quarta-feira, maio 27, 2026

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Críticas de Trump ao banco central dos EUA acendem alerta na economia, diz especialista



A autonomia dos bancos centrais voltou ao centro dos debates após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar as críticas ao Federal Reserve, que é o banco central norte-americano. No Brasil, o presidente Lula também já fez cobranças públicas ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

O tom do governo Trump contra o presidente do Fed, Jerome Powell, foi elevado nos últimos dias com a cobrança de cortes mais rápidos nos juros e chegando a sugerir, ainda que sem planos concretos, a possibilidade de sua demissão. As declarações causaram instabilidade: bolsas recuaram e o ouro se valorizou – uma resposta clássica à percepção de risco no cenário econômico.

Mas como este tipo de interferência política pode afetar diretamente a economia e a confiança do mercado?

Pressão que gera ruídos

Segundo o economista Caio Augusto Rodrigues, do Terraço Econômico, o cenário evidencia como “a confiança do mercado é sensível a qualquer sinal de ingerência política”. O economista explica que, nos Estados Unidos, mesmo com a autonomia legal do Federal Reserve, “a pressão política gera ruído e pode afetar expectativas econômicas”.

No caso das críticas de Lula ao ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, o especialista aponta que o discurso dos dois presidentes, apesar das diferenças políticas, tem pontos em comum. Durante o mandato de Neto, Lula chegou a atribuir ao patamar elevado dos juros parte da dificuldade de acelerar o crescimento econômico.

“Nesse aspecto, Lula e Trump parecem até combinar o discurso. Ambos usam o Banco Central como alvo quando a economia não responde como gostariam”, afirma.

De acordo com o economista, é natural haver algum nível de atrito entre o governo e o banco central, já que as instituições têm objetivos diferentes. “O Banco Central olha para a estabilidade da moeda no longo prazo, enquanto o governo está preocupado com os resultados imediatos que podem influenciar a reeleição ou a aprovação popular”, explica. 

O problema, segundo ele, é quando essa tensão se intensifica sob líderes com perfil mais “estridente” e que tentam “canetar a lógica”.

O que limita a interferência?

Rodrigues lembra que tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, os bancos centrais têm, por lei, certa independência. Os presidentes indicam os dirigentes das instituições, mas não podem demiti-los a qualquer momento. 

Ele ressalta que a preocupação não é sobre quem está à frente da instituição, e sim sobre sua capacidade de cumprir a função sem interferência. 

“Galípolo [atual presidente do Banco Central] foi tido como ‘pau mandado’ de Lula, mas até agora o Banco Central não tomou nenhuma decisão que confirme essa ideia. Pode ser que ocorra no futuro, mas não aconteceu até o momento”, afirma.

Exemplo na América Latina

Como contraponto, o economista cita o caso do Peru, que enfrentou forte instabilidade política com seis presidentes em seis anos. “Mesmo assim, a política monetária seguiu estável por lá. Isso só foi possível porque o Banco Central manteve sua autonomia, mesmo em meio ao caos institucional.” 

Para ele, o exemplo mostra que, com uma estrutura bem definida, é possível proteger a política econômica dos ruídos da política partidária.



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Método identifica adulteração em cafés usando fotos de celular



O Brasil é o segundo maior produtor mundial de cafés da espécie canéfora (Coffea canephora), também conhecida como robusta e conilon. Agora, o país avança também como referência em inovação científica no setor. Um dos destaques é a pesquisa desenvolvida por Michel Rocha Baqueta durante seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que resultou na criação de um método inovador para autenticar cafés canéforas produzidos por indígenas em Rondônia.

A técnica utiliza imagens captadas por celular comum, acoplado a um dispositivo impresso em 3D que controla iluminação e distância. As fotos revelam características físicas da amostra por meio do sistema RGB (red, green, blue), cujas informações de cor são analisadas por ferramentas de ciência de dados. Após treinar um modelo preditivo com milhares de amostras autênticas e adulteradas, os pesquisadores conseguiram identificar adulterações com precisão de 95%.

“É o uso de machine learning aplicado à autenticação de cafés especiais. O modelo identifica alterações como adição de arábica, borra, casca de café, milho, soja e até semente de açaí torrada”, afirma Baqueta.

A tecnologia é voltada a produtores, certificadoras e exportadores, e pode ser adaptada para outras origens e adulterantes. Segundo a professora Juliana Azevedo Lima Pallone, coorientadora da pesquisa, o método oferece uma alternativa viável ao teste sensorial, que não consegue detectar a procedência geográfica do produto.

Os cafés canéforas indígenas de Rondônia se destacam pelas características únicas, atribuídas ao terroir amazônico e às práticas de cultivo. A tese de Baqueta é a primeira no Brasil a estudar quimicamente cafés produzidos por indígenas, e aponta seu alto potencial para o mercado premium.

O grupo também aplicou técnicas como espectrometria de massas, absorção atômica, ressonância magnética e espectroscopia de infravermelho, sempre aliadas à quimiometria. Com isso, foi possível distinguir cafés canéforas brasileiros entre si e em relação ao arábica, inclusive quando os primeiros são utilizados como adulterantes.

A pesquisa mostra que canéforas especiais do Espírito Santo e da Amazônia podem atingir notas superiores a 80 pontos, segundo a escala da Specialty Coffee Association (SCA), entrando assim na categoria de cafés especiais. Em um mercado pressionado por preços altos e aumento de fraudes, os cientistas alertam para a necessidade de métodos rigorosos de controle e regulamentação.

“Cafés fake, criados a partir de torra de insumos não cafeeiros, têm crescido. É uma ameaça à segurança alimentar e à integridade do setor”, afirma Baqueta.

A inovação reforça o papel do Brasil não apenas como potência produtora, mas também como referência científica no combate a fraudes e valorização da origem dos cafés nacionais.



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Brics devem se manifestar contra o tarifaço de Trump



O encontro de chanceleres do Brics – bloco que reúne as maiores economias emergentes – no Rio de Janeiro, nesta semana, deve resultar em uma declaração, a ser publicada já na segunda-feira (28), condenando a imposição unilateral de tarifas do presidente americano, Donald Trump, em defesa da arquitetura global de multilateralismo, representada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O texto deve ter no máximo cinco parágrafos e não deve citar os EUA, Trump ou a OMC, segundo apuração inicial.

Os encontros ocorrerão amanhã e na terça-feira (29). Amanhã, as reuniões contarão apenas com países membros (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã).

O texto condenando o tarifaço de Trump deverá ser divulgado ao final desse dia



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Frente fria e chuvas intensas marcam a previsão do tempo para a semana



A previsão para a semana entre 28 de abril e 2 de maio aponta um cenário climático variado em todas as regiões do Brasil, conforme análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Sul

Na região, uma frente fria afastada no oceano provoca pancadas isoladas no leste e norte de Santa Catarina e no leste e sul do Paraná. A maior parte do Rio Grande do Sul inicia a semana sem chuva, com temperaturas mais amenas.

Nas áreas de baixada, as mínimas devem girar em torno de 10 ºC, e há chance de geada apenas na Serra Gaúcha e Catarinense, onde os termômetros podem marcar abaixo de 4 ºC.

O tempo mais firme deve favorecer a conclusão da colheita do arroz em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Apenas o oeste gaúcho e os litorais de Santa Catarina e Paraná devem registrar volumes baixos de chuva, entre 5 e 10 milímetros.

Sudeste

O litoral de São Paulo e a capital paulista terão mais nebulosidade e possibilidade de chuviscos. Já no norte do estado, no Triângulo Mineiro, no noroeste e norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de pancadas moderadas a fortes.

No Rio de Janeiro, o sol aparece entre nuvens, com possibilidade de chuva fraca no fim da tarde.

O acumulado da semana deve ficar entre 40 e 50 milímetros no centro-norte mineiro, Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral paulista, favorecendo especialmente os cafeicultores capixabas.

No restante de São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais, a chuva será mais fraca, entre 10 e 15 milímetros, sem grandes impactos nas operações agrícolas.

Centro-Oeste

Instabilidades provenientes do Paraguai devem trazer chuva para Mato Grosso do Sul, especialmente no noroeste e sul do estado, com risco de temporais. Em Mato Grosso e Goiás, pancadas de chuva moderadas a fortes podem ocorrer, com atenção para as capitais Cuiabá e Goiânia.

O centro-norte de Mato Grosso e o nordeste de Goiás devem acumular de 30 a 40 milímetros, favorecendo a manutenção da umidade no solo.

Nas demais áreas da região, os volumes variam entre 5 e 15 milímetros, permitindo o avanço das atividades em campo, como o tratamento fitossanitário do milho segunda safra.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provoca pancadas de chuva no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. O interior da região permanece seco e abafado.

No litoral da Bahia, o alerta é para chuvas volumosas, com acumulados entre 100 e 150 milímetros, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos. No norte do Ceará e Maranhão, as chuvas agrícolas devem alcançar de 30 a 40 milímetros, enquanto no restante do Maranhão, sul do Piauí e interior baiano, os volumes ficam entre 15 e 30 milímetros.

Apesar da melhoria, o cenário ainda exige atenção para armazenamento de água.

Norte

O tempo instável persiste, com sol entre nuvens e alerta de temporais em Manaus, Belém e Macapá. Rio Branco e Porto Velho também devem registrar chuva frequente.

A ZCIT segue ativa, levando volumes de até 100 milímetros para Roraima, noroeste do Pará, Amapá e norte do Amazonas, impactando as atividades em campo.

Acre, Rondônia, o restante do Amazonas, Pará e Tocantins terão volumes entre 30 e 50 milímetros, mantendo a boa umidade para pastagens e cultivos em desenvolvimento.




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Azeite mineiro é reconhecido como um dos 100 melhores do mundo



O azeite Mantikir Summit Premium, produzido pela Vinícola Essenza, em Maria da Fé (MG), foi reconhecido na última como um dos 100 melhores azeites extravirgens do mundo na edição 2025 do Evooleum Top 100, realizada na Espanha. O produto recebeu 93 pontos na avaliação técnica e foi eleito o melhor azeite do Brasil, sendo também o único representante das Américas entre os premiados este ano.

A premiação é promovida pelo Grupo Editorial Mercacei, em parceria com a Associação Espanhola de Municípios Oleícolas (AEMO), e é considerada uma das mais prestigiadas do setor. O concurso reúne amostras de quase mil azeites extravirgens de 26 países, avaliadas às cegas por um júri internacional de 25 especialistas de 11 nações.

O Mantikir Summit Premium é um blend de campo formado pelas variedades arbequina, coratina, grapolo e koroneiki. As azeitonas foram colhidas no final de fevereiro, em altitudes de 1.910 metros nos olivais da vinícola localizados em Maria da Fé. Segundo o produtor Herbert Sales, o diferencial está na colheita manual prematura e na extração cuidadosa em baixa temperatura.

“Realizamos a colheita manual prematura com baixo rendimento, respeitando os índices de maturação e a integridade dos frutos. A extração foi feita com temperatura controlada a 22ºC, o que nos permitiu alcançar um azeite de excepcional qualidade”, disse.

O processo produtivo utiliza a prensagem imediata de azeitonas colhidas em diferentes talhões da propriedade. São necessários, em média, 12 quilos de azeitonas para produzir 1 litro do azeite. O método, segundo o produtor, prioriza a qualidade sensorial e técnica, preservando compostos fenólicos e atributos aromáticos do produto.

O reconhecimento internacional da Evooleum reforça o potencial do Brasil como produtor de azeites extravirgens de alta qualidade. Em 2024, o mesmo rótulo já havia conquistado o título de melhor azeite do mundo na categoria de produção limitada até 2.500 litros, superando marcas tradicionais da Europa e do Oriente Médio.

A edição 2025 da Evooleum destacou azeites de dez países, incluindo China, África do Sul, Grécia, Portugal, Croácia, Turquia, Itália e Espanha — que lidera o ranking com 67 azeites classificados, sendo 43 deles da região da Andaluzia.

O azeite Mantikir Summit Premium tem se consolidado como símbolo da nova geração de azeites brasileiros. Além de impulsionar o reconhecimento internacional do país no setor, o produto destaca o potencial das regiões de altitude de Minas Gerais para a produção de azeites finos e de qualidade superior.



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Biocombustíveis avançam, mas cenário regulatório trava investimentos, diz consultoria


O setor de biocombustíveis registrou um crescimento modesto de 3,4% em 2024, segundo levantamento da Equus Capital. Atualmente, existem 823 empresas ativas no segmento, mas apenas 28 novas aberturas líquidas foram contabilizadas no último ano. Entre elas, estão 2 microempresas, 8 pequenas empresas e 18 médias e grandes.

De acordo com a Equus Capital, a expansão limitada é devida à incerteza regulatória, que ainda afeta decisões de investimento. Segundo Felipe Vasconcellos, sócio da consultoria, o ambiente macroeconômico e regulatório gera cautela entre investidores. “O setor segue com muitas negociações em andamento, mas ainda sem volume expressivo de transações concluídas”, afirma.

O subsetor de fabricação de álcool não registrou novas aberturas líquidas entre microempresas em 2024, mantendo 85 estabelecimentos ativos. Especialistas da Equus apontam que as altas exigências regulatórias, os custos elevados e a concentração de mercado nas grandes usinas dificultam a entrada de novos empreendedores. Já a fabricação de biocombustíveis, como biodiesel e biogás, apresentou crescimento de 7,1%, com o surgimento de duas novas microempresas, impulsionado pela crescente demanda por fontes renováveis.

Entre as pequenas empresas, o estudo destaca que o subsetor de fabricação de álcool teve um avanço de 25%, com oito novas empresas e um total de 40 estabelecimentos ativos. Em contrapartida, a fabricação de biocombustíveis permaneceu estável, com sete empresas.

O desempenho nas médias e grandes empresas também foi moderado. O subsetor de fabricação de álcool cresceu 1,6%, com oito novas empresas, somando 518 estabelecimentos. A fabricação de biocombustíveis registrou um crescimento de 7,5%, com dez novas companhias e um total de 143 empresas ativas.

Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital. Foto: divulgação

Parte desse movimento é atribuído à aprovação da Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de biodiesel no diesel, estimulando investimentos na diversificação da matriz energética brasileira. No entanto, a implementação da lei ainda depende de regulamentações que podem afetar o ritmo de expansão, diz a Equus.

Vasconcellos ressalta que, embora o setor esteja em expansão, os desafios estruturais persistem. “Precisamos de um ambiente mais favorável para novos empreendedores e incentivos que estimulem a inovação e a produção em larga escala”.



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Nova técnica permite colher pinhão em metade do tempo sem perder qualidade


A produção precoce de pinhão por meio da enxertia em araucárias (Araucaria angustifolia) foi validada como alternativa viável pela Embrapa Florestas. Um estudo inédito da instituição, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), concluiu que o pinhão produzido a partir da técnica tem sabor e valor nutricional semelhantes ao obtido por meio do extrativismo em florestas nativas.

A clonagem via enxertia permite a colheita do pinhão entre seis e dez anos após o plantio, um avanço expressivo frente aos 12 a 20 anos exigidos por árvores “tradicionais”. A técnica, que completou dez anos de aplicação na araucária, representa uma oportunidade de diversificação produtiva com retorno econômico mais rápido para os agricultores, além de colaborar com a conservação da espécie.

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Foto: Kátia Pichelli/Embrapa

Segundo o pesquisador Ivar Wendling, da Embrapa Florestas, o sistema ajuda a consolidar uma cadeia produtiva sustentável para o pinhão.

“A produção ainda é baseada em extrativismo, mas com o cultivo precoce podemos reduzir a pressão sobre as florestas e estimular o plantio planejado com retorno financeiro viável”.

Para apoiar produtores interessados, os pesquisadores elaboraram um manual técnico com orientações sobre implantação de pomares, escolha de mudas e práticas de manejo. Um dos principais desafios identificados foi a adaptação das mudas enxertadas, o que exige cuidados específicos desde o planejamento da área até a condução das árvores.

A escolha correta das árvores-mãe e o processo técnico da enxertia são determinantes para o sucesso da produção, além de manter a diversidade genética da espécie, alerta Wendling.

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Foto: Andre Kasczeszen/Embrapa

Pinhão precoce mantém qualidades nutricionais

A Embrapa também analisou o valor nutricional dos pinhões precoces. Os testes compararam amostras in natura e cozidas com as de árvores tradicionais. O resultado confirmou a equivalência nutricional: baixo teor de gordura, boas fontes de carboidratos, proteínas, fibras alimentares e alto valor calórico.

“O estudo mostra que a técnica permite aumentar a oferta do alimento mantendo sua qualidade. Isso pode ampliar o consumo e valorizar o plantio da araucária”, destaca Cristiane Helm, pesquisadora da Embrapa.

Expansão da técnica e geração de renda

O Viveiro Porto Amazonas (PR) foi o primeiro a produzir mudas enxertadas de araucária de forma comercial, utilizando inicialmente matrizes selecionadas pela UFPR e, a partir de 2020, também cultivares registradas pela Embrapa.

“A técnica de enxertia ainda é recente, mas a possibilidade de colher pinhão em menos da metade do tempo empolga os produtores”, afirma Leonel Anderman, gerente do viveiro. Hoje, o viveiro produz cerca de 3 mil mudas por ano.

Além de reduzir a pressão sobre as plantas nativas e permitir colheita em árvores de menor porte — o que ajuda a evitar acidentes —, a prática abre novas possibilidades para o uso do pinhão como matéria-prima na indústria de alimentos sem glúten e produtos regionais de valor agregado.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Puxada pelo etanol, alta nos preços dos combustíveis atinge 21,6% nos…


Em março, entretanto, dados indicaram pequena acomodação, abrangendo diesel, etanol e gasolina comum

Em março de 2025, os preços médios dos combustíveis registraram variações discretas em relação aos valores apurados no mês anterior. A gasolina comum e o etanol apresentaram uma redução média de 0,2% nos respectivos preços, sendo encontradas, respectivamente, por R$ 6,422 e R$ 4,427 por litro. A tendência de queda foi acompanhada pelo diesel (comum e S-10), que ficou marginalmente mais barato (-0,4%). O GNV, em contrapartida, ficou 0,5% mais caro nos postos nacionais, em média.

Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em termos regionais, os preços por litro da gasolina comum apresentaram variações significativas, sendo os maiores valores encontrados no Norte (R$ 6,860) e no Nordeste (R$ 6,479), e os menores no Sudeste (R$ 6,260) e no Centro-Oeste (R$ 6,468). Para o caso do etanol, o quadro é similar, com os preços mais altos em postos do Norte (R$ 5,282) e Nordeste (R$ 4,924), enquanto os menores valores se concentraram nas regiões Sudeste (R$ 4,314) e no Centro-Oeste (R$ 4,427).

Apesar da acomodação na ótica mensal, o cenário ainda é marcado por uma tendência generalizada de aumento nos preços. No acumulado do primeiro trimestre de 2025, em particular, todos os combustíveis estão mais caros para os brasileiros, com o etanol destacando-se com um aumento de 6,3%, seguido pelo diesel, tanto em sua variante comum (+4,8%) quanto S-10 (+4,7%). Na base comparativa dos últimos 12 meses, as altas registradas nos preços médios, além de abrangentes, são bem mais expressivas, sob a liderança do etanol (+21.6%), gasolina comum (+10,3%) e aditivada (+10,1%), diesel comum (+8,5%) e S-10 (+8,4%).

Gasolina x Etanol

De acordo com o Indicador de Custo-Benefício Flex, em março de 2025, o preço médio do etanol correspondeu a 72,3% do valor da gasolina comum, o que, considerando o rendimento dos combustíveis, favoreceu a escolha pela gasolina em diversas regiões.

O patamar acima de 70% favorece a vantagem de preço do etanol sobre a gasolina, tornando o abastecimento com gasolina melhor em termos de custo-benefício. No Ceará, por exemplo, esse indicador correspondeu a 81,9%, tornando a opção fóssil muito mais econômica em relação à alternativa renovável. Em contraste, as variações e níveis de preço por região mostram um cenário um pouco mais favorável para o etanol em postos sediados em São Paulo, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.





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AgroNewsPolítica & Agro

Vibra apresenta portfólio de soluções em energia e tecnologia para impulsionar o agronegócio na Agrishow 2025


A Vibra marcará presença na 30ª edição da Agrishow, de 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Na maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a empresa apresentará um portfólio completo voltado à eficiência operacional no campo.

Pioneira no país no desenvolvimento e na comercialização de um diesel específico para o segmento agro, a Vibra aposta em uma proposta de valor integrada, que une inovação, desempenho e sustentabilidade. Seus diferenciais incluem produtos de alta performance, logística estruturada, oferta de fontes de energia diversificadas, incluindo renováveis, e serviços que otimizam processos, aumentam a produtividade e contribuem para reduzir custos.

“Estar na Agrishow é uma oportunidade estratégica para reafirmarmos nosso compromisso com o agronegócio. Nosso portfólio foi desenvolvido para atender às demandas crescentes do campo. Queremos ser mais do que fornecedores: somos parceiros do produtor rural e das diversas empresas do segmento, contribuindo para o crescimento do setor com inovação, tecnologia e performance”, disse Juliano Prado, Vice-Presidente Executivo de Comercial B2B da Vibra.

Durante a feira, os visitantes poderão conferir de perto as soluções inovadoras que consolidam a Vibra como uma parceira estratégica do agronegócio. Além de apresentar um portfólio robusto voltado à alta performance no campo, a companhia levará à Agrishow a recente mudança da identidade visual de Lubrax, marca de lubrificantes mais lembrada e vendida do Brasil. O rebranding reforça atributos de tecnologia e desempenho, com embalagens totalmente redesenhadas e exclusivas no segmento. A transição para a nova identidade será feita em etapas, com a introdução gradual das embalagens reformuladas e ativações de marca nos próximos meses. Mais do que uma mudança estética, o rebranding integra uma estratégia de negócios robusta, alinhada à visão de futuro da Vibra, que tem nos lubrificantes uma de suas cinco avenidas de crescimento até 2030.

Confira alguns dos destaques que estarão no estande:

Lubrax Top Agro 

A Vibra fará o lançamento da linha Lubrax Top Agro, novo nome do antigo Lubrax Unitractor, na Agrishow. Desenvolvida exclusivamente para o segmento agrícola, a linha integra um portfólio completo de produtos de alta tecnologia e reforça a conexão com o produtor rural, oferecendo lubrificantes de alta performance, durabilidade e tecnologia avançada – características essenciais para enfrentar os desafios dos maquinários agrícolas e do setor sucroenergético brasileiro. 

Carro-chefe da linha, o Lubrax To Agro 10w30 é um lubrificante fruto de avançada tecnologia, projetado para proporcionar maior durabilidade e desempenho aos equipamentos agrícolas. Com propriedades específicas para tratores e equipamentos agrícolas pesados, o produto garante uma lubrificação eficiente mesmo em condições de alta carga e elevadas temperaturas, protegendo os componentes vitais dos maquinários e prolongando sua vida útil.

Seu diferencial é o exclusivo selo de 4000 horas de aprovação por um Original Equipment Manufacturer (OEM), garantindo sua capacidade de preservar suas propriedades de lubrificação e proteção por até 4000 horas de operação contínua, atendendo padrões e requisitos técnicos mais rígidos. 

Linha Lubrax TRM 5 PLUS no maquinário agrícola

A linha Lubrax TRM 5 PLUS foi especialmente formulada para atender às exigências de veículos leves e pesados, como os utilizados no agronegócio. Os óleos lubrificantes para transmissões e eixos exercem um papel fundamental na operação eficiente e duradoura de veículos e máquinas agrícolas.

Desenvolvidos para proteger engrenagens e demais componentes críticos do sistema, esses lubrificantes reduzem o atrito, minimizam o desgaste e garantem o funcionamento suave dos equipamentos, o que se traduz em maior performance, menor incidência de falhas e redução significativa nos custos de manutenção. 

O grande diferencial do Lubrax TRM 5 PLUS está em sua elevada estabilidade oxidativa e térmica, proporcionando um controle de viscosidade até 89% superior ao exigido, mesmo sob condições severas de temperatura, conforme demonstrado no ensaio de estabilidade térmica e oxidativa (ASTM D5704). Para efeito de comparação, um lubrificante convencional da categoria GL-5 apresenta, em média, um intervalo de troca de 40.000 km. Já com o Lubrax TRM 5 PLUS, esse intervalo pode ser estendido para até 240.000 km, ou seja, pode dobrar ou até triplicar a durabilidade, garantindo mais eficiência, menor frequência de manutenção e maior disponibilidade operacional dos equipamentos.

Diesel Vibra Agritop

Já conhecido no segmento agrícola, o diesel Vibra Agritop é o único combustível do mercado desenvolvido exclusivamente para atender às exigências do segmento agrícola. Sua fórmula proporciona mais eficiência, economia e menor necessidade de paradas para manutenção. O produto se destaca pelo seu alto índice de cetano que traz uma combustão mais eficiente, gerando 5% de economia de combustível. Com desempenho superior ao diesel S10 comum, o Agritop também garante 100% de redução de depósitos nos injetores, evitando entupimentos e falhas no sistema de injeção, além de reduzir em até 70% o bloqueio precoce dos filtros, assegurando um fluxo contínuo de combustível e redução de custos operacionais de manutenção. Além disso sua ação antiferrugem, que proporciona 100% de proteção contra oxidação e corrosão de peças metálicas. O diesel Vibra Agritop ainda contribui deixando a operação mais sustentável, com até 39% de redução de emissões de gases poluentes.

Projetado para maximizar a produtividade no campo, o Vibra Agritop é indicado para tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, ceifadeiras e demais equipamentos agrícolas, oferecendo mais força, torque e proteção, inclusive em terrenos difíceis. Seu desempenho se estende também a caminhões e veículos de transporte, garantindo menor consumo, maior vida útil da frota e desempenho eficiente mesmo em longas distâncias. O Agritop também pode ser utilizado em geradores de energia no campo, garantindo funcionamento estável e confiável mesmo em condições adversas, com proteção contínua contra desgaste e corrosão dos motores.

Comerc revoluciona o acesso à energia no campo com tecnologia pioneira

Uma solução pioneira, desenvolvida especialmente para atender às demandas do agronegócio em regiões remotas, será um dos grandes destaques da Comerc, empresa de soluções inovadoras de energia  e descarbonização da Vibra, na Agrishow. Os visitantes também poderão conhecer mais sobre os benefícios da migração, economia e gestão eficiente das suas unidades no Mercado Livre de Energia, além de explorar outras soluções da empresa com benefícios voltados à economia, eficiência e sustentabilidade no setor agro. 

O projeto, realizado em parceria com a Micropower , unidade da Comerc voltada ao modelo de armazenamento de energia como serviço (Battery Storage as a Service – bSaaS), tem o potencial de transformar a matriz energética da fronteira agrícola brasileira. No centro dessa inovação está o sistema de armazenamento de energia por baterias, conhecido como BESS (Battery Energy Storage System). A tecnologia foi desenvolvida para atender propriedades rurais irrigantes com pouco ou nenhum acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN), oferecendo uma solução energética sustentável, confiável e economicamente competitiva. Integrado a fontes renováveis, como a energia solar, o BESS possibilita a irrigação em larga escala mesmo em regiões remotas, ao proporcionar segurança energética, reduzir custos operacionais e mitigar os impactos ambientais da atividade agrícola. Além disso, amplia de forma significativa as oportunidades de expansão produtiva sustentável no campo. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Credicitrus oferece portfólio completo de soluções financeiras na Agrishow 2025 localizado na praça das instituições financeiras



A Credicitrus conta com mais de 170 mil cooperados


Foto: Pixabay

Entre os dias 28 de abril e 2 de maio, a Cooperativa de Crédito Credicitrus, maior cooperativa de crédito do país, estará em Ribeirão Preto/SP para participar da Agrishow 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, com o intuito de apresentar aos produtores rurais suas soluções financeiras confiáveis e inovadoras. Em seu estande de 500 m², situada na praça das instituições financeiras, a equipe de profissionais da Credicitrus oferecerá atendimento consultivo aos produtores cooperados, destacando sua linha de produtos e serviços, com recursos disponíveis para os cooperados para aquisição de insumos, máquinas e implementos, financiamento de veículos leves e pesados e instalação de sistemas de energia fotovoltaica.  

Entre as oportunidades de negócios estão: aquisição de insumos dentro de convênios de intercooperação; custeio agrícola/pecuário; consórcio; máquinas e equipamentos novos; financiamento de veículos; e energia fotovoltaica, que contribuirão para a realização de bons negócios para os produtores cooperados.  “A Agrishow é uma feira importante para nossa Cooperativa, por isso, preparamos condições especiais para que os nossos cooperados possam aproveitar as inovações tecnológicas que trarão incremento para seus negócios. Nossa estratégia visa o desenvolvimento sustentável do cooperativismo brasileiro, de nossos cooperados e de nossa estrutura. Assim, temos a certeza de nossa vocação para cooperar, para empreender, para o agronegócio, para a vida”, ressalta Fabio Fernandes, diretor de negócios da Credicitrus.  

A Credicitrus conta com mais de 170 mil cooperados, estando presente em três estados brasileiros, com 118 unidades físicas, compostas por 106 Postos de Atendimento (PAs) e 12 Escritórios de Negócios, além de 8 Postos de Atendimento Sistêmicos, especializados no atendimento da carteira de grandes negócios, e 1 Posto de Atendimento Digital, com abrangência nacional. “A grande equipe de profissionais especializados em agronegócio conhece o dia a dia do agronegócio, por isso, realiza um atendimento voltado às demandas do produtor cooperado, ou seja, oferece o mais alto padrão de consultoria, para que se prepare adequadamente para o ano-safra 2025/26 que se aproxima”, afirma Fabio.   





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