segunda-feira, março 9, 2026

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O acordo Mercosul-UE virou necessidade estratégica para a Europa


Pacto Verde europeu, importações, UE, Europa, antidesmatamento
Foto: Freepik

A União Europeia inteira agora quer o acordo com o Mercosul por motivos óbvios (évident, obviamente, évidemment). Há 10 anos coordeno um MBA em agronegócio internacional com aulas em Nantes e Paris, e presença constante no Salon du Agriculture. Quando conversamos com os setores do antes e pós-porteiras das fazendas, ou seja, 90% do PIB do agribusiness da França (cerca de 20% do complexo agroindustrial francês é a participação no PIB total do país, porém quando isolamos o dentro da porteira, a agropecuária francesa não ultrapassa 2% do PIB francês), ouvimos dos dirigentes de supply chain, das agroindústrias que processam e agregam valor nas matérias primas agropecuárias que, sim, para o crescimento industrial, comercial e de serviços da própria França precisam contar com suprimentos do Mercosul, hoje em qualidade, disponibilidade e custos fundamentais para a competitividade desse complexo do agronegócio francês.

Porém, as facções polarizadas e com fundamentos ideológicos conduzem os agricultores franceses para as avenidas parisienses contra os demais agricultores do mundo, como os próprios brasileiros, e como eu mesmo já vi, contra também agricultores ucranianos, ou de qualquer país da própria UE onde essas “lideranças” enxerguem a oportunidade de servirem aos seus fins eleitoreiros.

Os governos dos demais países, inclusive agora a própria Itália, está assumindo uma posição positiva para o acordo. Verbas e subsídios robustos e gigantescos que os nossos produtores aqui jamais sonharam de obter já foram prometidos agora como acesso antecipado a fundos agrícolas em montantes do patamar de 45 bilhões de euros mais de US$ 52 bilhões (só isso equivale a cerca de 30% de todas as exportações do agro brasileiro em 2025) e mais de R$ 282 bilhões. Assim a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, prometeu ao lado de outros protecionismos como paridade obrigatória de jamais produtos do Mercosul terem preços inferiores aos europeus, além de protecionismos ambientais.

Acima e além dessa questão em si, agora numa análise apenas fria de cadeias de suprimentos e valor com obviamente indústria, comércio e serviços querendo muito, sim, o acordo, a política Monroe de Trump, América para os norte-americanos, estimulando guerras geopolíticas de domínio de territórios, áreas de influência, também para a China e Rússia, um acordo neste momento União Europeia e Mercosul significaria criar um mercado com o 2º maior PIB do planeta na soma da Europa com Mercosul, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 700 milhões de consumidores e daria efetivamente condições para o sistema do complexo agroindustrial europeu enfrentar seu maior concorrente, os Estados Unidos, bem como explorar os mercados chineses, indianos, asiáticos, Oriente Médio e a própria América Latina.

A agricultura europeia vive uma grave dificuldade de gerar sucessores, e enfrenta consolidação das propriedades. “Europa vazia” uma expressão que ouvimos lá, bem como impossibilidade de competir em escala. Porém possui oportunidades extraordinárias na gastronomia, turismo agrícola, e nos seus incontáveis e encantados “terroir”. A Itália por exemplo domina as mesas do mundo, a França os “spirits” e bebidas sensacionais, a Holanda um poder logístico único, Espanha, Portugal, etc…e cada país europeu tem oportunidades de vendas de originação de valor agregado, Denominação de Origem Protegida (DOP) de cada microrregião, além de turismo agro exponencial. E enquanto editávamos esta coluna recebemos a confirmação que o acordo UE Mercosul foi aprovado na Europa e agora segue para referendo do parlamento europeu.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Sazonalidade invertida: por que o Mercosul é estratégico para o abastecimento da Europa


Foto: Ricardo Stuckert/PR

A lógica é simples, mas poderosa. A Europa está no Hemisfério Norte, onde o inverno é longo, rigoroso e limitante para a produção agrícola. Em muitos meses do ano, o clima reduz drasticamente a oferta local de alimentos frescos, especialmente frutas, hortaliças e produtos mais sensíveis às variações de temperatura e luminosidade.

O Mercosul vive uma realidade oposta. Localizado majoritariamente em região tropical e subtropical, com clima continental e produção distribuída ao longo de todo o ano, o bloco consegue manter oferta contínua de alimentos. Essa diferença entre os calendários agrícolas dos dois hemisférios é chamada de sazonalidade invertida, e ela é um dos maiores trunfos estratégicos do Mercosul no comércio internacional.

Oportunidade natural: produzir quando o outro não consegue

Quando a Europa entra no inverno, o Mercosul está colhendo. Isso permite que produtos do bloco cheguem ao mercado europeu exatamente nos períodos de maior escassez local, ajudando a garantir abastecimento, estabilidade de preços e qualidade ao consumidor.

Essa complementaridade é especialmente clara no caso das frutas, cuja produção depende diretamente do clima e da região. Frutas frescas, tropicais ou de contraestação não competem com o produtor europeu em boa parte do ano, elas completam o que falta. Para a Europa, isso significa acesso a alimentos de qualidade a preços mais acessíveis. Para o Mercosul, significa mercado, escala e previsibilidade.

Não é concorrência direta. É encaixe produtivo.

Mas o acordo não é automático: exige preparo e investimento

Essa grande oportunidade, porém, não se materializa sozinha. A aproximação entre Mercosul e Europa, seja por acordos comerciais ou por integração de cadeias produtivas, obriga os dois blocos a olharem para o futuro.

Do lado europeu, há interesse claro em garantir fornecimento estável e confiável. Do lado do Mercosul, surge o desafio, e a necessidade de investir para ser competitivo em um mercado cada vez mais exigente.

Isso vale especialmente para a indústria. O acordo tende a facilitar a entrada, nos países do Mercosul, de produtos industriais e tecnológicos europeus, com alto nível de inovação. Para competir, as empresas do bloco precisam avançar em:

  • qualificação técnica,
  • tecnologia,
  • processos produtivos,
  • eficiência industrial.

A sinergia que gera desenvolvimento

Esse movimento cria uma dinâmica positiva. A expectativa de implantação e aprofundamento do acordo faz com que ambos os blocos planejem investimentos desde já, entendendo quais setores podem crescer, onde estão as oportunidades e quais ajustes são necessários.

No caso do Mercosul, o ponto central é claro: qualificação e tecnologia. Ao elevar o padrão produtivo, o bloco não apenas mantém sua vantagem natural no campo, como fortalece sua indústria e amplia sua capacidade de competir em produtos de maior valor agregado.

No fim das contas, essa sinergia gera um ciclo virtuoso:

  • o Mercosul oferece produção contínua, clima favorável e escala;
  • a Europa contribui com tecnologia, inovação e mercado consumidor;
  • o resultado é mais investimento, mais desenvolvimento e maior integração econômica.

A sazonalidade invertida não é apenas um detalhe climático. É um ativo estratégico. Quando bem aproveitada, ela transforma diferenças geográficas em vantagem econômica. Mas para que essa oportunidade se consolide, é preciso planejamento, investimento e visão de longo prazo.

Se Mercosul e Europa entenderem essa complementaridade não como disputa, mas como cooperação, o comércio entre os dois blocos deixa de ser apenas troca de produtos — e passa a ser trocar de desenvolvimento, tecnologia e crescimento sustentável.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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AgroNewsPolítica & Agro

Açaí é reconhecido em lei como fruta nacional



Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados


Foto: Divulgação

O açaí passou a ser reconhecido como fruta nacional. É o que determina a Lei 15.330, de 2026, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União. A expectativa é que a lei reforce a identidade do açaí como produto brasileiro e evite a biopirataria. A nova norma teve origem em um projeto de lei do Senado: o PLS 2/2011, do ex-senador Flexa Ribeiro (PA).

Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados (onde tramitou como PL 2.787/2011) no final do ano passado. O texto alterou a Lei 11.675, de 2008, que já reconhecia o cupuaçu como fruta nacional.

Típico da Amazônia, o açaí é o fruto do açaizeiro. Sua polpa é usada como alimento e também em cosméticos. As sementes são usadas no artesanato e como meio de energia, substituindo a madeira. Do caule pode se extrair o palmito, enquanto as raízes podem ser utilizadas como vermífugo.

De acordo com os defensores da iniciativa, a nova lei pode reforçar a identidade do açaí como um produto brasileiro, beneficiando os produtores da Amazônia.

Além disso, eles argumentam que o reconhecimento em lei pode evitar a biopirataria. Em 2003, uma empresa japonesa chegou a patentear o açaí, mas em 2007 o governo brasileiro conseguiu cancelar esse registro.

 





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Brasil ainda tem perdas por abscessos e resíduos de medicamentos na carne; o pode ser feito?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A pecuária no Brasil enfrenta desafios críticos que geram prejuízos milionários e comprometem o acesso a mercados internacionais.

Em entrevista ao Giro do Boi, Carlos Oliveira, médico veterinário e especialista em saúde e bem-estar animal da Friboi, destacou que os principais problemas são os abscessos vacinais e a presença de resíduos de medicamentos acima do limite permitido.

Segundo Oliveira, a manutenção da competitividade do Brasil no setor depende de boas práticas de manejo e do respeito rigoroso aos prazos de carência, evitando o descarte de carne nobre e o embargo de unidades frigoríficas. Atualmente, o Brasil possui três unidades frigoríficas (em São Paulo, Minas Gerais e Goiás) desabilitadas pela China há um ano e meio devido à detecção de Fluazuron.

Confira:

Impactos dos abscessos vacinais

Os abscessos são infecções resultantes de aplicações mal executadas. No frigorífico, eles exigem o “toalete” da carcaça, resultando no descarte de dois a cinco quilos de carne. Caso o abscesso estoure, a contaminação pode inutilizar a carcaça inteira.

A gestão profissional da saúde animal no Brasil deve eliminar o amadorismo, conforme destacado por especialistas. A detecção de substâncias químicas é a forma mais rápida de fechar mercados exigentes, impactando diretamente a exportação da carne brasileira.

Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Defesa Civil de São Paulo emite alerta para chuvas fortes e risco de granizo neste fim de semana


Foto: Pixabay

A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para a ocorrência de chuvas fortes e isoladas em diferentes regiões do estado neste sábado (10) e domingo (11). A previsão está associada à chegada de uma frente fria pela região sul paulista, que pode provocar temporais acompanhados de rajadas de vento e queda de granizo.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi publicado um aviso de Perigo Potencial para todo o estado. O alerta teve início às 10h40 deste sábado e segue válido até 11h de domingo. A previsão indica volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 milímetros ao longo do dia.

Além da chuva intensa, o Inmet alerta para ventos fortes, com rajadas entre 40 e 60 quilômetros por hora, e possibilidade de granizo em pontos isolados. As condições aumentam o risco de transtornos como alagamentos, quedas de galhos e danos à rede elétrica.

Em situações de vento intenso, a orientação é evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, além de reduzir o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante as tempestades.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193. As autoridades recomendam atenção aos avisos meteorológicos e acompanhamento das atualizações ao longo do fim de semana.

Com informações da Agência Brasil.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Entenda o que ainda impede o sucesso do transplante de rim de porco em humanos


Rim; porco; cirurgia
Foto: pixabay

Uma pesquisa liderada por brasileiros, descreve em detalhes as reações do sistema imunológico do primeiro paciente vivo a receber um transplante de rim de porco geneticamente modificado, abrindo caminhos para a busca de terapias que possam evitar a rejeição de órgãos.

O estudo mostra que esse tipo de transplante é viável, mas controlar apenas a rejeição inicial não é suficiente. Mesmo com medicamentos que suprimem o sistema imunológico, a defesa natural do corpo, principalmente células chamadas macrófagos que atacam qualquer ameaça, continua ativa e pode comprometer a sobrevivência do órgão a longo prazo.

Estratégias necessárias

Os cientistas apontam que serão necessárias novas estratégias para alcançar a sobrevivência duradoura e desfechos clínicos favoráveis.

Sugerem combinar terapias direcionadas à imunidade inata dos pacientes e engenharia genética avançada nos porcos doadores, além de prevenir a rejeição precoce mediada por linfócitos T e implementar abordagens de monitoramento mais sensíveis.

O que é e como funciona o xenotransplante

O xenotransplante consiste em transplantar órgãos, tecidos ou células de uma espécie animal (principalmente porcos geneticamente modificados) para humanos. É considerado uma solução promissora para a escassez de órgãos, porém a rejeição tem sido um grande desafio.

O primeiro paciente vivo a receber um rim de porco foi um homem de 62 anos com doença renal em estágio terminal, que passou por cirurgia em março de 2024 no Hospital Geral de Massachusetts, ligado à Harvard Medical School, em Boston.

A equipe foi liderada pelo nefrologista brasileiro Leonardo Riella, um dos autores correspondentes do artigo, publicado nesta quinta-feira (8) na revista científica Nature Medicine. O paciente morreu dois meses depois, a causa provável foi fibrose miocárdica crônica prévia.

Alta demanda

O transplante de rim é o que tem maior demanda no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2025, foram 6.670 cirurgias desse tipo no país.

Além disso, estima-se que entre 10 milhões e 12 milhões de brasileiros tenham alguma doença renal, número que pode aumentar com o envelhecimento da população e de pessoas com diabetes, pressão alta e obesidade.

Em casos mais graves, um tratamento temporário pode ser a diálise, processo artificial para remover resíduos e excesso de líquidos do organismo quando os rins não funcionam adequadamente.

“Para o xenotransplante se tornar uma opção clínica segura e duradoura, não basta controlar apenas a imunidade adaptativa, como fazemos nos transplantes entre humanos. Será necessário também desenvolver estratégias específicas para modular a resposta imune inata”, afirma professor e pesquisador no Hospital Geral de Massachusetts, Thiago Borges.

Olhar múltiplo

Os pesquisadores observaram que na primeira semana após a cirurgia o organismo do paciente reconheceu o órgão transplantado como “estranho” e ativou um tipo específico de defesa chamado rejeição celular, conduzida principalmente por linfócitos T.

Apesar de não haver rejeição grave, a imunidade inata permaneceu ativa, causando inflamação contínua. Fragmentos de DNA do rim no sangue se mostraram um marcador sensível de lesão, permitindo monitorar o órgão sem biópsias.

Os resultados indicam que, mesmo com avanços, os tratamentos atuais ainda não controlam totalmente todas as respostas do sistema imunológico.

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Embrapa lança guia atualizado para fortalecer a produção de amendoim no Brasil


amendoim
Foto: Keyle Menezes/Embrapa

Produtores rurais e profissionais ligados à cadeia produtiva do amendoim passam a contar com um novo guia técnico elaborado pela Embrapa. A instituição disponibilizou uma publicação atualizada sobre o sistema de produção da cultura, com o objetivo de oferecer informações práticas que auxiliem no planejamento, no manejo e na superação dos principais desafios enfrentados pela atividade no Brasil.

O material aborda de forma abrangente todos os elos do sistema produtivo, incluindo ambiente favorável ao cultivo, como clima e solo, escolha de cultivares, produção de sementes, técnicas de plantio, adubação, manejo de plantas daninhas, pragas e doenças, além de orientações sobre colheita, pós-colheita, mercado, comercialização, custos e rentabilidade.

A iniciativa chega em um momento de forte crescimento da cultura do amendoim no país. O Brasil tem registrado avanço expressivo da produção nos últimos anos, especialmente no estado de São Paulo, maior produtor nacional, com expansão também para Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. O aumento da produtividade está associado aos avanços em pesquisa e à maior demanda externa por alimentos ricos em proteína, com estimativas da Conab indicando que a safra 2024/2025 deve superar 1 milhão de toneladas.

A publicação foi desenvolvida por pesquisadores com ampla atuação em melhoramento genético, manejo da cultura e produção de amendoim. A edição técnica ficou a cargo dos pesquisadores da Embrapa Algodão Augusto Costa, Dartanhã Soares e Taís Suassuna. Segundo eles, o desempenho da cultura nas últimas décadas está ligado ao desenvolvimento de cultivares rasteiras, mais adaptadas à colheita mecanizada, e ao aprimoramento do manejo da fertilidade do solo, da nutrição e do controle fitossanitário.

De acordo com os editores, a qualidade do amendoim brasileiro é reconhecida nacional e internacionalmente, especialmente pelas características dos grãos de cultivares alto oleicos e pelos rigorosos protocolos de controle de qualidade, sobretudo na pós-colheita. Rico em óleo, proteínas e vitaminas, o amendoim desempenha papel relevante na segurança alimentar e pode ser cultivado em diferentes condições climáticas, reforçando sua importância como uma das principais leguminosas produzidas no mundo. A publicação está disponível para acesso gratuito no site da Embrapa.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cesta básica fica mais cara em 17 capitais


Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.

A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

Batata tem alta

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.





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Paraná inicia censo inédito para mapear perfil da agricultura orgânica


Orgânicos, agricultura orgânica, alimentos
Foto: Freepik

Líder nacional na produção de orgânicos, com mais de 4.500 agricultores certificados, o Paraná iniciou um censo inédito para mapear o perfil da agricultura orgânica no estado. O levantamento deve ser concluído ainda no primeiro semestre de 2026.

O trabalho é conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Os primeiros dados já foram divulgados e se referem ao Norte Pioneiro do estado.

Diagnóstico detalhado do produtor

A pesquisa envolveu 40 pessoas, entre extensionistas e bolsistas. A partir do cadastro nacional de produtores orgânicos, de janeiro de 2024, foi definida uma amostra de 776 produtores, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5%.

O levantamento mostra que 72% dos responsáveis pelas propriedades são homens e 28% mulheres. A maioria, 75%, reside na área rural. Também foi identificado o envelhecimento do produtor: a faixa etária predominante é acima de 50 anos. Em relação à escolaridade, 50% têm ensino fundamental, 29% ensino médio e 20% ensino superior.

Além do perfil socioeconômico, o censo reuniu informações sobre acesso à assistência técnica, necessidade de crédito, custos de produção, uso de irrigação e estufas, tipos de culturas, renda média e práticas de manejo. Entre os entrevistados, 66% apontaram a saúde da família como principal motivação para atuar na produção orgânica.

Base para políticas públicas

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a iniciativa reforça o protagonismo do Paraná. Ele destacou que a produção orgânica agrega valor, amplia mercados e gera renda, além de fortalecer a sustentabilidade no campo.

Os resultados levaram à ampliação do projeto. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o objetivo é concluir o censo estadual até agosto. Para isso, a Seti vai liberar R$ 550 mil, enquanto o IDR-Paraná aportará mais R$ 300 mil. “A ideia é deixar um legado que ajude o próximo governo a definir diretrizes para a produção orgânica”, afirmou.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, avalia que o diagnóstico também contribui para enfrentar o envelhecimento no campo. Segundo ele, sistemas produtivos mais limpos e rentáveis podem ajudar a manter os jovens na atividade rural e fortalecer a sucessão familiar.

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‘Não está fácil produzir neste momento, por isso, é esperar a colheita para ver os resultados’, aponta Buffon


Reprodução Soja Brasil

No Soja Brasil desta semana, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, foi o convidado para falar sobre a safra de soja e os desafios enfrentados pelos produtores. Anfitrião da Abertura Nacional da Colheita de Soja, Buffon comentou as expectativas para o Tocantins, estado onde o evento será realizado no dia 30 de janeiro, a partir das 8h, em Porto Nacional.

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Ao tratar do cenário em Tocantins, Buffon avaliou que a expectativa é positiva para a colheita, apesar das dificuldades enfrentadas no início do ciclo. “Estamos com uma expectativa boa de colheita. A safra está chegando e os dias de colheita estão próximos. Começamos o ano com um clima um pouco complicado, com pouca chuva no início, mas a partir de dezembro as condições melhoraram bastante”, afirmou. Segundo ele, o momento é de otimismo para que o produtor consiga uma colheita farta.

Ao ampliar a análise para o cenário nacional, o presidente da Aprosoja Brasil destacou que a situação observada no estado se repete em outras regiões do país. “A safra vem correndo dentro da normalidade. No começo foi um pouco turbulenta, também por causa da falta de chuva, mas agora as coisas andam bem. Acreditamos que vamos ter uma boa colheita no Brasil”, disse Buffon.

Apesar do bom desempenho produtivo, Buffon ressaltou que a principal preocupação do setor segue sendo a rentabilidade. “A grande questão desta safra é a rentabilidade do produtor, que precisa melhorar. Não está fácil produzir neste momento. Agora é esperar a colheita para avaliar os resultados”, pontuou.

Durante a entrevista, Buffon reforçou o convite para a Abertura Nacional da Colheita de Soja, que poderá ser acompanhada presencialmente e também pela TV. O evento deste ano terá como tema o papel social da soja. Segundo ele, a cultura vai além da produção agrícola e promove desenvolvimento nas regiões onde está inserida. “Nos estados do Matopiba, por exemplo, é visível a diferença de qualidade de vida entre municípios com e sem soja. Ela transforma a realidade local, fortalece toda a cadeia produtiva e beneficia não só o produtor, mas a sociedade como um todo”, concluiu.

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