terça-feira, maio 19, 2026

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Governador de MT firma acordo com a Aprosoja MT de congelamento do valor do…


Diante do cenário de elevação dos custos de produção, das dificuldades mercadológicas e das taxas de juros em patamares proibitivos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem recebido constantes reclamações dos produtores em relação aos aumentos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), decorrentes de sua vinculação ao índice inflacionário. Em virtude disso, a entidade tem buscado, junto ao Governo do Estado de Mato Grosso e à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) medidas que atenuem esse impacto sobre a rentabilidade do produtor rural.

Sensíveis a essa demanda, tanto a ALMT, por meio do presidente, deputado Max Russi, quanto o Governador Mauro Mendes, têm se empenhado em encontrar soluções para evitar um aumento descontrolado dessa contribuição.

Nesta terça-feira (01.07), recebemos a informação de que o Governador encaminhará à Assembleia um projeto de lei que autoriza o congelamento dos aumentos da Unidade de Padrão Fiscal (UPF), impactando diretamente o cálculo do Fethab. Com isso, o compromisso firmado entre o Governador e a Aprosoja MT é de manter o valor congelado até o final do ano, medida que a entidade agradece prontamente.

Agora, a Aprosoja MT espera que a ALMT aprove o projeto, evitando, assim, um efeito inflacionário sobre uma contribuição destinada à melhoria da infraestrutura, mas que não deve, em virtude do descontrole fiscal do país, comprometer a renda do produtor rural.

Confira a sonora do presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber sobre o assunto:

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mercado é incerto frente às tarifas americanas



O anúncio de aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos para o café brasileiro, de 10% para 50%, intensificou as incertezas do setor global da commodity. É isso que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, essa mudança abrupta nas regras comerciais intensificou a instabilidade nos valores externos e internos do grão. Vale lembrar que o Brasil é líder mundial na exportação de arábica. 

Pesquisadores do Cepea destacam, ainda, que o Brasil é origem de cerca de 25% das importações norte-americanas de café. Assim, uma tarifa de 50% se configura como uma grande desvantagem ao produto nacional e gera incertezas quanto ao escoamento da safra brasileira. 

A Colômbia, segunda maior fornecedora aos EUA, permanece isenta de tarifas, enquanto o Vietnã, maior exportador de robusta, até o momento, tem alíquota de 20%. 

Apesar de o Brasil possuir outros mercados, inclusive o doméstico, pesquisadores apontam que será complexo para o país absorver uma possível retração da demanda norte-americana. Isso, dado a importância e o dinamismo da indústria de torrefação dos EUA. 

Dessa forma, pesquisadores do Cepea indicam que o mercado aguarda novos desdobramentos nas negociações comerciais entre os dois países. Até lá, as oscilações nos mercados externos e, por conseguinte, interno, devem persistir.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Impasse sobre tarifaço entre Brasil e EUA pode favorecer setor de carnes da Argentina, avalia Rosgan



A taxação de 50% dos produtos brasileiros pelos EUA pode beneficiar o setor de carnes da Argentina, diz relatório da Rosgan, mercado de gado da Bolsa de Rosário.

Segundo a Rosgan, uma possível disrupção comercial entre Brasil e Estados Unidos geraria um vácuo nesse mercado. Isso poderia representar, por um lado, uma oportunidade para que a Argentina coloque parte de sua produção; mas, por outro lado, também uma ameaça em relação a outros destinos, dada a agressividade com que o Brasil provavelmente buscará realocar seus excedentes no restante do ano, indicou o relatório.

Se forem confirmadas as negociações de um acordo tarifário diferenciado com o governo
argentino por ora, apenas rumores, a possibilidade de conquistar uma maior participação na cota de exportação para o mercado norte-americano permitiria aumentar substancialmente o valor por tonelada exportada, em comparação com o que atualmente é pago pela China, segundo o relatório.

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De acordo com essas informações, com exceção do aço e do alumínio, que manteriam uma tarifa de 50%, a Argentina poderia obter tarifa zero para cerca de 80% de seus produtos exportáveis aos Estados Unidos, incluindo a carne bovina. No entanto, paralelamente, também está sendo considerada uma possível ampliação do contingente de 20.000 toneladas de carne bovina que atualmente entram nesse mercado com tarifa zero, disseram fontes do Rosgan.

Exportação de carnes brasileiras para os EUA pode se tornar inviável

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, disse na terça-feira (15) durante coletiva de imprensa realizada após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e porta-vozes de entidades representativas do agronegócio que os frigoríficos brasileiros estão parando de produzir carne destinada aos norte-americanos, visto que os embarques do setor ao país já são taxados em 36% e uma sobretaxa de 50% tornaria as negociações entre os dois países inviável.

“Cerca de 30 mil toneladas de carne brasileira já estão no porto ou já nas águas em direção aos Estados Unidos, o que representa um total de 150 milhões de dólares a caminho dos Estados Unidos. Estamos negociando com os importadores de lá. Nossa sugestão inicial é de possível prorrogação da taxação porque existem contratos em andamento e não dá tempo de desfazê-los até o dia 1 de agosto [data em que a tarifa começa a valer].”



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Agricultura familiar investe em mirtilo e gestão no Cerrado



A produção de mirtilo no Cerrado brasileiro tem ganhado espaço graças à ousadia de famílias agricultoras que investem em inovação, diversificação e qualificação. É o caso da produtora rural e empresária Leandra Alvarenga, que enxergou no fruto uma oportunidade de unir agricultura familiar e turismo rural.

“O mirtilo, ele exige muito investimento em virtude de ser uma cultura de valor agregado, mas também um potencial de venda e a plantação tem um custo elevado, por ser um fruto, um cultivar diferente da região”, afirma Leandra.

Portanto, diante dos desafios de adaptação e dos altos custos de implantação, a produtora encontrou no apoio familiar e na capacitação empreendedora a chave para tirar o projeto do papel. “Então, ficou meu esposo com o pomar, que ele cuida do pomar, ele sabe como é que o pomar se desenvolve. A minha irmã ficou com o desenvolvimento do fruto, que é desenvolvimento de produtos, beneficiamento do fruto. E eu fiquei na parte de gestão, comunicação mais administrativa”, conta a empresária.

Qualificação foi um divisor de águas

Mesmo sem histórico prévio no setor agropecuário, a família buscou capacitação técnica e empreendedora para enfrentar o desafio. Leandra destaca o papel fundamental do Sebrae nesse processo. “Logo eu procurei o Sebrae e fiz um curso excelente, excepcional, que foi o Empretec. Esse curso abriu a minha mente, abriu a minha visão de negócio, que eu não tinha, eu era totalmente legue em relação ao empreendedorismo.”

Além disso, a metodologia do curso ajudou a estruturar a gestão da propriedade com base em práticas modernas de mercado. “Você já começa a identificar, sabe que você tem que identificar o seu cliente final, e ter um meio de comunicação, uma forma de venda, como que a venda se processa.”

Segundo Leandra, a capacitação trouxe clareza para decisões estratégicas e segurança para seguir investindo. “Então, através desse curso, eu pude identificar o que não pode errar para iniciar um empreendimento. E foi, assim, um divisor de águas”, conclui a empresária e produtora rural.

Agricultura familiar em movimento

Dessa forma, a história da Leandra mostra como a agricultura familiar pode ir além da produção básica, agregando valor, inovação e conhecimento ao campo. O cultivo do mirtilo no Cerrado, associado ao turismo rural e à transformação do fruto, é um exemplo inspirador de como pequenos empreendedores podem transformar realidades por meio da organização, capacitação e visão de futuro



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‘Estamos fazendo isso porque eu posso’, diz Trump sobre tarifaço contra o Brasil



Durante entrevista coletiva na terça-feira (15), o presidente Donald Trump disse que decidiu impor tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros porque “pode fazer isso” e quer “dinheiro entrando” no país. A resposta do republicano veio após ser questionado o motivo de aumentar as tarifas de importação mesmo os EUA tendo superávit na balança comercial com o Brasil

“Estamos fazendo isso porque eu posso fazer. Ninguém mais seria capaz”, disse Trump no gramado da Casa Branca. “Temos tarifas em vigor porque queremos tarifas e queremos o dinheiro entrando nos EUA. Porém, o mais importante não é dinheiro há dois aspectos na tarifas . Há o dinheiro que entra. Outro aspecto é que, em vez de pagar a tarifa, o país ou a empresa construirá nos EUA, fabricará seu produto nos EUA, e isso gera empregos”, acrescentou.

Brasil sob investigação

A pedido de Trump, o governo norte-americano abriu contra o Brasil uma investigação por “práticas comerciais desleais”. O anúncio foi feito na terça-feira (15) por meio de um documento oficial do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês)

“O USTR detalhou as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem a capacidade dos exportadores americanos de acessar seu mercado há décadas no Relatório Nacional de Estimativa de Comércio (NTE). Após consultar outras agências governamentais, assessores credenciados e o Congresso, determinei que as barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil merecem uma investigação completa e, potencialmente, uma ação corretiva”, diz trecho do documento.

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A legislação dos EUA permite que o país adote medidas para tentar corrigir práticas comerciais desleais, como a aplicação de tarifas ou sanções contra o país alvo da investigação. O presidente norte-americano já havia mencionado a investigação na carta em que anunciou a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras.

Para justificar a taxação, o documento mistura alegações comerciais e políticas , incluindo um suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil. No entanto, desde 2009, os EUA tem superávit na balança comercial com o Brasil, de acordo com informações do governo federal.



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Audiência no STF termina sem acordo sobre IOF



Não houve acordo na audiência sobre os decretos das Operações Financeiras (IOF) realizada na terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião foi promovida para acabar com o impasse entre o governo federal e o Legislativo na adoção das medidas que aumentavam as alíquotas do imposto.

A audiência contou com a participação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, representantes do Ministério Público Federal, do Ministério da Fazenda, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Partido Liberal (PL) e do Partido Socialismo e Liberdade (Psol).

Na audiência, o relator do caso, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, perguntou aos participantes se “seriam possíveis concessões recíprocas que pudessem resultar na conciliação”.

A resposta dos presentes foi a de que não haveria acordo: “Apesar da importância do diálogo e da iniciativa dessa audiência, preferiram aguardar a decisão judicial”. A audiência foi solicitada no início do mês por Alexandre Moraes para uma negociação após o Legislativo rejeitar a proposta do Executivo sobre a rearranjo tributário.



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O café deve ficar mais barato



A volatilidade cambial segue como alerta



 A volatilidade cambial segue como alerta
A volatilidade cambial segue como alerta – Foto: Divulgação

O preço do café pode começar a recuar ao consumidor nos próximos meses, impulsionado pelo avanço da colheita no Brasil e pela maior oferta de grãos da variedade robusta. A avaliação é do Itaú BBA, em sua mais recente edição do relatório Visão Agro, que destaca um cenário mais favorável para a indústria após um período de alta nos custos da matéria-prima.

Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira na safra 2025/26 deve atingir 40,9 milhões de sacas de café arábica e 24 milhões de sacas de robusta. Em relação ao ciclo anterior, espera-se queda de 6,4% no arábica e alta de 14,8% no robusta. Com isso, a indústria pode voltar a aumentar a presença do robusta nos blends, movimento limitado nos últimos dois anos pelas quebras de safra no Brasil e no Vietnã.

Com a previsão de maior disponibilidade global, a disputa pela matéria-prima entre exportadores, torrefações e indústrias tende a se reduzir. No entanto, o Itaú BBA chama atenção para a nova legislação europeia antidesmatamento (EUDR), que pode antecipar compras e afetar a dinâmica de oferta.

Nesse contexto, as informações dão conta de que a demanda interna deve se recuperar gradualmente, já que muitos consumidores migraram para cafés mais baratos após sucessivos aumentos. A volatilidade cambial segue como alerta, podendo neutralizar os efeitos da queda nos preços internacionais. Por fim, o relatório destaca que, embora os EUA tenham imposto tarifas ao Brasil, substituí-lo como fornecedor é difícil, dada sua liderança global na produção de arábica.

 





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Negociações acalmam câmbio e bolsa; ouça análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o impacto das tarifas americanas sobre o Brasil e os dados do CPI dos EUA, que vieram ligeiramente acima do esperado.

O dólar caiu a R$ 5,55 com sinalizações de diálogo entre os governos, enquanto o Ibovespa fechou praticamente estável. Juros futuros subiram, pressionados pelo cenário fiscal e pelos Treasuries.

Hoje, destaque para o PPI e a produção industrial americana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Nova frente fria provoca chuva forte e raios; veja a previsão de hoje



Partes do Norte e Nordeste têm condições para pancadas de chuva. No Rio Grande do Sul, uma nova frente fria traz precipitações fortes seguida de raios e ventos. No restante do país, o tempo seco impera. Confira a previsão do tempo para esta quarta-feira (16):

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Sul

O avanço de uma nova frente fria deve favorecer o retorno das instabilidades sobre o Rio Grande do Sul. Ainda cedo, haverá condições para pancadas de chuva com moderada a forte intensidade seguidas por raios e ventos. Santa Catarina e Paraná seguem com predomínio de tempo estável. Entre o norte e noroeste paranaenses, alerta para baixa umidade do ar à tarde.

Sudeste

Todos os estados do Sudeste terão tempo estável nesta quarta-feira. Em São Paulo, leste e litoral, as temperaturas permanecem mais amenas, com dia de céu parcialmente encoberto. No interior paulista, esquenta mais e a umidade relativa do ar segue baixa. Em Minas Gerais, predomínio de sol e temperaturas amenas entre a capital e a faixa leste. Rio de Janeiro e Espírito Santo ainda sob influência dos ventos marítimos e, por conta disso, as temperaturas não disparam.

Centro-Oeste

A exemplo do Sudeste, o tempo continua estável em todos os estados do Centro-Oeste. Destaque para o calor mais intenso entre o norte de Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso. À tarde, a umidade relativa do ar sofre queda acentuada e entra em limiares de atenção.

Nordeste

Entrada de umidade marítima estimula a formação de nuvens carregadas ainda sobre boa parte da costa leste, mas as pancadas de chuva acontecem de formas irregulares durante o dia. No litoral do Maranhão, as precipitações podem cair com moderada intensidade. Sertão e agreste seguem com tempo firme, calor e baixa umidade do ar.

Norte

Aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) espalha as instabilidades no Amapá. Roraima e a metade norte do Amazonas seguem com tempo instável e condições para pancadas de chuva com moderada a forte intensidade. Chove também no norte e litoral do Pará. Demais regiões com tempo firme, com destaque para a continuidade do calor.



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