito, comunicação e protagonismo feminino.
Imagem: Reprodução/Canal Rural Bahia
O encontro reforçou o papel das Agroparceiras como diretoria feminina dentro do SPRLEM e mostrou que as mulheres estão cada vez mais presentes nas decisões dentro e fora da porteira. Em 2026, o Fórum já tem data marcada: 20 de março, com a expectativa de ampliar ainda mais o público e a rede de conexões entre mulheres do agro.
Outra marca de 2025 foi o sucesso da edição especial do evento “Homens do Campo”, evento realizado em conjunto com a Aprosoja Bahia, que reuniu mais de 1.200 pessoas, em sua maioria produtores rurais, em uma grande celebração dedicada a quem constrói diariamente a força econômica da região.
Imagem: Reprodução
Em um ambiente de homenagens, confraternização e fortalecimento de laços institucionais, o evento valorizou histórias de pioneirismo, trabalho e dedicação ao agro. A próxima edição já está confirmada para 1º de agosto de 2026, consolidando o encontro no calendário oficial do agronegócio local.
Com ações estruturadas em formação, eventos e representatividade, o SPRLEM encerra 2025 com a certeza de que está mais próximo do produtor, mais forte institucionalmente e mais preparado para os desafios dos próximos anos. O compromisso segue o mesmo: ser a casa do homem e da mulher do campo, trabalhando todos os dias para que o agro de Luís Eduardo Magalhães continue crescendo com solidez, profissionalismo e união.
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Esse movimento também influencia o mercado de startups – Foto: Pixabay
O ambiente empreendedor atravessa um período de maior cautela diante das incertezas políticas e econômicas, mas segue oferecendo espaço para inovação e acesso a recursos. Em um cenário mais competitivo, soluções com resultados rápidos, voltadas à eficiência operacional e à redução de custos, ganham relevância e se tornam decisivas para a sobrevivência e o crescimento das startups.
Após anos de forte expansão, o ecossistema empreendedor desacelerou e passou a adotar uma postura mais seletiva. No agronegócio, essa mudança é evidente. A redução das margens do produtor rural nos últimos anos impactou diretamente a disposição para investir em novas tecnologias. Regiões que antes operavam com margens mais confortáveis passaram a registrar índices significativamente menores, o que aumenta o rigor na tomada de decisão e favorece soluções de aplicação imediata. “Isso significa que algumas estruturas já operam no prejuízo”, afirma Pompeo Scola, CEO da Cyklo Agritech, aceleradora de startups e especialista em inovação.
Esse movimento também influencia o mercado de startups, especialmente aquelas ligadas ao agro. Com margens mais apertadas, cresce a demanda por tecnologias capazes de gerar ganhos rápidos, como automação de processos e racionalização de custos. Diante desse contexto, aceleradoras passaram a priorizar negócios alinhados a essa nova realidade, com modelos mais resilientes e menos dependentes de mercados específicos.
Ao mesmo tempo, a busca por inovação se amplia para outros setores. A escassez de mão de obra na indústria, especialmente em estados com baixo desemprego, impulsiona investimentos em automação, logística inteligente e robotização de funções operacionais. “Essa é uma tendência natural para fortalecer o empreendedor e motivá-lo. Além do recurso próprio da aceleradora, ele passa a ter acesso a um ambiente com mais possibilidades e menor concorrência”, finaliza.
Terça-feira de instabilidades na maior parte do país. Frente fria sobre o Sul e fenômeno climático vindo do Paraguai são os destaques do dia. Confira a previsão feita pelos meteorologistas da Climatempo:
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Sul
As instabilidades associadas a uma nova frente fria seguem bloqueadas na Região Sul do país, e as pancadas de chuva devem ocorrer desde o começo do dia no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, as precipitações se espalham mais pelo estado, provocando chance de temporais. Também chove em áreas da metade leste de Santa Catarina e do Paraná, além do leste catarinense, de maneira fraca a moderada.
Sudeste
A atuação de um bloqueio atmosférico na Região segue garantindo um tempo mais firme em grande parte da Região. Com a atmosfera mais aquecida, há chance de chuva em algumas áreas, além da influência marítima. No noroeste e leste de Minas Gerais, além de grande parte do Espírito Santo, chove de maneira fraca a moderada intensidade ao longo do dia. As temperaturas seguem elevadas nos quatro estados.
Centro-Oeste
As instabilidades seguem ocorrendo desde o início do dia pelos estados, e à tarde as pancadas de chuva ganham força. A presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai deve favorecer as instabilidades em algumas áreas. Chove de maneira moderada a forte intensidade pelo Mato Grosso, grande parte de Goiás e metade oeste de Mato Grosso do Sul, e há chance de temporais em alguns pontos.
As instabilidades devem diminuir significativamente no Maranhão e no Piauí, e a chuva deve ocorrer de maneira mais fraca a moderada intensidade, além do oeste da Bahia. No Ceará, também há chance de chuva em grande parte do estado, além do oeste de Pernambuco e da Paraíba. No sul do território baiano e ao longo da faixa litorânea, chove de maneira mais fraca, enquanto no restante da Região o tempo segue mais firme.
Norte
O tempo volta a ficar mais instável pela Região. No Amazonas e no Acre, as pancadas de chuva devem aumentar em relação ao dia anterior, além de Rondônia e da metade oeste do Pará, onde pode chover de maneira moderada a forte intensidade. No Amapá e no Tocantins, as instabilidades seguem ocorrendo, e em Roraima o dia deve seguir com tempo mais aberto na maior parte da Região.
A produção de leite no Brasil acaba de ganhar um conjunto de ferramentas estratégicas para enfrentar um dos maiores desafios do agro contemporâneo: a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). A Embrapa desenvolveu três protocolos técnicos que atuam diretamente nos principais pontos de geração de emissões da atividade leiteira, ao mesmo tempo em que estimulam o sequestro de carbono no solo.
Os protocolos tratam de boas práticas para a mitigação da emissão de metano dos bovinos; para a redução da emissão de amônia e óxido nitroso no solo; e de manejo de solos para acúmulo de carbono.
Eles integram a publicação lançada pela Embrapa Pecuária Sudeste e são resultado de anos de pesquisa científica aplicada. As diretrizes abordam desde o manejo dos animais até a gestão do solo e do uso de fertilizantes, com foco em eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica para o produtor rural.
Segundo estimativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com base em dados de 2022, o setor agropecuário responde por 30,5% das emissões brasileiras de GEE. Do total, 19% são emissões de metano, gás com elevado potencial de aquecimento global. Desse volume, 97% têm origem nos bovinos, sendo 86% do rebanho de corte e 11% da pecuária leiteira.
Diante desse cenário, a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste, destaca que a atividade leiteira já enfrenta desafios produtivos e econômicos relevantes. A agenda climática, segundo ela, passa a integrar a tomada de decisão nas propriedades, especialmente diante de consumidores e mercados cada vez mais atentos à origem dos alimentos e ao impacto ambiental da produção.
Mitigação do metano começa no manejo do rebanho
O primeiro protocolo reúne boas práticas para reduzir a emissão de metano pelos bovinos. Esse gás é liberado majoritariamente durante a digestão dos ruminantes, por meio da eructação, e está diretamente relacionado à eficiência produtiva do animal.
Entre as estratégias recomendadas estão a melhoria dos índices zootécnicos, o ajuste nutricional das dietas, o uso de aditivos, o avanço no manejo das pastagens, a oferta de água de qualidade, o cuidado com a sanidade e a promoção do bem-estar animal. Animais saudáveis e produtivos diluem melhor a emissão de metano por litro de leite produzido.
Estudos conduzidos pela Embrapa mostram, por exemplo, diferenças significativas entre raças. Vacas holandesas puras em pastagens de alta qualidade emitem cerca de 18,4 gramas de metano por litro de leite, enquanto girolandas chegam a 25,3 gramas por litro. A maior produtividade explica essa diferença.
Simulações realizadas com uma calculadora em desenvolvimento pela Embrapa indicaram que a adoção de índices reprodutivos inadequados pode elevar as emissões em até 22% por quilo de leite corrigido para gordura e proteína, reforçando a importância da gestão técnica do rebanho.
Foto: Juliana Sussai/Embrapa
Solo bem manejado reduz perdas e emissões
O segundo protocolo foca na redução das emissões de amônia e óxido nitroso no solo, gases associados ao uso de fertilizantes nitrogenados e dejetos animais. O óxido nitroso tem potencial de aquecimento global quase 300 vezes superior ao dióxido de carbono e pode permanecer na atmosfera por mais de um século.
Entre as práticas recomendadas estão o uso de leguminosas consorciadas com gramíneas, que fixam nitrogênio biologicamente e reduzem a necessidade de fertilizantes químicos. A Embrapa estima que, para cada quilo de fertilizante evitado, deixam de ser emitidos 5,42 quilos de CO₂ apenas no processo de fabricação.
Outras medidas incluem a distribuição mais uniforme dos dejetos animais, a adoção de sistemas de lotação rotativa, o uso de fertilizantes de eficiência aumentada e técnicas que diminuem a volatilização da ureia, como incorporação ao solo e aplicação antes de chuvas ou irrigação.
Sequestro de carbono fortalece a sustentabilidade
O terceiro protocolo trata do manejo do solo para o acúmulo de carbono, elemento central na estratégia de mitigação das mudanças climáticas. Práticas conservacionistas, como plantio direto, adubação verde, recuperação de pastagens, sistemas integrados e uso de bioinsumos, ampliam o estoque de carbono no solo por longos períodos.
Pastagens tropicais bem manejadas têm elevado potencial de sequestro, com acúmulo de carbono em profundidades superiores a um metro. Em sistemas integrados com árvores, o efeito é ainda maior. De acordo com a Embrapa, o crescimento de 52 eucaliptos pode compensar, em um ano, a emissão de uma vaca produzindo 26 quilos de leite por dia.
Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, o principal entrave para a adoção dessas práticas ainda é o investimento inicial. No entanto, ele ressalta que o aumento da eficiência produtiva e da rentabilidade ao longo do tempo permite novos aportes tecnológicos.
Políticas públicas como o Plano ABC+, além de arranjos locais envolvendo cooperativas e indústrias de laticínios, são apontadas como fundamentais para acelerar a transição para uma pecuária leiteira mais sustentável.