sexta-feira, março 13, 2026

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Redução de PIS/Cofins sobre diesel pode mitigar alta dos combustíveis, avalia CNA


caminhão rodovia diesel combustíveis
Foto: Pixabay

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que a decisão de zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel pode ajudar a mitigar os efeitos do aumento dos combustíveis sobre a economia nacional.

Segundo a entidade, a medida, anunciada nesta quinta-feira (12) pelo governo federal, tem o potencial de reduzir custos de produção no campo, ajudando a frear o ritmo de alta do preço dos alimentos ao consumidor, além de aliviar pressões inflacionárias.

Na terça-feira (10), a CNA encaminhou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a redução imediata e temporária das alíquotas sobre o insumo.

O pedido foi motivado pelos recentes aumentos nos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional e pelos impactos desse cenário sobre a economia brasileira, decorrente da escala dos conflitos no Oriente Médio.

Para a Confederação, o momento exige medidas que reduzam custos e garantam maior previsibilidade para o setor produtivo. Desta forma, a redução dessas cobranças pode contribuir para aliviar custos logísticos e operacionais da agropecuária, especialmente em um período estratégico para a produção.

“O momento atual é sensível para o setor agropecuário, marcado pela colheita da primeira safra e pelo plantio da segunda safra, período em que o custo do combustível tem efeito direto sobre as despesas de produção e sobre a atividade econômica”, destaca a CNA.

PIS/Pasep e Cofins são tributos federais que, juntos, somam aproximadamente 10,5% no valor do diesel comercializado.

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Tempestades atingem Sudeste e Centro-Oeste


Tempestades devem continuar atingindo áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste nos próximos dias, segundo informações divulgadas pelo Meteored. O fenômeno pode provocar transtornos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o serviço meteorológico, chuvas intensas estão se formando sobre grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste devido à circulação de ventos e à convergência de umidade. Segundo a análise, “essa combinação está gerando uma faixa de nebulosidade e precipitação intensa sobre o Brasil”.

Entre os estados afetados pelo fenômeno estão São Paulo, Rio de Janeiro, o sul do Espírito Santo, grande parte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, além do sul de Mato Grosso e do sul de Goiás.

As previsões indicam que a faixa de nebulosidade e chuva intensa deve permanecer ao longo de toda a semana e pode ganhar força nos próximos dias. Conforme o Meteored, “essa faixa de nebulosidade e chuva intensa continuará presente ao longo de toda a semana”.

Entre quarta-feira (11) e quinta-feira (12), a probabilidade de chuva deve aumentar entre o Sudeste e o Centro-Oeste. O destaque fica para áreas do norte e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Espírito Santo, regiões que devem concentrar os maiores volumes ao longo da semana.

A partir do sábado (14) e do domingo (15), a faixa de chuvas intensas pode se deslocar em direção ao norte. Com isso, as precipitações devem atingir com maior intensidade Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso, enquanto a atuação do sistema tende a diminuir em grande parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Mesmo com a mudança na área de atuação, os acumulados totais de chuva até o fim do domingo devem permanecer elevados. Segundo o levantamento, “os volumes podem ultrapassar 150 milímetros em municípios do norte de São Paulo e do norte de Mato Grosso do Sul”.

Outras áreas também podem registrar acumulados expressivos, como o sul de Goiás, o sul de Minas Gerais, a região do Alto Paranaíba, além do Rio de Janeiro e do sul do Espírito Santo, com volumes próximos de 100 milímetros.

Diante da previsão de tempestades, o serviço meteorológico recomenda cautela durante os episódios de chuva intensa. Conforme o alerta, “é importante evitar enfrentar o mau tempo ou transitar em áreas de risco, como avenidas próximas a rios, além de não enfrentar correntezas ou circular em locais com possibilidade de deslizamentos”.





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Denúncia leva à apreensão de 250 kg de mel comercializado sem registro


Mel
Foto: divulgação/Polícia Civil Mato Grosso do Sul

Cerca de 250 kg de mel sem procedência e em situação irregular foram apreendidos na manhã desta quarta-feira (11), em ação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) em conjunto com fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de Mato Grosso do Sul.

A ação se deu na avenida Nossa Senhora do Bonfim, no município de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, após uma denúncia anônima de que um homem de 42 anos estaria comercializando mel sem o registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

A denúncia informava ainda que os produtos estariam acondicionados em uma camionete GM/S10, cor branca, e que o veículo teria saído da cidade de Rio Verde, com destino a Campo Grande.

O veículo foi abordado por fiscais da Iagro enquanto trafegava pela Avenida Nossa Senhora do Bonfim. Durante a fiscalização, os agentes solicitaram apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon).

Durante a vistoria, foram localizadas 46 garrafas de vidro de 1800g, 36 bisnagas de tamanhos variados e 34 potes de vidro, todos sem rotulagem. Além disso, também foram encontrados sete tonéis plásticos de 50 litros vazios, com resíduos do produto e sinais de sujeira.

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Incêndio atinge silo de soja em Minas Gerais; entenda por que esses ambientes são vulneráveis


Divulgação Corpo de Bombeiros

Acidentes em estruturas de armazenagem de grãos são considerados de alto risco e exigem protocolos rigorosos de segurança. Um incêndio registrado na última terça-feira (10) em um silo de soja no município de Arcos, em Minas Gerais, voltou a chamar atenção para os perigos presentes nesse tipo de instalação.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para atender a ocorrência em uma estrutura industrial destinada à armazenagem de grãos. Ao chegar ao local, as equipes constataram que o foco do incêndio atingia o chamado silo “pulmão” e o conjunto do secador de grãos interligado à estrutura.

De acordo com informações repassadas pelo gerente da empresa, antes da chegada dos bombeiros, o material que estava no interior da secadora já havia sido retirado pela própria equipe da unidade. Mesmo assim, ainda havia resíduos fumegantes e incandescentes, que geravam calor intenso e apresentavam risco de reignição.

Durante a avaliação da estrutura, os militares observaram que as chapas metálicas do secador estavam sob temperaturas elevadas e apresentavam sinais de empenamento devido à ação do calor.

As equipes realizaram o reconhecimento da área, a avaliação dos riscos e o isolamento do perímetro para garantir a segurança da operação. Na sequência, iniciaram o combate às chamas e o resfriamento da estrutura, utilizando linhas de combate abastecidas pelo sistema de hidrantes da própria instalação e pela viatura de incêndio.

A operação contou ainda com o apoio de oito brigadistas da empresa. Ao todo, foram utilizados cerca de 30 mil litros de água do reservatório do sistema de hidrantes da unidade e aproximadamente 4.500 litros da viatura do Corpo de Bombeiros. Após intenso trabalho de combate e rescaldo para eliminar focos residuais, o incêndio foi totalmente controlado e não houve registro de vítimas.

Ambientes vulneráveis

Mas, afinal, o que torna ambientes como silos e unidades de secagem tão vulneráveis a incêndios e explosões? Segundo Leandro Ducioni, especialista em Áreas Classificadas da Schmersal, episódios como esse seguem um padrão técnico conhecido.

“Muitas vezes existe a combinação de três fatores: poeira orgânica fina, ar e uma fonte de ignição. A poeira gerada na manipulação de grãos como soja, trigo ou arroz funciona como combustível. Quando ela fica suspensa no ar, formando uma nuvem dentro de um ambiente confinado, basta uma superfície quente, faísca ou choque elétrico para provocar uma explosão”, explica.

Em sistemas de transporte de grãos, como correias transportadoras, o risco pode ser ainda maior. O atrito lateral, motores operando além do limite e mancais superaquecidos por falta de manutenção podem gerar calor suficiente para iniciar a combustão. “O calor emanado desses equipamentos pode funcionar como ignitor”, afirma.

Prevenção

A prevenção passa por tecnologia e monitoramento constante. Sensores capazes de medir a temperatura de mancais, detectar desalinhamento de correias e sistemas de visão térmica ajudam a identificar problemas antes que se tornem críticos.

Outro ponto essencial é o controle da poeira. Camadas de resíduos acumuladas em equipamentos ou estruturas podem ser facilmente dispersas e formar nuvens explosivas.

Durante o período de safra, o risco tende a aumentar. Jornadas prolongadas de operação, máquinas trabalhando no limite, superaquecimento de motores e maior volume de grãos elevam significativamente a geração de poeira e o desgaste dos equipamentos.

No Brasil, ambientes com risco de explosão devem seguir normas específicas para atmosferas explosivas, como a série ABNT NBR IEC 60079, incluindo a norma 60079-10-2, que trata da classificação de áreas. Equipamentos elétricos, eletrônicos e eletromecânicos instalados nesses locais precisam possuir certificação conforme exigências do Inmetro.

Além das soluções de engenharia, a segurança também depende da capacitação dos trabalhadores.

Segundo Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o uso correto de equipamentos de proteção individual é indispensável.

“Para atividades em silos são recomendados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas antiderrapantes e respiradores PFF2 ou PFF3. Já em espaços confinados, é obrigatório o uso de cinto tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos”, explica.

Entre os principais riscos nesses ambientes estão o engolfamento — quando o trabalhador é soterrado por grãos , atmosferas tóxicas ou com baixo nível de oxigênio, explosões de poeira e quedas de altura.

Por isso, protocolos como sistema de permissão de trabalho, plano de resgate, uso de tripés com guincho, iluminação anti-explosão e linhas de vida são considerados essenciais.

Mesmo com equipamentos disponíveis, especialistas apontam que o maior desafio ainda é cultural. Muitos trabalhadores resistem ao uso de EPIs por desconforto ou por subestimarem os riscos.

Para mudar essa realidade, entidades como o Senar têm investido em treinamentos práticos, simulações e apresentação de casos reais para fortalecer a cultura de prevenção no campo e nas unidades de armazenagem.

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Planejamento forrageiro: momento de organizar o pasto é agora, diz especialista


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

As projeções para o mercado da pecuária em 2026 indicam um cenário de oportunidades raras. No Giro do Boi desta quinta-feira (12), o engenheiro agrônomo Wagner Pires trouxe um alerta decisivo: o planejamento forrageiro não é apenas uma melhoria, mas uma necessidade de sobrevivência.

Com a janela das chuvas ainda aberta em diversas regiões e margens favoráveis no ciclo pecuário, o momento de organizar a “lavoura de capim” é imediato. A recuperação de uma pastagem degradada leva anos e exige aproveitar os tempos de bonança financeira para financiar as melhorias.

Confira:

Investimentos estratégicos

O pecuarista moderno deve abandonar o amadorismo e tratar o pasto com o mesmo rigor técnico de um agricultor de soja. Wagner Pires sugere começar o investimento pelas áreas que estão em melhor estado, e não pelas piores. Isso garante um retorno sobre o investimento mais rápido.

“Antes de pensar em reformas caríssimas que exigem revolvimento de solo, foque na recuperação e manutenção”, afirmou o agrônomo. Aplicar fertilizantes no momento certo economiza recursos e mantém a produtividade.

A importância do monitoramento

Vale lembrar que o planejamento deve estar atrelado ao desempenho animal. Sem o uso de balanças para medir o Ganho Médio Diário (GMD), o produtor trabalha no “achismo” e perde a chance de ajustar o manejo.

O planejamento forrageiro eficiente para o período seco começa agora, enquanto ainda há umidade no solo. Em 2026, a pecuária competitiva está intrinsecamente ligada à integração e à saúde do solo.

O gado e a terminação no pasto

Com cercas elétricas e balanças eletrônicas acessíveis, a eficiência no pasto é obrigatória. Uma pastagem bem cuidada reduz a dependência de grãos caros e garante que o boi se pague no pasto. Como resume o agrônomo: “O gado faz a terminação no pasto. Se faltar fibra de qualidade, sua margem vai embora”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Fávaro faz duras críticas à Cargill após suspensão de envio de soja à China


Ministro Fávaro
Foto: divulgação/ Agência Gov

Em entrevista exclusiva à CNN Agro, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, criticou a postura da Cargill após a empresa suspender temporariamente exportações de soja brasileira para a China.

A empresa alega que tomou a decisão após mudanças na inspeção fitossanitária adotadas pela pasta. De acordo com o presidente da companhia no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, o Mapa passou a adotar uma fiscalização mais rigorosa para cargas destinadas ao mercado do gigante asiático após solicitação do próprio governo chinês.

Segundo o executivo, a nova metodologia tem dificultado o cumprimento das normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização necessária para o embarque da soja.

Contudo, na entrevista, Fávaro afirmou que a Cargill não foi correta ao atribuir a situação a mudanças de procedimento do Ministério da Agricultura. O ministro afirmou que “não irá precarizar o sistema sanitário brasileiro” por uma postura empresarial, que classificou como “irresponsável”.

De acordo com ele, a soja é o segundo maior produto da balança comercial brasileira e, além de estar no padrão, precisa cumprir os protocolos fitossanitários estabelecidos no comércio global.

‘Empresa mentiu’

À CNN Agro, Fávaro ressalta que não gostou da postura da Cargill quando diz que o Ministério da Agricultura muda os procedimentos. “Isso é mentira. [A Cargill] sabe muito bem que há algum tempo o governo chinês reclama de que há algumas cargas de soja brasileira chegando sem o cumprimento do protocolo”, ressalta.

Para o ministro, o cumprimento do protocolo sanitário é imprescindível, especialmente em relação à presença de sementes de ervas daninhas proibidas pelo país importador. “Existe um protocolo sanitário que restringe sementes de ervas daninhas que não existem do lado comprador. O Brasil se tornou referência mundial no comércio agro pela excelência do seu sistema sanitário”, afirmou.

Segundo Fávaro, o padrão da soja brasileira tem sido cumprido com excelência, mas recentemente identificou-se 19 navios carregados com soja com sementes com ervas daninhas, o que não prejudica o padrão de qualidade, mas descumpre o protocolo fitossanitário acordado com a China.

‘Faltou responsabilidade’

O ministro afirmou que a solução para o impasse de novo padrão sanitário passa por negociações entre exportadores e compradores, além de diálogo entre os governos dos dois países sobre eventuais ajustes no protocolo.

“Compradores e vendedores brasileiros e chineses precisam intensificar as negociações, e os dois governos podem discutir eventuais ajustes no protocolo, como alguma tolerância. Isso faz parte do jogo”, detalhou à CNN Agro.

“A Cargill deveria ser mais responsável. A postura da empresa não foi legítima. O que precisa ser feito é ajustar a limpeza da soja brasileira”, reforçou o ministro.

O titular do Mapa também fez questão de ressaltar que não há questionamentos sobre a qualidade comercial da soja brasileira. Ele lembrou que o produto atende aos padrões internacionais de classificação, como limites de impurezas, grãos avariados e umidade.

“Não existe problema com a qualidade da soja brasileira no padrão comercial. O padrão é 1, 8, 14 — com tolerância de 1% de impurezas, 8% de avariados e até cerca de 13% de umidade, dependendo do país — e isso está sendo cumprido”, destacou.

Repercussão

A Cargill destacou que, diante das dificuldades para enviar o produto ao principal comprador mundial da oleaginosa, também suspendeu temporariamente a compra de soja no mercado brasileiro.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ressaltaram que acompanham o assunto de forma atenta e com preocupação.

Diante do cenário, ambas reafirmam que seguem atuando de forma colaborativa e mantendo diálogo constante com as autoridades competentes e com as demais entidades da cadeia produtiva para buscar soluções que garantam a fluidez do comércio, a previsibilidade das operações, prezando pela segurança jurídica e fortalecimento das relações comerciais internacionais e pela garantia dos requisitos de fitossanidade.

“A suspensão de compras por parte de uma trading desse porte reduz a demanda por soja no interior e nos portos, o que pode pressionar os prêmios de exportação e os preços pagos ao produtor, justamente em um período em que a colheita avança no país e a oferta interna aumenta rapidamente”, dizem as entidades em nota conjunta.

Para o consultor de agronegócio Carlos Cogo, na prática, quando uma grande exportadora interrompe as compras, há menos compradores disputando a soja no mercado, o que diminui a demanda imediata pelo grão. Com mais oferta chegando da colheita e menos empresas comprando, os preços tendem a ficar pressionados.

Apesar disso, o especialista avalia que o impasse deve ser temporário. “Historicamente, esse tipo de questão técnica costuma ser resolvido por meio de ajustes operacionais e negociações entre autoridades sanitárias, governo brasileiro e tradings exportadoras. Por isso, a tendência mais provável é que a suspensão tenha caráter pontual, limitada a dias ou poucas semanas, até que os protocolos de inspeção sejam alinhados”, avalia.

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Exportações de carne bovina registram melhor fevereiro da história, diz Cepea


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O mercado do boi gordo segue com valores mais elevados neste início de ano. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a sustentação dos preços tem influência direta das exportações. Em fevereiro deste ano, o volume comercializado para o exterior bateu recorde, registrando o maior resultado da história para o período. A média diária de embarques no segundo mês do ano foi de 13,105 mil toneladas, 37,6% acima da registrada em 2025.

A China, principal compradora da carne bovina brasileira, liderou o ranking de fevereiro, sendo destino de mais da metade da carne exportada pelo país. Os Estados Unidos se mantiveram na segunda posição da lista.

Mercado interno cauteloso

O mercado interno, em contrapartida, seguiu lento no último mês. Há preocupação em relação aos acontecimentos no Oriente Médio, pois, embora o Brasil não seja um grande importador da commodity, eventuais dificuldades logísticas provocadas por bloqueios de rotas e aumento nos custos de frete têm mantido os exportadores em alerta.

Segundo pesquisadores, os compradores têm adotado cautela nas aquisições e buscado novas estratégias de compra. Já boa parte dos vendedores não tem se mostrado satisfeita com as ofertas recebidas e tem preferido segurar as vendas.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Soja puxa exportações do agro, que somam US$ 12 bilhões em fevereiro


soja para exportação
Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o maior valor da série histórica para o mês. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representou 45,8% de todas as vendas externas do Brasil no período.

Entre os principais setores, o complexo soja liderou os embarques, com US$ 3,78 bilhões, o equivalente a 31,4% do total exportado pelo agro no mês. Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 16,4%.

No geral, as exportações do agronegócio cresceram 7,4% na comparação anual, impulsionadas principalmente pelo aumento de 9% no volume embarcado. Apesar disso, o preço médio internacional recuou 1,5%, acompanhando a tendência de queda observada em índices globais de alimentos.

Superávit passa de US$ 10 bilhões

Enquanto as vendas externas avançaram, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% frente a fevereiro do ano passado.

Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões, crescimento de 10,3% no período.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agro brasileiro em fevereiro, com US$ 3,6 bilhões, o equivalente a 30,5% do total.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 1,8 bilhão (15,2%)
  • Estados Unidos: US$ 802,9 milhões (7%)

Outros países asiáticos também ampliaram as compras. O Vietnã importou US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro, alta de 22,9%, enquanto a Índia registrou forte avanço, com US$ 357,3 milhões em embarques, crescimento de 171,1%.

Outros setores do agro

Depois do complexo soja, outros segmentos também tiveram participação relevante nas exportações do mês:

  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (22,5% do total), alta de 22,5%
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (10,5%), queda de 1%
  • Café: US$ 1,12 bilhão (9,3%), recuo de 0,2%
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,3 milhões (7,1%), baixa de 4,2%

Produtos registram recordes

Alguns produtos também registraram recorde de exportações em fevereiro, entre eles óleo essencial de laranja, DDG de milho, farinhas de carne, extratos e miudezas, manteiga, gordura e óleo de cacau e óleo de milho.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o desempenho reflete o aumento da produção e da oferta exportável do país.

“O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional”, afirmou.

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luís Rua, o resultado também está ligado ao avanço na abertura de mercados.

“Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023”, destacou.

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Programa da JBS transforma 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado em biodiesel


programa óleo amigo JBS
Foto: Divulgação JBS

O programa Óleo Amigo, da JBS, comemorou uma importante marca: a coleta de 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado ao longo de uma década. O volume, que deixou de ser descartado de forma inadequada, foi convertido em biodiesel pela Biopower, empresa da JBS Novos Negócios e uma das maiores produtoras do biocombustível no país.

De acordo com os cálculos da empresa, ao evitar que o resíduo fosse despejado na rede de esgoto ou no meio ambiente, o programa contribuiu para a preservação de mais de 1 trilhão de litros de água — o equivalente a 400 mil piscinas olímpicas.

Apenas em 2025, foram coletados 11,3 milhões de litros, o maior volume anual já registrado pela iniciativa. O resultado foi impulsionado pela expansão das operações para Campo Verde, em Mato Grosso, onde, somente no primeiro ano de atuação, a coleta atingiu 2 milhões de litros.

Para o diretor comercial da Biopower, Alexandre Pereira, dar dimensão concreta aos números é essencial para ampliar a conscientização. “Muita gente não sabe, mas apenas um litro de óleo descartado na pia pode contaminar até 25 mil litros de água. O que fazemos com o programa é interromper esse ciclo de poluição e transformar o problema em solução energética. A cada litro coletado, o impacto é triplo: evita contaminação hídrica, substitui combustível fóssil e estimula a adesão a uma atitude ambientalmente correta.”

Alcance da iniciativa

Embora a coleta direta com frota própria esteja concentrada atualmente em Lins (SP), Curitiba (PR) e Campo Verde (MT), a rede do Óleo Amigo alcança quase 115 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina.

Atualmente, a Biopower é uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do Brasil e líder na fabricação do biocombustível a partir do processamento de resíduos orgânicos.

A capacidade produtiva anual nas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC), supera 900 milhões de litros. Segundo Pereira, com entregas em mais de 22 estados, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂.

Óleo de fritura usado

A empresa atua como garantidora de óleo de fritura usado no mercado, adquirindo volumes de coletores independentes e cooperativas em todo o país para a produção de biodiesel.

Desde 2015, já foram comprados mais de 430 milhões de litros do resíduo. O diretor comercial salienta que essa demanda estruturada há mais de 10 anos viabiliza economicamente cooperativas, gera renda e fortalece a cadeia de suprimentos ao transformar um descarte em insumo com valor de mercado.

O programa integra o pilar da estratégia de economia circular da JBS. Atualmente, a Companhia aproveita cerca de 99% de cada bovino processado. Assim, o que antes poderia ser resíduo, transforma-se em couro, colágeno, gelatinas e biodiesel.

Como participar da coleta

O programa conta com frota própria para retirada de óleo em bares, restaurantes, escolas, condomínios, empresas e outros locais geradores de óleo. Para agendar, basta entrar em contato:

Curitiba e região:

  • WhatsApp: (41) 99228-9748
    E-mail: oleoamigo.curitiba@jbs.com.br

Lins (SP) e Campo Verde (MT):

  • WhatsApp: (14) 9 9117-1660
    E-mail: oleoamigo.lins@jbs.com.br

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