quarta-feira, março 11, 2026

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Preço do boi gordo inicia janeiro em alta: confira as cotações de hoje


touro boi gordo
Foto: Giro do Boi/ Reprodução

O mercado físico brasileiro do boi gordo inicia a primeira semana útil de janeiro de 2026 com preços maiores.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos retomam as negociações com cotações mais altas por conta do encurtamento das escalas de abate.

“Esse movimento foi bastante perceptível em São Paulo. Vale destacar que a oferta de animais terminados a pasto é pouco representativa neste momento, o que pode dificultar na composição das escalas de abate”, avalia.

Para o especialista, o impacto das salvaguardas anunciadas pela China no último dia 31 de dezembro tende a ser diluído ao longo do ano, com o terceiro trimestre marcando o ponto em que a cota brasileira será totalmente preenchida.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321
  • Goiás: R$ 312,86
  • Minas Gerais: R$ 314,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,50
  • Mato Grosso: R$ 300,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista abre a semana apresentando acomodação em seus preços. De acordo com Iglesias, o padrão de consumo traçado para o primeiro trimestre sinaliza para o consumo amplo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos ovos e embutidos.

Esse movimento é compreensível diante de despesas tradicionais presentes neste período, como IPTU, IPVA, compra de material escolar, entre outros.”

  • Quarto dianteiro: ainda está precificado a R$ 17,85 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,40 por quilo;
  • Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,4045 para venda e a R$ 5,4025 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3950 e a máxima de R$ 5,4525.

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Brasil lança selo que certifica origem e qualidade da pesca artesanal


pesca
Foto: Pixabay

O governo federal instituiu o selo da pesca artesanal no Brasil, uma identificação de origem criada para certificar produtos capturados por comunidades tradicionais e valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras artesanais.

A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Segundo o coordenador-geral de cadeias produtivas, fomento e inovação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Quêner Chaves, o selo é uma garantia que o consumidor está comprando um pescado de qualidade, que cumpre inspeções sanitárias e que respeita o conjunto de normas e regulamentos que tratam da pesca artesanal no país.

Exigências para obtenção do selo

Para solicitar o selo da pesca artesanal, o pescador ou a pescadora precisa ter o Registro Geral da Pesca (RGP) ativo e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). Além disso, é necessário cumprir exigências sanitárias e regulatórias.

Cooperativas e associações também podem solicitar o selo, desde que tenham, em sua maioria, pescadores e pescadoras na composição da diretoria.

Garantia ao consumidor e abertura de mercados

O selo funciona como uma garantia de origem e qualidade para o consumidor final, assegurando que o pescado passou por inspeções sanitárias e respeita as normas da pesca artesanal.

Além disso, a certificação facilita o acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Com o selo, pescadores, cooperativas e associações ganham vantagem em editais de compras públicas, ampliando as oportunidades de comercialização.

O selo também amplia o acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Pescadores, pescadoras, cooperativas e associações que conquistarem a certificação passam a ter uma garantia adicional para participar de editais e acessar esses mercados.

A solicitação do selo é feita por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, e funciona como um facilitador para a comercialização do pescado artesanal.

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Como ficaram as cotações de soja? Saiba os números no Brasil e em Chicago


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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja segue travado nesta segunda-feira (5), sem movimentação consistente de lotes e com preços majoritariamente nominais. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente continua marcado por baixa liquidez e pouca disposição para novos negócios.

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De acordo com ele, o mercado atravessa um momento de transição nas cotações. Ainda há regiões com referências da safra velha, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, enquanto nos portos os preços começam a buscar paridade com a safra nova, que passa a ser tratada como safra atual. A expectativa é de que, com o avanço mais consistente da colheita e maior disponibilidade de produto, ocorra uma inversão completa das referências.

Apesar da alta registrada na Bolsa de Chicago e de momentos de valorização do dólar ao longo do dia, os preços internos seguem pressionados. O analista destaca que a queda recente das cotações tem afastado o produtor, que evita negociar diante de ofertas consideradas muito abaixo do esperado. Com isso, o mercado permanece fraco em volume de negócios e com baixa participação dos agentes.

Mercado físico de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 110,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125,00 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira (5) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após cinco sessões consecutivas de perdas, o mercado apresentou recuperação técnica, impulsionada por compras de barganha e reposicionamento de carteiras por parte dos investidores.

O cenário fundamental, no entanto, segue negativo, diante da expectativa de ampla oferta global. A safra sul-americana se desenvolve de forma satisfatória, indicando produção cheia. Pelo lado da demanda, o mercado segue atento ao ritmo das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, sem novidades relevantes no início da semana.

USDA

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 980.518 toneladas na semana encerrada em 1º de janeiro, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, o volume havia sido de 773.600 toneladas.

Já as exportações líquidas da temporada 2025/26 totalizaram 1,177 milhão de toneladas, enquanto para a safra 2026/27 ficaram em 66,4 mil toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com vencimento em março fecharam com alta de 16,25 centavos de dólar, ou 1,55%, a US$ 10,62 por bushel. A posição maio encerrou o dia cotada a US$ 10,74 1/4 por bushel, com valorização de 15,75 centavos, ou 1,48%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para março subiu US$ 3,90, ou 1,31%, a US$ 299,90 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento em março, fechou a 49,87 centavos de dólar, com ganho de 0,57 centavo, ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,4045 para venda e R$ 5,4025 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3950 e a máxima de R$ 5,4525.

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Entenda como o calor intenso pode impactar a saúde de cavalos de alto rendimento


cavalo, milho, agricultor, freepik
cavalo, milho, agricultor, freepik

O verão impõe cuidados especiais no manejo de cavalos, principalmente daqueles de alto rendimento. Alimentação adequada, hidratação constante e estratégias para reduzir o estresse térmico são fundamentais para garantir a saúde, o bem-estar e o desempenho dos animais em treinamentos e competições.

Criador do Haras Rosa Mystica, Nilson Leite destaca que as altas temperaturas afetam diretamente os cavalos, que são animais de grande porte e sensíveis ao calor. Segundo ele, cada animal reage de forma diferente, o que exige acompanhamento individualizado, especialmente nesta época do ano.

“É importante proporcionar locais com sombra, ventilação e banhos estratégicos. Tem que ter uma atenção bastante grande, porque prevenir vai ser sempre muito melhor do que remediar”, explica Leite.

Alimentação e hidratação

No período mais quente, o manejo alimentar também passa por ajustes. De acordo com Leite, a alimentação deve ser oferecida em horários mais frescos, evitando o pico de calor, para reduzir riscos como cólicas.

Segundo Leite, os animais precisam ter acesso contínuo à água fresca, além de reposição de eletrólitos e vitaminas, principalmente aqueles que suam mais durante o calor intenso.

Genética, manejo e preparação

O Haras Rosa Mystica é reconhecido pela criação e preparação de cavalos de alto rendimento que participam de grandes competições nacionais e internacionais. Animais do criatório já estiveram presentes nos dois últimos Jogos Pan-Americanos e na última Olimpíada, em Paris.

Entre os principais resultados estão títulos como o Grande Prêmio Rolex de Roma, os Grandes Prêmios de Fontainebleau, Hamburgo e Aachen, além de vitórias nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe.

Segundo Leite, o sucesso é resultado de três pilares: genética, manejo e preparação psicofísica. “Apesar de serem animais grandes e fortes, os cavalos são muito sensíveis. É necessário uma preocupação com o seu desenvolvimento psíquico e social, para que ele não tenha nenhum tipo de trauma, nenhum tipo de estresse”, destaca.

No verão, os cuidados são intensificados, com atenção ao resfriamento após os exercícios e à redução da carga de treinos nos dias mais quentes.

“Não exagerar nos treinamentos, principalmente agora no calor. Toda essa preocupação individualizada com o animal é que, na minha opinião, vai fazer com que ele se torne campeão e se desenvolva”, orienta Leite.

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Ciclone se forma no fim de semana e leva chuvas de até 100 mm em apenas cinco dias; saiba onde


Freepik

A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja do país mostra um cenário, em geral, favorável em relação à umidade do solo. Os mapas indicam que grande parte das regiões produtoras apresenta bons níveis de umidade, embora ainda seja necessária a ocorrência de novas chuvas, especialmente nas lavouras do interior de São Paulo, em Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e em áreas do oeste da Bahia.

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Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)

Nos próximos cinco dias, as precipitações devem se concentrar principalmente no Centro-Norte do Brasil, em razão da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O sistema deve provocar volumes entre 50 e 80 milímetros, abrangendo áreas de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Rondônia, favorecendo de forma significativa a reposição hídrica do solo nessas regiões.

Já no Centro-Sul do país, a tendência é de tempo mais firme até o próximo fim de semana. Com a diminuição das chuvas, as temperaturas voltam a subir, o que exige atenção dos produtores, sobretudo nas áreas que ainda apresentam déficit hídrico pontual.

Ciclone extratropical chega no final de semana

A partir do fim de semana, a formação de um novo ciclone deve alterar o padrão atmosférico e trazer chuvas para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. Nessas regiões, os acumulados podem superar 80 a 100 milímetros em um período de cinco dias, contribuindo para a recuperação das lavouras.

11 a 15 de janeiro

No médio prazo, entre os dias 11 e 15 de janeiro, a previsão indica um período mais seco desde Minas Gerais até áreas do interior da Bahia e do Piauí.

Já entre os dias 16 e 20 de janeiro, a tendência é de manutenção das chuvas principalmente sobre o Sul do país, mantendo condições mais favoráveis para as lavouras da região.

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Morre pesquisador do IAC conhecido por consolidar feijão-carioca no Brasil


Luiz D’Artagnan de Almeida, pesquisador do IAC
Foto: Divulgação/IAC

A comunidade científica se despediu, na última sexta-feira (2), do pesquisador aposentado do Instituto Agronômico (IAC), Luiz D’Artagnan de Almeida. Ele teve papel central na avaliação e no lançamento do feijão-carioca, hoje predominante no consumo brasileiro.

Por causa do seu trabalho no setor, o pesquisador ficou conhecido no meio técnico como o “pai do Carioquinha” e recebeu homenagens ao longo da carreira.

Atuação no Instituto Agronômico

Luiz D’Artagnan de Almeida ingressou no IAC em 1967 e atuou no órgão até 2002, quando de aposentou. Durante a trajetória, o pesquisador integrou a antiga Seção de Leguminosas. Nesse período, participou de avaliações agronômicas voltadas ao desempenho produtivo e à adaptação de materiais genéticos.

O trabalho técnico contribuiu para decisões institucionais sobre o avanço da variedade no sistema produtivo paulista.

Avaliação do material carioca

O feijão-carioca teve origem a partir de grãos enviados ao IAC em 1966. O material foi encaminhado pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe de uma Casa da Agricultura da CATI.

As análises iniciais ficaram a cargo de Luiz D’Artagnan de Almeida, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. O grupo avaliou características agronômicas e aspectos culinários do material.

Os resultados indicaram potencial de adoção. A partir dessas avaliações, o feijão avançou para etapas formais de validação.

Lançamento e consolidação

Em 1969, a variedade carioca foi oficialmente lançada. D’Artagnan assumiu a responsabilidade direta pelo processo. O material passou a integrar o projeto de produção de sementes básicas da CATI.

Na década de 1970, o IAC estruturou o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca se consolidou como padrão no mercado.

Com o avanço da adoção, o feijão-carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional. O resultado alterou o perfil produtivo da cultura no país.

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Ação dos EUA na Venezuela pode afetar investimentos da China no Brasil, avalia especialista


A captura de Nicolás Maduro e a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela elevaram o nível de alerta na América Latina e reacenderam o debate sobre os limites do direito internacional, os interesses geopolíticos e os efeitos econômicos do movimento liderado por Donald Trump. O presidente norte-americano afirmou que os EUA pretendem assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.

Para analisar os desdobramentos políticos e econômicos da ação, o Canal Rural ouviu o professor Marcos Vinícius de Freitas, especialista em relações internacionais, e o comentarista Miguel Daoud.

Direito internacional condena a ação, diz especialista

Do ponto de vista jurídico e diplomático, Marcos Vinícius de Freitas afirma que a intervenção norte-americana fere princípios básicos do direito internacional. Segundo ele, a retirada forçada de um chefe de Estado configura interferência direta em assuntos internos de outro país.

“O direito internacional é muito claro ao condenar esse tipo de ação. Desde 1945, a Carta das Nações Unidas estabelece que o uso da força só é permitido em legítima defesa ou com autorização do Conselho de Segurança”, explicou. Para o professor, é difícil não classificar o episódio como um ato de guerra.

Freitas ressaltou que a crítica à ação não significa apoio ao governo Maduro. “Não se trata de concordar com os erros e problemas causados por Maduro ou Chávez, mas de reconhecer que existem regras que organizam as relações entre os Estados”, afirmou.

Comunidade internacional dividida

Na avaliação do especialista, a reação global ao episódio pode ser dividida em quatro grupos. Há países que apoiam abertamente os EUA por interesses econômicos ou militares, como Argentina e Israel. Um segundo grupo é formado por países “temerosos”, especialmente na Europa, que criticam a ação, mas evitam confronto direto por receio de perda de investimentos ou impactos em outros conflitos, como o da Ucrânia.

Há ainda os países “eloquentes”, que condenam publicamente a intervenção, mas têm pouca capacidade de alterar o cenário, como Brasil, Chile, México e Espanha. Por fim, existem os opositores, como Rússia e Irã, que rejeitam a ação, mas também enfrentam desgaste internacional por intervenções passadas.

Petróleo é fator central, avalia Miguel Daoud

Na análise econômica, Miguel Daoud destacou que o petróleo é um dos principais motores da decisão de Trump. “A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do planeta, e isso pesa muito”, afirmou.

Segundo o comentarista, a estatal venezuelana possui cerca de 35 mil poços de petróleo, mas apenas cerca de 5 mil estão em operação. “Com investimentos relativamente baixos, entre US$ 200 mil e US$ 500 mil por poço, é possível recuperar a produção rapidamente por meio de sistemas de injeção de água”, explicou. O petróleo venezuelano é pesado e tem grande uso na produção de diesel e asfalto, o que aumenta seu valor estratégico.

Daoud ponderou, no entanto, que a captura de Maduro não significa uma mudança real de regime. “Não houve uma transição democrática. O que existe é um acordo com o grupo que controla o petróleo no país para permitir a continuidade da exploração pelos Estados Unidos”, afirmou.

China, Rússia e efeitos no mercado global

Marcos Vinícius de Freitas também chamou atenção para os impactos geopolíticos mais amplos. Um deles envolve a China, que ao longo de décadas concedeu empréstimos à Venezuela, pagos com petróleo. A dívida, que já chegou a cerca de US$ 50 bilhões, hoje estaria em torno de US$ 15 bilhões.

Com o novo cenário, a China tende a buscar outros fornecedores. “O petróleo venezuelano é relevante, mas hoje há mais países produtores no mercado. Angola, países do Golfo e até a própria Rússia podem suprir essa demanda”, avaliou.

Outro ponto destacado é a possível redução das exportações russas de nafta, insumo necessário para diluir o petróleo pesado da Venezuela. Nesse caso, os EUA poderiam voltar a fornecer o produto, alterando fluxos comerciais globais.

Preocupações para o Brasil

Para o especialista em relações internacionais, o maior risco para o Brasil está no aumento da presença militar norte-americana na região e na tentativa de afastar países latino-americanos da China. “Isso pode prejudicar investimentos chineses no Brasil e afetar nossa soberania no longo prazo”, alertou.

Freitas concluiu que a situação gera apreensão entre os países vizinhos. “Ninguém gosta de ter como vizinho uma grande potência militar. Isso sempre gera temor e instabilidade”, afirmou.

O tema segue no radar da comunidade internacional e do mercado, diante dos possíveis impactos sobre o petróleo, a geopolítica regional e as relações comerciais globais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Erro de risco expõe limites do crédito no campo



A conta também não fechou do ponto de vista financeiro


Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização
Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização – Foto: Pixabay

O mercado de crédito agrícola passou por uma fase de forte expansão nos últimos anos, impulsionada por expectativas otimistas sobre preços, margens e capacidade de pagamento do produtor rural. Segundo análise de Alexsandro Rebello Bonatto, especialista em Crédito & Trade Finance, esse movimento foi marcado menos por falha de diagnóstico e mais por um erro relevante na calibração do risco envolvido.

Entre 2021 e 2022, o ambiente de commodities valorizadas estimulou o crescimento acelerado de instrumentos como FIAGROs e CRAs, com projeções baseadas no pico do ciclo. A virada ocorreu a partir do fim de 2022, quando a queda nos preços de soja e milho, combinada à manutenção de custos elevados, reduziu drasticamente as margens. Nesse cenário, a inadimplência do crédito rural saltou de 0,59% em janeiro de 2023 para 11,4% em outubro de 2025, evidenciando o descompasso entre expectativa e realidade.

Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização do campo brasileiro, majoritariamente familiar. A exigência de governança corporativa, dados padronizados e compliance rígido encontrou limitações em um universo no qual mais de 99% dos produtores não possuem estruturas compatíveis. A migração do CPF para o CNPJ, estimulada como solução, acabou desincentivada por aumento de carga tributária e custos operacionais, criando barreiras adicionais de transparência.

A conta também não fechou do ponto de vista financeiro. Com a redução do crédito subsidiado, produtores recorreram a linhas de mercado com juros nominais em torno de 15% ao ano e custo efetivo total que podia alcançar 30% ou 40%, cenário incompatível com um setor de margens estreitas e alto risco climático. A pressão se intensificou com o avanço das recuperações judiciais, que mostraram lentidão na execução de garantias e frustração da liquidez esperada.

O ajuste em curso aponta para maior seletividade, foco em governança efetiva, fortalecimento de garantias fundiárias e estruturas com mecanismos de proteção de perdas. O crédito agrícola entra em uma fase mais madura, na qual compreender as particularidades do campo passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do financiamento.

 





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