sexta-feira, março 13, 2026

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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em um estado brasileiro


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um estado na semana de 21 a 27 de dezembro. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 72,03% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4 e a paridade é de 67,23%. 

Preço do etanol sobe em 19 estados e no Distrito Federal

Nesse mesmo período, os preços médios do etanol hidratado subiram em 19 estados e no Distrito Federal (DF), caíram em outros 3 e ficaram estáveis em 3. No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 1,36% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,48 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,42% na comparação semanal, a R$ 4,28 o litro. A maior alta percentual na semana, de 4,15%, foi registrada na Bahia, a R$ 4,77 o litro. A maior queda, de 0,85%, ocorreu no Maranhão, para R$ 4,66 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 5,99 o litro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda sazonal pressiona mercado global de fertilizantes



As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam


As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam
As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes atravessa um período de forte movimentação, marcado por picos sazonais de consumo e por estratégias governamentais voltadas à segurança de suprimento. Segundo a AMR Business Intelligence, a demanda elevada em um dos principais mercados consumidores tem alterado o ritmo de vendas, estoques e decisões de importação, ao mesmo tempo em que acordos internacionais ganham peso no planejamento de médio prazo.

As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam para alcançar quase 6 milhões de toneladas em dezembro, volume que pode configurar um novo recorde mensal, impulsionado pela demanda típica da safra de inverno, conhecida como rabi. O ritmo acelerado de escoamento reduziu os estoques domésticos de 7,1 milhões para 6,3 milhões de toneladas em apenas duas semanas. Esse movimento levou a estatal NFL a antecipar uma licitação de importação para a compra de 1,5 milhão de toneladas, com encerramento previsto para 2 de janeiro. No acumulado do ano, o país, que figura como o maior importador global do insumo, já adquiriu 9,23 milhões de toneladas por meio de leilões internacionais.

Paralelamente, a política externa indiana reforça o papel estratégico dos fertilizantes. O primeiro-ministro Narendra Modi propôs dobrar o fluxo comercial bilateral com a Jordânia para US$ 5 bilhões em cinco anos, colocando o setor como um dos eixos centrais da cooperação, ao lado de energia e defesa. Em encontros de alto nível que contaram com a participação do rei Abdullah II, foram discutidos investimentos na indústria jordaniana para garantir o fornecimento estável de fosfatados à Índia. A iniciativa busca reduzir riscos de oferta em períodos de pico das safras e consolidar um corredor econômico entre o Sul da Ásia e o Oriente Médio.

 





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Agro lidera alta de renda no Brasil e impulsiona recordes do mercado de trabalho, aponta IBGE


trabalhador rural
Foto: Adobe Stock

O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o destaque positivo do mercado de trabalho brasileiro no trimestre encerrado em novembro de 2025. Segundo dados divulgados pelo IBGE, esse grupamento registrou o maior aumento do rendimento médio mensal real em relação ao mesmo período de 2024, com alta de 7,3%, o que representa um ganho de R$ 154 no salário médio dos trabalhadores do setor.

O avanço da renda no agro ocorre em um cenário amplamente favorável para o mercado de trabalho nacional. A taxa de desocupação caiu para 5,2%, a menor da série histórica iniciada em 2012, recuando tanto na comparação trimestral quanto no acumulado de um ano.

Desemprego e ocupação em níveis recordes

O número de pessoas desocupadas caiu para 5,6 milhões, o menor contingente já registrado, com redução de 14,9% em um ano. Em contrapartida, a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, recorde da série histórica, com crescimento de 1,1 milhão de trabalhadores em relação ao mesmo trimestre de 2024.

O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 59,0%, também o maior já observado pelo IBGE.

Renda do trabalho bate novo recorde

Além do desempenho expressivo do agro, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, o maior valor da série histórica, com alta de 4,5% em um ano. A massa de rendimentos, que soma tudo o que os trabalhadores recebem, chegou a R$ 363,7 bilhões, outro recorde, crescendo 5,8% no período.

Na comparação anual, além do agro, também apresentaram aumento significativo de renda os setores de Construção, Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Administração pública e Serviços domésticos.

Informalidade e subutilização em queda

O levantamento mostra ainda que a taxa de informalidade caiu para 37,7%, abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Já a taxa composta de subutilização, que inclui desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, recuou para 13,5%, o menor nível da série histórica.

Para o IBGE, os dados refletem um mercado de trabalho aquecido, com avanço consistente da renda, especialmente em setores ligados à produção e à economia real, como o agro, que segue ganhando protagonismo na geração de renda e emprego no país.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





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Questionar o Banco Central é abrir a porta à instabilidade


juros câmbio
Foto: Agência Senado

Confesso que acompanhei com espanto a iniciativa do Supremo Tribunal Federal, na figura do ministro Dias Toffoli, de convocar uma acareação envolvendo a liquidação do Banco Master, o BRB e do Banco Central do Brasil. Não é um espanto ideológico, nem partidário. É técnico, institucional e, acima de tudo, econômico.

O Banco Central brasileiro tem autonomia legal e constitucional justamente para tomar decisões difíceis. Liquidação bancária não é algo que se faz por vontade política, muito menos por conveniência. É uma medida extrema, usada quando não há mais alternativas, para proteger o sistema financeiro e evitar contágio. Quem acompanha o mercado sabe: não agir costuma custar muito mais caro do que agir.

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No caso do Banco Master, o custo foi alto: cerca de R$ 41 bilhões, arcados pelo Fundo Garantidor de Créditos. É um número que assusta, gera desconforto e naturalmente provoca pressão política. Mas é preciso deixar algo muito claro: custo alto não é sinônimo de erro. Em crises financeiras, a omissão quase sempre cobra uma conta maior no futuro.

E há um exemplo histórico inegável que deveria servir de alerta aos juristas brasileiros. Em 15 de setembro de 2008, o governo dos Estados Unidos decidiu não intervir e deixou o Lehman Brothers quebrar. A decisão foi tratada, à época, como um gesto de disciplina de mercado. O efeito foi exatamente o oposto: ali teve início a maior crise financeira desde 1929. Uma crise cujos reflexos perduram até hoje, com crescimento global fraco, endividamento recorde, distorções nos juros e instabilidade permanente no sistema financeiro internacional. Uma única ação mal conduzida, ou a ausência dela, foi suficiente para contaminar toda a economia mundial.

É por isso que me preocupa profundamente o sinal emitido pela iniciativa do STF. O ministro Toffoli sabe, melhor do que ninguém, que o Supremo não deve substituir o Banco Central em decisões técnicas. Questionar o mérito de uma liquidação bancária é abrir uma porta perigosa: a de submeter decisões prudenciais à lógica política ou à revisão judicial tardia.

Quando isso acontece, o dano vai muito além do caso concreto. O principal ativo de um Banco Central é a credibilidade. E a credibilidade não se reconstrói por decreto. Ela sustenta:

  • o nível do risco-país;
  • o custo da dívida pública;
  • a confiança de investidores;
  • e a avaliação das agências de rating.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando essa acareação ocorre em meio a tentativas de CPI no Congresso e investigações paralelas. O efeito combinado é um só: desgaste institucional. Não se fortalece a economia enfraquecendo quem tem o dever de protegê-la.

Qual é o objetivo final dessa acareação?

Se for apenas confirmar que o Banco Central agiu corretamente, o método escolhido é equivocado e desnecessariamente ruidoso.
Se for abrir espaço para questionar sua autonomia, o risco institucional é sério, e o custo pode ser alto demais.

Um Banco Central que passa a decidir olhando para o retrovisor, com receio de revisões políticas ou judiciais, perde agilidade. E em crises financeiras, o atraso custa bilhões.

O Brasil levou décadas para construir um Banco Central respeitado, previsível e tecnicamente sólido. Colocar essa autonomia em dúvida, mesmo que de forma indireta, é brincar com um pilar central da economia.

E quando esse pilar se enfraquece, a conta não fica no STF, nem no Banco Central.
Ela recai sobre toda a sociedade brasileira.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Tempo instável provoca chuvas fortes e intensas na maioria das regiões no penúltimo dia do ano


Chuva
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A terça-feira (30) será de tempo instável em grande parte do país, com chuvas moderadas a fortes, risco de temporais, rajadas de vento e calor intenso, segundo a Climatempo. Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte entram em atenção para volumes elevados de chuva, enquanto áreas do Nordeste enfrentam tempo mais seco e baixa umidade do ar.

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Sul

O dia começa com chuva intensa no litoral de Santa Catarina e do Paraná, ainda durante a madrugada. No norte do Rio Grande do Sul, a chuva ocorre de forma fraca a moderada, mas pode ganhar força ao longo do dia.

A partir da tarde, instabilidades vindas da Argentina, associadas ao calor e à umidade, favorecem pancadas de chuva moderadas a fortes no Paraná, Santa Catarina e no norte gaúcho, com risco de temporais no extremo norte do RS, em Santa Catarina e no oeste e leste do Paraná. No sudoeste do Rio Grande do Sul, a chuva é mais fraca e, no restante do estado, o tempo segue mais firme.

As temperaturas continuam elevadas, mas o dia fica mais ameno na Serra Gaúcha e Catarinense. Já no sul do Rio Grande do Sul, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, exigindo atenção. Há ainda previsão de rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral norte catarinense e nas faixas litorâneas norte e sul do RS.

Sudeste

O dia começa mais estável na maior parte da região, mas as pancadas de chuva retornam ao longo do dia, principalmente em áreas do leste, sul, interior e litoral de São Paulo, além do centro-sul e oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A partir da tarde, o calor e a umidade, aliados à circulação de ventos em níveis médios e altos da atmosfera, favorecem chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais no sul e Zona da Mata mineira, no sul e interior do Rio de Janeiro e em áreas do litoral norte, leste e sul paulista.
No extremo sul de São Paulo, a situação é de perigo para volumes elevados de chuva.

Até o dia 2 de janeiro, a onda de calor segue atuando em grande parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, mantendo temperaturas elevadas e tempo mais aberto em alguns períodos. A recomendação é reforçar a hidratação e os cuidados com a exposição ao sol.
No litoral entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, as rajadas de vento podem chegar a 50 km/h.

Centro-Oeste

Há chance de pancadas de chuva durante a madrugada no norte e interior de Mato Grosso e no leste de Goiás. Ao longo do dia, uma área de baixa pressão no Paraguai, somada ao calor e à umidade, favorece chuvas moderadas a fortes em Mato Grosso do Sul, com risco de temporais no sul e sudoeste do estado.

Em Mato Grosso e Goiás, a chuva também pode ocorrer de forma mais intensa, especialmente no norte mato-grossense. À noite, as instabilidades diminuem, concentrando-se no norte e sudeste de Mato Grosso, sul de Goiás e sudeste e interior sul de Mato Grosso do Sul.
O calor segue predominando em toda a região.

Nordeste

O tempo permanece mais estável na maior parte da região, com chuva fraca e isolada no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, principalmente no período da tarde, quando as instabilidades aumentam.

No litoral da Bahia, em pontos do Ceará, Rio Grande do Norte e no interior de Pernambuco, a chuva ocorre de forma fraca.
As temperaturas continuam elevadas, e a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas do norte da Bahia, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, Alagoas, Sergipe e interior de Pernambuco.
As rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem a faixa litorânea da região.

Norte

As pancadas de chuva seguem intensas em Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins, grande parte do Pará e oeste do Acre, com risco de temporais, especialmente no leste do Amazonas, sul de Roraima e interior do Pará.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuvas fortes no Amapá, também com risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

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Viu esta? Flor de árvore tóxica é letal para abelhas; plantio é proibido em estado brasileiro


Árvore tóxica
Plantar árvore da espécie “Spathodea campanulata” é proibido desde 2019 em Santa Catarina

Produzir, plantar ou manter a árvore Spathodea campanulata, popularmente conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, é terminantemente proibido em Santa Catarina desde 2019. O tema voltou ao centro do debate após o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançar, em outubro passado, uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os riscos ambientais associados à espécie exótica.

O assunto despertou grande interesse do público. A reportagem sobre o tema, publicada no site do Canal Rural na época, figurou entre os conteúdos mais lidos de 2025, reforçando a relevância do debate sobre preservação ambiental, biodiversidade e legislação ambiental no estado.

Originária do continente africano, a espatódea pode atingir até 25 metros de altura e, por muitos anos, foi amplamente utilizada na arborização urbana de diversas cidades brasileiras, principalmente por seu rápido crescimento e flores vistosas. No entanto, estudos científicos comprovaram posteriormente que a espécie representa uma ameaça direta às abelhas nativas.

Risco para abelhas e para a biodiversidade

De acordo com o IMA, as flores da espatódea possuem toxinas letais que podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem. Ao entrarem em contato com essas substâncias, as abelhas acabam morrendo, o que compromete diretamente a sobrevivência desses insetos.

Além da mortalidade, o impacto se estende ao serviço de polinização, fundamental para a manutenção da biodiversidade e para a produção agrícola. A redução das populações de abelhas afeta o equilíbrio dos ecossistemas e pode gerar reflexos econômicos, especialmente em culturas que dependem da polinização natural.

O que diz a legislação

A proibição está prevista na lei estadual nº 17.694/2019, que determina não apenas o veto ao plantio de novas mudas da espécie, mas também a remoção das árvores já existentes. Conforme a norma, exemplares localizados em áreas públicas ou na arborização urbana devem ser substituídos por espécies nativas.

O descumprimento da legislação pode resultar em multa de R$ 1 mil por planta ou muda produzida, além de outras sanções administrativas. Para o IMA, a lei representa um marco importante na política ambiental catarinense.

Segundo Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e engenheira agrônoma do instituto, a medida fortalece o manejo responsável da flora. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, destacou.

Recomendações e espécies substitutas

Como alternativa à espatódea, o IMA recomenda que a população priorize o plantio de espécies nativas regionais, mais adaptadas ao clima e ao solo de Santa Catarina. Essa escolha contribui para o equilíbrio ecológico, garante segurança à fauna e fortalece os ecossistemas locais.

Entre as espécies indicadas estão:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia) e ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia) e corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis) e caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) e canjerana (Cabralea canjerana).

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AgroNewsPolítica & Agro

A força do manejo biológico no solo produtivo



Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes


Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes
Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes – Foto: Canva

O manejo do solo tem passado por mudanças profundas à medida que soluções biológicas ganham espaço na agricultura moderna, alterando a forma como doenças e produtividade são tratadas no campo. A análise é de George Alves Rodrigues, Líder de Negócios e Desenvolvimento de Mercado, com base em mais de duas décadas de acompanhamento direto de safras e tecnologias agrícolas.

Nesse período, práticas antes vistas com desconfiança passaram a ocupar papel central no planejamento agronômico, especialmente o controle biológico. Entre essas ferramentas, o Trichoderma se consolidou como um dos principais agentes no manejo do solo, deixando de ser tratado como alternativa para se tornar estratégia recorrente em sistemas produtivos de larga escala.

Embora conhecido pela ciência há séculos, o Trichoderma ganhou relevância com o avanço da bioengenharia e das formulações comerciais. Sua atuação vai além do micoparasitismo, pois envolve competição por espaço e nutrientes, dificultando o estabelecimento de patógenos de solo como Fusarium, Rhizoctonia e Sclerotinia. O efeito se estende ao estímulo fisiológico das plantas, com indução de mecanismos de defesa e fortalecimento do sistema radicular.

Em áreas agrícolas com histórico de alta pressão de doenças, o uso do Trichoderma em tratamentos de sementes e no sulco tem mostrado resultados consistentes. Em lavouras de soja no Cerrado, a adoção de um manejo biológico estruturado contribuiu para o controle do mofo-branco e para o aumento do vigor das plantas, refletindo maior tolerância a períodos de estresse hídrico.

A experiência reforça a percepção de que solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes. Enquanto defensivos químicos atuam de forma pontual, o manejo biológico promove equilíbrio e imunidade ao sistema produtivo. O avanço da microbiologia agrícola indica que a atenção à biota do solo será cada vez mais determinante para a competitividade no campo.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Ampliação industrial reforça oferta de soja no Vietnã



Nova planta impulsiona os negócios


Nova planta impulsiona os negócios
Nova planta impulsiona os negócios – Foto: Leonardo Gottems

A ampliação da capacidade de processamento de soja no Sudeste Asiático avança como resposta ao crescimento da demanda por insumos para ração e alimentos, reforçando a segurança de matérias-primas em mercados dependentes de importação. No Vietnã, um novo investimento industrial amplia a oferta local de farelo e óleo, com impacto direto sobre a cadeia de proteína animal e o abastecimento interno.

A Vietnam Agribusiness Ltd., joint venture entre a Bunge Global e a Wilmar International, inaugurou a segunda linha de esmagamento de soja no parque industrial de Phu My 1, com investimento de US$ 100 milhões. A nova unidade adiciona 4 mil toneladas à capacidade diária e eleva o total para 7,8 mil toneladas por dia, somando-se à linha em operação desde 2011. A empresa atua no processamento de oleaginosas voltadas aos mercados de alimentos e nutrição animal.

O complexo industrial ocupa uma área de 11,2 hectares e conta com oito silos de armazenamento, com capacidade total de 120 mil toneladas, equipados com sistemas automatizados de controle de temperatura e umidade. A estrutura integra reaproveitamento de calor, circulação fechada de água e automação contínua para reduzir consumo de recursos e riscos operacionais. Os processos utilizam tecnologias de fornecedores globais e monitoramento por sensores e análise por infravermelho próximo.

Em plena operação, as duas linhas poderão processar até 2,6 milhões de toneladas de soja por ano, gerando cerca de 2 milhões de toneladas de farelo, volume equivalente a aproximadamente 30% da demanda doméstica de ração animal. A produção anual de óleo bruto de soja deve superar 500 mil toneladas, destinadas ao consumo interno e à exportação. O setor pecuário vietnamita cresce entre 3% e 5% ao ano há duas décadas, sustentando a expansão industrial.

 





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Clima abafado traz temporais para quase todo o país; confira a previsão de hoje


frente fria primavera temporais
Foto: Pixabay

O tempo instável e abafado segue reinando em grande parte do país nesta terça-feira (30), trazendo temporais. Confira a previsão:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Tempo segue instável na metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná. As pancadas de chuva começam ainda pela manhã e vão ganhando força até o final do dia. Risco de temporais com fortes ventos e eventual queda de granizo à tarde. Temperaturas não sobem tanto, mas sensação segue sendo de abafamento.

Sudeste

A presença de calor e umidade, além da circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera e da presença de uma área de baixa pressão na costa do estado de São Paulo, favorecem as instabilidades. O dia começa com sol e temperaturas disparam no decorrer das horas. À tarde, as pancadas de chuva começam a se espalhar em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — não se descartam eventuais temporais isolados no leste paulista, zona da mata mineira e interior fluminense.

Centro-Oeste

O tempo segue instável ao longo do dia, mas as pancadas de chuva se mantém irregulares e isoladas, embora possam cair com forte intensidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Campo Grande (MS) tem risco de chuva forte e até temporais. Cuiabá (MT) e Goiânia (GO) têm pancadas isoladas, assim como o Distrito Federal.

Nordeste

A chuva segue no oeste da Bahia, sul do Piauí e no Maranhão — com potencial de fortes pancadas até o final da tarde. Entrada de umidade oceânica pode estimular chuva isolada também na costa leste e até em alguns pontos do agreste sergipano e alagoano.

Norte

Chuva segue forte e em forma de pancadas isoladas no Amazonas, Pará e Tocantins – não sendo descartados eventuais temporais. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue influenciando nas condições sobre o Amapá. Rondônia e Roraima com pancadas isoladas à tarde, enquanto o Acre segue com tempo aberto na maior parte do estado.

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