Com o aumento da frequência das chuvas no Brasil Central, a escolha do proteinado adequado para o período das águas se torna uma decisão estratégica.
O engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, informa que o suplemento deve atuar como apoio ao desempenho do animal, e não como uma “muleta” para corrigir pasto mal manejado ou substituir a falta de forragem.
Confira:
Gracco ressalta que o efeito substitutivo do suplemento no consumo do pasto só começa a ocorrer a partir de 0,3% do peso vivo do animal. A formulação do proteinado das águas deve focar em garantir o aporte de nutrientes que complementem o capim, que se torna mais fibroso e com menor concentração de energia em comparação às primeiras brotações.
Formulação sugerida para proteinado energético
Para uma formulação eficiente, com consumo esperado de 0,3% do peso vivo e 25% de proteína bruta, o agrônomo sugere uma composição flexível, que deve ser adaptada à realidade de custos regionais.
Ele enfatiza que o produtor não deve considerar essa sugestão uma receita fixa, uma vez que a proporção e o tipo de ingredientes devem ser substituídos conforme o preço dos insumos e a disponibilidade na região.
Por isso, a dica mais importante é consultar um nutricionista que conheça a realidade da fazenda. Um profissional qualificado garantirá uma formulação assertiva, que optimize o consumo do proteinado e maximize a eficiência do rebanho, evitando o desperdício.
A capital baiana, Salvador, receberá nos dias 18 e 19 de novembro a 5ª edição do “Madeira Sustentável: O Futuro do Mercado”, um dos eventos mais importantes do setor de base florestal no Brasil.
A iniciativa é promovida pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – Abema, Sebrae Mato Grosso e tem inscrições gratuitas.
No primeiro dia, a programação contará com a Rodada de Negócios, um espaço estratégico para que empresários baianos possam negociar diretamente com os principais fornecedores de madeira do país, fortalecendo as relações comerciais e ampliando as oportunidades para o setor local.
Já no dia seguinte, o evento realizará painéis e debates com especialistas, lideranças do setor e representantes da construção civil e da arquitetura, abordando temas como sustentabilidade, inovação e a importância da madeira como material essencial para um futuro de baixo carbono.
A madeira como aliada da sustentabilidade
Para o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira do Estado da Bahia, Jaime Lorenzo, o encontro será uma oportunidade de esclarecer conceitos e valorizar o papel da madeira na economia verde.
“Infelizmente, ao longo do tempo, o consumo de madeira foi associado, de forma equivocada, à destruição de áreas florestais. O Madeira Sustentável será um espaço fundamental para pacificar esse debate e mostrar que a madeira é, entre todos os materiais de construção, o único efetivamente sustentável, renovável e capaz de manter a floresta em pé quando valorizado de forma correta”, destaca Lorenzo.
Segundo ele, a Bahia é um mercado dinâmico, que consome madeira em todas as camadas sociais e em diversos segmentos da construção.
“A madeira está presente desde projetos de alto padrão, como condomínios, resorts e residências de luxo até construções populares e habitações sociais. Isso exige uma grande diversidade de espécies e produtos para atender às diferentes demandas. Com a expectativa de crescimento da renda nos próximos anos, a procura por madeira deve aumentar ainda mais”, explica.
Lorenzo também ressalta que toda a madeira nativa utilizada no estado tem origem sustentável, proveniente principalmente da região Norte e do Centro-Oeste do Brasil, onde os polos de produção vêm se modernizando e fornecendo não apenas madeira serrada, mas também itens industrializados, ampliando as opções para o mercado baiano.
“O evento será um importante ponto de encontro entre o setor produtivo e as indústrias locais, fomentando negociações, ampliando o uso da madeira e reforçando suas qualidades, como conforto, requinte, segurança e durabilidade nos projetos arquitetônicos e de engenharia”, completa.
Agenda sustentável
O presidente do FNBF, Frank Almeida, reforça que o objetivo do evento é construir uma narrativa baseada em fatos e boas práticas, mostrando que a cadeia da madeira é parte da solução para a conservação ambiental.
“A sociedade precisa compreender que, quando a madeira é manejada de forma sustentável, a floresta ganha valor econômico e se mantém viva. Nosso desafio é compartilhar informações claras, combater preconceitos e mostrar que a madeira nativa brasileira pode ser protagonista em um modelo de desenvolvimento que une conservação e geração de renda”, afirma Almeida.
Ednei Blasius, presidente do Cipem | Foto: Divulgação
Para o presidente do Cipem, Ednei Blasius, o encontro em Salvador amplia o diálogo entre os principais produtores do país e os mercados consumidores.
“O Brasil possui uma legislação ambiental rigorosa, que permite o uso controlado de apenas 20% da área das propriedades na Amazônia, preservando os outros 80%. O manejo sustentável é a maior prova de que é possível produzir mantendo a floresta em pé. O Madeira Sustentável é uma vitrine para esse modelo e uma oportunidade de aproximar os produtores dos profissionais da construção civil, fortalecendo a confiança no uso da madeira”, destaca Blasius.
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Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde – Foto: Joaquim Bezerra
O uso de mixes de plantas, combinações planejadas de diferentes espécies, vem se consolidando como uma ferramenta essencial para solos mais férteis, produtivos e sustentáveis, com aplicações tanto na agricultura quanto na pecuária. A prática auxilia na recuperação de áreas degradadas, na cobertura vegetal e na produção de forragem de alta qualidade, fortalecendo a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.
Entre os principais benefícios está a conservação do solo. Combinar espécies favorece a descompactação das camadas subsuperficiais, aumenta a matéria orgânica e melhora a infiltração e retenção de água. Na produção de forragem, a associação de gramíneas de rápido crescimento com leguminosas de alto valor proteico resulta em pastagens mais nutritivas, digestíveis e produtivas, reduzindo a necessidade de adubação nitrogenada e aumentando a longevidade das áreas cultivadas.
Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde, protegendo o solo contra erosão, controlando plantas daninhas e equilibrando a microbiota. Eles contribuem para o sequestro de carbono e para a manutenção da umidade e da temperatura do solo, reforçando práticas de baixa emissão de carbono e aumentando a resiliência e sustentabilidade dos sistemas agropecuários.
Com a evolução tecnológica, empresas especializadas oferecem mixes industrialmente padronizados, tratados e balanceados, garantindo maior eficiência e assertividade. O portfólio conta com mais de 40 espécies, permitindo combinações adaptadas a diferentes condições de solo, clima e sistemas produtivos. Entre as opções estão SBMix Café, SBMix Cana/Palhada, SBMix Precoce, SBMix Nematoide e SBMix Pastejo, cada uma desenvolvida para atender objetivos específicos de manejo e maximizar benefícios agronômicos.
Na última terça-feira (21), uma operação conjunta entre a Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Cruz Alta e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi/RS), resultou na autuação de um produtor rural no município de Santa Bárbara do Sul. A ação ocorreu após denúncia de descumprimento do vazio sanitário da soja, período determinado para evitar a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática.
Durante a fiscalização, as equipes constataram o cultivo de soja fora da época permitida em uma área estimada de 200 hectares, além do uso irregular de defensivos agrícolas, incluindo substâncias proibidas pela legislação vigente. O produtor foi autuado e terá o prazo legal para apresentar sua defesa junto aos órgãos competentes.
Período do vazio sanitário
O vazio sanitário da soja é uma medida fitossanitária fundamental para o controle da ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura. Ao eliminar plantas vivas de soja por um período determinado, evita-se que o fungo sobreviva e se propague na safra seguinte. Essa ação preventiva é considerada essencial para garantir a produtividade e a sustentabilidade da cultura.
Descumprimento do vazio sanitário
De acordo com a Seapi, o descumprimento do vazio sanitário pode resultar em penalidades severas, com multas que chegam a R$ 200 mil, dependendo da extensão da área e da gravidade da infração. Além das sanções administrativas, o uso de defensivos irregulares também configura crime ambiental, podendo gerar responsabilização criminal ao infrator.
O consumo nos lares brasileiros cresceu 2,79% em setembro em relação ao igual período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na comparação com o mês de agosto, o recuo foi de 0,94%.
Para o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o resultado mensal teve impacto sazonal, já que em agosto houve aumento no consumo no Dia dos Pais. Além disso, o mês de setembro teve um fim de semana a menos do que o anterior.
A Abras mantém a sua projeção de crescimento de 2,7% no consumo dos lares brasileiros em 2025 ante 2024. Para os últimos três meses do ano, haverá impulso na economia com a entrada de recursos extras, como o abono salarial do PIS/Pasep, o programa Gás do Povo e o pagamento do 13º salário.
“Combinado a isso, o consumo deve ganhar ritmo com datas importantes como o Dia do Supermercado, a Black Friday e as festas de fim de ano”, disse Milan em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (23).
Preços
O mês passado também registrou queda em relação a agosto no Abrasmercado – indicador que acompanha 35 produtos de largo consumo. O valor médio da cesta passou de R$ 804,85 em agosto para R$ 799,70 em setembro. Com isso, ficou próximo ao nível registrado em dezembro de 2024, quando a cesta encerrou o mês em R$ 794,56. No acumulado de 12 meses, o indicador apresenta variação de 8,15%.
Segundo a Abras, a baixa nos preços dos itens da cesta reflete a ampliação da oferta no campo. “Clima mais favorável, safras recordes e menor pressão dos preços internacionais contribuíram para conter o avanço dos preços”, apontou Milan.
No recorte de 12 produtos básicos, o preço médio nacional registrou queda de 0,36% em setembro, passando de R$ 348,17 para R$ 346,93. Dentre os itens que compõem esta cesta, apenas óleo de soja e margarina cremosa tiveram alta.
Na análise regional, a maior retração foi observada no Sul do país: 0,74%. A queda foi influenciada por itens como ovos, pernil, arroz, leite e café. Já na região Norte, com queda de 0,31%, houve a menor variação negativa.
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)avaliou como positivo o anúncio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de R$ 300 milhões para ajudar a dar liquidez ao mercado de arroz. A entidade esteve reunida na quarta-feira (22) com o presidente da Conab, Edegar Pretto.
“Foi uma reunião produtiva, onde mostramos a necessidade, principalmente desse prêmio de escoamento, para ajudar nessa atividade e também possibilitar uma melhor remuneração. E as AGFs (Aquisição do Governo Federal) também vêm auxiliar o produtor no sentido de estabelecer preços mínimos”, disse em nota o presidente da Federarroz, Denis Nunes.
O pacote de ajuda da Conab inclui leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Aquisições do Governo Federal (AGF), instrumentos que podem ser acionados quando o preço de mercado de um produto agrícola fica abaixo do preço mínimo estipulado pelo governo federal.
De acordo com a estatal, atualmente o preço pago ao produtor de arroz no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, R$ 5 por saca abaixo dos R$ 63,64 estabelecidos como valor mínimo para a temporada.
Além das medidas emergenciais, também chegou a ser abordada na reunião entre a Federarroz e a Conab a necessidade de redução da área do plantio do arroz em função da crise do setor. Na nota, Nunes disse que estima algo em torno de 15% de área para um enxugamento de estoque.
“Acreditamos que o produtor está convencido disso, já temos fatos que comprovam essa tendência, o que naturalmente também provoca uma redução do investimento em tecnologia até pela dificuldade de crédito e juros altos”, acrescentou.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 5,3 bilhões em financiamentos pelo Plano Brasil Soberano. O objetivo é apoiar empresas atingidas pelo aumento das tarifas de importação imposto recentemente pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo o banco, foram autorizadas 371 operações de crédito, distribuídas em três linhas principais: Capital de Giro, Giro Diversificação e Bens de Capital.
Indústria concentra maior parte dos recursos
A maior parcela dos financiamentos, cerca de R$ 4,38 bilhões, foi destinada à indústria de transformação — um dos setores mais afetados pelas restrições comerciais norte-americanas. O comércio e os serviços receberam R$ 468 milhões, enquanto a agropecuária foi contemplada com R$ 336 milhões. A indústria extrativa ficou com R$ 127 milhões.
A linha Capital de Giro, voltada a despesas operacionais e manutenção de atividades, respondeu por R$ 2,86 bilhões. Já a Giro Diversificação, que estimula a busca de novos mercados externos, movimentou R$ 2,39 bilhões. Outros R$ 52 milhões foram liberados para a compra de bens de capital.
Apoio à preservação de empregos e exportações
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a medida busca proteger empregos e reduzir os impactos do chamado “tarifaço” sobre as exportações brasileiras. “A determinação do presidente Lula é preservar postos de trabalho e estimular o desenvolvimento de novos mercados”, destacou.
O Plano Brasil Soberano foi criado em resposta às barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, especialmente industriais e agropecuários. A expectativa do governo é que o pacote de crédito ajude empresas a manter a produção e ampliar a presença internacional diante do novo cenário comercial.
Nesta segunda, 20/10, em Libertyville, Illinois (EUA), foi anunciada a formação da Sumitomo Biorational Company LLC (SBC) e o Centro Global de Excelência para Inovação em Bioracionais, resultado da integração das empresas Valent BioSciences LLC, MGK e Valent North America LLC, referências mundiais em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de reguladores de crescimento e soluções de origem biológica e natural.
A nova empresa, subsidiária da Sumitomo Chemical, vai assumir a nova nomenclatura a partir de abril de 2026, e marca um avanço estratégico da Sumitomo Chemical em outras geografias, especialmente no Brasil, onde a demanda por soluções e tecnologias com foco em manejo fisiológico, dentre outras, é crescente. “Para nós, significa maior acesso e com mais agilidade a soluções sustentáveis baseadas em reguladores de crescimento, micro-organismos, extratos botânicos e outros insumos de base biológica, alinhados às exigências globais, ao avanço da agricultura de baixo impacto e condições climáticas que temos por aqui”, afirma o CEO da Sumitomo Chemical América Latina, Nairo Piña.
No segmento de BioRacionais, em 2024, o faturamento da Sumitomo Chemical Brasil cresceu 14% em comparação com o ano anterior. “A expectativa é acelerar esse patamar de crescimento pelos próximos anos com a chegada de grandes inovações que estão em desenvolvimento, e que chegarão mais cedo através dessa rede global de inovação”, afirma Piña.
Mauro Alberton, diretor de Marketing e Desenvolvimento de Negócios Latam, explica que “essa nova organização vem para reforçar o compromisso de ter duas grandes fontes de inovação: nossa matriz no Japão focada em proteção de cultivos; e a Sumitomo Chemical Biorational, nos EUA, especialista em BioRacionais, que vai ampliar nosso pioneirismo e conhecimento em fisiologia de plantas, principalmente, contribuindo em sua estruturação (acima e abaixo do solo), na maior resistência às intempéries climáticas e aumento do potencial produtivo dos principais cultivos, oferecendo novas oportunidades de manejo e melhores ferramentas ao agricultor brasileiro”.
“Essa consolidação vai impulsionar os negócios em países latino-americanos, onde a Sumitomo Chemical já tem atuação, com ampliação da oferta de soluções sustentáveis, colaborando para maior competitividade no setor de BioRacionais, oferecendo mais opções ao produtor e estimulando práticas agrícolas mais eficientes e responsáveis. Também reforça nosso compromisso com a sustentabilidade, a inovação e nosso papel em oferecer um portfólio mais robusto em BioRacionais aos nossos clientes e parceiros, facilitando o acesso deles à essas tecnologias”, destaca Alexandre Pires, diretor das operações da Sumitomo Chemical no Brasil.
Já Luis Henrique Sanfelice Rahmeier, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento, Regulatório e Sustentabilidade Latam, comenta que “a criação do Centro Global de Excelência para Inovação em BioRacionais evidencia a importância e o compromisso da Sumitomo Chemical em desenvolver a agricultura regenerativa e as práticas de sustentabilidade pela pesquisa, inovação e conhecimento. Para a nossa operação, o Centro de Excelência trará uma significativa eficiência nos processos, pois seremos capazes de aumentar a captura das necessidades do produtor, desenvolver soluções integradas de nossas tecnologias e contar com todo o conhecimento em soluções BioRacionais, com biológicos, micro-organismos, extratos naturais, reguladores de crescimento e outros, de maneira mais rápida, eficiente e adequada ao produtor brasileiro”.
O executivo Shinsuke (Shin) Shojima será presidente e CEO da Sumitomo Biorational Company LLC (SBC). Com mais de 35 anos de experiência em uma variedade de cargos executivos seniores em toda a Sumitomo Chemical, Shojima gerenciará as práticas globais de saúde agrícola e ambiental para tecnologias BioRacionais.
Os portos organizados do Norte movimentaram 30,2 milhões de toneladas de carga entre janeiro e agosto de 2025. O crescimento se concentrou nos granéis sólidos, que somaram 24,8 milhões de toneladas, com destaque para o milho.
Em agosto, foram movimentadas 3,9 milhões de toneladas de granéis sólidos, aumento de 2,16% sobre o mesmo mês de 2024. O milho respondeu por 2 milhões de toneladas, alta de 10,4%, enquanto fertilizantes e produtos químicos inorgânicos avançaram 18% e 13,1%, respectivamente.
Os números são do Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Portos com maior crescimento
O Porto de Santana (AP) registrou o maior salto percentual. Em agosto, a movimentação passou de 316 mil toneladas para 395 mil, aumento de 25,2%, impulsionado pelo milho, que subiu 85% frente a agosto de 2024.
Santarém (PA) também se destacou, com 1,9 milhão de toneladas movimentadas em agosto, crescimento de 11,25%. As exportações no terminal aumentaram 45,33% em relação ao ano anterior, reforçando sua relevância para o escoamento agrícola regional.
Porto Velho (RO) teve aumento modesto de 0,92%, puxado principalmente pela soja, que totalizou 123 mil toneladas. Outros portos, como Vila do Conde (PA) e Belém (PA), movimentaram 1,8 milhão e 264 mil toneladas, respectivamente.
Papel estratégico da região Norte
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a importância logística da região. “O avanço reflete maior eficiência e competitividade, consolidando o Norte como eixo estratégico de transporte e integração nacional”, afirmou.
O desempenho dos portos evidencia a relevância do Norte no escoamento de grãos, principalmente milho, reforçando o papel da região no comércio exterior e na logística do agronegócio brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, comandaram nesta quinta-feira (23), no Palácio Merdeka, em Jacarta, uma cerimônia de assinatura de acordos e memorandos de cooperação bilateral.
O evento contou com a participação de ministros e representantes do setor privado do Brasil e da Indonésia. Foram firmados acordos nas áreas de energia, mineração, agricultura, ciência, tecnologia, estatística e comércio.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, assinou um memorando com vistas à ampliação do fluxo comercial e dos investimentos recíprocos com o representante da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (Kadin).
Já o empresário Wesley Batista, da JBS, firmou um acordo voltado à exportação de proteína animal brasileira para o mercado indonésio.