sexta-feira, março 13, 2026

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Safra de café 2026/27 deve ser recorde, projeta Stonex


Café
Foto: Pixabay.

A produção de café do Brasil na safra 2026/27 pode atingir 75,3 milhões de sacas, segundo nova estimativa divulgada pela consultoria StoneX após visitas de campo realizadas entre janeiro e março nas principais regiões produtoras do país.

O volume representa alta de 6,5% em relação à projeção preliminar divulgada em novembro, quando a consultoria estimava 70,7 milhões de sacas. Na comparação com a temporada anterior, o crescimento projetado chega a 20,8%.

De acordo com a StoneX, a revisão foi baseada em avaliações mais detalhadas das lavouras após o período de florada e nas condições climáticas observadas ao longo do início do ciclo produtivo.

“Depois da estimativa preliminar divulgada em novembro, voltamos a campo para avaliar com mais precisão as condições das lavouras. Apesar das instabilidades climáticas no início do ciclo, observamos uma recuperação importante das plantas, favorecida pela melhora das chuvas, pela boa umidade no solo e por temperaturas mais amenas”, afirma Leonardo Rossetti, especialista em Inteligência de Mercado da StoneX.

Pegamento da florada superou expectativas

Segundo João Pena, técnico de pesquisa de campo da consultoria, o pegamento da florada acabou sendo melhor do que o inicialmente observado pela equipe técnica.

“Houve problemas no início do ciclo, com irregularidade de chuvas e episódios de abortamento de flores. Mas, quando voltamos a campo, verificamos que o pegamento foi superior ao esperado, o que contribuiu para a revisão positiva da produção”, explica.

Arábica pode registrar safra recorde

Para o café arábica, a StoneX projeta produção de 50,2 milhões de sacas, volume que representaria um recorde histórico.

Mesmo com algumas lavouras ainda abaixo do potencial máximo, praticamente todas as principais regiões produtoras apresentaram melhora desde a última avaliação.

Entre os destaques estão:

  • Sul de Minas
  • Matas de Minas
  • Cerrado Mineiro
  • São Paulo

Essas regiões devem registrar crescimento relevante na produção na próxima colheita.

A recuperação ocorre após anos em que o potencial produtivo das lavouras foi limitado por condições climáticas adversas, incluindo impactos observados na safra 2025/26.

“Mesmo que algumas regiões ainda apresentem produtividades abaixo do potencial máximo, a safra 2026/27 mostra uma recuperação relevante em relação ao ciclo anterior”, afirma Rossetti.

Produção de robusta segue em patamar elevado

Para o café robusta (conilon), a StoneX elevou sua estimativa para 25,1 milhões de sacas.

Embora o volume fique 2,8% abaixo do recorde registrado na temporada passada, ainda representa um patamar historicamente elevado para a cultura.

As projeções para Espírito Santo e Bahia foram revisadas levemente para cima, mas permanecem abaixo dos níveis da safra anterior, movimento já esperado após a supersafra registrada recentemente.

A principal surpresa positiva veio de Rondônia, onde a produção deve crescer cerca de 66% em relação à temporada passada.

Tecnologia e expansão de área sustentam crescimento

Segundo a StoneX, o avanço da produção brasileira está ligado a fatores estruturais que vêm se consolidando nos últimos anos, como:

  • expansão da área cultivada;
  • entrada de novas lavouras em produção;
  • adoção de tecnologias e materiais genéticos mais produtivos, especialmente no caso do robusta.

Além disso, os preços elevados do café no mercado internacional contribuíram para que produtores mantivessem níveis adequados de adubação e manejo das lavouras.

“O conjunto formado por expansão de área, avanço tecnológico e renovação do parque cafeeiro tem impulsionado o crescimento da produção brasileira. Mesmo com diferenças regionais de produtividade, esses fatores ajudam a sustentar um cenário positivo para a safra”, afirma Pena.

A consultoria destaca ainda que continuará monitorando o desenvolvimento das lavouras ao longo da temporada. Novos ajustes nas estimativas poderão ocorrer após avaliações de rendimento previstas para o final da colheita de arábica e robusta.

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Inflação acelera e IPCA fecha em 0,70%


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Foto: Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou de 0,33% em janeiro para 0,7% em fevereiro, maior taxa desde fevereiro de 2025 (1,31%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21%), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Junto com a alta no grupo Transportes, os dois grupos representaram aproximadamente 66% do resultado do mês.

No ano, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. A inflação oficial está dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que, embora mais alto que em meses anteriores, o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%).

“Em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31% houve uma pressão do grupo Habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026.”

“Ainda na comparação com o ano anterior, Educação acelerou ao registrar 5,21% em fevereiro de 2026 contra 4,7% de fevereiro de 2025”, acrescentou.

Segundo o IBGE, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do IPCA de fevereiro. A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,2%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo Alimentação e bebidas teve pequena variação na passagem de janeiro (0,23%) para fevereiro (0,26%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,23% frente a 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%).

Pelo lado das quedas, os destaques são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%). Já a alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro, para 0,49% em fevereiro, e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

Segundo o gerente da pesquisa, o grupo dos alimentos variou 0,26% em fevereiro, mostrando desaceleração na comparação com fevereiro de 2025, quando registrou influência da alta do ovo de galinha (15,39%) e do café moído (10,77%).

No índice atual, tais subitens desaceleraram para 4,55% (ovo de galinha) e -1,20% (café), oitavo mês seguido de retração nos preços deste subitem, que acumula 10,13% de variação nos últimos 12 meses.

“Além desses produtos o arroz, importante na mesa dos brasileiros, já acumula queda de 27,86% em 12 meses dada a boa oferta do cereal”, disse Gonçalves.

No grupo Transportes, chamou a atenção o aumento de 11,4% na passagem aérea. Também registraram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%).

Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

INPC

De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,56% em fevereiro, 0,17 ponto percentual. acima do resultado observado em janeiro (0,39%).

No ano, o INPC acumula alta de 0,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,36%, abaixo dos 4,30% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,48%.

Os produtos alimentícios aceleraram de janeiro (0,14%) para fevereiro (0,26%). A variação dos não alimentícios passou de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Diesel a R$ 7,99 faz colheita gastar quase R$ 4 mil por dia só em combustível no Rio Grande do Sul


A escalada das tensões internacionais no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado global, já começa a gerar reflexos diretos no campo brasileiro. No Rio Grande do Sul, o impacto chega justamente no período de colheita da soja, quando máquinas, caminhões e equipamentos dependem diretamente do diesel para manter a produção em funcionamento.

Em alguns municípios gaúchos, o preço do combustível já preocupa produtores. Em Carazinho, por exemplo, o diesel S10 foi registrado a R$ 7,99 por litro, valor considerado elevado por agricultores que já enfrentam uma sequência de dificuldades financeiras.

Um produtor rural relatou à equipe do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) que, em sua propriedade, uma colheitadeira consegue colher cerca de 30 hectares por dia. Para manter toda a operação funcionando — incluindo colheitadeira, caminhões e demais equipamentos — são necessários aproximadamente 500 litros de diesel por dia.

Com o combustível nesse patamar, o cálculo é direto: 500 litros a R$ 7,99 resultam em um gasto diário de R$ 3.995 apenas em diesel.

Na prática, significa que quase R$ 4 mil por dia são consumidos apenas para manter as máquinas trabalhando durante a colheita. Considerando a área colhida, o custo chega a cerca de R$ 133 por hectare somente em combustível.

Segundo produtores, esse impacto ocorre justamente em um momento em que muitos agricultores ainda tentam se recuperar das perdas provocadas por estiagens, enchentes e do forte endividamento acumulado nas últimas safras. Além disso, o setor segue pressionado pelos altos custos de produção, juros elevados e dificuldades de crédito.

Diante desse cenário, o deputado federal Luciano Zucco fez um apelo para que os governos federal e estadual adotem medidas emergenciais para aliviar o peso do combustível sobre o setor produtivo.

Segundo o parlamentar, diante da pressão internacional que eleva o preço do petróleo, uma alternativa imediata seria a redução temporária da carga tributária sobre os combustíveis, evitando que o impacto recaia integralmente sobre quem está produzindo.

“O produtor rural já enfrentou seca, enchente, endividamento e custos de produção cada vez mais altos. Agora, em plena colheita, vem mais essa pressão no preço do diesel. É preciso sensibilidade do poder público para aliviar a carga tributária neste momento e evitar que o impacto recaia novamente sobre quem sustenta a produção de alimentos”, afirmou Zucco.

O deputado também alertou que o aumento do diesel não afeta apenas o produtor, mas toda a cadeia econômica. O encarecimento do combustível pressiona o custo da produção agrícola, impacta o transporte e pode refletir diretamente no preço dos alimentos.

Para lideranças do setor, sem algum tipo de alívio tributário ou medida emergencial, a nova escalada do diesel pode agravar ainda mais a situação financeira de milhares de agricultores que já enfrentam dificuldades para equilibrar as contas após sucessivas crises climáticas e econômicas.





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Quando até os gigantes renegociam: Raízen, GPA e o peso dos juros altos no Brasil


Nos últimos dias, os pedidos de recuperação extrajudicial da Raízen e do GPA (o Grupo Pão de Açúcar) viraram o assunto da vez. E, como sempre acontece quando a palavra “recuperação” aparece, muita gente já associa o termo a uma empresa quebrada ou à beira da falência. Mas a realidade é um pouco mais estratégica do que isso.

O que estamos vendo não é um colapso, mas um movimento de autodefesa. Existe uma diferença crucial que precisamos pontuar: na recuperação judicial, a empresa geralmente já perdeu o fôlego para negociar e recorre ao juiz para não fechar as portas. Já na extrajudicial, o caminho é outro. A empresa senta à mesa com os credores, ajusta as contas “no fio do bigode” e depois só pede para a Justiça carimbar o acordo.

“É uma negociação organizada para atravessar o deserto antes que a água acabe.”
No caso da Raízen, o cenário é de expansão. Eles investiram pesado em bioenergia e transição energética — setores que exigem muito capital. O problema é que o mundo mudou no meio do caminho. Quando você pega dinheiro emprestado para crescer e os juros disparam, a conta do financiamento corre muito mais rápido do que o lucro que o projeto entrega.

No GPA, o drama é o do varejo tradicional: consumo morno e margens apertadas. O erro clássico de muitos negócios foi investir com dinheiro barato lá atrás e ter que pagar a fatura com os juros estratosféricos de agora.

Mas o que esses dois gigantes nos contam sobre o Brasil de hoje? Eles são a “ponta do iceberg” de um ambiente de capital caríssimo que está asfixiando todo mundo. E esse reflexo já chegou com força no agronegócio.

Eu vejo muitos produtores rurais na mesma armadilha. Nos últimos anos, o campo se modernizou, comprou máquinas e expandiu áreas aproveitando o boom das commodities e o crédito fácil. Só que a roda virou. Hoje, com preços de grãos mais baixos em algumas frentes e custos de produção lá no alto, o fluxo de caixa começou a sangrar. Não é coincidência que o número de renegociações no agro esteja subindo.

“Quando o dinheiro é farto, todo mundo expande; quando o dinheiro fica caro, é hora de recolher as velas e reorganizar a casa.”

No fim das contas, estamos vivendo um ajuste de ciclo. Raízen e GPA não estão morrendo; estão se adaptando. O alerta real, no entanto, é para o país: quando até os gigantes precisam parar para renegociar o básico, fica claro que o custo do dinheiro deixou de ser apenas um detalhe contábil e se tornou o maior obstáculo para quem quer produzir e gerar emprego no Brasil. Esse é o debate que realmente importa.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Escalada da guerra no Oriente Médio aproxima petróleo de US$ 100 por barril


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em forte alta na manhã desta quinta-feira (12), impulsionados pela escalada do conflito no Oriente Médio e por novos ataques a embarcações no Golfo Pérsico.

A cotação do Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, movimento que também pressiona os mercados globais e contribui para a queda das bolsas nesta sessão.

Na tentativa de reduzir a tensão no mercado, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quarta-feira (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas. No relatório mensal divulgado hoje, a entidade afirmou que o atual conflito representa a maior disrupção na oferta de petróleo da história.

Segundo o documento, países do Golfo Pérsico já reduziram a produção conjunta em pelo menos 10 milhões de barris por dia, volume equivalente a cerca de 10% da demanda mundial da commodity.

Risco de crise global de abastecimento

Especialistas alertam que a liberação de reservas estratégicas pode ter efeito apenas temporário sobre os preços.

Para Tina Teng, estrategista de mercado da Moomoo ANZ, interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e paralisações na produção em países do Oriente Médio podem provocar uma crise de abastecimento de longo prazo.

A analista destaca que o mercado tende a permanecer extremamente sensível a qualquer nova informação sobre o conflito.

“A volatilidade deve permanecer elevada no curto prazo, à medida que os mercados reagem rapidamente às manchetes geopolíticas”, afirmou.

Já Frank Walbaum, analista da Naga, avalia que a decisão dos países do G7 de liberar petróleo das reservas estratégicas pode oferecer algum alívio momentâneo. No entanto, segundo ele, interrupções prolongadas na produção ou no transporte da commodity podem limitar esse efeito.

Estreito de Ormuz é o principal risco para o mercado

Analistas do ING afirmam que a estabilidade dos preços depende diretamente da normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

“A única forma de os preços caírem de maneira consistente é com a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Caso isso não ocorra, novas máximas no mercado ainda podem surgir”, avaliam.

O fechamento da rota marítima poderia levar o petróleo a níveis históricos.

De acordo com Vivek Dhar, analista do Commonwealth Bank of Australia, o mercado pode estar subestimando o impacto do conflito sobre o abastecimento global.

Segundo ele, a crise pode se estender por meses, e não apenas semanas.

Nesse cenário, o petróleo Brent poderia alcançar entre US$ 120 e US$ 150 por barril, ou até níveis superiores, o que poderia forçar uma retração na demanda global por combustíveis.

Cotação

Por volta de 9h23 (horário de Brasília):

  • WTI (abril): alta de 7,02%, a US$ 93,25 por barril
  • Brent (maio): alta de 7,11%, a US$ 98,52 por barril

O mercado segue monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos sobre a produção e o transporte global de petróleo.

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Trump abre investigações para substituir tarifas barradas pela Suprema Corte


Donald Trump
Foto: White House

O governo de Donald Trump anunciou novas investigações comerciais contra diversas economias, incluindo China, México e União Europeia, com o objetivo de substituir as tarifas impostas anteriormente pelo presidente e consideradas ilegais pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

As investigações serão conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA aplicar tarifas contra países acusados de práticas comerciais desleais.

Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, as apurações devem se concentrar em políticas e práticas relacionadas ao excesso estrutural de capacidade industrial em setores manufatureiros, que estariam gerando grandes superávits comerciais.

Além de China, México e União Europeia, as investigações também abrangem economias como Japão, Índia, Taiwan, Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Bangladesh e Tailândia. O governo norte-americano não descarta ampliar a lista para outros países.

Autoridades da administração afirmam que, após consultas públicas, audiências e diálogo com parceiros comerciais, os Estados Unidos poderão adotar medidas de resposta, que incluem novas tarifas ou taxas sobre serviços.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as tarifas americanas devem voltar aos níveis anteriores à decisão da Suprema Corte até agosto. Paralelamente, as novas análises comerciais conduzidas pelo governo poderão abrir caminho para outras medidas protecionistas.

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Entenda como a Raízen acumulou R$ 65 bilhões em dívidas e chegou à recuperação extrajudicial


usina de etanol 2G da Raízen
Foto: Raízen/divulgação

A Raízen, uma das maiores empresas de energia e bioenergia do Brasil, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. O processo, protocolado na Justiça de São Paulo na terça-feira (10) , tornou-se o maior caso de reestruturação extrajudicial já registrado no país.

A companhia, controlada pela Shell e pelo grupo Cosan, busca negociar diretamente com bancos e detentores de títulos financeiros para reorganizar parte de suas obrigações e evitar um processo de recuperação judicial tradicional.

Mas como uma gigante do setor sucroenergético chegou a esse nível de endividamento? A resposta envolve anos de expansão acelerada, investimentos pesados e mudanças no mercado de energia.

Expansão agressiva e estratégia de crescimento

A Raízen nasceu em 2011 da união entre Shell e Cosan, com ambição de se tornar uma das maiores empresas integradas de energia e bioenergia do mundo. Desde então, a companhia expandiu operações em diferentes frentes: produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis, logística e novos negócios ligados à transição energética.

Grande parte desse crescimento foi financiada por dívida. Ao longo da última década, a empresa realizou aquisições e ampliou sua presença em novos mercados, estratégia que elevou significativamente o passivo financeiro.

Analistas apontam que o modelo de expansão baseado em capital intensivo pressionou a estrutura financeira da companhia, especialmente em um ambiente de juros elevados e volatilidade no mercado de commodities.

Investimentos pesados na transição energética

Outro fator que contribuiu para o aumento da dívida foram os investimentos em projetos de etanol de segunda geração (E2G) e outras iniciativas voltadas à descarbonização.

Esses projetos fazem parte da estratégia da Raízen de se posicionar na transição energética global, mas exigem grandes aportes de capital e têm retorno mais lento.

Enquanto os projetos ainda amadurecem, a empresa precisa lidar com os custos de financiamento desses investimentos, o que aumenta a pressão sobre o caixa.

Diversificação para além do negócio principal

Além do setor sucroenergético, a Raízen também investiu em áreas que não fazem parte do seu core business.

Entre elas está a expansão da rede de lojas de conveniência Oxxo no Brasil, em parceria com a empresa mexicana Femsa. Embora o projeto tenha potencial de crescimento, ele também demandou capital significativo e ampliou a complexidade financeira do grupo.

A diversificação foi vista inicialmente como uma forma de ampliar receitas, mas aumentou a necessidade de financiamento.

Queda de valor de mercado e pressão financeira

Nos últimos meses, a situação financeira da companhia começou a se deteriorar de forma mais evidente.

As ações da empresa acumularam queda superior a 70% em 12 meses, refletindo a preocupação do mercado com o nível de endividamento e a capacidade de geração de caixa.

Ao mesmo tempo, a empresa passou a enfrentar maior pressão de credores e investidores, o que acelerou as discussões sobre uma reestruturação.

O que significa a recuperação extrajudicial

A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas em dificuldade renegociem dívidas diretamente com credores, sem entrar em recuperação judicial tradicional.

No caso da Raízen:

  • A dívida renegociada soma cerca de R$ 65,1 bilhões.
  • Credores que representam aproximadamente 47% da dívida já aderiram ao plano.
  • A empresa terá cerca de 90 dias para ampliar o apoio e formalizar o acordo.

Importante destacar que o plano não inclui dívidas com fornecedores, clientes ou revendedores, consideradas essenciais para manter a operação da empresa funcionando normalmente.

Próximos passos da empresa

Para melhorar a situação financeira, a Raízen avalia uma série de medidas:

  • venda de ativos e operações fora do foco principal,
  • revisão da estratégia de investimentos,
  • maior concentração em açúcar, etanol e distribuição de combustíveis.

Uma das possibilidades discutidas pelo mercado é a venda da operação na Argentina para levantar recursos e reduzir o endividamento.

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Chuva forte e temporais colocam algumas regiões em alerta nesta quinta-feira


A circulação marítima e sistemas atmosféricos provocam chuva desde as primeiras horas desta quinta-feira (12) em diversas áreas do Brasil, com episódios de moderada a forte intensidade e risco de temporais isolados.

Sul

No litoral do Rio Grande do Sul, a circulação marítima traz chuva moderada a forte desde a madrugada, estendendo-se pela manhã; instabilidades também ocorrem na Serra e no nordeste gaúcho. No litoral do Paraná e em pontos do litoral de Santa Catarina, os ventos marítimos favorecem precipitações que ganham força ao longo do dia. No nordeste paranaense, um cavado em níveis médios e uma baixa pressão no interior mantêm a instabilidade desde cedo.

À tarde, pancadas aumentam em PR, SC e na metade norte e litoral do RS, com chance de temporais no litoral paranaense, litoral norte e interior catarinense. A Campanha Gaúcha tem chuva fraca; nas demais áreas do RS o tempo fica mais firme, com sol entre nuvens. Temperaturas sobem na maior parte do RS e na faixa oeste de SC e PR. O mar segue agitado no litoral gaúcho e rajadas de 40–50 km/h ocorrem no sul, sudeste e litoral do estado.

Sudeste

Influência marítima, cavados em níveis médios, confluência de ventos e aporte de umidade favorecem pancadas de chuva ao longo do dia. Formação de nova baixa pressão entre os litorais de SP e RJ eleva a chance de chuva. Instabilidades moderadas a fortes ocorrem desde cedo em São Paulo, grande parte do Rio de Janeiro, sul/oeste/Triângulo/noroeste/nordeste de Minas e parte do Espírito Santo, com temporais pontuais.

Alerta para acumulados elevados e situação de perigo extremo na Serra Fluminense; risco de temporais em praticamente todo o estado paulista, no RJ, em grande parte do centro-sul e oeste mineiro, e no sul e litoral sul do ES. Nas áreas mais ao norte de MG o tempo fica mais firme. Temperaturas sobem no oeste/noroeste de SP, Triângulo Mineiro, leste e metade norte de MG e do ES. Mar agitado e rajadas até 50 km/h na Região dos Lagos (RJ).

Centro-Oeste Baixa pressão sobre o Paraguai mantém instabilidades desde cedo no sudeste, leste, nordeste e noroeste do MS. Calor e umidade favorecem pancadas no norte e leste de GO e no norte, interior e sul do MT. À tarde, as chuvas ganham força e ocorrem de forma moderada a forte em MT, GO e MS, com risco de temporais em grande parte do sul-mato-grossense, sul/sudoeste e extremo norte de MT, e sul/sudeste/leste de GO. Tempo abafado na região.

Nordeste

A ZCIT contribui para instabilidades desde cedo na faixa litorânea norte. Maranhão, oeste do Piauí e sul da Bahia têm chance de chuva mais forte; no litoral leste as precipitações tendem a ser mais fracas por influência marítima. Ao longo do dia, as pancadas aumentam no MA e permanecem no litoral norte da região. Chuva mais intensa prevista para grande parte do Ceará, oeste e metade norte do Piauí, litoral do RN e da PB, e sul/extremo sudoeste da BA. Faixa litorânea de PE, SE e AL terá chuva moderada. Temperaturas sobem e a sensação fica abafada; rajadas de 40–50 km/h em pontos do litoral do MA, CE e RN.

Norte

Instabilidades fortes desde o início do dia em grande parte de Roraima, interior/oeste/leste do Amazonas, grande parte do Tocantins e Pará, e pontos isolados de Rondônia. A ZCIT mantém o Amapá e o litoral do Pará instáveis desde cedo. Durante o dia chove moderada a forte em AM, RO, AC, AP, TO, RR e PA, com destaque para temporais no Amapá, boa parte do Pará, leste do Amazonas e norte do Tocantins. Sensação de abafamento na região.

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AgroNewsPolítica & Agro

Farsul vê avanço em negociação sobre dívidas rurais


O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, afirmou que representantes do setor produtivo saíram otimistas de reunião realizada na residência oficial do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o dirigente relatou o resultado do encontro com parlamentares e representantes do setor agropecuário.

Segundo Lopes, o presidente do Senado demonstrou conhecimento sobre o conteúdo do Projeto de Lei 5122/2023, que trata da renegociação de dívidas do setor rural. “Pela primeira vez, nossos produtores, nossos sindicatos, nossos presidentes e diretores do sistema Farsul saímos extremamente otimistas. Primeiro, porque o presidente do Senado conhecia na íntegra o 5122, toda a linha do tempo de como ele foi construído, a abrangência, a questão do sistema financeiro e as demais dívidas, prazo, carência e fundo social”, afirmou.

O dirigente também disse que houve compromisso de buscar uma solução para o endividamento no setor. De acordo com ele, “o presidente do Senado assumiu o compromisso conosco de, em dez dias, reunir os líderes das bancadas, o colégio de líderes, junto com o governo, para ter uma solução definitiva abrangendo todas as pontas do endividamento da agricultura familiar, dos médios e dos demais”.

Ainda conforme o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, caso não haja acordo amplo com base no projeto, a proposta poderá avançar no Congresso. “Caso não saia essa solução efetiva com toda essa abrangência baseada no 5122, ele assumiu o compromisso de que vai pautar o projeto ainda no mês de março”, declarou.

Lopes afirmou que o encontro ocorreu no momento em que avançam as atividades agrícolas no estado. “Queria transmitir essa mensagem no início da colheita de arroz, no início da colheita de soja, já quase terminando a colheita de milho, para nossos produtores. Estamos extremamente otimistas e não vamos afrouxar”, disse.

O presidente da entidade também destacou a participação de representantes do governo estadual, do parlamento e de entidades do setor. Segundo ele, “estávamos com o secretário da agricultura, com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), com o nosso parlamento, a nossa bancada e também com o nosso governador. Foi uma maturidade de entidades e da ação coletiva do Executivo e Legislativo na construção dessa solução”.

Ao final da declaração, Lopes afirmou que a expectativa é de avanço nas discussões ainda em março. “Saí esperançoso daqui para termos uma solução definitiva ainda neste mês e fiz questão de fazer esse vídeo para passar aos nossos produtores, aos nossos sindicatos e aos nossos diretores, para que a mensagem seja transmitida a todo o setor produtivo gaúcho”, concluiu.

O Projeto de Lei 5122/2023 prevê medidas como liquidação, anistia, renegociação e concessão de descontos em dívidas de crédito rural para agricultores, pecuaristas, piscicultores, pescadores e carcinicultores, além de alterações em legislações relacionadas ao refinanciamento de débitos do setor.

Clique e confira o vídeo completo

 





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Números do IPCA estão no radar do mercado nesta quinta-feira


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (12), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os mercados globais operaram com cautela diante do conflito no Oriente Médio, que elevou o petróleo em cerca de 4% e reforçou o prêmio geopolítico. Em Nova York, Dow Jones caiu 0,61%, S&P 500 recuou 0,08% e Nasdaq teve leve alta, com dólar fortalecido e DXY acima de 99 pontos.

No Brasil, o Ibovespa subiu 0,28% aos 183 mil pontos, apoiado pela Petrobras, enquanto o dólar ficou estável a R$ 5,15 e juros futuros avançaram. Hoje, atenção ao IPCA no Brasil e, nos EUA, aos pedidos de auxílio-desemprego, balança comercial e dados de fluxo de recursos do Fed.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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