sexta-feira, março 13, 2026

Agro

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China libera estoques de fertilizantes para conter impacto do conflito no Oriente Médio


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A China informou nesta sexta-feira que irá liberar fertilizantes de suas reservas comerciais nacionais antes do início do plantio de primavera, em uma tentativa de garantir o abastecimento interno. A decisão ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de energia e insumos agrícolas, o que vem afetando o fornecimento global.

Segundo comunicado da Associação Chinesa de Meios de Produção Agrícola, as empresas responsáveis pelos estoques estratégicos foram orientadas a colocar parte das reservas no mercado para assegurar oferta adequada durante o pico da demanda agrícola e ajudar a estabilizar os preços.

A entidade informou que a liberação inclui fertilizantes nitrogenados, fosfatados e compostos, produtos essenciais para a produção agrícola. Tradicionalmente, a China libera esses estoques uma vez por ano antes do início da temporada de plantio da primavera.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a decisão foi antecipada em pelo menos 15 dias em relação aos ciclos anteriores. Agricultores nas províncias de Henan e Shandong relataram nos últimos dias dificuldades para encontrar fertilizantes fosfatados no mercado local.

Impactos para o mercado global

A medida ocorre em um momento de crescente preocupação com o abastecimento global de fertilizantes. O fechamento do Estreito de Hormuz, decorrente da escalada do conflito no Oriente Médio, ameaça interromper rotas importantes para o comércio internacional de insumos agrícolas.

O estreito é uma das principais vias de transporte marítimo de energia e fertilizantes, conectando produtores do Oriente Médio a mercados da Ásia, Europa e América Latina.

Dependência brasileira

O movimento também é acompanhado com atenção pelo mercado agrícola brasileiro, que depende fortemente de fertilizantes importados. Em 2025, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes, volume recorde da série histórica, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A China tem ampliado sua participação nesse mercado e se tornou recentemente um dos principais fornecedores do insumo ao Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, o país asiático exportou cerca de 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes para o Brasil, o equivalente a aproximadamente 25% das importações brasileiras no período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

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AgroNewsPolítica & Agro

Comissão Jurídica da Farsul promove seminário na Expodireto 2026



Seminário debate impactos da reforma tributária para o produtor rural na Expodireto



Foto: Fernando Teixeira

A Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul realizou, na quarta-feira (11), durante a Expodireto, um semiinário para discutir os impactos e mudanças que a reforma tributária traz para o produtor rural.

O Vice-Presidente da Farsul, Elmar Konrad, abriu o evento destacando a importância de debater o assunto antes que a reforma entre completamente em vigor, a partir de 2032. “São muitas alterações, é um sistema novo muito complexo e é essencial termos um treinamento desde já”.

Em seguida, Hugo Monteiro da Cunha Cardoso, contador e autor de livros de gestão no setor rural, iniciou a apresentação das mudanças tributárias que iniciaram a primeira fase em janeiro deste ano.

O Governo Federal planeja extinguir uma série de tributos como o ICMS, PIS, COFINS e ISS e criar dois em seus lugares: O CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Cardoso destacou que hoje o produtor é isento da maioria dos tributos antigos, mas deverá contribuir com os novos, e que a relação com o contador precisa se tornar mais estreita, visto que as novas declarações passam a ser feitas mensalmente, ao contrário de hoje, que são feitas anualmente. O palestrante também informou que muitas definições ainda não estão estabelecidas, e que o processo será feito de maneira gradual a partir de 2027.

Após a palestra, aconteceu uma mesa redonda para discussão onde estiveram presentes o Economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, e a Gerente Jurídica da Cotrijal, Gabriela Kirst. O evento foi uma parceria da Farsul com a UBAU (União Brasileira dos Agraristas Universitários).





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IBGE: projeção de soja deve crescer mais de 4% na safra 2025/26


Reprodução Canal Rural/Soja Brasil

A produção de soja no Brasil deve alcançar um recorde na safra 2025/26, com estimativa de 173,3 milhões de toneladas, em comparação 166,1 milhões de toneladas em 2025. A projeção de fevereiro ajustou a estimativa em 0,4% em relação ao levantamento de janeiro, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

O estudo indica alta de 4,3% no volume esperado em comparação ao ano anterior. A área cultivada de soja deve crescer 0,8%, chegando a 48,2 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio por hectare deve subir 3,5%, alcançando 3.600 kg/ha. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, destacou que a recuperação da produção está relacionada à melhora em estados prejudicados por condições climáticas adversas em 2025, como Rio Grande do Sul, norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.

Entre os estados produtores, o Paraná deve colher 22,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em relação a 2025. O Mato Grosso do Sul deve atingir 15,0 milhões de toneladas, alta de 14,0%, enquanto o Rio Grande do Sul projeta 20,8 milhões de toneladas. O Mato Grosso, maior produtor nacional, estima produção de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% sobre 2025, mas com aumento de 1,9% na área plantada; o rendimento médio no estado deve cair 5,0%.

Cereais, leguminosas e oleaginosa

A estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 é de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o de 2025, com aumento de 1,3 milhão de hectares na área cultivada, totalizando 82,9 milhões de hectares. Arroz, milho e soja concentram 92,8% da produção estimada e 87,5% da área cultivada.

Em relação à produção e área por produto, a soja apresenta crescimento de 4,3% na produção e 0,8% na área; o milho registra queda de 5,3% na produção total, com aumento de 12,2% na 1ª safra e redução de 9,1% na 2ª, e crescimento de 2,4% na área; já o arroz em casca apresenta redução de 8,0% na produção e 6,3% na área. O milho deve alcançar 134,3 milhões de toneladas, enquanto a produção de arroz em casca é estimada em 11,6 milhões de toneladas.

Por região, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas terá a seguinte distribuição em 2026: Centro-Oeste 167,9 milhões de toneladas (48,8%), Sul 95,2 milhões de toneladas (27,7%), Sudeste 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

A variação anual positiva é observada no Sul (+10,3%) e Nordeste (+4,2%), enquanto Centro-Oeste (-6,0%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,5%) registram queda. Quanto à variação mensal, Norte (+0,2%), Centro-Oeste (+0,3%), Sudeste (+1,1%), Nordeste (+2,3%) e Sul (-0,1%).

Entre os estados, o Mato Grosso lidera a produção nacional com participação de 30,2%, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses seis estados respondem por 79,6% da produção nacional.

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EUA iniciam investigação comercial contra 60 países; Brasil está entre os analisados


tarifas donald trump
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos iniciaram investigações comerciais contra cerca de 60 países por possíveis práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado. A apuração é conduzida pelo escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e inclui o Brasil entre os países analisados.

Segundo o representante comercial Jamieson Greer, trabalhadores e empresas americanas podem estar competindo com produtores estrangeiros que teriam uma “vantagem de custo artificial” obtida por meio dessas práticas.

A investigação buscará avaliar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para impedir a produção e a importação de bens associados ao trabalho forçado. Caso seja constatado que essas práticas prejudicam empresas e trabalhadores americanos, o governo dos EUA poderá adotar medidas comerciais contra os países envolvidos.

Entre as possíveis ações estão a imposição de tarifas adicionais, restrições às importações, suspensão de concessões em acordos comerciais ou a negociação de compromissos formais para que os governos investigados eliminem essas práticas.

O processo inclui consultas com os países analisados e, se necessário, poderá evoluir para disputas formais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Preço do diesel tem alta de 7% em março, aponta levantamento


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado internacional, os valores médios do diesel registraram alta relevante nos primeiros dias de março nos postos brasileiros. Os dados são do IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações realizadas em postos de combustível em todo o país.

Na comparação entre os preços médios da última semana de fevereiro e os da primeira semana de março, o diesel S-10 subiu 7,72%, passando de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro, enquanto o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,23 para R$ 6,61. No mesmo período, a gasolina registrou variação mais moderada, mas também relevante, de 1,24%, passando de R$ 6,44 para R$ 6,52.

De acordo com Vinicios Fernandes, diretor de Frete da Edenred Mobilidade, o diesel costuma ser o combustível que reage primeiro a movimentos mais bruscos no mercado internacional de petróleo, principalmente por sua forte relação com o transporte de cargas no país.

Além disso, o Brasil ainda não é autossuficiente na produção do combustível e importa entre 20% e 30% do diesel consumido internamente, o que torna o mercado mais sensível às oscilações internacionais, especialmente em momentos de tensão geopolítica que afetam rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz.

“Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros sinais apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer pressão de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado”, explica Fernandes.

Segundo ele, em cenários de maior volatilidade internacional, reajustes começam a aparecer ao longo da cadeia de abastecimento, movimento que já começa a ser percebido nos últimos dias, mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras nas refinarias.

Nos últimos dias, o preço do barril de petróleo chegou a se aproximar de US$ 120, diante do temor de impactos na oferta global de energia e na economia mundial. O executivo alerta que já há sinais de maior pressão na oferta em alguns pontos da cadeia de abastecimento.

“Graças à nossa rede de postos credenciados da Edenred Mobilidade e ao relacionamento próximo com esses parceiros, conseguimos acompanhar de perto o que está acontecendo na ponta da distribuição. Nos últimos dias, alguns postos já têm relatado dificuldade de reposição em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar um cenário de oferta mais apertada caso as restrições logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem”, afirma.

Ele ressalta, porém, que ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustível.

“A própria Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de qualquer movimento. De toda forma, seguimos monitorando a situação de perto e, se houver algum impacto mais relevante, temos tecnologia para apoiar nossos clientes e até mesmo o público em geral, indicando pontos com disponibilidade de combustível para abastecimento, como já fizemos em momentos críticos do setor, como durante a greve dos caminhoneiros de 2018”, completa.

Altas regionais

Regionalmente, as maiores altas do diesel foram registradas no Nordeste, onde o diesel comum subiu 13,17% e o diesel S-10 avançou 8,79% no período.

A região também registrou a maior média do país para o diesel comum, chegando a R$ 7,22 por litro.

O Centro-Oeste também apresentou variações relevantes, com alta de 7,45% no diesel comum e 7,11% no S-10, movimento observado em uma região estratégica para o escoamento da produção agrícola do país.

Nas demais regiões, os aumentos do diesel comum foram mais moderados, embora também relevantes: 5,13% no Sul, 3,55% no Norte e 3,40% no Sudeste.

No caso do diesel S-10, a maior média foi registrada no Norte, com R$ 7,00 por litro.

Entre as gasolinas, o Norte também liderou em preço, com média de R$ 6,93, enquanto a maior alta foi observada no Nordeste, de 3,21%.

Nos recortes estaduais, os dados também mostram diferenças relevantes.

No diesel comum, o maior preço médio foi registrado em Roraima, com R$ 7,84 por litro, enquanto o menor foi observado em Pernambuco, com R$ 6,23. O maior aumento foi registrado no Piauí, de 17,45%, com o combustível chegando a R$ 7,74.

Já no diesel S-10, o maior preço médio foi observado no Acre, também com R$ 7,84 por litro, enquanto o menor foi registrado no Rio Grande do Sul, com R$ 6,26. A Bahia apresentou o maior aumento, de 11,46%.

No caso da gasolina, o maior preço médio foi registrado em Rondônia, com R$ 7,90 por litro, estado que também apresentou a maior alta no período, de 13,18%. Já o menor preço médio foi observado na Paraíba, com R$ 6,26.

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Custos sobem, mas preços ao produtor recuam no Rio Grande do Sul


O Sistema Farsul divulgou os resultados de janeiro de 2026 do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) e do Índice de Inflação dos Preços Recebidos (IIPR), indicadores que acompanham a evolução dos custos de produção e dos preços recebidos pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, “o IICP iniciou o ano de 2026 com nova elevação de 0,51% em janeiro”. De acordo com o relatório, os principais fatores para a alta foram o custo da mão de obra, com aumento de 7%, e dos fertilizantes, com avanço de 2%. O documento aponta que o aumento dos fertilizantes está relacionado à elevação do preço do petróleo no mercado internacional e destaca que o indicador pode registrar novas altas diante da intensificação de conflitos em regiões produtoras da matéria-prima.

No acumulado de 12 meses, o índice apresentou resultado negativo. Conforme o Sistema Farsul, “o IICP registrou deflação de 2,95%, resultado que configura a quarta queda consecutiva”. O relatório aponta que herbicidas, fertilizantes e inseticidas foram os itens que mais contribuíram para o movimento, influenciados pela queda de 11% no dólar e de 7% no preço do petróleo.

Já os preços recebidos pelos produtores iniciaram o ano em retração. De acordo com a entidade, “os preços iniciaram o ano com recuo significativo de 1,73% frente ao mês anterior”. Entre os fatores citados estão a queda no preço do leite, associada ao aumento da oferta, e a redução da cotação da soja, acompanhando o movimento de baixa registrado em Chicago Board of Trade (CBOT), que reflete projeções de maior oferta global e a colheita em andamento no Centro-Oeste do Brasil.

No acumulado de 12 meses, o IIPR apresentou recuo expressivo. Segundo o relatório, “o índice apresentou queda de 14,04%”, influenciado principalmente pela retração de 46% no preço da saca de arroz e pela redução de 24% no preço do litro do leite, reflexo da maior oferta desses produtos.

Apesar da queda no índice de preços recebidos pelos produtores, o relatório ressalta que os alimentos continuam registrando inflação ao consumidor. De acordo com o Sistema Farsul, o cenário indica que as altas observadas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para alimentos decorrem de pressões ao longo da cadeia produtiva e não do preço recebido pelo produtor rural.





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Distribuidoras pedem que Petrobras amplie importação de diesel para garantir abastecimento


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

As distribuidoras de combustíveis sugeriram ao governo federal que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país. A informação foi dada nesta quinta-feira (12) pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A declaração foi dada após reunião entre representantes do governo e das principais distribuidoras privadas na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília.

Segundo Alckmin, o encontro teve como foco principal a garantia do abastecimento e a redução do impacto dos preços internacionais sobre o combustível no mercado brasileiro.

Reunião

Participaram da reunião o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, representando o ministro Fernando Haddad, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, representando o ministro Rui Costa.

As distribuidoras privadas presentes respondem por cerca de 70% do mercado de combustíveis no Brasil.

De acordo com Alckmin, as empresas manifestaram preocupação com a importação do diesel e sugeriram que a Petrobras amplie suas compras no exterior. A avaliação é que a estatal tem maior capacidade financeira e logística para lidar com a volatilidade dos preços internacionais.

Medidas

Mais cedo nesta quinta, o governo anunciou um pacote de medidas para reduzir o preço do diesel ao consumidor e evitar pressões inflacionárias.

Entre as principais ações está a decisão de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, eliminando dois tributos federais e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro.

Além disso, uma Medida Provisória prevê o pagamento de subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores do combustível, valor que deverá ser repassado ao consumidor.

Somadas, as duas medidas devem gerar redução de aproximadamente R$ 0,64 por litro nas bombas.

Fiscalização

O pacote também prevê ampliar os instrumentos de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com o objetivo de garantir que a queda de preços chegue ao consumidor final.

Segundo o governo, a desoneração tributária e a subvenção aos importadores devem gerar impacto fiscal de cerca de R$ 30 bilhões. O valor será compensado por aumento do imposto de exportação sobre óleos brutos e sobre o próprio diesel.

Objetivo

De acordo com Alckmin, as medidas buscam reduzir os efeitos da volatilidade do mercado internacional de energia sobre a economia brasileira.

“O primeiro momento foi a preocupação de termos garantido o abastecimento. A segunda é a questão de preço”, afirmou o vice-presidente, ao destacar que a cooperação entre governo e empresas é essencial para minimizar impactos para a população.

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Chuva forte e temporais no fim de semana; veja na previsão quais regiões serão mais atingidas


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A previsão do tempo indica que a sexta-feira (13) ainda será marcada por instabilidades em várias regiões do Brasil. A atuação de áreas de baixa pressão, somada ao calor e à alta umidade, favorece pancadas de chuva moderadas a fortes em parte do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Ao longo do fim de semana, a tendência é de diminuição da chuva em áreas do Sudeste e do Sul, especialmente no interior. Mesmo assim, pancadas isoladas ainda podem ocorrer, principalmente durante a tarde. Já nas regiões Norte e Centro-Oeste, o padrão típico da estação chuvosa continua predominando, com risco de temporais em alguns estados.

Sul

Sexta-feira

A influência marítima favorece chuva fraca e isolada desde o início do dia no litoral sul do Rio Grande do Sul. No final da manhã, as pancadas aumentam no litoral, no norte e em áreas do sul e leste gaúcho, além do interior de Santa Catarina e do litoral e norte do Paraná.

Em parte do litoral entre Paraná e Santa Catarina, no sul catarinense e na Serra e litoral norte do Rio Grande do Sul, a chuva pode ocorrer com intensidade moderada a forte. Nas demais áreas da região, o tempo permanece mais firme, com sol entre nuvens. Rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h no sul do território gaúcho.

Sábado

A manhã começa com chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul e no litoral norte de Santa Catarina. Ao longo do dia, a circulação marítima mantém pancadas fracas entre o leste e o litoral de Santa Catarina e do Paraná, além do litoral norte gaúcho.

No interior da região, o tempo fica mais estável, com sol entre nuvens. As temperaturas sobem durante a tarde e o calor volta a predominar.

Domingo

O domingo começa com tempo firme na maior parte da região. Há possibilidade de chuva fraca no litoral de Santa Catarina.

Durante a tarde, a influência marítima favorece pancadas fracas no litoral do Paraná e no norte catarinense, além da Serra do Rio Grande do Sul. No interior paranaense também pode ocorrer chuva fraca isolada.

Sudeste

Sexta-feira

Uma área de baixa pressão próxima à costa de São Paulo e do Rio de Janeiro mantém o tempo instável em grande parte da região. Pancadas de chuva ocorrem desde o início do dia em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Há risco de temporais no litoral norte paulista, Baixada Santista, Vale do Paraíba, estado do Rio de Janeiro e em áreas do Triângulo Mineiro, oeste e noroeste de Minas Gerais. A região serrana do Rio de Janeiro permanece em alerta para acumulados elevados de chuva.

Na cidade de São Paulo, a chuva ocorre em diferentes momentos do dia, porém com menor intensidade em comparação aos últimos dias. A temperatura máxima deve chegar a 26°C.

Sábado

A circulação marítima ainda mantém chuva ao longo do dia no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Pela manhã, podem ocorrer pancadas fracas no norte e litoral de São Paulo, no Triângulo Mineiro e em áreas do sul e noroeste de Minas Gerais. Durante a tarde, a chuva se intensifica em Minas Gerais e em partes do interior do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com risco de temporais isolados.

Em grande parte de São Paulo, a chuva diminui em relação aos dias anteriores e o calor predomina.

Domingo

O domingo começa com tempo mais firme em boa parte da região.No norte do Espírito Santo e em áreas do norte e leste de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas desde cedo. Durante a tarde, a chuva aumenta nessas áreas e também no Triângulo Mineiro, com risco de temporais isolados.

No Rio de Janeiro e em parte de São Paulo, as pancadas ocorrem de forma fraca e isolada, enquanto o calor aumenta ao longo do dia.

Centro-Oeste

Sexta-feira

Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai favorece instabilidades desde o começo do dia no norte e leste de Mato Grosso do Sul. Ao longo do dia, a chuva ganha força principalmente na metade norte do estado.

Em Mato Grosso e Goiás, pancadas de chuva ocorrem desde as primeiras horas e aumentam ao longo do dia, com intensidade moderada a forte. Há alerta de temporais no sul de Goiás, no sudeste e norte de Mato Grosso e no extremo norte de Mato Grosso do Sul.

Sábado

As pancadas mais fortes ocorrem desde cedo no oeste de Goiás e em grande parte de Mato Grosso, além do extremo norte de Mato Grosso do Sul.

Durante a tarde, o calor e a umidade reforçam as instabilidades em Mato Grosso e Goiás, com risco de temporais isolados. Em Mato Grosso do Sul, a chuva se concentra principalmente no centro-norte e leste do estado.

Domingo

As pancadas mais fortes ocorrem desde cedo no leste e interior de Mato Grosso e no noroeste de Goiás.

Durante a tarde, as instabilidades aumentam em Mato Grosso e Goiás, com possibilidade de temporais isolados. Em Mato Grosso do Sul, a chuva se concentra na metade norte do estado, enquanto o sul tende a ter tempo mais firme.

Nordeste

Sexta-feira

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém instabilidades na faixa litorânea norte da região desde o início do dia.

As pancadas podem ocorrer com mais intensidade no sul e interior do Ceará, além da faixa central do Maranhão e do Piauí. Ao longo do dia, as chuvas ganham força em grande parte do Maranhão, Piauí e em áreas do Ceará, com risco de temporais no extremo noroeste maranhense.

Sábado

A ZCIT continua influenciando o tempo entre o Maranhão e o Ceará desde as primeiras horas do dia.

Durante a tarde, as instabilidades aumentam no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e no sudoeste da Bahia, com possibilidade de temporais. Nas demais áreas da região, o tempo fica mais firme e quente.

Domingo

As pancadas mais fortes ocorrem desde cedo no sul do Ceará e no sudoeste e sul da Bahia. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, enquanto no restante da região o tempo segue quente, com períodos de sol.

Norte

Sexta-feira

A umidade elevada favorece pancadas de chuva desde cedo em áreas do Amazonas, Pará, Tocantins e Roraima.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam em grande parte da região. Há alerta para temporais no Amapá, sul de Roraima, leste do Amazonas e em grande parte do Pará.

Sábado

A umidade mantém pancadas moderadas a fortes no Amazonas, Pará, Tocantins e Roraima desde o início do dia.

As chuvas podem se intensificar no Amazonas, Rondônia, Acre e Pará ao longo da tarde, com risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

Domingo

As pancadas de chuva continuam frequentes em grande parte do Amazonas, Pará e Roraima desde cedo.

Ao longo do dia, as instabilidades ganham força também no Acre, Rondônia e Amapá. No Tocantins, a chuva ocorre de forma mais irregular, enquanto o calor e o abafamento aumentam.

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Petróleo em alta e inflação acima do esperado faz dólar subir e bolsa cair


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada das tensões no Estreito de Ormuz impulsionou o petróleo, com o Brent a US$ 100 e o WTI a US$ 95, reacendendo riscos inflacionários globais. Bolsas de NY caíram com fuga de risco e cautela no crédito privado.

No Brasil, o IPCA de fevereiro veio acima do esperado, pressionando ativos e elevando apostas sobre juros. O Ibovespa recuou 2,55% e o dólar subiu a R$ 5,24. Hoje, destaque para PCE nos EUA e dados de atividade no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Plano de irrigação resiliente é apresentado no estande do Sistema Farsul na Expodireto


O estande do Sistema Farsul no Parque da Expodireto Cotrijal foi palco para a apresentação do Plano Irrigação Resiliente no RS, pelo governador Eduardo Leite no dia 10 de março. A exposição tratou da proposta que o governador levou ao governo federal no dia seguinte, em Brasília, em reuniões com ministros para discutir alternativas de financiamento e apoio à expansão da irrigação no Estado.

Durante a apresentação, realizada ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, foram detalhadas ações voltadas à ampliação da área irrigada, à construção de infraestrutura hídrica e energética e ao estímulo à adoção de tecnologias de irrigação no campo.

No encontro, o governador destacou que compartilhar previamente a proposta com o setor produtivo é fundamental para alinhar a estratégia do Estado antes das tratativas com o governo federal. “Estamos antecipando na Expodireto o tema que levaremos amanhã a Brasília, porque queremos que essa agenda represente as necessidades reais de quem produz no campo. Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou Leite.

O plano parte do diagnóstico de que os eventos meteorológicos extremos passaram a representar um desafio estrutural para o desenvolvimento do Estado, com impactos diretos sobre a produção agrícola, a arrecadação pública e o crescimento econômico.

A proposta apresentada prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada no Rio Grande do Sul. No cenário mais amplo, o plano projeta a criação de até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões, voltados principalmente para infraestrutura hídrica, energia e incentivos à adoção de sistemas de irrigação.

Além de reduzir a vulnerabilidade do agro às estiagens, a iniciativa também busca ampliar a produtividade agrícola, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a volatilidade econômica provocada pelas quebras de safra.

O presidente do Sistema farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o plano como música para o ouvido dos produtores rurais. “A proposta está muito bem construída e a Federação está totalmente alinhada, como as outras entidades. Nós também teremos que fazer nossa parte, como análise do solo, por exemplo. Mas, acredito que estamos no caminho certo e espero que o Governo do Estado tenha sucesso nas tratativas”, declarou após a apresentação.





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