quarta-feira, março 11, 2026

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Conselho de Veterinária de SP alerta para doença que afeta gatos; saiba mais


Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil.
Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal na cidade. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e “já representa um impacto significativo na saúde animal e humana”.

Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como “um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil”, informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas.

“Os gatos contraem a doença por inoculação traumática, seja pelo contato com solo – ao cavar – com espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminados, seja pelo contato direto com outros animais doentes, principalmente durante brigas, arranhões e mordeduras, ou, ainda, pelo contato com secreções de lesões cutâneas, considerada a principal via de contaminação”, informa a coordenadora técnica médica-veterinária do conselho, Carla Maria Figueiredo de Carvalho.

Casos confirmados

A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste. Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.

Entre 2022 e 2023, o número de casos confirmados de esporotricose animal no estado aumentou de 2.417 para 3.309.

“Apesar desse crescimento, a notificação da doença em animais ainda não é obrigatória na maior parte do território paulista, o que dificulta a mensuração real do problema e o planejamento de estratégias eficazes de controle”, explica a nota do conselho.

Com o aumento de casos a variante humana da doença passou a ter notificação compulsória desde o primeiro semestre de 2025, mas suas variantes zoonóticas não o tem. O Projeto de Lei n˚ 707/2025, que tramita na Assembléia Legislativa do estado, propõe tornar obrigatória a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados de esporotricose em humanos e animais aos serviços de vigilância epidemiológica estadual. Hoje há orientação para que casos em animais sejam notificados.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção.

“Geralmente, a doença se manifesta inicialmente como um pequeno nódulo indolor que, com o tempo, pode aumentar de tamanho e evoluir para uma ferida aberta. As formas clínicas da esporotricose humana dependem do estado imunológico do paciente e da profundidade das lesões, podendo se apresentar de forma cutânea, atingindo a pele, o tecido subcutâneo e o sistema linfático, ou de forma extracutânea, com disseminação para órgãos como pulmões, ossos e articulações”, explica Carla Maria.

Recomendações

O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas. Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulomões, ossos e articulações.

O conselho também alerta para a importância de tratar animais doentes e evitar seu abandono, quebrando a cadeia de infecções. Gatos com sinais suspeitos devem ser avaliados por médico-veterinário e, sempre que possível, submetidos a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

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Fundesa-RS completa 20 anos e reforça papel estratégico na defesa sanitária animal


Defesa Sanitária
Sede no Parque de Exposições Assis Brasil. Foto: Divulgação/Fundesa-RS

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) fecha 2025 com 20 anos de atuação e foco renovado no fortalecimento da sanidade animal. Criado para dar suporte financeiro ao setor produtivo, o fundo ampliou sua função e passou a atuar de forma estratégica ao lado do Serviço Veterinário Oficial do Estado.

Ao longo dessas duas décadas, o Fundesa se consolidou como instrumento central na prevenção, no controle e na erradicação de doenças que impactam diretamente a produção de proteínas animais no Rio Grande do Sul.

As perspectivas para 2026 foram divulgadas pela assessoria de imprensa, que também listou os principais desafios enfrentados ao longo do ano passado.

Resposta sanitária e atuação em crises

Em 2025, o sistema de defesa sanitária gaúcho foi colocado à prova com o registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial no município de Montenegro. O foco foi controlado e erradicado em poucos dias, sem propagação.

Segundo o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, a resposta rápida demonstrou a organização do sistema sanitário estadual. “A forma como o caso foi conduzido mostrou que o Estado está preparado para enfrentar riscos sanitários cada vez mais complexos”, afirmou.

De acordo com Kerber, o fundo garantiu recursos, equipamentos e materiais para as equipes que atuaram no entorno do foco, atuação reconhecida por órgãos nacionais e internacionais.

Estrutura física e apoio ao produtor

O ano de 2025 também marcou a inauguração da sede própria do Fundesa, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A chamada Casa da Sanidade Animal passou a funcionar como espaço permanente para reuniões, eventos e apoio técnico às cadeias produtivas.

Outro investimento relevante foi a reforma da Supervisão Regional de Santa Rosa, com recursos próximos de R$ 600 mil. O local abriga atividades do Serviço Veterinário Oficial e reforça a presença do sistema sanitário no interior do Estado.

Indenizações e responsabilidade compartilhada

Um dos pilares do Fundesa é estimular a notificação precoce de doenças. Conforme o presidente, a existência de indenizações dá segurança ao produtor para comunicar suspeitas sanitárias sem receio de prejuízos financeiros.

Levantamento do fundo aponta que, nos últimos 16 anos, mais de R$ 54 milhões foram destinados a indenizações na pecuária leiteira. Os recursos têm sido fundamentais no enfrentamento de doenças como tuberculose e brucelose, cuja prevalência atual é de 0,49% do rebanho.

Modernização e próximos passos

Além das emergências sanitárias, o Fundesa teve papel relevante durante as enchentes de maio de 2024. Recursos extraordinários ajudaram a recompor a estrutura do Serviço Veterinário Oficial. Ferramentas digitais, como a Plataforma de Defesa Sanitária Animal, auxiliaram no mapeamento de áreas isoladas.

O fundo também avança em projetos de prevenção, comunicação sanitária e rastreabilidade bovina. A revisão das contribuições, aprovada pela Assembleia Legislativa, entra em vigor em abril de 2026 e busca garantir sustentabilidade financeira frente à crescente pressão sanitária global.

Para 2026, estão previstos novos investimentos em capacitação, tecnologia e infraestrutura, mantendo o foco na proteção da produção animal gaúcha.

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AgroNewsPolítica & Agro

EUA reforça controle sobre terras agrícolas



Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras


Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras
Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras – Foto: Nadia Borges

O governo dos Estados Unidos anunciou um conjunto de medidas para reforçar a segurança nacional a partir do controle sobre terras agrícolas, cadeias produtivas e programas públicos ligados ao setor rural. As ações fazem parte de um plano federal voltado à proteção da produção de alimentos, ao estímulo à inovação doméstica e à redução da influência de países considerados adversários em áreas estratégicas da economia agrícola.

Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras que exigem a declaração de investimentos estrangeiros em terras agrícolas no país. A proposta busca aumentar a transparência, aprimorar a fiscalização e tornar mais eficiente o acompanhamento de aquisições, transferências e participações estrangeiras nessas áreas. O objetivo é fortalecer o monitoramento e a verificação dos dados, além de ampliar a cooperação com órgãos responsáveis por avaliar riscos à segurança nacional em operações envolvendo ativos rurais.

Dados oficiais indicam que entidades ligadas a países adversários controlam atualmente cerca de 277 mil acres de terras agrícolas nos Estados Unidos. Segundo o governo, esse cenário representa riscos para a segurança alimentar, para a integridade das cadeias de suprimento e para a proteção de infraestruturas críticas, incluindo instalações militares.

Outro eixo das medidas envolve mudanças em programas federais de compras e financiamento. O governo decidiu atualizar regras para garantir que benefícios e preferências públicas priorizem produtores e fabricantes nacionais, excluindo empresas e produtos associados a países considerados hostis. Com isso, entidades estrangeiras nessas condições deixam de ser elegíveis a programas de incentivo à produção de bens de base biológica e a linhas de crédito garantidas pelo governo.





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Ciclone extratropical deve provocar ventos acima de 100 km/h no Sul; confira previsão


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Foto: Pixabay

A previsão do tempo entre os dias 5 e 9 de janeiro indica uma semana marcada por contrastes no Brasil, com atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) em grande parte do país e atenção especial para a formação de um ciclone extratropical no Sul no próximo fim de semana.

O cenário combina períodos de chuva volumosa, elevação das temperaturas em algumas áreas e risco de eventos severos, como temporais e ventos fortes.

Confira a previsão por região:

Região Sul

No Sul, a semana começa com chuvas mais fracas no leste e norte do Paraná e no litoral norte de Santa Catarina. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme, sob influência de uma massa de ar seco, com predomínio de sol. A nebulosidade é maior no Paraná e no leste catarinense, e as temperaturas permanecem mais amenas.

O amanhecer desta segunda-feira (5) será frio nos três estados, com mínimas em torno de 10°C em áreas de baixada do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Há risco de geada apenas em pontos da serra catarinense e gaúcha, onde a mínima pode ficar abaixo dos 5°C.

A partir de terça-feira (6), as temperaturas entram em elevação, com máximas acima dos 30°C, favorecendo uma semana mais quente e seca nas áreas produtoras, sem prejuízo às operações em campo.

A mudança ocorre a partir de sexta-feira (9), com a volta da chuva devido a um sistema de baixa pressão no Paraguai, trazendo acumulados entre 20 e 40 milímetros, que ajudam a repor a umidade do solo, mas podem vir acompanhados de temporais. Para o fim de semana, a atenção se volta à formação de um ciclone extratropical, com risco de chuva torrencial, alagamentos e rajadas de vento acima de 100 km/h em áreas produtoras da região.

Região Sudeste

No Sudeste, a ZCAS mantém o tempo instável. Durante a madrugada, chove de maneira moderada a forte em grande parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com risco de temporais. Ao longo do dia, as pancadas continuam.

Em São Paulo, a chuva ocorre de forma moderada a forte no litoral e no leste pela manhã, avançando para áreas do norte do estado ao longo do dia e da tarde, com intensidade fraca a moderada. A semana será mais úmida e com temperaturas mais amenas nos quatro estados, com máximas entre 28°C e 30°C.

O destaque fica para o centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros, aumentando o risco de alagamentos. Em São Paulo, Rio de Janeiro e sul mineiro, as chuvas típicas de verão somam entre 20 e 40 milímetros, mantendo a umidade do solo sem prejudicar os trabalhos em campo.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a ZCAS segue favorecendo o tempo instável em grande parte de Mato Grosso e Goiás, com chuva moderada a forte desde as primeiras horas do dia e chance de temporais. Em Mato Grosso do Sul, as precipitações ocorrem de forma fraca a moderada no norte e leste do estado, principalmente entre a tarde e a noite.

Atenção para as temperaturas elevadas no oeste de MS e sudoeste de MT, onde as máximas podem chegar a 37°C, provocando estresse térmico no gado em confinamento e aumentando o risco de incêndios, já que não há previsão de chuva significativa nessas áreas.
Nas demais regiões de MT e em Goiás, os acumulados ficam em torno de 100 milímetros, beneficiando o desenvolvimento da soja. No centro-leste de MS, as chuvas típicas de verão somam 30 a 40 milímetros, mantendo a boa umidade do solo.

Região Nordeste

No Nordeste, chove de maneira moderada em grande parte da Bahia desde a madrugada. Nas demais áreas, o tempo fica mais firme até o fim da manhã. À tarde, as instabilidades se intensificam e se espalham pelo estado baiano, além do sul do Maranhão e do Piauí.

No oeste de Pernambuco, a chuva ocorre de forma mais fraca, enquanto no restante da região o tempo segue mais aberto. O alerta permanece para o risco de incêndios no agreste nordestino, devido à ausência de chuva e às temperaturas máximas próximas dos 38°C.

A atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) favorece chuva e temporais no sul e oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e sudoeste do Piauí, com acumulados entre 40 e 50 milímetros em cinco dias, contribuindo para a manutenção da umidade do solo.

Região Norte

No Norte, a ZCAS mantém as pancadas de chuva em Rondônia, Acre e Amazonas, com maior intensidade. No sul do Pará, Tocantins e Amapá, as chuvas também podem ser mais fortes. Nas demais áreas, a precipitação é mais fraca, e o sol aparece com mais frequência no noroeste do Pará e em Roraima.

Os acumulados podem chegar a 100 milímetros em cinco dias no Acre, Rondônia, sul do Amazonas, sudoeste do Pará e centro-sul do Tocantins, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos.

Já em Roraima, no centro-norte do Pará e no Amapá, a semana será mais quente e com pouca umidade, com máximas em torno de 36°C e volumes de chuva entre 15 e 20 milímetros, insuficientes para aliviar o calor e mantendo áreas produtoras sob restrição hídrica.

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Brasil abre 525 novos mercados para o agronegócio com potencial de US$ 37,5 bilhões/ano


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O Brasil alcançou no ano de 2025 novos mercados para produtos agropecuários em 58 destinos, que se somam aos 300 obtidos na tua gestão no Ministério da Agricultura, reunindo 82 países.

O recorde consolida as aberturas feitas ao longo dos últimos três anos, com média de 14 processos concluídos por mês. Ao todo, US$ 3,4 bilhões de faturamento foram adicionados à balança comercial brasileira a partir destas aberturas, estima a pasta. Juntos, estes novos mercados têm potencial de incrementar US$ 37,5 bilhões por ano às exportações brasileiras em cinco anos, à medida que o fluxo comercial for intensificado.

Proteínas animais lideram o ranking de novos mercados com 112 processos, seguido por material genético animal com 79 e alimentação para animais com 61. O México foi o campeão com 24 autorizações para produtos do agronegócio brasileiro, conforme dados da plataforma Aberturas de Mercado da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

O ritmo de abertura de novos mercados é considerado robusto pelo mercado. Cada mercado aberto significa a possibilidade de exportar um novo produto por país, para o qual o acesso até então não era permitido – seja por barreiras comerciais ou sanitárias.

As aberturas de mercado não significam comércio imediato, mas sim o entendimento dos governos quanto ao protocolo sanitário para determinada exportação. Após o aval em si, ainda há processos necessários como habilitação de empresas exportadoras, registros e a negociação comercial efetiva, o que geralmente leva de seis meses a um ano para início do fluxo comercial.

Exportações brasileiras atingem recorde em 2025

Abrir novos mercados para produtos agrícolas é fundamental também para a economia brasileira, dada a importância do setor para a balança comercial. De janeiro a novembro de 2025, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram o recorde de US$ 155,25 bilhões, um crescimento de 1,7% em relação a igual período do ano anterior, de acordo com dados da Agricultura. Com isso, o agronegócio foi responsável por 48,8% da pauta exportadora total brasileira no ano.

As aberturas acumuladas até aqui respondem a dois direcionamentos em especial: a necessidade do Brasil de diversificar a pauta exportadora e a demanda de outros países de recorrer ao Brasil para garantir a segurança alimentar e combater a inflação de alimentos, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. “Talvez o Brasil seja uma das poucas regiões no mundo com capacidade de apoiar a segurança alimentar, energética e climática”, comentou Rua, em entrevista recente ao Broadcast Agro.

Setor privado

Para o setor privado, entre os destaques no período estão as autorizações para venda de carne bovina para o México, após 20 anos de negociações, da exportação do algodão brasileiro para o Egito, de sorgo para a China e de carne de frango kosher para Israel – sendo o único país liberado a comercializar frango dentro dos preceitos religiosos judaicos.

Rua destaca que outros 220 mercados foram ampliados no período, por exemplo, com habilitação de maior número de empresas exportadoras, adoção do sistema de pré-listing ou maior número de Estados e regiões que podem acessar determinado mercado. Essas ampliações renderam mais outros US$ 7 bilhões à balança comercial do agronegócio, segundo Rua.

“Colhemos agora os resultados das primeiras aberturas e ampliações realizadas no início de 2023. É um processo de maturação até o alcance do potencial de cada mercado”, pontuou o secretário.

Efeitos do tarifaço

A busca pela diversificação foi perseguida após o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos importados brasileiros a partir de agosto deste ano. A estratégia passou pela busca ativa de mercados a partir dos adidos agrícolas, sobretudo para os setores mais expostos ao mercado americano e para mercados com similaridades de especificidades demandadas pelos Estados Unidos.

O diagnóstico envolveu ainda mercados que o Brasil já exporta, mas com potencial de incremento, caso do café brasileiro na China e na Austrália. “As vendas de produtos agropecuários para os Estados Unidos, que era um grande temor, caíram 4% no acumulado do ano e mesmo assim a balança do setor continua positiva”, observou.

Para o setor de carne bovina, que teve 29 novos mercados abertos no período, sendo 19 concluídas em 2025, as ampliações das possibilidades de exportação contribuíram para minimizar os impactos da sobretaxa dos Estados Unidos sobre as exportações de carne bovina, avalia a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Entre os novos destinos, destacam-se Vietnã, Indonésia e México – este último que passou ocupar o posto de segundo maior comprador da carne brasileira em meio à escalada tarifária dos EUA.

“A diversificação de mercados é essencial para um setor tão produtivo e tão competitivo como é o setor da carne bovina brasileira. Com mais mercados abertos, mais possibilidades, menos dependência de apenas um mercado para a produção brasileira e uma nova perspectiva ao setor. Agora é o momento de consolidação das vendas a estes novos destinos”, destacou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, em entrevista recente ao Broadcast nas Redes.

Novos mercados

Em relação a novos mercados, seguem como prioridades dos exportadores a abertura de mercado do Japão, Coreia do Sul e Turquia para a proteína nacional. O Japão é o mais adiantado, enquanto as negociações com os outros dois países ainda dependem de questões técnicas a serem superadas.

“A nossa grande expectativa é pela abertura do mercado japonês, que é um mercado altamente rentável, basicamente suprido pelo mercado americano e pelo mercado australiano, que hoje não têm a capacidade de suprir o mercado japonês na sua integralidade. Estamos ansiosos para que essa negociação se finalize talvez no início de 2026, mesmo que seja em fases por Estados ou que englobe todo o País”, apontou Perosa.

As aberturas de mercado se tornam ainda mais importantes em uma conjuntura mais complexa com multilateralismo deteriorado, embora os efeitos de redirecionamento de produtos não sejam imediatos, aponta a diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Sueme Mori.

Para Mori, além das negociações bilaterais para aberturas de mercado, é necessário também a ampliar a rede de acordos comerciais dos quais o Brasil participa, sobretudo sob o aspecto tarifário.

“As duas estratégias têm de andar casadas: negociações de aberturas com acordo de protocolos sanitários e acordos preferenciais, os grandes acordos que geram redução tarifária”, comentou Mori. A diretora destaca que, à exceção da Cingapura, o Brasil não possui acordo comercial com nenhum outro país da Ásia, principal mercado para os produtos agropecuários, ou seja, acessa esses mercados sem diferencial tarifário. “É uma região do mundo que possui muitos acordos. Então, é importante que a gente amplie a nossa rede de acordos.

Apesar do recorde em aberturas de mercado, os fluxos comerciais não foram efetivados ainda em sua totalidade. Além das barreiras tarifárias, barreiras comerciais e ambientais travam o acesso do Brasil a inúmeros mercados, mesmo quando os processos sanitários são superados.

“Um exemplo é o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) que deve gerar 90% de desgravação tarifária ao longo dos anos, mas há medidas paralelas como a Lei Antidesmatamento do bloco que pode prejudicar o acesso dos produtos. As duas coisas têm de andar juntas: abertura de mercado pelas negociações fitossanitárias com ações que garantam o acesso efetivo”, observou a diretora da CNA.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Índices europeus sobem após dados de inflação dos EUA e decisão de juros do…


Logotipo Reuters

 

Por Ragini Mathur e Purvi Agarwal e Twesha Dikshit e Utkarsh Hathi

18 Dez (Reuters) – Os índices de ações europeus avançaram nesta quinta-feira, conforme a inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado fortaleceu esperanças de cortes nos juros do Federal Reserve em 2026 e com o Banco Central Europeu (BCE) tendo uma visão mais positiva da economia após manter os juros inalterados.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,96%, a 585,35 pontos, após duas sessões consecutivas de quedas. As principais bolsas regionais registraram alta generalizada.

O BCE manteve as taxas de juros inalteradas e adotou uma visão mais positiva sobre a economia da zona do euro, que tem demonstrado resistência aos choques do comércio global, provavelmente consolidando as expectativas de investidores de que não haverá mudanças nas taxas de juros.

O BCE manteve suas opções em aberto, reiterando que definirá os juros “reunião por reunião” com base nos dados econômicos, após a sugestão da formuladora de política monetária Isabel Schnabel na semana passada de que o próximo passo pode ser um aumento dos juros.

“A declaração de política monetária do BCE não mudou muito. Eles aumentaram as previsões de crescimento econômico e veem uma inflação relativamente baixa, o que é basicamente uma espécie de corte nos juros. Essa é a melhor notícia que se pode receber de um banco central”, disse Steve Sosnick, estrategista-chefe da Interactive Brokers.

Entre os setores europeus, o de bancos subiu 1,1%, revertendo perdas de mais cedo. O setor de serviços financeiros saltou 2,2%. Já o setor de industriais avançou 1,8%.

As varejistas subiram 2,1%, com a H&M em alta de 3,6%. A Nestlé também obteve ganhos.

As empresas de energia subiram 0,7%, com o aumento dos preços do petróleo.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,65%, a 9.837,77 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,00%, a 24.199,50 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,80%, a 8.150,64 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,82%, a 44.463,28 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,15%, a 17.132,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,71%, a 8.128,00 pontos.





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Cerca elétrica: saiba a diferença entre os modelos fixo e móvel


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A cerca elétrica vem ganhando espaço nas propriedades rurais por ser uma alternativa mais econômica, eficiente e prática no controle do rebanho. Em mais um episódio da série “Mitos e Verdades sobre a Cerca Elétrica”, no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Ernesto Coser explica as vantagens e as aplicações de cada modelo.

Segundo Coser, a cerca elétrica fixa é ideal para delimitar grandes áreas e proteger os limites da propriedade. A versão móvel, por sua vez, se destaca pela flexibilidade, sendo a melhor opção para produtores que trabalham com pastejo rotacionado ou integração lavoura-pecuária, onde as divisões precisam ser ajustadas com frequência.

Confira:

Vantagens econômicas

Além de ser mais acessível — custando entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por quilômetro, contra até R$ 20 mil da cerca convencional —, a cerca elétrica permite dividir a fazenda em piquetes menores, o que melhora a eficiência da pastagem.

“Com um bom choque, o animal não força a cerca. Se não força, ela dura mais”, reforça Ernesto.

Isso permite usar a própria mão de obra da fazenda na instalação e manutenção, reduzindo ainda mais os custos operacionais. Na cerca fixa, o ideal é usar arames grossos e isoladores com filtro UV, sempre de plástico virgem para evitar contaminações metálicas que prejudiquem a condução do choque.

Materiais e eficiência

Para a cerca elétrica móvel, o recomendado são os fios eletroplásticos — mistura de fios de plástico com condutores metálicos, preferencialmente alumínio, por sua alta condutividade. “Quanto mais fios metálicos, maior o calibre e melhor o material, mais eficiente será o choque”, destaca Coser.

Ele lembra ainda que os postes também variam conforme o uso: madeira e vergalhão para cercas fixas, e varetas plásticas ou de fibra de vidro para as móveis, facilitando o deslocamento e o uso diário.

Ajuste fino do pastejo

A grande vantagem da cerca móvel é a possibilidade de fazer o ajuste fino do pastejo. Mesmo em piquetes com o mesmo tamanho, há variações na produtividade. “A cerca elétrica móvel permite ler essas diferenças e fazer a gestão mais precisa da área”, afirma o veterinário.

Ao dividir o espaço em faixas menores, o produtor consegue entregar o pasto na altura ideal, melhorar o aproveitamento da forragem e garantir um ganho de peso mais uniforme dos animais. Isso significa mais produtividade com menos desperdício.

Escolha adequada

Na dúvida sobre qual escolher? A recomendação de Ernesto Coser é usar as duas em conjunto, adaptando à realidade da sua propriedade. “São ferramentas diferentes, com propósitos distintos, mas que se complementam. A cerca elétrica é um instrumento de precisão no manejo e pode transformar a eficiência da pecuária.”

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Ataque dos EUA à Venezuela pode gerar impactos no agronegócio?


Os Estados Unidos realizaram ataques contra Caracas, capital da Venezuela, e outros 3 estados do país na madrugada deste sábado. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, por meio de uma publicação em sua rede social. Diante da ofensiva, o governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o território nacional.

No comunicado, Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados durante a operação. Segundo o presidente dos Estados Unidos, ambos foram levados a Nova York a bordo do USS Iwo Jima, um dos navios da Marinha norte-americana. 

A escalada do conflito político e militar levanta incertezas no comércio internacional e pode trazer impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, que mantém relações comerciais com a Venezuela, especialmente no fornecimento de alimentos e insumos agrícolas.

Possíveis reflexos no comércio agrícola

Segundo Frederico Franco, especialista em Auditoria e Compliance e colunista do Agrolink, uma eventual mudança no cenário político venezuelano tende a produzir efeitos diretos sobre o agro brasileiro. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,19 bilhão para a Venezuela, com superávit de US$ 778 milhões, mesmo após uma retração acumulada de 69% nas exportações agrícolas desde 2014.

No curto prazo, avalia o especialista, há risco de paralisação de contratos, cancelamento de embarques e aumento da insegurança quanto ao recebimento. Produtos como açúcar, milho e óleos vegetais podem precisar buscar outros mercados, já bastante competitivos, o que tende a pressionar margens e elevar custos logísticos.

Incerteza financeira e fertilizantes no radar

Outro ponto sensível envolve o aspecto financeiro. A Venezuela acumula uma dívida estimada em R$ 10,3 bilhões com o Brasil, um passivo que se estende há 7 anos e soma cerca de R$ 2,7 bilhões em juros. Com uma possível ruptura institucional, a chance de recuperação desses valores se torna ainda mais incerta.

Além disso, o cenário pode afetar o fornecimento de fertilizantes, já que cerca de 45% das importações brasileiras provenientes da Venezuela correspondem a esse insumo, totalizando US$ 208 milhões em 2023. O tema ganha relevância em um momento de recorde na importação de fertilizantes pelo Brasil.

Petróleo e custos de produção no campo

Os desdobramentos do conflito também podem influenciar o mercado global de energia. A Venezuela exportava cerca de 295 mil barris de petróleo por dia aos Estados Unidos e concentra reservas estimadas em 303 bilhões de barris. Qualquer redução na oferta tende a pressionar os preços internacionais.

Para o agronegócio brasileiro, isso pode refletir no custo do diesel, cujo consumo projetado para 2025 é de 70,5 bilhões de litros, após aumentos acumulados de 57% no diesel e 98% no biodiesel nos últimos 5 anos. Como a variação do petróleo costuma se refletir nos preços das commodities agrícolas, o impacto pode chegar rapidamente aos custos dentro da porteira.

No curto prazo, a avaliação é de que o cenário represente incerteza comercial, risco financeiro e possível aumento dos custos de produção, exigindo atenção redobrada de produtores e agentes do agronegócio brasileiro.





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AgroNewsPolítica & Agro

Técnica inovadora pode reforçar controle de mosquitos



A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mo


A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito
A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito – Foto: Pixabay

Um novo avanço na área de controle de vetores aponta para soluções mais eficientes no combate a doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikunguña. Pesquisadores desenvolveram um método genético que permite diferenciar machos e fêmeas de forma simples e visual, superando limitações operacionais que ainda dificultam programas de liberação controlada de insetos.

O estudo, conduzido na Universidade Hebraica de Jerusalém, apresenta uma linhagem geneticamente modificada do mosquito Aedes albopictus, na qual machos e fêmeas podem ser identificados pela coloração do corpo. A técnica utiliza edição genética para gerar machos com pigmentação escura, enquanto as fêmeas permanecem com coloração clara. Essa distinção visível elimina a necessidade de separação manual baseada no tamanho das pupas, um processo trabalhoso e sujeito a falhas.

A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito, associada ao gene nix, que atua como regulador do sexo. Com isso, os machos recuperam a coloração natural e as fêmeas mantêm o aspecto claro, permitindo a triagem automática ainda nas fases iniciais de desenvolvimento, inclusive no estágio larval.

Além da separação visual, os pesquisadores identificaram um mecanismo adicional de segurança. As fêmeas claras produzem ovos altamente sensíveis à dessecação, que não sobrevivem em ambientes secos, ao contrário dos ovos de mosquitos silvestres. Esse fator reduz o risco de estabelecimento da linhagem modificada no ambiente, mesmo em caso de liberação acidental de fêmeas.

Os testes também indicaram que os machos modificados mantêm comportamento reprodutivo e expressão genética semelhantes aos dos mosquitos naturais, condição essencial para estratégias como a Técnica do Inseto Estéril. Publicado na revista Nature Communications, o trabalho abre caminho para ferramentas mais precisas, seguras e escaláveis no controle genético de mosquitos, com potencial aplicação em programas de saúde pública.

 





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Controle industrial redefine disputa pelas terras raras



Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural


 Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural
Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural – Foto: Canva

A discussão sobre terras raras ganha relevância crescente no cenário econômico global por envolver insumos estratégicos para tecnologia, transição energética e defesa, além de intensificar disputas geopolíticas. Análise de Gilberto Silva, MSc., mestre em Geociências pela Unicamp, mostra que as maiores reservas globais desses metais estão concentradas em poucos países, com ampla liderança da China, seguida por Brasil, Índia e Austrália, dentro de um volume estimado entre 130 e 160 milhões de toneladas.

Os dados indicam que a presença de reservas não garante, por si só, poder econômico ou influência estratégica. O fator determinante está na capacidade de processamento, separação, refino e integração industrial, etapas que definem quem transforma o minério em produtos de alto valor agregado. Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural ao controlar praticamente toda a cadeia produtiva das terras raras, utilizando esse domínio como instrumento de política econômica e geopolítica.

Em contraste, Estados Unidos e outros países ocidentais enfrentam limitações relevantes. Mesmo dispondo de reservas próprias, permanecem dependentes da Ásia para o processamento, o que amplia riscos para suas cadeias industriais e tecnológicas. A escassez, portanto, não está no volume disponível de minério, mas na falta de capacidade industrial viável, eficiente e alinhada a critérios ambientais.

Brasil e Índia aparecem como polos de potencial estratégico. Com grandes recursos geológicos e cadeias produtivas ainda pouco desenvolvidas, os dois países ganham importância no tabuleiro global, atraindo interesse por investimentos diretos e parcerias de longo prazo. Nesse contexto, a disputa pelas terras raras se mostra menos associada à posse dos recursos e mais ao controle do ecossistema industrial que permite transformar essas reservas em poder econômico.

 





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