
O Brasil poderá exportar seis novos produtos agropecuários para a Malásia. A abertura de mercado foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após reunião bilateral no Ministério da Agricultura da Malásia em Kuala Lumpur durante a missão presidencial ao país asiático.
“Seis mercados abertos, a retomada importante da exportação do frango brasileiro e novas oportunidades para o setor produtivo e para a população brasileira”, afirmou Fávaro em vídeo nas redes sociais.
De acordo com o ministro, o Brasil poderá exportar pescados extrativos e de cultivo para o mercado malaio. O país autorizou ainda a entrada de gergelim e ovo em pó do Brasil.
A Malásia também liberou a importação de melões do Ceará e do Rio Grande do Norte e de maçãs do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Além das aberturas de mercados, a Malásia vai retomar a importação de frango brasileiro, embarques que estão suspensos desde 16 de maio quando o Brasil registrou um caso de gripe aviária em plantel comercial.
“Retomamos o comércio de carne de frango em apenas 3 meses, um processo que poderia levar 12 meses conforme prevê o protocolo e já nesse curto espaço de tempo conseguimos concluir”, disse Favaro.
A flexibilização do protocolo de exportação de frango era uma das prioridades do governo brasileiro na comitiva.
A Malásia também confirmou ao governo brasileiro a realização de uma auditoria em novembro em 16 frigoríficos de carne suína para habilitação para exportações. Atualmente, dois frigoríficos estão aptos a exportar carne suína ao país do Sudeste Asiático.

Os ministros da Agricultura das Américas se reúnem em Brasília, entre os dias 3 e 5 de novembro, para escolher o novo diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA), órgão que reúne 34 países do continente e atua há mais de 80 anos na formulação de políticas e projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do setor.
Um dos candidatos ao cargo é Fernando Matos, ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Associação Rural do Uruguai. Em entrevista ao Rural Notícias, do Canal Rural, Matos destacou a importância da integração entre os países das Américas e o papel de liderança do Brasil no avanço tecnológico do agronegócio.
“O IICA é uma organização multilateral especializada na cooperação para a agricultura, assistência técnica e financiamento de projetos. É um órgão com 83 anos de existência e um papel estratégico na segurança alimentar global”, afirmou.
Segundo Matos, o continente americano é o que mais reúne condições para expandir de forma sustentável a produção de alimentos no mundo.
“Temos solo fértil, água doce em abundância, clima favorável e produtores qualificados. O hemisfério ocidental tem um papel central na segurança alimentar global”, destacou.
O candidato uruguaio também ressaltou que o Brasil é peça-chave nesse processo, principalmente pela expertise desenvolvida na agricultura tropical e pelos avanços da Embrapa.
“O Brasil é exemplo de sucesso, com evolução tecnológica que o colocou entre os principais produtores e exportadores do mundo. A cooperação brasileira, especialmente em pesquisa e inovação, pode transformar a agricultura em outros países das Américas”, afirmou.
Matos lembrou que o mundo enfrentará um grande desafio nas próximas décadas: produzir mais com menos recursos.
“A população global deve passar de 8 para 10 bilhões de pessoas, o que exigirá entre 50% e 60% mais alimentos, biocombustíveis e fibras. Isso só será possível com tecnologia, pesquisa e sustentabilidade”, avaliou.
O ex-ministro também defendeu a necessidade de reduzir desigualdades regionais e fortalecer a cooperação diante dos efeitos das mudanças climáticas e dos riscos sanitários.
“A paz do mundo dependerá do que fizermos para fortalecer as cadeias produtivas e garantir o abastecimento de alimentos”, concluiu.
A eleição do novo diretor do IICA ocorre durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, em Brasília. Dos 34 países membros, 32 terão direito a voto, já que Venezuela e Nicarágua estão temporariamente impedidas de participar do processo.

O mercado físico do boi gordo manteve-se acima da referência média em várias regiões, com destaque para Rondônia, Pará, Tocantins e Goiás. Em São Paulo, as negociações se sustentam em patamares estáveis, com frigoríficos de maior porte operando com escalas confortáveis e boa presença de animais de parceria.
As exportações seguem com desempenho acima do habitual, segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
O mercado atacadista segue firme, com tendência de alta no curtíssimo prazo, impulsionada pelo aumento do consumo doméstico com o fim de ano se aproximando. O décimo terceiro salário, postos temporários de emprego e confraternizações contribuem para a maior demanda.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,3926 para venda e R$ 5,3906 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3622 e R$ 5,4027. Na semana, o real valorizou 0,25% frente ao dólar.

Produzir leite no Brasil tem se tornado cada vez mais difícil. No Rio Grande do Sul, estado historicamente importante para o setor, o número de produtores caiu para cerca de 28 mil, um terço do que existia há dez anos. A principal causa, segundo entidades representativas, é a combinação entre custos altos, preços baixos e aumento das importações de lácteos, principalmente vindos do Mercosul.
O preço pago ao produtor, que tradicionalmente sobe no inverno, teve quedas sucessivas ao longo de 2025. Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a média nacional em outubro ficou em R$ 2,22 por litro, frente aos R$ 2,66 registrados no mesmo período de 2024. Em Santa Catarina, o valor médio está em R$ 2,14. O custo de produção, no entanto, ultrapassa R$ 2,20 por litro, o que mantém milhares de produtores no prejuízo.
“Nós estamos enormemente preocupados com a queda no preço pago ao produtor. Produzimos com qualidade, mas o custo é alto. Nosso custo médio hoje está acima de R$ 2,20”, afirma Marcos Tang, presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul.
A entidade sugere três medidas imediatas para conter a crise:
Em entrevista ao Mercado & Cia, telejornal do Canal Rural, a pesquisadora Natália Grigol, do Cepea, explicou que a queda nos preços é reflexo de um desequilíbrio entre oferta e demanda.
“A produção de leite aumentou nos últimos meses, resultado de investimentos feitos em 2024, quando as margens estavam melhores. Essa oferta maior, somada à entrada de produtos importados, ampliou a disponibilidade no mercado, o que pressiona as cotações para baixo”, detalha Grigol.
A especialista destaca ainda que o cenário deve permanecer desafiador nos próximos três meses, com tendência de queda até o fim do ano. O aumento das chuvas favorece as pastagens, elevando ainda mais a produção e dificultando uma recuperação rápida dos preços.
Para enfrentar o período de baixa rentabilidade, Natália recomenda planejamento financeiro e controle rigoroso dos custos de produção.
“A volatilidade é um velho vilão do setor. O produtor precisa se planejar, manter um olho no curto prazo e outro no longo prazo, para não desinvestir de forma precipitada”, afirma.
Enquanto isso, nas propriedades, o sentimento é de incerteza. Muitos pequenos produtores relatam que, sem medidas urgentes, pode haver um novo êxodo rural semelhante ao ocorrido nos últimos anos.
“Os pequenos não estão conseguindo se manter. A cada mês que o preço cai, mais gente deixa a atividade”, lamenta Celis Gasparetto, produtora de Xaxim (SC).

Produtores dos vales do Araguaia e do Guaporé, em Mato Grosso, celebram a aprovação unânime na Assembleia Legislativa de um projeto que define com precisão as áreas úmidas e estabelece regras claras para o uso produtivo das terras. A medida promete encerrar anos de incertezas e garantir mais segurança jurídica aos agricultores e pecuaristas da região.
O projeto encerra um impasse histórico relacionado ao zoneamento socioeconômico ecológico do estado. Estudos anteriores classificavam grandes trechos dos vales do Araguaia e do Guaporé como semelhantes ao Pantanal, o que poderia restringir o uso de mais de 4 milhões de hectares em cerca de 19 municípios.
O novo levantamento da Universidade Federal de Mato Grosso revelou que apenas parte do território é realmente sujeita a inundações.
Com base nesses dados, o projeto de lei complementar foi elaborado e aprovado pelos deputados, permitindo a reclassificação de áreas que não apresentam características de zona úmida para atividades agropecuárias, sempre respeitando as normas ambientais.
O zoneamento completo deve ser finalizado até março de 2026 e passará por audiência pública. O texto aprovado segue agora para sanção do governador Mauro Mendes, cabendo ao Conselho Estadual de Meio Ambiente sua aplicação.
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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo moderado de negócios. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, alguns lotes chegaram a rodar ao longo do dia, mas nada muito expressivo. O foco do produtor permanece voltado ao avanço do plantio da safra nova, o que reduz sua participação nas negociações do disponível.
Silveira destaca que indústria e porto seguem com movimentações lentas, em um ambiente de pouca oscilação externa. “CBOT, dólar e prêmios variaram muito pouco, então os preços também mudaram pouco”, explica. Com isso, a semana foi considerada calma em termos de comercialização, tanto para a safra velha quanto para a safra nova.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira com preços mais baixos para grão e óleo, e ligeira alta para o farelo. O movimento foi de realização de lucros antes do final de semana, mas as perdas para o grão foram limitadas pelo otimismo em torno de um possível avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
A posição novembro/25 da soja acumulou na semana alta de 2,18%. O contrato para novembro/25 fechou em US$ 10,41 ¾ por bushel, queda de 0,28%, enquanto o janeiro/26 ficou em US$ 10,60, recuo de 0,16%. No farelo, dezembro/25 subiu 0,61%, cotado a US$ 294,10 por tonelada. No óleo, o vencimento dezembro/25 caiu 1,17%, para 50,27 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial fechou a sessão em leve alta de 0,13%, cotado a R$ 5,3926 para venda e R$ 5,3906 para compra. Ao longo do dia, a moeda variou entre R$ 5,3622 e R$ 5,4027. Na semana, acumulou desvalorização de 0,25%.

O agronegócio brasileiro passa por um período de ajuste depois de anos de expansão e rentabilidade elevada. A combinação entre custos altos, queda nos preços das commodities e aumento do endividamento tem elevado os índices de inadimplência no campo, gerando preocupação em toda a cadeia financeira, dos fornecedores de insumos aos bancos.
Segundo Eric Emiliano, sócio da L.E.K. Consulting, o cenário atual reflete uma fase de margens mais apertadas e menor capacidade de pagamento por parte dos produtores.
“O agronegócio teve anos muito bons, especialmente nas culturas de soja e milho, mas já vem há duas ou três safras com margens mais curtas. Os custos subiram, os preços das commodities caíram e isso pressiona o caixa do produtor”, explicou.
Eric lembra que a alavancagem é algo comum na atividade agrícola, com produtores recorrendo a crédito de cooperativas, revendas, tradings e bancos , mas ressalta que a estrutura de endividamento se tornou mais pesada diante do cenário de rentabilidade menor.
“Nos momentos de margens altas, muitos produtores investiram e captaram mais recursos. Agora, com receitas menores, pagar as contas e as dívidas ficou mais difícil”, pontuou.
Apesar da alta da inadimplência, o especialista avalia que o problema não deve se estender por muito tempo.
“O agricultor brasileiro é muito resiliente. Já passamos por outros ciclos de aperto e o setor sempre se adapta. A retomada vai depender de fatores como o aumento da produtividade, que é essencial para melhorar o resultado dentro da porteira”, destacou.
Eric também chama atenção para as mudanças na estrutura de crédito do setor. A participação do governo no financiamento agrícola, segundo ele, vem diminuindo, abrindo espaço para bancos e mercado de capitais.
“A agricultura cresce mais rápido do que a capacidade do governo de ampliar recursos. Por isso, outros agentes da cadeia, como indústrias de insumos, tradings e instituições financeiras, vêm assumindo papel maior no crédito rural”, explicou.
Nos últimos anos, observa o consultor, os bancos e o mercado de capitais aumentaram sua presença no financiamento ao agro. No entanto, com a inadimplência em alta, há um movimento de cautela.
“Mesmo assim, acreditamos que uma participação maior dessas instituições é positiva, porque traz especialização financeira e deixa a cadeia de insumos e tradings focada em suas atividades principais”, afirmou.
Para o especialista, o futuro do crédito agrícola deve ser marcado por soluções financeiras mais sofisticadas e garantias estruturadas, acompanhando a maturidade do setor.
“Os modelos de financiamento vão ficar mais complexos, tanto na origem dos recursos quanto nas formas de garantia. Isso é sinal de um mercado que está evoluindo”.

Produtores de aves e suínos enfrentam a necessidade de redobrar os cuidados com o manejo devido à previsão de temperaturas acima de 35 °C nas próximas semanas. As regiões mais afetadas incluem o Centro-Oeste e o interior de São Paulo.
O meteorologista Arthur Muller, do Canal Rural, destacou que a onda de calor deve impactar áreas como Tangará da Serra (MT), onde as temperaturas podem chegar a 36 °C entre sexta e sábado (25 e 26 de outubro). Esse nível é considerado estressante para aves e bovinos em confinamento.
No Mato Grosso do Sul, Sidrolândia também deve registrar calor intenso até o fim de semana, com temperaturas em torno de 30 °C. No interior de São Paulo, em Itapetininga, os termômetros devem registrar até 34 °C, com uma queda esperada após a chegada da frente fria, que trará chuvas e máximas de 26 °C.
“Essa variação de temperatura impacta diretamente na imunidade dos animais. O calor excessivo seguido de queda brusca pode comprometer o desempenho das aves e aumentar o risco de doenças”, alertou Muller.
Adriano da Silva, extensionista da Seara, informa que os primeiros sinais de desconforto térmico nas aves incluem ofegação, apatia e redução do consumo de ração. “O ideal é que, nos horários de maior calor, as aves estejam sob ventilação máxima, com bom controle das cortinas e uso adequado da nebulização”, ressaltou.
Os especialistas destacam que a combinação entre previsões meteorológicas e manejo preventivo é a melhor estratégia para evitar perdas produtivas durante o período mais quente da primavera. A atenção deve ser constante para garantir o bem-estar e o desempenho das aves e suínos.
Com informações de: interligados.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

A balança comercial de Goiás teve superávit de US$ 700,5 milhões em setembro de 2025, com exportações de US$ 1,19 bilhão e importações de US$ 490,1 milhões.
O resultado representa crescimento de 38,5% nas vendas externas em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgados pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
O complexo soja foi o principal destaque das exportações de Goiás em setembro, respondendo por 32,4% do total, com ênfase na soja in natura, cujas vendas cresceram 176% em relação a setembro de 2024.
Também se destacaram os setores de carnes, que representaram 23,88% das exportações e registraram alta de 41,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e os minérios de cobre, com participação de 4,46%, cujas exportações mais que dobraram, registrando crescimento de 111%.
No acumulado de janeiro a setembro de 2025, Goiás soma US$ 10,35 bilhões em exportações e US$ 3,99 bilhões em importações, gerando um superávit de US$ 6,36 bilhões, alta de 14,7% em relação ao mesmo período de 2024.
A China permanece como principal destino das exportações goianas, concentrando 38,6% das vendas em setembro e 47,3% no acumulado do ano. Em seguida, aparecem Espanha, Estados Unidos, Irã, Vietnã e Indonésia.
Entre os municípios, Rio Verde liderou as exportações do mês, com US$ 281,2 milhões, seguido por Jataí, Mozarlândia, Palmeiras de Goiás e Alto Horizonte. Nas importações, Anápolis se destacou, respondendo por 37,6% do total estadual, impulsionada pelo polo farmacêutico.